Liturgia Diária- 17/08/2020

S. JACINTO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (1)

Natural da Polônia, entrou na ordem de S. Domingos. Tanto bem fez à sua terra natal, que é nomeado como seu padroeiro principal.


Páginas 1236, 861 a 864 do Missal Quotidiano.


Missa às 07:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 78, 11. 12 e 10 | ib., 1 )

Os justi meditábitur sapiéntiam, et lingua ejus loquétur judícium: lex Dei ejus in corde ipsíus. Ps. Noli æmulári in malignántibus; neque zeláveris faciéntes iniquitatem. ℣. Glória Patri. A boca do justo fala a sabedoria e a sua língua profere a equidade. A lei de seu Deus está em seu coração. Sl. Não tenhas ciúmes dos maus, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. ℣. Glória ao Pai.

Coleta

Deus, qui nos beáti Hyacinthi Confessóris tui ánnua solemnitáte lætíficas: concéde propítius; ut, cuius natalítia cólimus, étiam actiónes imitémur. Per D. N. Ó Deus, que nos alegrais com a solenidade anual de S. Jacinto, vosso Confessor, concedei-nos propício que imitemos as ações do Santo cujo natalício celebramos. Por N.S.

Epístola (Eclo 31, 8-11)

Léctio libri Sapiéntiae.

Beátus vir, qui invéntus est sine mácula, et qui post aurum non ábiit, nec sperávit in pecúnia et thesáuris. Quis est hic, et laudábimus eum? Fecit enim mirabília in vita sua. Qui probátus est in illo, et perféctus est, erit illi glória ætérna: qui pótuit tránsgredi, et non est transgréssus: fácere mala, et non fecit: ideo stabilíta sunt bona illius in Dómino, et eleemósynas illíus enarrábit omnis ecclésia sanctórum.

Leitura do Livro da Sabedoria. 

Bem-aventurado o homem que foi encontrado sem mancha, que se não deixou atrair pelo ouro, nem pôs sua esperança no dinheiro ou em riquezas. Quem é este, para nós o louvarmos? Porque fez coisas maravilhosas em sua vida. O que assim foi provado e encontrado perfeito, terá uma glória eterna. Pôde transgredir a lei de Deus, e não a transgrediu; pôde praticar o mal e não o fez. Por isso o bem que fez, se firmou no Senhor, e toda a assembléia dos Santos falará das suas esmolas.

Gradual (Sl 91, 13 e 14; ib. 3 | Tg 1, 12)

Justus ut palma florébit: sicut cedrus Líbani multiplicábitur in domo Dómini. ℣. Ad annuntiándum mane misericórdiam tuam, et veritátem tuam per noctem.

Allelúia, allelúia. ℣. Beátus vir, qui suffert tentatiónem: quóniam, cum probátus fúerit, accípiet corónam vitae. Allelúia. 

O Justo floresce como a palmeira na plenitude da força, como o cedro do Líbano na casa do Senhor. ℣. Para anunciar pela manhã a vossa misericórdia e a vossa fidelidade durante a noite.

Aleluia, aleluia. ℣. Bem-aventurado o homem que suporta a tentação, porque depois que tiver sido provado receberá a coroa da vida. Aleluia. 

Evangelho (Mt 19, 27-29)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthaeum. 

In illo témpore: Dixit Petrus ad Iesum: Ecce, nos relíquimus ómnia, et secúti sumus te: quid ergo erit nobis? Iesus autem dixit illis: Amen, dico vobis, quod vos, qui secuti estis me, in regeneratióne, cum séderit Fílius hóminis in sede maiestátis suæ, sedébitis et vos super sedes duódecim, iudicántes duódecim tribus Israël. Et omnis, qui relíquerit domum, vel fratres, aut soróres, aut patrem, aut matrem, aut uxórem, aut fílios, aut agros, propter nomen meum, céntuplum accípiet, et vitam ætérnam possidébit.

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Pedro a Jesus: Eis que abandonamos tudo e Vos seguimos: que recompensa haverá então para nós? Respondeu-lhe Jesus: Em verdade vos digo, que no dia da regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, assentar-vos-eis em doze tronos, e julgareis as doze tribos de Israel. E todo aquele que deixar a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as terras, por causa de meu Nome, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.

Ofertório (Sl 88,25)

Veritas mea, et misericórdia mea cum ipso: et in nómine meo exaltábitur cornu ejus. Minha fidelidade e minha misericórdia o acompanham e em meu Nome se levantará o seu poder.

