Instrução – O Triunfo de Jesus Cristo

A festa da Ascensão propõe honrar o triunfo de Jesus, subindo ao céu, 40 dias depois da Ressurreição. Este acontecimento, sendo o penhor ida nossa própria glorificação futura, nos convida à alegria e à confiança. De fato, sendo o céu a residência do nosso Pai divino, para ali devem convergir todas as nossas aspirações. Esta festa remonta à origem Apostólica, diz Santo Agostinho, e merece ser celebrada com toda solenidade, para melhor orientar os fiéis para o céu, a pátria definitiva.


Instrução – A Ressurreição Gloriosa

A Páscoa é a mais antiga e a mais solene das festas do ano eclesiástico. A nota dominante da liturgia é uma intensa alegria e gratidão pelo benefício da Redenção que se traduz pela repetição do “Aleluia”.

A celebração da Páscoa não tem dia fixo no Calendário, mas se celebra no primeiro Domingo depois da lua cheia, de março.

Jesus Cristo morreu a 14 do mês de Nisan, mês judaico lunar, correspondente mais ou menos ao nosso 22 de março a 25 de abril.

Os meses atuais sendo solares, e pelo fato sendo mais longos, há necessariamente incompatibilidade nas datas.

Em 325 o Concílio de Niceia adotou como data da ressurreição o primeiro Domingo depois da lua cheia de março. É o que faz com que a Páscoa ocorra de 22 de março a 25 de abril.

A Páscoa é pois uma data fixa, Lunar, que difere da data fixa Solar do nosso atual calendário. 

Liturgia da Vigília Pascal (clique aqui); Liturgia do Domingo da Páscoa (clique aqui).


Instrução – As tristezas e alegrias de Maria

Maria Santíssima havia bebido, até ao fundo, o cálice da amargura, sofrendo tudo o que uma criatura humana é capaz de sofrer. Este sofrimento, entretanto, tinha a sua consolação: a certeza da ressurreição, a certeza que a primeira visita de Jesus glorioso seria a sua Mãe. É certo, a aparição de Jesus a Maria Santíssima não está mencionada no Evangelho, mas pouco importa. Sabemos que os Evangelhos não relataram todas as ações do Salvador, e sabemos, também, que eles não contêm nada de inútil. Para que assinalar um fato evidente, de que não se pode duvidar?

Além disso, a humildade da Virgem Santa não permitiu aos Evangelistas que relatassem o que era unicamente para a sua exaltação, sem ser uma base para qualquer verdade dogmática. Meditemos, um instante, para terminar na alegria, a Semana dolorosa que acabamos de percorrer, vendo:
I – O fundamento desta verdade.
II – A aparição de Jesus ressuscitado.

Instrução – A Adoração da Cruz

A cerimônia de hoje, em sua tocante simplicidade, é de um simbolismo profundo, que convém compreender.

Antes de prostrar-nos diante da imagem de Jesus Crucificado e beijar-lhe os pés sagrados, devemos compreender o que é a adoração.

Adorar é prestar a alguém o culto supremo, reservado a Deus, reconhecendo-o como nosso Criador e Mestre. Só podemos adorar a Deus. Adoramos a Jesus Cristo, prestando-lhe o culto, que a Igreja chama de latria (adoração), porque ele é verdadeiro Deus, como é verdadeiro homem, unindo a natureza divina e a natureza humana numa única pessoa: a pessoa do Verbo Encarnado.

A adoração, como todo ato de culto, é absoluto, quando se dirige ao próprio Filho de Deus, e relativo, quando se dirige à representação do Salvador.

Jesus Cristo deve ser adorado com um culto de latria adoração absoluto e devem ser adorados, com um culto de latria relativo, a sua imagem e a cruz sobre a qual morreu, por ter sido regada pelo seu sangue.

A este culto de adoração relativa, juntaremos o culto de nosso amor, expresso pelo beijo, que depositamos sobre seus pés.

Falemos um instante deste ato de beijar os pés de Jesus Cristo, examinando:
I – A sua significação.
II – A sua aplicação.

Liturgia do dia: clique aqui e leia.

Instrução – O Sacramento do Amor (Quinta-feira Santa)

A ceia legal estava terminada.

De repente, Jesus tomou em suas mãos um dos pães ázimos, que havia ficado na mesa, benzeu-o, e, levantando os olhos para o céu, deu-o a seus Apóstolos, dizendo: Tomai e comei, isto é o meu corpo!

Profundo silêncio acolheu estas palavras: silêncio de admiração, sem dúvida, mas também de fé humilde e submissa, porque todos conservavam a lembrança da promessa feita à margem do lago: O pão que darei é a minha carne para vida do mundo. Minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue verdadeiramente bebida. (João VI. 5 2) .

