Liturgia Diária- 31/03/2020

TERÇA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Ciríaco

Daniel na cova dos leões (Leitura) é uma figura do Cristo (Evangelho) e de todos os que sofrem por Deus. O Deus de Israel nos salvará de todas as angústias (Communio).


Páginas 303 a 307 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 30/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Crisógono

Somente os que se convertem aproveitarão da Paixão de Nosso Senhor (Leitura), e não aqueles que se obstinam como os judeus (Evangelho). O Salvador convida a todos os que têm sede, isto é, vontade de se salvar.


Páginas 300 a 303 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- I Domingo da Paixão

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro

No lugar em que S. Pedro seguiu o exemplo de seu Mestre, morrendo na cruz, quer também a Igreja associar-se à Paixão de Nosso Senhor. Jesus Cristo, o Medianeiro entre Deus e os homens, inocente Ele mesmo e sem mancha, se oferece como o Sacrifício de expiação pelos homens (Epístola). Nestas palavras está expresso o sentido da Missa de hoje, pois nela Jesus repete o mesmo Sacrifício (Communio). Enquanto os judeus blasfemam contra o Senhor, nós dizemos: “Senhor, eu Vos louvarei.” E à palavra de Jesus: “Se alguém guarda a minha palavra não verá a morte para sempre”, nós respondemos: Beneficiai vosso servo, para que viva e observe os vossos preceitos.

Sobre o Tempo da Paixão, leia nota explicativa clicando aqui.


Páginas 295 a 299 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 28/03/2020

SÁBADO DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. João Capistrano – Estação em S. Nicolau “in Carcere”

Aos que têm sede — sitientes — dirige-se a Missa de hoje. E são os batizandos e os penitentes. Na Leitura, o Bom Pastor, no Evangelho, O que é a Luz do mundo, Jesus Cristo, enfim, é quem nos convida às fontes das águas (Introito). Dentro da próxima quinzena o Pastor dará a vida por suas ovelhas, saciando-lhes a sede. “O Senhor me governa e nada me há de faltar. Colocou-me em lugar abundante em pastagens. Conduziu-me junto às águas refrigerantes” (Communio).

Sobre o santo: Nasceu na Itália, de pais alemães, e entrou na Ordem de S. Francisco. Viajou pela Itália e pela Alemanha como pregador popular e por toda a parte combateu as heresias com grande energia e ótimos resultados. A sua coragem e a seus conselhos, deve-se a grande vitória que os Cristãos ganharam sobre os turcos, perto de Belgrado em 1456 (Oração). Faleceu nesse mesmo ano.


Páginas 289 a 293 e 1025 a 1027 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 27/03/2020

SEXTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. João Damasceno, Confessor e Doutor – Estação em S. Eusébio

DIA DE ABSTINÊNCIA

A igreja estacionai estava situada no meio de um cemitério, fato que, provavelmente, influiu na escolha das Leituras de hoje.

Como ontem, vemos na Leitura e no Evangelho, a Deus e a Cristo, Senhor sobre a morte. Os batizandos e os penitentes estão mortos. Jesus Cristo lhes comunica a vida.

Sobre o santo: Nasceu em 700 em Damasco e distinguiu-se particularmente por sua defesa ao culto das sagradas imagens. Deus auxiliou e protegeu seu servo (Cânticos e Leitura), e tendo-lhe sido cortada a mão direita, foi milagrosamente curado (Evangelho e Cânticos). Foi elevado à dignidade de Doutor da Igreja por Leão XIII.


Páginas 245 a 251 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 26/03/2020

QUINTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação na basílica SS. Silvestre e Martinho

Na igreja de S. Martinho, venerado por ter ressuscitado vários mortos, as Leituras nos falam de duas ressurreições. A mãe aflita (a Igreja) encontra um Enviado de Deus. Pelo Batismo e pela Penitência, ressurgimos a uma vida nova. É o Cristo quem no-la comunica por sua Ressurreição.


Páginas 280 a 283 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 25/03/2020

ANUNCIAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Festa de 1ª Classe – Missa própria com comemoração da féria

Na Oração da festa está lembrado, em poucas palavras, o maior acontecimento da história da humanidade — a Encarnação do Verbo Divino no seio da Virgem Maria. O que o profeta Isaías (Leitura) predisse ao Rei Acaz, realizou-se de maneira maravilhosa naquela humilde casinha de Nazaré (Evangelho). Reverentes, saudamos a Mãe de Deus nos Cânticos, e na Comunhão hospedamos o mesmo Filho de Deus, o Emanuel, que das entranhas da Virgem puríssima havia feito o seu tabernáculo.


Páginas 1017 a 1021; 273 a 279 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 23/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em SS. Quatro-Coroados

A Epístola falou-nos ontem de duas mulheres, representando uma a sinagoga e outra a Igreja. Da mesma forma se refere hoje a duas mulheres que se apresentam a Salomão. Uma, a mãe degenerada que permitiria matar a criança, é figura da sinagoga. A outra, mãe verdadeira, a Igreja, lhe quer conservar a vida. Jesus Cristo como Salomão, entrega “o filho” (a alma humana) à verdadeira mãe.


Páginas 264 a 268 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- IV Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Cruz de Jerusalém

Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o “dia das rosas”. Os Cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do verão.

Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa em sinal de particular atenção. A santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo róseo dos paramentos. Toda a Missa respira alegria e júbilo. E por que assim? Lembremo-nos que, antigamente, faziam os catecúmenos, neste dia, um juramento solene e eram recebidos no seio da Igreja, representada pela Igreja da “Santa Cruz em Jerusalém”.

Mãe dedicada e amorosa, alegra-se a santa Igreja, ao receber os que serão lavados nas águas batismais (Introito, Epístola). E não menos se alegram os próprios catecúmenos (Gradual, Ofertório e Communio). A maravilhosa multiplicação dos pães, que se repete na santa Missa, nos garante a todos nós, a glória futura. Louvemos e agradeçamos a vontade de Deus (Ofertório). 


Páginas 259 a 264 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 21/03/2020

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Bento, Abade – Estação em S. Susana

Deus é o protetor dos inocentes (Leitura), mas pelos méritos que Jesus Cristo ganhou na Cruz, encontram também os pecadores o perdão (Evangelho), contanto que humildemente se arrependam de suas culpas.

Sobre o santo: Nasceu em Núrcia. Enviado a Roma para estudar retórica, resolveu retirar-se para o deserto de Subíaco, o que fez, e onde, jovem ainda, levou a vida de um eremita. A fama de sua santidade atraiu discípulos para os quais fundou mosteiros. Mais tarde, mudou-se para Monte Cassino, onde estabeleceu a vida monástica. Seu método, cheio de discrição e sobriedade, conquistou em pouco tempo todo o Ocidente. Com razão pode-se chamar S. bento o salvador da cultura cristã. Foram seus monges que conduziram quase a Europa inteira para a doutrina do Cristianismo. 


Páginas 251 a 258 e 1003 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 20/03/2020

SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Lourenço in lucina

DIA DE ABSTINÊNCIA

Aproxima-se sempre mais o dia do Batismo, e para nós, a renovação das graças batismais. Na Leitura, Moisés tira água viva do rochedo, e no Evangelho, promete Jesus a água da vida eterna.

Belíssima ilustração para estas Leituras deu a fonte que se acha perto da igreja estacionai e que, conforme lenda antiga, brotou de repente, para que as suas águas cristalinas servissem ao Batismo de S. Hipólito. No Santo Sacrifício da Missa, Jesus nos ensina e nos comunica aquela água viva e alimento espiritual, a Eucaristia que nos transforma em adoradores de Deus, em espírito (Evangelho e Communio).


Páginas 245 a 251 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 19/03/2020

SÃO JOSÉ, ESPOSO DA SSMA. VIRGEM MARIA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria – Comemoração da Féria

Como esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus, ele tomou parte intimamente na Redenção. Celebram-se hoje as excelsas virtudes e a santidade que lhe mereceram a predileção de Deus, enquanto a segunda festa visa mais a sua dignidade de Padroeiro da Igreja Universal.

Na santa Missa, depois de o saudarmos com o título de Justo (Introito), imploramos a sua intercessão (Oração), pois Deus ouve as suas orações como ouviu a de Moisés. A esta se referem as palavras da Leitura que são aplicadas a S. José. O Evangelho nos mostra a sua grandeza, chamando-o de Justo, e ao mesmo tempo, nos manifesta a delicadeza de seu pensamento, a sua pureza e a sua fé na palavra de Deus. Embora ornado de tantas virtudes, S. José é modelo de perfeita humildade. Pequeno aos olhos do mundo, foi grande aos olhos de Deus e é grande no Reino dos céus.


Páginas 1009 a 1012 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 18/03/2020

QUARTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Cirilo de Jerusalém, Bispo, Confessor e Doutor – Estação em São Xisto

Era hoje o dia do primeiro escrutínio. Nessa ocasião recebiam os catecúmenos os textos dos dez mandamentos da lei de Deus: por isso as Leituras falam das leis divinas. O temor de Deus deve ensinar-nos a observar a sua lei (Leitura), que não deve ser interpretada por nosso próprio coração, como o fizeram os fariseus (Evangelho).

Sobre o santo: É um dos grandes doutores da Igreja oriental. Teve muito que sofrer pelos arianos, que conseguiram três vezes fosse ele desterrado. De seus escritos, restam-nos as célebres “Catequeses”, instruções para catecúmenos, antes e depois do Batismo no Sábado Santo.


Páginas 238 a 242; 1007 a 1008 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 17/03/2020

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Patrício, Bispo e Confessor – Estação em Santa Pudenciana

Santa Pudenciana, uma das “Virgens prudentes”, é representada com uma vasilha de azeite, símbolo de suas boas obras. Em sua casa, mais tarde transformada na igreja da estação de hoje, reunia o Apóstolo S. Pedro os fiéis. Eis porque no Evangelho se fala do poder de ligar e desligar que possuía o primeiro Papa. Na Epístola ou Leitura, a viúva e seus dois filhos representam a Igreja e os fiéis.

Como o azeite proporcionou à viúva os meios para resgatar os filhos, assim o faz na Igreja, o “Ungido” — Cristo, no qual os fiéis encontram a salvação. Na casa de Sta. Pudenciana hoje O encontramos, entre os Cristãos.

Sobre o santo: Nasceu na Escócia e como Bispo converteu a Irlanda, onde é venerado como Apóstolo da “Ilha dos Santos”.


Páginas 234 a 238, 1006 a 1007 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 16/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação  em S. Marcos

Os candidatos ao Batismo são convidados para o primeiro escrutínio, na quarta-feira. Refere-se toda a Missa à fôrça prodigiosa das águas batismais. Tendo uma fé humilde e obediente na palavra de Deus, seremos purificados e salvos, como Naaman (Epístola). Dos fariseus, duros de coração e orgulhosos, retira-se o Médico divino, e com isto perdem eles a sua salvação (Evangelho). Agradeçamos com os catecúmenos, termos sido escolhidos para o Reino de Deus. 


Páginas 230 a 234 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- III Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço extra muros

Sete vezes eram os catecúmenos submetidos outrora, a exames sobre os conhecimentos que tinham da doutrina e sobre a sua conduta moral. Com o dia de hoje, começava a primeira semana destes “escrutínios”, feitos ordinariamente, às quartas-feiras e aos sábados. Na mesma ocasião eram-lhes feitas salutares admoestações, rezando-se sobre eles os exorcismos para expulsar o demônio (Evangelho).

Hoje os catecúmenos são apresentados a S. Lourenço, seu padroeiro. Com eles, também nós nos preparamos para receber uma vida nova. Não esqueçamos, que, devendo andar como filhos da luz, ao que nos exorta a Epístola, temos que lutar contra o espírito das trevas. E só com Jesus Cristo venceremos, pois Ele é a Luz do mundo, que ilumina a todos os homens. Só Ele podia vencer o espírito das trevas (Evangelho). Nos Cânticos e na Oração, elevamos a nossa alma ao Pai das luzes, que estenderá a Destra de sua Majestade para nos defender. Reunidos na igreja em que assistimos ao Santo Sacrifício, temos diante de nós o exemplo do santo mártir Lourenço, que, como poucos, soube dominar o espírito das trevas. Por sua intercessão seremos purificados de nossos delitos (Secreta), para a celebração do santo Mistério na terra, e para a participação em uma gloriosa Ressurreição.


Páginas 225 a 229 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 08:30 horas na Paróquia Bom Jesus.


Liturgia Diária- 14/03/2020

SÁBADO DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação na igreja dos SS. Marcelino e Pedro

Os dois santos Padroeiros, embora não fossem irmãos pelo sangue, o foram na morte, pelo testemunho que deram a Cristo; e sempre foram venerados juntos. De dois pares de irmãos nos falam as Leituras: Jacó é a figura dos catecúmenos chamados para Deus pelo Batismo. O filho pródigo é a imagem dos penitentes que voltam para Deus cheios de arrependimento.


Páginas 218 a 224 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 13/03/2020

SEXTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Vital

DIA DE ABSTINÊNCIA

Faltam exatamente quatro semanas para a Sexta-feira Santa. As Leituras, em imagens, anunciam a Paixão de Jesus Cristo. José, vendido pelos irmãos, e o filho do pai de família, assassinado pelos vinhateiros, são figuras do Cristo. O titular da igreja estacionai, S. Vital, foi jogado em uma cisterna (José), e morto a pedradas (o filho do pai de família).


Páginas 213 a 217 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 12/03/2020

QUINTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria além Tibre

A igreja da estação deste dia está situada perto no quarteirão dos judeus. Os Cristãos costumavam ver, nestes, a imagem dos ricos, e eles mesmos eram os pobres, como na realidade o eram os Cristãos que habitavam naquela região. A Epístola e o Evangelho mostram o caminho da salvação e da perdição. Podemos escolher, mas não nos enganemos com as aparências deste mundo. Deus “dará a cada um, segundo o caminho que seguir” (Epístola)..


S. GREGÓRIO MAGNO, Papa, Confessor e Doutor

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Nasceu em 540 e foi prefeito imperial da cidade de Roma em 571. Depois de fundar com os seus bens vários mosteiros beneditinos, acabou por fazer-se monge. Em 678 foi enviado a Constantinopla como delegado do Papa e finalmente eleito para o Sumo Pontificado em 590. Apesar de quase sempre doente, desenvolveu grande atividade e energia no governo da Igreja, de sorte que mereceu ser chamado “o Grande”. Particular cuidado teve na organização do culto e do canto sagrado.


Páginas 208 a 212; 1005 a 1006 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 11/03/2020

QUARTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Cecília

Santa Cecília converteu os dois irmãos Tibúrcio e Valeriano, e os conduziu ao Cristo como o fizera Salomé, a mãe dos dois Apóstolos, S. Tiago e S. João (Evangelho). Salomé e Santa Cecília são figuras da Igreja que neste tempo quaresmal conduz os seus neófitos à participação da Paixão e Ressurreição do Cristo. Com os penitentes imploramos a misericórdia do Senhor (Introito).


Páginas 205 a 208 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 10/03/2020

TERÇA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Balbina

Com os catecúmenos e os penitentes, procuramos a face do Senhor (Introito). A viúva de Sarefta (Leitura) e a Santa da igreja estacional nos mostram o caminho: a fé e a caridade. O Evangelho nos exorta: fugir ao espírito farisaico e seguir o “Mestre” que nos ensina o caminho para Deus.


SS. 40 MÁRTIRES

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Eram soldados romanos na Capadócia. Presos no cárcere por causa de sua fé, foram, certa noite, inteiramente despidos e expostos sobre o gelo de um lago. Pediram que nenhum deles perdesse a coroa do martírio e como um não soubesse resistir aos sofrimentos, um dos carcereiros de converteu, tomando o seu lugar e ganhando o prêmio com os outros trinta e nove.


Páginas 201 a 204; 1004 a 1005 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 09/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Clemente

A abside da igreja estacionai é ornada por uma bela cruz em mosaico. Jesus nos fala, no Evangelho, de sua morte na Cruz. Na Leitura, na pessoa de Daniel, ele pede pela cidade de Jerusalém e implora para os homens a piedade de Deus.


S. FRANCISCA ROMANA, Viúva

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Modelo de esposa e mãe, teve a graça de sempre ver o seu Anjo da guarda (Oração). Depois da morte do marido, entrou nas fileiras das Oblatas da Ordem de S. Bento que ela mesma havia fundado. Foi muito venerada pela santidade de sua vida e pelo dom dos milagres.


Páginas 197 a 201; 1003 a 1004 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- II Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria in Dominica

Como no IV. Domingo do Advento, dia que se segue às ordenações do Sábado das Têmporas, assim também neste Domingo não havia outrora Missa própria. Mais tarde, conferindo-se as ordens no sábado pela manhã, foram compostas Missas, dos formulários das Têmporas, para estes Domingos. Os textos, escolhidos para os ordenandos, se dirigem também a nós.

Eis o dia da salvação. É a ideia predominante em toda a Quaresma. Se, em outros tempos, por vezes a esquecemos, importa ao menos aproveitarmos este santo tempo para trabalhar em nossa salvação. E de que modo? Vivendo uma vida agradável a Deus, pois é vontade de Deus que a nossa santificação seja o caminho para a salvação (Epístola). Anima-nos a transfiguração do Cristo, que é um modelo da nossa. As palavras do Evangelho: Escutai-O, respondamos no Ofertório, dispondo-no s a meditar a lei de Deus para conhecer a sua vontade . As Orações e os Cânticos, embora testemunhem as ânsias e tribulações em que se encontra a nossa alma, demonstram, contudo, uma confiança filial no auxílio de Deus.


Páginas 193 a 197 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 08:30 horas na Paróquia Bom Jesus e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Instrução – O Santo e o Sábio – S. Tomás de Aquino

Sto. Tomás é, no dizer dos hagiógrafos, o mais sábio dos Santos e o mais santo dos sábios.

É por isso que a Igreja lhe aplica o Evangelho, no qual o divino Salvador proclama os seus Apóstolos e os seus sucessores o sal da terra e a luz do mundo.

Sal da terra, para preservá-la da corrupção; luz do mundo, para indicar-lhe o caminho da verdade.

O sal simboliza a vida santa, enquanto a luz significa a verdade da doutrina. Dois símbolos, que se aplicam admiravelmente a Santo Tomás. Examinemos;
I –  A vocação e as lutas do Santo.
II – A ciência e a virtude do sábio.

1 – VOCAÇÃO E LUTAS DO SANTO

Santo Tomás nasceu em Rocca-Secca, no reino de Nápoles, em 1225, sendo seu pai o Conde Landolfo de Aquino, irmão do Imperador Frederico II.

