Liturgia Diária- 08/08/2018

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, Confessor e Padroeiro dos Padres

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi”, com Coleta própria

João Maria Vianney nasceu em Dardilly, perto de Lião, a 8 de maio de 1786. Ordenado sacerdote em Grenoble em 1815, foi pároco de Ars durante quase quarenta e dois anos e sua influência faz-se ainda sentir na paróquia que ele santificou. O zelo pastoral, mortificações e milagres, transformaram a população. Numerosas foram as almas que recorreram ao santo sacerdote; em certos dias, o cura de Ars chegava a estar dezesseis horas no confessionário. Morreu a 4 de agosto de 1859. Pio XI canonizou-o em 1925 e designou-o patrono do clero. 


SANTOS CIRÍACO, LARGO E ESMARAGDO, Mártires

Comemoração- Missa de S. João M. Vianney, com 2ªs orações próprias

São Largo e São Esmaragdo são dois mártires romanos. Sepultados primeiramente na via de Óstia, os seus corpos foram transladados, depois da paz de Constantino, para uma igreja fundada junto das termas de Diocleciano, por um cristão de nome Ciríaco. O culto de São Ciríaco veio juntar-se ao dos dois mártires. 


Capítulo XII – Mãe, não madrasta [As Indulgências]

NOTA: Em um primeiro momento propunha-me apresentar 17 dos variados temas controversos entre católicos e protestantes, no entanto apercebi-me que ao menos dois não poderiam ficar de fora dado a premência e importância, em especial aos nossos dias, o das Indulgências e o da Inquisição/Cruzadas. Assim que resolvi entremeá-los aos temas finais de acordo com seu grau de ligação com os assuntos posteriores, a começar por este, intimamente ligado ao do Limbo das Crianças e o do Purgatório, que virão a seguir. Que tudo sirva à maior glória de Deus, o nosso bem e de toda a Santa Igreja.


Em verdade vos digo, tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado no céu” (Mt XVIII, 18)

 

À guisa de ilustração introdutória:

Via de regra: as mães querem o bem dos filhos; as madrastas, o seu bem nos filhos. Porque as primeiras lidam com o que é seu, as segundas, com o dos outros. As mães, quando pensam em um filho o pensam pelo filho. As madrastas, quando pensam em um enteado o pensam pelo pai. As mães só podem ser uma. Já as madrastas… E assim caminha a humanidade. Iniciemos então pelas madrastas e sua (livre) interpretação de nosso dístico:

“Cristo no céu ratifica o que é feito em Seu nome e em obediência à Sua Palavra aqui na terra. Tanto em Mateus 16:19 como em 18:18, a sintaxe do texto grego deixa bem claro o seu sentido (sic). O que você ligar na terra já vai ter sido ligado no céu. O que você desliga na terra já vai ter sido desligado no céu (SIC). Em outras palavras, Jesus no céu libera a autoridade de Sua Palavra à medida que é proclamada na terra para a realização do seu propósito.”[1] (grifo meu)

À luz do que já vimos até o momento, temos aqui um novo exemplo de como são distorcidas hermenêutica e exegese a fim de se forçar a sintaxe e a semântica do texto sagrado. Ou vice-versa. À maneira das madrastas que adquirem no pacote um enteado um tanto fora dos padrões estéticos: logo pensa em uma loja onde obtenha para ele um modelito perfeito, mas para ela. Quer então que o mancebo se encaixe a qualquer custo. Não adapta a roupa à criança, adapta a criança à roupa. Amassa-o daqui, torce-o dali, joga-o numa sauna, deixa-o de molho umas horinhas, empurra-lhe um providencial jejum, até que sirva ao modelo de roupa escolhido. “Perfeito!”, exclamará por fim.

Capítulo XI – Com o diabo no Couro [O Demônio]

“O demônio é um cão acorrentado, pode ladrar muito, mas só faz mal a quem se lhe chegue perto”

(Santo Agostinho)

 

Como já foi dito o demônio pode ser tudo, de rato a leão, menos burro. Ao menos no tangente à inteligência.

As Sagradas Escrituras, a Tradição e o Magistério da Igreja (a quem Cristo deu a ordem e a autoridade de ir e ensinar[1]), nos ensinam que os demônios são criaturas como nós, entretanto sua natureza é a angélica, pois são anjos, ainda que decaídos. E os anjos, por sua vez, são seres quase puramente espirituais (só Deus é puro espírito), portanto, invisíveis, mais inteligentes e poderosos que os homens, além de não estar presos ao tempo e ao espaço como estamos. Seu mundo é o metafísico enquanto o nosso é o físico. Mas como podem interagir com o mundo físico e influenciar as decisões humanas, não fosse a onipotência e a misericórdia divinas seu estrago seria ainda maior, porque a natureza angélica decaída só deseja e faz o mal, assim como a nossa em função do pecado original, que aqueles experimentaram primeiro e depois nos induziram. A diferença é que enquanto vivemos podemos contar com a Graça e os Sacramentos[2], que ajudam a combater essa natureza manchada e os próprios demônios (cf. Efe VI, 10-18; Tg V, 13ss), o que para estes últimos é impossível devido a que não podem mais arrepender-se uma vez que sua decisão foi definitiva em função de não estarem, como dito, presos ao tempo e ao espaço, tendo assim pleno conhecimento da consequência de seu ato.

Capítulo X – “Entra no teu quarto, fecha a porta”… E para de gritar que Deus não é surdo! [A oração]

Deus é silêncio e o demônio é barulhento.” (Cardeal Robert Sara)

Entre as muitas contradições protestantes uma tem se tornado, diríamos, gritante nos últimos cem anos. Os melhores – se é que podemos usar este adjetivo – shows de rock ou programas de auditório vêm perdendo e muito, especialmente para os (neo)pentecostais, neste quesito.