Meditemos hoje, estas palavras divinas, no dia mesmo em que foram pronunciadas por Jesus, realizando o maior e o mais estupendo dos milagres: o da transubstanciação do pão em seu corpo, sangue, alma e divindade. Vejamos : 
     I – O fato da instituição.
     II – O amor que a inspirou.

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I – O FATO DA INSTITUIÇÃO

Ninguém duvida, o Mestre acaba de realizar a grande promessa.

Entre nós, quando se dá cumprimento a um acontecimento memorável, este se anuncia com grande alarde, cerca-se de aparato, que o põe em destaque, descrevem-se-lhe com palavras elogiosas as belezas, os benefícios. Jesus não quer fazer como os homens; Ele quer agir como Deus; ora, é próprio de Deus fazer uma grande obra com poucas palavras ou ações. O que Jesus vai fazer não é nada menos do que um ato criador. Sem discursos preparatórios, sem explicações elogiosas, ele toma o pão, e o transforma em seu próprio corpo. A palavra divina realiza o que significa. No começo do mundo, Deus havia dito: Faça-se a luz! e a luz surgiu do nada!

Sobre o túmulo de Lázaro, morto e sepultado, Jesus havia dito: Lázaro, sai! e Lázaro voltou à vida.

Sobre o cadáver do jovem de Naim, Jesus havia dito: Jovem, levanta-te! e o mancebo reviveu. 

Aqui, Jesus diz simplesmente sobre o pão, que tinha nas mãos: Isto é o meu corpo! e é verdadeiramente o seu corpo adorável, real , vivo, capaz de multiplicar-se infinitamente.

Que simplicidade ! Que clareza nestas palavras! Que ausência de fraseados! Que autoridade divina!

Sente-se no tom da voz, na majestade, na ausência de palavras supérfluas, que tal frase é criadora. Disse; e isto é! Nenhuma objeção é possível. É a clareza do raio, e o espírito atemorizado nada tem a objetar, disse um dos fundadores do protestantismo, Melanchton, num momento de sinceridade.

Quando o Salvador propõe comparações, parábolas, usa de expressões tão claras que sejam compreendidas por todos. Aqui, sem nada preparar, suavizar, explicar nem antes, nem depois, ele disse simplesmente: Isto é o meu corpo! e é verdadeiramente o seu corpo adorável.

II – O AMOR QUE A INSPIROU

O mistério da presença real de Jesus Cristo é tão grande, que deslumbra o espírito humano.

Pensar que Deus vai mudar esta Hóstia em sua própria substância, que vai ficar no meio dos homens, que pretende ser o alimento das suas almas! Mas, em recompensa de que, Jesus opera tal milagre? Que é que fez o mundo para Jesus, para merecer tal recompensa?

Quando o doce Menino, o Filho de Deus, o Verbo Eterno baixou à terra, este mundo o recebeu e o hospedou do modo pior possível, num estábulo, entre dois animais; e no fim da sua vida, há-de pregá-lo vivo numa cruz, entre dois  Iadrões. Um Herodes procurou dar-lhe a morte, e outro Herodes o fará passar por louco. Uns tentaram precipitá-lo sob um montão de pedras. Ah ! Senhor, será possível, que após tais maus tratos, insultos e blasfêmias, instituas para os homens, um Sacramento tão inefável ! tão divino! Tu, Senhor, que és o pão dos anjos, tu consentirás em tornar-te o pão dos ingratos? Ah! lembra-te, Senhor, do que disseste um dia à Cananeia: Não é bom tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães (Mateus XV, 26).

Como é que tua majestade e santidade podem resolver se a entrar na boca de um Judas? na alma de um Lutero? no peito de um Voltaire, nas entranhas de um Calles?

Como é possível que te sujeites a qualquer Sacerdote, por indigno que seja, baixando ao menor sinal dele, do seio de teu Pai, até as mãos impuras ? Meu Deus! que mistério insondável! E este mistério chama -se: o amor de Deus para com os homens.

* * *

Quem aprofundará este abismo ? É o infinito Sic Deus dilexit mundum!

Ouço a voz de Jesus ressoar a meus ouvidos, e murmurar, triste mas amoroso: Ah, eu o sei, muitas vezes a minha morada será um tabernáculo grosseiro.

A minha igreja será rústica, deserta Até nas grandes solenidade, muitos maus cristãos me voltarão as costas. Outros permitir-se-ão insolências e ultrajes. Heréticos e gentios me lançarão como pasto aos animais, nas ruas e nas cloacas. Outros ferirão as minhas aparências com punhais. Serei na Hóstia Santa, coberto de escárnios, esmagado aos pés, lançado ao fogo. Eu sei tudo isto! Não importa. Se os homens são ingratos, eu não deixarei de amá-los; a sua maldade não vencerá a minha misericórdia! Quis legem dat amanti?