Desde a mais tenra infância, o menino demonstrava rara sagacidade de espírito. Na idade de 5 anos sua educação foi confiada aos monges Beneditinos do Monte Casino, cujo Convento se erguia em frente ao Castelo do santo. Ali o pequeno Tomás revelou aplicação constante aos estudos e compreensão sem igual.

Conversava pouco, parecia até taciturno e distraído, como indiferente a tudo o que se passava em redor de si. Na idade de 10 anos frequentou em Nápoles os cursos de belas artes e dialética, continuando também os estudos das ciências físicas, metafísicas e morais.

As mais árduas matérias eram um brinquedo para esta criança, que se fazia notar em todas as aulas pela clareza, a profundeza e o dom da fórmula positiva e adequada, que lhe era peculiar.

O atrativo para a vida religiosa, contemplativa e ativa, em breve o levou até Nápoles, ao Convento dos Dominicanos, em 1243.

Tomás tinha, então, 18 anos. A família, sobretudo a mãe, a Condessa Teodora, apesar de piedosa, tudo fez para desviar o jovem conde daquela resolução. Tornou o caminho de Nápoles para opôr-se à resolução de seu filho, porém, Tomás, avisado da sua. vinda, pediu que o mandassem secretamente à Roma, donde seguiu com destino a Paris.

A Condessa não se deu por vencida, mas recorreu a seus dois outros filhos, brilhantes oficiais do exército do Imperador, pedindo-lhes que prendessem o fugitivo em caminho.

Tomás foi preso, de fato, e tornou-se cativo de sua própria mãe, numa estreita cela do castelo paterno. Ali, a mãe recorreu a todos os meios para fazê-lo mudar de ideia: lágrimas, súplicas, carícias, eloquência materna, mas tudo em vão.

Tomás, sensibilizado, sofrendo pela dor, que causava a sua mãe, respondia com todo respeito que “Deus é o primeiro pai, a quem devemos obediência”.

Após os ataques da mãe, sucederam os ataques repetidos de suas irmãs, desfeitos por Tomás que chegou a ganhar uma delas para a vida religiosa.

A Condessa, vendo que não podia vencer pela doçura, recorreu à fôrça e mandou encarcerar o filho. numa das torres do castelo, encarregando os dois oficiais, que haviam chegado, de vencer a resistência do irmão. Um deles, verdadeiro fratricida, recorreu ao meio mais infame para perder a vocação do irmão. Resolveu abatê-lo pela voluptuosidade. Contratou uma jovem e bela cortesã, conhecida por sua astúcia, e introduziu-a na cela de Tomás.

A luta foi curta, mas enérgica. Compreendendo o perigo que corria sua virtude, o jovem tirou da fogueira de sua cela um tição ardente, foi ao encontro da tentadora, ameaçando de queimá-la, se não se retirasse imediatamente. A cortesã não se fez de rogada, e mais depressa do que tinha vindo, fugiu diante do tição aceso. Depois, ufano da rápida vitória, tal o cavaleiro com a sua espada, traçou com o tição abrasado, um grande sinal da cruz na parede da cela, caiu de joelhos e .pediu a Deus o dom de uma virgindade perpétua, superior a todos os ataques. Um sono extático apoderou-se do jovem e este viu aparecer dois anjos, que lhe cingiram os rins com o cordão da castidade. Finalmente, após um ano de reclusão, o conde e a condessa, seus país, fecharam os olhos sobre uma evasão possível, e, à noite, Tomás pôde descer por uma janela da torre, voltando logo a seu Convento em Nápoles. Tinha apenas 19 anos de idade.

Daí em diante, o angélico Tomás irá de triunfo, em triunfo, crescendo em virtude e ciência, até tornar-se o grande luzeiro teológico e o incomparável santo, que, hoje ainda, o mundo admira e venera.

II – A CIÊNCIA E A VIRTUDE DO SÁBIO

Tomás começou o noviciado e fez a profissão religiosa no ano seguinte, 1214.

Receando novas perseguições da parte da família, os Superiores mandaram-no terminar os estudos no estrangeiro. Foi a Paris e depois para Colonha, onde seguiu os cursos de teologia do famoso dominicano Alberto Magno. Com tal mestre, os progressos do jovem religioso foram imensos, porém ele os conservava escondidos por humildade. Corno falava pouco e fugia de toda discussão, seus condiscípulos julgavam que era falto de inteligência. Apelidaram-no o BOI MUDO, em alusão a sua corpulência. Pouco tempo depois, interrogado pelo professor sobre questões obscuras, Tomás respondeu com tanta segurança e perspicácia que Alberto Magno exclamou perante todos: “Apelidais Tomás de “boi mudo”, pois bem, chegará o dia, em que mugirá tão alto, que tais mugidos ecoarão no mundo inteiro'” Disse a verdade: o “boi mudo” tomou-se o Anjo das Escolas, o Doutor angélico, mestre universal de todos os sábios. O santo teria preferido ficar sempre religioso simples e desconhecido, porém a obediência o obrigou a conquistar os vários graus na célebre universidade de Paris, onde se tomou sucessivamente bacharel, licenciado e Doutor.

Sua incomparável capacidade intelectual obrigou os superiores a deixá-lo lecionar, uns tempos, na universidade, o que fez com tanta superioridade que ultrapassou todos os seus mestres.

Seu nome de Doutor Angélico é o testemunho bastante de seu mérito e da sua ciência. Tomás compôs as obras mais sábias, que se conhecem. A Suma Teológica, escrita pelo santo, marca o ponto culminante, que tinha alcançado o pensamento humano e cristão. É a exposição completa de toda a teologia dogmática e moral do Cristianismo. Cousa admirável! Desde o século XIII nenhum erro surgiu que não fosse previsto por seu espírito, como que profético, e refutado sem réplica até em suas bases. O protestantismo inteiro, com todas as suas modalidades, está de antemão refutado na Suma. A S. Boaventura, que lhe perguntou um dia onde aprendia tantas e tão sublimes cousas, Tomás disse que tudo que sabia o havia aprendido aos pés do crucifixo.

Um dia, em Nápoles, como de costume, orando com fervor diante de seu crucifixo, ele ouviu estas palavras: “Tomás, escreveste bem de mim; qual é a recompensa que queres?”

A resposta foi imediata: Senhor, não quero outra cousa senão a Ti mesmo!

Santo Tomás é chamado Doutor angélico, e de fato, era angélico pela sua pureza, como já o vimos e angélico pela sua doutrina. Morreu com toda a glória de sua virgindade, resultando dos documentos da sua canonização, que a sua confissão geral na hora da morte, foi como a de uma criança de cinco anos.

A sua doutrina é mais que humana; deve ter recebido, diretamente de Deus, uma comunicação da ciência dos anjos. De fato, ouve mais, do que argumenta, e possui mais intuição, do que raciocínio : parece mais anjo, do que homem.

* * *

Esta ciência extraordinária não alterava nunca a doçura e a amabilidade do santo. Descendo das alturas da contemplação, era de convivência sorridente e alegre.

A uma cortesia perfeita, que revelava o descendente de uma raça ilustre, Tomás juntava reserva e dignidade suaves, fugia às relações exteriores, evitava as palavras inúteis. e não se imiscuía, sem necessidade, nas cousas temporais.

Era de uma frugalidade extrema, comia pouco e apenas uma vez por dia, de modo que o seu jejum era perpétuo.

Dormia pouco, e quando a Comunidade, após completas. ia repousar. Tomás passava ainda longo tempo diante do Tabernáculo.

Na idade de 49 anos, havia terminado sua obra genial e sua carreira de santo.

O Papa Gregorio X, tendo convocado um Concílio geral, em Lião, para o ano de 1274, convidou o Santo, em razão de sua ciência e santidade.

Ele foi, mas caiu doente em caminho no Convento dos Cistercienses de Fossanova, onde faleceu santamente, depois de ter predito a sua morte, a 7 de março de 1274.

Tomás foi canonizado em 1323 , e declarado Doutor da Igreja em 1567, pelo Papa Pio V. com o título de Doutor angélico.

III – CONCLUSÃO

Tal é a vida e santidade admiráveis deste gênio tão profundo. Dessa vida fecunda, recolhamos para nossa imitação, o que forma o característico da sua devoção: um amor ardente pela sagrada Eucaristia. O ofício, que compôs sobre o Santíssimo Sacramento, é uma prova palpável deste amor apaixonado e esclarecido. Ordenado sacerdote, parecia no altar, antes um anjo, do que um homem.

Não se podia vê-lo celebrar. sem sentir-se penetrado de devoção. Muitas vezes, regava o altar de lágrimas, e ficava longos momentos como em êxtase diante da Hóstia Santa, contemplando-a com um doce sorriso e olhares enternecidos. A sua devoção à Virgem Santíssima não era menos admirável, como testemunha o seu apreciável Comentário sobre as palavras de Ave-Maria.

A estas duas devoções fundamentais, juntemos a sua atividade. Aproveitava todos os momentos de sua vida, aliás curta, para produzir lima obra capaz de encher várias vidas de homens ativos.

É bem como lhe aplica a Igreja: o sal da terra, pela virtude e a luz do mundo, pela doutrina; um verdadeiro doutor angélico, proclamado por Leão XIII padroeiro especial das escolas superiores católicas.


Fonte: O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais populares. 2ª Edição: Manhumirim: O Lutador, 1952. pp. 118-123. (saiba mais sobre a obra e as postagens)

Liturgia Diária- 06/03/2020

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria, com comemoração das Stas. Perpétua e Felicidade, Mártires – Estação na Basílica dos Doze Apóstolos

Os ordenandos são apresentados aos doze Apóstolos para seguirem o seu exemplo no zelo apostólico. Esta igreja era antigamente cercada por várias piscinas, reunidas por colunatas. Deste dia para a Páscoa faltam ainda 38 dias, circunstâncias que talvez influíssem na escolha do Evangelho. A piscina de Betsaida era uma figura das águas batismais.


Páginas 181 a 185; 1001 e 1002 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 05/03/2020

QUINTA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço in Panisperna

O martírio de S. Lourenço nos exorta à penitência. A alma que tiver pecado morrerá (Epístola), mas se pedir, confiante, como a mulher cananeia (Evangelho), viverá. 


Páginas 178 a 181 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 04/03/2020

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 2ª Classe- Missa Própria, com comemoração de S. Casimiro, Confessor e S. Lúcio I, Papa – Estação em S. Maria Maior

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Os candidatos às Ordens são hoje apresentados ao Bispo, ao povo e a Nossa Senhora (Statio). No Evangelho há uma breve alusão a este fato. Com Moisés e Elias vamos para o monte de Deus. A lei (I Leitura) e a Eucaristia (II Leitura) nos acompanham. Jesus prediz sua morte e sua ressurreição (Evangelho). Façamos a vontade de nosso Pai celestial.

Embora não haja obrigação canônica, é recomendável a abstinência e, a critério, o jejum, nas Têmporas (durante a quaresma: hoje, sexta-feira e sábado).


S. CASIMIRO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Coleta própria e demais orações da Missa “Os Justi” (1)

Nasceu em 1558 em Vilna; era filho de Cassimiro IV, Rei da Polônia e foi eleito Rei da Hungria. Preferiu uma vida de oração e piedade à vida brilhante da côrte, distinguindo-se por sua grande pureza e devoção a Nossa Senhora.


Páginas 172 a 177; 1000 a 1001 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 03/03/2020

TERÇA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Anastásia

Antes de chegar à igreja da estação, no dia de hoje, a procissão passava, em Roma, perto da feira de gado. O barulho que se ouvia e o espetáculo de interesses materiais inspiraram as palavras do Evangelho. Busquemos ao Senhor. Aos pequenos e humildes Ele se manifesta.


Páginas 169 a 172 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 02/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro ad Vincula

Reunidos na igreja do primeiro pastor do rebanho de Jesus Cristo, ouvimos as palavras daquele Pastor a quem ele representava: Deus.

Pelo Batismo entramos no rebanho do Senhor. Cumprindo as nossas promessas batismais, procuremos não nos afastar deste rebanho.


Páginas 165 a 169 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Mês de São José

Compartilhamos o livro Florilégio de São José, disponibilizado virtualmente pelo site Livros Católicos para Download (Alexandria Católica). 

Tendo como base a ladainha de São José, o autor traça um itinerário diário de meditação sobre o tão grande esposo de Maria Santíssima e pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Clique aqui, acesse e leia

Liturgia Diária- I Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João do Latrão

Na basílica do SSmo. Salvador são iniciados os jejuns quaresmais, pois neste dia começava outrora a Quaresma (Secreta). É um dos dias mais importantes do Ano eclesiástico. Com os catecúmenos, reunimo-nos nesta igreja, na qual, 40 dias depois receberemos a comunicação da vida divina. Para renovarmos em nós esta vida, ouvimos na Missa de hoje salutares ensinamentos.

No domingo da Quinquagésima, predisse Jesus a sua Paixão. Aproximando-se de Jerusalém, Tomé convida os outros Apóstolos: Vamos e morramos com Ele. Este convite também nos é dirigido. Morrer ao velho homem é a tarefa de toda a nossa vida, e mais especialmente devemos procurar fazê-lo durante a Quaresma.

Morrer a nós mesmos é vencer o mal que está em nós, e o que nos vem de fora. As Leituras, Epístola e Evangelho, nos ensinam que a mortificação e a abstinência são meios poderosíssimos para alcançarmos a vitória. Sendo difícil a tarefa, pedimos o auxílio de Deus (Oração). E que confiamos nesse auxílio, nós o atestamos fazendo nossas as palavras do Introito, Gradual, Trato, Ofertório e CommunioDeus mesmo nos ouve, nos libertará e nos dará a glória. No princípio da Quaresma nos é prometida a Páscoa.


Páginas 159 a 164 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 08:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 26/02/2020

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em Santa Sabina

Na igreja de Sta. Sabina, do Monte Aventino, começamos os santos jejuns quaresmais (15 anos de indulgência). Façamos penitência e imploremos a misericórdia de Deus. Pela imposição das cinzas recebemos hoje o convite oficial da Igreja, para fazermos penitência: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar”.

A cinza é símbolo de penitência pelos pecados que trouxeram a morte para este mundo. As orações da bênção e imposição das cinzas e as da Missa nos fazem penetrar no espírito da penitência cristã: humilde submissão, unida a uma grande confiança na misericórdia de Deus (Introito, Trato). Enquanto a Epístola nos põe diante dos olhos um exemplo comovente de penitência, o jejum, Jesus Cristo nos ensina no Evangelho que este jejum, deve ser, antes de tudo interior. Se antigamente só os pecadores públicos recebiam as cinzas, mais tarde foi estendida esta prática a todos os fiéis, pois todos devem sentir-se e confessar-se pecadores e fazer penitência.


Páginas 139 a 146 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Imposição das Cinzas e Santa Missa às 08:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 24/02/2020

MISSA DA FÉRIA

4ª Classe- Missa do domingo

[…] é uma preparação próxima para a Quaresma. Por amor da humanidade cega, toma o Salvador, sobre Si, os sofrimentos dela (Evangelho). Por amor de Deus — a Epístola nos ensina qual o verdadeiro — devemos expiar as nossas faltas, fazendo da santa Missa o nosso Calvário e unindo os nossos sofrimentos aos do Filho de Deus. E se na Oração pedimos que o Senhor nos livre de toda adversidade, queremos apenas a isenção dos males que prejudicam a nossa salvação, sabendo que, aos que amam a Deus, todas as coisas cooperam para o seu bem (Rom. 8, 28).


Páginas 130 a 135 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Liturgia Diária- Domingo da Quinquagésima

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria – Estação em São Pedro

Em espírito, nós nos reunimos com toda a santa Igreja junto ao sepulcro do Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro. Como ele, devemo-nos curar da cegueira espiritual e nos convencer de que os sofrimentos do Cristo e também os nossos são necessários para conseguirmos a verdadeira vida.

Este domingo é uma preparação próxima para a Quaresma. Por amor da humanidade cega, toma o Salvador, sobre Si, os sofrimentos dela (Evangelho). Por amor de Deus — a Epístola nos ensina qual o verdadeiro — devemos expiar as nossas faltas, fazendo da santa Missa o nosso Calvário e unindo os nossos sofrimentos aos do Filho de Deus. E se na Oração pedimos que o Senhor nos livre de toda adversidade, queremos apenas a isenção dos males que prejudicam a nossa salvação, sabendo que, aos que amam a Deus, todas as coisas cooperam para o seu bem (Rom. 8, 28).


Páginas 130 a 135 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa Rezada às 08:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana. 


Liturgia Diária- IV Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Cruz de Jerusalém

Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o “dia das rosas”. Os Cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do verão.

Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa em sinal de particular atenção. A santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo róseo dos paramentos. Toda a Missa respira alegria e júbilo. E por que assim? Lembremo-nos que, antigamente, faziam os catecúmenos, neste dia, um juramento solene e eram recebidos no seio da Igreja, representada pela Igreja da “Santa Cruz em Jerusalém”.

Mãe dedicada e amorosa, alegra-se a santa Igreja, ao receber os que serão lavados nas águas batismais (Introito, Epístola). E não menos se alegram os próprios catecúmenos (Gradual, Ofertório e Communio). A maravilhosa multiplicação dos pães, que se repete na santa Missa, nos garante a todos nós, a glória futura. Louvemos e agradeçamos a vontade de Deus (Ofertório). 


Páginas 259 a 264 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 30/03/2019

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Susana

Deus é o. protetor dos inocentes (Leitura), mas pelos méritos que Jesus Cristo ganhou na Cruz, encontram também os pecadores o perdão (Evangelho), contanto que humildemente se arrependam de suas culpas.


Páginas 251 a 258 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 29/03/2019

SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Lourenço in lucina

Aproxima-se sempre mais o dia do Batismo, e para nós, a renovação das graças batismais. Na Leitura, Moisés tira água viva do rochedo, e no Evangelho, promete Jesus a água da vida eterna.

Belíssima ilustração para estas Leituras deu a fonte que se acha perto da igreja estacionai e que, conforme lenda antiga, brotou de repente, para que as suas águas cristalinas servissem ao Batismo de S. Hipólito. No Santo Sacrifício da Missa, Jesus nos ensina e nos comunica aquela água viva e alimento espiritual, a Eucaristia que nos transforma em adoradores de Deus, em espírito (Evangelho e Communio).


Páginas 245 a 251 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 28/03/2019

QUINTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Cosme e São Damião

Na igreja dos Santos Cosme e Damião, ambos médicos,-ouvimos o Médico de nossa alma, Aquele que operou muitos milagres por meio de seus Santos. É Ele quem nos manda observar os mandamentos do Senhor (Communio), e  “em casa de Simão” , isto é, na Igreja, nos restitui a verdadeira vida (Evangelho).


SÃO JOÃO CAPISTRANO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa do dia, com orações próprias

Nasceu na Itália, de pais alemães, e entrou na Ordem de S. Francisco. Viajou pela Itália e pela Alemanha como pregador popular e por toda a parte combateu as heresias com grande energia e ótimos resultados. A sua coragem e a seus conselhos, deve-se a grande vitória que os Cristãos ganharam sobre os turcos, perto de Belgrado em 1456 (Oração). Faleceu nesse mesmo ano.


Páginas 242 a 245; 1025 a 1027 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 27/03/2019

QUARTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em São Xisto

Era hoje o dia do primeiro escrutínio. Nessa ocasião recebiam os catecúmenos os textos dos dez mandamentos da lei de Deus: por isso as Leituras falam das leis divinas. O temor de Deus deve ensinar-nos a observar a sua lei (Leitura), que não deve ser interpretada por nosso próprio coração, como o fizeram os fariseus (Evangelho).


SÃO JOÃO DAMASCENO, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa do dia, com orações próprias

Nasceu em 700 em Damasco e distinguiu-se particularmente por sua defesa ao culto das sagradas imagens. Deus auxiliou e protegeu seu servo (Cânticos e Leitura), e tendo-lhe sido cortada a mão direita, foi milagrosamente curado (Evangelho e Cânticos). Foi elevado à dignidade de Doutor da Igreja por Leão XIII.


Páginas 238 a 242; 1022 a 1025 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 26/03/2019

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em Santa Pudenciana

Santa Pudenciana, uma das “Virgens prudentes”, é representada com uma vasilha de azeite, símbolo de suas boas obras. Em sua casa, mais tarde transformada na igreja da estação de hoje, reunia o Apóstolo S. Pedro os fiéis. Eis porque no Evangelho se fala do poder de ligar e desligar que possuía o primeiro Papa. Na Epístola ou Leitura, a viúva e seus dois filhos representam a Igreja e os fiéis.

Como o azeite proporcionou à viúva os meios para resgatar os filhos, assim o faz na Igreja, o “Ungido” — Cristo, no qual os fiéis encontram a salvação. Na casa de Sta. Pudenciana hoje O encontramos, entre os Cristãos.


Páginas 234 a 238 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 25/03/2019

ANUNCIAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Festa de 1ª Classe – Missa própria com comemoração da féria

Na Oração da festa está lembrado, em poucas palavras, o maior acontecimento da história da humanidade — a Encarnação do Verbo Divino no seio da Virgem Maria. O que o profeta Isaías (Leitura) predisse ao Rei Acaz, realizou-se de maneira maravilhosa naquela humilde casinha de Nazaré (Evangelho). Reverentes, saudamos a Mãe de Deus nos Cânticos, e na Comunhão hospedamos o mesmo Filho de Deus, o Emanuel, que das entranhas da Virgem puríssima havia feito o seu tabernáculo.


SEGUNDA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Marcos

Os candidatos ao Batismo são convidados para o primeiro escrutínio, na quarta-feira. Refere-se toda a Missa à força prodigiosa das águas batismais. Tendo uma fé humilde e obediente na palavra de Deus, seremos purificados e salvos, como Naaman (Epístola). Dos fariseus, duros de coração e orgulhosos, retira-se o Médico divino, e com isto perdem eles a sua salvação (Evangelho). Agradeçamos com os catecúmenos, termos sido escolhidos para o Reino de Deus.


Páginas 1017 a 1021; 230 a 234 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


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Liturgia Diária- III Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço extra muros

Sete vezes eram os catecúmenos submetidos outrora, a exames sobre os conhecimentos que tinham da doutrina e sobre a sua conduta moral. Com o dia de hoje, começava a primeira semana destes “escrutínios”, feitos ordinariamente, às quartas-feiras e aos sábados. Na mesma ocasião eram-lhes feitas salutares admoestações, rezando-se sobre eles os exorcismos para expulsar o demônio (Evangelho).

Hoje os catecúmenos são apresentados a S. Lourenço, seu padroeiro. Com eles, também nós nos preparamos para receber uma vida nova. Não esqueçamos, que, devendo andar como filhos da luz, ao que nos exorta a Epístola, temos que lutar contra o espírito das trevas. E só com Jesus Cristo venceremos, pois Ele é a Luz do mundo, que ilumina a todos os homens. Só Ele podia vencer o espírito das trevas (Evangelho). Nos Cânticos e na Oração, elevamos a nossa alma ao Pai das luzes, que estenderá a Destra de sua Majestade para nos defender. Reunidos na igreja em que assistimos ao Santo Sacrifício, temos diante de nós o exemplo do santo mártir Lourenço, que, como poucos, soube dominar o espírito das trevas. Por sua intercessão seremos purificados de nossos delitos (Secreta), para a celebração do santo Mistério na terra, e para a participação em uma gloriosa Ressurreição.


Páginas 225 a 229 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 23/03/2019

SÁBADO DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação na igreja dos SS. Marcelino e Pedro

Os dois santos Padroeiros, embora não fossem irmãos pelo sangue, o foram na morte, pelo testemunho que deram a Cristo; e sempre foram venerados juntos. De dois pares de irmãos nos falam as Leituras: Jacó é a figura dos catecúmenos chamados para Deus pelo Batismo. O filho pródigo é a imagem dos penitentes que voltam para Deus cheios de arrependimento.


Páginas 218 a 224 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 19/03/2019

SÃO JOSÉ, ESPOSO DA SSMA. VIRGEM MARIA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria – Comemoração da Féria

Como esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus, ele tomou parte intimamente na Redenção. Celebram-se hoje as excelsas virtudes e a santidade que lhe mereceram a predileção de Deus, enquanto a segunda festa visa mais a sua dignidade de Padroeiro da Igreja Universal.

Na santa Missa, depois de o saudarmos com o título de Justo (Introito), imploramos a sua intercessão (Oração), pois Deus ouve as suas orações como ouviu a de Moisés. A esta se referem as palavras da Leitura que são aplicadas a S. José. O Evangelho nos mostra a sua grandeza, chamando-o de Justo, e ao mesmo tempo, nos manifesta a delicadeza de seu pensamento, a sua pureza e a sua fé na palavra de Deus. Embora ornado de tantas virtudes, S. José é modelo de perfeita humildade. Pequeno aos olhos do mundo, foi grande aos olhos de Deus e é grande no Reino dos céus.


Páginas 1009 a 1012 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 18/03/2019

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Clemente

A abside da igreja estacionai é ornada por uma bela cruz em mosaico. Jesus nos fala, no Evangelho, de sua morte na Cruz. Na Leitura, na pessoa de Daniel, ele pede pela cidade de Jerusalém e implora para os homens a piedade de Deus.


SÃO CIRILO DE JERUSALÉM, Bispo, Confessor e Doutor

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

É um dos grandes Doutores da Igreja oriental. Teve muito que sofrer pelos Arianos que conseguiram três vezes fosse ele desterrado. De seus escritos restam-nos as célebres “Catequeses”, instruções para catecúmenos, antes e depois do Batismo no Sábado Santo.


Páginas 197 a 201; 1007 a 1008 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa privada (sem respostas dos fiéis) às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


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Liturgia Diária- II Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria in Dominica

Como no IV. Domingo do Advento, dia que se segue às ordenações do Sábado das Têmporas, assim também neste Domingo não havia outrora Missa própria. Mais tarde, conferindo-se as ordens no sábado pela manhã, foram compostas Missas, dos formulários das Têmporas, para estes Domingos. Os textos, escolhidos para os ordenandos, se dirigem também a nós.

Eis o dia da salvação. É a ideia predominante em toda a Quaresma. Se, em outros tempos, por vezes a esquecemos, importa ao menos aproveitarmos este santo tempo para trabalhar em nossa salvação. E de que modo? Vivendo uma vida agradável a Deus, pois é vontade de Deus que a nossa santificação seja o caminho para a salvação (Epístola). Anima-nos a transfiguração do Cristo, que é um modelo da nossa. As palavras do Evangelho: Escutai-O, respondamos no Ofertório, dispondo-no s a meditar a lei de Deus para conhecer a sua vontade . As Orações e os Cânticos, embora testemunhem as ânsias e tribulações em que se encontra a nossa alma, demonstram, contudo, uma confiança filial no auxílio de Deus.


Páginas 193 a 197 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


APENAS Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 16/03/2019

SÁBADO DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Junto à sepultura de S. Pedro, assistimos às ordenações (durante as Lições da Ante-Missa). S. Pedro, o Moisés do Novo-Testamento, fala nas duas primeiras Lições, e em nome dos outros Apóstolos, no Evangelho. As Lições ainda aludem ao costume de, neste dia, o povo pagar as suas dízimas; e em geral, reparamos o espírito do tempo quaresmal nos textos e orações desta Missa.

Embora não haja obrigação canônica, é recomendável a abstinência e, a critério, o jejum, nas Têmporas (durante a quaresma: hoje, sexta-feira e sábado).


Páginas 185 a 192 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 15/03/2019

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação na Basílica dos Doze Apóstolos

Os ordenandos são apresentados aos doze Apóstolos para seguirem o seu exemplo no zelo apostólico. Esta igreja era antigamente cercada por várias piscinas, reunidas por colunatas. Deste dia para a Páscoa faltam ainda 38 dias, circunstâncias que talvez influíssem na escolha do Evangelho. A piscina de Betsaida era uma figura das águas batismais.


Páginas 181 a 185 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 14/03/2019

QUINTA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço in Panisperna

O martírio de S. Lourenço nos exorta à penitência. A alma que tiver pecado morrerá (Epístola), mas se pedir, confiante, como a mulher cananeia (Evangelho), viverá. 


Páginas 178 a 181 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 13/03/2019

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 2ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria Maior

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Os candidatos às Ordens são hoje apresentados ao Bispo, ao povo e a Nossa Senhora (Statio). No Evangelho há uma breve alusão a este fato. Com Moisés e Elias vamos para o monte de Deus. A lei (I Leitura) e a Eucaristia (II Leitura) nos acompanham. Jesus prediz sua morte e sua ressurreição (Evangelho). Façamos a vontade de nosso Pai celestial.

Embora não haja obrigação canônica, é recomendável a abstinência e, a critério, o jejum, nas Têmporas (durante a quaresma: hoje, sexta-feira e sábado).


Páginas 172 a 177 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 12/03/2019

TERÇA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Anastásia

Antes de chegar à igreja da estação, no dia de hoje, a procissão passava, em Roma, perto da feira de gado. O barulho que se ouvia e o espetáculo de interesses materiais inspiraram as palavras do Evangelho. Busquemos ao Senhor. Aos pequenos e humildes Ele se manifesta.


S. GREGÓRIO MAGNO, Papa, Confessor e Doutor

3ª Classe- Missa do dia, com orações próprias

Nasceu em 540 e foi prefeito imperial da cidade de Roma em 571. Depois de fundar com os seus bens vários mosteiros beneditinos, acabou por fazer-se monge. Em 678 foi enviado a Constantinopla como delegado do Papa e finalmente eleito para o Sumo Pontificado em 590. Apesar de quase sempre doente, desenvolveu grande atividade e energia no governo da Igreja, de sorte que mereceu ser chamado “o Grande”. Particular cuidado teve na organização do culto e do canto sagrado.


Páginas 169 a 172, 1005 a 1006 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 11/03/2019

SEGUNDA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro ad Vincula

Reunidos na igreja do primeiro pastor do rebanho de Jesus Cristo, ouvimos as palavras daquele Pastor a quem ele representava: Deus.

Pelo Batismo entramos no rebanho do Senhor. Cumprindo as nossas promessas batismais, procuremos não nos afastar deste rebanho.


Páginas 165 a 169 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- I Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João do Latrão

Na basílica do SSmo. Salvador são iniciados os jejuns quaresmais, pois neste dia começava outrora a Quaresma (Secreta). É um dos dias mais importantes do Ano eclesiástico.

Com os catecúmenos, reunimo-nos nesta igreja, na qual, 40 dias depois receberemos a comunicação da vida divina. Para renovarmos em nós esta vida, ouvimos na Missa de hoje salutares ensinamentos.

No domingo da Quinquagésima, predisse Jesus a sua Paixão. Aproximando-se de Jerusalém, Tomé convida os outros Apóstolos: Vamos e morramos com Ele. Este convite também nos é dirigido. Morrer ao velho homem é a tarefa de toda a nossa vida, e mais especialmente devemos procurar fazê-lo durante a Quaresma.

Morrer a nós mesmos é vencer o mal que está em nós, e o que nos vem de fora. As Leituras, Epístola e Evangelho, nos ensinam que a mortificação e a abstinência são meios poderosíssimos para alcançarmos a vitória. Sendo difícil a tarefa, pedimos o auxílio de Deus (Oração). E que confiamos nesse auxílio, nós o atestamos fazendo nossas as palavras do Introito, Gradual, Trato, Ofertório e Communio.

Deus mesmo nos ouve, nos libertará e nos dará a glória. No princípio da Quaresma nos é prometida a Páscoa.


Páginas 159 a 164 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 09/03/2019

SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Trifão

A escolha da “Statio” e do Evangelho permite a conclusão de que a Missa foi composta em tempo de calamidade pública em Roma, talvez inundação do Tibre ou alguma peste (10 anos de ind.). Dura e penosa é a jornada no tempo da penitência, mas Jesus Cristo nos ensina e fortalece (Evangelho-Eucaristia).


SANTA FRANCISCA ROMANA, Viúva

3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “Cognovi”

Modelo de esposa e mãe, teve a graça de sempre ver o seu Anjo da guarda (Oração). Depois da morte do marido, entrou nas fileiras das Oblatas da Ordem de S. Bento que ela mesma havia fundado. Foi muito venerada pela santidade de sua vida e pelo dom dos milagres.


Páginas 155 a 158, 1003 a 1004, 894 a 895 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 08/03/2019

SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João e Paulo

DIA DE ABSTINÊNCIA

Os Padroeiros da igreja estacional de hoje se distinguiam por sua caridade exemplar e pelas muitas esmolas que davam. Obras de caridade e esmolas devem acompanhar os nossos jejuns. (10 a. de ind.).

“Amemos ao próximo como a nós mesmos”. Assim cumpriremos a lei do verdadeiro jejum. (Epístola e Evangelho).


SÃO JOÃO DE DEUS, Confessor

3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “Os justi (1)”

Nasceu em Évora (Portugal) e depois de uma vida bastante agitada dedicou-se ao trato dos doentes. Num incêndio salvou um enfermo, saindo também ileso (Oração). Fundou a Congregação que traz o seu nome e que se dedica ao tratamento dos doentes.


Páginas 150 a 154, 1003, 853 a 864 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 07/03/2019

QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em São Jorge

“A oração confiante é ouvida por Deus”, eis o que nos ensina a Missa de hoje. S. Jorge, em cuja igreja nos reunimos, reza conosco (Introito). Rezemos como o rei Ezequias (Leitura) ou como o centurião do Evangelho. A Quaresma é tempo favorável à oração.


SÃO TOMÁS DE AQUINO, Confessor e Doutor

3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “In medio”

O maior teólogo da Igreja nasceu em Roccasecca (Itália). Educado pelos Beneditinos de Monte Cassino entrou na Ordem Dominicana, após vencer forte resistência da parte da família. Autor da “Suma Teológica”, tão profunda quanto clara, uniu a um extenso saber, a piedade e a simplicidade de uma criança. Com razão é, pois, “o Doutor angélico” e o padroeiro das escolas católicas. Havia abandonado as honras e as riquezas do mundo para procurar a verdadeira sabedoria ( Leitura) e assim tornou-se uma luz do mundo (Evangelho). Morreu a caminho de Lião, quando ia para o 2. Concílio naquela cidade.


Páginas 147 a 150, 1002, 859 a 860 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 06/03/2019

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em Santa Sabina

Na igreja de Sta. Sabina, do Monte Aventino, começamos os santos jejuns quaresmais (15 anos de indulgência).

Façamos penitência e imploremos a misericórdia de Deus.

Pela imposição das cinzas recebemos hoje o convite oficial da Igreja, para fazermos penitência: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar”.

A cinza é símbolo de penitência pelos pecados que trouxeram a morte para este mundo. As orações da bênção e imposição das cinzas e as da Missa nos fazem penetrar no espírito da penitência cristã: humilde submissão, unida a uma grande confiança na misericórdia de Deus (Introito, Trato). Enquanto a Epístola nos põe diante dos olhos um exemplo comovente de penitência, o jejum, Jesus Cristo nos ensina no Evangelho que este jejum, deve ser, antes de tudo interior. Se antigamente só os pecadores públicos recebiam as cinzas, mais tarde foi estendida esta prática a todos os fiéis, pois todos devem sentir-se e confessar-se pecadores e fazer penitência.

Comentários sobre o tempo da Quaresma: clique aqui e leia.


Páginas 139 a 146 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Imposição das Cinzas e Santa Missa às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 05/03/2019

MISSA DA FÉRIA

4ª Classe- Missa do domingo

Em espírito, nós nos reunimos com toda a santa Igreja junto ao sepulcro do Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro. Como ele, devemo-nos curar da cegueira espiritual e nos convencer de que os sofrimentos do Cristo e também os nossos são necessários para conseguirmos a verdadeira vida.

Este domingo é uma preparação próxima para a Quaresma. Por amor da humanidade cega, toma o Salvador, sobre Si, os sofrimentos dela (Evangelho). Por amor de Deus — a Epístola nos ensina qual o verdadeiro — devemos expiar as nossas faltas, fazendo da santa Missa o nosso Calvário e unindo os nossos sofrimentos aos do Filho de Deus. E se na Oração pedimos que o Senhor nos livre de toda adversidade, queremos apenas a isenção dos males que prejudicam a nossa salvação, sabendo que, aos que amam a Deus, todas as coisas cooperam para o seu bem (Rom. 8, 28).


Páginas 130 a 135 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Liturgia Diária- 04/03/2019

S. CASIMIRO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (1) com Coleta própria e comemoração de S. Lúcio I, Papa e mártir

Nasceu em 1558 em Vilna; era filho de Cassimiro IV, Rei da Polônia e foi eleito Rei da Hungria. Preferiu uma vida de oração e piedade à vida brilhante da côrte, distinguindo-se por sua grande pureza e devoção a Nossa Senhora.


