Ciclo de formação clássica católica- 2019

Com o intuito de oferecer formação sobre Educação, com base na tradição católica, a Irmandade do Carmo retoma as suas atividades de formação católica clássica. Desta vez, vale destacar, nosso ciclo de formação é levado a cabo dentro do contexto do projeto de nossa futura escola: o Colégio Santo Tomás de Aquino. Este é um evento aberto ao público interessado.

Conheça nosso projeto:
bit.ly/colsaotomas

Faça a sua inscrição:
https://forms.gle/fFwXs4GuUaShR5Cy7

Obs.: Haverá emissão de certificados

Formação de Fiéis- 2019

Em 2019 a Irmandade do Carmo inicia um novo projeto de Formação de Fiéis: promoveremos cursos trimestrais, que substituirão as formações costumeiramente realizadas no fim de cada mês, com temas específicos sobre a Fé Católica, a fim de dar o aprofundamento necessário ao entendimento das matérias mais importantes da Doutrina da Igreja, tão necessárias ao apostolado de cada fiel. 

Liturgia Diária- 03/10/2018

SANTA TERESA DO MENINO JESUS, Virgem

Festa de 1ª Classe (em Uberlândia) – Missa Própria

Padroeira da Diocese de Uberlândia

A grande Santa de nossos dias nasceu aos dois de janeiro de 1873. Com 15 anos, por licença especial do Papa Leão XIII, entrou no Carmelo de Lísieux. Singulares foram as graças que recebeu (Leitura e Comunhão) e belas as suas virtudes (Versículo do Aleluia e Evangelho). Na Oração pedimos a graça de poder seguir o seu exemplo de humildade e simplicidade. Extraordinárias têm sido as graças que, qual chuva de rosas, deixa cair sobre as almas aqui na terra, depois de sua morte. Foi canonizada pelo Papa Pio XI, em 17 de maio de 1925, e declarada padroeira de todas as missões e dos missionários a 14 de dezembro de 1927.


Páginas 1314 a 1317 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes, com Comemoração dos Santos Anjos da Guarda.


Liturgia Diária- 29/09/2018

DEDICAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

São Miguel Arcanjo, vencedor do dragão infernal, oferecei a Deus as nossas orações como o fumo dos perfumes.

A festa de 29 de setembro é a mais antiga das festas consagradas a S. Miguel; lembra a dedicação do velho e venerável santuário dedicado ao santo arcanjo, nos arredores de Roma, a sete milhas da via Salária. A missa composta para a circunstância é atualmente a do 18º Domingo depois de Pentecostes. A que nós temos hoje tem muitas partes semelhantes à da festa dos Santos Anjos da Guarda, pois estas duas festas confundiram-se durante muitos anos.

O nome de Miguel (em hebraico, “quem como Deus”) lembra o combate que se travou no Céu ente o Arcanjo, “príncipe da milícia celeste”, e o demônio. No combate que continua entre o bem e o mal, Cristo tem por aliados S. Miguel e os seus anjos, a Igreja e os santos; do lado oposto estão Satanás e os demônios, com todos os seus auxiliares. Também nós estamos pessoalmente alistados neste combate; peçamos a São Miguel e aos seus anjos que nos ajudem, para não perecermos no dia do juízo. Quando um cristão deixa este mundo, a Igreja pede que S. Miguel, o porta estandarte, o introduza na luz celeste (Antífona do Ofertório da missa de Réquiem); daí o hábito de o representar segundo a balança divina onde são pesadas as almas. S.Miguel é também quem preside ao culto de adoração que se presta a Deus; foi a ele que São João, no Apocalipse, viu junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão; ele faz subir até Deus, como o fumo do incenso, a oração dos santos. 


Páginas 1306 a 1310 do Missal Quotidiano.


Formação de Fiéis às 16 horas na Sede da Irmandade (mais informações). Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 27/09/2018

SÃO COSME E SÃO DAMIÃO, Mártires

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Toda a Igreja do Oriente começou a venerar São Cosme e São Damião por causa das inúmeras curas operadas sobre o seu túmulo, em Ciro, onde foram martirizados sob Diocleciano. Seriam eles médicos? É possível. Em todo caso cedo foram considerados como tais, em particular em Roma, onde o culto dos SS. Cosme e Damião foi introduzido no século VI. Na quinta-feira da 3ª semana da Quaresma, dia em que a estação se reúne na sua basílica do Fórum, a missa composta composta em sua honra está cheia da dupla ideia de cura e salvação; evoca bem dois mártires e dois médicos que curavam ao mesmo tempo corpos e almas. Os nomes dos dois Santos estão no cânon da missa, depois dos mártires romanos. 

Liturgia Diária- 24/09/2018

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS

Comemoração- Missa “Salve Sancta Parens” e Coleta própria com Comemoração da Féria

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Primeiramente conhecida pelo nome de Ordem de santa Eulália para o resgate dos cativos, a Ordem de Nossa Senhora das Mercês (“merces” quer dizer resgate) foi fundada no século XIII; era sua finalidade o resgate dos cristãos prisioneiros dos muçulmanos. No século XV, atribuía-se a sua fundação a São Pedro Nolasco e a São Raimundo de Penaforte, a quem a Santíssima Virgem apareceu, tomando a obra sob a sua proteção. A festa de 24 de Setembro comemora esta aparição; celebrada a princípio pela Ordem, foi estendida à Igreja universal em 1696.

Liturgia Diária- 22/09/2018

SÁBADO DAS QUATRO-TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe- Missa Própria

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O sábado das Quatro-Têmporas de Setembro lembra uma dupla festa de penitência e de alegria, que entre os Judeus se celebrava nesta época: a festa da Expiação, para pedir, com a oferenda do sangue das vítimas, o perdão dos pecados do povo; e a festa dos Tabernáculos, na altura em que, durante uma semana, se habitava nas tendas, com o fim de lembrar aos israelitas a vida nômada no deserto. 

A evocação destas festas antigas, mais que simples recordação, é índice da proteção constante e da misericórdia de Deus a favor do seu ´povo, bem como o anúncio da nossa Redenção. No Sumo Sacerdote, único a transpor o “Sancta sanctorum”, com o sangue dos animais, para remissão dos pecados do povo, vê S. Paulo a figura de Cristo, penetrando no Céu com seu sangue, depois de nos ter conquistado a Redenção eterna.


Páginas 678 a 686 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes às 18:30 horas.


Liturgia Diária- 21/09/2018

SÃO MATEUS, Apóstolo e Evangelista

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

No momento em que Jesus chamou Mateus para O seguir, era ele um publicano, cobrador de impostos por conta dos romanos. Compreende-se o odioso duma profissão que lembrava aos judeus a sua dependência; o publicano era também considerado pelos fariseus como o tipo do pecador. Porém nada disto deteve Jesus. A narração evangélica sublinha a bondade e a magnanimidade com que cumpriu a sua missão de Salvador. 

S. Mateus é-nos, sobretudo, conhecido como evangelista. Foi ele o primeiro a pôr por escrito os ensinamentos do Senhor e a história de sua vida. Fê-lo em aramaico, a língua que falava Nosso Senhor. O nome de São Mateus encontra-se no cânon da Missa, no grupo dos apóstolos. 


SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

O jejum penitencial, que a Igreja nos impõe, postula a conversão de coração, conversão sincera a Deus, que o profeta Oseias reclamava aos Judeus (epístola). É esta conversão que dá, com a amizade de Deus, a alegria de viver em sua presença (introito e epístola). O evangelho vem depois demonstrar até onde chega o perdão: ninguém perdoa, como Deus perdoa. Nesta véspera de ordenações, todos se devem lembrar de dar graças a Deus, por Ele continuar, por meio dos seus sacerdotes, a obra de perdão e conversão que veio realizar à terra.


Páginas 1295 a 1297 e 675 a 677 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes às 18:30 horas.


Liturgia Diária- 20/09/2018

SANTO EUSTÁQUIO E COMPANHEIROS, Mártires

Comemoração- Missa “Sapientiam” com 2ªs orações da Féria

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O culto de Santo Eustáquio ou Eustato, introduziu-se em Roma durante a alta Idade Média. Os seus numerosos biógrafos tem se comprazido em multiplicar os fatos maravilhosos que teriam ilustrado a sua vida e martírio. Em mais dum ponto se aparentam com os da vida de Santo Humberto, particularmente o episódio da caça ao veado, em que o animal para de súbito, deixando ver entre as hastes a imagem de Jesus crucificado. 

Liturgia Diária- 19/09/2018

QUARTA-FEIRA DAS QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe- Missa Própria

As Quatro-Têmporas de Setembro são conjuntamente dias de jejum e momentos de jubilosa ação de graças. Lembram aos judeus a dupla promulgação da Lei, à saída do Egito e depois do cativeiro da Babilônia. Lembram aos cristãos a proteção permanente de Deus concedida ao seu povo, e a sua libertação. A ação de graças pelas colheitas do ano vai unir-se à evocação dos antigos benefícios de Deus. 


SÃO JANUÁRIO, Bispo E COMPANHEIROS, Mártires

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações da Missa “Salus autem”

S. Januário, que a lenda nos apresenta como morto em Pouzzoles, perto de Nápoles, é um bispo de Benavente, na Campânia. Mais dois bispos de Benavente tiveram este nome durante a primeira metade do século IV; pode ser que aqui se trate do primeiro, martirizado aí por volta de 305. O martirológio romano dá-lhe como companheiros de suplício Sócio, Prócolo, Eutíquio e Acúcio. 

São Januário é patrono principal de Nápoles. A sua fama vem sobretudo do milagre da liquefação do seu sangue, que se repete três vezes no ano, e às vezes mais. O fenômeno ainda não foi explicado naturalmente.


Páginas 670 a 675 836 a 839 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes às 18:30 horas.


Liturgia Diária- 18/09/2018

SÃO JOSÉ DE CUPERTINO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

São José de Cupertino é um dos santos mais extraordinários da Ordem de São Francisco. Nascido em 1603 em Cupertino, no antigo reino de Nápoles, parecia desprovido das qualidades intelectuais indispensáveis para ser religioso. Foi, todavia, recebido pelos Franciscanos Conventuais como irmão converso, e recebeu mesmo o sacerdócio. Estava animado dum imenso amor de Deus e do próximo, duma paciência a toda prova. Tornou-se célebre pelos seus êxtases. Morreu em Osimo, na Itália Central, a 18 de setembro de 1663.

Liturgia Diária- 17/09/2018

IMPRESSÃO DOS ESTIGMAS DE SÃO FRANCISCO

Comemoração- Missa de 4 de outubro, com orações e evangelho próprios e 2ªs orações da Féria

Dois anos antes de sua morte, São Francisco retirou-se para o monte Alverne, onde começou um jejum de quarenta dias em honra de São Miguel. Foi aí que, no meio de vigílias e duma incessante oração, ele viu um serafim de asas flamejantes, cujos pés e mãos estavam pregados a uma cruz, ao mesmo tempo que cinco chagas semelhantes às de Jesus, se formavam nos seus pés, mãos e lado; da chaga do lado escorria sangue. Estes estigmas foram, depois, de tal modo bem verificados, que os franciscanos lhe celebraram a memória a partir do século XIV; o papa Clemente IX, em 1669, estendeu esta festa a toda a Igreja. 

Liturgia Diária- 14/09/2018

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Festa de 2ª Classe- Missa própria

A festa de 14 de setembro teve primeiramente por único objeto o aniversário da descoberta das basílicas constantinas consagradas em Jerusalém a 14 de setembro de 335, no próprio local do santo sepulcro e do calvário. Mais tarde, porém, uma confusão de datas fez passar para este dia a memória doutro acontecimento que suplantou o primeiro: a restituição da Santa Cruz pelos persas em 629. Levada de Jerusalém quinze anos antes, após uma vitória dos persas, fo reconduzida em triunfo para Jerusalém pelo imperador Heráclito, vencedor por sua vez dos exércitos persas. 

A liturgia da Cruz é uma liturgia triunfante: a Igreja celebra nela a vitória de Cristo sobre a morte e o glorioso troféu da nossa redenção. Já a serpente de bronze erguida por Moisés sobre o povo, o anunciava: a salvação havia de nos vir da exaltação de Jesus sobre o madeiro da Cruz.


Páginas 1279 a 1282 do Missal Quotidino.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 11/09/2018

SÃO PROTO E SÃO JACINTO, Mártires

Comemoração- Missa “Salus autem” com orações próprias e 2ªs orações da Féria

O túmulo desses dois mártires romanos, duma época desconhecida, foi encontrado intacto em Roma em 1845. Em 1934, as relíquias foram transportadas para a nova capela da Propaganda sobre o Janículo. 

Liturgia Diária- 05/09/2018

SÃO LOURENÇO JUSTINIANO, Bispo e Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Statuit” (1º do Comum dos Confessores)

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São Lourenço Justiniano é um dos grandes santos italianos do século XV. Pertencia à ilustre família dos Justinianos, mas preferiu uma vida simples e santa à situação brilhante que a mãe lhe preparava. Entrando nos cônegos de S. Jorge de Alga, praticava aí uma vida de oração e mortificação, quando o papa Eugênio IV o chamou ao episcopado. Feito patriarca de Veneza, então no fastígio da glória e do poder, reagiu contra os excessos do humanismo, e pela sua austeridade, foi, para os grandes como para os simples, o exemplo da cidade. Morreu em 8 de janeiro de 1455, com a idade de 74 anos.

Liturgia Diária- 03/09/2018

SÃO PIO X, Papa e Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

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José Sarto nasceu em Riese, pequena aldeia da Venécia, em 2 de junho de 1835, dum meio extremamente modesto. A sua inteligência, o seu trabalho e a sua piedade, fizeram-no subir sucessivamente os degraus da hierarquia: vigário, cura, bispo de Mântua, patriarca de Veneza; eleito papa em 4 de Agosto de 1903, tomou o nome de Pio X.

Foi para a Igreja um pastor duma dedicação infatigável e duma energia lúcida, ardente defensor da pureza da doutrina. Reconhecendo o valor da liturgia como oração da Igreja e todo o apoio que ela pode fornecer à devoção dos fiéis, restituiu toda a honra às cerimônias do culto, particularmente ao canto gregoriano, para que o povo pudesse, segundo a sua palavra, orar com beleza. Não se poupou a esforços para propagar a prática tão santificante da comunhão precoce, frequente e quotidiana. 

Morreu em 20 de agosto de 1914 e foi canonizado em 29 de maio de 1954. 

Liturgia Diária-01/09/2018

SÃO GIL OU EGÍDIO, Abade

Comemoração- Missa “Os justi” (Comum dos Abades), com Comemoração dos SS. Mártires e da Féria

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São Gil ou Egídio é um abade do século VII. Viveu provavelmente na região de Béziers, nas margens do Mediterrâneo. O pequeno mosteiro de São Pedro, na diocese de Nimes, onde seu corpo foi sepultado, tornou-se um dos santuários mais frequentados da cristandade, e fez nascer uma cidade. O culto de São Gil, muito popular na França, onde contam cerca de 150 igrejas construídas em sua honra, espalhou-se por todo o Ocidente.


SANTOS DOZE IRMÃOS MÁRTIRES DE BENAVENTE

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações próprias

A Igreja celebra hoje a festa dum grupo de doze mártires, cujos corpos, recolhidos em vários lugares da Itáia, foram transportados para Benavente em meados do século VIII. 


Liturgia Diária- 31/08/2018

SÃO RAIMUNDO NONATO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi”, com Coleta própria

São Raimundo Nonato, que consagrou a vida ao resgate dos cristãos cativos dos muçulmanos, foi um dos primeiros religiosos da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por São Pedro Nolasco e São Raimundo de Penaforte. Enviado a África, libertou grande número de cativos; à falta doutro resgate, a si mesmo se ofereceu para conseguir uma libertação que ele desejava a todo o preço, para evitar a apostasia dos cativos. Libertado por sua vez, foi criado cardeal por Gregório IX e morreu ao entrar em Roma, em 1240. 


Páginas 1263, 861 a 864 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração da Degolação de S.João Batista).


Liturgia Diária- 28/08/2018

SANTO AGOSTINHO, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Agostinho nasceu em Tagaste, na África do Norte em 354. Tendo a principio escutado docilmente sua mãe, Santa mônica, em breve se deixou arrastar para as mais graves desordens: “os meus pecados eram como uma bola de neve que engrossa à medida que a gente a faz rolar”. Desolada, Mônica orava e chorava, seguindo os passos do filho. Professor de talento e espírito sempre ansioso de saber, Agostinho partiu para Roma, sendo depois nomeado mestre de retórica em Milão. Santo Ambrósio acolheu com bondade o jovem professor, e ensinou-lhe a doutrina cristã; tendo já conhecido e seguido várias filosofias, Agostinho descobria a verdade a pouco e pouco. Um dia, por inspiração do alto, abriu as epístolas de São Paulo e leu: “Não vos atoleis na crápula e na impureza, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”. Imediatamente as suas indecisões acabaram. Recebeu o batismo no Sábado Santo de 387, com a idade de 32 anos. Sete meses depois, morria Santa Mônica, pedindo ao filho que “se lembrasse dela no altar do Senhor”. De regresso à África, ordenado presbítero e elevado depois a bispo de Hipona aos 41 anos, organizou o seu clero e praticou ele próprio a vida comum com os clérigos que o rodeavam. Deu-lhes uma organização. Três regras lhe foram atribuídas; uma delas foi tirada duma carta escrita a religiosas, sendo mais tarde adaptada a homens.

Santo Agostinho morreu em 28 de agosto de 430, depois dum episcopado de 36 anos. A sua influência foi enorme. Alma ardente e profunda, inteligência penetrante, deixou tratados e sermões que ainda hoje são verdadeiros tesouros do pensamento da Igreja. Com S. Ambrósio, São Jerônimo e São Gregório Magno, é um dos quatro grandes doutores da Igreja Latina. 


SÃO HERMES, Mártir

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

São Hermes, martirizado em Roma, provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, foi depultado num cemitério da via Salária. A “Depositio Martyrum” de 354 menciona-o já entre os mártires romanos.


Liturgia Diária- 27/08/2018

SÃO JOSÉ DE CALASANZ, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

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Nascido em 1556 duma nobre família de Aragão, São José Calasâncio sentiu-se muito cedo chamado a consagrar-se à instrução da juventude. É em Roma, a partir de 1597, que ele realiza este ideal, fundando uma nova Congregação de clérigos regulares, chamadas das escolas pias ou “Piaristas”. A instituição desenvolveu-se rapidamente, mas o fundador viu-se rodeado de colaboradores impostos que não cessavam de contrariar seus esforços. Suportou estes ultrajes com uma serenidade admirável. Morreu em 1648, com a idade de 92 anos. Pio XII deu-o como patrono a todas as escolas populares cristãs.