Secreta

Laudis tibi, Dómine, hóstias immolámus in tuórum commemoratióne Sanctórum: quibus nos et præséntibus éxui malis confídimus et futúris. Per D.N. Senhor, em memória de vossos Santos, Vos oferecemos estas hóstias de louvor, pelas quais esperamos livrar-nos dos males presentes e futuros. Por N. S.

Prefácio (Comum)

℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.
.
Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos Tibi simper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus: per Christum Dominum nostrum. Per quem majestatem Tuam laudant Angeli, adorant Dominationes, tremunt Potestates, Coeli, Coelorumque Virtutes, ac beata Seraphim socia exultatione concelebrant. Cum quibus et nostras voces, ut admitti, jubeas, supplici confessione dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus…
℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.
.
Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Paí onipotente, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que os Anjos louvam a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as virtudes dos Céus, e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. Às suas vozes, nós Vos rogamos, mandeis que se unam as nossas, quando em humilde confissão Vos dizemos: Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Mt 24, 46-47)

Beátus servus, quem, cum vénerit dóminus, invénerit vigilántem: amen dico vobis, super ómnia bona sua constituet eum. Bem-aventurado o servo a quem o Senhor, quando vier, achar vigilante. Em verdade vos digo, que lhe confiará o governo de todos os seus bens.

Pós-comunhão

Refécti cibo potúque caelésti, Deus noster, te súpplices exorámus: ut, in cujus haec commemoratióne percépimus, ejus muniámur et précibus. Per D. N. Fortalecidos com este alimento e com esta bebida celestiais, humildemente Vos rogamos, ó Deus nosso, que nos defendam as preces do Santo em cuja memória os recebemos.  Por N. S.

* Traduções e comentário principal extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1962). 

Liturgia Diária- 04/08/2020

S. DOMINGOS, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa própria

S. Domingos de Gusmão nasceu na Espanha, em 1170. Para combater a heresia dos Albigenses, fundou a Ordem dos Pregadores “Dominicanos”, Ordem que rapidamente se espalhou em muitos países.


Páginas 1207 a 1209 do Missal Quotidiano.


Missa às 07:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 36, 30-31 | ib., 1 )

Os justi meditábitur sapiéntiam, et lingua ejus loquétur judícium: lex Dei ejus in corde ipsíus. Ps. Noli æmulári in malignántibus; neque zeláveris faciéntes iniquitatem. ℣. Glória Patri. A boca do justo fala a sabedoria e a sua língua profere a equidade. A lei de seu Deus está em seu coração. Sl. Não tenhas ciúmes dos maus, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. ℣. Glória ao Pai.

Coleta

Deus, qui Ecclésiam tuam beáti Domínici Confessóris tui illumináre dignátus es méritis et doctrínis: concéde; ut eius intercessióne temporalibus non destituátur auxíliis, et spirituálibus semper profíciat increméntis. Per D. N. Ó Deus, que Vos dignastes iluminar a vossa Igreja com os méritos e a doutrina de vosso santo Confessor Domingos, concedei, por sua intercessão, que não lhe faltem os auxílios temporais e faça sempre novos progressos espirituais. Por N.S.

Epístola (II Tim 4, 1-8)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Timótheum.

Caríssime: Testíficor coram Deo, et Iesu Christo, qui iudicatúrus est vivos et mórtuos, per advéntum ipsíus et regnum eius: prædica verbum, insta opportúne, importúne: árgue, óbsecra, íncrepa in omni patiéntia, et doctrína. Erit enim tempus, cum sanam doctrínam non sustinébunt, sed ad sua desidéria coacervábunt sibi magístros, pruriéntes áuribus, et a veritáte quidem audítum avértent, ad fábulas autem converténtur. Tu vero vígila, in ómnibus labóra, opus fac Evangelístæ, ministérium tuum ímpie. Sóbrius esto. Ego enim iam délibor, et tempus resolutiónis meæ instat. Bonum certámen certávi, cursum consummávi, fidem servávi. In réliquo repósita est mihi coróna iustítiæ, quam reddet mihi Dóminus in illa die, iustus iudex: non solum autem mihi, sed et iis, qui díligunt advéntum eius.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Caríssimo: Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos por sua vinda e por seu Reino: prega a palavra, insiste, quer agrade, quer desagrade, repreende, suplica, admoesta com toda a paciência e doutrina. Porque virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas multiplicarão para si mestres conforme os seus desejos, levados pela curiosidade de ouvir. E afastarão os ouvidos da verdade para os abrirem às fábulas. Tu, porém, vigia, trabalha em todas as coisas, faze obra de um Evangelista, desempenha o teu ministério. Sê sóbrio. Quanto a mim, já estou para ser crucificado, e o tempo de minha morte se avizinha. Combati o bom combate; terminei a minha carreira: guardei a fé. Resta-me esperar a coroa da justiça que me está reservada, que o Senhor, justo Juiz, me dará nesse dia. E não só a mim, como também àqueles que desejam a sua vinda.