Liturgia Diária- Domingo da Quinquagésima

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria – Estação em São Pedro

Em espírito, nós nos reunimos com toda a santa Igreja junto ao sepulcro do Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro. Como ele, devemo-nos curar da cegueira espiritual e nos convencer de que os sofrimentos do Cristo e também os nossos são necessários para conseguirmos a verdadeira vida.

Este domingo é uma preparação próxima para a Quaresma. Por amor da humanidade cega, toma o Salvador, sobre Si, os sofrimentos dela (Evangelho). Por amor de Deus — a Epístola nos ensina qual o verdadeiro — devemos expiar as nossas faltas, fazendo da santa Missa o nosso Calvário e unindo os nossos sofrimentos aos do Filho de Deus. E se na Oração pedimos que o Senhor nos livre de toda adversidade, queremos apenas a isenção dos males que prejudicam a nossa salvação, sabendo que, aos que amam a Deus, todas as coisas cooperam para o seu bem (Rom. 8, 28).


Páginas 130 a 135 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana. 


Liturgia Diária- 31/03/2018

SOLENE VIGÍLIA DA RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A liturgia da noite pascal era, noutros tempos, das mais importantes do ano.

Durante a tarde do Sábado Santo, reunia-se a assembleia cristã na igreja de São João de Latrão, para o último escrutínio dos catecúmenos. Depois, à noite, começava a “vigília” ou “velada” pascal, que terminava ao romper da alva, com o batismo solene: submergidos ou sepultados com Cristo nas águas batismais, os neófitos nasciam para a vida da graça, à hora em que o Salvador saíra triunfante do túmulo, ao alvorecer do dia da Páscoa. Seguia-se a missa: toda a comunidade dos fiéis celebrava o sacrifício da Redenção, em ação de graças e na alegria da Ressurreição. 

No século XIII, começou a celebração da vigília pascal a ser antecipada para a manhã de sábado. Foi preciso esperar pela segunda metade do século XX para a ver reposta no seu verdadeiro lugar. Celebra-se a hora que permita começar a missa à meia-noite; mas, por motivos pastorais, podem os bispos autorizá-la desde o crepúsculo ou o pôr do Sol. A ausência de toda a função litúrgica da parte de manhã, sublinha o caráter alitúrgico deste dia inteiramente voltado ao luto, em memória da sepultura de Jesus. É somente em plena noite, à hora em que o Salvador venceu a morte que explode a alegria dos fiéis, empunhando uma vela, que se acendeu na chama do círio pascal, figura d’Aquele que é a luz do mundo. Renovando, nesse momento, as promessas do batismo, renascem todos para uma vida nova com o divino Ressuscitado. A comunhão pascal vai uni-los ainda mais intimamente ao Primogênito de entre os mortos, que os conduzirá consigo para o Pai, nesta “passagem”, cujo aniversário festivamente celebram. 


Páginas 436 a 470 (Vigília e Missa) do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Vigília e Missa Cantada às 22 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

I Leitura (Gn 1, 1-31 e 2, 1-2)


Assim como, pairando sobre as águas do caos primordial, dele fez sair todos os seres, o Espírito de Deus fecunda as águas batismais, das quais surge a nova criação, cujo chefe é Cristo, segundo Adão, o qual, pela Redenção por Ele operada, faz de nós homens novos.


Leitura do Livro do Gênesis.

No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉUS. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.” E assim se fez. Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente.” E assim foi feito. A terra produziu plantas, ervas que contêm semente segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos, e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”. E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para que iluminassem a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: “Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus.” Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. E Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra.” Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quinto dia. Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie.” E assim se fez. Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.” Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia. Assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército. Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho.

II Leitura (Ex 14,24-31 e 15,1)


Libertados do cativeiro do Egito e guiados por Moisés para a Terra Prometida, o povo de Israel atravessa o Mar Vermelho, cujas águas se separam pelo sopro do Senhor. Através das águas do batismo, fecundadas pelo sopro do Espírito divino, a Igreja, novo Israel libertado da escravidão do pecado, marcha, guiada por Cristo, novo moisés, para a pátria eterna dos santos.


Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.” O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.” Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar. Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico:

Cântico (Ex 15: 1-3)

Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei. O Senhor é o herói dos combates. Senhor é o seu nome.

III Leitura (Is 4, 2-6)


A Igreja, lugar da presença divina, é a vinha escolhida do Senhor, em que cresce o “resto santo” dos batizados, lavados na água regeneradora e inscritos na vida eterna, na nova Jerusalém. 


Leitura do profeta Isaías.

Naquele tempo, aquilo que o Senhor fizer crescer será o ornamento e a glória, e o fruto da terra será o orgulho e o ornato daqueles de Israel que foram salvos. O que restar de Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, e todos os que estiverem computados entre os vivos em Jerusalém. Quando o Senhor tiver lavado a imundície das filhas de Sião, e apagado de Jerusalém as manchas de sangue pelo sopro do direito e pelo vento devastador, o Senhor virá estabelecer-se sobre todo o monte Sião e em suas assembleias: de dia como uma nuvem de fumaça, e de noite como um fogo flamejante. Porque sobre todos se estenderá a glória do Senhor, como a cobertura de uma tenda, à guisa de sombra contra o calor do dia, e de refúgio e abrigo contra a procela e a chuva.

Cântico (Is 5, 1,2,7a)

Meu amado possuía uma vinha num outeiro fértil. Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel

IV Leitura (Dt 31, 22-30)


No momento em que o povo da Aliança divina ia entrar, chefiado por Josué, na Terra Prometida, Moisés recorda-lhes os seus graves deveres. Assim a Igreja, para com o novo povo de Deus, o povo da Aliança batismal, em marcha, seguindo a Jesus, novo Josué, para a Jerusalém celeste. 


Leitura do Livro do Deuteronômio.

Naqueles dias:Nesse mesmo dia, Moisés redigiu o cântico e o ensinou aos israelitas. O Senhor deu a Josué, filho de Nun, as seguintes ordens: Mostra-te varonil e corajoso, porque tu introduzirás os israelitas na terra que lhes jurei dar; e estarei contigo. Quando Moisés acabou de escrever todo o texto dessa lei, deu aos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, esta ordem: Tomai este livro da lei e colocai-o ao lado da arca da aliança do Senhor, vosso Deus, para aí servir de testemunho contra ti, porque conheço teu espírito de revolta e sei que tens a cerviz dura. Se hoje, que ainda estou vivo no meio de vós, sois rebeldes ao Senhor, quanto mais o sereis depois de minha morte. Reuni junto de mim todos os anciães de vossas tribos e vossos magistrados: dirigir-lhes-ei estas palavras e tomarei o céu e a terra como testemunhas contra eles. Pois sei que depois de minha morte vos corrompereis certamente e vos desviareis do caminho que vos tracei; sei que virão males sobre vós no decorrer dos tempos, porque fareis o mal aos olhos do Senhor, irritando-o com o vosso proceder. Então pronunciou Moisés até o fim este cântico, em presença da assembléia:

Cântico (Dt 32, 1-4)

Estai atentos, ó céus, eu vou falar. E a terra ouça as palavras de minha boca. Derrame-se como chuva a minha doutrina, espalhe-se como orvalho a minha palavra, como aguaceiro sobre os campos verdejantes, como chuvarada sobre a relva. Porque vou proclamar o nome do Senhor, dar glória ao nosso Deus! Ele é o rochedo, perfeita é a sua obra, justos, todos os seus caminhos; é Deus de lealdade, não de iniqüidade, ele é justo, ele é reto.


MISSA DA NOITE DE PÁSCOA

A Santa Igreja, depois de nos ter feito reviver a graça do batismo, convida-nos a oferecer com ela o santo sacrifício da missa. É a ação de graças dos redimidos: no mistério da celebração eucarística, oferece a Deus o sacrifício do Calvário, em que o Cordeiro pascal, imolado para salvação do mundo, nos obteve a Redenção.

Esta missa canta a alegria da Ressurreição. Entoando o “Glória in Excelsis”, tocam o órgão e os sinos, que se tinham calado desde Quinta-feira Santa. Depois da epístola, sente-se a alegria transbordar, à tríplice entoação do “Alleluia”, cantado pelo celebrante e repetido pela assembleia, seguido logo pelo entusiástico “Confitémini” e salmo “Laudáte”, em que a alegria pascal não conhece limites.


Epístola (Col 3, 1-4)


Epístola breve, mas rica de sentido: afirmação da vida nova e exortação instante à fidelidade cristã. Vivamos como ressuscitados, na radiosa esperança da glória celeste. 


Leitura da Epístola de São Apóstolo aos Colossenses.

Naqueles dias: Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.

Terminada a Epístola o celebrante entoa, elevando a voz gradualmente:

ALELUIA!

ALELUIA!

ALELUIA!

O coro responde no mesmo tom do celebrante e depois continua: 

Salmo 117,1

Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia.

Prossegue-se com o Trato. 

Evangelho (Mt 28, 1-7)


Na aurora do dia de Páscoa, diante do túmulo vazio, um ajo resplandecente de luz anuncia às santas mulheres a Ressurreição do Senhor.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele Tempo: Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse.

 

Liturgia Diária- 30/03/2018

SEXTA-FEIRA SANTA DA PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A função litúrgica, em que a Igreja celebra, à tarde, a Redenção do mundo, devia ser cara a todos os cristãos. Neste dia, o canto solene da Paixão, as grandes orações solenes, em que a Igreja pede confiadamente pela salvação dos homens, a adoração da Cruz e o canto dos impropérios são algo mais que simples ritos emocionantes; são a oração de ação de graças dos resgatados que, em comum, reconsideram diante de Deus tudo o que o mistério da Cruz para eles representa. 


Páginas 407 a 435 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Vigília Eucarística às 12 horas e Ação Litúrgica às 15 horas na Capela São Judas Tadeu. Logo após Via-Sacra nas ruas do Bairro Roosevelt.


LEITURAS

I Leitura (Os 6, 1-6)


Para garantir a nossa salvação é preciso algo mais que um superficial e inconstante regresso a Deus.


Leitura do profeta Oseias.

É isto que diz o Senhor: Vinde, voltemos ao Senhor, ele feriu-nos, ele nos curará; ele causou a ferida, ele a pensará. Dar-nos-á de novo a vida em dois dias; ao terceiro dia levantar-nos-á, e viveremos em sua presença. Apliquemo-nos a conhecer o Senhor; sua vinda é certa como a da aurora; ele virá a nós como a chuva, como a chuva da primavera que irriga a terra. Que te farei, Efraim? Que te farei, Judá? Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho que logo se dissipa. Por isso é que os castiguei pelos profetas, e os matei pelas palavras de minha boca, e meu juízo resplandece como o relâmpago, porque eu quero o amor mais que os sacrifícios, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos.

II Leitura (Ex 12, 1-11)


Eis a instituição da antiga páscoa. Todos os anos, celebravam os Judeus, nesta data, a sua saída do Egito e o fim da sua escravidão, imolando e comendo “o cordeiro da passagem”, memorial daquele cordeio, cujo sangue tinha preservado os seus antepassados, na passagem do anjo exterminador.


Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano. Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer. O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito. E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo. Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem. Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas. Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas. Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo. Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.

Paixão segundo João. (Jo 18: 1-40; 19: 1-42)


Na narrativa de São João, enquadrada como está na celebração da Páscoa dos Judeus, a Paixão aparece-nos como um mistério de salvação, mistério cujo significado é sugerido pelo golpe de lança, que trespassou o peito de Jesus: a morte de jesus deu origem ao nascimento da Igreja, tal como a imolação do cordeiro da antiga páscoa, relativamente ao povo eleito. Jesus vai corajosamente ao encontro da Paixão, sabendo que vai coroar a sua missão. Mostra que é Rei, mas de um reino espiritual, que não é deste mundo. Domina os adversários e sabe que a sua morte vai ser o sinal do seu triunfo e da derrocada de Satanás.


Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João. 

No Getsemani. Prisão de Jesus.

Naquele Tempo: Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos.Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.) Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré. Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes. Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12). Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.) Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu? 

Jesus conduzido a Anás e Caifás. 

Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele. Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.) Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não! Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto? Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.

Jesus diante de Pilatos.

Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti. Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19).
Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?… Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)

Ultrajes e coroação de espinhos

Pilatos mandou então flagelar Jesus. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.

Jesus de novo diante de Pilatos

Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!
Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus. Estas palavras impressionaram Pilatos. Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu. Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador. Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.

Crucifixão

Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.

Seus vestidos deitados à sorte

Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.

Últimos momentos e morte de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.

(Aqui se ajoelha por um tempo.)

Depois da morte de Jesus

Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).

Sepultura

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

 

Liturgia Diária- 29/03/2018

MISSA COMEMORATIVA DA CEIA DO SENHOR, LAVA-PÉS OU MANDATO

Féria de 1ª Classe- Missa Própria

Precisamente no momento em que os inimigos Lhe maquinavam a morte, o Salvador institui um meio de perpetuar o seu sacrifício redentor e de imortalizar a sua presença. Em recordação da Última Ceia, celebra hoje a Igreja o santo Sacrifício, no meio de radiante alegria: ministros com paramentos de festa, canto do Glória ao som do órgão e dos sinos. 

A princípio, há uma só missa em cada Igreja. No dia de aniversário da instituição da Eucaristia, isto tem por fim recordar que h´um só sacerdócio, a quem Jesus confiou o múnus de renovar perpetuamente o seu sacrifício (epístola). Nas orações do cânon da missa, no “Communicantes” e no momento mesmo da consagração, a Igreja evoca, com emoção, a memória de Jesus, ao instituir e celebrar o sacrifício de ação de graças, na véspera da sua Paixão. 


Páginas 396 a 406 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa Cantada às 20 horas na Capela São Judas Tadeu, com adoração do Santíssimo Sacramento após a Missa.


LEITURAS

Epístola (I Cor 11, 20-32)


A descrição que São Paulo nos faz na última Ceia apresenta-se, no contexto, enquadrada entre várias prescrições, concernentes à caridade fraterna. Não foi esse, com efeito, o mandamento novo, que Jesus legou aos seus discípulos, precisamente neste dia? E o sacrifício da missa, realização sacramental (como a Ceia), do sacrifício da Cruz, não é, ele também, fator supremo da unidade cristã?


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: Quando vos reunis, já não é para comer a ceia do Senhor, porquanto, mal vos pondes à mesa, cada um se apressa a tomar sua própria refeição; e enquanto uns têm fome, outros se fartam. Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou menosprezais a Igreja de Deus, e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Devo louvar-vos? Não! Nisto não vos louvo… Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo.

Evangelho (Jo 13, 1-15)


A instituição da Eucaristia foi descrita na epístola. O evangelho transmite-nos a grande lição de caridade fraterna, de que Jesus quis deixar um exemplo inolvidável, curvando-se diante dos discípulos, para lhes lavar os pés. 


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. Durante a ceia, – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!… Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!… Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!… Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.


PARTITURAS E ÁUDIOS

 

Liturgia Diária- 27/03/2018

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Féria de 1ª Classe- Missa Própria

A salvação, a vida e ressurreição dos cristãos encontram-se na cruz do Salvador, como o lembra o introito, num canto cheio de alegria, que abrirá, igualmente, a missa de Quinta-feira Santa. Nas orações, o mesmo pensamento: a celebração dos mistérios da nossa Redenção deve alcançar-nos perdão e cura, renovação da vida sobrenatural e será penhor da eternidade.

A epístola, tirada de Jeremias, anuncia a imolação do Cordeiro e sublinha a inocência de Jesus e a sua serenidade, posta em relevo igualmente na narração da Paixão segundo São Marcos.


Páginas 353 a 364 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Jr 11, 18-20)


Pela sua serenidade no meio das conjuras, que se tramam à sua volta, Jeremias é a figura do Cordeiro inocente, que se deixa imolar, sem um queixume. 


Leitura do profeta Jeremias.

Naqueles dias: Instruído pelo Senhor, eu o desvendei. Vós me fizestes conhecer seus intentos. E eu, qual manso cordeiro conduzido à matança, ignorava as maquinações tramadas contra mim: destruamos a árvore em seu vigor. Arranquemo-la da terra dos vivos, e que seu nome caia no esquecimento. Vós sois, porém, Senhor dos exércitos, justo juiz que sondais os rins e os corações. Serei testemunha da vingança que tomarei deles e a vós confio minha causa.

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 14, 1-72; 15, 1-46)


A narrativa de São Marcos salienta o encarniçamento dos cabecilhas do povo judeu, que buscam a perda de Jesus e, como contraste, a serenidade do Salvador e a liberdade, com que espontaneamente vai ao encontro da morte. Acompanha a morte do Senhor uma série de prodígios, cujo sentido se revela na profissão de fé do centurião: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”. Ao escrever o seu Evangelho, São Marcos tem particularmente em vista os pagãos, aos quais procura inculcar a fé na divindade do Salvador.


Naquele tempo, Jesus, com seus discípulos, dirigiu-se para o lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto vou orar. Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se.
Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. Aba! (Pai!), suplicava ele. Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres. Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora! Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. Voltando, achou-os de novo dormindo, porque seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. Voltando pela terceira vez, disse-lhes: Dormi e descansai. Basta! Veio a hora! O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há de entregar.
Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado.Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: Rabi!, e o beijou.
Lançaram-lhe as mãos e o prenderam. Um dos circunstantes tirou da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e decepou-lhe a orelha. Mas Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Como a um bandido, saístes com espadas e cacetes para prender-me!Entretanto, todos os dias estava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas isso acontece para que se cumpram as Escrituras.Então todos o abandonaram e fugiram. Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho; e prenderam-no. Mas, lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido.  Conduziram Jesus à casa do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os sacerdotes, escribas e anciãos. Pedro o foi seguindo de longe até dentro do pátio. Sentou-se junto do fogo com os servos e aquecia-se. Os sumos sacerdotes e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o condenar à morte, mas não o achavam.Muitos diziam falsos testemunhos contra ele, mas seus depoimentos não concordavam.Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens.Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembléia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece? E unanimemente o julgaram merecedor da morte. Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: Adivinha! Os servos igualmente davam-lhe bofetadas. Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote.
Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. A criada, que o vira, começou a dizer aos circunstantes: Este faz parte do grupo deles. Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: Certamente tu és daqueles, pois és galileu. Então ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. E imediatamente cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, lembrando-se disso, rompeu em soluços. Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim.Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam! Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.
Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem. Havia na prisão um, chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio. O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder. Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus? (Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.) Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás. Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus? Eles tornaram a gritar: Crucifica-o! Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o! Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte.Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar. Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou. Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. [Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).] Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam. Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra. E à hora nona Jesus bradou em alta voz: Elói, Elói, lammá sabactáni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: Ele chama por Elias!
Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Nisto, Jesus deu um grande brado e expirou. (Aqui ajoelha-se e faz-se uma breve pausa). O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: Este homem era realmente o Filho de Deus. Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galileia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. Quando já era tarde – era a Preparação, isto é‚ é a véspera do sábado -, veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada.