Liturgia Diária- XIV Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Vede as aves do céu, observai os lírios do campo”, – confiai no vosso Pai do Céu.

O evangelho e a epístola deste domingo conjuram-nos a não dividirmos a vida entre duas tendências contrárias. Ninguém pode servir a dois senhores: o espírito e a carne, Deus e o dinheiro. É preciso escolher. Tudo o que é útil e bom será dado, por acréscimo, pela Providência magnânima do Pai dos Céus, que alimenta as aves do céu e matiza os lírios dos campos.

O Espirito de Deus, criador em nós do homem novo, é que nos inspira a opção. Trava-se uma luta no plano das nossas tendências perversas; o orgulho, o egoísmo, o desejo do prazer – que nos separam de Deus – e tudo aquilo que, pelo contrário, tende para Ele e d’Ele nos aproxima. 

A coleta da missa é a expressão duma confiança total e dum abandono filial nas mãos de Deus. Um sentimento vivo de impotência humana não obsta à serenidade cristã. Ao contrário, é com mais intensidade que canta a sua alegria de pertencer a Deus e de viver sob a sua proteção vigilante. A Igreja vai-nos à frente, neste caminho, e manda-nos entoar cânticos de confiança e fé. “Mais vale confiar no Senhor que esperar nos homens. O anjo do Senhor vigia em torno do seu povo. Experimentai e vede como o Senhor é bom”.


Páginas 652 a 656 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Liturgia Diária- 25/08/2018

SÃO LUÍS, Confessor e Rei

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

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Rei da França desde os 12 anos, Luís IX tinha sido educado piedosamente por sua mãe, Branca de Castela. Conservou toda a vida uma profunda piedade, e no seu ofício de rei conduziu-se sempre como um verdadeiro santo. “Foi – diz Bossuet- o rei mais justo e mais santo que jamais possuiu uma coroa”. Todo entregue aos negócios do reino como aos do mundo cristão, foi um grande fautor da paz: reis e príncipes recorriam constantemente à sua arbitragem. Humilde e recto, compassivo com os desgraçados, tratando por suas próprias mãos os leprosos e doentes, São Luís dava a todos o exemplo duma caridade transbordante e duma equidade soberana. Era terceiro franciscano. 

Por causa de uma doença, fez voto de empreender uma cruzada para libertar os lugares santos. Vitorioso a princípio, caiu depois nas mãos dos sarracenos. Alguns anos mais tarde retornou as armas, mas o tifo dizimou seu exército na África, sendo ele também atingido. Morreu diante de Tunes, deitado sobre cinza, em 25 de agosto de 1270. 

Liturgia Diária- 24/08/2018

SÃO BARTOLOMEU, Apóstolo

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

São Bartolomeu deve provavelmente identificar-se com o discípulo que Filipe apresentou a Nosso Senhor com o nome de Natanael, e que foi objeto, da parte do Mestre, do belo elogio que se sabe: “Eis um verdadeiro israelita em quem não há artifício”. São Lucas nomeia-o entre os doze que Jesus escolheu, depois de ter passado uma noite inteira em oração, para serem testemunhas da sua vida, do seu ensino e dos seus milagres, e se tornarem depois da sua Ressurreição, os propagadores do Evangelho.

É difícil dizer qual tenha sido o seu campo de apostolado: talvez a Índia, a dar crédito à História Eclesiástica de Eusébio. Segundo certas tradições, São Bartolomeu teria sido esfolado vivo; é assim que o representa a magnífica estátua de mármore branco de Cibo, na Catedral de Milão. No ano 1000 as suas relíquias foram transportadas de Benavente para Roma, para a igreja de São Bartolomeu, na ilha formada pelo Tibre. O seu nome vem no cânon da Missa entre os dos Apóstolos.


Páginas 1245 a 1248 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração de S. Bernardo).


Liturgia Diária- 22/08/2018

FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

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Depois de ter em plena guerra consagrado o gênero humano ao imaculado coração de Maria para o colocar por esse modo por debaixo da particular proteção da Mãe do Salvador, S. Santidade Pio XII decretou que em 1944 que todos os anos se celebrasse doravante na Igreja inteira uma festa especial em honra de Coração Imaculado no dia 22 de Agosto.

É já antiga a devoção ao Coração Imaculado de Nossa Senhora. No século XVII propagou-a muito São João Eudes juntamente com a do Sagrado Coração de jesus. No século XIX o Papa Pio VII e Pio IX concederam as várias Igrejas particulares uma festa “do Coração Puríssimo de Maria”, fixada primeiramente no domingo depois da Assunção e mais tarde no sábado que se segue a festa do Sagrado Coração. Pio XII transferiu-a para 22 de Agosto e designou como principal intenção pedir, por intercessão da Santíssima Virgem, a “paz para os povos, a liberdade da Igreja, a conversão dos pecadores, o amor da pureza, e prática da virtude” (decreto de 4 de maio de 1944).


SANTOS TIMÓTEO, HIPÓLITO E SINFORIANO, Mártires

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

São Timóteo, cuja festa a Igreja hoje celebra, não é o discípulo de São Paulo, mas um mártir romano morto em 303 ou 306, durante a última perseguição. O seu corpo repousa em São paulo extramuros, junto do grande Apóstolo. – A história de Santo Hipólito, martirizado em Óstia, perto de Roma, permanece obscura. – São Sinforiano é um mártir de Autun, morto ainda jovem no século II ou III. É um dos grandes santos da Gália; foram construídas várias igrejas em sua honra. As suas atas parecem autênticas. 


Páginas 1240 a 1243 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 20/08/2018

SÃO BERNARDO, Abade e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In Medio”, com Epístola própria

É uma alegria, nos dias que se seguem à Assunção, poder celebrar a festa de São Bernardo, cujo principal título de glória é ter cantado, com inefável ternura e ardente piedade, em suas orações, obras e sermões, as grandezas de Maria. Nascido em 1090 em Fontaine-lez-Dijon, entrou no mosteiro de Cister aos 22 anos, arrastando com ele quatro de seus irmãos e trinta nobres da sua idade. A Ordem Cisterciense, ramo saído do velho tronco beneditino, adquire então um novo vigor que lhe permite cobrir com seus rebentos a Europa inteira. Bernardo fundou, passado pouco tempo, a grande abadia de Claraval, a que ficou ligado o seu nome. Derramou sobre mais de setecentos monges os tesouros de doutrina e sabedoria que Deus lhe tinha confiado. Grande contemplativo, São Bernardo nem por isso se alheou das questões da história do seu tempo. Foi um dos que imprimiram ao século XII o seu caráter tão profundamente cristão. Pôs fim ao cisma de Anacleto, que perturbava o clero e o povo de Roma. Refutou a heresia de Abelardo no Concílio de Sens, e desmascarou os erros de Arnaldo de Bréscia. Pregou a segunda cruzada. São Bernardo morreu em Claraval, em 20 de agosto de 1153. Seu corpo foi colocado aos pés do altar da Virgem. Deixava atrás de si 165 mosteiros. Os seus escritos, cheios duma doutrina inspirada pela sabedoria divina, fizeram-no alinhar entre os doutores da Igreja. 


Liturgia Diária- XIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“É a fé que salva” – expressão familiar duma verdade experimental. No plano da vida cristã, donde a fé nos vem, é a afirmação insistente duma verdade essencial: a verdadeira salvação, a que nos salva para a vida eterna, não pode vir-nos senão de Deus. É obra divina, em que devemos crer.

A missa deste domingo lembra-nos que todas as nossas esperanças repousam na realização das promessas, que se resumem numa só. Quando Deus se deu a conhecer a Abraão, comprometeu-se a abençoar-lhe a raça, a multiplicá-la como as estrelas do céu e a areia do mar, e afazer nascer dele Aquele que seria a salvação de todos, Cristo. Todas as promessas divinas conduzem a Cristo: ninguém pode salvar-se fora d’Ele. 

Fé em Cristo, fé nas promessas divinas, tal deve ser, portanto, a nossa atitude perante a revelação. Não se trata dum sentimento fugaz, mas duma convicção fundada num pacto: Deus comprometeu-se a salvar os homens pelo seu Filho. Ainda na prática dos mandamentos, toda a nossa vida deve ser uma resposta a Deus, que nos salva, um consentimento ao seu amor, uma adesão a Cristo,


Páginas 648 a 651 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Paróquia Bom Jesus (Matriz) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 17/08/2018

SÃO JACINTO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi” (Comum dos Confessores)

São Jacinto, cônego de Breslau, filiou-se na Ordem de São Domingos, em Roma, cerca de 1217, no tempo do fundador. Voltou depois a Cracóvia com os primeiros pregadores. Os recém vindos brilharam em todos os países do Norte, na Rússia, nos Bálcãs, na Prússia, na Lituânia. S. Jacinto pregou a cruzada contra os prussianos. Morreu no dia da Assunção, em 1257. 


Páginas 1236, 861 a 864 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração de São Joaquim).


Liturgia Diária- 15/08/2018

FESTA DA ASSUNÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

Maria, levada até ao Céu, recebe, no seio da Santíssima Trindade, a coroa real, das mãos do seu Filho, no meio das aclamações da corte angélica.

No dia 1 de novembro de 1950, Pio XII definia o dogma da Assunção. Proclamava assim solenemente que a crença segunda a qual a Santíssima Virgem Maria ao terminal a sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma para a glória do Céu, faz realmente parte do depósito da fé recebida dos Apóstolos. “Bendita entre todas as mulheres” em razão da sua maternidade divina, a Virgem imaculada que tivera desde a sua Conceição o privilégio de ser isenta do pecado original, não devia jamais conhecer a corrupção do túmulo. Para evitar dado incerto, o papa absteve-se de precisar o modo e as circunstâncias de tempo e lugar em que a Assunção se teria dado: apenas o fato da Assunção de Maria em corpo e alma à glória do Céu foi objeto da definição. 

A nova missa da festa põe em evidência a própria Assunção e as suas conveniências teológicas. Maria aparece glorificada na mulher descrita no Apocalipse (introito), na filha do rei revestida de manto de ouro, do salmo 44 (gradual), na mulher que com seu filho será inimiga vitoriosa do demônio (ofertório). São-lhe aplicados os louvores dirigidos a Judite triunfante (epístola); e sobretudo considera a Assunção o coroamento de todas as glórias que derivam da maternidade divina e que a própria Virgem cantou no seu Magnificar (evangelho). As orações fazem-nos pedir a Deus que possamos, como a Santíssima Virgem, estar continuamente atentos às coisas do alto, atingir a ressurreição bem-aventurada, e partilhar da sua glória no Céu.

Na liturgia encontra-se o culto da Assunção desde o século VI no Oriente; em Roma desde o VII. EM Jerusalém, em Constantinopla e em Roma, organizava-se uma procissão em honra da Virgem. Na França a procissão que se faz em 15 de agosto no fim das vésperas, recorda a consagração do país à Santíssima Virgem por Luís XIII em 1638. 


Páginas 1230 a 1233 do Missal Quotidiano.


Missa Cantada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 14/08/2018

VIGÍLIA DA ASSUNÇÃO

Vigília de 2ª Classe- Missa Própria

A festa da Assunção é a grande festa da Virgem Maria; a Igreja prepara-nos para ela com uma vigília de jejum e oração. A maior parte dos trechos desta missa encontra-se na liturgia das festas de Nossa Senhora.


SANTO EUSÉBIO, Confessor

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

Santo Eusébio foi um presbítero romano do século IV. Segundo as atas que contam seu martírio, foi condenado pelo imperador ariano Constâncio a morrer de forme num quarto da sua própria casa. Foi sepultado no cemitério de São Calisto. Seu culto espalhou-se muito em Roma e a sua casa foi transformada em igreja. 


Páginas 1227 a 1229 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- XII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Vai e faz também o mesmo”, ama teus irmãos como o bom Samaritano. “Como Eu vos amei, vós vos amais uns aos outros”.

A parábola do bom samaritano comporta um duplo ensinamento, lembrando-nos o que deve ser a nossa caridade: misericórdia com o próximo, quem quer que seja, ela lembra o que foi a caridade de Cristo para conosco. É Ele o bom samaritano, que se vergou sobre a humanidade para lhe tratar as chagas e confiá-las aos cuidados da Igreja, até que volte. 

A alegria da Igreja está em poder, em nome de Cristo, prologar, junto dos homens, este mistério de bondade, capaz de curar as feridas do pecado e derramar a vida divina nas almas. Ministério glorioso, superior ao de Moisés, pois confere a santidade verdadeira, aquela que o próprio Cristo nos veio trazer e da qual permanece fonte única. 

Também a nossa alegria deve ser a de levar ajuda e conforto a todo aquele que deles necessita, por amor de Cristo, que tanto amou e nos deixou a obrigação de unir ao amor de Deus o amor generoso e desinteressado do próximo. 


Páginas 643 a 647 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 11/08/2018

SÃO TIBÚRCIO E SANTA SUSANA, Mártires

Comemoração- Missa “Salus autem”, com epístola e orações próprias, e 2ªs orações do domingo

tiburcio08-11 b. Santa Susana de Roma

São Tibúrcio é um mártir romano, duma época desconhecida, enterrado na vida Lavicana, no cemitério conhecido hoje pelo nome de Catacumba dos Santos Pedro e Marcelino. Santa Susana, virgem romana, foi igualmente martirizada em data incerta. Roma consagrou-lhe duas de suas igrejas. 

Liturgia Diária- 10/08/2018

SÃO LOURENÇO, Mártir

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

O diácono Lourenço mereceu a palma do martírio sobre a grelha em brasa, por ter exercido a caridade para com os pobres.

São Lourenço, arquidiácono do papa Xisto II, morreu mártir a 10 de agosto de 258, alguns dias depois do próprio papa e de outros membros do clero romano, todos eles vítimas da perseguidor do imperador Valeriano. Foi sepultado na via Tiburtina, no lugar chamado Agro Verano. A popularidade do Santo tornou-se imensa. Meio século mais tarde, o imperador Constantino mandava construir sobre o seu túmulo uma basílica que ficou a ser uma das cinco igrejas patriarcais de Roma [as outras quatro são São João de Latrão, São pedro, Santa Maria Maior e São Paulo. No altar-mor destas basílicas só o papa pode celebrar. Além de São Lourenço extramuros, Roma possui mais sete santuários dedicados a ele, entre os quais São Lourenço in-Panisperna, São Lourenço in-Lucina, S. Lourenço in-Damaso, onde se reúnem várias vezes as estações de Quaresma].

Baseada nas atas que relatam as circunstâncias do seu martírio, a liturgia transmitiu-nos de São Lourenço um retrato que se tornou querido da piedade do povo romano. É a figura atraente do jovem diácono, fiel a Deus e à sua Igreja nas tarefas que lhe foram confiadas. Preso pelo prefeito da cidade e obrigado a entregar os bens de cuja guarda estava encarregado, limitou-se a apresentar uma multidão de indigentes, dizendo: “Eis aqui os verdadeiros tesouros da Igreja; eles convertem as nossas esmolas em tesouros que não perecem”. Como prêmio da sua audácia submeteram-no ao suplício da grelha. São Lourenço é o terceiro patrono de Roma, depois de São Pedro e São Paulo. 


Páginas 1222 a 1225 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 09/08/2018

 VIGÍLIA DA FESTA DE SÃO LOURENÇO

(Mártir Romano)

Vígilia de 3ª Classe- Missa Própria

0908


SÃO ROMÃO, Mártir

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Juntamente com a Vigília de S. Lourenço, faz-se hoje memória de São Romão, mártir, sepultado na via Tiburtina, fora dos muros de Roma.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 111, 9.1)

Despendeu e distribuiu pelos pobres os seus bens. Por isso a sua justiça subsistirá para sempre e o seu poder será glorioso. Sl. Bem-aventurado o que teme o Senhor e se compraz nos seus mandamentos. Glória ao Pai. 

Coleta

Atendei, Senhor, as nossas orações; e, por intercessão do bem-aventurado mártir Lourenço, cuja festa preparamos, dignai-Vos derramar sobre nós os tesouros da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Coleta (de São Romão)

Nós Vos suplicamos, Deus onipotente, que, por intercessão do bem-aventurado mártir Romão, nos defendais de todos os perigos do corpo e nos purifiqueis a alma dos maus elementos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Eclo 51,1-8.12)


Canto de ação de graças a Deus, força e sustentáculo dos seus, nos duros combates que tenham de travar para seguirem a rota por Ele traçada. 


Leitura do livro da Sabedoria. 

Glorificar-vos-ei, ó Senhor e Rei, louvar-vos-ei, ó Deus, meu salvador. Glorificarei o vosso nome, porque fostes meu auxílio e meu protetor. Livrastes meu corpo da perdição, das ciladas da língua injusta, e dos lábios dos forjadores de mentira. Fostes meu apoio contra aqueles que me acusavam. Libertastes-me conforme a extensão da misericórdia de vosso nome, dos rugidos dos animais ferozes, prestes a me devorar; da mão daqueles que atacavam a minha vida, do assalto das tribulações que me aturdiam, e da violência das chamas que me rodeavam. Em meio ao fogo não me queimei. Libertastes-me das profundas entranhas da morada dos mortos, da língua maculada, das palavras mentirosas, do rei iníquo e da língua injusta. Minha alma louvará ao Senhor até a morte, pois libertais, Senhor, aqueles que esperam em vós, e os salvais das mãos das nações.

Gradual (Sl 111, 9.2)

Despendeu e distribuiu pelos pobres os seus bens. Por isso a sua justiça subsistirá para sempre e o seu poder será glorioso. V. A sua descendência será poderosa sobre a terra, porque a estirpe dos justos é abençoada. 

Evangelho (Mt 16, 24-27) 


A cruz é a herança de todos os verdadeiros discípulos de Cristo, porém uma recompensa sem preço os espera.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.     

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?… Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.

Ofertório (Jó 16,20*)

A minha oração é pura. Por isso peço que seja ouvida no Céu, onde habita o meu juiz que conhece o meu íntimo. Que a minha oração suba até ao Senhor.

Secreta

Dignai-Vos aceitar, Senhor, favoravelmente, o sacrifício que Vos oferecemos; e, por intercessão do bem-aventurado mártir Lourenço, libertai-nos da prisão dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Secreta (de S. Romão)

Aceitando, Senhor, as nossas ofertas e orações, dignai-Vos purificar-nos por meio destes divinos mistérios e escutai-nos com misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Mt 16,24)

Quem quiser vir após de Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.