Gradual (Sl 91, 13 e 14; ib. 3 | Os 14, 6)

Justus ut palma florébit: sicut cedrus Líbani multiplicábitur in domo Dómini. ℣. Ad annuntiándum mane misericórdiam tuam, et veritátem tuam per noctem.

Allelúia, allelúia. ℣. Justus germinábit sicut lílium: et florébit in ætérnum ante Dóminum. Allelúia. 

O Justo floresce como a palmeira na plenitude da força, como o cedro do Líbano na casa do Senhor. ℣. Para anunciar pela manhã a vossa misericórdia e a vossa fidelidade durante a noite.

Aleluia, aleluia. ℣. O Justo germina como o lírio e floresce para sempre diante do Senhor. Aleluia. 

Evangelho (Lc 12, 34-40)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Lucam. 

In illo témpore: Dixit Iesus discípulis suis: Sint lumbi vestri præcincti, et lucérnæ ardéntes in mánibus vestris, et vos símiles homínibus exspectántibus dóminum suum, quando revertátur a núptiis: ut, cum vénerit et pulsáverit, conféstim apériant ei. Beáti servi illi, quos, cum vénerit dóminus, invénerit vigilántes: amen, dico vobis, quod præcínget se, et fáciet illos discúmbere, et tránsiens ministrábit illis. Et si vénerit in secúnda vigília, et si in tértia vigília vénerit, et ita invénerit, beáti sunt servi illi. Hoc autem scitóte, quóniam, si sciret paterfamílias, qua hora fur veníret, vigiláret útique, et non síneret pérfodi domum suam. Et vos estóte paráti, quia, qua hora non putátis, Fílius hóminis véniet.

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Estejam cingidos os vossos rins, e em vossas mãos lâmpadas acesas. E sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor quando volta das bodas, para que, quando vier e bater à porta, logo a possam abrir. Bem-aventurados aqueles servos, que o Senhor, ao voltar, achar vigilantes. Em verdade vos digo: ele se cingirá e os fará sentar à mesa, e, passando por entre eles, os servirá. E se vier na segunda vigília, ou se vier na terceira e assim os encontrar, bem-aventurados esses servos! Atendei porém a isto: se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, com certeza haveria de vigiar e, sem dúvida, não deixaria invadir a sua casa. Assim, estai também vós preparados, porque à hora em que não cuidais, virá o Filho do homem.

Ofertório (Sl 88,25)

Veritas mea, et misericórdia mea cum ipso: et in nómine meo exaltábitur cornu ejus. Minha fidelidade e minha misericórdia o acompanham e em meu Nome se levantará o seu poder.

Secreta

Múnera tibi, Dómine, dicáta sanctífica: ut, méritis beáti Domínici Confessóris tui, nobis profíciant ad medélam. Per D.N. Santificai, Senhor, os dons que Vos dedicamos, a fim de que, pelos méritos de vosso santo Confessor Domingos, nos sirvam de remédio. Por N. S.

Prefácio (Comum)

℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.
.
Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos Tibi simper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus: per Christum Dominum nostrum. Per quem majestatem Tuam laudant Angeli, adorant Dominationes, tremunt Potestates, Coeli, Coelorumque Virtutes, ac beata Seraphim socia exultatione concelebrant. Cum quibus et nostras voces, ut admitti, jubeas, supplici confessione dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus…
℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.
.
Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Paí onipotente, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que os Anjos louvam a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as virtudes dos Céus, e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. Às suas vozes, nós Vos rogamos, mandeis que se unam as nossas, quando em humilde confissão Vos dizemos: Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Lc 12, 42)

Fidélis servus et prudens, quem constítuit dóminus super famíliam suam: ut det illis in témpore trítici mensúram. Eis o servo fiel e prudente que o Senhor pôs à frente de sua família, para dar o Pão a todos, a seu tempo.