Eu quero amar até ao fim e amar sem limites. Se houver ingratos, haverá também almas generosas, amantes, anjos da minha Eucaristia ! e o amor destes últimos será o contra-peso da ingratidão dos outros! As Catarina de Sena, as Teresa, as Madalena de Pazzi, as Rosa de Lima, as Colomba de Rieti, as Margarida Maria, as Teresinha, os Santo Tomás, os São Boaventura, os Santos Afonso de Ligório, os São João da Cruz, os Francisco de Sales, de Assis, de Xavier, os Inácio, os Domingos, os João Vianney, me farão esquecer a tibieza, a maldade e o desprezo de milhares de outros!

Por amor destas almas puras, eucarísticas, porei as minhas delícias em morar com os homens. (Sal. 8-31).

III – CONCLUSÃO

Eis o que a Igreja nos apresenta na festa da instituição da Sagrada Eucaristia: o amor infinito do Filho de Deus, condenando-se a si mesmo a ser o prisioneiro de amor, dos nossos Tabernáculos e o alimento de nossas almas.

Como prisioneiro ele quer ser visitado.

Como alimento, ele quer ser comido. No dia de hoje, aproveitemos a ocasião para fazer-lhe uma visita prolongada, em seu sepulcro, onde ele jaz vivo, amoroso, esperando a gratidão de seus filhos. E durante estes dias Santos, façamos a nossa Comunhão pascoal, recebendo este Jesus em nosso coração, como a nossa luz, nossa fôrça, a nossa consolação. Amor com amor se paga.

Sic nos amantem, quis non redamaret!


Fonte: O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais populares. 2ª Edição: Manhumirim: O Lutador, 1952. pp. 146-149. (saiba mais sobre a obra e as postagens)

Coronavírus: uma visão sobrenatural

Compartilhamos abaixo o Sermão do Pe. Denis Puga – FSSPX, dado em 07/03/2020 na igreja de Saint Nicolas-du-Chardonnet, Paris, após a “Missa votiva para tempos de epidemia”, conforme tradução do site Permanência (encontrado aqui), cujo texto integral foi lido na Missa desta manhã pelo Revmo. Pe. José Leles.

Instrução – O Santo e o Sábio – S. Tomás de Aquino

Sto. Tomás é, no dizer dos hagiógrafos, o mais sábio dos Santos e o mais santo dos sábios.

É por isso que a Igreja lhe aplica o Evangelho, no qual o divino Salvador proclama os seus Apóstolos e os seus sucessores o sal da terra e a luz do mundo.

Sal da terra, para preservá-la da corrupção; luz do mundo, para indicar-lhe o caminho da verdade.

O sal simboliza a vida santa, enquanto a luz significa a verdade da doutrina. Dois símbolos, que se aplicam admiravelmente a Santo Tomás. Examinemos;
I –  A vocação e as lutas do Santo.
II – A ciência e a virtude do sábio.

1 – VOCAÇÃO E LUTAS DO SANTO

Santo Tomás nasceu em Rocca-Secca, no reino de Nápoles, em 1225, sendo seu pai o Conde Landolfo de Aquino, irmão do Imperador Frederico II.

Desde a mais tenra infância, o menino demonstrava rara sagacidade de espírito. Na idade de 5 anos sua educação foi confiada aos monges Beneditinos do Monte Casino, cujo Convento se erguia em frente ao Castelo do santo. Ali o pequeno Tomás revelou aplicação constante aos estudos e compreensão sem igual.

Conversava pouco, parecia até taciturno e distraído, como indiferente a tudo o que se passava em redor de si. Na idade de 10 anos frequentou em Nápoles os cursos de belas artes e dialética, continuando também os estudos das ciências físicas, metafísicas e morais.

As mais árduas matérias eram um brinquedo para esta criança, que se fazia notar em todas as aulas pela clareza, a profundeza e o dom da fórmula positiva e adequada, que lhe era peculiar.

O atrativo para a vida religiosa, contemplativa e ativa, em breve o levou até Nápoles, ao Convento dos Dominicanos, em 1243.

Tomás tinha, então, 18 anos. A família, sobretudo a mãe, a Condessa Teodora, apesar de piedosa, tudo fez para desviar o jovem conde daquela resolução. Tornou o caminho de Nápoles para opôr-se à resolução de seu filho, porém, Tomás, avisado da sua. vinda, pediu que o mandassem secretamente à Roma, donde seguiu com destino a Paris.

A Condessa não se deu por vencida, mas recorreu a seus dois outros filhos, brilhantes oficiais do exército do Imperador, pedindo-lhes que prendessem o fugitivo em caminho.

Tomás foi preso, de fato, e tornou-se cativo de sua própria mãe, numa estreita cela do castelo paterno. Ali, a mãe recorreu a todos os meios para fazê-lo mudar de ideia: lágrimas, súplicas, carícias, eloquência materna, mas tudo em vão.

