Liturgia Diária- XIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“É a fé que salva” – expressão familiar duma verdade experimental. No plano da vida cristã, donde a fé nos vem, é a afirmação insistente duma verdade essencial: a verdadeira salvação, a que nos salva para a vida eterna, não pode vir-nos senão de Deus. É obra divina, em que devemos crer.

A missa deste domingo lembra-nos que todas as nossas esperanças repousam na realização das promessas, que se resumem numa só. Quando Deus se deu a conhecer a Abraão, comprometeu-se a abençoar-lhe a raça, a multiplicá-la como as estrelas do céu e a areia do mar, e afazer nascer dele Aquele que seria a salvação de todos, Cristo. Todas as promessas divinas conduzem a Cristo: ninguém pode salvar-se fora d’Ele. 

Fé em Cristo, fé nas promessas divinas, tal deve ser, portanto, a nossa atitude perante a revelação. Não se trata dum sentimento fugaz, mas duma convicção fundada num pacto: Deus comprometeu-se a salvar os homens pelo seu Filho. Ainda na prática dos mandamentos, toda a nossa vida deve ser uma resposta a Deus, que nos salva, um consentimento ao seu amor, uma adesão a Cristo,


Páginas 648 a 651 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Paróquia Bom Jesus (Matriz) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 73, 19-23.1) 

Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança e não abandoneis para sempre as almas dos que esperam em Vós. Levantai-Vos, Senhor, e defendei-nos, que a demanda é vossa. Não Vos esqueçais daqueles que Vos procuram. Sl. Porque nos apartastes, Senhor, de Vós para sempre, e Vos encolerizastes contra as ovelhas que apascentais? Glória ao Pai.

Coleta


É pelas virtudes teologais que nos sublinhamos e fazemos da nossa vida uma resposta amorosa e magnânima aos dons de Deus.


Aumentai em nós, Senhor eterno e onipotente, a fé, a esperança e a caridade, e para merecermos alcançar os efeitos da vossa promessa, fazei-nos amar os preceitos da vossa lei. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Gl 3, 16-22)


Tudo é gratuito na salvação, que Deus nos oferece: as promessas que nos faz, a realização das mesmas em Cristo, a sua aplicação a cada um de nós. É certo que se requer a observância da lei, mas não é ela que nos salva.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.
Irmãos: As promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. [A Escritura] não diz: “E aos descendentes” como se fossem haver muitos, mas: “e à tua descendência”, como se não houvesse mais do que um, – que é Cristo. O que eu quero dizer é isto: Tendo a Aliança sido confirmada por Deus, a Lei, vinda quatrocentos anos depois, não a pode anular, de modo a abolir a promessa. Porque, se é pela Lei que vem a herança, já não vem pela promessa. Ora, pela promessa é que Deus a deu a Abraão. Para que então a Lei? Foi imposta, provocando as transgressões, até que viesse a descendência [de Abraão], a quem tinha sido destinada a promessa; foi promulgada pelos Anjos, com o concurso de um mediador [Moisés]: Ora o mediador não o pode ser de um só, ao passo que Deus é único. Vai estar, então, a Lei contra as promessas de Deus? De maneira nenhuma: Porque se fosse dada uma Lei que pudesse dar a vida, a santidade viria certamente da Lei. A Escritura, porém, encerrou tudo sob o domínio do pecado, para que, pela fé em Jesus Cristo, a promessa fosse dada aos crentes.

Gradual (Sl 73, 20.19.22)

Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança e não abandoneis para sempre as almas dos que esperam em Vós. V. Levantai-Vos, Senhor, e defendei-nos, que a demanda é vossa. Recordai-Vos das injúrias que fizeram aos vossos servos.

Aleluia (Sl 89,1)

Aleluia, aleluia. V. Senhor, Vós fostes o nosso refúgio através das gerações. Aleluia.

Evangelho (Lc 17, 11-19)


Dos dez leprosos curados, somente um teve fé em Cristo, fé que o salvou A cura dos leprosos é a imagem da cura do pecado.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas .
Naquele tempo: Indo Jesus de viagem para Jerusalém, atravessou a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa aldeia, vieram-Lhe ao encontro dez leprosos. Tendo parado a uma certa distância, ergueram a voz, dizendo: “Jesus, Mestre, tende compaixão de nós!” Ao vê-los, disse-lhes: “Ide mostrar-vos aos sacerdotes.” Ora, aconteceu que, no caminho, ficaram curados! Um deles ao ver-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta, vindo prostrar-se aos pés de Jesus, e agradecendo-Lhe. E este era um samaritano! Jesus, porém, observou-lhe: “Mas então não foram curados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou, pois, quem voltasse e desse glória a Deus, senão este estrangeiro!” Depois, disse para ele: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.”

Ofertório (Sl 30, 15-16)

Esperei em Vós, Senhor, e disse: “Vós sois o meu Deus, e nas vossas mãos estão os meus dias”.

Secreta

Sede, Senhor, indulgente com o vosso povo, sede propício às suas oferendas, para que, aplacado com este sacrifício, nos concilieis a vossa misericórdia e despacheis os nossos rogos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Sb 16, 20)

Destes-nos, Senhor, o pão do Céu, que tem em si toda a suavidade e deleite.

Pós-comunhão

Que a recepção destes divinos mistérios, Senhor, nos confira aumentos de eterna salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comente o post

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: