Liturgia Diária- Domingo dentro da Oitava do Natal

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Quando tudo repousava em profundo silêncio”, na santa noite de Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma Criancinha (Introito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração) depois de nos ter libertado da escravidão e de nos ter elevado à dignidade de filhos de Deus (Epístola). Sejam nossos exemplos de vida cristã: S. José, Nossa Senhora, Simeão e Ana (Evangelho). Ainda tão próximos do presépio, quedamos, no entanto, surpresos. O mesmo Evangelho nos deixa entrever a Redenção pela Paixão. A Criancinha será o Homem das dores, a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós presépio e cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos “tomar o Menino” com a sua Mãe e com eles caminhar para a vida eterna.


Páginas 57 a 60 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada as 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada as 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- Domingo dentro da Oitava do Natal

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Quando tudo repousava em profundo silêncio”, na santa noite de Natal, apareceu o Cristo-Rei, sob a forma de uma Criancinha (Introito). Pedimos que Ele nos submeta a seu poder, fazendo-nos praticar as boas obras (Oração) depois de nos ter libertado da escravidão e de nos ter elevado à dignidade de filhos de Deus (Epístola). Sejam nossos exemplos de vida cristã: S. José, Nossa Senhora, Simeão e Ana (Evangelho). Ainda tão próximos do presépio, quedamos, no entanto, surpresos. O mesmo Evangelho nos deixa entrever a Redenção pela Paixão. A Criancinha será o Homem das dores, a Virgem-Mãe, a Mater dolorosa. O altar, neste dia, é para nós presépio e cruz ao mesmo tempo. Conforta-nos, entretanto, o pensamento de que na Comunhão podemos “tomar o Menino” com a sua Mãe e com eles caminhar para a vida eterna.


Páginas 57 a 60 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada as 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada as 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- XXVI Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Contemplamos hoje o crescimento rápido e maravilhoso do Reino de Deus. O Evangelho é um resumo da história da Igreja, que cresceu como um grão de mostarda. Na Epístola, vemos um exemplo significativo, um trecho dessa propagação do Reino de Deus. Na Oração, pedimos a graça de um crescimento rápido e total desse Reino em nossa alma. Meditar o que é razoável e dizer e fazer o que for do agrado de Nosso Senhor, eis o Reino de Deus dentro de nós.


DEDICAÇÃO DAS BASÍLICAS DE S.PEDRO E S. PAULO

Comemoração – Missa “Terribilis”

Igrejas estacionais, onde várias vezes no ano nos reunimos. Hoje nos alegramos pelo aniversário de sua Dedicação.


Páginas 722 a 724 e 1382, 896 a 899 do Missal Quotidiano. 


Missa Rezada às 09:30 horas na Matriz da Paróquia Bom Jesus e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana. 


Liturgia Diária- Festa de Cristo Rei (28/10)

Festa de 1ª Classe- Missa Própria 

Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Santo Padre Pio XI instituiu a nova Festa de “Cristo Rei”. Seria esta solenidade Uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitem os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis (Hino das Vésperas). Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às leis de Deus e da
Igreja, seu Reino visível, nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus (Encíclica). E preciso que o povo seja constantemente instruído a respeito desta verdade. “Uma solenidade anual terá mais eficácia para realizá-lo do que todos os documentos mesmo os mais graves do magistério eclesiástico” Os textos do Ofício divino, como os da Santa Missa, nos falam vivamente desta doutrina. Particularmente reparemos o fruto do Reinado de Cristo sobre os homens: Ele é o Rei, cujo império trará União e paz para a humanidade (Oração, Secreta e Communio).


Páginas 1357 a 1360 do Missal Quotidiano. 


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


[Re]leia a Nota sobre as Eleições, clicando aqui.


Liturgia Diária- XXII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria com Comemoração de Santo Hilarião, Abade

Irrepreensíveis, deve encontrar-nos o Cristo no dia do juízo. O espírito de humildade e penitência (Introito, Ofertório e Communio) é, portanto, muito necessário neste tempo, assim como uma consciência nítida de nossos deveres. Quais são esses deveres, vemos na Epístola, pelo próprio exemplo que nos dá o Apóstolo S. Paulo; vemos ainda no Gradual, que é um louvor da caridade fraterna. Finalmente, no Evangelho, Jesus Cristo nos ensina as nossas obrigações para com a autoridade civil, e antes de tudo, o dever que temos de entregar, sem reserva, a nossa alma a Deus.