Pós-comunhão

Fazei, Senhor e nosso Deus, que, celebrando com alegria na Terra e memória do vosso bem-aventurado mártir Lourenço, gozemos a ventura de o contemplar um dia para sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pós-comunhão (de S.Romão)

Nós Vos suplicamos, Deus onipotente, por intercessão do bem-aventurado Romão, a graça de haurir, neste alimento divino, esforço e valia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Liturgia Diária- 08/08/2018

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, Confessor e Padroeiro dos Padres

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi”, com Coleta própria

João Maria Vianney nasceu em Dardilly, perto de Lião, a 8 de maio de 1786. Ordenado sacerdote em Grenoble em 1815, foi pároco de Ars durante quase quarenta e dois anos e sua influência faz-se ainda sentir na paróquia que ele santificou. O zelo pastoral, mortificações e milagres, transformaram a população. Numerosas foram as almas que recorreram ao santo sacerdote; em certos dias, o cura de Ars chegava a estar dezesseis horas no confessionário. Morreu a 4 de agosto de 1859. Pio XI canonizou-o em 1925 e designou-o patrono do clero. 


SANTOS CIRÍACO, LARGO E ESMARAGDO, Mártires

Comemoração- Missa de S. João M. Vianney, com 2ªs orações próprias

São Largo e São Esmaragdo são dois mártires romanos. Sepultados primeiramente na via de Óstia, os seus corpos foram transladados, depois da paz de Constantino, para uma igreja fundada junto das termas de Diocleciano, por um cristão de nome Ciríaco. O culto de São Ciríaco veio juntar-se ao dos dois mártires. 


Liturgia Diária- 07/08/2018

SÃO CAETANO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi” com orações e Evangelho próprios

Com João Pedro Carafa, futuro papa Paulo IV, Caetano de Tiana fundou, em 1523, a primeira congregação de clérigos regulares, instituto completamente novo, que vinha satisfazer as necessidades do momento. A sua principal lei era a confiança em Deus; era-lhe proibido pedir esmolas, esperando que os fiéis viessem espontaneamente em ajuda da comunidade. O zelo que S. Caetano despendeu das almas mereceu-lhe o epiteto de “caçador de almas”. Morreu em Nápoles, em 7 de agosto de 1547. 


SÃO DONATO, Bispo e Mártir

Comemoração- Missa de São Caetano, com 2ªs orações próprias

São Donato figura em segundo lugar na lista dos bispos de Arezzo, na Toscana. Pouco se sabe a seu respeito. Foi preso sob Justiniano, o apóstata, e decapitado em 361.


Liturgia Diária- 06/08/2018

TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSO SENHOR

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

No rosto extasiado dos três privilegiados, Pedro, Tiago e João, reflete-se a glória divina de Jesus transfigurado.

Duas vezes a Santa Igreja, no decorrer do ano litúrgico, recorda o milagre da transfiguração: na Quaresma (evangelho do segundo domingo), para afirmar a divindade do Senhor antes de o seguir na humilhações da paixão, e hoje, em que se celebra particularmente a exaltação de Jesus Cristo. A festa da Transfiguração era já de longa data celebrada no dia 6 de Agosto nas diferentes Igrejas do Oriente e Ocidente. Para comemorar a vitória que obstou em 1457 ao avanço dos turcos, Calisto III, que recebera a notícia do feito no dia 6 de Agosto, estendeu esta solenidade a toda a Igreja. A Basílica do Latrão, primitivamente consagrada ao Santíssimo Salvador, festeja duas vezes no ano o titular, no dia de Páscoa e no dia 6 de Agosto. As demais Igrejas dedicadas ao Salvador celebram o titular, umas no dia de Páscoa, e outras na festa da Transfiguração.


SÃO XISTO II, Papa; SS. FELICÍSSIMO E AGAPITO, Mártires

Comemoração- Missa da Transfiguração com 2ªs orações da Missa “Sapientiam”

O papa Xisto II foi uma das primeiras vítimas da perseguição do imperador Valeriano. Felicíssimo e Agapito, dois diáconos seus, foram executados com ele. São Lourenço, seu arquidiácono não tardaria a segui-los. Xisto II governou a Igreja de 256 a 258. O seu nome está inscrito no cânon da Missa.


Páginas 1210 a 1212 833 a 836 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- XI Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Ephpheta!” Abre-te boca muda! Abre-te boca cristã para proclamar a tua fé.

Os milagres do Salvador são algo mais que sinal de poder e bondade; são também o símbolo do que se passa, pela graça, no íntimo das almas. O “Effeta” que curou o surdo-mudo, repete-o a Igreja a cada um de nós, no batismo: “abre-te”. É missão da Igreja, como de Jesus, abrir-nos para as coisas de Deus. A catequese cristã, transmitida fielmente desde os Apóstolos, ensina-nos que devemos crer, primeiramente, na morte redentora de Cristo e na sua ressurreição, – base da nossa fé. É a boa nova da salvação, que a Igreja não se cansa de pregar por todo o mundo; o acesso a Deus, concedido ao homem pela expulsão de Satã, e a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. 

A missa faz-nos cantar a onipotência e a bondade infinita de Deus, que, depois de ter salvo o seu povo, o reúne em sua Igreja e o reconforta com a sua proteção. 


Páginas 639 a 642 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Introito (Sl 67, 6-7. 36. 2)

Deus, que habita no seu santuário, o Deus que faz que os homens habitem na mesma casa [a Igreja], Ele mesmo dará coragem e fortaleza ao seu povo. Sl. Levantai-Vos, Senhor, e destruí os vossos inimigos, afastai para longe os que Vos odeiam. Glória ao Pai. 

Coleta


Não há talvez oração mais bela que esta, que, ao situar-nos perante o abismo insondável da bondade divina, a implora e no-la faz contemplar. 


Ó Deus eterno e onipotente, cuja infinita bondade excede em muito os nossos merecimentos e desejos, derramai sobre nós a vossa misericórdia e, perdoando-nos os pecados que assistam a nossa consciência, dai-nos o que não ousamos esperar da pobreza das nossas orações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (1 Cor 15,1-10)


No pensamento de São Paulo, a ressurreição de Cristo tudo alicerça: se Ele não ressuscitou, a sua obra é um fracasso; se ressuscitou, ressuscitaremos com Ele.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos, quero lembrar-vos o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, e no qual estais firmes.  Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi anunciado. A menos que tenhais abraçado a fé em vão… De fato, eu vos transmiti, antes de tudo, o que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e, ao terceiro dia, foi ressuscitado, segundo as Escrituras; e apareceu a Cefas e, depois aos Doze. Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram.   Depois, apareceu a Tiago depois, a todos os apóstolos; por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto. Pois eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, pois eu persegui a Igreja de Deus. É pela graça de Deus que sou o que sou. E a graça que ele reservou para mim não foi estéril; a prova é que tenho trabalhado mais que todos eles, não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo.

Gradual (Sl 27, 7. 1)

Esperou o meu coração no Senhor e fui socorrido. A minha carne refloriu de esperança e a minha alma transbordou de cânticos ao Senhor. V. Clamei, Senhor, por Vós! Respondei, ó meu Deus, e não Vos aparteis de mim.

Aleluia (Sl 80, 2-3)

Aleluia, aleluia. V. Cantai um cântico de alegria ao Senhor que nos salvou; dai glória ao Deus de Jacó; Arrancai da cítara um hino suavíssimo. Aleluia.

Evangelho (Mc 7,31-37)


Tanto a cura do surdo-mudo, como a história das misericórdias divinas em relação a cada um de nós, se resumem no batismo, que nos abriu o espírito e o coração às coisas de Deus.


Sequência do Santo Evangelho segundo São Lucas.

Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram-lhe, então, um homem que era surdo e mal podia falar, e pediram que impusesse as mãos sobre ele. Levando-o à parte, longe da multidão, Jesus pôs os dedos nos seus ouvidos, cuspiu, e com a saliva tocou-lhe a língua. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!” (que quer dizer: “Abre-te”). Imediatamente, os ouvidos do homem se abriram, sua língua soltou-se e ele começou a falar corretamente. Jesus recomendou, com insistência, que não contassem o ocorrido para ninguém. Contudo, quanto mais ele insistia, mais eles o anunciavam. Cheios de grande admiração, diziam: “Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem”.

Ofertório (Sl 29, 2-3)

Louvar-Vos-ei, Senhor, porque me protegestes e não consentistes que se rissem de mim os meus inimigos. Senhor, clamei por Vós e curastes-me.

Secreta

Olhai, Senhor, com misericórdia o nosso ministério e dignai-Vos aceitar as nossas ofertas para que sirvam de escudo à nossa fragilidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Prov 3, 9-10)

Honra o Senhor com o que tens e com as primícias dos teus frutos. Encher-se-ão de abundância os teus celeiros e os teus lagares transbordarão de vinho.

Pós-comunhão

Nós Vos suplicamos, Senhor, a graça de sentir com a recepção deste sacramento um acréscimo de força no corpo e na alma, para que, salvando-os ambos, nos gloriemos da plenitude dese celestial remédio. Por Cristo Nosso Senhor.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- 04/08/2018

SÃO DOMINGOS, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria.

No fim do século XII a igreja da França estava assolada pela heresia dos albigenses, doutrina que não tinha nada que cristão e que constituía, além disso, um verdadeiro flagelo social. Era preciso combatê-la eficazmente. Onde outros tinham fracassado, triunfou um cônego espanhol, Domingos de Gusmão. Distinguia-se pela sua sabedoria e pelo amor à pobreza. A ordem dos Frades Pregadores, que fundou em 1215, receberá daí essas duas notas características. Vai buscar muito a Cister e aos Premonstratenses, mas substituiu o trabalho manual pelo do espírito – a pregação e o ensino. São Domingos morreu em Bolonha, em 5 de agosto de 1221. O seu amigo, o papa Gregório IX, canonizou-o passados três anos. 

REZEMOS O SANTO ROSÁRIO!

Liturgia Diária- 03/08/2018

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa própria do Domingo

Os dons que recebemos de Deus não procedem de nós, mas do Espírito Santo e devem pôr-se ao serviço da Igreja e de nossos irmãos, com espírito de humildade. 

A parábola do fariseu e do publicano sublinha, de maneira simples, que não temos nada por que nos vangloriar. Há duas classes de homens, dizia Pascal: os santos, que se julgam culpáveis de todas as faltas, e os pecadores, que nunca se sentem culpados. Os primeiros são humildes; Deus os elevará, glorificando-os. Os segundos, orgulhosos; Deus os rebaixará, castigando-os. Com mais profundeza ainda, Santo Irineu define o homem como “receptáculo dos dons divinos”. Deus não se contenta com chamar à pratica dos mandamentos. Infunde o seu Espírito, que transforma as almas e lhes inspira sentimentos cristãos. 


Páginas 635 a 638 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração de Santo Afonso de Ligório e São Domingos).


Liturgia Diária- 02/08/2018

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Santo Afonso de Ligório foi um dos maiores evangelizadores dos pobres. O seu grande espírito de apostolado e de caridade levou-o a fundar uma nova congregação religiosa, os Redentoristas (Congregação do Santíssimo Redentor), para trabalhar na evangelização das massas. Foi bispo de Santa Águeda-dos-Godos, perto de Nápoles. Morrer nonagenário em 1787. Suas obras de Teologia moral fizeram-lhe ser proclamado Doutor da Igreja. 


SANTO ESTÊVÃO I, Papa e Mártir

Comemoração- Orações da Missa “Si diligis me”

08-02-santo-estevao-i

Romano de origem, S. Estevão I governou a Igreja de 254 a 257. Tornou-se célebre pela sua correspondência com São Cipriano de Cartago a respeito da validade do batismo ministrado por hereges. Sua morte assinalou o início da perseguição de Valeriano.


Liturgia Diária- 01/08/2018

SANTOS MACABEUS, Mártires

Comemoração- Missa “Clamaverunt” (01/09) com alguns próprios e 2ªs orações do domingo

Os sete irmãos Macabeus foram martirizados com sua mãe sob Antíoco Epifânio cerca de 150 antes de Cristo. A Sagrada Escritura conta-nos a sua magnífica morte (II Macabeus 7). As suas relíquias, honradas em Antioquia no tempo de São Jerônimo, foram transportadas para Roma, para São Pedro ad vincula no decurso do século VI. 

Liturgia Diária- 31/07/2018

SANTO INÁCIO DE LOIOLA, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Santo Inácio nasceu em Loiola, Espanha, na região basca, em 1491. Temperamento ardente e belicoso, seguiu a carreira das armas; mas foi ferido em Pamplona, o que veio dar ocasião a uma prolongada convalescença, durante a qual a graça divina deu à sua vida um novo rumo. Privado dos livros de cavalaria, descobriu na vida de Cristo e dos santos horizontes novos, compreendendo que também a Igreja devia ter a sua milícia. Partiu para a abadia beneditina de Monserrate, depôs a espada aos pés da Virgem, disposto a só servir a Cristo. Alguns anos mais tarde, a 13 de agosto de 1534, Santo Inácio e os seus seis primeiros companheiros emitiram os votos de religião em Paris, na capela de S. Dinis em Montmarte; foi assim que nasceu a Companhia de Jesus, que havia de ser para a Igreja um poderoso auxiliar na luta contra as heresias e na expansão da fé até aos confins do mundo: aos três votos de religião, pobreza, castidade e obediência, os jesuítas acrescentam um quarto voto, pelo qual se comprometem a partir para onde quer que o papa os envie para salvação das almas. Santo Inácio morreu em Roma, em 31 de julho de 1556. Pio XI proclamou-o patrono de todos aqueles que seguem os exercícios espirituais. 

Liturgia Diária- 30/07/2018

SANTOS ABDÃO E SÉNEN, Mártires

Comemoração- Missa própria com 2ªs orações da féria

abdon e senen

Abdão e Sénen são dois mártires orientais, provavelmente persas. O seu culto no cemitério de Ponciano, na estrada para o Porto de Óstia, dá a entender que foram martirizados em Roma. No século XI os seus corpos foram transladados para a igreja de São Marcos. 

Liturgia Diária- X Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Os dons que recebemos de Deus não procedem de nós, mas do Espírito Santo e devem pôr-se ao serviço da Igreja e de nossos irmãos, com espírito de humildade. 

A parábola do fariseu e do publicano sublinha, de maneira simples, que não temos nada por que nos vangloriar. Há duas classes de homens, dizia Pascal: os santos, que se julgam culpáveis de todas as faltas, e os pecadores, que nunca se sentem culpados. Os primeiros são humildes; Deus os elevará, glorificando-os. Os segundos, orgulhosos; Deus os rebaixará, castigando-os. Com mais profundeza ainda, Santo Irineu define o homem como “receptáculo dos dons divinos”. Deus não se contenta com chamar à pratica dos mandamentos. Infunde o seu Espírito, que transforma as almas e lhes inspira sentimentos cristãos. 


Páginas 635 a 638 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 28/07/2018

SÃO NAZÁRIO E SÃO CELSO, Mártires; SÃO VITOR I, Papa e Mártir; SANTO INOCÊNCIO I, Papa e Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Intret” com orações e epístola próprias

São Celso e São Nazário 2

07-28-santo-inocencio-i

Vitor I

A Igreja celebra hoje, numa mesma festa, santos que viveram em épocas e países diferentes: São NazárioSão Celso são dois mártires do século I; seus corpos foram reencontrados em Milão por Santo Ambrósio em 395. Uma cidade da França tem o nome de São Nazário (Saint-Nazaire). São Vitor I, papa de 189 a 199, era de origem africana; foi ele quem introduziu a data tradicionalmente adotada em toda a Igreja latina para a celebração da festa da Páscoa. São Inocêncio I (401-417), contemporâneo de Santo Agostinho e São Jerônimo, é um dos maiores papas da antiguidade cristã. “Guardai a fé de Inocêncio que ocupa a cadeira apostólica, dizia dele São Jerônimo; não aceiteis outra doutrina, por sábia e atraente que pareça.”. Foi um dos grandes defensores do primado da Santa Sé. 

PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 78, 11.12.10.1)

Suba até Vós, Senhor, o pranto dos cativos: que os nossos vizinhos sofram o sétuplo no seu seio: vingai o sangue derramado dos vossos santos. Sl. Ó Deus, os gentios entraram no que era vosso; poluíram o vosso santo templo; fizeram de Jerusalém um fruteiro. Glória ao Pai.

Coleta

Que o glorioso triunfo dos bem-aventurados Nazário, Celso, Vitor e Inocêncio nos fortaleça e alcance para a nossa fraqueza o auxílio de que necessitamos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Sab 10, 17-20)

Leitura do livro da Sabedoria. 

Deu aos santos o galardão de seus trabalhos, conduziu-os por um caminho miraculoso; durante o dia serviu-lhes de proteção, e deu-lhes a luz dos astros, durante a noite. Fê-los atravessar o mar Vermelho, e deu-lhes passagem através da massa das águas, ao passo que engoliu seus inimigos, e depois os tirou das profundezas do abismo. Também os justos, depois de despojados os ímpios, celebraram, Senhor, vosso santo nome, e louvaram, unidos num só coração, vossa mão protetora, ó Senhor, nosso Deus. 

Gradual (Ex 15,11.6*)

Deus é glorioso nos seus santos, admirável na sua majestade, e realiza prodígios. A vossa mão, Senhor, é gloriosa na sua fortaleza: a vossa mão direita aniquilou os inimigos.

Aleluia (Eclo 44,14)

Aleluia, aleluia. Os corpos dos santos foram sepultados na paz, e o seu viverá de geração em geração. Aleluia.

Evangelho (Lc 21, 9-19)


As profecias de Jesus verificam-se na história dos mártires; sustentados pela graça, confundem os adversários e não receiam afrontar a morte.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos: Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim. Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu. Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.

Ofertório (Sl 67,36*)

Deus é admirável nos seus santos. O próprio Deus de Israel dará ao seu povo valor e fortaleza: bendito seja Deus, aleluia.

Secreta

Fazei, ó Deus onipotente, que, oferecendo-Vos este sacrifício em memória dos vossos santos Nazário, Celso, Vitor e Inocêncio, Vos agrademos pela nossa oferta e nela encontremos a vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Sab 3, 4-6*)

Se tantos tormentos suportaram da parte dos homens, era Deus que os provava: e provou-os como ouro no cadinho, e aceitou-os como vítimas de holocausto. 

Pós-comunhão

Aplacado, Senhor, pela intercessão dos vossos santos Nazário, Celso, Vítor e Inocêncio, fazei com que encontremos neste sacrifício que celebramos, a graça da salvação eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Liturgia Diária- 27/07/2018

SÃO PANTALEÃO, Mártir

Comemoração- Missa “Laetabitur” com comemoração da féria

São Pantaleão, mártir de Nicomédia, é honrado como taumaturgo pelos gregos. Apoiados na sua história, os médicos têm-no por um dos seus, e escolheram-no para padroeiro, juntamente com São Lucas, São Cosme e São Damião.