Tomás, sensibilizado, sofrendo pela dor, que causava a sua mãe, respondia com todo respeito que “Deus é o primeiro pai, a quem devemos obediência”.

Após os ataques da mãe, sucederam os ataques repetidos de suas irmãs, desfeitos por Tomás que chegou a ganhar uma delas para a vida religiosa.

A Condessa, vendo que não podia vencer pela doçura, recorreu à fôrça e mandou encarcerar o filho. numa das torres do castelo, encarregando os dois oficiais, que haviam chegado, de vencer a resistência do irmão. Um deles, verdadeiro fratricida, recorreu ao meio mais infame para perder a vocação do irmão. Resolveu abatê-lo pela voluptuosidade. Contratou uma jovem e bela cortesã, conhecida por sua astúcia, e introduziu-a na cela de Tomás.

A luta foi curta, mas enérgica. Compreendendo o perigo que corria sua virtude, o jovem tirou da fogueira de sua cela um tição ardente, foi ao encontro da tentadora, ameaçando de queimá-la, se não se retirasse imediatamente. A cortesã não se fez de rogada, e mais depressa do que tinha vindo, fugiu diante do tição aceso. Depois, ufano da rápida vitória, tal o cavaleiro com a sua espada, traçou com o tição abrasado, um grande sinal da cruz na parede da cela, caiu de joelhos e .pediu a Deus o dom de uma virgindade perpétua, superior a todos os ataques. Um sono extático apoderou-se do jovem e este viu aparecer dois anjos, que lhe cingiram os rins com o cordão da castidade. Finalmente, após um ano de reclusão, o conde e a condessa, seus país, fecharam os olhos sobre uma evasão possível, e, à noite, Tomás pôde descer por uma janela da torre, voltando logo a seu Convento em Nápoles. Tinha apenas 19 anos de idade.

Daí em diante, o angélico Tomás irá de triunfo, em triunfo, crescendo em virtude e ciência, até tornar-se o grande luzeiro teológico e o incomparável santo, que, hoje ainda, o mundo admira e venera.

II – A CIÊNCIA E A VIRTUDE DO SÁBIO

Tomás começou o noviciado e fez a profissão religiosa no ano seguinte, 1214.

Receando novas perseguições da parte da família, os Superiores mandaram-no terminar os estudos no estrangeiro. Foi a Paris e depois para Colonha, onde seguiu os cursos de teologia do famoso dominicano Alberto Magno. Com tal mestre, os progressos do jovem religioso foram imensos, porém ele os conservava escondidos por humildade. Corno falava pouco e fugia de toda discussão, seus condiscípulos julgavam que era falto de inteligência. Apelidaram-no o BOI MUDO, em alusão a sua corpulência. Pouco tempo depois, interrogado pelo professor sobre questões obscuras, Tomás respondeu com tanta segurança e perspicácia que Alberto Magno exclamou perante todos: “Apelidais Tomás de “boi mudo”, pois bem, chegará o dia, em que mugirá tão alto, que tais mugidos ecoarão no mundo inteiro'” Disse a verdade: o “boi mudo” tomou-se o Anjo das Escolas, o Doutor angélico, mestre universal de todos os sábios. O santo teria preferido ficar sempre religioso simples e desconhecido, porém a obediência o obrigou a conquistar os vários graus na célebre universidade de Paris, onde se tomou sucessivamente bacharel, licenciado e Doutor.

Sua incomparável capacidade intelectual obrigou os superiores a deixá-lo lecionar, uns tempos, na universidade, o que fez com tanta superioridade que ultrapassou todos os seus mestres.

Seu nome de Doutor Angélico é o testemunho bastante de seu mérito e da sua ciência. Tomás compôs as obras mais sábias, que se conhecem. A Suma Teológica, escrita pelo santo, marca o ponto culminante, que tinha alcançado o pensamento humano e cristão. É a exposição completa de toda a teologia dogmática e moral do Cristianismo. Cousa admirável! Desde o século XIII nenhum erro surgiu que não fosse previsto por seu espírito, como que profético, e refutado sem réplica até em suas bases. O protestantismo inteiro, com todas as suas modalidades, está de antemão refutado na Suma. A S. Boaventura, que lhe perguntou um dia onde aprendia tantas e tão sublimes cousas, Tomás disse que tudo que sabia o havia aprendido aos pés do crucifixo.

Um dia, em Nápoles, como de costume, orando com fervor diante de seu crucifixo, ele ouviu estas palavras: “Tomás, escreveste bem de mim; qual é a recompensa que queres?”

A resposta foi imediata: Senhor, não quero outra cousa senão a Ti mesmo!

Santo Tomás é chamado Doutor angélico, e de fato, era angélico pela sua pureza, como já o vimos e angélico pela sua doutrina. Morreu com toda a glória de sua virgindade, resultando dos documentos da sua canonização, que a sua confissão geral na hora da morte, foi como a de uma criança de cinco anos.