Páginas 704 a 707 do Missal Quotidiano. 


Missa Rezada às 09:30 horas na Matriz da Paróquia Bom Jesus e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana. 


Liturgia Diária- XXI Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Servo malvado, não devias tu ter pena do teu companheiro, como eu tive pena de ti” Como ousas pedir perdão para ti?

Profunda confiança na proteção de Deus nos inspiram os Cânticos do Introito e da Communio. Sem essa confiança não poderíamos subsistir e muito menos, vencer. Ardentemente desejamos no domingo passado a pátria celeste, mas não nos será fácil alcançá-la. O Evangelho fala-nos da responsabilidade das contas que temos a dar no último juízo. A Epístola mostra-nos a luta: tentações do inimigo, dias maus. Devemos estar armados para o combate. Anima-nos um exemplo: o paciente jó, que, apesar de sua vida levada no temor de Deus, foi gravemente tentado, mas obteve por sua perseverança a felicidade temporal e a eterna (Ofertório). A fé e a confiança em Deus hão de fazer-nos triunfar nas lutas desta vida.


SÃO CALISTO I, Papa e Mártir

Comemoração- Missa do domingo com 2ªs orações próprias

Governou a Igreja de 217 a 222. Misericordioso para com os penitentes, teve que sofrer muitos vexames da parte dos hereges.


Páginas 699 a 703 e 1336 a 1337 do Missal Quotidiano. 


Missa às 09:30 horas na Casa de Retiros Nossa Senhora das Graças (Rua dos Flamingos, 3039, Bairro Jardim das Palmeiras). 


Liturgia Diária- XIX Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª classe- Missa Própria

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Todos os homens são chamados a entrar no reino de Deus: ninguém é excluído do festim nupcial, em que se celebrarão os desposórios de seu Filho com a humanidade, resgatada pela sua Paixão. A felicidade do cristão reside na possibilidade de encontrar na Eucaristia uma antecipação e uma garantia deste banquete celeste. Ele revestiu-se do “homem novo”, de que fala São Paulo, “criado à semelhança de Deus na justiça e na santidade verdadeiras”; pode, por isso, tomar lugar na sala do banquete. 

A parábola dos convidados termina por uma sentença aplicável ao conjunto do texto. Nem todos os que são “chamados” a fazer parte do povo de Deus, se salvam forçosamente. 


Páginas 691 a 694 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas- Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Sé Catedral.


Liturgia Diária- XVIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

18-domingo
“Eu te absolvo dos teus pecados” – Pela boca do sacerdote, detentor do poder das chaves, é o próprio Cristo, palavra viva do Pai, que nos perdoa.

Todas as partes cantadas desta missa, colhidas da antiga liturgia da dedicação, se reportam a uma consagração de igreja. Falam da alegria do povo cristão, por poder vir à casa do Senhor oferecer-Lhe o louvor e sacrifício de que só Ele é digno. Na epístola, São Paulo dá graças por quanto vocação cristã representa de benefícios sobre a terra, esperando que Jesus Cristo chegue, para nos introduzir na cidade do Céu. A cura do paralítico e o perdão, que lhe fora concedido, lembram, no evangelho, as condições da fraqueza humana e de misericórdia divina, em que vamos caminhando para Deus, pela mão da Igreja.


Páginas 687 a 690 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- XVII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2º Classe- Missa Própria

“Amarás o Senhor, teu Deus; amarás o teu próximo”. O amor é o grande mandamento. Amar a Deus e o próximo resume a lei e os profetas. É o que o evangelho nos lembra. 

Na epístola, em que nos recomenda o dever da caridade fraterna, São Paulo não lhe dá outro fundamento: “Vós fostes chamados a uma só esperança. Há um só Senhor, uma fé, um batismo e não há mais que um Deus, Pai de todos”. A fé em Deus , que se comunica aos homens e os chama a um mesmo destino sobrenatural, fundamenta a caridade cristã.