 

Liturgia Diária- 26/03/2017

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA 

Féria de 1ª Classe- Missa Própria

A Igreja convida-nos a reviver, em espírito, os últimos dias de vida do Divino Mestre, e os sentimentos que o animaram ao aproximar-se da Paixão.Isaías descreve antecipadamente a atitude do Justo sofredor, que confia a Deus a sua defesa; certo do triunfo, entrega-se aos adversários por amor de seus irmãos. O evangelho mostra-nos Jesus durante uma refeição em Betânia, seis dias antes da Páscoa. Tudo indica o próximo desenlace: o gesto de Maria evoca a sepultura, os sentimentos de Judas fazem prever o crime do traidor, a presença de Lázaro ressuscitado pressagia a ressurreição do Senhor.


Páginas 350 a 353 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Is 50, 5-10)


Profecia impressionante da flagelação. A vários séculos de distância, Isaías descreve o Messias sofredor: consciente da sua missão, seguro do seu triunfo final, abandona-se a Deus, e aceita as presentes humilhações, para salvação dos homens. 


Leitura do profeta Isaías.

Naqueles dias, disse Isaías: O Senhor Deus abriu-me o ouvido e eu não relutei, não me esquivei. Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado. Aquele que me fará justiça aí está. Quem ousará atacar-me? Vamos medir-nos! Quem será meu adversário? Que se apresente! O Senhor Deus vem em meu auxílio: quem ousaria condenar-me? Cairão em frangalhos como um manto velho; a traça os roerá. Que aqueles dentre vós que temem o Senhor ouçam a voz de seu Servo! Que aqueles que caminham no escuro, privados de luz, confiem no nome do Senhor e contem com o seu Deus!

Evangelho (Jo 12, 1-9)


“Ante sex dies paschae”. São João salienta a relação que existe entre a morte de Jesus e a celebração da Páscoa. Dentre os fatos marcantes desta semana de preparação para a Páscoa, notou esta refeição e frisou todos os pormenores, que pressagiam a morte de Jesus.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. Jesus disse: Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis. Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara. Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus. No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando.

Liturgia Diária- II Domingo da Paixão- Domingo de Ramos

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

A narrativa da Paixão foi consignada nos quatro Evangelhos, sendo a de São Mateus que nos é dada a ouvir hoje. Na epístola, São Paulo sublinha as humilhações voluntárias do Senhor, até a ignomínia suprema da morte na Cruz. Por ela resgatou o mundo, e, subindo ao Céu, arrasta consigo todos os homens: os seus sofrimentos são o preço do seu triunfo e da nossa Redenção. Ao mesmo tempo que nos lembra a Paixão do Salvador, a Igreja não deixa de nos inculcar a respectiva lição: se queremos participar da sua ressurreição (coleta), devemos também humilhar-nos, apagar-nos como Ele, que foi ao ponto de participar dos nossos sofrimentos.  


Páginas 326 a 349 do Missal Quotidiano.


Procissão de Ramos e Missa Cantada às 9:30 horas, iniciando na Praça César Lathes e indo até a Capela Nossa Senhora de Lourdes


Evangelho (Mt 21, 1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo: aproximando-se Jesus de Jerusalém, e chegando a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mo. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9).Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus! 

Epístola (Fil 2, 5-11)


“Cristus factus obediens…”. Numa melodia cheia de gravidade e de beleza, a Igreja há de repedir, no final do ofício das trevas do tríduo sagrado, este magnífico texto da Epístola aos Filipenses, em que São Paulo releva, tão energicamente, às humilhações voluntárias de Cristo, condição da sua glória e nossa Redenção.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

Irmãos: Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas  aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.

Paixão segundo São Mateus (Mt 26, 36-75)


Outrora, no Sinai, o sangue da vítimas selou a aliança de Deus com o seu povo; agora, na Cruz, o sangue da Vítima sem mácula – Jesus – vai firmar, entre Deus e os homens, a nova aliança, que os profetas anunciaram. A narrativa de São Mateus salienta a realização das Escrituras; todo o sombrio drama se desenrola conforme o plano divino. Realizam-se as profecias; Jesus é, por conseguinte, o Messias prometido.


Naquele tempo: Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo… Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade! Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores… Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui. Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo. Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Jesus, no entanto, lhe disse: Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim? Depois, voltando-se para a turba, falou: Saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo e não me prendestes. Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram. Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo. Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo. Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus? Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu. A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte! Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu? Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu. Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes. Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte. Ligaram-no e o levaram ao governador Pilatos. Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue. Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros. Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue. Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel; e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito. Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus. Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti? Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa. Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.) Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás! Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado! O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado! Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar. Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber. Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19). Sentaram-se e montaram guarda. Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam: Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz! Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele: Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? – o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias. Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse. Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo. Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus! Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- 24/03/2018

SÁBADO DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria com Comemoração de São Gabriel Arcanjo

A vigília do Domingo de Ramos permaneceu, até o século VIII, sem liturgia própria. As partes cantadas são as da missa do dia anterior.

A epístola, que é a continuação do texto de Jeremias, ontem começado, anuncia os castigos de Deus a quantos tramam a morte do Justo. Estas terríveis ameaças visam os corações endurecidos (“não demos ouvidos a todos esses discursos!”), que se esquivam ao amor redentor. Ao lado das promessas de salvação àqueles que põem a sua confiança e a sua fé em Cristo, a temerosa perspectiva da condenação, para os que d’Ele se afastam. O evangelho é uma antecipação da liturgia do Domingo de Ramos. Mas, segundo a narrativa de São João, a cena da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é seguida de um episódio não menos significativo. Alguns gregos, pagãos, pedem a Filipe que lhes mostre Jesus. A alma de Jesus fica profundamente comovida: antevê as messes vindouras. Chegou a hora em que, “erguido da terra”, atrairá a Si todos os homens.


SÃO GABRIEL ARCANJO

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

São Gabriel foi escolhido por Deus para anunciar aos homens o Mistério da Encarnação. Já antes tinha sido enviado a Daniel para lhe dizer a época em que Cristo havia de nascer, e a Zacarias, quando oferecia o incenso no Templo, para lhe anunciar o nascimento de São João Batista, precursor do Messias. Foi ele também o designado como mensageiro da Anunciação. “Entre todos os anjos, diz S. Bernardo, foi Gabriel o único digno de anunciar a Maria os desígnios de Deus e de ouvir o seu ‘Fiat’. “. A saudação do anjo a Nossa Senhora, tão simples e cheia de sentido, “Ave Maria cheia de graça”, tornou-se a oração familiar e constantemente repetida pelo povo cristão.


Páginas 319 a 324 1013 a 1016 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes


LEITURAS

Leitura (Jr 18, 18-23)


Quem fala nestas páginas não é somente o homem, que geme sob a opressão, e brada ao Senhor; é o Filho de Deus que prevê o aniquilamento dos que se apostam em perdê-lo.


Leitura do profeta Jeremias.

Naqueles dias, disseram entre si Judeus ímpios: Vinde e tramemos uma conspiração contra Jeremias! Por falta de um sacerdote não perecerá a lei, nem pela falta de um sábio, o conselho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras! Senhor, ouvi-me! Escutai o que dizem meus inimigos. É assim que pagam o bem com o mal? Abrem uma cova para atentar-me contra a vida. Lembrai-vos de que ante vós me apresentei a fim de por eles interceder e deles afastar a vossa cólera. Assim, entregai-lhes os filhos à fome e a eles próprios ao fio da espada. Percam suas mulheres os filhos e maridos, morram os homens pela peste, e os jovens caiam sob a espada nos combates. Quando, de súbito, sobre eles lançardes hordas armadas, ouçam-se os clamores partidos de suas casas, já que cavaram uma fossa para prender-me, e armaram laços a meus pés. Vós, porém, Senhor, que bem conheceis suas conspirações de morte contra mim, não lhes perdoeis tal iniqüidade. Que a vossos olhos o seu pecado permaneça indelével e caiam diante de vós. Agi contra eles no dia de vossa cólera. Senhor Deus Nosso.

Evangelho (Jo 12, 10-36)


“Se o grão lançado à terra não morrer, ficará sozinho; se morrer, dará abundantes frutos”. Esta imagem tornou-se familiar; indica todo o sentido e alcance da morte de Cristo. 


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus. No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando. Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel! Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que vem o teu rei montado num filho de jumenta (Zc 9,9). Os seus discípulos a princípio não compreendiam essas coisas, mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito a seu respeito e de que assim lho fizeram. A multidão, pois, que se achava com ele, quando chamara Lázaro do sepulcro e o ressuscitara, aclamava-o. Por isso o povo lhe saía ao encontro, porque tinha ouvido que Jesus fizera aquele milagre. Mas os fariseus disseram entre si: Vede! Nada adiantamos! Reparai que todo mundo corre após ele! Havia alguns gregos entre os que subiram para adorar durante a festa. Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galiléia) e rogaram-lhe: Senhor, quiséramos ver Jesus. Filipe foi e falou com André. Então André e Filipe o disseram ao Senhor. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. Presentemente, a minha alma está perturbada. Mas que direi?… Pai, salva-me desta hora… Mas é exatamente para isso que vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome! Nisto veio do céu uma voz: Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo. Ora, a multidão que ali estava, ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: Um anjo falou-lhe. Jesus disse: Essa voz não veio por mim, mas sim por vossa causa. Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo. E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim. Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer. A multidão respondeu-lhe: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre. Como dizes tu: Importa que o Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem? Respondeu-lhes Jesus: Ainda por pouco tempo a luz estará em vosso meio. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam; e quem caminha nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, e assim vos tornareis filhos da luz. Jesus disse essas coisas, retirou-se e ocultou-se longe deles.

 

Liturgia Diária- 23/03/2018

FESTA DAS SETE DORES DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

Comemoração- Missa de Nossa Senhora das Dores (15/09) com Coleta própria e Comemoração da Féria

 

Por um sentimento de filial devoção, a Igreja, neste tempo da Paixão, associa os sofrimentos da Santíssima Virgem aos do Salvador, pouco antes de celebrar o mistério da nossa Redenção.

A festa das Sete Dores de Nossa Senhora nasceu da piedade cristã, que se compraz em associar a Virgem Maria à paixão de seu Filho. Já no século XI as dores da Virgem Santa eram objeto de devoção particular. No século XIV apareceu o comovente “Stabat Mater” que uma tradição, aliás contestada, atribui ao bem-aventurado Jacopone da Todi. Celebrada com grande solenidade pelos servitas no século XVII, a festa das Sete Dores da Virgem foi estendida por Pio VII a toda a Igreja, em 1814, a fim de lembrar os sofrimentos que ela acabava de atravessar na pessoa do seu chefe, primeiro exilado e cativo, depois solto graças à proteção da Virgem. Pio X, em 1912, fixou-a em 15 de Setembro, oitava da Natividade. A Igreja, ao mesmo tempo que sublinha os sofrimentos de Maria, insiste igualmente no corajoso amor que a levou a tomar parte tão íntima na obra da nossa redenção. Ela é verdadeiramente aquela que, à semelhança de judite perante a tribulação do seu povo, nada deixou de fazer para nos salvar da ruína. Oferecendo seu Filho por nós, tornou-se a Mãe e nós tornamo-nos seus filhos. 


Páginas  1028 1283 a 1289 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 19 horas na Igreja Matriz de Tupaciguara.


LEITURAS

Leitura (Jd 13, 22. 23-25)


Judite libertando o seu povo é uma figura da Virgem Maria. A Igreja toma o elogio de Judite e aplica-o à Virgem.


Leitura do Livro de Judite.

Naqueles dias: adorando o Senhor, disseram todos a Judite: O Senhor te abençoou com o seu poder, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos. Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: Minha filha, tu és bendita do Senhor Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra. Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo! Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus.

Evangelho (Jo 19, 25-27)


Dando Maria por Mãe a São João, Jesus confia-nos todos a ela, e é na própria oferta de seu Filho que se inaugura a sua missão de Mãe junto de nós.


Sequência do Santo Evangelho segundo João 

Naquele tempo: Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

 

Liturgia Diária- 22/03/2018

QUINTA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Toda a missa deste dia é um imenso apelo à misericórdia divina, e, ao mesmo tempo, uma afirmação plena de segurança: este apelo será escutado. No introito e na epístola, a Igreja faz sua a prece do antigo Israel, que apela, não para a justiça – pois se sente culpado e castigado pelos seus pecados – mas para a condição privilegiada, a que Deus elevou o seu povo, e para o amor de que sempre o rodeou. No evangelho propõe-nos a leitura da narrativa da conversão de Madalena, a pecadora, “a quem muito foi perdoado, porque muito amou”. 

A exemplo doa catecúmenos e penitentes de antanho, aprendamos nestes textos, as disposições de espírito com que nos devemos apresentar a Deus, e como deve ser a nossa oração. 


Páginas 312 a 315 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Dn 3, 25. 34-45)


“Para honra do teu nome”. Audácia da Igreja de identificar a sua causa à de Deus. Também nós o fizemos durante toda a Quaresma, e assim foi, também, a audácia dos profetas.


Leitura do profeta Daniel.

Naqueles dias: Azarias, em pé bem no meio do fogo, fez a seguinte oração: Pelo amor de vosso nome, não nos abandoneis para sempre; não destruais de modo algum vossa aliança. Não nos retireis vossa misericórdia em consideração a Abraão, vosso amigo, Isaac, vosso servo, Israel, vosso santo, aos quais prometestes multiplicar sua descendência como as estrelas do céu e a areia que se encontra à beira do mar. Senhor, fomos reduzidos a nada diante das nações, fomos humilhados diante de toda a terra: tudo, devido a nossos pecados! Hoje, já não há príncipe, nem profeta, nem chefe, nem holocausto, nem sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem mesmo um lugar para vos oferecer nossas primícias e encontrar misericórdia. Entretanto, que a contrição de nosso coração e a humilhação de nosso espírito nos permita achar bom acolhimento junto a vós, Senhor, como (se nós nos apresentássemos) com um holocausto de carneiros, de touros e milhares de gordos cordeiros! Que assim possa ser hoje o nosso sacrifício em vossa presença! Que possa (reconciliar-nos) convosco, porque nenhuma confusão existe para aqueles que põem em vós sua confiança. É de todo nosso coração que nós vos seguimos agora, que nós vos reverenciamos, que buscamos vossa face. Não nos confundais; tratai-nos com vossa habitual doçura e com todas as riquezas de vossa misericórdia. Ponde em execução vossos prodígios para nos salvar, Senhor, e cobri vosso nome de glória. Que sejam então confundidos aqueles que maltratam vossos servos, que eles sofram a vergonha de ver a ruína de seu poderio e o aniquilamento de sua força. Assim saberão que sois o Senhor, o Deus único e glorioso sobre toda a superfície da terra.

Evangelho (Lc 7, 36-50)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele Tempo: um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume. Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora. Então Jesus lhe disse: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Fala, Mestre, disse ele. Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais? Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama. E disse a ela: Perdoados te são os pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: Quem é este homem que até perdoa pecados? Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: Tua fé te salvou; vai em paz.

 

Liturgia Diária- 21/03/2018

QUARTA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria com Comemoração de São Bento

Para descrever os sentimentos de Cristo, ao aproximar-se da sua Paixão, a Igreja serve-se do Saltério. Postos nos lábios de Jesus, os cantos das missas desta semana são profundamente comovedores. Estão ali visíveis a angústia e o doloroso queixume, mas ainda mais, a esperança e a ação de graças. Cristo, que nos representa a todos, associa-nos estreitamente à sua prece. São as afirmações de Jesus, relativas à sua divindade que o hão de levar à condenação. As do evangelho deste dia são das mais claras, e os seus adversários bem o compreendem.


SÃO BENTO, Abade

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações da Missa “Os justi” (Comum dos Abades)

Deus suscita em todas as curvas da história grandes figuras de santos para assegurar à sua Igreja o império sobrenatural que, em virtude de missão divina, deve exercer sobre as almas. São Bento nasceu em Núrsia, na Úmbria, cerca de 480. Fez estudos em Roma, mas breve deixou o mundo para se retirar na solidão de Subiaco. Depois de dois anos de vida eremítica numa gruta da montanha, adquiriu tanta fama, que os discípulos se reuniram à sua volta e as grandes famílias de Roma lhe confiaram os filhos para educar. Como abade, organizou a vida monástica em doze pequenos mosteiros, onde os monges, consagrados à procura de Deus, trabalhavam e rezavam. Anos depois, São Bento deixou a região de Subiaco para fundar nos montes de Campânia a grande abadia de Montecassino. Aqui escreveu uma regra em que se conjugam de modo admirável o gênio romano e a sabedoria monástica do oriente cristão. São Bento morreu em 547. É o patriarca dos monges do ocidente; não por ter inaugurado a vida monástica na Europa, mas porque a penetrou do seu espírito, que foi como um fermento novo e renovador na formação da cristandade medieval. Ainda nos nossos dias a influência de São Bento é considerável e não se confina aos meios monásticos.  


Páginas 307 a 311, 1013 867 a 870 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Lev 19: 1, 2; 11-19, 25)


A perfeição moral exigida pela lei de Moisés, tinha uma única razão de ser: “Eu sou o Senhor vosso Deus”. Jesus será mais concreto: “Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste”. Mas Ele mesmo dá os meios de atingir esta perfeição, da qual é o supremo exemplar.


Leitura do Livro dos Levíticos. 

Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés: “Dirás a toda a assembléia de Israel o seguinte: sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo. Não furtareis, não usareis de embustes nem de mentiras uns para com os outros. Não jurareis falso em meu nome, porque profanaríeis o nome de vosso Deus. Eu sou o Senhor. Não oprimirás o teu próximo, e não o despojarás. O salário do teu operário não ficará contigo até o dia seguinte. Não amaldiçoarás um surdo; não porás algo como tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. Não sereis injustos em vossos juízos: não favorecerás o pobre nem terás complacência com o grande; mas segundo a justiça julgarás o teu próximo. Não semearás a difamação no meio de teu povo, nem te apresentarás como testemunha contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. Não odiarás o teu irmão no teu coração. Repreenderás o teu próximo para que não incorras em pecado por sua causa. Não te vingarás; não guardarás rancor contra os filhos de teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Guardareis os meus mandamentos. Não juntarás animais de espécies diferentes. Não semearás no teu campo grãos de espécies diferentes. Não usarás roupas tecidas de duas espécies de fios. No quinto ano comereis de seus frutos para que a árvore continue a produzi-los. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

Evangelho (Jo 10, 22-38)


“Se faço as obras do Pai, ficai sabendo, duma vez para sempre, que o Pai está em Mim e Eu no Pai”. As obras de Jesus falava, já, mas eis que agora nos desvenda todo o segredo. (S. João Crisóstomo)


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão. Os judeus rodearam-no e perguntaram-lhe: Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo, dize-nos claramente. Jesus respondeu-lhes : Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu llhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais? Os judeus responderam-lhe: Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)? Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus?  Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.