A sua doutrina é mais que humana; deve ter recebido, diretamente de Deus, uma comunicação da ciência dos anjos. De fato, ouve mais, do que argumenta, e possui mais intuição, do que raciocínio : parece mais anjo, do que homem.

* * *

Esta ciência extraordinária não alterava nunca a doçura e a amabilidade do santo. Descendo das alturas da contemplação, era de convivência sorridente e alegre.

A uma cortesia perfeita, que revelava o descendente de uma raça ilustre, Tomás juntava reserva e dignidade suaves, fugia às relações exteriores, evitava as palavras inúteis. e não se imiscuía, sem necessidade, nas cousas temporais.

Era de uma frugalidade extrema, comia pouco e apenas uma vez por dia, de modo que o seu jejum era perpétuo.

Dormia pouco, e quando a Comunidade, após completas. ia repousar. Tomás passava ainda longo tempo diante do Tabernáculo.

Na idade de 49 anos, havia terminado sua obra genial e sua carreira de santo.

O Papa Gregorio X, tendo convocado um Concílio geral, em Lião, para o ano de 1274, convidou o Santo, em razão de sua ciência e santidade.

Ele foi, mas caiu doente em caminho no Convento dos Cistercienses de Fossanova, onde faleceu santamente, depois de ter predito a sua morte, a 7 de março de 1274.

Tomás foi canonizado em 1323 , e declarado Doutor da Igreja em 1567, pelo Papa Pio V. com o título de Doutor angélico.

III – CONCLUSÃO

Tal é a vida e santidade admiráveis deste gênio tão profundo. Dessa vida fecunda, recolhamos para nossa imitação, o que forma o característico da sua devoção: um amor ardente pela sagrada Eucaristia. O ofício, que compôs sobre o Santíssimo Sacramento, é uma prova palpável deste amor apaixonado e esclarecido. Ordenado sacerdote, parecia no altar, antes um anjo, do que um homem.

Não se podia vê-lo celebrar. sem sentir-se penetrado de devoção. Muitas vezes, regava o altar de lágrimas, e ficava longos momentos como em êxtase diante da Hóstia Santa, contemplando-a com um doce sorriso e olhares enternecidos. A sua devoção à Virgem Santíssima não era menos admirável, como testemunha o seu apreciável Comentário sobre as palavras de Ave-Maria.

A estas duas devoções fundamentais, juntemos a sua atividade. Aproveitava todos os momentos de sua vida, aliás curta, para produzir lima obra capaz de encher várias vidas de homens ativos.

É bem como lhe aplica a Igreja: o sal da terra, pela virtude e a luz do mundo, pela doutrina; um verdadeiro doutor angélico, proclamado por Leão XIII padroeiro especial das escolas superiores católicas.


Fonte: O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais populares. 2ª Edição: Manhumirim: O Lutador, 1952. pp. 118-123. (saiba mais sobre a obra e as postagens)

Instrução – Virtude e Devoção do Santo (S. Gabriel das Dores)

São Gabriel de L’Adolorata, cuja vida está encerrada na aplicação do Evangelho que lhe dedica a Igreja, é um dos santos protetores da juventude.

Jesus disse: Destes tais é o reino de Deus. Todo o que não receber o reino de Deus como um menino, não entrará nele.

O humilde Passionista que a Igreja honra neste dia, soube, admiravelmente, compreender e reduzir em prática o convite do divino Mestre: fez-se pequenino, simples, caridoso, como as crianças.

São Gabriel é entre os religiosos, o que Santa Teresinha de Lisieux é entre as religiosas: são dois luzeiros de uma santidade simples, prática, ao alcance de todos.

Cada santo tem a sua fisionomia própria, que o distingue dos outros santos e esta fisionomia é formada por uma devoção e uma virtude próprias.

Percorramos um instante a vida de São Gabriel, destacando depois esta fisionomia própria. Vejamos pois, sucessivamente:
    I – A sua vida simples e comum exteriormente.
    II – A sua devoção e virtude próprias.

Instrução – As aparições de Lurdes

O Evangelho nos conta a aparição do Arcanjo Gabriel à Virgem Santíssima para comunicar-lhe que havia sido escolhida para ser a Mãe de Deus. Por sua vez, a Virgem Santa vem de vez em quando, transmitir-nos as mensagens do céu, aparecendo neste mundo para aproximá-lo de seu Jesus.

Entre estas numerosas aparições merecem lugar de destaque as de Lurdes, tanto pelos ensinamentos que nos trazem, como pelos numerosos milagres, que continuam a operar-se neste lugar. Contemplemos hoje esta maravilha da ternura da Mãe de Jesus, considerando:
      I. A sua aparição tão bela
      II. Os seus ensinamentos.