Pós-comunhão

Concéde, quǽsumus, omnípotens Deus: ut, qui peccatórum nostrórum póndere prémimur, beáti Domínici Confessóris tui patrocínio sublevémur. Per D. N. Nós Vos suplicamos, ó Deus onipotente, concedei que, estando nós oprimidos sob o peso de nossos pecados, sejamos aliviados pela intercessão de S. Domingos, vosso Confessor. Por N. S.

* Traduções e comentário principal extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1962). 

Liturgia Diária- 29/04/2020

SÃO PEDRO DE VERONA, Mártir

Festa de 3ª Classe- Missa “Protexisti”, com orações e Epístola próprias

Nasceu em Verona e entrou na Ordem de S. Domingos. Grande e destemido pregador contra os hereges, foi por estes assassinado.


Páginas 1047 a 1048840 a 843 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Instrução – O Santo e o Sábio – S. Tomás de Aquino

Sto. Tomás é, no dizer dos hagiógrafos, o mais sábio dos Santos e o mais santo dos sábios.

É por isso que a Igreja lhe aplica o Evangelho, no qual o divino Salvador proclama os seus Apóstolos e os seus sucessores o sal da terra e a luz do mundo.

Sal da terra, para preservá-la da corrupção; luz do mundo, para indicar-lhe o caminho da verdade.

O sal simboliza a vida santa, enquanto a luz significa a verdade da doutrina. Dois símbolos, que se aplicam admiravelmente a Santo Tomás. Examinemos;
I –  A vocação e as lutas do Santo.
II – A ciência e a virtude do sábio.

1 – VOCAÇÃO E LUTAS DO SANTO

Santo Tomás nasceu em Rocca-Secca, no reino de Nápoles, em 1225, sendo seu pai o Conde Landolfo de Aquino, irmão do Imperador Frederico II.

Desde a mais tenra infância, o menino demonstrava rara sagacidade de espírito. Na idade de 5 anos sua educação foi confiada aos monges Beneditinos do Monte Casino, cujo Convento se erguia em frente ao Castelo do santo. Ali o pequeno Tomás revelou aplicação constante aos estudos e compreensão sem igual.

Conversava pouco, parecia até taciturno e distraído, como indiferente a tudo o que se passava em redor de si. Na idade de 10 anos frequentou em Nápoles os cursos de belas artes e dialética, continuando também os estudos das ciências físicas, metafísicas e morais.

As mais árduas matérias eram um brinquedo para esta criança, que se fazia notar em todas as aulas pela clareza, a profundeza e o dom da fórmula positiva e adequada, que lhe era peculiar.

O atrativo para a vida religiosa, contemplativa e ativa, em breve o levou até Nápoles, ao Convento dos Dominicanos, em 1243.

Tomás tinha, então, 18 anos. A família, sobretudo a mãe, a Condessa Teodora, apesar de piedosa, tudo fez para desviar o jovem conde daquela resolução. Tornou o caminho de Nápoles para opôr-se à resolução de seu filho, porém, Tomás, avisado da sua. vinda, pediu que o mandassem secretamente à Roma, donde seguiu com destino a Paris.

A Condessa não se deu por vencida, mas recorreu a seus dois outros filhos, brilhantes oficiais do exército do Imperador, pedindo-lhes que prendessem o fugitivo em caminho.

Tomás foi preso, de fato, e tornou-se cativo de sua própria mãe, numa estreita cela do castelo paterno. Ali, a mãe recorreu a todos os meios para fazê-lo mudar de ideia: lágrimas, súplicas, carícias, eloquência materna, mas tudo em vão.

Tomás, sensibilizado, sofrendo pela dor, que causava a sua mãe, respondia com todo respeito que “Deus é o primeiro pai, a quem devemos obediência”.

Após os ataques da mãe, sucederam os ataques repetidos de suas irmãs, desfeitos por Tomás que chegou a ganhar uma delas para a vida religiosa.

A Condessa, vendo que não podia vencer pela doçura, recorreu à fôrça e mandou encarcerar o filho. numa das torres do castelo, encarregando os dois oficiais, que haviam chegado, de vencer a resistência do irmão. Um deles, verdadeiro fratricida, recorreu ao meio mais infame para perder a vocação do irmão. Resolveu abatê-lo pela voluptuosidade. Contratou uma jovem e bela cortesã, conhecida por sua astúcia, e introduziu-a na cela de Tomás.