Páginas 666 a 669 do Missal Quotidiano.


Missa às 9:30 horas na Matriz da Paróquia Bom Jesus. A Missa será a de ontem (veja aqui), com as orações de hoje.


Liturgia Diária- 11/09/2018

SÃO PROTO E SÃO JACINTO, Mártires

Comemoração- Missa “Salus autem” com orações próprias e 2ªs orações da Féria

O túmulo desses dois mártires romanos, duma época desconhecida, foi encontrado intacto em Roma em 1845. Em 1934, as relíquias foram transportadas para a nova capela da Propaganda sobre o Janículo. 

Liturgia Diária- XVI Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

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“Divitias Christi! As riquezas de Cristo!” É o confronto consoante da nossa miséria e da infinita misericórdia do Salvador que imprime à Igreja o cunho peculiar da sua oração quando diz a Deus a imensa necessidade, que temos d’Ele, e o convite que nos faz de contemplarmos o mistério insondável das riquezas de Cristo. Ao confessar-se impotente para medir a amplitude infinita destas riquezas, é a totalidade da obra redentora que São Paulo evoca para glorificar a Deus e convidar-nos a abrir a alma às graças que Deus nos destina. A morte redentora de Cristo, o dom do Espírito, a Igreja, as Sagradas Escrituras, os sacramentos, são tesouros insondáveis da vida divina, que devem transformar a nossa. 

Pobreza e riqueza. O homem por si nada é, mas Deus tudo lhe deu ao dar-lhe o próprio Filho. A nossa atitude, por conseguinte, em plena sujeição a Deus, deve ser simultaneamente penetrada de gratidão e alegria. A humilde nobreza cristã encontra aqui a sua justificação e o seu segredo.


Páginas 661 a 665 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Liturgia Diária- XV Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

xv domingo
A Igreja, de que a viúva de Naim é figura, recorta-se no horizonte. O Salvador faz reviver para a graça os seus filhos, mergulhados na morte do pecado, como fez levantar o filho da mãe aflita.

A liturgia deste domingo está toda impregnada dos sentimentos de confiança que animam a Igreja na sua oração. As partes cantadas da missa de hoje são gritos de apelo à misericórdia divina, em que a ação de graças se mistura à suplica, tal é a certeza de que Deus não pode faltar ao seu povo. O evangelho lembra a infinita bondade de Cristo que refulge humana e divinamente na ressurreição do filho da viúva de Naím, símbolo de tantas ressurreições, que a Igreja obtém para seus filhos sepultados na morte do pecado.


Páginas 657 a 660 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- XIV Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Vede as aves do céu, observai os lírios do campo”, – confiai no vosso Pai do Céu.

O evangelho e a epístola deste domingo conjuram-nos a não dividirmos a vida entre duas tendências contrárias. Ninguém pode servir a dois senhores: o espírito e a carne, Deus e o dinheiro. É preciso escolher. Tudo o que é útil e bom será dado, por acréscimo, pela Providência magnânima do Pai dos Céus, que alimenta as aves do céu e matiza os lírios dos campos.

O Espirito de Deus, criador em nós do homem novo, é que nos inspira a opção. Trava-se uma luta no plano das nossas tendências perversas; o orgulho, o egoísmo, o desejo do prazer – que nos separam de Deus – e tudo aquilo que, pelo contrário, tende para Ele e d’Ele nos aproxima. 

A coleta da missa é a expressão duma confiança total e dum abandono filial nas mãos de Deus. Um sentimento vivo de impotência humana não obsta à serenidade cristã. Ao contrário, é com mais intensidade que canta a sua alegria de pertencer a Deus e de viver sob a sua proteção vigilante. A Igreja vai-nos à frente, neste caminho, e manda-nos entoar cânticos de confiança e fé. “Mais vale confiar no Senhor que esperar nos homens. O anjo do Senhor vigia em torno do seu povo. Experimentai e vede como o Senhor é bom”.