Liturgia da Festa: clique aqui e confira

Instrução – Os dois mistérios

ERRATA

Lembramos que a Procissão de Velas e Missa de hoje serão realizados às 15:15 horas, na Catedral, informação que não estava corretamente disposta no post da Liturgia Diária de hoje, agora corrigido.


Meditando bem o Evangelho desta festa, encontramos nele a expressão nítida de três grandes mistérios, que se unem num único, que a Igreja chama a “apresentação de Jesus no templo” , mas que no fundo inclui tudo o que há de mais tocante e sublime na religião.

De fato, temos diante de nós: um Homem-Deus oferecido a Deus; o Soberano Sacerdote da nova aliança num estado de vítima; o Redentor do mundo resgatado; uma virgem purificada; e enfim: uma mãe imolando o seu filho. Quantos prodígios na ordem da graça!

Entre estes grandes mistérios, escolhamos os dois primeiros para meditá-los: Estes dois mistérios são:
     1 – A apresentação de Jesus no templo
     2 – A purificação da Mãe de Jesus

[Novidade] Instruções sobre as Festas Litúrgicas – Pe. Julio de Lombaerde

A partir de hoje, 29, nosso site passa a contar com mais um conteúdo: a publicação das Instruções/Sermões do grande Padre Júlio Maria de Lombaerde, extraído de seu livro O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais populares. Conheça um pouco mais de sua história:

Instrução – São Francisco [de Sales] e a Mansidão

Jesus Cristo compara a santidade ao sal, que preserva da corrupção e à luz, que dissipa as trevas.

São Francisco de Salles foi sal, pela sua vida apostólica, que preservou tantas almas da corrupção do erro e do vício. Foi um luzeiro resplandescente pela sua mansidão e bondade atraente. Nos últimos anos de sua vida, foi introduzida a causa de Beatificação de S. Francisco Xavier. Falando deste acontecimento, um sacerdote observou: Já temos São Francisco de Assis, São Francisco de Bórgia, São Francisco de Paula e São Francisco Xavier; falta apenas São Francisco de Salles.

O Prelado sorriu e respondeu com íntima convicção: “Custe o que custar, quero ser santo também; teremos um São Francisco de Salles”. A profecia realizou-se e 45 anos mais tarde Francisco de Salles recebia as honras dos altares. Percorramos hoje esta vida admirável, vendo:
     I – Como o Santo adquiriu a mansidão
     II – Como nós podemos adquiri-la

Homilia-Festa da Sagrada Família (Áudio e texto)

 

TEXTO

Com algumas alterações e coisas incluídas (os versículos correspondentes às frases, por exemplo).

O que o calendário moderno celebrou no fim de dezembro, a Tradição celebra hoje a festa da Sagrada Família e o Batismo do Senhor no dia 13, tradicionalmente.

Celebrando, portanto, a Sagrada Família, nós temos a Família de Nazaré, Jesus, Maria e José. A Família de Nazaré não é a família ideal, porque a família ideal que nós imaginamos é a família sem sofrimentos, sem as angustias de uma família, sem as perdas, sem as dores, então não é a família ideal a de Nosso Senhor, é a família modelo, é o modelo para nós, a família de Nosso Senhor. Lembrando que, na Criação, Deus faz o homem e de seu lado tira uma costela e faz à mulher. Deus viu que não era bom que o homem esteja sozinho.

Quando Adão viu a mulher disse: “Esta é ossos dos meus ossos, carne da minha carne” (Gn 2,23). Deus entregou a mulher a Adão e disse “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Logo, portanto, na Criação, Deus instituiu o matrimônio. Portanto, a vocação ao matrimonio está no amago do ser humano. O desejo da família lhe é próprio, o querer ter uma família. Isso Deus já coloca desde o início [no ser humano].

Mas logo depois do pecado, o matrimônio já começa a entrar, de certo modo, na destruição. Notem vocês, que quando Deus viu que adão estava incomodado porque percebeu-se nu, Deus pergunta “Quem te disse que estavas nu?” (Gn 3,11). Claro que esta nudez não era somente física, mas a consciência da perda da graça. E Adão logo já disse: Foi a mulher, que me deu por esposa, que me deu o fruto e eu comi. Começou ali as desavenças no matrimônio. E logo depois, todos nós sabemos o que acontece com o matrimonio, vários problemas como prostituição, poligamia, poliandria, e outras “ias”.

Mas notemos sempre que a criação está vinculada à família. Nosso Senhor poderia ter vindo a este mundo, sendo Deus, aparecido no meio de nós. Mas não quis. Ele quis restaurar a Criação dentro da família. Nosso Senhor quis nascer numa família para restaurar assim a grandiosidade desta realidade, que é do querer divino.