A luta foi curta, mas enérgica. Compreendendo o perigo que corria sua virtude, o jovem tirou da fogueira de sua cela um tição ardente, foi ao encontro da tentadora, ameaçando de queimá-la, se não se retirasse imediatamente. A cortesã não se fez de rogada, e mais depressa do que tinha vindo, fugiu diante do tição aceso. Depois, ufano da rápida vitória, tal o cavaleiro com a sua espada, traçou com o tição abrasado, um grande sinal da cruz na parede da cela, caiu de joelhos e .pediu a Deus o dom de uma virgindade perpétua, superior a todos os ataques. Um sono extático apoderou-se do jovem e este viu aparecer dois anjos, que lhe cingiram os rins com o cordão da castidade. Finalmente, após um ano de reclusão, o conde e a condessa, seus país, fecharam os olhos sobre uma evasão possível, e, à noite, Tomás pôde descer por uma janela da torre, voltando logo a seu Convento em Nápoles. Tinha apenas 19 anos de idade.

Daí em diante, o angélico Tomás irá de triunfo, em triunfo, crescendo em virtude e ciência, até tornar-se o grande luzeiro teológico e o incomparável santo, que, hoje ainda, o mundo admira e venera.

II – A CIÊNCIA E A VIRTUDE DO SÁBIO

Tomás começou o noviciado e fez a profissão religiosa no ano seguinte, 1214.

Receando novas perseguições da parte da família, os Superiores mandaram-no terminar os estudos no estrangeiro. Foi a Paris e depois para Colonha, onde seguiu os cursos de teologia do famoso dominicano Alberto Magno. Com tal mestre, os progressos do jovem religioso foram imensos, porém ele os conservava escondidos por humildade. Corno falava pouco e fugia de toda discussão, seus condiscípulos julgavam que era falto de inteligência. Apelidaram-no o BOI MUDO, em alusão a sua corpulência. Pouco tempo depois, interrogado pelo professor sobre questões obscuras, Tomás respondeu com tanta segurança e perspicácia que Alberto Magno exclamou perante todos: “Apelidais Tomás de “boi mudo”, pois bem, chegará o dia, em que mugirá tão alto, que tais mugidos ecoarão no mundo inteiro'” Disse a verdade: o “boi mudo” tomou-se o Anjo das Escolas, o Doutor angélico, mestre universal de todos os sábios. O santo teria preferido ficar sempre religioso simples e desconhecido, porém a obediência o obrigou a conquistar os vários graus na célebre universidade de Paris, onde se tomou sucessivamente bacharel, licenciado e Doutor.

Sua incomparável capacidade intelectual obrigou os superiores a deixá-lo lecionar, uns tempos, na universidade, o que fez com tanta superioridade que ultrapassou todos os seus mestres.

Seu nome de Doutor Angélico é o testemunho bastante de seu mérito e da sua ciência. Tomás compôs as obras mais sábias, que se conhecem. A Suma Teológica, escrita pelo santo, marca o ponto culminante, que tinha alcançado o pensamento humano e cristão. É a exposição completa de toda a teologia dogmática e moral do Cristianismo. Cousa admirável! Desde o século XIII nenhum erro surgiu que não fosse previsto por seu espírito, como que profético, e refutado sem réplica até em suas bases. O protestantismo inteiro, com todas as suas modalidades, está de antemão refutado na Suma. A S. Boaventura, que lhe perguntou um dia onde aprendia tantas e tão sublimes cousas, Tomás disse que tudo que sabia o havia aprendido aos pés do crucifixo.

Um dia, em Nápoles, como de costume, orando com fervor diante de seu crucifixo, ele ouviu estas palavras: “Tomás, escreveste bem de mim; qual é a recompensa que queres?”

A resposta foi imediata: Senhor, não quero outra cousa senão a Ti mesmo!

Santo Tomás é chamado Doutor angélico, e de fato, era angélico pela sua pureza, como já o vimos e angélico pela sua doutrina. Morreu com toda a glória de sua virgindade, resultando dos documentos da sua canonização, que a sua confissão geral na hora da morte, foi como a de uma criança de cinco anos.

A sua doutrina é mais que humana; deve ter recebido, diretamente de Deus, uma comunicação da ciência dos anjos. De fato, ouve mais, do que argumenta, e possui mais intuição, do que raciocínio : parece mais anjo, do que homem.

* * *

Esta ciência extraordinária não alterava nunca a doçura e a amabilidade do santo. Descendo das alturas da contemplação, era de convivência sorridente e alegre.