Páginas 652 a 656 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Liturgia Diária- XIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“É a fé que salva” – expressão familiar duma verdade experimental. No plano da vida cristã, donde a fé nos vem, é a afirmação insistente duma verdade essencial: a verdadeira salvação, a que nos salva para a vida eterna, não pode vir-nos senão de Deus. É obra divina, em que devemos crer.

A missa deste domingo lembra-nos que todas as nossas esperanças repousam na realização das promessas, que se resumem numa só. Quando Deus se deu a conhecer a Abraão, comprometeu-se a abençoar-lhe a raça, a multiplicá-la como as estrelas do céu e a areia do mar, e afazer nascer dele Aquele que seria a salvação de todos, Cristo. Todas as promessas divinas conduzem a Cristo: ninguém pode salvar-se fora d’Ele. 

Fé em Cristo, fé nas promessas divinas, tal deve ser, portanto, a nossa atitude perante a revelação. Não se trata dum sentimento fugaz, mas duma convicção fundada num pacto: Deus comprometeu-se a salvar os homens pelo seu Filho. Ainda na prática dos mandamentos, toda a nossa vida deve ser uma resposta a Deus, que nos salva, um consentimento ao seu amor, uma adesão a Cristo,


Páginas 648 a 651 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Paróquia Bom Jesus (Matriz) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- XII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Vai e faz também o mesmo”, ama teus irmãos como o bom Samaritano. “Como Eu vos amei, vós vos amais uns aos outros”.

A parábola do bom samaritano comporta um duplo ensinamento, lembrando-nos o que deve ser a nossa caridade: misericórdia com o próximo, quem quer que seja, ela lembra o que foi a caridade de Cristo para conosco. É Ele o bom samaritano, que se vergou sobre a humanidade para lhe tratar as chagas e confiá-las aos cuidados da Igreja, até que volte. 

A alegria da Igreja está em poder, em nome de Cristo, prologar, junto dos homens, este mistério de bondade, capaz de curar as feridas do pecado e derramar a vida divina nas almas. Ministério glorioso, superior ao de Moisés, pois confere a santidade verdadeira, aquela que o próprio Cristo nos veio trazer e da qual permanece fonte única. 

Também a nossa alegria deve ser a de levar ajuda e conforto a todo aquele que deles necessita, por amor de Cristo, que tanto amou e nos deixou a obrigação de unir ao amor de Deus o amor generoso e desinteressado do próximo. 


Páginas 643 a 647 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- XI Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Ephpheta!” Abre-te boca muda! Abre-te boca cristã para proclamar a tua fé.

Os milagres do Salvador são algo mais que sinal de poder e bondade; são também o símbolo do que se passa, pela graça, no íntimo das almas. O “Effeta” que curou o surdo-mudo, repete-o a Igreja a cada um de nós, no batismo: “abre-te”. É missão da Igreja, como de Jesus, abrir-nos para as coisas de Deus. A catequese cristã, transmitida fielmente desde os Apóstolos, ensina-nos que devemos crer, primeiramente, na morte redentora de Cristo e na sua ressurreição, – base da nossa fé. É a boa nova da salvação, que a Igreja não se cansa de pregar por todo o mundo; o acesso a Deus, concedido ao homem pela expulsão de Satã, e a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. 

A missa faz-nos cantar a onipotência e a bondade infinita de Deus, que, depois de ter salvo o seu povo, o reúne em sua Igreja e o reconforta com a sua proteção. 


Páginas 639 a 642 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Introito (Sl 67, 6-7. 36. 2)

Deus, que habita no seu santuário, o Deus que faz que os homens habitem na mesma casa [a Igreja], Ele mesmo dará coragem e fortaleza ao seu povo. Sl. Levantai-Vos, Senhor, e destruí os vossos inimigos, afastai para longe os que Vos odeiam. Glória ao Pai. 

Coleta


Não há talvez oração mais bela que esta, que, ao situar-nos perante o abismo insondável da bondade divina, a implora e no-la faz contemplar. 