Páginas 1194, 826 a 828 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração de S.Tiago e S. Ana)


Liturgia Diária- 25/07/2018

SÃO TIAGO MAIOR, Apóstolo

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

São Tiago denominado “o Maior”, para se distinguir do outro Apóstolo Tiago, primo do Senhor, era o irmão de São João. Com Pedro e João, foi testemunha da transfiguração, como viria a sê-lo da agonia no jardim de Getsemani. Foi degolado em Jerusalém, em 42 ou 43, por ordem de Herodes Agripa. Desde o século IX, a Espanha reivindica a glória de possuir as suas relíquias. As peregrinações a Santiago de Compostela atraíram na Idade Média inumeráveis multidões. Depois das de Roma e Jerusalém, foram as mais célebres e mais frequentadas peregrinações da cristandade. Os “caminhos de Santiago” ficaram famosos, balizados por antigos santuários e pelos “albergues de Santiago”, que ainda subsistem em grande número. O nome do Apóstolo vem inscrito no cânon da Missa com o de São João, seu irmão.


SÃO CRISTÓVÃO, Mártir

Comemoração- Missa de São Tiago, com 2ªs orações da missa “In Virtute”

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São Cristóvão morreu mártir na Ásia Menor, cerca de 250. A piedade nos nossos antepassados, inspirando-se no seu nome (Christophorus – portador de Cristo) colocava à entrada das catedrais uma imagem gigantesca do santo com o Menino Jesus aos ombros. Assim nasceu a lenda do gigante que teria transportado o menino jesus para a outra margem dum rio… e a devoção a S. Cristóvão, advogados dos automobilistas e de todos os condutores.


Liturgia Diária- 24/07/2018

SANTA CRISTINA, Virgem e Mártir

Comemoração- Missa “Me exspectaverunt”

Santa Cristina é uma mártir de Bolsena na Itália. Foi provavelmente martirizada sob Diocleciano. A partir do século VI goza de grande veneração. 

As virgens puseram toda a esperança em Deus, o único que podia satisfazer a sua expectativa, e Deus livrou-as dos pecadores que procuravam perdê-las.

Liturgia Diária- 23/07/2018

SANTO APOLINÁRIO, Bispo e Mártir

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

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Ravena venera em Santo Apolinário o seu primeiro bispo, que morreu mártir na sua igreja. Admite-se comumente que ele evangelizou o território de Ravena cerca do ano 200. A basílica de Santo Apolinário em Ravena é uma das jóias da arte bizantina do século VI.


SÃO LIBÓRIO, Bispo e Confessor

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações da Missa “Statuit”

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Filho duma ilustre família gaulesa, São Libório, bispo de Mans, desempenhou papel importante na penetração do cristianismo na Gália, no fim do século IV.


Liturgia Diária- IX Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

A epístola evoca as terríveis provações que, outrora, no deserto a infidelidade de muitos israelitas atraíra sobre todo o povo. É a recordação duma premente verdade: a vocação divina é um privilégio, mas não basta para nos salvar. Torna, apenas, mais sagrados os nossos deveres de fidelidade. São paulo convida-nos a meditar neste ensinamento, que se depreende da história dos nossos antepassados. 

É a mesma lição do evangelho. Por rejeitar a mensagem de paz, que Jesus lhe dirigia, Jerusalém será completamente destruída, menos de quarenta anos após a morte do Salvador. A história do povo eleito continua-se conosco. Propaga-se a mensagem de Cristo. Ao lado daqueles que a acolhem, muitos, para perdição sua, recusam ouvi-la; e, mesmo entre aqueles que inicialmente a acolheram, a necessária prova de fidelidade fará ainda muitas destruições. Mas Deus, esse é fiel: quer a nossa salvação final e socorre-nos, no próprio momento, em que nos prova. 


Páginas 631 a 634 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 18:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 21/07/2018

SÃO LOURENÇO DE BRINDISI, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In Medio”, com Coleta própria

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São Lourenço de Brindisi nasceu nesta cidade, no Sul da Itália, em 1559, e entrou muito novo para o convento dos capuchinhos. Veio a ser um pregador extraordinário, que viajou toda a Europa e se tornou célebre pela influência que teve nos combates contra os turcos. Morreu em Lisboa, em 1619, quando veio advogar junto de Filipe III a causa dos Napolitanos oprimidos. 


SANTA PRAXEDES, Virgem

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações próprias

A história de Santa Praxedes, como a da antiga igreja de S.Praxedes, permanece muito obscura. Uma lenda do século VI faz de Praxedes a irmã de Santa Pudenciana e a filha do senador Pudens, o que nos levaria às origens da igreja romana. Como quer que seja, a igreja de Roma colocou Santa Praxedes e Santa Pudenciana entre as suas santas preferidas, por serem virgens do tempo das perseguições, às quais votou um culto especial. 


Liturgia Diária- 20/07/2018

SÃO JERÔNIMO EMILIANO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

São Jerônimo Emiliano nasceu em Veneza. Fundou uma congregação da juventude em orfanatos e colégios. Animado dum grande amor aos pobres, repartiu esmolas com liberalidade, e multiplicou os asilos para indigentes. Morreu de peste em 1537, no hospital de Somasca, por ele fundado; na maior força da epidemia transportava às costas os cadáveres dos pestíferos até ao ligar da sepultura. Pio XI proclamou-o patrono dos órfãos e das crianças abandonados. 


SANTA MARGARIDA, Virgem e Mártir

Comemoração- Missa do Dia, com 2ªs orações da Missa “Me exspectaverunt”

Santa Margarida de Antioquia é provavelmente uma virgem mártir do século III. O seu culto passou do Oriente para o Ocidente no tempo das Cruzadas.


Páginas 1175 a 1179 875 e 879 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.

Por ocasião dos eventos tormentosos passados pela Igreja na Nicarágua, será celebrada Missa Votiva pela Paz, constante das páginas 1428 a 1430 do Missal, com comemoração dos santos do dia. 


Liturgia Diária- 19/07/2018

SÃO VICENTE DE PAULO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Justus”, com Coleta e Evangelho próprios

São Vicente de Paulo foi, no século XVII, o instrumento duma maravilhosa renovação sacerdotal, um grande apóstolo, herói da caridade. Sucessivamente pároco, capelão mor das galés e missionário das aldeias, acorria a todas as necessidades. Preocupava-se sobretudo em dar remédio à miséria material e moral da gente do campo, e fundou para esse fim a Congregação dos Padres da Missão. Para ir em socorro dos abandonados, dos doentes, e dos fracos, fundou igualmente, com o concurso de Santa Luísa de Marillac, a Congregação das Filhas da Caridade. São Vicente de Paulo nascera em Dax; gasto pelo trabalho, pelas mortificações e pela idade, morreu em Paris em 23 de setembro de 1660, com a idade de 79 anos. O papa Leão XIII proclamou-o patrono de todas as obras de caridade.  

Liturgia Diária- 18/07/2018

SÃO CAMILO DE LELLIS, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Desprovido de meios de subsistência, sofrendo desde a juventude duma chaga incurável num pé, São Camilo conheceu a miséria dos hospitais romanos do século XVI, onde os enfermeiros se recrutavam entre gente pouco recomendável. Com ele tudo mudou. Não contente em se fazer ele próprio o escravo dos doentes, fundou para eles em 1582 uma congregação de clérigos regulares consagrados ao seu serviço, obrigando-se eles a tratar de todos os doentes, qualquer que seja a sua doença ou estado. São Camilo morreu em Roma, em 14 de julho de 1614. O papa Leão XIII proclamou-o padroeiro dos hospitais e dos doentes, e Pio XI declarou-o protetor das religiosas hospitaleiras. O nome de São Camilo foi incluído na ladainha dos agonizantes. 


SANTA SINFOROSA E SEUS SETE FILHOS, Mártires

Comemoração- Missa de São Camilo com 2ªs orações da Missa “Sapientiam”

Santa Sinforosa é uma mártir romana, de época desconhecida. O seu túmulo fica junto à nona milha da via Tiburtina, com o de outros sete mártires, que a tradição posterior apresenta como sendo seus filhos. 


Liturgia Diária- 17/07/2018

SANTO ALEIXO, Confessor

Comemoração- Missa “Os justi” (1º Comum dos Confessores), com leituras próprias, com Comemoração da Féria

Santo Aleixo foi muito popular na Idade Média em todo o Ocidente cristão. Tinha adquirido uma fama de extraordinária abnegação. Os seus biógrafos fizeram dele uma figura lendária. Mostram-no partindo na noite do seu casamento para viver como mendigo, e regressando a casa sem se dar a conhecer: tendo morrido no desvão da escada, só depois de morto foi reconhecido. A liturgia, mais que sóbria, contenta-se, na epístola da Missa, com exaltar a abnegação cristã que põe toda a sua riqueza nas coisas de Deus. Em Roma venera-se S. Aleixo no antigo santuário que tem o seu nome, sobre o Aventino, a mesma igreja que  também o nome de São Bonifácio, a quem era primitivamente consagrada.

Liturgia Diária- Festa de Nossa Senhora do Carmo

Padroeira da Irmandade

Festa de 1ª Classe [para a Irmandade] – Missa Própria

A Ordem do Monte Carmelo, fundada no século XII por um sacerdote da Calábria, pretende e com razão, continuar uma tradição monástica, já então multissecular, na colina do Carmelo, recuando de bom grado a sua origem ao profeta Elias. 

Em 16 de julho de 1251, a Santíssima Virgem apareceu a São Simão Stock, geral da Ordem, e prometeu uma benção especial, não somente para seus religiosos, mas também para todos aqueles que trouxessem o hábito da sua Ordem. Numerosos privilégios especiais foram concedidos pelos papas aos que trazem o escapulário e fazem parte da confraria de Nossa Senhora do Carmo. Instituída pelos carmelitas em 1332, a festa de Nossa Senhora do Carmo foi estendida a toda a Igreja por Bento XIII, em 1726. 


Páginas 1168 a 1170 do Missal Quotidiano.


Missa Cantada às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- VIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Todo o ensinamento do evangelho de hoje implica uma lição de prudência cristã e de zelo sobrenatural. Somente o Céu nos interessa, e é para lá que é preciso tender, utilizando as situações transitórias de aquém, para prosseguir, com todo o afã, no sentido do além. No assegurar-nos a vida eterna, deveríamos mostrar solicitude e prudência pelos menos iguais à que têm dos filhos das trevas, em seus negócios temporais. 

Encontrar-se-á, na epístola, a razão profunda deste desapego das coisas terrenas, e o segredo desta poderosa aspiração às coisas do Céu. É a graça que nos transforma e prepara para entrar no reino dos Céus. É o próprio Espírito Santo que nos dá uma alma de filhos e nos faz clamar a Deus: “Abba! Pai!”. 


Páginas 627 a 630 do Missal Quotidiano.


[APENAS] Terço às 15 horas e Missa Cantada às 15:30 na Catedral Santa Terezinha. Haverá ainda a 1ª comunhão de uma aluna da catequese da Irmandade.


Liturgia Diária- 14/07/2018

SÃO BOAVENTURA, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In Medio”, com alguns próprios

São Boaventura nasceu Bagnorea, perto de Viterbo, em 1221. Entrando na Ordem Franciscana, estudou em Paris, onde teve por mestre Alexandre de Ales. Nomeado geral dos franciscanos, foi como um segundo fundador da Ordem, tendo em conta as suas instituições ainda mal definidas. Gregório X o fez cardeal-bispo de Albano. 

 

Morreu em Lião, em 1274, durante o Concílio geral entre gregos e latinos, reunidos naquela cidade. Foi canonizado em 1482. Dante já o tinha posto no seu “Paraíso”. Foi-lhe dado o título de Doutor Seráfico. 


Páginas 1166, 1167 e 856 a 858 do Missal Quotidiano.


Terço às 18 horas e Missa às 18:30 na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (II Tim 4, 1-8)


Os doutores da Igreja espalham a santa doutrina e combatem o erro; sustentam o duro combate da verdade, que é preciso defender e propagar por toda a parte. A Igreja celebra neles os que lhe ajudaram a guardar a pureza da fé.


Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Evangelho (Mt 5, 13-19)


Sê o “sal da terra”, a “luz do mundo” – os doutores da Igreja realizam esta dupla função pela força irradiante e a firmeza do seu ensinamento. Missão duma grandeza incomparável! Reclama dos que se desempenham dela a mais inteira fidelidade, e daqueles que os seguem, uma docilidade total. 


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

Liturgia Diária- 13/07/2018

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do VII Domingo depois de Pentecostes


Páginas 623 a 626 do Missal Quotidiano.


Terço às 18 horas e Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (Rm 6,19-23)


A liberdade do cristão consiste na libertação da escravatura do pecado, para se dar, sem reserva, à prática do bem. Estava condenado à morte, e agora vai a caminho da vida eterna.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos .

Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho (Mt 7, 15-21)


Falando dos falsos profetas, da árvore e seus frutos, o ensinamento de Jesus envolve todo um ensinamento bíblico. Deus exige que O sirvam e amem com sinceridade. 


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Liturgia Diária- 12/07/2018

SÃO JOÃO GUALBERTO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (Comum dos Abades), com Evangelho próprio

João Gualberto nasceu em Florença, cerca de 990. Numa Sexta-feira Santa, escoltado pela sua gente de armas, encontrou só e desarmado o assassino de seu irmão. Ia-se lançar sobre ele, quando este a seus pés lhe implorou o perdão, por amor de Jesus Crucificado. Tocado pela graça, vestiu o hábito monacal e fundou em Valumbrosa, na Toscana, uma nova ordem, a que deu a Regra de São Bento. Por esta época, a simonia e má conduta dos sacerdotes assolavam a Itália. Com a sua firmeza e pregação, São João Gualberto travou uma luta decisiva contra estes graves desmandos. Morreu em 1073, tendo preparado o caminho à reforma gregoriana. 


SÃO NABOR E SÃO FÉLIX, Mártires

Comemoração- Missa do santo do dia, com 2ªs orações próprias

São Nabor e São Félix são mártires romanos, cujos corpos foram levados de Roma para Milão. 12 de julho é a data da trasladação. Santo Ambrósio fez o panegírico. 


Páginas 1164 a 1166 e 867 a 870 do Missal Quotidiano.


Terço às 18 horas e Missa às 18:30 na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Leitura (Eclo 45, 1-6)

Leitura do Livro da Sabedoria.

Foi amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos santos; tornou-se poderoso e temido por seus inimigos. Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos.

Evangelho (Mt 5, 43-48)


Completando e ultrapassando a Lei antiga, Cristo estende o preceito da caridade aos próprios inimigos e àqueles que nos perseguem. Não somos todos filhos do Pai Celeste que sustenta de igual modo a vida dos bons e dos maus, e discípulos daquele que na cruz orou por seus algozes?


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.

Liturgia Diária- 11/07/2018

SÃO PIO I, Papa e Mártir

Comemoração- Missa comum do VII Domingo depois de Pentecostes com 2ªs orações da Missa “Si Diligis me”

São Pio I, papa de 140 a 155, é talvez o irmão de Hermas, autor do “Pastor”, uma das primeiras obras que possuímos sobre a penitência. O papa Pio I teve sob o seu pontificado dificuldades suscitadas pelo herege Marcião, que veio a Roma e rompeu com a Igreja. É também contemporâneo do apologista São Justino. Foi sepultado no Vaticano.


Páginas 1164 623 a 626 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (Rm 6,19-23)


A liberdade do cristão consiste na libertação da escravatura do pecado, para se dar, sem reserva, à prática do bem. Estava condenado à morte, e agora vai a caminho da vida eterna.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos .

Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho (Mt 7, 15-21)


Falando dos falsos profetas, da árvore e seus frutos, o ensinamento de Jesus envolve todo um ensinamento bíblico. Deus exige que O sirvam e amem com sinceridade. 


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Liturgia Diária- 10/07/2018

OS SETE IRMÃOS MÁRTIRES, SANTAS RUFINA E SECUNDA, Mártires e Virgens

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

      

Os sete mártires romanos, que hoje festejamos, não são irmãos como muito tempo se julgou, mas mártires de diversos cemitérios de Roma reunidos mais tarde numa mesma sepultura. Na escolha dos textos da missa, aliás belíssimos, a liturgia deixou-se levar pela lenda tardia que faz dos sete mártires os sete filhos de Santa Felicidade (festejada em 23/11).

Rufina e Secunda são duas mártires romanas que tinham as suas sepulturas a alguns quilômetros da cidade, na Vila Cornélia. Já no século V Roma lhes celebrava a festa nesta data. 


Páginas 1162 a 1164 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Leitura (Pr 31, 10-31)

Leitura do livro da Sabedoria. 

Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. Semelhante ao navio do mercador, manda vir seus víveres de longe. Levanta-se, ainda de noite, distribui a comida à sua casa e a tarefa às suas servas. Ela encontra uma terra, adquire-a. Planta uma vinha com o ganho de suas mãos. Cinge os rins de fortaleza, revigora seus braços. Alegra-se com o seu lucro, e sua lâmpada não se apaga durante a noite. Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso. Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. Ela não teme a neve em sua casa, porque toda a sua família tem vestes duplas. Faz para si cobertas: suas vestes são de linho fino e de púrpura. Seu marido é considerado nas portas da cidade, quando se senta com os anciãos da terra. Tece linha e o vende, fornece cintos ao mercador. Fortaleza e graça lhe servem de ornamentos; ri-se do dia de amanhã. Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de sua língua. Vigia o andamento de sua casa e não come o pão da ociosidade. Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. Muitas mulheres demonstram vigor, mas tu excedes a todas. A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar. Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade.

Evangelho (Mt 12, 46-50)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, falava Jesus à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar. Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te. Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Liturgia Diária- 09/07/2018

LITURGIA CORRIGIDA

NOSSA SENHORA, RAINHA DA PAZ

Festa de 3ª Classe- Em todo o Brasil- Missa “Salve Sancta Parens”

O costume de consagrar o sábado a Nossa Senhora, remonta ao século IX. Na sua grande devoção para com Nossa Senhora, a Idade Média fez do sábado de cada semana um dia de festa própria em honra da Santíssima Virgem. 

Mistério insondável de amor de de pureza em que o divino se harmoniza com o humano, Maria a primeira das criaturas, a que se mostra mais perto de Deus, é a nossa rainha nos Céus. 

O seu culto resume o dos santos, ao mesmo tempo que o ultrapassa. A Igreja consagra-lhe os cânticos mais ternos e emotivos, porque se revê naquela que foi, com ela, concebida desde toda a eternidade no pensamento de Deus. Com solicitude infinita, a Santíssima Virgem, por seu lado, inclina-se para a Igreja e para os homens a quem entregou o próprio Filho. Elevemos fervorosa e confiadamente as nossas preces e louvores àquela a quem chamamos “Mãe de misericórdia” agraciada com os dons mais admiráveis. A sua bondade soberanamente maternal, irradiante de graça que eleva e purifica, tem todo o poder sobre o coração de Deus. 