No mundo em que vivemos, não é preciso que eu fale, que todo conflito, todos os problemas da sociedade que vivemos, está intimamente ligada com a destruição da família. Não há, de certo modo, no meio da sociedade, nenhuma motivação, para aquilo que o matrimonio é. A motivação que se encontra, muitas vezes, para mantê-lo são sentimentos. Quando se pergunta por que se acabou o casamento, a resposta é “Porque se acabou o sentimento. ” Ninguém fundamenta o matrimonio em sentimento. Sentimento é próprio do animal, e, portanto, passa. O fundamento do matrimonio está no amor que não passa, porque o amor sendo uma realidade divina, quando participamos, possuímos esta parte, esta realidade, a vivenciamos, não fazemos, claro, pela parte do animal, porque nenhum animal ama, a não ser o homem. Portanto, o fundamento do matrimonio está no amor.

Para que o matrimonio se realize de modo querido por Deus, deve-se sempre imaginar a família como uma casa. Para se construir uma casa, o mais importante de tudo é o alicerce, Porque se não tem fundamento, a casa vem a ruir, Nosso Senhor diz “aquele que não constrói sua casa sobre a rocha, quando vier os vendavais ela irá para o chão, pois foi construída na areia.” (Mt 7, 26-27). Qual é a rocha? Só existe uma: Nosso Senhor. Não se constrói um casamento apartado de Deus. Quem tenta fundamentar uma vida de família sem Deus, está fadado à ruina.

Alguns dos fiéis não entendem porque namorar. Porque não se namora a dois, mas a três: o casal e Jesus Cristo. Triste daquele que acha que vai conseguir, com facilidade, manter uma família, criar seus filhos como filhos de Deus, se casando com uma pessoa que não tem fé, que não fundamenta a sua vida em Nosso Senhor. Impossível. Por isso o alicerce da família deve ser Nosso Senhor. A casa para ser construída são necessários tijolos. O ligame, aquilo que mantém os tijolos unidos um ao outro, São Paulo nos fala na Epístola “Tende em vós a caridade, que é o vínculo da perfeição” (Col 3,14). Sem caridade não tem como manter esta casa de pé. A caridade, todos nós sabemos, é o amor de Deus. É ela que alimenta todas as outras virtudes. E São Paulo vai citando outros exemplos, como o perdão. É interessante a palavra perdoar, que vem de perdonare; donare significa se dar, perdoar significa “se dar.” Triste daquele que se casa para sentir-se bem, para realizar a sua própria vontade. Casa-se para fazer o outro feliz. Casa-se, não para realizar seus próprios anseios, para sentir, como que um só corpo “ carne da minha carne, osso do meu osso”. Assim como eu devo cuidar do meu corpo tem que haver um cuidado pelo outro. Nosso Senhor tirou a mulher do lado porque ela é a companheira, os dois caminham juntos. E essa casa, para ter sentido, ela precisa de um teto, e esse teto é a vida eterna. Uma família que não crê nessa vocação que receberam nesse mundo, como algo dado por Deus, em função da vida eterna, está perdida. Para isso, esta casa tem de ter janelas para dar claridade, e a luz que ilumina essa casa é a Palavra de Deus. E é com ela que irão conseguir vencer todas as dificuldades da caminhada da vida matrimonial.

O Matrimonio, sendo uma vocação, algo instituído por Deus, deve ser entendido por nós, que a Evangelização nos dias de hoje, não se faz sem passar pela família, é impossível. É necessário, continuamente, que lutemos para salvar as famílias destes conceitos modernistas de que o matrimonio é para a felicidade. “Aquele que quiser seguir-me tome a sua cruz e me siga” (Mt 16,24). Isso é para todos nós cristãos e também para aquele que assume a vocação do Matrimonio. É triste ver que os jovens casam como se estivessem brincando de casinha. Aí se pode inventar um monte de coisas, porque tudo é fantasia. O casamento, no entanto, não é fantasia. É algo que deve ser assumido por pessoas adultas, maduras, portanto, como a Sagrada Família, que assume sua vocação, e coopera deste modo na obra da redenção da humanidade, aqueles que foram chamados à vida matrimonial, sejam também exemplos, para serem realmente católicos. Pois ser católico não é simplesmente dizer que foi batizado, mas isso exige de nós um compromisso de fé. Porque existe a fé intelectual, a fé do conhecimento das verdades, mas, acima de tudo, é necessário este encontro pessoal com Nosso Senhor e ele se faz dentro da nossa vocação, a que ele nos chamou.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

[Vídeo] Homilia – 12/04/2015 – Domingo in Albis

“Nunca se falou tanto em paz como nos últimos tempos. A paz de Deus não é a paz do mundo. Tem gente que acha que paz é ser politicamente correto para que mantenhamos unidos custe o que custar. Viver em paz não é aceitar o erro. Quem opta por Nosso Senhor não pode ser a favor do erro. Porque Ele é a verdade.” (Pe. Leles)