Ó Deus eterno e onipotente, cuja infinita bondade excede em muito os nossos merecimentos e desejos, derramai sobre nós a vossa misericórdia e, perdoando-nos os pecados que assistam a nossa consciência, dai-nos o que não ousamos esperar da pobreza das nossas orações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (1 Cor 15,1-10)


No pensamento de São Paulo, a ressurreição de Cristo tudo alicerça: se Ele não ressuscitou, a sua obra é um fracasso; se ressuscitou, ressuscitaremos com Ele.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos, quero lembrar-vos o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, e no qual estais firmes.  Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi anunciado. A menos que tenhais abraçado a fé em vão… De fato, eu vos transmiti, antes de tudo, o que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e, ao terceiro dia, foi ressuscitado, segundo as Escrituras; e apareceu a Cefas e, depois aos Doze. Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram.   Depois, apareceu a Tiago depois, a todos os apóstolos; por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto. Pois eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, pois eu persegui a Igreja de Deus. É pela graça de Deus que sou o que sou. E a graça que ele reservou para mim não foi estéril; a prova é que tenho trabalhado mais que todos eles, não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo.

Gradual (Sl 27, 7. 1)

Esperou o meu coração no Senhor e fui socorrido. A minha carne refloriu de esperança e a minha alma transbordou de cânticos ao Senhor. V. Clamei, Senhor, por Vós! Respondei, ó meu Deus, e não Vos aparteis de mim.

Aleluia (Sl 80, 2-3)

Aleluia, aleluia. V. Cantai um cântico de alegria ao Senhor que nos salvou; dai glória ao Deus de Jacó; Arrancai da cítara um hino suavíssimo. Aleluia.

Evangelho (Mc 7,31-37)


Tanto a cura do surdo-mudo, como a história das misericórdias divinas em relação a cada um de nós, se resumem no batismo, que nos abriu o espírito e o coração às coisas de Deus.


Sequência do Santo Evangelho segundo São Lucas.

Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram-lhe, então, um homem que era surdo e mal podia falar, e pediram que impusesse as mãos sobre ele. Levando-o à parte, longe da multidão, Jesus pôs os dedos nos seus ouvidos, cuspiu, e com a saliva tocou-lhe a língua. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!” (que quer dizer: “Abre-te”). Imediatamente, os ouvidos do homem se abriram, sua língua soltou-se e ele começou a falar corretamente. Jesus recomendou, com insistência, que não contassem o ocorrido para ninguém. Contudo, quanto mais ele insistia, mais eles o anunciavam. Cheios de grande admiração, diziam: “Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem”.

Ofertório (Sl 29, 2-3)

Louvar-Vos-ei, Senhor, porque me protegestes e não consentistes que se rissem de mim os meus inimigos. Senhor, clamei por Vós e curastes-me.

Secreta

Olhai, Senhor, com misericórdia o nosso ministério e dignai-Vos aceitar as nossas ofertas para que sirvam de escudo à nossa fragilidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Prov 3, 9-10)

Honra o Senhor com o que tens e com as primícias dos teus frutos. Encher-se-ão de abundância os teus celeiros e os teus lagares transbordarão de vinho.

Pós-comunhão

Nós Vos suplicamos, Senhor, a graça de sentir com a recepção deste sacramento um acréscimo de força no corpo e na alma, para que, salvando-os ambos, nos gloriemos da plenitude dese celestial remédio. Por Cristo Nosso Senhor.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- X Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Os dons que recebemos de Deus não procedem de nós, mas do Espírito Santo e devem pôr-se ao serviço da Igreja e de nossos irmãos, com espírito de humildade. 

A parábola do fariseu e do publicano sublinha, de maneira simples, que não temos nada por que nos vangloriar. Há duas classes de homens, dizia Pascal: os santos, que se julgam culpáveis de todas as faltas, e os pecadores, que nunca se sentem culpados. Os primeiros são humildes; Deus os elevará, glorificando-os. Os segundos, orgulhosos; Deus os rebaixará, castigando-os. Com mais profundeza ainda, Santo Irineu define o homem como “receptáculo dos dons divinos”. Deus não se contenta com chamar à pratica dos mandamentos. Infunde o seu Espírito, que transforma as almas e lhes inspira sentimentos cristãos. 