Páginas 802 a 805 e 1088 a 1090 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes. 


Liturgia Diária- VII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

O ramo enxertado na árvore da cruz e no próprio Cristo, aquecido pelo claro sol da graça, produzirá bons frutos. maldito o ramo seco que o machado cortará para o fogo.

Unido a Cristo, como o ramo à arvore, que lhe dá a vida, o cristão deve produzir frutos, sob pena de ser amputado e lançado ao fogo. A ameaça é terrível. 

O valor e a autenticidade duma vida cristã prova-se pelas obras que produz. “A boa árvore produz bons frutos”. Se há mais fraqueza que malícia na desordem e no vazio de muitas vidas humanas, o juízo de Jesus Cristo não é menos veraz. Retenhamos o seu rigor e desconfiemos dos falsos profetas, que abundam em frases bonitas e não corrigem a própria vida. O mesmo programa de lealdade integral se vê na epístola, em que São paulo apela para as exigências da nossa vida de batizados. Libertos do pecado e consagrados a Deus, devemos ostentar na prática duma vida santa, a mesma inteireza, que outros, sem levar em conta a “justiça” cristã, ostentam em sua vida de pecado.


Páginas 623 a 626 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral.


Liturgia Diária- 07/07/2018

SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO, Bispos e Confessores

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Nascido em Tessalônica, Cirilo, filósofo de grande valor, era já sacerdote, e Metódio era governador duma colônia eslava na Macedônia, quando em 863 o governador de Constantinopla os enviou à Morávia, cujos habitantes reclamavam a luz do evangelho. Ambos possuíam a devida preparação para levar a bom termo tal empresa. Prepararam um alfabeto eslavo e traduziram para essa língua a liturgia católica. Esse método de apostolado encontrou adversários, mas o papa Adriano II aprovou-o e consagrou bispo a Metódio. São Cirilo morreu em Roma, em 869; foi sepultado junto das relíquias de São Clemente que ele mesmo trouxera de Quersoneso. São Metódio morreu na Morávia, em 885. 


Páginas 1160 a 1161 do Missal Quotidiano.


1º dia da Novena em Louvor a Nossa Senhora do Carmo: Terço às 15 horas e Missa às 15:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (Hebreus 7, 23-27)


Não há na Igreja senão um único sacerdócio, o de Jesus Cristo, o grande pontífice eterno que se ofereceu ao Pai num sacrifício perfeito, capaz de salvar todos os homens para sempre. Deste sacerdócio são depositários os bispos: o seu ministério põe em prática a eficácia e a grandeza do sacerdócio de Cristo. 


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.

Além disso, os primeiros sacerdotes deviam suceder-se em grande número, porquanto a morte não permitia que permanecessem sempre. Este, porque vive para sempre, possui um sacerdócio eterno. É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo.

Evangelho (Lucas 10,1-9)


A pregação do Reino de Deus, inaugurada na Palestina por Jesus e pelos seus discípulos, é prosseguida nos nossos dias pela Igreja através do mundo. A Igreja continua a obedecer às mesmas leis: os operários do Evangelho levam a paz de Deus a todos os que se mostram ávidos de receber a pregação. 


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa! Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.

Liturgia Diária- 06/07/2018

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do VI Domingo depois de Pentecostes

“O Senhor é uma força para o seu povo!”. Canto magnífico de alegria e de máscula segurança, em que o povo cristão exprime, mais uma vez, a sua confiança e firmeza. O gradual, o aleluia, o ofertório, fazem eco a este belo cântico de entrada. A epístola e o evangelho põem-nos na presença de nossa condição de batizados. Mortos para o pecado no batismo, temos que viver uma vida nova, em que o pecado não mais deveria encontrar lugar. É a vida de Cristo, que deve regular doravante a nossa e elevá-la para Deus, sem compromisso com o passado de escravo, de que Ele nos libertou. Mas esta exigência de santidade seria irrealizável e a nossa marcha para Deus impossível de aguentar, se a graça não nos viesse em auxílio, para nos outorgar as forças necessárias. Entre os socorros sobrenaturais, que nos são prodigalizados, e cujos benefícios a missa hoje celebra, a Eucaristia é o primeiro de todos. A multiplicação dos pães, que anunciava, mostra-nos o pão quotidiano da nossa vida cristã, o alimento substancial, que nos deve nutrir as forças, para seguir, “sem desfalecer no caminho”. 


Páginas 618 a 622 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (Rm 6,3-11)


Unindo-o a Cristo, o batismo transformou o cristão num ser novo, que, sob pena de apostasia, deve conformar a sua vida com a do próprio Cristo.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos. 

Irmãos: Nós todos, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte. Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Evangelho (Mc 8,19)


“Elias, fortificado com o alimento, que um anjo lhe ministrou, caminho durante quarenta dias…; mas vós, alimentados por Jesus, caminhareis até à vossa entrada na pátria dos santos” (Santo Ambrósio, em matinas).


Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos.

Naqueles dias, como fosse numerosa a multidão, e não tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer. Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe! Seus discípulos responderam-lhe: Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto? Mas ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Sete, responderam. Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los. Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos. Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.

Liturgia Diária- 05/07/2018

SANTO ANTÔNIO MARIA ZACARIAS, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Natural de Cremona, Santo Antônio Maria é o fundador dos Clérigos regulares de São Saulo (chamados mais tarde de Barnabitas, do nome da igreja de S.Barnabé, centro da Ordem em Roma). Fundou também uma congregação de religiosas, que já não existe. Grande admirador de São paulo e totalmente integrado na doutrina do grande Apóstolo, deu-o a seus discípulos como modelo e patrono. O introito, o gradual e a comunhão da missa, põem nos seus lábios as próprias palavras de São Paulo; e a epístola é aquela em que o apóstolo dá a seu discípulo Timóteo as bases da catequese cristã. pregador de zelo infatigável, o santo esgotou-se neste ministério; morreu com a idade de 36 anos, em 5 de julho de 1539. 

LEITURAS

Epístola (I Timóteo 4,8-16)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura. Eis uma verdade absolutamente certa e digna de fé: se nos afadigamos e sofremos ultrajes, é porque pusemos a nossa esperança em Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos fiéis. Seja este o objeto de tuas prescrições e dos teus ensinamentos. Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade. Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos te impôs as mãos. Põe nisto toda a diligência e empenho, de tal modo que se torne manifesto a todos o teu aproveitamento. Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.

Evangelho (Marcos 10,15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos.

Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.” Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos. Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?” Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.” Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.” Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.

Liturgia Diária- 04/07/2018

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do VI Domingo depois de Pentecostes

“O Senhor é uma força para o seu povo!”. Canto magnífico de alegria e de máscula segurança, em que o povo cristão exprime, mais uma vez, a sua confiança e firmeza. O gradual, o aleluia, o ofertório, fazem eco a este belo cântico de entrada. A epístola e o evangelho põem-nos na presença de nossa condição de batizados. Mortos para o pecado no batismo, temos que viver uma vida nova, em que o pecado não mais deveria encontrar lugar. É a vida de Cristo, que deve regular doravante a nossa e elevá-la para Deus, sem compromisso com o passado de escravo, de que Ele nos libertou. Mas esta exigência de santidade seria irrealizável e a nossa marcha para Deus impossível de aguentar, se a graça não nos viesse em auxílio, para nos outorgar as forças necessárias. Entre os socorros sobrenaturais, que nos são prodigalizados, e cujos benefícios a missa hoje celebra, a Eucaristia é o primeiro de todos. A multiplicação dos pães, que anunciava, mostra-nos o pão quotidiano da nossa vida cristã, o alimento substancial, que nos deve nutrir as forças, para seguir, “sem desfalecer no caminho”. 


LEITURAS

Epístola (Rm 6,3-11)


Unindo-o a Cristo, o batismo transformou o cristão num ser novo, que, sob pena de apostasia, deve conformar a sua vida com a do próprio Cristo.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos. 

Irmãos: Nós todos, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte. Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus! Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Evangelho (Mc 8,19)


“Elias, fortificado com o alimento, que um anjo lhe ministrou, caminho durante quarenta dias…; mas vós, alimentados por Jesus, caminhareis até à vossa entrada na pátria dos santos” (Santo Ambrósio, em matinas).


Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos.

Naqueles dias, como fosse numerosa a multidão, e não tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer. Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe! Seus discípulos responderam-lhe: Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto? Mas ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Sete, responderam. Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los. Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos. Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu.

Liturgia Diária- 03/07/2018

SANTO IRENEU, Bispo e Mártir

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Nascido na Ásia Menor, cerca do ano 140, Santo Ireneu foi para a Gália em data incerta. Era presbítero da igreja de Lião quando da perseguição de 177 em que sofreu martírio São Potino, primeiro bispo e primeiro mártir lionês. Sucedeu-lhe como bispo e foi por sua vez martirizado vinte e cinco anos mais tarde, vítima duma nova perseguição. 

LEITURAS

Epístola (II Tim 3, 14-17; 4,1-5)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Timóteo.

Caríssimo: Permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste. E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra. Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.

Evangelho (Mt 10, 28-33)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós. Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.”

Liturgia Diária- 02/07/2018

VISITAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

Visita de Maria a sua prima Isabel – encontro bendito de duas mulheres e dos filhos que nelas trazem; João reconhece Aquele de Quem será o Precursor e que, desde então, o santifica no seio materno.

O anjo Gabriel tinha anunciado a Maria que Deus daria em breve um filho a Isabel; imediatamente a Virgem se pôs a caminho para Hebron, onde morava sua prima: é a “Visitação” – secreto encontro entre o Precursor e o Salvador, alegria profunda de Maria e Isabel, cheias de bençãos divinas que sobre ambas desceram. “Bendita entre todas as mulheres”, a Virgem, mãe de Deus, entoa o cântico sublime do Magnificat. 

A festa da Visitação foi instituída em 1389 pelo papa Urbano VI e fixada em 2 de julho, como prolongamento da antiga oitava de São João Batista. 

LEITURAS

Epístola (Ct 2,8-14)


A natividade, a visitação, todos os mistérios que rodeiam o nascimento do Salvador, são mistérios de alegria; anunciam a entrada de Deus na nossa vida, a união da alma com o seu Deus.


Leitura do Livro da Sabedoria  

Oh, esta é a voz do meu amado! Ei-lo que aí vem, saltando sobre os montes, pulando sobre as colinas. Meu amado é como a gazela e como um cervozinho. Ei-lo atrás de nossa parede. Olho pela janela, espreito pelas grades. Meu bem-amado disse-me: Levanta-te, minha amiga, vem, formosa minha. Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções. Em nossas terras já se ouve a voz da rola. A figueira já começa a dar os seus figos, e a vinha em flor exala o seu perfume; levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, oculta nas fendas do rochedo, e nos abrigos das rochas escarpadas, mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz. Tua voz é tão doce, e delicado teu rosto!

Evangelho (Lc 1,39-47)


Esta é a cena do Evangelho donde nos vem a segunda parte da Ave-Maria. A Igreja fez o seu grito de admiração de Isabel, saudando em sua prima a Mãe do seu Deus, para o dirigir sem cessar à Virgem Santíssima.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Liturgia Diária- Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

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Sangue preciosíssimo do Salvador, fonte de vida para sempre aberta pela cruz redentora, Vós, que lavais a mancha de todo o universo, fazei desabrochar a santidade na Igreja, paraíso reencontrado.

Instituída em 1849 por Pio IX, esta festa foi elevada à categoria de 1ª Classe, por Pio XI, por ocasião do XIXº centenário da morte do Salvador. 

A liturgia da festa, recordando a cena do Calvário com a lançada que abriu o lado do divino crucificado, detém-se a comentar a significação e o alcance infinito do sacrifício do Calvário. o evangelho é o da festa do Coração de Jesus, e a epístola a do domingo da Paixão: sao os grandes temas da redenção operada simultaneamente pelo sangue e pelo amor de Cristo. “Terra, oceano, céus, universo, tudo foi purificado neste rio”. 

OBS.: Por ser festa do Senhor, hoje não se faz comemoração do domingo.


Páginas 1145 a 1148 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Liturgia Diária- 30/06/2018

COMEMORAÇÃO DE SÃO PAULO, Apóstolo

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

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A festa de hoje é um desdobramento da de ontem. primitivamente o dia 29 de Junho tinha em Roma duas estações: uma em São Pedro, outra em São Paulo “extramuros”, no túmulo de cada um dos dois Apóstolos. Mais tarde foi transferida para o dia seguinte a “Comemoração de São Paulo”. Tendo ontem insistido nas prerrogativas de Pedro, a Igreja recorda hoje a vocação muito particular de Paulo como Apóstolo dos gentios, isto é, de todo o mundo pagão, estranho ao povo judeu. 

LEITURAS

Epístola (Gal 1,11-20)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.

Irmãos: Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo. Certamente ouvistes falar de como outrora eu vivia no judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a assolava; avantajava-me no judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meus pais. Mas, quando aprouve àquele que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça, para revelar seu Filho em minha pessoa, a fim de que eu o tornasse conhecido entre os gentios, imediatamente, sem consultar a ninguém, sem ir a Jerusalém para ver os que eram apóstolos antes de mim, parti para a Arábia; de lá regressei a Damasco. Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor. Isto que vos escrevo – Deus me é testemunha -, não o estou inventando.

Evangelho (Mt 10, 16-22)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas. Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos. Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós. O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão. Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

Liturgia Diária- 29/06/2018

SÃO PEDRO E SÃO PAULO, Apóstolos

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

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Entre a cruz e a espada que os martirizou, um segura as chaves do poder, o outro rolos das suas epístolas. Com as suas mãos unidas, ambos sustentam a Igreja fundada sobre eles, em que Cristo, inquebrável pedra angular, une os pagãos evangelizados por Paulo aos Judeus convertidos por Pedro.

O culto dos dois grandes Apóstolos, Pedro e Paulo, tem como raízes os próprios alicerces da Igreja. Estando na origem da sua fé, ficarão para sempre seus patronos e seus guias. Roma deve-lhes a sua verdadeira grandeza. Foi a providência divina que os conduziu a ambos para fazer da capital do império, santificada pelo seu martírio, o centro do mundo cristão, donde irradiaria a pregação do Evangelho. 

São Pedro sofreu o martírio na perseguição de Nero, no ano 66 ou 67. Foi sepultado na colina do Vaticano, onde escavações recentes acabam de encontrar o seu túmulo no próprio lugar da basílica construída em sua honra por Constantino. São Paulo foi decapitado na Vila Óstia no local onde se ergue a basílica do seu nome. No decurso dos séculos, as multidões cristãs jamais cessaram de ir em peregrinação aos túmulos dos grandes Apóstolos. Nos séculos II e III vinham já retemperar a sua fé ao contato com a Igreja de Roma, constatar a sua apostolicidade, confrontar a sua doutrina infalível com a das outras Igrejas, honrar a memória de São Pedro e de São Paulo. A missa deste dia atesta a confiança da Igreja na intercessão daqueles “por quem recebeu as premissas da fé” (orações). Dá particular relevo às prerrogativas de São Pedro (evangelho), à proteção especial de Deus sobre a sua pessoa (introito, epístola); e os cristãos sabem que, quando cantam o “Tu es Petrus”, as prerrogativas do Príncipe dos Apóstolos se transmitiram aos papas, sucessores de Pedro na cátedra de Roma, como sabem também que a Providência especial de Deus continua até ao fim dos séculos a dirigir o Vigário de Cristo nas funções de chefe da Igreja. 


Páginas 1136 a 1140 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 28/06/2018

VIGÍLIA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Vigília de 2ª Classe- Missa Própria

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A vigília dos santos Apóstolos Pedro e Paulo é a única que subsiste de todas as vigílias de Apóstolos. Os textos falam principalmente de São Pedro, as orações contudo referem-se igualmente aos dois apóstolos.


Páginas 1132 a 1135 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (At 3,1-10)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naquele tempo: Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona. Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo. Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no templo, implorou a eles uma esmola. Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse: Olha para nós. Ele os olhou com atenção esperando receber deles alguma coisa. Pedro, porém, disse: Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda! E tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto pôs-se de pé e andava. Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus. Todo o povo o viu andar e louvar a Deus. Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.

Evangelho (Jo 21,15-19)

Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

Liturgia Diária- 27/06/2018

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa própria do V Domingo depois de Pentecostes

A epístola e o evangelho inculcam fortemente o dever da caridade fraterna. Somos responsáveis perante Deus, não só por qualquer falta cometida contra nossos irmãos, mas até por um simples descuido a seu respeito. Devemos pagar o mal com o bem, e, em toda a parte, ser artífices da paz, sofrer pela justiça, se for preciso, e prosseguir, sem desfalecimento, na prática do bem. 

Sem isto, não há acesso a Deus. As relações com Ele é que devem comandar-nos na atitude que devemos tomar com o próximo. Ninguém é bom como Deus, nem perdoa como Ele perdoa. Urge, pois, enchermo-nos de compaixão, de amor fraterno e de misericórdia. Procuremos a felicidade dos outros, pois somos chamados a possuir a felicidade de Deus, como herança. 


LEITURAS

Epístola (I Pedro 3 8-15)


A recompensa imediata da prática do bem e da caridade fraterna é sentir sobre si o olhar amoroso de Deus.


Leitura a primeira Epístola de São Pedro Apóstolo.

Carríssimos: Finalmente, tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados,para que sejais herdeiros da bênção. Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras; aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal (Sl 33,13-17). Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes, se padecerdes alguma coisa por causa da justiça! Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.

Evangelho (Mt 5, 20-24)


A exigência da caridade cristã estende-se às mais secretas intenções: às disposições do coração. É preciso reconciliarmo-nos com nossos irmãos, antes de nos reconciliarmos com Deus.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

Liturgia Diária- 26/06/2018

SÃO JOÃO E SÃO PAULO, Mártires

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

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A antiga basílica dos santos João e Paulo, no monte Célio em Roma, já no século IV era consagrada ao culto dos dois mártires que hoje festejamos. A tradição romana apresenta-os como dois irmãos que se encorajaram mutuamente na fé e no martírio. A missa insiste nesta fraternidade profunda na fidelidade a Cristo. 

LEITURAS

Leitura (Eclo 44, 10-15)

Leitura do livro da Sabedoria.

Os primeiros, porém, foram homens de misericórdia; nunca foram esquecidas as obras de sua caridade. Na sua posteridade permanecem os seus bens. Os filhos de seus filhos são uma santa linhagem, e seus descendentes mantêm-se fiéis às alianças. Por causa deles seus filhos permanecem para sempre, e sua posteridade, assim como sua glória, não terá fim. Seus corpos foram sepultados em paz, seu nome vive de século em século. Proclamem os povos sua sabedoria, e cante a assembléia os seus louvores!