Capítulo IX – Díz(imo) a quem dás que te direi quem és [O Dízimo]

A verdade nada mais é do que o obvio.

E por falar em sacerdócio, tratemos agora de uma questão a ele unida, da qual pouco ou nada se sabe, mas que se tornou o ponto central da pregação de muitos, especialmente os ligados ao segmento da “teologia da pros­peridade”. Quem quiser aprofundá-la aconselhamos ir à fonte principal aqui uti­lizada, pois o que será dito não passará de uma sucinta exposição deste vídeo[1]. E tudo se resume a um fato óbvio, o fato de nenhum pastor ou seita protestante poder cobrar o dízimo.

Capítulo VIII – Padre não casa! Quem disse? [O Celibato. A Confissão]

NOTA DO BLOG: Publicamos o 8º Capítulo do Livro de Airton Vieira. Pedimos desculpas pelo atraso na publicação. Boa leitura!


“O celibato é um grande escândalo, porque demonstra que o Senhor e o seu mundo futuro são uma realidade no nosso tempo e isso deveria desaparecer. Esta crítica per­manente contra o celibato pode surpreender, num tempo em que a moda é não se casar. Mas este ‘não se casar’ é totalmente distinto do celibato, porque o ‘não se casar’ baseia-se no querer viver só para si, sem aceitar vínculos definitivos, enquanto o celibato é exatamente o contrário: é um sim definitivo, é um entregar-se nas mãos do Senhor.”

(Bento XVI)

 

Uma vez apontados os falsos pastores, resta trazer à luz os verdadeiros, pois nestes tempos modernos a noção do que seja um padre se perdeu, mesmo entre os padres.

Comecemos pelo título.

Capítulo VII – Pastores, Bispos, Apóstolos… com que autoridade? [A sucessão apostólica]

NOTA DO BLOG: Publicamos o 7º Capítulo do Livro de Airton Vieira. Pedimos desculpas pelo atraso na publicação. Boa leitura!



“Como tenho agido continuarei agindo, a fim de não dar nenhuma chance aos que desejam igualar-se a nós, pelos mesmos títulos de glória. Esses tais são falsos apóstolos, operários fraudulentos, disfarçados em apóstolos de Cristo”

(2 Cor XI, 12s).

A questão anterior nos leva necessariamente a esta, uma vez que todo neófito protestante deveria, antes de acolher a primeira seita que lhe bate à porta, in­dagar: QUEM fundou determinada igreja e QUEM deu autoridade aos ditos pastores para ser o que não são – contrariando assim o princípio aristotélico e o direito mais elementar? Tal pergunta deveria vir especialmente de católicos que abandonando seu Navio se lançam à deriva agarrando-se desesperadamente a canoas furadas na ilusão de que estando bem arrolhadas não venham cedo ou tarde a afundar, o que será apenas uma questão de tempo1. Por ser este tema de importância capital, tentaremos apontar o caminho para o entendimento.

Liturgia Diária- 08/08/2017

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, Confessor

Padroeiro dos Padres

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi”, com Coleta própria

Sao_joao_maria_vianey

João Maria Vianney nasceu em Dardilly, perto de Lião, a 8 de maio de 1786. Ordenado sacerdote em Grenoble em 1815, foi pároco de Ars durante quase quarenta e dois anos e sua influência faz-se ainda sentir na paróquia que ele santificou. O zelo pastoral, mortificações e milagres, transformaram a população. Numerosas foram as almas que recorreram ao santo sacerdote; em certos dias, o cura de Ars chegava a estar dezesseis horas no confessionário. Morreu a 4 de agosto de 1859. Pio XI canonizou-o em 1925 e designou-o patrono do clero. 


Páginas 1216, 12017 e 861 a 864 do Missal Quotidiano.


LEITURAS/LESSONS

Leitura (Eclo 31,8-11)

Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas.

Evangelho (Lc 12, 35-40)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.


Rezemos por todos os sacerdotes, em especial, por nosso Diretor Espiritual Pe. José Leles. 

 

Liturgia Diária- 08/08/2016

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, Confessor

Padroeiro dos Padres

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi”

Sao_joao_maria_vianey

Nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução. Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve. Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas. Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: “Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu”. Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro. Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo. Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. Odinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles. A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem de esperavam horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações. O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar.

Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes.

LEITURAS/LESSONS

Leitura (Eclo 31,8-11)

Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas.

Evangelho (Lc 12, 35-40)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.

In English

Epistle (Ecclesiasticus 31: 8-11)

Blessed is the man that is found without blemish, and that hath not gone after gold, nor put his trust in money nor in treasures. Who is he, and we will praise him? For he hath done wonderful things in his life. Who hath been tried thereby, and made perfect, he shall have glory everlasting: he that could have transgressed, and hath not transgressed: and could do evil things, and hath not done them: therefore are his goods established in the Lord, and all the Church of the Saints shall declare his alms.

Gospel (Luke 12: 35-40)

At that time, Jesus said to His disciples: Let your loins be girt and lamps burning in your hands, and you yourselves like to men who wait for their lord, when he shall re- turn from the wedding: that when he cometh and knocketh, they may open to him immediately. Blessed are those servants whom the Lord, when he cometh, shall find watching: amen I say to you that he will girt himself and make them sit down to meat, and passing will minister unto them. And if he shall come in the second watch, or come in the third watch, and find them so, blessed are those servants. But this know ye, that if the house- holder did know at what hour the thief would come, he would surely watch. and would not suffer his house to be broken open. Be you then also ready, for at what hour you think not the Son of man will come.