Páginas 635 a 638 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- IX Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

A epístola evoca as terríveis provações que, outrora, no deserto a infidelidade de muitos israelitas atraíra sobre todo o povo. É a recordação duma premente verdade: a vocação divina é um privilégio, mas não basta para nos salvar. Torna, apenas, mais sagrados os nossos deveres de fidelidade. São paulo convida-nos a meditar neste ensinamento, que se depreende da história dos nossos antepassados. 

É a mesma lição do evangelho. Por rejeitar a mensagem de paz, que Jesus lhe dirigia, Jerusalém será completamente destruída, menos de quarenta anos após a morte do Salvador. A história do povo eleito continua-se conosco. Propaga-se a mensagem de Cristo. Ao lado daqueles que a acolhem, muitos, para perdição sua, recusam ouvi-la; e, mesmo entre aqueles que inicialmente a acolheram, a necessária prova de fidelidade fará ainda muitas destruições. Mas Deus, esse é fiel: quer a nossa salvação final e socorre-nos, no próprio momento, em que nos prova. 


Páginas 631 a 634 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 18:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- VIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Todo o ensinamento do evangelho de hoje implica uma lição de prudência cristã e de zelo sobrenatural. Somente o Céu nos interessa, e é para lá que é preciso tender, utilizando as situações transitórias de aquém, para prosseguir, com todo o afã, no sentido do além. No assegurar-nos a vida eterna, deveríamos mostrar solicitude e prudência pelos menos iguais à que têm dos filhos das trevas, em seus negócios temporais. 

Encontrar-se-á, na epístola, a razão profunda deste desapego das coisas terrenas, e o segredo desta poderosa aspiração às coisas do Céu. É a graça que nos transforma e prepara para entrar no reino dos Céus. É o próprio Espírito Santo que nos dá uma alma de filhos e nos faz clamar a Deus: “Abba! Pai!”. 


Páginas 627 a 630 do Missal Quotidiano.


[APENAS] Terço às 15 horas e Missa Cantada às 15:30 na Catedral Santa Terezinha. Haverá ainda a 1ª comunhão de uma aluna da catequese da Irmandade.


Liturgia Diária- VII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

O ramo enxertado na árvore da cruz e no próprio Cristo, aquecido pelo claro sol da graça, produzirá bons frutos. maldito o ramo seco que o machado cortará para o fogo.

Unido a Cristo, como o ramo à arvore, que lhe dá a vida, o cristão deve produzir frutos, sob pena de ser amputado e lançado ao fogo. A ameaça é terrível. 

O valor e a autenticidade duma vida cristã prova-se pelas obras que produz. “A boa árvore produz bons frutos”. Se há mais fraqueza que malícia na desordem e no vazio de muitas vidas humanas, o juízo de Jesus Cristo não é menos veraz. Retenhamos o seu rigor e desconfiemos dos falsos profetas, que abundam em frases bonitas e não corrigem a própria vida. O mesmo programa de lealdade integral se vê na epístola, em que São paulo apela para as exigências da nossa vida de batizados. Libertos do pecado e consagrados a Deus, devemos ostentar na prática duma vida santa, a mesma inteireza, que outros, sem levar em conta a “justiça” cristã, ostentam em sua vida de pecado.


Páginas 623 a 626 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral.


Liturgia Diária- 02/07/2018

VISITAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

Visita de Maria a sua prima Isabel – encontro bendito de duas mulheres e dos filhos que nelas trazem; João reconhece Aquele de Quem será o Precursor e que, desde então, o santifica no seio materno.

O anjo Gabriel tinha anunciado a Maria que Deus daria em breve um filho a Isabel; imediatamente a Virgem se pôs a caminho para Hebron, onde morava sua prima: é a “Visitação” – secreto encontro entre o Precursor e o Salvador, alegria profunda de Maria e Isabel, cheias de bençãos divinas que sobre ambas desceram. “Bendita entre todas as mulheres”, a Virgem, mãe de Deus, entoa o cântico sublime do Magnificat. 

A festa da Visitação foi instituída em 1389 pelo papa Urbano VI e fixada em 2 de julho, como prolongamento da antiga oitava de São João Batista. 