Evangelho (Lc 12, 1-8)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido. Pois o que dissestes às escuras será dito à luz; e o que falastes ao ouvido, nos quartos, será publicado de cima dos telhados. Digo-vos a vós, meus amigos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois disto nada mais podem fazer. Mostrar-vos-ei a quem deveis temer: temei àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, eu vo-lo digo: temei a este. Não se vendem cinco pardais por dois asses? E, entretanto, nem um só deles passa despercebido diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois. Mais valor tendes vós do que numerosos pardais. Digo-vos: todo o que me reconhecer diante dos homens, também o Filho do Homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus;

Liturgia Diária- 25/06/2018

SÃO GUILHERME, Abade

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi” (Comum dos Abades) com Coleta própria

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Eremita piemontês do primeiro quarto do século XII, São Guilherme construiu um mosteiro no cimo do Monte Vergine e deu à Congregação dos eremitas de que foi fundador uma regra inspirada em grande parte na de São Bento. Morreu em 25 de junho de 1142.

LEITURAS

Leitura (Eclo 45, 1-6) 

Foi amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos santos; tornou-se poderoso e temido por seus inimigos. Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos.

Evangelho (Mt 19, 27-29)

Naquele tempo, disse Pedro a Jesus: Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós? Respondeu Jesus: Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo, quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.

Liturgia Diária- Natividade de S. João Batista

FESTA DA NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria com Comemoração do Domingo

Celebrando o nascimento de São João Batista, a Igreja festeja a aurora da Redenção; seis meses antes do Natal, o nascimento do Precursor anuncia o mistério da Incarnação e participa da sua grandeza. Na Idade Média era considerado como que uma espécie de Natal do verão, com três missas como o Natal; a liturgia realça a afinidade das duas festas: basta ler a secreta e a pós-comunhão, bem como a antífona do Magnificat das 2ªs vésperas. 

“Profeta do Altíssimo”, S.João Batista é figurado por Isaías e Jeremias. Como eles e melhor que eles, foi santificado desde o ventre de sua mãe, em virtude da missão que o esperava (introito, epístola, gradual). O evangelho recorda os prodígios que assinalaram o seu nascimento: este devia ser causa de grande alegria para muitos: ainda hoje o é, e a Igreja convida todos os anos os fiéis a pedir a Deus, com a graça das alegrias sobrenaturais, a de sermos sempre guiados pelo caminho da eterna salvação (coleta).

O nome de São João Batista vem no cânon da Missa, à cabeça da segunda lista. 


Páginas 1126 a 1129 615 a 617 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana. 


Liturgia Diária- 23/06/2018

VIGÍLIA DA NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

Vigília de 2ª Classe- Missa Própria

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A Igreja prepara-se para celebrar amanhã o nascimento de São João Batista, o Precursor do Messias. Esta festa conservou a sua vigília em virtude da excepcional missão de São João Batista. 


Páginas 1122 a 1125 do Missal Quotidiano. 


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Leitura (Jr 1,4-10)

Leitura do profeta Jeremias.

Naqueles dias: Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações. E eu respondi: Ah! Senhor, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar. Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te – oráculo do Senhor. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios. Vê: dou-te hoje poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares.

Evangelho (Lc 1,5-17)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo, nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada. Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume. Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume. Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto.

Liturgia Diária- 22/06/2018

SÃO PAULINO DE NOLA, Bispo e Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Nascido em Bordéus duma família de magistrados romanos, sucessivamente prefeito, senador e cônsul, São Paulino abandonou posição e riquezas, deixou a esposa , que como ele se consagrou a Deus, e foi para Nola na Campânia, viver uma vida austera de eremita. Ordenado sacerdote e elevado à cadeira episcopal da cidade, foi a providência do seu povo no meio das calamidades da invasão dos Godos. Morreu em 431, com a idade de 78 anos, e foi sepultado em Nola, junto ao túmulo de São Félix. 


Páginas 1119 a 1122 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração de S. Luís Gonzaga – liturgia de ontem).


LEITURAS

Epístola (II Coríntios 8, 9-15)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios. 

Irmãos: Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza. Aqui vos dou apenas um conselho. Isso vos convém. Há um ano fostes os primeiros, não só a iniciar esta obra, mas mesmo os primeiros a sugeri-la. Agora, pois, levai a termo a obra, para que, como houve prontidão em querer, assim também haja para a concluir, segundo as vossas posses. Quando se dá de bom coração segundo as posses (evidentemente não do que não se tem), sempre se é bem recebido. Não se trata de aliviar os outros fazendo-vos sofrer penúria, mas sim que haja igualdade entre vós. Nas atuais circunstâncias, vossa abundância supra a indigência daqueles, para que, por seu turno, a abundância deles venha a suprir a vossa indigência. Assim reinará a igualdade, como está escrito: O que colheu muito, não teve sobra; e o que pouco colheu, não teve falta (Ex 16,18).

Evangelho (Lucas 12, 32-34)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

Carta Pastoral “A mediação universal da Santíssima Virgem”- D. Antônio de Castro Mayer

Publicamos texto integral da Carta Pastoral A mediação universal da Santíssima Virgem, escrita por Dom Antônio de Castro Mayer, baluarte brasileiro da Tradição Católica. Boa leitura!


D. Antonio de Castro Mayer,

Por Mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo Diocesano de Campos,
Ao Revmo. Clero Secular e Regular,
às Revdas. Religiosas,
à Venerável Ordem Terceirade Nossa Senhora do Monte Carmelo,
às Associações de piedade e apostolado
e aos fiéis em geral da Diocese de Campos,
Saudação, paz e bênçãos
em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Zelosos cooperadores e amados filhos.