[Vídeo] Homilia – 25/01/2015 – III Domingo depois da Epifania

“Deve fazer o bem a todos mesmo que for seu inimigo. Para ser católico tem que ser assim. Aqui na igreja, muitas vezes é fácil, porque estamos na presença do Nosso Senhor, temos a palavra, o ambiente, mas lá no dia-a-dia nas situações do trabalho, com a família, a convivência com os outros é ai que temos que ser católicos. Mas lá que é mais dificil. Mas pela graça de Deus nos vamos nos educando.” (Pe. Leles)

[Vídeo] Homilia – 07/12/2014 – II Domingo do Advento

“São Paulo quando ainda Saulo, perseguia os cristãos, prendia, matava (…) e ele vinha com experiencia profunda de Deus. O que ele deixa no relato quando vê Nosso Senhor? Saulo, Saulo por que persegue os cristãos? Não. Por que persegue aqueles que creem em mim? Não. Nosso Senhor pergunta ‘Por que ME persegues?’. Perseguir os cristãos é perseguir Nosso Senhor. Aqueles que vão contra os cristãos vão contra Nosso Senhor.” (Pe. Leles)

[Vídeo] Homilia – 30/11/2014 – I Domingo do Advento

“Portanto Deus nos deixou dois livros. Um livro é a palavra revelada: a Bíblia. O outro livro é a criação. Quando a gente olha um animal, quando a gente olha uma planta, a água, o homem, nós contemplamos nessa criatura uma linguagem de Deus, ou seja, Deus nos fala atravês da criação, mas a criação não é Deus.”

“Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir (…) é o tempo de nos prepararmos para a vinda do Nosso Senhor.” (Pe. Leles)

Sermão (trecho) sobre a Confissão – Pe. José do Prado Leles

[N]a situação que estamos vivendo hoje… – ainda que a Igreja peça para que voltem com as confissões! – …o que fizeram da Confissão? Fizeram uma terapia! O padre senta num banco, a pessoa senta de lá, no outro banco. Tem gente que tem a capacidade de falar: “Padre, eu queria bater um papo com o senhor”! Ora, não existe sacramento do bate-papo! A Confissão (…) era feita num lugar sagrado, o Confessionário… Nem temos mais os confessionários… jogaram tudo fora! Pois se quer que fique o padre numa “salinha” ali… uma hora, para atender uma só pessoa! E você não consegue perceber arrependimento. Culpa? Todo mundo tem culpa! Até os ateus sentem culpa com alguma coisa que é feita de errado. Mas tem que ter arrependimento! Mas a pessoa não manifesta a vontade de mudar de vida. Não existe conversão. Até inventaram agora – fiquei sabendo por esse tempo – existe agora um “Pastoral da Escuta”. Ora, banalizou-se tanto o sacramento que a pessoa vai fazer uma terapia… vai sentar com outro leigo e “vamos conversar…”. Reduziu-se o amor a Deus ao amor ao homem. Acham que a nossa vida aqui na terra é para sempre. Então vamos adorar a nós mesmos! A verdadeira idolatria do ser humano! Tudo voltado para o próprio homem. Quando se colocam às vezes uns cantores para se ajudar a louvar a Deus, voltam-se para o povo e passam a fazer um show, e todos ficam adorando-se e contemplando-se uns aos outros. Esquece-se que o centro da nossa vida deve ser Jesus Cristo, Nosso Senhor. Que o Salvador é Nosso Senhor e não o homem!

Muitas vezes [o fiel] procura o padre porque este fala de um certo jeito que agrada, no Sacramento da Penitência… O padre é um pecador como todos os outros. Nosso Senhor usa desse indivíduo para se fazer presente porque não podemos ver Nosso Senhor. Então, o padre age in persona Christi. Ou seja, não é porque o padre é santo é que eu vou ser perdoado. Mas Deus utilizou-se desse homem – fraco, frágil – para ser sinal de perdão para todos. (…) Não façamos do Sacramento da Penitência uma terapia… Claro que o veneno, quando é engolido, para se salvar a vida deve ser vomitado; por isso, o modo de se jogar fora [implica] de certo modo uma ação psicológica, no sentido de que ajuda a pessoa a perceber, na humildade diante de um outro homem – que não é um homem comum, mas que age na pessoa de Cristo – o perdão de seus pecados.

(…) o arrependimento perfeito, o desejo de não voltar cometer mais os mesmos erros, a vergonha de ter ofendido ao nosso Pai, ao nosso Criador, que nos amou e nos ama muito. É isso o principal, a vontade de não voltar mais a pecar (…).

Peçamos, irmãos caríssimos, a Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ajude nessa Quaresma a não fazer só essa penitência externa, não rasgar as nossas vestes mas rasgar o nosso coração, para que assim Nosso Senhor, habitando nos nossos corações, nos ajude a vencer as dificuldades da vida, as dificuldades por que passa a Igreja e, assim, podermos caminhar juntos até o encontro definitivo com Nosso Senhor. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.