LEITURAS

Epístola (Ct 2,8-14)


A natividade, a visitação, todos os mistérios que rodeiam o nascimento do Salvador, são mistérios de alegria; anunciam a entrada de Deus na nossa vida, a união da alma com o seu Deus.


Leitura do Livro da Sabedoria  

Oh, esta é a voz do meu amado! Ei-lo que aí vem, saltando sobre os montes, pulando sobre as colinas. Meu amado é como a gazela e como um cervozinho. Ei-lo atrás de nossa parede. Olho pela janela, espreito pelas grades. Meu bem-amado disse-me: Levanta-te, minha amiga, vem, formosa minha. Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções. Em nossas terras já se ouve a voz da rola. A figueira já começa a dar os seus figos, e a vinha em flor exala o seu perfume; levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, oculta nas fendas do rochedo, e nos abrigos das rochas escarpadas, mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz. Tua voz é tão doce, e delicado teu rosto!

Evangelho (Lc 1,39-47)


Esta é a cena do Evangelho donde nos vem a segunda parte da Ave-Maria. A Igreja fez o seu grito de admiração de Isabel, saudando em sua prima a Mãe do seu Deus, para o dirigir sem cessar à Virgem Santíssima.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Liturgia Diária- Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

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Sangue preciosíssimo do Salvador, fonte de vida para sempre aberta pela cruz redentora, Vós, que lavais a mancha de todo o universo, fazei desabrochar a santidade na Igreja, paraíso reencontrado.

Instituída em 1849 por Pio IX, esta festa foi elevada à categoria de 1ª Classe, por Pio XI, por ocasião do XIXº centenário da morte do Salvador. 

A liturgia da festa, recordando a cena do Calvário com a lançada que abriu o lado do divino crucificado, detém-se a comentar a significação e o alcance infinito do sacrifício do Calvário. o evangelho é o da festa do Coração de Jesus, e a epístola a do domingo da Paixão: sao os grandes temas da redenção operada simultaneamente pelo sangue e pelo amor de Cristo. “Terra, oceano, céus, universo, tudo foi purificado neste rio”. 

OBS.: Por ser festa do Senhor, hoje não se faz comemoração do domingo.


Páginas 1145 a 1148 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Liturgia Diária- Natividade de S. João Batista

FESTA DA NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria com Comemoração do Domingo

Celebrando o nascimento de São João Batista, a Igreja festeja a aurora da Redenção; seis meses antes do Natal, o nascimento do Precursor anuncia o mistério da Incarnação e participa da sua grandeza. Na Idade Média era considerado como que uma espécie de Natal do verão, com três missas como o Natal; a liturgia realça a afinidade das duas festas: basta ler a secreta e a pós-comunhão, bem como a antífona do Magnificat das 2ªs vésperas. 

“Profeta do Altíssimo”, S.João Batista é figurado por Isaías e Jeremias. Como eles e melhor que eles, foi santificado desde o ventre de sua mãe, em virtude da missão que o esperava (introito, epístola, gradual). O evangelho recorda os prodígios que assinalaram o seu nascimento: este devia ser causa de grande alegria para muitos: ainda hoje o é, e a Igreja convida todos os anos os fiéis a pedir a Deus, com a graça das alegrias sobrenaturais, a de sermos sempre guiados pelo caminho da eterna salvação (coleta).

O nome de São João Batista vem no cânon da Missa, à cabeça da segunda lista. 


Páginas 1126 a 1129 615 a 617 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana. 


Liturgia Diária- IV Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Daqui em diante, Pedro, serás pescador de homens”. Pesca miraculosa da Igreja através dos séculos.

O evangelho da pesca milagrosa é o símbolo das conquistas da Igreja e a realização da palavra de Jesus a São Pedro: de futuro, serás pescador de homens. 

A confiança em Deus, no meio das lutas e sofrimentos desta vida, é o pensamento que domina a missa deste domingo. São Paulo lembra-nos que estas lutas e sofrimentos têm pouca duração, e resultam da situação de expectativa, que é a nossa e a de toda a criação, até ao dia aprazado para se revelar a glória plena dos filhos de Deus. Entretanto, Deus vem em nossa ajuda: atrai-nos a Si, sustenta-nos na vida, perdoa-nos, levanta-nos. 