Já tivemos oportunidade de lamentar convosco o abominável sacrilégio cometido contra a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Assim que soubemos da nefanda profanação, que despedaçou a sagrada efígie, sob cuja invocação a materna solicitude de Maria Santíssima deu inúmeras demonstrações de seu misericordioso afeto por nossa gente, unimo-Nos aos vossos sentimentos, e juntos demos à Excelsa Mãe de Deus uma reparação pela ofensa inaudita ao seu Coração amoroso, e significamos nosso amor e nosso reconhecimento pelo desvelo e carinho com que Ela nos acompanha com seus favores 1.
Secundamos os desígnios da Providência – que tem contados até os fios de cabelo de nossa cabeça (Mt 10, 30) – quando buscamos perceber nas ocorrências da vida, qual a misericórdia de Deus a nosso respeito. Com muito maior razão, portanto, compete-nos refletir sobre esse fato insólito e altamente pecaminoso, que atinge a veneranda imagem da Padroeira de nossa terra.
É esta, zelosos cooperadores e amados filhos, ocasião oportuna, para afervorar-mos nossa devoção e nossa confiança em Maria Santíssima. Devoção que nos leve ao arrependimento sincero de nossos pecados, também eles responsáveis pela profanação havida, porquanto Deus Nosso Senhor não a teria permitido se nossas faltas não merecessem a advertência. Nossa confiança, porque, no Seu amor materno, a Virgem Mãe não despreza, antes recebe com benevolência e carinho, o coração contrito e humilhado.
Em comentários, após o ato sacrílego ocorrido em Aparecida, salientou-se que o importante é a Mãe de Deus, Maria Santíssima, e não propriamente a imagem. Frase cunhada para aliviar o luto que caiu pesado sobre a Igreja no Brasil. Está, no entanto, longe de dizer toda a verdade. A imagem, de fato, tem sua importância; e tão grande é ela, que justifica a existência do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Contudo, embora a frase não diga toda a verdade, diz o suficiente para nos alertar sobre o significado real do culto das imagens. Ou seja, que é um culto que se mede pela importância da Pessoa a quem a imagem representa. E, nesse caso, não poderíamos dizer, sem receio de errar, que a imagem quebrou-se, porque já estava em pedaços em nossos corações?2 Em outras palavras, não terá a Providência permitido a profanação da imagem, para sacudir o torpor de nossa devoção a Maria Santíssima?
Eis a razão desta Nossa Carta Pastoral. Esperamos, com a graça de Deus e a proteção da Virgem Mãe, contribuir para afervorar vossa confiança, vosso amor e devotamento à Imaculada Mãe de Deus e Mãe nossa amabilíssima, a fim de que vossa piedade filial se volte à Maria Santíssima com maior ternura e seriedade.
I
Zelosos cooperadores e amados filhos.
As peregrinações a Aparecida, que somam milhões de pessoas, são um testemunho vivo da Fé com que os fiéis crêem que Maria Santíssima é a Medianeira na distribuição das graças divinas. Vamos, pois, lembrar convosco os títulos que justificam essa nossa fé na Mediação Universal de Maria Santíssima, como canal que é de todas as graças que descem do Coração Sacratíssimo de Jesus sobre as almas, desde a vocação ao Batismo até os auxílios quotidianos de santificação, com que a bondade de Deus nos acompanha os passos da vida.
Maria Santíssima é Mãe de Deus. Dogma suavíssimo, contido explicitamente nos Santos Evangelhos e definido no Concilio de Éfeso, em 22 de junho de 431, contra os desvarios de Nestório, Patriarca de Constantinopla, com suma alegria do povo fiel, que prestou triunfal homenagem aos Padres Conciliares, acompanhando-os com tochas e aclamações de júbilo, no retorno da sede do Concílio às suas residências.
Maria Santíssima é Mãe de Deus porque, com sua carne virginal, colaborou com o Divino Espírito Santo na formação da natureza humana do Filho de Deus, o que levou Santo Agostinho à bela e arrojada expressão, “Caro Christi, caro Mariae” – “a Carne de Cristo é carne de Maria”3.
Assim, o Verbo de Deus veio ao mundo por Maria. Nasceu de Maria, é verdadeiro Filho de Maria, e como o Verbo é Deus (Jo 1, 1), Maria Santíssima é verdadeiramente Mãe de Deus. São Lucas, no trecho de seu Evangelho dedicado à infância do Senhor, relata a mensagem de Deus transmitida pelo Arcanjo São Gabriel à Virgem Santíssima. Nessa mensagem afirma-se, de maneira insofismável, a maternidade divina de Maria. Disse o Arcanjo: “Eis que conceberás em Teu seio e darás à luz um Filho, e Lhe imporás o nome de Jesus […]. O Espírito Santo descerá sobre Ti, de maneira que o Santo que nascer de Ti será chamado filho de Deus” (Lc 1, 30-35). A expressão “será chamado” quer dizer: terá como nome próprio, indicador de sua natureza, pois é este, na Sagrada Escritura, o valor dos nomes impostos por Deus. 4
*
O fato de Maria Santíssima ter sido escolhida para Mãe de Deus, e de sê-la realmente, por isso que é Mãe do Filho de Deus Humanado, tem conseqüencia irrecusável na economia da Graça, no plano da Redenção do gênero humano. Observa muito bem Santo Agostinho, que Deus poderia fazer-se homem, sem nascer de mulher, sem o concurso da Virgem Maria. Seria coisa facílima à Sua onipotente majestade. Como pôde nascer de mulher, sem concurso de varão, poderia igualmente dispensar a colaboração de Maria5. Se, pois, quis nascer de Maria, é porque Maria entrava no plano divino que determinou a Encarnação do Filho de Deus.
O Altíssimo, com efeito, nada faz sem motivo. É agente infinitamente sábio, para agir inconsideradamente. Toca-nos, se nos queremos integrar nos desígnios divinos, aceitar o pressuposto irrefragável de sua misericórdia, quando determinou que a Encarnação do Verbo se fizesse mediante o corpo humano formado no puríssimo seio de Maria Santíssima. E, como professamos no Credo, se Jesus se encarnou“por causa de nós homens e de nossa salvação”6,não nos é lícito excluir a colaboração de Maria Santíssima na obra com que a bondade divina remiu o gênero humano.
Aliás, o relacionamento da maternidade de Maria com o plano da restauração do gênero humano é anterior a Santo Agostinho. O Doutor da Graça não passa de um elo, precioso sem dúvida, da corrente formada pela Tradição eclesiástica que remonta à Igreja Apostólica.
Com efeito, já nos primeiros séculos, os Padres da Igreja compaginavam Maria Santíssima ao seu Divino Filho na missão restauradora do gênero humano.
São Paulo, na Epístola aos Romanos, declara que, como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim pela obediência de um só, todos se justificam (Rom. 5, 19). Os Padres da Igreja, como a completar o pensamento do Apóstolo, inserem na antítese entre Adão e Jesus Cristo, a oposição entre Eva e Maria. No século II, registram os anais eclesiásticos o testemunho de São Justino, mártir (+165), segundo o qual, a obediência de Maria anulou a desobediência de Eva “Eva – afirma o santo – virgem e sem mácula, concebendo a palavra da serpente, gerou a desobediência e a morte; mas Maria, aquiescendo à palavra do Anjo […] gerou Aquele que derrotou a serpente e seus asseclas, anjos e homens” 7.De modo mais explícito, Santo Irineu (+202), Bispo de Lyon, no mesmo século II, atesta: “Como Eva, virgem, pela sua desobediência, tornou-se para si e para todo o gênero humano, causa de morte; assim, Maria, pela sua obediência tornou-se para Si e para todo o gênero humano, causa de salvação. […] Assim, a cadeia da desobediência de Eva foi dissolvida pela obediência de Maria. […] Como o gênero humano foi vinculado à morte por uma virgem; assim, pela Virgem Maria foi salvo” 8.Tertuliano, na África, desenvolve, em fins do século segundo e começo do terceiro, o mesmo pensamento: Eva acreditou na serpente: Maria em Gabriel; a falta cometida pela incredulidade de uma, a outra apagou com Sua fé”. 9.A medida que avançamos na História, continua no ensinamento eclesiástico a mesma concepção da economia da Graça que faz de Maria a restauradora da desgraça causada por Eva10.
A antítese, pois, entre Eva, causa de nossa ruína, e Maria, causa de nossa vida, é a maneira comum da Tradição destacar, junto aos fiéis, a missão reservada à Santíssima Virgem Maria na obra da Redenção do gênero humano11.
*
Não há dúvida, amados filhos, que esta doutrina provém dos Apóstolos.
Com efeito, através de Santo Ireneu chegamos a São João Evangelista, uma vez que o Bispo de Lyon fora discípulo de São Policarpo, que, de sua parte, ouvira ao discípulo amado. Por outro lado, a maneira como se exprimem estes Santos Padres dos primeiros séculos é a de pessoas que transmitem uma verdade que faz parte da doutrina cristã, portanto, da doutrina revelada, legada por Jesus Cristo aos seus Apóstolos. Em outras palavras: ao fixarem a antítese entre Eva e Maria, estes Santos Padres não pretendem propor um pensamento próprio. Eles expõem simplesmente a verdade católica. Por isso mesmo, este ensino é geral. São Justino é da Palestina e viveu em Roma, Tertuliano é africano, Santo Irineu veio do Oriente e estabeleceu-se na França. São, igualmente, das várias regiões da Cristandade, os continuadores desta Tradição: Santo Efrem é da Síria; São Cirilo, de Jerusalém etc.
Não há, pois, dúvida: a participação de Maria Santíssima na obra da Redenção, como restauradora da desgraça causada por Eva, é doutrina revelada.
Eis que, na Idade Média, passou ela a figurar na Sagrada Liturgia, constituindo uma profissão de Fé da mesma Igreja. Até nos últimos breviários, aliás, lêem-se, no Hino de Laudes do Ofício Comum da Bem-aventurada Virgem Maria, os versos atribuídos a Venâncio Fortunato (+ 600) onde se professa “o que Eva, infeliz, nos arrebatou, Tu restitues com a santa prole” 12
*
Não vos perturbe, pois, amados filhos, o fato de a frase da Epístola aos Romanos, por nós citada, nada dizer de Maria. Porquanto os textos da Sagrada Escritura devem ser sempre entendidos em harmonia com os outros dados da Revelação, uma vez que fazem parte de um todo coerente que é a Verdade confiada por Jesus Cristo aos seus Apóstolos: “Ide, ensinai tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20). Tomando-os isoladamente, e dando-lhes um sentido exclusivo, que nem sempre têm, expomo-nos a entendê-los mal e a naufragarmos na Fé, como advertia São Pedro, aludindo explicitamente aos escritos de São Paulo. 13 Assim, não é porque certos textos destacam uma verdade de Fé, que excluem outras igualmente reveladas. Na Epístola aos Romanos, inculca o Apóstolo na mente dos fiéis, um ponto fundamental da economia da Graça, a saber, que somente o Sacrifício de Jesus Cristo, por seu valor infinito, foi capaz de satisfazer condignamente, atendendo a toda justiça, à majestade e santidade de Deus, lesadas pelos pecados dos homens. Em conseqüência, por isso que estabeleceu a Providência pedir uma reparação perfeita pelo pecado, nenhum ser criado, Anjo ou homem, pôde restaurar a amizade entre o Céu e a terra. Neste sentido, Jesus Cristo é o único Mediador, como afirma o Apóstolo na primeira Carta a Timóteo: “Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2, 5), Mediação que beneficia a própria Virgem Mãe, como proclamou Pio IX ao definir o Dogma da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria14.
Não é, porém, este, amados filhos, o único aspecto da Redenção.
Com efeito, as graças merecidas por Jesus Cristo, para santificarem deveras os homens, precisam chegar às almas, informá-las, delas expulsando o pecado e tornando-as agradáveis a Deus, capazes de fazer atos sobrenaturais, meritórios da vida eterna. E esta aplicação da Graça às almas, merecida por Jesus Cristo, não se faz sem a intervenção de Maria.
Assim como é inteiramente certa a afirmação do Apóstolo – que pela obediência de um só todos se tornam justos, como pela desobediência de um só perdeu-se o gênero humano – assim é igualmente verdadeira a asserção de que por uma mulher, Maria, nos vem a Graça e a Vida, como por uma mulher, Eva, tivemos o pecado e a morte. Eis que Jesus Cristo e Maria, ambos, são causa de nossa salvação: Jesus Cristo, porque realiza a satisfação que aplaca a ira divina e merece a Graça para todo o mundo; Maria, porque recolhe esta Graça, fruto da satisfação de Jesus Cristo, e a aplica aos homens individualmente. E, como sem essa aplicação, na realidade, o homem não se salva, Maria é também causa da salvação do gênero humano. Como diz São Bernardo 15, Maria é o canal, o aqueduto, por onde nos chegam as torrentes de graças que brotam das sacrossantas chagas de Jesus Cristo. É normal, portanto, que fora desse canal não se possam os homens dessedentar com a água viva que jorra para a vida eterna.
E eis, amados filhos, a harmonia entre o Dogma contido na frase do Apóstolo, ao afirmar que há um só Mediador entre Deus e os homens, e a verdade, transmitida pela Tradição, que nos aponta a Maria Santíssima como Medianeira necessária, por vontade de Deus, na aplicação dos méritos de Jesus Cristo, uma vez que, segundo os desígnios do Altíssimo, é Sua intercessão que obtém para os homens as graças de salvação.
*
Esta Mediação Universal de Maria Santíssima tem, como vimos, seu fundamento na cooperação que, segundo o misterioso beneplácito da munificência divina, Lhe coube na obra da Redenção, operada pelo seu Unigênito Filho, cooperação que Lhe conferiu a maternidade espiritual com relação a todos os homens.
Implícita em vários tópicos dos Santos Evangelhos – dentre os raros em que aparece a Virgem Mãe – a Tradição salienta especialmente dois que lhe favorecem a explanação desse Mistério que é a maternidade da Graça, suavíssima irradiação da Pessoa amabilíssima de Maria.
Como não poderia deixar de ser, chama a atenção dos Santos Padres a presença da Virgem Mãe ao pé da Cruz, no Monte Calvário. Padecendo ali as dores mais acerbas que possa uma mãe sofrer, assiste Maria, em pé, com pleno domínio de si, à cruel e atrocíssima Morte de seu Unigênito bem amado. Ali, numa inefável misericórdia, Ela se une ao sacrifício expiatório do Filho de Deus, e suas dores, seu martírio, nos geram para a vida da Graça.
Na paixão de seu Unigênito – escreve Ruperto de Deutz, teólogo do começo do século XII (+ 1129) – gerou a Bem-aventurada Virgem a salvação de todos nós, de maneira que Ela é, de direito, Mãe de nós todos” 16. A interpretação de Ruperto não é singular. É da Idade Média, com efeito, uma seqüência cantada na festa da Compaixão da Bem-aventurada Virgem Maria, na qual se declara que cooperando com o Filho, sob a Cruz salutífera, Maria se tornou nossa Mãe 17. E a Liturgia, como sabeis, amados filhos, é um dos meios de que se serve a Igreja para professar a Fé Católica.
Mas não faltaram mestres consagrados na Igreja, para sublinhar a mesma persuasão de que Maria, pelas dores suportadas em Sua alma, ao lado de seu Filho no Calvário, se tornou a Mãe dos membros do Corpo Místico de Cristo. Eis o que diz Santo Alberto Magno (+1280): ao tempo da Paixão realizou-se a profecia de Simeão “pois a espada transpassou Sua alma […] e ficou constituída […] Mãe de todo o gênero humano18. Santo Antonino, Arcebispo de Florença (+1459), sustenta que “também Maria nos gerou entre as maiores dores, compadecendo com o Filho” ao pé da Cruz 19. Com maior autoridade, os Papas endossam esta doutrina. Leão XIII ensina que “Maria é Mãe também de todos os cristãos, por havê-los gerado no Calvário, entre os supremos tormentos do Redentor” 20. São Pio X, por sua vez, afirma que a “comunhão de dores e angústias entre Mãe e Filho concedeu à Virgem o ser, junto do Filho Unigênito, a Medianeira poderosíssima e Advogada de todo o mundo” 21. As últimas palavras são tiradas da Bula “Ineffabilis Deus” de Pio IX.
Como conseqüência dessa maternidade, que à Virgem custou-lhe na alma dores muito mais atrozes do que as comuns dos partos, Jesus Cristo, do alto da Cruz, promulgou sua missão materna, confiando-Lhe todo o gênero humano e cada um dos homens, na pessoa de São João, o discípulo amado. Embora uma exegese excessivamente preocupada com o sentido literal menospreze o sentido espiritual desse passo do quarto Evangelho, em que o Senhor entrega a Maria o discípulo amado, não há dúvida de que a Tradição viu nele confirmada a missão singular de Maria na obra da Redenção, como Mãe de todos os homens na ordem da Graça.
De fato, já no século III, Orígenes sublinhava o sentido místico das palavras dirigidas por Jesus Cristo, do alto da Cruz, à sua Mãe, “Eis aí teu Filho” (Jo. 19, 26). “Com efeito, afirma o Doutor Alexandrino, o fiel perfeito não mais vive, eis que nele vive Cristo, e porque nele vive Cristo, por isso, dele é dito a Maria: Eis Teu filho, o Cristo” 22. Em outros termos, o que renasce para a vida da Graça, torna-se outro Cristo e, como tal, filho de Maria Santíssima. A interpretação de Orígenes, com o tempo fez-se comum. Ruperto assim continua o trecho que citamos: “Por isso, o que ali foi dito do discípulo amado, poderia dizer-se de qualquer outro que estivesse presente, porquanto Ela é Mãe de todos23. Na Seqüência da festa da Compaixão de Maria, por nós já citada em outra estrofe, consigna-se esta interpretação do passo de São João: “A Mãe é dada ao discípulo com grande mistério; sob o nome de João, entende-se todo fiel24. Seria muito longo enumerar os teólogos, exegetas e doutores ascéticos que secundam a interpretação consignada na Liturgia pela Seqüência acima25. Baste-vos, amados filhos, a palavra autorizada de Leão XIII comentando o trecho a que nos referimos: “Na pessoa de João, segundo o pensamento constante da Igreja [quod perpetuo sensit Ecclesia], designou Cristo o gênero humano, principalmente aqueles que a Ele aderem pela Fé26. Principalmente, diz Leão XIII, porquanto, como acentua Pio XI, “ao receber, no Calvário, os homens recomendados ao seu materno coração, Maria não somente anima e ama os que se beneficiaram da graça divina, como também aqueles que ignoram a Redenção27.
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No Gólgota, Maria gerou-nos para a vida da Graça.
Jesus, no entanto, não esperou o fim de sua vida mortal, para fazer Maria nossa Mãe. Diz bem o Pe. Braun, O.P., no seu comentário ao tópico de São João que analisamos: “A doação de todos os homens, feita a Maria, no Calvário, deve considerar-se como uma consagração oficial à vista do futuro, de um fato já existente28.
E realmente, a revelação da maternidade espiritual de Maria Santíssima está contida na doutrina da recapitulação, tão cara aos Padres da Igreja, especialmente no Oriente29. De acordo com esta doutrina, Adão, em certo sentido, encerrou em si a todo o gênero humano, por isso que dele teriam origem todos os homens. Estavam todos em Adão “em germe”. O fato, pois, de ser Adão o pai de todo o gênero humano fez que ele englobasse a todos os homens na desgraça de seu pecado (Rm 5, 12). De modo análogo, Jesus Cristo, o novo Adão (1 Cor 15, 45), encerra em Si a todos os homens que, recebendo dEle a Graça santificante, são Sua descendência na ordem sobrenatural, da vida eterna. Sinteticamente, Santo Irineu afirma: “Como todos morremos no Adão corporal, assim somos vivificados no espiritual30.
Como complemento natural do objeto da Revelação, que apresenta a Jesus Cristo como Cabeça da humanidade, encerrando em Si, em germe, a todos os homens, desenvolvem os Santos Padres a doutrina da maternidade Universal de Maria Santíssima com relação a todos os fiéis. Como Jesus é o novo Adão, Maria é a nova Eva, a nova Mãe de todos os homens, já agora na ordem sobrenatural.
A melhor explanação deste suavíssimo Mistério encontramos na Encíclica com que São Pio X preparou o povo fiel a uma digna comemoração do cinqüentenário da Bula “Ineffabilis Deus“, que definiu o Dogma da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria. Leiamos, amados filhos, para nossa edificação as dulcíssimas palavras do último Papa canonizado: – “Não é Maria, Mãe de Deus?” – pergunta o Pontífice. E conclui: – “Portanto, é Mãe nossa também“. E desenvolve a argumentação: “Pois, deve-se estabelecer o princípio de que Jesus, Verbo feito carne, é ao mesmo tempo Salvador do gênero humano. Em conseqüência, como Deus Homem, Ele tem um corpo qual os outros homens; como Redentor de nosso gênero, um corpo espiritual, ou, como sói dizer-se, místico, que outra coisa mais não é do que a comunidade dos cristãos unidos a Ele pela Fe“. E cita São Pio X, em abono de sua doutrina, a palavra de São Paulo: “Embora muitos, somos um só corpo em Cristo” (Rm 12, 5). E continua: “A Virgem, pois, não concebeu o Filho de Deus só para que, dEla recebendo a natureza humana, se tornasse homem; mas, a fim de que Ele se tornasse, mediante esta natureza dEla recebida, o Salvador dos homens. O que explica as palavras dos Anjos aos pastores: “Hoje nasceu-vos o Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2, 11). Por isso, no seio virginal de Maria, onde Jesus assumiu a carne mortal, lá mesmo, Ele se agregou um corpo espiritual, formado de todos os que deviam crer nEle. E pode dizer-se que Maria, trazendo a Jesus nas Suas entranhas, trazia também a todos aqueles cuja vida o Salvador continha. Todos, portanto, que, unidos a Cristo, somos, consoante as palavras do Apóstolo, “membros de Seu corpo, de Sua carne, de Seus ossos” (Ef 5, 30), devemos crer-nos nascidos do seio da Virgem, de onde um dia saímos, qual um corpo unido à cabeça. E por isso somos chamados, num sentido espiritual e místico, filhos de Maria, e Ela é, por sua vez, nossa Mãe comum. Mãe espiritual, contudo verdadeira Mãe dos membros de Jesus Cristo quais somos nós” 31.
São Pio X destaca, pois, como vistes, amados filhos, que Maria Santíssima não é Mãe do filho de Deus que será o Redentor do mundo. Ela é, diretamente, a Mãe do Redentor. Ela colaborou com o Divino Espírito Santo para a formação do próprio Redentor. Quem durante nove meses se manteve no Seu seio puríssimo, e sob Seu influxo vital foi se formando Homem, era o Filho de Deus, como Redentor.
Ora, amados filhos, como lembramos acima, Jesus Cristo nos redime, mediante nossa incorporação à sua Pessoa. Pela Graça, que Ele nos mereceu, nós nos unimos a Ele, formando com Ele um só Corpo Místico. A Graça é como o sangue vivificante que, de Jesus, desce e penetra em nossa alma, dando-nos a vida sobrenatural, e unindo-nos a Ele que é a Cabeça do organismo do qual nós somos os membros. E é através desta nossa incorporação a Jesus Cristo que somos salvos. Eis que, conclui legitimamente São Pio X, no momento em que Maria se torna Mãe de Deus, no mesmo instante, torna-se Mãe dos homens, como sinteticamente o disse no enunciado de sua tese: – “Não é Maria, Mãe de Deus? – Portanto, é Mãe nossa também”.
Como corolário suavíssimo de ordem prática, deduzimos que é sob o influxo materno de Maria Santíssima que os homens renascem para a vida da Graça. Com que alegria pensamos que somos realmente filhos de Maria! Ela, como Mãe de Deus, nos gerou a nós também e para a vida eterna! “Nossa alma glorifica o Senhor” (Lc 1, 46).
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Amados filhos,
A Maternidade espiritual de Maria Santíssima, como dissemos, fundamenta sua Mediação Universal.
Com efeito, os homens se salvam – acabamos de ver – por isso que se enxertam (a expressão é de São Paulo – Rm 11, 17) em Nosso Senhor Jesus Cristo, mediante a Graça santificante que os faz filhos de Deus, precisamente porque os incorpora ao Filho Unigênito do Padre Eterno.
A conclusão lógica de todo este raciocínio é que se salvam somente aqueles que se recolhem ao seio onde se forma esse Corpo Místico de Cristo. Em outras palavras, nossa incorporação a Jesus Cristo, na unidade de seu Corpo Místico, não se faz sem a intervenção de Maria Santíssima. Aliás, a comparação tomada ao organismo humano, sublinha energicamente essa verdade. Com efeito, é impossível imaginar-se uma mulher que gere apenas a cabeça de seu filho. Necessariamente ela dará à luz o corpo inteiro da prole, cabeça e membros. Como se poderia, então, pensar que Maria, Mãe do Redentor, gerasse apenas a cabeça do Corpo Místico, quando o Redentor é constituído do Cristo inteiro, cabeça e membros, Jesus Cristo e os homens unidos a Ele pela Graça?32. Ao contemplar seu Unigênito, apieda-se o Padre Eterno do mundo, porque Seu olhar amoroso atinge a todos os homens que, na unidade do Verbo Encarnado, constituem seu Corpo Místico.