Liturgia Diária- 20/03/2018

TERÇA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

A hostilidade dos inimigos de Jesus torna-se cada vez mais clara, e vai crescendo, à sua volta, a agitação. Mas Ele espera “a sua hora”. O triunfo aparente de Satanás é, na realidade, a ruína do pai da mentira e o verdadeiro triunfo de Deus. Daniel, salvo da caverna dos leões, é figura de Cristo, arrancado ao túmulo da morte. “Entrega-nos Daniel”. Dentro em breve, ouviremos a multidão bradar a Pilatos: “entrega-nos Jesus”. Mas Jesus vela e os seus planos de salvação hão de se cumprir. 


Páginas 303 a 307 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Dn 14, 27-42)


O episódio de Daniel entre os leões era familiar aos cristãos dos primeiros séculos; encontra-se reproduzido, muitas vezes, nas catacumbas, como expressão de invencível esperança.


Leitura do profeta Daniel.

Naqueles dias:  Apresentaram os Babilônicos à presença do rei e disseram-lhe: Entrega-nos Daniel; do contrário, nós te mataremos, bem como toda a tua família. Diante da violência com que o ameaçavam, o rei viu-se forçado a entregar-lhes Daniel, que eles jogaram à cova dos leões, onde permaneceu seis dias. Na cova havia sete leões, aos quais davam cotidianamente dois corpos (humanos) e dois carneiros. Porém, daquela vez, nada lhes foi distribuído, a fim de que devorassem Daniel. Ora, o profeta Habacuc vivia naquele tempo na Judeia. Acabava de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele numa panela, para levá-lo aos ceifadores no campo. Mas um anjo do Senhor disse-lhe: Leva esta refeição à Babilônia, a Daniel, que se encontra na cova dos leões. Senhor, disse Habacuc, nunca vi Babilônia, e não conheço essa cova. Então o anjo, segurando-o pelo alto da cabeça, transportou-o pelos cabelos, num fôlego, até Babilônia, em cima da cova. Daniel, Daniel (chamou), toma a refeição que Deus te envia. E Daniel respondeu: Ó Deus, vós pensastes em mim! Vós não abandonastes os que vos amam! Depois disso pôs-se a comer, enquanto o anjo do Senhor transportava de volta Habacuc a seu domicílio. Ao sétimo dia veio o rei chorar Daniel. Ao acercar-se da cova, porém, olhou para dentro e aí avistou Daniel sentado. E bem alto exclamou: Vós sois grande, Senhor, Deus de Daniel. Não existe outro Deus além de vós! Mandou retirá-lo da cova dos leões e lá jogou todos aqueles que haviam tentado eliminá-lo, os quais foram imediatamente devorados, sob seus olhos. Então disse o rei: Que todos os habitantes da terra reverenciem o Deus de Daniel, porque é um salvador que opera sinais e prodígios em toda a terra, e salvou Daniel da cova dos leões.

Evangelho (Jo 7, 1-13)


“A minha hora ainda não chegou”. A sua hora, como o próprio Jesus no-lo disse, é a hora da sua Paixão e morte, em que, expiadas todas as nossas faltas, “será expulso o príncipe deste mundo”.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, Jesus percorria a Galileia, porque não queria deter-se na Judeia, visto que os judeus procuravam tirar-lhe a vida. Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. Seus irmãos disseram-lhe: Parte daqui e vai para a Judeia, a fim de que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Pois quem deseja ser conhecido em público não faz coisa alguma ocultamente. Já que fazes essas obras, revela-te ao mundo. Com efeito, nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele. Disse-lhes Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas para vós a hora é sempre favorável. O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más. Subi vós para a festa. Quanto a mim, eu não irei, porque ainda não chegou o meu tempo. Dito isto, permaneceu na Galiléia.  Mas quando os seus irmãos tinham subido, então subiu também ele à festa, não em público, mas despercebidamente. Buscavam-no os judeus durante a festa e perguntavam: Onde está ele? E na multidão só se discutia a respeito dele. Uns diziam: É homem de bem. Outros, porém, diziam: Não é; ele seduz o povo. Ninguém, contudo, ousava falar dele livremente com medo dos judeus.

 

Liturgia Diária- 19/03/2018

SÃO JOSÉ, Esposo de Maria e Patrono da Santa Igreja

Festa de 1ª Classe- Missa Própria com Comemoração do dia

 

O esposo da Virgem e pai adotivo do Menino jesus, fiel e humilde no cumprimento da bela e delicada missão que Deus lhe confiou, tornou-se modelo de virtudes familiares e das humildes tarefas cotidianas, guardião das almas puras e protetor dos lares cristãos. Seu culto litúrgico é tardio. No século XV fixou-se-lhe a festa a 19 de março, depois de ter sido celebrada em diferentes dias; em 1621 passou a ser celebrada por toda a Igreja como festa de preceito. Pio IX declarou-o padroeiro da Igreja universal em 1847. As antífonas de vésperas e o evangelho da missa são tirados das narrativas evangélicas sobre a infância de Jesus; o essencial do que os evangelistas nos contam sobre São José reduz-se a estes poucos fatos em que o santo aparece profundamente discreto e cheio de fidelidade. A epístola evoca a seu respeito a figura do justo cuja alma, toda voltada para Deus e cumulada de bençãos, se eleva, forte e poderosa, glorificada pelo Senhor e abençoada pelos homens.


Páginas 1009 a 1012 300 a 303 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Eclo 45,1-6)


Aplicando a São José o elogia de Moisés feito pelo Eclesiástico, a liturgia convida-nos a reencontrar nos homens escolhidos por Deus, os caminhos da Providência divina, que prossegue através dos séculos a realização dos seus desígnios para a salvação do mundo.


Leitura do Livro da Sabedoria. 

Amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos santos; tornou-se poderoso e temido por seus inimigos. Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos.

Evangelho (Mt 1, 18-21)


Os grandes desígnios de Deus realizam-se com aquela simplicidade de que esta página do evangelho nos dá comovente testemunho. São José age com retidão do justo dócil a Deus.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus:

Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.

Liturgia Diária- I Domingo da Paixão

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Pai, se for possível, afaste-se de Mim este cálice. Todavia, faça-se a vossa vontade, e não a minha!”.

Os últimos dias, que nos separam da prisão de Jesus, mostram-no constantemente como objeto de ódio de seus inimigos. Mas, que grandeza divina no modo como Ele próprio vai ao encontro da Paixão, senhor dos acontecimentos, dominando os adversários, seguro da “sua hora”, aquele em que, pela obediência ao Pai e pela efusão do sangue, vai realizar-se a Redenção!

“Avançam os estandartes do Rei: é o mistério da Cruz, em que a Vida sofreu a morte, e pela morte restaurou a vida” (hino das vésperas). No limiar destas augustas semanas, a Igreja mostra-nos, em Jesus, a vítima imaculada do sacrifício, que se preparara, e também o vencedor da morte – o príncipe da vida.

Os pensamentos da Igreja vão exclusivamente para Jesus. Ela continua a oferecer a Deus a penitência quaresmal dos fiéis, mas a sua atenção concentra-se na Paixão do Senhor, de quem nos vem a salvação. Isto é particularmente sensível nas partes cantadas das missas desta semana e da Semana Santa. Os textos, em vez de estarem no plural, estão, o mais das vezes, na primeira pessoa do singular; Cristo fala só. Toma sobre si a prece a angústia de todos. Ele é o justo perseguido, que a morte atemoriza, que os pecadores ameaçam, que implora graça e justiça. 


Páginas 295 a 299 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.  


PRÓPRIO DO DIA

Intróito (Salmo 42, 1-2;3)


Cristo encarregou-se da nossa causa e advoga-a junto de Deus.


Fazei-me justiça, Senhor, e apoiai a minha causa contra um povo infiel: livrai-me do homem perverso e enganador, já que sois o meu Deus e a minha fortaleza. Sl. Enviai, Senhor, lá do Céu, a vossa luz e a vossa verdade, para que me conduzam ao vosso monte santo, e à vossa morada -Fazei-me justiça, Senhor. 

Coleta

Dignai-Vos olhar benignamente, Senhor, para o vosso povo, governando-o com a vossa graça, quanto ao corpo, e defendendo-o, com a vossa assistência, quanto à alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Heb 9, 11-15)


Substituindo todos os sacrifícios da antiga Lei, o sacrifício de Cristo é de tal perfeição, que basta para expiar, duma vez para sempre, os nossos pecados e para franquear-nos, de novo, a porta do Céu.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus. 

Irmãos: Veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo), sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna. Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo? Por isso ele é mediador do novo testamento. Pela sua morte expiou os pecados cometidos no decorrer do primeiro testamento, para que os eleitos recebam a herança eterna que lhes foi prometida.

Gradual (Salmo 142, 9.10; 14, 48-49)

Arrancai-me, Senhor, das mãos dos meus inimigos, e ensinai-me a fazer a vossa vontade. Porque Vós sois Quem me salva da fúria do povo, e Quem me exalta sobre aqueles que investem contra mim: arrancai-me-eis das mãos do homem perverso. 

Trato (Salmo 128, 1-4)

Muitas vezes me têm combatido desde a minha juventude. Israel que o diga: muitas vezes me combateram, desde a minha juventude. Todavia, nada puderam comigo os pecadores, que se atiravam às minhas costas. Alongaram os seus sulcos fundos, mas Deus, que é justo, abaterá a cerviz dos pecadores.

Evangelho (Jo 8, 46-59)


Jesus afirma a sua divindade cada vez com mais insistência. É isso mesmo que os seus inimigos Lhe censuram e que Lhe merecerá a condenação. Mas aqueles que acolherem as suas palavras, como enviado e Deus, segui-Lo-ão na vida eterna.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão dos judeus: Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus. Responderam então os judeus: Não dizemos com razão que és samaritano, e que estás possesso de um demônio? Respondeu-lhes Jesus: Eu não estou possesso de demônio, mas honro a meu Pai. Vós, porém, me ultrajais! Não busco a minha glória. Há quem a busque e ele fará justiça. Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte. Disseram-lhe os judeus: Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte… És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu… e os profetas também. Quem pretendes ser? Respondeu Jesus: Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria. Os judeus lhe disseram: Não tens ainda cinqüenta anos e viste Abraão!… Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou. A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.

Ofertório (Salmo 110, 1; 118, 17. 107)

Louvar-Vos-ei, Senhor, com toda a minha alma. Abençoai o vosso servo. Viverei e porei prática a vossa palavra. Dai-me a vida, segundo a  vossa palavra, Senhor.

Secreta

Fazei, Senhor, que estes dons nos libertem dos laços da nossa maldade, e nos alcancem a graça da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (I Cor 11, 24-25)

Isto é o meu corpo, que será entregue por vós. Este é o cálice do Novo Testamento, fundado no meu sangue, diz o Senhor. Todas as vezes que o receberdes, fazei isto em memória de mim.

Pós-Comunhão

Assisti-nos, Senhor, e defendei, com a vossa eterna proteção, aqueles que reanimastes com estes santos mistérios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- 17/03/2018

 SÁBADO DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria com Comemoração de São Patrício

“Sitientes”, sede das águas vivas da graça. O introito, cuja primeira palavra deu o nome a este sábado, traduz ao mesmo tempo a ardente aspiração dos catecúmenos à graça do batismo e a gratuidade do dom de Deus. A epístola recorda a aliança e a incansável solicitude de Deus pelo seu povo. O evangelho resume numa palavra o que Cristo é para os seus: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não caminhará nas trevas, mas verá a luz da vida”.

Missa admirável, que outrora servia de preparação para o batismo. Cristãos desde há muito, a maior parte mesmo desde a infância, apliquemo-nos a compreender melhor a grandeza dos dons de Deus, a fim de lhe sermos mais fiéis. 

É permitido conferir, neste dia, as ordens sacras.


SÃO PATRÍCIO, Bispo e Confessor

Comemoração- Missa Própria do dia com 2ªs orações da Missa “Statuit”, exceto a Coleta

Nasceu cerca de 385, nas Ilhas Britânicas. Sendo muito novo, foi raptado pelos irlandeses e vendido como escravo. Seis anos depois fugiu para o continente, fez-se monge e recebeu as ordens sagradas, para mais tarde pregar o evangelho na Irlanda. Durante os trinta anos de seu apostolado cobriu a ilha de igrejas e mosteiros. Em 444 fundou a igreja metropolitana de Armagh. Morreu em 461. Hoje, depois de 15 séculos, é considerado pelos irlandeses como seu pai na fé. O dia 17 de março, data de sua morte, é para eles festa de preceito e festa nacional. 


Páginas 289 a 293, 1006 a 1007852 do Missal Quotidiano (Dom Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Leitura (Is 49, 8-15)


O regresso dos exilados é o progressivo agrupamento do povo de Deus nas ubérrimas pastagens da sua Igreja. Os dias de salvação, anunciados por Isaías, são ainda atuais para nós.


Leitura do profeta Isaías.

Eis o que diz o Senhor: no tempo da graça eu te atenderei, no dia da salvação eu te socorrerei, (Eu te formei e designei para fazer a aliança com os povos), para restaurar o país e distribuir as heranças devastadas, para dizer aos prisioneiros: Saí! E àqueles que mergulham nas trevas: Vinde à luz! Ao longo de todo o trajeto terão o que comer. Sobre todas as dunas encontrarão seu alimento. Não sentirão fome nem sede; o vento quente e o sol não os castigarão, porque aquele que tem piedade deles os guiará e os conduzirá às fontes. Tornar-lhes-ei acessíveis todas as montanhas, e caminhos atingirão as alturas. Ei-los que vêm de longe, ei-los do norte e do poente, e outros da terra dos sienitas. Cantai, ó céus; terra, exulta de alegria; montanhas, prorrompei em aclamações! Porque o Senhor consolou seu povo, comoveu-se e teve piedade dos seus na aflição. Sião dizia: O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me. Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca.

Evangelho (Jo 8, 12-20)


na noite de Páscoa, a aclamação do “Lumen Christi” dirá a nossa alegria de possuir a Cristo, luz do mundo, luz da nossa vida.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, falou Jesus às turbas dos judeus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. A isso, eles lhe disseram: Tu dás testemunho de ti mesmo; teu testemunho não é digno de fé. Respondeu-lhes Jesus: Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é digno de fé, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou. Vós julgais segundo a aparência; eu não julgo ninguém. E, se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou. Ora, na vossa lei está escrito: O testemunho de duas pessoas é digno de fé (Dt 19,15). Eu dou testemunho de mim mesmo; e meu Pai, que me enviou, o dá também. Perguntaram-lhe: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não conheceis nem a mim nem a meu Pai; se me conhecêsseis, certamente conheceríeis também a meu Pai. Estas palavras proferiu Jesus ensinando no templo, junto aos cofres de esmola. Mas ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora.

 

Liturgia Diária- 16/03/2018

SEXTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

Hoje, como ontem, a epístola e o evangelho falam duma dupla ressurreição, imagem daquela que deve operar-se na alma dos catecúmenos, pelo batismo; imagem, igualmente, da nossa própria ressurreição, pois que a celebração do mistério da Redenção vem, todos os anos, purificar-nos e dar-nos novo estimulo na prática das promessas batismais.

As súplicas de Elias, para conseguir o milagre, opõem-se à simples ordem de Cristo, porquanto o Filho de Deus “é a própria ressurreição e a vida”. É por ocasião do milagre da ressurreição de Lázaro, realizado quase às portas de Jerusalém, na presença de numerosas testemunhas, que Jesus se afirma, com mais clareza, não somente o Senhor da vida natural, mas também o autor duma vida sobrenatural e eterna, que n’Ele tem a sua origem.


Páginas 283 a 289 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Leitura (II Reis 17, 17-24)


As cenas de ressurreição multiplicam-se ao aproximar-se a Páscoa. Anunciam, a um tempo, o triunfo de Cristo sobre a morte e a passagem do pecado à vida da graça.


Leitura do Segundo Livro dos Reis.

Naqueles dias: Algum tempo depois, o filho desta mulher, dona da casa, adoeceu, e seu mal era tão grave que já não respirava. A mulher disse a Elias: Que há entre nós dois, homem de Deus? Vieste, pois, à minha casa para lembrarme os meus pecados e matar o meu filho? Dá-me o teu filho, respondeu-lhe Elias. Ele tomou-o dos braços de sua mãe e levou-o ao quarto de cima onde dormia e deitou-o em seu leito. Em seguida, orou ao Senhor, dizendo: Senhor, meu Deus, até a uma viúva, que me hospeda, quereis afligir, matando-lhe o filho? Estendeu-se em seguida sobre o menino por três vezes, invocando de novo o Senhor: Senhor, meu Deus, rogo-vos que a alma deste menino volte a ele. O Senhor ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida. Elias tomou o menino, desceu do quarto superior ao interior da casa e entregou-o à mãe, dizendo: Vê: teu filho vive. A mulher exclamou: Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra de Deus está verdadeiramente em teus lábios.

Evangelho (Jo 11, 1-45)


Jesus está a poucos dias da sua prisão e morte. É nas vésperas deste combate decisivo, em que vai aniquilar a própria morte, que opera a ressurreição de Lázaro.


Naquele tempo, Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus. Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro. Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá? Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu.  Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele. À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá. Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto? Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama. Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.) Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava! Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse? Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí… Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

 

Liturgia Diária- 15/03/2018

QUINTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

A epístola e o evangelho anunciam a Ressurreição pascal. Duas viúvas choram a morte de seus filhos; o profeta Eliseu ressuscita o filho único da Sunamita; Jesus, o da viúva de Naim. Semelhança de situações e, sobretudo, semelhança de sinais, escolhidos pela Igreja no Antigo e Novo Testamento, para nos fazer compreender o mistério da renovação espiritual e da ressurreição das almas, que vai celebrar na Páscoa.

Sente a Igreja todos os anos a alegria de ver numerosos filhos seus renascer para a vida da graça, por meio da confissão.


Páginas 280 a 283 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


LEITURAS

Epístola (I Reis 4, 25-38)


Eliseu, debruçando-se sobre a criança morta, para lhe restituir a vida, é imagem de Cristo, partilhando a nossa humana condição de mortais, para nos ressuscitar com Ele.


Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias: Uma mulher de Sunam partiu e chegou aonde estava o Eliseu, no monte Carmelo. Eliseu, vendo-a de longe, disse ao seu servo Giezi: Aí vem a sunamita; corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe se ela vai bem, como vai o seu marido e o seu filho. Ela respondeu: Tudo vai bem. Mas chegando junto do homem de Deus na montanha, pegou-lhe os pés. Giezi aproximou-se para afastá-la, mas o homem de Deus disse-lhe: Deixa-a; sua alma está cheia de amargura e o Senhor me oculta o motivo, nada me revelou. A mulher disse: Pedi eu porventura um filho ao meu senhor? Não te disse que não zombasses de mim? Eliseu disse a Giezi: Põe o teu cinto, toma na mão o meu bastão e parte. Se encontrares alguém, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas. Porás o meu bastão no rosto do menino. A mãe do menino exclamou: Por Deus e pela tua vida, não te deixarei! Então Eliseu seguiu-a. Entretanto, Giezi, que os tinha precedido, pôs o bastão no rosto do menino; mas não houve voz, nem sinal de vida. Ele voltou a Eliseu e disse-lhe: O menino não despertou. Eliseu entrou na casa, onde estava o menino morto em cima da cama. Entrou, fechou a porta atrás de si e do morto, e orou ao Senhor. Depois, subiu à cama, deitou-se em cima do menino, colocou seus olhos sobre os olhos dele, suas mãos sobre as mãos dele, e enquanto estava assim estendido, o corpo do menino aqueceu-se. Eliseu levantou-se, deu algumas voltas pelo quarto, tornou a subir e estendeu-se sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. Eliseu chamou Giezi e disse-lhe: Chama a sunamita; o que ele fez. Ela entrou e Eliseu disse-lhe: Toma o teu filho. Então ela veio e lançou-se aos pés de Eliseu, prostrando-se por terra. Em seguida tomou o filho e saiu. Quando Eliseu voltou a Gálgala, a fome devastava a terra. Estando os filhos dos profetas sentados diante dele, disse ao seu servo: Toma uma panela grande e prepara uma sopa para os filhos dos profetas.

Evangelho (Lc 7, 11-16)


“Se todos têm olhos para verificar a ressurreição dum morto, como no caso da viúva de Naím, nem todos os têm para ver as ressurreições dos mortos espiritualmente. Para isso, é preciso estar espiritualmente ressuscitado” (Santo Agostinho, em matinas).

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo. Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores! E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te. Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo.

 

Liturgia Diária- 14/03/2018

QUARTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

Esta quarta-feira chamava-se, outrora, “o dia do grande escrutínio”, porquanto era reservada ao exame que decidiria da admissão dos catecúmenos ao batismo. A reunião estacional tinha lugar em São Paulo “extra muros”, magnífica basílica da via ostiense. Depois do canto do introito, que descreve maravilhosamente a transformação, que o Senhor deve operar nas almas, os catecúmenos eram exorcizados e recebiam a imposição das mãos. Depois das leituras de Ezequiel e Isaías, que falam também daquela transformação lia-se o princípio dos quatro Evangelhos, e explicava-se o Credo e o Pai-nosso. Os Evangelhos, o Credo e o Pai-nosso são, com efeito, os elementos essenciais da Revelação Cristã. 

O evangelho da missa refere-se à cura do cego de nascimento, e ao acolhimento que Jesus lhe fez, depois de o expulsarem da sinagoga. É mais um símbolo do batismo, que derrama nas almas a luz sobrenatural da fé. 


Páginas 273 a 279 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt).


LEITURAS

Leitura (Ez 36, 23-28)


Pelo batismo, Deus adquire um povo novo, congregado de todas as partes, e como que recriado por Ele e transformado, interiormente, por uma mudança radical de vida. 


Leitura do profeta Ezequiel.

Isto diz o Senhor Deus: Quero manifestar a santidade do meu augusto nome que aviltastes, profanando-o entre as nações pagãs, a fim de que conheçam que eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Javé -, quando sob seus olhares eu houver manifestado a minha santidade por meu proceder em relação a vós. Eu vos retirarei do meio das nações, eu vos reunirei de todos os lugares, e vos conduzirei ao vosso solo. Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos. Habitareis a terra de que fiz presente a vossos pais; sereis meu povo, e serei vosso Deus.

Epístola (Is 1, 16-19)


O batismo supõe a conversão sincera, e, da parte de Deus, é o perdão completo e a porta da amizade divina. 


Leitura do profeta Isaías.

É isto que diz o Senhor Deus: lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra;

Evangelho (Jo 9, 1-38)


Para um homem cego de nascimento, ver é o começo duma vida nova, aberta à luz. Este milagre é o símbolo do renascimento batismal na água e no Espírito Santo, princípio de vida nova, inteiramente iluminada pela fé em Jesus.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, caminhando, viu Jesus um cego de nascença. Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus. Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava? Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo.  Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos? Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei. Levaram então o que fora cego aos fariseus. Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo. Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles. Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele. Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais. E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê? Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique. Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo. Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho. Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador. Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei… Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo. Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos? Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?… Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é. Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos. Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada. Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?… E expulsaram-no. Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem? Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele? Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo! Creio, Senhor, disse ele. (Aqui todos se ajoelham) E, prostrando-se, o adorou.

 

Liturgia Diária- 13/03/2018

TERÇA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 4ª Classe- Missa Própria

Novo Moisés, Jesus é o legislador e salvador do seu povo. Transmite ensinamentos, que vêm de Deus, e legisla como quem tem autoridade. A despeito das resistências, procede como chefe e leva a diante sua obra. Abona-se da autoridade de Moisés, e , como ele e ainda mais do que ele, da autoridade de Deus, que o enviou. Escapa aos seus adversários, que nada podem contra Ele, até que chegue a hora, em que o Mediador e Intercessor todo poderoso se entregue espontaneamente, oferecendo a vida pela salvação dos homens.


Páginas 268 a 272 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre).


 Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Ex 32, 7-14)


A oração de Moisés acalma a cólera divina; a de Jesus, na cruz, obtém o perdão de Deus para todos os homens.


Leitura do Livro de Êxodo.

Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés: “Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação.” Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo. Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.” E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.

Evangelho (Jo 7, 14-31)


Assediado pelos adversários, Jesus confunde-os. Subjuga-os com a grandeza da sua missão e da sua pessoa. Ninguém ousa lançar-lhe a mão, e muitos creem em sua palavra.


Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e pôs-se a ensinar. Os judeus se admiravam e diziam: Este homem não fez estudos. Donde lhe vem, pois, este conhecimento das Escrituras? Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser cumprir a vontade de Deus, distinguirá se a minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo. Quem fala por própria autoridade busca a própria glória, mas quem procura a glória de quem o enviou é digno de fé e nele não há impostura alguma. Acaso não foi Moisés quem vos deu a lei? No entanto, ninguém de vós cumpre a lei!… Por que procurais tirar-me a vida? Respondeu o povo: Tens um demônio! Quem procura tirar-te a vida? Replicou Jesus: Fiz uma só obra, e todos vós vos maravilhais! Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não é de Moisés, mas dos patriarcas), e até no sábado circuncidais um homem! Se um homem recebe a circuncisão em dia de sábado, e isso sem violar a Lei de Moisés, por que vos indignais comigo, que tenho curado um homem em todo o seu corpo em dia de sábado? Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a justiça. Algumas das pessoas de Jerusalém diziam: Não é este aquele a quem procuram tirar a vida? Todavia, ei-lo que fala em público e não lhe dizem coisa alguma. Porventura reconheceram de fato as autoridades que ele é o Cristo? Mas este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja. Enquanto ensinava no templo, Jesus exclamou: Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!… Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis. Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou. Procuraram prendê-lo, mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora. Muitos do povo, porém, creram nele e perguntavam: Quando vier o Cristo, fará mais milagres do que este faz?

 

Liturgia Diária- 12/03/2018

SEGUNDA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria, com Comemoração de São Gregório Magno

O paralelismo entre a epístola e o evangelho refere-se, hoje, ao Templo de Salomão. A história do célebre julgamento de Salomão, recorda o prestígio de que gozava, entre o povo de Israel, a memória do grande rei, a quem se devia a construção do Templo. Por contraste, as palavras audaciosas de Jesus, deixam entender que o verdeiro objeto do culto é Ele mesmo, e que o culto prestado no Templo era apenas uma prefiguração.

Prosseguindo a sua doutrinação, a liturgia emprenha-se, mais uma vez, em mostrar que as personagens e toda a história do Antigo Testamento, mais não foram que preparação e anúncio daquilo que Cristo e a sua Igreja deveriam realizar, quando chegasse a plenitude dos tempos.


SÃO GREGÓRIO MAGNO, Papa, Confessor e Doutor

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Depois de ter sido senador e prefeito de Roma, e mais tarde monge, abade e cardeal, São Gregório governou a Igreja como papa de 590 a 604. A Inglaterra deve-lhe a conversão ao cristianismo. Teve grande influência na aquisição dos bárbaros para a Igreja, quando, depois das invasões, a Europa se transformou por completo. Ao mesmo tempo, preocupava-se com a santidade do clero e com a manutenção da disciplina eclesiástica, com os interesses materiais do seu povo e com os interesses espirituais de toda a cristandade. A liturgia deve-lhe bastantes das suas mais belas preces, e o próprio nome de “canto gregoriano” lembra a intervenção do grande papa na elaboração do canto sagrado. Seus comentários sobre a Sagrada Escritura exerceram uma influência considerável sobre o pensamento cristão da Idade Média. É considerado, com Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerônimo, um dos quatro grandes doutores da Igreja latina. Morreu no dia 12 de março de 604 e foi sepultado na basílica de São Pedro. 


Páginas 264 a 268 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (I Rs 3, 16-28)


O julgamento de Salomão prefigura a obra de sabedoria e justiça, que Cristo deve realizar. Anuncia o reinado do Rei pacífico.


Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias: Vieram duas prostitutas apresentar-se ao rei. Uma delas disse: Ouve, meu senhor: Esta mulher e eu habitamos na mesma casa, e eu dei à luz junto dela no mesmo aposento. Três dias depois, deu também ela à luz. Ora, nós vivemos juntas, e não havia nenhum estranho conosco nessa casa, pois somente nós duas estávamos ali. Durante a noite morreu o filho dessa mulher, porque o abafou enquanto dormia. Levantou-se ela então, no meio da noite, e enquanto a tua serva dormia, tomou o meu filho que estava junto de mim e o deitou em seu seio, deixando no meu o seu filho morto. Quando me levantei pela manhã para amamentar o meu filho, encontrei-o morto; mas, examinando-o atentamente à luz, verifiquei que não era o filho que eu dera à luz. É mentira!, replicou a outra mulher, o que está vivo é meu filho; o teu é que morreu. A primeira contestou: Não é assim; o teu filho é o que morreu, o que está vivo é o meu. E assim disputavam diante do rei. O rei disse então: Tu dizes: é o meu filho que está vivo, e o teu é o que morreu; e tu replicas: não é assim; é o teu filho que morreu, e o meu é o que está vivo. Vejamos, continuou o rei; trazei-me uma espada. Trouxeram ao rei uma espada. Cortai pelo meio o menino vivo, disse ele, e dai metade a uma e metade à outra. Mas a mulher, mãe do filho vivo, sentiu suas entranhas enternecerem-se e disse ao rei: Rogo-te, meu senhor, que dês a ela o menino vivo; não o mateis; a outra, porém, dizia: Ele não será nem teu, nem meu; seja dividido! Então o rei pronunciou o seu julgamento: Dai, disse ele, o menino vivo a essa mulher; não o mateis, pois é ela a sua mãe. Todo o Israel, ouvindo o julgamento pronunciado pelo rei, encheu-se de respeito por ele, pois via-se que o inspirava a sabedoria divina para fazer justiça.

Evangelho (Jo 2, 13-25)


Jesus anuncia a sua morte e ressurreição. É Ele o Templo que vai ser destruído, mas que Ele mesmo há de restaurar, em três dias. Esta inesperada evocação revela a alma profunda do Salvador, consciente do mistério da redenção, que deve realizar-se em sua pessoa.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10). Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo? Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?! Mas ele falava do templo do seu corpo. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia. Mas Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos. Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.

 

Liturgia Diária- IV Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Laetare”. É o grito de júbilo, ao chegar o meio da Quaresma, antecipação da alegria pascal, que há de jorrar da Cruz. Em Roma, a estação congregava-se na igreja de Santa Cruz de Jerusalém, escolhida, propositadamente, para cantar as alegrias e as grandezas da nova Jerusalém, a Igreja terrestre e a Cidade celeste. 

No breviário, a Igreja propõe-nos a leitura da história de Moisés, que se resume em dois grandes acontecimentos. Por um lado, Moisés liberta o povo de Deus do cruel cativeiro do Egito, e fá-lo atravessar o Mar Vermelho. É a libertação, o termo da escravatura. Por outro lado, sustenta-o com maná, no deserto, dá-lhe a Lei do Sinai e o conduz para a terra prometida, onde se erguerá, um dia, a Cidade Santa de Jerusalém, à qual todas as tribos se dirigiam anualmente, para cantar a alegria de serem o povo privilegiado, escolhido por Deus.

A missa mostra a realização destas figuras. O verdadeiro Moisés é Cristo, que, tendo-nos libertado da escravidão de Satanás e do pecado, nos faz atravessar as águas do batismo, nos alimenta com a Eucaristia, nos introduz na sua Igreja, a verdadeira Jerusalém e antecipação do Céu, onde os eleitos entoarão, eternamente, o cântico dos resgatados. 

A Igreja sente-se imensamente feliz de possuir estas riquezas, de as ver renovadas incessantemente e de poder comunicá-las. É com este pensamento que, a meio caminho, olhos fitos na Páscoa, a mesma Santa Igreja nos convida a respirar a aragem refrigerante da graça. 

Os paramentos cor-de-rosa, o órgão, as flores do altar, são sinais da sua alegria, que as jubilosas melodias gregorianas vêm, ainda, sublimar. 


Páginas 259 a 264 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Intróito (Isaías 66, 10.11; Salmo 121, 1)

Rejubila, Jerusalém, e vós todos os que a amais, reuni-vos para partilhar do seu júbilo. Regozijai-vos com ela de prazer, vós que tendes vivido na tristeza, porque sereis saciados de consolações abundantes. Sl. Alegrei-me naquilo que me foi dito: Iremos para a casa do Senhor. Glória ao Pai.

Coleta

Concedei, Senhor onipotente, que nós, que somos merecidamente castigados pela nossa má conduta, encontremos refrigério na paz da vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Gl 4, 22-31)


Em linguagem alegórica, em que Agar prefigura a Sinagoga, e Sara, a Igreja, São Paulo dá-nos a interpretação duma célebre do Gênesis (16;21,1-21), demostrando que, na economia da salvação, tudo depende do dom de Deus – “a Promessa”. Os herdeiros desta promessa são os que creem em Jesus, que é a sua realização.


Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos: A Escritura diz que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. O da escrava, filho da natureza; e o da livre, filho da promessa. Nestes fatos há uma alegoria, visto que aquelas mulheres representam as duas alianças: uma, a do monte Sinai, que gera para a escravidão, é Agar. (O monte Sinai está na Arábia.) Corresponde à Jerusalém atual, que é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém lá do alto é livre e esta é a nossa mãe, porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não davas à luz; rejubila e canta, tu que não tinhas dores de parto, pois são mais numerosos os filhos da abandonada do que daquela que tem marido (Is 54,1). Como Isaac, irmãos, vós sois filhos da promessa. Como naquele tempo o filho da natureza perseguia o filho da promessa, o mesmo se dá hoje. Que diz, porém, a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque o filho da escrava não será herdeiro com o filho da livre (Gn 21,10). Pelo que, irmãos, não somos filhos da escrava, mas sim da que é livre.

Gradual (Salmo 121, 1.7)

Alegrei-me com aquilo que me foi dito: Iremos para a casa do Senhor. Haja paz nas tuas muralhas, e abundância nos teus palácios.

Trato (Salmo 124, 1-2)

Aqueles que confiam no Senhor são como a montanha de Sião, porque não vacilará jamais o que habita em Jerusalém. Está cingida de montanhas, e o Senhor vela em volta do seu povo, agora e sempre. 

Evangelho (Jo 6,1-15)


A multiplicação dos pães é anúncio e símbolo da Eucaristia, que é, por excelência, o sacramento pascal, prometido aos batizados. “Os vossos pais comeram o maná, no deserto, e morreram. Eu sou o pão vivo, descido do céu; todo aquele que comer deste pão, viverá eternamente. E o pão, que Eu darei, é a minha carne, para a vida ao mundo”.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, Jesus atravessou o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente? Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.

Ofertório (Salmo 134, 3.6)

Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome um salmo, porque é suave, e fez no Céu e na Terra tudo o que quis.

Secreta

Dignai-Vos olhar, Senhor, com bondade, para este sacrifício, e fazei que nos aproveite ao nosso progresso e à nossa salvação espiritual. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Salmo 121, 3-4)

A Jerusalém, cidade santa, cujas partes formam um todo admirável; lá sobem as tribos do Senhor para louvar o seu nome. 

Pós-comunhão

Concedei-nos, Deus de misericórdia, que celebremos com piedade sincera, e recebamos, de coração pura, aqueles santos mistérios, de que sem cessar nos alimentamos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- 10/03/2018

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 4ª Classe- Missa Própria

Epístola e evangelho põem em evidência o mesmo pensamento: Deus não abandona aqueles que, na angústia, a Ele recorrem com confiança. Em ambos os casos, trata-se duma acusação de adultério, em que o feitiço se volta contra o feiticeiro. Caluniada, a inocente Susana vê a sua confiança recompensada por Deus; culpada, mas arrependida, a mulher adúltera recebe o perdão de seus pecados. Susana, figura de justificação, está sempre no pensamento das primeiras gerações cristãs, que, todavia, se compraziam mais em recordar a proteção divina que a sua inocência. Mais impressionante ainda é esta mesma proteção à mulher adúltera: “Vai, não voltes a pecar”. Em vez de condená-la, a bondade de Jesus convida-a a converter-se de coração.


OS SANTOS QUARENTA MÁRTIRES DE SEBASTE

Comemoração- Missa própria do dia, com 2ªs orações próprias

Durante o reinado do imperador Licínio, em 320, quarenta soldados da guarnição de Sebaste, na Armênia, recusaram sacrificar aos ídolos e foram martirizados por ódio aos cristãos. Conta uma tradição antiga que foram postos nus num tanque gelado. 