A uma cortesia perfeita, que revelava o descendente de uma raça ilustre, Tomás juntava reserva e dignidade suaves, fugia às relações exteriores, evitava as palavras inúteis. e não se imiscuía, sem necessidade, nas cousas temporais.

Era de uma frugalidade extrema, comia pouco e apenas uma vez por dia, de modo que o seu jejum era perpétuo.

Dormia pouco, e quando a Comunidade, após completas. ia repousar. Tomás passava ainda longo tempo diante do Tabernáculo.

Na idade de 49 anos, havia terminado sua obra genial e sua carreira de santo.

O Papa Gregorio X, tendo convocado um Concílio geral, em Lião, para o ano de 1274, convidou o Santo, em razão de sua ciência e santidade.

Ele foi, mas caiu doente em caminho no Convento dos Cistercienses de Fossanova, onde faleceu santamente, depois de ter predito a sua morte, a 7 de março de 1274.

Tomás foi canonizado em 1323 , e declarado Doutor da Igreja em 1567, pelo Papa Pio V. com o título de Doutor angélico.

III – CONCLUSÃO

Tal é a vida e santidade admiráveis deste gênio tão profundo. Dessa vida fecunda, recolhamos para nossa imitação, o que forma o característico da sua devoção: um amor ardente pela sagrada Eucaristia. O ofício, que compôs sobre o Santíssimo Sacramento, é uma prova palpável deste amor apaixonado e esclarecido. Ordenado sacerdote, parecia no altar, antes um anjo, do que um homem.

Não se podia vê-lo celebrar. sem sentir-se penetrado de devoção. Muitas vezes, regava o altar de lágrimas, e ficava longos momentos como em êxtase diante da Hóstia Santa, contemplando-a com um doce sorriso e olhares enternecidos. A sua devoção à Virgem Santíssima não era menos admirável, como testemunha o seu apreciável Comentário sobre as palavras de Ave-Maria.

A estas duas devoções fundamentais, juntemos a sua atividade. Aproveitava todos os momentos de sua vida, aliás curta, para produzir lima obra capaz de encher várias vidas de homens ativos.

É bem como lhe aplica a Igreja: o sal da terra, pela virtude e a luz do mundo, pela doutrina; um verdadeiro doutor angélico, proclamado por Leão XIII padroeiro especial das escolas superiores católicas.


Fonte: O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais populares. 2ª Edição: Manhumirim: O Lutador, 1952. pp. 118-123. (saiba mais sobre a obra e as postagens)

Liturgia Diária- 15/11/2019

S. ALBERTO MAGNO, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In medio” com orações próprias – DIA DE ABSTINÊNCIA

Natural da Suábia, entrou na Ordem dos Dominicanos. Durante alguns anos ensinou teologia e teve grande fama como filósofo e teólogo. Em 1260, foi feito Bispo de Ratisbona, mas renunciou a essa dignidade, dois anos depois. S. Tomás de Aquino foi seu grande discípulo. “Grande ” em saber e virtude, foi canonizado e elevado a Doutor da Igreja em 1931, por Pio XI. 


Páginas 1380, 856 a 860 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre)


Missa às 17 horas na Matriz da Paróquia Bom Jesus. Após, 1º dia do II Simpósio Summorum Pontificum de Uberlândia e Região


Liturgia Diária- 17/08/2019

S. JACINTO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (1)

Natural da Polônia, entrou na ordem de S. Domingos. Tanto bem fez à sua terra natal, que é nomeado como seu padroeiro principal.


Páginas 1236, 861 a 864 do Missal Quotidiano.


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 29/04/2019

SÃO PEDRO DE VERONA, Mártir

Festa de 3ª Classe- Missa “Protexisti”, com orações e Epístola próprias

Nasceu em Verona e entrou na Ordem de S. Domingos. Grande e destemido pregador contra os hereges, foi por estes assassinado.


Páginas 1047 a 1048840 a 843 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Hoje não haverá Missa.


Liturgia Diária- 17/08/2018

SÃO JACINTO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi” (Comum dos Confessores)

São Jacinto, cônego de Breslau, filiou-se na Ordem de São Domingos, em Roma, cerca de 1217, no tempo do fundador. Voltou depois a Cracóvia com os primeiros pregadores. Os recém vindos brilharam em todos os países do Norte, na Rússia, nos Bálcãs, na Prússia, na Lituânia. S. Jacinto pregou a cruzada contra os prussianos. Morreu no dia da Assunção, em 1257. 


Páginas 1236, 861 a 864 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (com Comemoração de São Joaquim).