Compreende-se, amados filhos, que a concepção de Maria Santíssima como canal indispensável por onde descem as graças da Cabeça aos membros do Corpo Místico, esteja na profissão de Fé Católica desde os primeiros séculos. Esta verdade está contida na antítese entre Eva, mãe dos pecadores, e Maria, Mãe dos viventes em Cristo. Como a colaboração de Eva, tronco que é de onde procede todo o gênero humano, é condição para que nasçam os homens com o pecado original, assim a intervenção de Maria é indispensável para o nascimento na ordem da Graça.
II
Há, no entanto, também afirmações diretas de que só por Maria recebem os homens a graça de Deus. Assim, por exemplo, Santo Efrém (+373), a cítara do Espírito Santo, o melífluo cantor da Virgem, dirige-se à Mãe de Deus com estas palavras: “Por Ti, ó única Imaculatíssima, toda honra e santidade, desde o primeiro Adão e até a consumação dos séculos, derivou-se, deriva-se e derivar-se-á aos Apóstolos, aos Profetas, aos justos e humil­des de coração” 33. Santo Efrém considera, imediatamente, a origem do Salvador, que nasceu de Maria. Suas palavras, no entanto, só se entendem mediante a associação da Virgem Santíssima à obra de seu Unigênito Filho, que a faz medianeira de todas as graças a toda classe de pessoas, desde os justos do Velho Testamento. São Germano, Patriarca de Constantinopla (+733) é mais incisivo: “Ninguém […] a não ser por Ti, ó Santíssima, consegue a salvação. Ninguém a não ser por Ti, ó Imaculatíssima, liberta-se do mal. Ninguém, a não ser por Ti, ó Castíssima, obtém indulgência. A ninguém, a não ser por Ti, ó Honorabilissima, se concede misericordiosamente o dom da Graça”34. Na Idade Média, permanece, e mesmo se intensifica o fervor mariano, a certeza de que é por Maria que nos vem a vida eterna. Santo Anselmo (+1109), Arcebispo de Cantuária, assim se exprime: “Sem Ti, não há piedade, nem bondade, porque és a Mãe da virtude e de todos os bens”35. E São Bernardo (+153), o suavíssimo Doutor da Virgem, tem uma frase taxativa de que se servirão com freqüência os Papas, para caracterizarem a missão de Maria Santíssima na economia da Graça: “Nada quis Deus que possuíssemos que não passasse pelas mãos de Maria”36.
Dos grandes teólogos do século XIII, Santo Tomás de Aquino, no comentário à Saudação Angélica, compara a redundância da Graça de Maria sobre os homens com a do próprio Jesus Cristo. Esta comparação, como se vê, envolve a afirmação da universalidade da Mediação de Maria Santíssima, na distribuição das graças. São Boaventura, por sua vez, tem esta afir­mação taxativa: “Ninguém pode entrar no Céu a não ser que passe por Maria que é a porta37.
E, resumindo a profissão de fé do povo cristão, cantou Dante (+1321), na sua grandiosa Divina Comédia: “Virgem Mãe […] Há tanta grandeza em Ti, tal pujança que quer sem asas voe seu anelo quem graças aspira em Ti sem confiança.”38
Santo Antônio de Florença, no século XV, retoma o pensamento de Alighieri, na sua Summa Theol. P.VI, tit.15, c.22, §9: “Qui petit sine Ipsa duce, sine alis tentat volare” – “Quem pede, sem tê-La como guia, tenta voar sem asas”.
Nos nossos tempos, Pio XII, em Carta ao Card. Maglione, com data de 15 de abril de 1940, encarecendo junto do Secretário de Estado a necessidade de orações pela Paz, retoma a mesma figura de Dante para sublinhar a eficácia da intercessão de Maria Santíssima: “Tanta Beata Virgo apud Deum pollet gratia, tanta apud Unigenitum suum potentia fruitur, ut quisquis, egens opis, non ad eam recurrat, nullo is alarum remigio, ut Aligherius concinit, volare conelur” – “É tão grande a valia da Bem-aventurada Virgem junto a Deus, tanto Seu poder junto a seu Filho, que um indigente que a Ela não recorre, empenha-se, como cantou Alighieri, por voar sem o remo das asas”39. Não faltam também, amados filhos, documentos do Magistério Pontifício, caucionando a fé arraigada no coração do povo cristão. Bento XIV (1740-1758), na famosa bula áurea “Gloriosæ Dominæ” proclama a Bem-aventurada Virgem Maria o alveo do rio por onde correm todas as graças e dons para o coração dos míseros mortais 40. Pio VII (1800-1823) declara “Maria nossa Mãe amantíssima e Dispensadora de todas as graças41. Pio IX (1846-1878), repetindo a frase de São Bernardo, atesta ser o desejo de Deus que “tudo tivéssemos por Maria42. Leão XIII inculca esta verdade nas suas muitas encíclicas sobre o Rosário do mês de outubro. Por exemplo, na “Octobri mense” retoma a conhecida frase de São Bernardo, “por vontade divina, nada, a não ser por Maria, nos é concedido43. São Pio X, na esplêndida encíclica “Ad diem illum“, já por nós analisada, chama a Maria Santíssima, “Dispensadora de todas as graças que Jesus providenciou com seu Sangue preciosíssimo44. Bento XV, em Carta Apostólica à Confraria da Boa Morte, afirma: “As graças que o gênero humano recebe do tesouro da Revelação são distribuídas pessoalmente pela Virgem Dolorosa”45. Pio XI ensina que o único Mediador entre Deus e os homens quis associar sua Mãe como Advogada dos pecadores e Ministra e Mediadora da Graça46. Pio XII, em muitas oportunidades, deu aos fiéis o exemplo de confiança inabalável na proteção da Virgem Mãe. Na encíclica sobre o Corpo Místico47 destaca o lugar que tem Maria na economia da Graça. O mesmo faz na encíclica sobre a Sagrada Liturgia48, onde subscreve a frase de São Bernardo que Deus “quis que tudo tivéssemos por Maria”. João XXIII (1959-1963) utiliza-se dessa mesma frase quando exorta os congregados marianos à confiança e devoção à Maria Santíssima49.
Paulo VI declara que a missão exercida no Céu por Maria Santíssima, na geração e aumento da vida divina em cada um dos homens, é, por livre vontade de Deus sapientíssimo, parte expletiva do mistério da salvação humana, e por isso, devem os fiéis aceitá-la como verdade de fé50.
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Enfim, para que não faltasse a confirmação da lex orandi, a Sagrada Liturgia se compraz em atribuir a Maria Santíssima trechos de Isaías, dos Provérbios e do Eclesiástico51 que literalmente se aplicam à Sabedoria Increada, ao Verbo de Deus, ratificando assim a convicção dos fiéis de que Maria está estreitamente unida ao Filho de Deus, de maneira a constituir com Ele o traço de união entre a misericórdia divina e as necessidades dos homens.
Não somente na parte catequética da Santa Missa, inculca a Sagrada Liturgia a união íntima entre Maria Santíssima e seu Divino Filho no Mistério de nossa Redenção. Esta verdade é afirmada também em outros lugares das Missas de Nossa Senhora, bem como nos ofícios correspondentes.
Assim, na oração após a Comunhão da Missa comemorativa da outorga da Medalha Milagrosa a Santa Catarina Labouré52, professa-se: “Ó Senhor Deus Onipotente que quiseste que tivéssemos TUDO pela Imaculada Progenitora de teu Filho, concedei-nos, etc.” Na sétima lição do Ofício de Nossa Senhora Auxiliadora, diz-se que Deus “pôs em Maria a plenitude de todo bem, de maneira que saibamos que dEla redunda o que há em nós de esperança, de graça, de salvação53.
Esta oficial profissão de Fé da Santa Igreja, no seu culto público, obteve uma ratificação marcante com a aprovação, por parte de Bento XV, em 1921, da Missa e Ofício da Bem-aventurada Virgem Maria Medianeira de todas as graças54. No invitatório desse ofício faz-se o seguinte convite: “A Cristo Redentor que quis que todos os bens tivéssemos por Maria, vinde, adoremos”. No hino de Matinas, canta-se: “Todos os bens que nos mereceu o Redentor, reparte-os sua Mãe Maria”.55. E na oração da Missa, que todos os favores pedidos ao Senhor, sejam alcançados por meio de Maria56
III
Zelosos cooperadores e amados filhos.
Repassamos convosco as fontes da Revelação que nos explanam a missão confiada por Deus Nosso Senhor a Maria Santíssima, na obra da Redenção do gênero humano e na economia da Graça. Vimos que, pelos altos desígnios de Deus, Maria foi escolhida para cooperar, com Sua carne e Seu sangue, na constituição da natureza humana do Verbo Divino, quando, pelos inefáveis mistérios de Seu amor, Deus resolveu pedir uma reparação justa, proporcionada à enormidade da malícia inerente ao pecado do homem, como violação que é dos direitos divinos.
Semelhante cooperação física, na feitura da natureza humana de Jesus Cristo, implica, normal e logicamente, uma participação na obra colimada pelo Filho de Deus ao encarnar-se, ou seja, na Redenção do gênero humano. E a razão é porque Deus, na Sua onipotência, poderia dispensar o concurso de Maria na Encarnação do Verbo. Se não o fez, é porque na Sua insoldável sabedoria designou a Maria Santíssima uma parte importante na própria restauração do gênero humano.
Argumenta com razão Bossuet que Deus, tendo querido dar-nos Jesus Cristo por Maria, esta ordenação Ele não a muda mais. A vontade de Deus é sem arrependimento. O caminho par irmos a Jesus, o meio de recebê-Lo, será sempre Maria.57 Análogo pensamento ocorre em Leão XIII: “Tendo prestado Seu ministério na Redenção dos homens, Ela exerce paralelamente o mesmo ministério na distribuição da Graça que daquela Redenção perpetuamente decorre, investida, para esse fim, de um poder quase imenso”58.
De onde o papel assumido por Eva na desobediência original, que implicou na desgraça de todos os homens, oferece aos Santos Padres o meio de inculcar a parte que teve Maria na restauração da humanidade. Como Eva foi a causa da morte espiritual de todos os homens, Maria é a causa da vida da Graça para todos os homens. Como Eva é a mãe de todos os viventes, enquanto a todos transmite a vida natural, Maria é a Mãe de todos os homens que, por Ela, recebem a vida sobrenatural.
Este pensamento suscita o aspecto suavíssimo de Maria como Mãe celeste, que vela pelos Seus filhos na terra, aos quais gerou para a vida espiritual, ao participar, no Calvário, das dores acerbíssimas com que Jesus remiu o mundo.
Aprofundando mais o alcance da palavra do Arcanjo Gabriel a Maria, anunciando-Lhe que seria Mãe do Redentor, a Tradição precisa melhor a natureza da maternidade pela qual Maria é Mãe de todos os homens. É que estes fazem parte do Corpo Místico de Cristo, e, precisamente como membros desse Corpo Místico, são resgatados do cativeiro do demônio, e animados pela vida da Graça. Assim, Maria Santíssima, ao conceber no Seu seio puríssimo o Redentor, tornou-se, pelo mesmo fato, Mãe de todos os remidos pelo Sangue de Cristo, ou seja, de todos os membros do Corpo Místico do Salvador.
Concretamente, a ação materna de Maria com relação a todos os homens faz-se mediante a distribuição das graças merecidas pelo Sacrifício propiciatório do Filho de Deus, pois, “Deus quis que nada tivéssemos, a não ser por Maria”. Citemos ainda uma vez São Bernardo, que resume nessa frase a amabilíssima e consoladora dádiva da bondade divina que é Maria, nossa Medianeira.
A mesma concepção da economia da Graça, na qual Maria ocupa uma posição chave, ensina São Luís Grignion de Montfort: “Deus Padre – diz ele – nos deu e dá o Filho por Ela [Maria] somente, só produz outros filhos por meio dEla e só por meio d’Ela nos comunica suas graças. Deus Filho foi formado, para todo o mundo, por Ela, e não é senão por Ela que é formado todos os dias, e gerado por Ela em união com o Espírito, e é Ela a única via pela qual nos comunica suas virtudes e Seus méritos. O Espírito Santo formou Jesus Cristo por meio dEla, e por meio dEla forma os membros de seu Corpo Místico, e só por Ela nos dispensa seus dons e favores” 59.
Precisamente nessa indispensável intervenção de Maria Santíssima, para a consecução dos favores do Céu, desde a primeira graça até a perseverança final, consiste sua Mediação Universal, que A faz Mãe que, continuamente, gera e alimenta a vida divina dos homens, e como tal Paulo VI declarou artigo de fé, e que ardentemente esperamos seja dogma solenemente definido, para glória de Deus, exaltação da Santa Igreja, honra de Maria Santíssima, alegria dos habitantes do Céu e consolo para os que ainda gememos neste vale de lágrimas.
IV
Concebida assim no seu verdadeiro sentido, amados filhos, a Mediação Universal de Maria, longe de entrar em colisão, harmoniza-se perfeitamente com o Dogma de um só Mediador necessário, que apresente ao Altíssimo a reparação pelos pecados dos homens. Pois, segundo os altos desígnios divinos, é nesta indispensável Mediação de Jesus Cristo, que adquire vigor toda a Mediação de Maria, porque é a Mediação de Jesus Cristo que A faz Santíssima, Imaculada, Mãe de Jesus Cristo, que concede a Maria todos os títulos que fundamentam sua missão de Medianeira de todas as graças.
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Por motivo análogo, a Mediação Universal de Maria não anula, amados filhos, a intercessão dos Santos e Anjos, todos eles também mediadores, amigos que são de Deus e benfeitores nossos. Suas preces são também valiosas, porém, não dispensam a intercessão de Maria. Com as da Mãe de Deus adquirem a eficácia de que sozinhas ficariam destituídas. Exprime esta verdade, de modo incisivo, o grande Doutor da Igreja, Santo Anselmo (+1109). Diz ele: “O mundo tem seus apóstolos, seus patriarcas, seus profetas, seus mártires, seus confessores e suas virgens: bons, excelentes auxiliares que eu desejo, súplice, invocar. Mas, Vós, Senhora, Vós sois melhor e mais elevada do que eles todos […]. O que eles podem convosco, Vós podeis sozinha e sem eles todos […]. Se Vós Vos calais, ninguém suplicará, ninguém me auxiliará. Falai, e todos pedirão, todos virão em meu auxílio” 60.
Mesmo o pecador empedernido, que nem sequer cogita da Mediação de Maria, que jamais a Ela recorre, é beneficiado pela intercessão da Virgem Mãe, e pode vir à conversão, porquanto
Ao mísero, que roga ao teu desvelo acode, e, as mais das vezes, por vontade livre, te praz sem súplica valê-lo61.
Em outras palavras, mesmo quando o fiel não recorre a Maria, Ela o faz espontaneamente e lhe alcança a graça que ele, infeliz, não soube pedir. Dante nos transmite a persuasão do povo fiel. Santo Anselmo, o ensino da Hierarquia: “Sem Vossa assistência – suplica ele à Virgem – eu sou um nada que retorna ao nada. Socorrei-me, e não recuseis só a mim o que concedeis a todos mesmo sem ser rogada62.
De um modo semelhante, amados filhos, não se opõe à Mediação Universal de Maria a eficácia sacramental na alma. Como sabeis, os Santos Sacramentos produzem na alma a Graça santificante, por si mesmos, ou na expressão clássica em Teologia, ex opere operato, isto é, pela virtude do próprio Jesus Cristo, de quem é vigário ou representante o ministro do Sacramento, servindo-se de um meio ao qual vinculou o Salvador essa causalidade na ordem sobrenatural.
É verdade que se poderia excogitar uma Mediação de Maria Santíssima incompatível com a Teologia Sacramental. Seria concebê-la como se Maria agisse diretamente na alma, nela criando, como causa eficiente, a Graça santificante. Mas, este conceito da Mediação Universal de Maria é falso. Maria é Medianeira de todas as graças porque nenhuma graça é aplicada ao homem sem que intervenha a Sua intercessão. A Tradição compendiou esta verdade numa expressão muito justa: “Maria – diz a piedade cristã – é a onipotência suplicante63. Ela é Medianeira porque suplica, intercede, e Deus Nosso Senhor quer que esta intercessão, esta súplica esteja presente para conceder Sua graça, Seu favor. Repitamos a palavra de São Bernardo: “Deus quis que tudo obtivéssemos por Maria64.
Como a graça sacramental está condicionada à recepção condigna do Sacremento, isto é, sem que a vontade lhe oponha o óbice da adesão do pecado, quem obtém de Deus, para um indivíduo, o benefício de receber o Sacramento, e de recebê-lo frutuosamente, pode e deve dizer-se que, com Sua intercessão, beneficiou o fiel com a graça sacramental. Em outras palavras, pode-se dizer que a própria graça sacramental está condicionada à Mediação de Maria, uma vez que Deus concede a graça da recepção frutuosa do Sacramento, como fruto da intercessão da Virgem Santíssima. Tanto mais que as boas disposições da alma, que contribuem para o pleno efeito da graça sacramental, são fruto de graças atuais condicionadas por Deus à intercessão de Maria.
Concluímos: nem a Mediação Universal de Maria Santíssima impede a causalidade própria dos Sacramentos; nem esta causalidade é dificuldade àquela Mediação Universal.
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Quanto aos auxílios divinos outorgados pelo Senhor, como fruto de petições que os fiéis fazem subir diretamente ao Augusto Trono de Sua misericórdia, em nada extenuam a Mediação Universal de Maria Santíssima.
Porquanto, na economia da Graça fixada pela inefável bondade de Deus, Jesus é inseparável de sua Mãe Santíssima. A ordem da Encarnação envolve Mãe e Filho. Assim o determinaram livremente os carinhosos e insondáveis desígnios da Providência. Não há a menor dúvida de que a intercessão de Jesus Cristo, aliás ininterrupta, como o declara São Paulo (Heb 7, 27), é infinitamente suficiente para obter o agrado do Altíssimo, uma vez que corroborada pelos Seus méritos infinitos. Deus, porém, O quis inseparável de sua Mãe Santíssima, na realização de Seu múnus redentor. Por isso, diz muito exatamente São Bernardo, “Deus quis que tudo recebêssemos por Maria“. Não era uma exigência que se impunha. Foi uma benignidade inefável do amor divino. Eis que se aplica a estes rogos o princípio geral, segundo o qual, mesmo quando a Ela não recorrem, Ela espontaneamente acode com Sua prece65
E eis, amados filhos, até onde vai a misericórdia divina. Quase diríamos que, para aliviar nossa vergonhosa vida, dispôs Deus que, na reparação de nossa culpa, pudéssemos apresentar junto a Ele, como nosso representante válido e aceito, uma pessoa totalmente da nossa raça. Já é um Mistério inefável da bondade do Senhor prover à Redenção através da humilhação de seu Unigênito, que tomou a forma de escravo e apresentou-se como homem verdadeiro (Fl 2, 7). Pois a misericórdia divina, como que completou sua amabilidade conosco, associando uma pura criatura à obra da Redenção. Deu-nos uma possibilidade de participar no pagamento de nosso débito, de si inteiramente insolvável. Como a nos encarecer que seus favores eram também fruto de uma cooperação nossa, de um membro de nossa família. Verdadeiramente em Jesus, nascido de Maria, aparece a suave benignidade do Salvador nosso Deus. Demos sempre mil graças a Deus!
V
E podemos, amados filhos, concluir.
Que ação de graças não devemos elevar aos Céus, amados filhos, fazer soar válida e harmoniosamente aos ouvidos divinos, por esta inefável e amabilíssima disposição carinhosa da Providência, dando-nos Maria por Mãe, e tornando-a o canal de todas as graças que decorrem da abundância de Suas misericórdias! Tem aqui sua aplicação o dito do salmo: “Sua misericórdia está acima de todas as suas obras“. Não há dúvida de que o ponto culminante da misericórdia de Deus é o Verbo Encarnado, a obra-prima de uma bondade que só pode ser divina. Mas, podemos nós separar Maria Santíssima do Verbo Encarnado? Na ordem que aprouve à Providência estabelecer, Maria é elemento indispensável na Encarnação do Verbo. Ela é que, de Sua carne formou o corpo que tornou possível ao Filho de Deus vir a fazer parte da raça humana. De onde, é impossível pensar no Deus Humanado, sem que à mente surja a figura excelsa de sua doce Mãe, Maria.
Por tão amabilíssima disposição, elevou Deus a Maria Santíssima, de certo modo, à participação de sua Paternidade única. Pois, como o Padre Eterno diz com toda a propriedade ao seu Verbo: “meu Filho”, assim, Maria pode, com toda propriedade, dizer ao mesmo Filho de Deus: “meu Filho”, porquanto em Jesus há uma só Pessoa, a Pessoa do Filho de Deus, e foi esta Pessoa que Maria gerou na natureza humana.
E como as obras de Deus são perfeitas, o Altíssimo associou-A também à Sua inefável misericórdia.
Com toda a verdade aplicamos à Maria o que diz São Paulo da imensa bondade de Deus com relação aos homens: “Não poupou seu próprio Filho, pelo contrário, entregou-O para nossa salvação” (Rm 8, 32). Pois, como o Padre Eterno como que se despojou de seu Filho, esvaziando-O da glória celeste, quando Lhe deu um corpo mortal (Fl 2, 7) a fim de que pudesse imolar-se por nós, sórdidos pecadores; assim, a Virgem Maria, junto à Cruz, no Calvário, com o coração estraçalhado de acerbíssimas dores, não obstante em pé, varonilmente não poupa ao Unigênito bem amado, senão que O entrega à morte atrocíssima por nossa salvação. Não poupou seu Filho, senão que O entregou por todos nós (Rm 8, 32). Associa-se assim, à misericórdia do Padre Eterno, como, de algum modo fora associada à Paternidade, quando deu à luz ao Filho de Deus feito homem.
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Eis que, diante do riquíssimo Mistério da Mediação Universal de Maria, devemos entoar ao Senhor dos Céus e da terra o hino de ação de graças, proclamando com o salmista: “Sua misericórdia está acima de todas as Suas obras“.
Depois, reflitamos, amados filhos, com freqüência, sobre a realidade sobrenatural em que vivemos, como verdadeiros filhos de Maria e colocados, por conseguinte, sob a suave ação materna de Maria Santíssima. E lembremo-nos do que diz de si, na Sagrada Escritura, a Sabedoria Increada e que a Sagrada Liturgia coloca nos lábios da Santa Mãe de Deus e Mãe nossa dulcíssima: “Os que agem em mim não pecarão” – “Qui operantur in me non peccabunt66. Vivamos sob o olhar de Maria, na dependência de Maria. Consagrados inteiramente a Ela, agiremos sempre dentro do ambiente que Lhe é próprio, feito do santo temor de Deus e impregnado de fé, pureza e caridade. Em semelhante ambiente marial não entra o pecado. É nele que agimos em Maria e por Maria e experimentamos a palavra da Escritura: os que agem em Maria não pecarão67.
Essa é a maneira de viver nossa fé na Mediação Universal de Maria. De onde, ou somos lógicos, e nos conservamos no seio materno de Maria, no Seu ambiente próprio, feito de castidade, mortificação do amor próprio e caridade divina e fraterna, ou nossa fé se esvazia, e se torna inútil como o sal insípido que para nada vale e se lança fora (Mt 5, 13).
Para realizarmos o ideal da vida em Maria, precisamos dos auxílios divinos, visto que “sem mim – diz o Senhor – nada podeis fazer” (Jo 15, 5). Pois, a Medianeira de todas as graças nô-los obterá. Habituemo-nos a recorrer, com suma e inabalável confiança, à Maria. Lembremo-nos de que Ela é Mãe, e dá o que de bom Lhe pedimos, pois dispõe do tesouro inesgotável dos méritos de seu Divino Filho, e é por isso, a onipotência suplicante. Não vemos aqui na terra as angústias e quase desespero das mães que não vêem como satisfazer aos desejos de seus filhos? Não pensemos que Maria tem menos sentimentos maternais do que as mães da terra que, apesar de tudo, não conseguem depor totalmente seu egoísmo.
Recorramos, pois, a Maria, com inabalável confiança. Por maiores pecadores que sejamos, não nos falte a convicção de que Maria é poderosa, e quer expulsar o demônio de nossas almas e nos aliviar com as esperanças da vida eterna.
E sejamos assíduos na reza do Rosário, ou ao menos do Terço de Nossa Senhora. Das devoções à Santíssima Virgem, é esta a que nos leva a aprofundar o Mistério da Mediação Universal de Maria. De vez que, no Santo Rosário, entrelaçamos os mistérios da vida de Jesus Cristo e da vida de Maria, de maneira que, por ele, somos levados a assimilar as virtudes e a caridade do Senhor, guiados pelo exemplo e as mãos maternais de Maria.
Enfim, nossa gratidão exige que nos empenhemos por que chegue logo, muito brevemente, o momento feliz e oportuno, determinado pela Providência, em que, pela palavra infalível da Santa Igreja, seja colocada na coroa de glória