Páginas 251 a 258 1004 a 1005 do Missal Quotidiano.


 na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Dn 13, 1-9, 15-17, 19-30 e 33-62)

Leitura do profeta Daniel.

Naqueles dias: Havia um homem chamado Joaquim, que habitava em Babilônia. Tinha desposado uma mulher chamada Suzana, filha de Helcias, de grande beleza, e piedosa, porque havia sido educada segundo a lei de Moisés por pais honestos. Joaquim era sumamente rico. Junto à sua casa havia um pomar. Os judeus reuniam-se freqüentemente em casa dele, porque gozava de uma particular consideradão entre seus compatriotas. Haviam sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo, aos quais se aplicava bem a palavra do Senhor: A iniqüidade surgiu, em Babilônia, de anciãos juízes que passavam por dirigentes do povo. Esses dois personagens freqüentavam a casa de Joaquim, aonde vinham consultá-los todos aqueles queinham litígio. Lá pelo meio-dia, quando toda essa gente tinha ido embora, Suzana vinha passear no jardim de seu marido. Os dois anciãos viam-na portanto todos os dias durante seu passeio, tanto que se apaixonaram por ela e, perdendo a justa noção das coisas, desviaram os olhos para não ver mais o céu e não ter mais presente no espírito a verdadeira regra de comportamento.Enquanto calculavam qual seria o momento propício, eis que Suzana chegou como de costume, com duas
empregadas, e tomou a resolução de banhar-se, pois fazia calor. Lá não havia ninguém, salvo os dois anciãos escondidos, que a espreitavam. Trazei-me, disse ela às duas empregadas, óleo e ungüentos, e fechai as portas do jardim, para eu me banhar. Apenas saíram, os dois homens precipitaram-se em direção de Suzana. As portas do jardim estão fechadas, disseram-lhe, ninguém nos vê. Ardemos de amor por ti. Aceita, e entrega-te a nós. Se recusares, iremos denunciar-te: diremos que havia um jovem contigo, e que foi por isso que fizeste sair tuas servas. Suzana exclamou tristemente: Que angústias me envolvem por todos os lados! Consentir? Eu seria condenada à morte! Recusar? Nem assim eu escaparia de vossas mãos! Não! Prefiro cair, sem culpa alguma, em vossas mãos, do que pecar contra o Senhor. Suzana soltou grandes gritos, e os dois anciãos gritavam também contra ela. E um deles, correndo às portas do jardim, abriu-as. Com essa balbúrdia, os criados precipitaram-se pela porta do fundo para ver o que havia acontecido. Os anciãos se puseram a falar, e os criados enrubesceram, pois jamais nada de semelhante fora dito de Suzana. No dia seguinte, os dois anciãos, cheios de criminosas intenções contra a vida de Suzana, vieram à reunião que se realizava em casa de Joaquim, marido dela. Disseram, diante da assembléia: Mandem buscar Suzana, filha de Helcias, a mulher de Joaquim! Foram-na buscar, e ela chegou com seus pais, seus filhos e os membros de sua família.Os seus choravam, assim como seus amigos. Os dois anciãos levantaram-se à vista de todos, e pousaram a mão sobre sua cabeça, enquanto ela, debulhada em lágrimas, mas com o coração cheio de confiança no Senhor, olhava para o céu. Os anciãos disseram então: Quando passeávamos pelo jardim, ela entrou com duas servas; depois fechou a porta e mandou embora suas acompanhantes. Então, um jovem que se achava escondido ali, aproximou-se e pecou com ela. Nós nos encontrávamos num recanto do jardim. Diante de tal desvergonhamento, corremos para eles e os surpreendemos em flagrante delito. Não pudemos agarrar o homem, porque era mais forte do que nós, e fugiu pela porta aberta. Ela, nós a apanhamos; mas quando a interrogamos para saber quem era o jovem, recusou-se a responder. Somos testemunhas do fato. Confiando nesses homens, que eram anciãos e juízes do povo, condenaram Suzana à morte. Então ela exclamou bem alto: Deus eterno, vós que penetrais os segredos, que conheceis os acontecimentos antes que aconteçam, sabeis que isso é um falso testemunho que levantaram contra mim. Vou morrer, sem nada ter feito do que maldosamente inventaram de mim. Deus ouviu sua oração. Como a levassem para a morte, o Senhor suscitou o espírito íntegro de um adolescente chamado Daniel, que proclamou com vigor: Sou inocente da morte dessa mulher! Todo mundo virou-se para ele: O que significa isso?, perguntaram-lhe. Então, no meio de um círculo que se formava, disse: Israelitas, estais loucos! Eis que condenais uma israelita sem interrogatório, sem conhecer a verdade! Recomeçai o julgamento, porque é um falso testemunho a declaração desses dois homens contra ela. O povo apressou-se em voltar. Os anciãos disseram a Daniel: Vem sentar conosco e esclarece-nos, pois Deus te deu o privilégio da velhice! Separai-os um do outro, exclamou Daniel, e eu os julgarei. Foram separados. Então Daniel chamou o primeiro e disse-lhe: Velho perverso! Eis que agora aparecem os pecados que cometeste outrora em julgamentos injustos, condenando os inocentes e absolvendo os culpados; no entanto, é Deus quem diz: não farás morrer o inocente e o íntegro. Vamos! Se realmente a viste, dize-nos debaixo de qual árvore os viste juntos. -“Debaixo de um lentisco”, respondeu. “Ótimo!, continuou Daniel, eis a mentira, que pagarás com tua cabeça. Eis aqui o anjo do Senhor que, segundo a sentença divina, vai dividir teu corpo pelo meio”. Afastaram o homem. Daniel mandou vir o outro e disse-lhe: Filho de Canaã! Tu não és judeu: foi a beleza que te seduziu, e a concupiscência que te perverteu. Foi assim que sempre fizeste com as filhas de Israel, as quais, por medo, entravam em relação convosco. Mas eis uma filha de Judá que não consentiu no vosso crime. Vamos, dize-me sob qual árvore os surpreendeste em intimidade. Sob um carvalho. Ótimo!, respondeu Daniel, tu também proferiste uma mentira que vai te custar a vida. Eis aqui o anjo do Senhor, que empunha a espada, prestes a serrar-te pelo meio para te fazer perecer. Logo a assembléia se pôs a clamar ruidosamente e a bendizer a Deus por salvar aqueles que nele põem sua esperança. Toda a multidão revoltou-se então contra os dois anciãos os quais, por suas próprias declarações, Daniel provou terem dado falso testemunho. De acordo com a lei de Moisés, aplicaram o tratamento que tinham querido infligir ao seu próximo: foram mortos. Assim, naquele dia, foi poupada uma vida inocente.

Evangelho (Jo 8, 1-11)


“Os acusadores retiram-se sucessivamente. Ficam apenas duas pessoas: a Miséria e a Misericórdia”. (Santo Agostinho, em matinas).


Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo: Dirigiu-se Jesus para o monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Assentou-se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso? Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra. Inclinando-se novamente, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele. Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.

 

Liturgia Diária- 09/03/2018

SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

A epístola e o evangelho destinavam-se, outrora, a preparar os catecúmenos para o batismo. A água, que Moisés fez brotar da rocha, no deserto, para dessedentar o povo, anuncia aquela água misteriosa de que Jesus fala à samaritana, e que dá a vida eterna. Esta água é a graça do batismo, a graça da penitência e dos outros sacramentos – toda a vida nova, que brota de Cristo. Nela encontram os cristãos com que acalmar, para sempre, a sua sede.


SANTA FRANCISCA ROMANA, Viúva

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações da missa “Cognovi”, exceto a Coleta

Santa Francisca foi, no século XV, modelo perfeito de esposa cristã no seio da nobreza romana. Depois de lhe morrer o marido retirou-se do mundo para viver num mosteiro de oblatas por ela fundado, To de’ Spechi, perto do Tibre; observava-se nele a regra de São Bento. Deus favoreceu-a com a presença visível do seu anjo da guarda, com o qual a santa conversava familiarmente (coleta). Morreu em 1440 e foi enterrada na igreja de Santa Maria a Nova, depois chamada de Santa Francisca Romana. 


Páginas 245 a 251, 1003 a 1004 894 a 895 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Num 20, 1-3 e 6-13)


A arte cristã primitiva representava Moisés e São Pedro ao lado do rochedo, figura de Cristo; os dois chefes do povo de Deus fazem jorrar a água viva que jamais se há de estancar.


Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias: Toda a assembléia dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin no primeiro mês. O povo ficou em Cades; ali morreu Maria, que foi sepultada no mesmo lugar. Como não houvesse água para a assembléia, o povo se ajuntou contra Moisés e Aarão, procurou disputar com Moisés e gritou: “Oxalá tivéssemos perecido com nossos irmãos diante do Senhor! Moisés e Aarão deixaram a assembléia e dirigiram-se à entrada da tenda de reunião, onde se prostraram com a face por terra. Apareceu-lhes a glória do Senhor, e o Senhor disse a Moisés: “Toma a tua vara e convoca a assembléia, tu e teu irmão Aarão. Ordenareis ao rochedo, diante de todos, que dê as suas águas; farás brotar a água do rochedo e darás de beber à assembléia e aos seus rebanhos.” Tomou Moisés a vara que estava diante do Senhor, como ele lhe tinha ordenado. Em seguida, tendo Moisés e Aarão convocado a assembléia diante do rochedo, disse-lhes Moisés: “Ouvi, rebeldes: acaso faremos nós brotar água deste rochedo?” Moisés levantou a mão e feriu o rochedo com a sua vara duas vezes; as águas jorraram em abundância, de sorte que beberam, o povo e os animais. Em seguida, disse o Senhor a Moisés e Aarão: “Porque faltastes à confiança em mim para fazer brilhar a minha santidade aos olhos dos israelitas, não introduzireis esta assembléia na terra que lhe destino.” Estas são as as águas de Meribá, onde os israelitas se queixaram do Senhor, e onde este fez resplandecer a sua santidade.

Evangelho (Jo 4, 5-42)


Não nos cansamos de reler esta página do Evangelho, na qual a alma de Jesus se revela plenamente. Vindo saciar-nos a sede, Ele próprio sente fome e sede das almas, que deseja salvar.


Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber. (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.) Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!… (Pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos.) Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva. A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo… donde tens, pois, essa água viva? És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos? Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna. A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la! Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá. A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade. Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!… Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar. Jesus respondeu: Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Jerusalém. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade. Respondeu a mulher: Sei que deve vir o Messias (que se chama Cristo); quando, pois, vier, ele nos fará conhecer todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Sou eu, quem fala contigo. Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: Que perguntas? Ou: Que falas com ela? A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo? Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos lhe pediam: Mestre, come. Mas ele lhes disse: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis. Os discípulos perguntavam uns aos outros: Alguém lhe teria trazido de comer? Disse-lhes Jesus: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses e vem a colheita? Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa. O que ceifa recebe o salário e ajunta fruto para a vida eterna; assim o semeador e o ceifador juntamente se regozijarão. Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa. Enviei-vos a ceifar onde não tendes trabalhado; outros trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos. Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias. Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras. E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo. Passados os dois dias, Jesus partiu para a Galileia

 

Liturgia Diária- 08/03/2018

QUINTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

Quase todos os textos falam da saúde espiritual e física, em alusão à tradição, que atribui a estes mártires a profissão de médicos. O evangelho refere várias curas miraculosas, que foram escolhidas intencionalmente. Na quadra quaresmal, curas e expulsões do demônio testemunham a missão do Salvador: Ele arranca os homens do poder de Satanás e restabelece neles o reino de Deus. A pertença a Deus supõe uma verdadeira conversão do coração e a retidão duma vida, que se empenha na prática dos mandamentos. A epístola no-lo recorda: não basta ir à igreja, é preciso mudar de vida.


SÃO JOÃO DE DEUS, Confessor

Comemoração- Missa própria do dia, com 2ªs orações da Missa “Os justi” (1º), exceto Coleta

São João de Deus era português. Foi primeiro pastor, depois mercador e soldado. Tendo se convertido aos 40 anos, consagrou-se ao cuidado dos alienados, e revelou-se, neste ingrato trabalho, um verdeiro inovador e um santo de sobre-humano heroísmo. Fundou a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros, que tem o seu nome e foi reconhecida oficialmente em 1586. São joão de Deus morreu em Granada, em 1550. Leão XIII o nomeou patrono dos enfermeiros e dos doentes. 


Páginas 242 a 245, 1003 863 a 864 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt).


LEITURAS

Leitura (Jr 7, 1-7)


Seria vã uma Quaresma de jejuns e preces, se não fosse acompanhada da prática dos mandamentos, particularmente da caridade e da justiça com o próximo.


Leitura do profeta Jeremias.

Naqueles dias:  A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: por que repetis continuamente esse provérbio entre os israelitas: os pais comeram uvas verdes, mas são os dentes dos filhos que ficam embotados? Por minha vida – oráculo do Senhor Javé -, não tereis mais ocasião de repetir esse provérbio em Israel. É a mim que pertencem as vidas, a vida do pai e a vida do filho. Ora, é o culpado que morrerá. O homem justo – que procede segundo o direito e a eqüidade, que não participa dos festins das montanhas, que não volve os olhos para os ídolos da casa de Israel, que não desonra a mulher do próximo, e não tem relação com uma mulher durante o tempo de sua impureza, que não oprime ninguém, que restitui o penhor ao seu devedor, que não exerce a rapina, que dá seu pão aos famintos, e cobre com vestimenta o que está nu, que não empresta à taxa usurária e não recebe com juros, que afasta a sua mão da iniqüidade, e julga eqüitativamente entre um homem e outro, que segue os meus preceitos e observa as minhas leis, para proceder com retidão – esse homem é um justo: certamente viverá. Oráculo do Senhor Javé.

Evangelho (Lc 4, 38-44)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela. Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los. Depois do pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava. De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: Tu és o Filho de Deus. Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo. Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse. Mas ele disse-lhes: É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão. E andava pregando nas sinagogas da Galileia.

 

Liturgia Diária- 07/03/2018

QUARTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

Na primitiva Igreja organizavam-se, hoje, as listas dos candidatos ao batismo. Considerados, desde então, catecúmenos, assistem à ante-missa. Daí, os ensinamentos da epístola e do evangelho sobre os preceitos do decálogo. “Se queres possuir a vida eterna, guarda os mandamentos”. Os dez mandamentos continuam a ser a lei fundamental dos cristãos, como foram dos Judeus. Devem guardar-se fielmente, em toda a sua extensão moral, sem aqueles subterfúgios, que Jesus condenava aos fariseus do seu tempo. Para além dos atos exteriores, é a retidão e a nobreza de sentimento que Deus exige, como homenagem perfeita.


SÃO TOMÁS DE AQUINO, Confessor e Doutor

Comemoração- Missa própria do dia, com 2ªs orações da Missa “In Medio”, exceto a Coleta

Tendo sido primeiro confiado, na idade de cinco anos, aos cuidados dos monges beneditinos do Monte Cassino, São Tomás resolveu depois entrar para a Ordem de São Domingos, de que veio a ser a maior glória. Ensinou filosofia e teologia com tanta ciência e tanto brilho, que se tornou um dos mestes mais importantes do pensamento cristão. A sua pureza e o seu gênio valeram-lhe o título de “doutor angélico”. Morreu no dia 7 de março de 1274 e foi canonizado três anos depois. Leão XIII escolheu-o para patrono do ensino católico.


Páginas 238 a 242, 1002 859 a 860 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Ex 20, 12-24)


A lembrança da promulgação da Lei, no cenário impressionante do Sinai, deve incutir-nos um profundo apreço por ela, como os catecúmenos de outrora.


Leitura do Livro do Êxodo.

Assim disse o Senhor Deus: Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.” Diante dos trovões, das chamas, da voz da trombeta e do monte que fumegava, o povo tremia e conservava-se à distância. E disseram a Moisés: “Fala-nos tu mesmo, e te ouviremos; mas não nos fale Deus, para que não morramos.” Moisés respondeu-lhes: “Não temais, porque é para vos provar que Deus veio e para que o seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar”. E o povo conservou-se à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem onde se encontrava Deus. O Senhor disse a Moisés: “Eis o que dirás aos israelitas: vistes que vos falei dos céus. Não fareis deuses de prata, nem deuses de ouro para pôr ao meu lado. Tu me levantarás um altar de terra, sobre o qual oferecerás teus holocaustos e teus sacrifícios pacíficos, tuas ovelhas e teus bois. Em todo lugar onde eu fizer recordar o meu nome, virei a ti para te abençoar.

Evangelho (Mt 15, 1-20)


O decálogo, que Deus confiou a Moisés, é confirmado por Jesus; nada se ab-roga, tudo se aprofunda e completa.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo: Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram: Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer. Jesus respondeu-lhes: E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição? Deus disse: Honra teu pai e tua mãe; aquele que amaldiçoar seu pai ou sua mãe será castigado de morte (Ex 20,12; 21,17). Mas vós dizeis: Aquele que disser a seu pai ou a sua mãe: aquilo com que eu vos poderia assistir, já oferecia Deus, esse já não é obrigado a socorrer de outro modo a seus pais. Assim, por causa de vossa tradição, anulais a palavra de Deus. Hipócritas! É bem de vós que fala o profeta Isaías: Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim. Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens (Is 29,13). Depois, reuniu os assistentes e disse-lhes: Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem. Então se aproximaram dele seus discípulos e disseram-lhe: Sabes que os fariseus se escandalizaram com as palavras que ouviram? Jesus respondeu: Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz. Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala. Tomando então a palavra, Pedro disse: Explica-nos esta parábola. Jesus respondeu: Sois também vós de tão pouca compreensão? Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois é lançado num lugar secreto? Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem. Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem. Comer, porém, sem ter lavado as mãos, isso não mancha o homem.

 

Liturgia Diária- 06/03/2018

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

Os textos da missa falam principalmente de Redenção e misericórdia. Um dedal de azeite, milagrosamente acrescentado pela intervenção de Eliseu, liberta uma pobre viúva da ameaça de um credor sem piedade. É o símbolo da misericórdia do Salvador, cujos méritos infinitos são o resgate dos nossos pecados (epístola). Ninguém é bom como Deus, e ninguém sabe perdoar como Deus perdoa. A clemência dos judeus limitava-se a perdoar sete vezes; Jesus quer que seus discípulos perdoem sempre: “Setenta vezes sete vezes” (evangelho). Beneficiários da infinita misericórdia de Deus, os cristãos têm por obrigação ser, por sua vez, infinitamente bons e prontos em socorrer-se fraternalmente.


SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE, Mártires

Comemoração- Missa própria do dia, com 2ªs orações próprias