Liturgia Diária- 06/10/2020

S. BRUNO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (1), com orações próprias

Nasceu em Colônia, de nobre família. Fundou, perto de Genebra, com alguns companheiros, a Ordem dos Cartuxos, particularmente observantes do silêncio, do recolhimento e da penitência.


Páginas 1320 a 1321 e 861 a 864 do Missal Quotidiano.


Missa às 07:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 06/10/2018

SÃO BRUNO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi”, 1ª do Comum dos Confessores, com orações próprias

Nasceu em Colônia, de nobre família. Fundou, perto de Genebra, com alguns companheiros, a Ordem dos Cartuxos, particularmente observantes do silêncio, do recolhimento e da penitência.


Liturgia Diária- 06/10/2017

SÃO BRUNO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi” com orações próprias

São Bruno foi alemão de nação, da célebre cidade de Colônia, filho de pais ilustres. Formado tanto nas letras seculares como nas eclesiásticas. Cônego da Igreja de Remos, não inferior a nenhuma de entre as francesas; e escolaster (isto é: Reitor). Abandonou o mundo e fundou o ermo da Cartuxa que presidiu por seis anos.

Solicitado pelo papa Urbano II, antigo discípulo seu, transladou-se à cúria romana para ajudar ao mesmo Papa com seus alentos e conselhos nos negócios eclesiásticos. Mas não podendo levar a agitada vida da cúria, inflamado em amor da solidão e quietude abandonadas, deixou a cúria e renunciou também ao arcebispado da Igreja de Reggio, para a qual tinha sido eleito por vontade do mesmo Papa.

Retirou-se ao ermo de Calábria, chamado a Torre, onde, com alguns leigos e clérigos viveu em solidão o resto de seus dias. Ali morreu e recebeu sepultura, depois de uns onze anos de sua saída de Chartreuse. (Crônica Magister; S.XII)

LEITURAS

Leitura (Eclo 31,8-11)

Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas.

Evangelho (Lc 12, 35-40)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.

 

Capítulo XII – Mãe, não madrasta [As Indulgências]

NOTA: Em um primeiro momento propunha-me apresentar 17 dos variados temas controversos entre católicos e protestantes, no entanto apercebi-me que ao menos dois não poderiam ficar de fora dado a premência e importância, em especial aos nossos dias, o das Indulgências e o da Inquisição/Cruzadas. Assim que resolvi entremeá-los aos temas finais de acordo com seu grau de ligação com os assuntos posteriores, a começar por este, intimamente ligado ao do Limbo das Crianças e o do Purgatório, que virão a seguir. Que tudo sirva à maior glória de Deus, o nosso bem e de toda a Santa Igreja.


Em verdade vos digo, tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado no céu” (Mt XVIII, 18)

 

À guisa de ilustração introdutória:

Via de regra: as mães querem o bem dos filhos; as madrastas, o seu bem nos filhos. Porque as primeiras lidam com o que é seu, as segundas, com o dos outros. As mães, quando pensam em um filho o pensam pelo filho. As madrastas, quando pensam em um enteado o pensam pelo pai. As mães só podem ser uma. Já as madrastas… E assim caminha a humanidade. Iniciemos então pelas madrastas e sua (livre) interpretação de nosso dístico:

“Cristo no céu ratifica o que é feito em Seu nome e em obediência à Sua Palavra aqui na terra. Tanto em Mateus 16:19 como em 18:18, a sintaxe do texto grego deixa bem claro o seu sentido (sic). O que você ligar na terra já vai ter sido ligado no céu. O que você desliga na terra já vai ter sido desligado no céu (SIC). Em outras palavras, Jesus no céu libera a autoridade de Sua Palavra à medida que é proclamada na terra para a realização do seu propósito.”[1] (grifo meu)

À luz do que já vimos até o momento, temos aqui um novo exemplo de como são distorcidas hermenêutica e exegese a fim de se forçar a sintaxe e a semântica do texto sagrado. Ou vice-versa. À maneira das madrastas que adquirem no pacote um enteado um tanto fora dos padrões estéticos: logo pensa em uma loja onde obtenha para ele um modelito perfeito, mas para ela. Quer então que o mancebo se encaixe a qualquer custo. Não adapta a roupa à criança, adapta a criança à roupa. Amassa-o daqui, torce-o dali, joga-o numa sauna, deixa-o de molho umas horinhas, empurra-lhe um providencial jejum, até que sirva ao modelo de roupa escolhido. “Perfeito!”, exclamará por fim.