Páginas 610 a 613 do Missal Quotidiano.


Missa APENAS às 9:30 horas na Igreja Bom Jesus (Rua Marciano de Ávila, 422, Bairro Bom Jesus).


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 26, 1.2.3)

Deus é a minha luz e salvação, quem temerei? Ele é que me defende, porque hei de ter medo? Os inimigos que apertavam comigo já caíram e pereceram. sl. Ainda que se ergam exércitos contra mim, o meu coração não temerá. Glória ao Pai.

Coleta


A sublime e santa devoção da Igreja teme a guerra e a confusão, pede a Deus que regule todas as coisas e nos dê a paz, necessária às almas para bem servirem.


Concedei-nos, Senhor, que o mundo caminhe em paz dentro das leis que lhe impusestes, e que a vossa Igreja desfrute da santa alegria de Vos servir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Rm 8,18-23)


A aplicação da vitória de Cristo à nossa vida humana opera-se em dois momentos: na Terra, pela adoção batismal; no Céu, pela entrada na glória. Temos agora de suportar a nossa quota-parte de sofrimento. o sofrimento tem valor de redenção e fica muito aquém da glória que nos espera.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo.

Gradual (Sl 78, 9.10)

Sede, Senhor, propício e perdoai-nos. Não vão as nações dizer: Onde é que está o Deus deles? Ajudai-nos, pois, Senhor, nossa salvação, e livrai-nos por amor do vosso nome. 

Aleluia (Sl 9, 5.10)

Aleluia, aleluia. Senhor, que estais sentado no trono e julgais com equidade, sede o refúgio dos pobres no dia da tribulação. Aleluia. 

Evangelho (Lc 5,1-11)


Desde a manhã de pentecostes, a pregação dos Apóstolos ia fazer conversões sem conta. Era a realização da palavra de Jesus a Simão Pedro: “De futuro, serás pescador de homens”. Esta promessa continua a verificar-se na Igreja, no decorrer dos séculos.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, – pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo. Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.

Ofertório (Sl 12, 4-5)

Alumiai, Senhor, os meus olhos e não os tomem as trevas da morte, não vá o inimigo dizer: no final sempre o venci.

Secreta

Dignai-Vos aplacar, Senhor, com estas ofertas e compeli para Vós as nossas vontades, ainda que rebeldes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Comunhão (Sl 17,3)

O Senhor é o meu arrimo, o meu refúgio e libertador; o meu Deus é o meu auxílio. 

Pós-comunhão

Que os santos mistérios que recebemos nos lavem e nos defendam com a sua proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


PARTITURAS E AÚDIOS

Liturgia Diária- III Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe– Missa Própria

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Toda a missa de hoje é um hino à misericórdia divina para com os homens, e esse sentimento de Deus a nosso respeito, se assim podemos falar, atinge a sua mais alta expressão na solicitude de Jesus com os pecadores. As mais belas parábolas – a da ovelha desgarrada e a da dracma perdida, recolhidas por São Lucas, não podiam encontrar melhor lugar que a seguir à festa do Sagrado Coração de Jesus. 

Enquanto o demônio se conserva adversário temível, apostado em nos perder, prossegue Deus incansavelmente a obra da nossa salvação. São Pedro convida-nos a estar vigilantes, firmes na fé, e repor no Senhor os nossos cuidados. “Ele próprio se ocupa de vós”, brada o príncipe dos Apóstolos. As partes cantadas fazem eco ao evangelho e à epístola, de modo que o apelo à confiança fica tanto mais fundamentado quanto se verifica estar Deus mais perto daqueles que Dele sentem necessidade. A misericórdia de Deus, querida já do salmista e reforçada pro Nosso Senhor, é uma constante através de todo a Revelação. Encontra-se em toda a doutrina da Igreja alusiva ao amor do Salvador pelos pobres, pelos desgraçados, pelos pecadores, por todos aqueles que procuram em Deus remédio para a sua miséria. 


Páginas 605 a 609 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre,1963).


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 24, 26,18,1-2)

Olhai para mim, Senhor, porque sou pobre e estou sozinho. Vede o meu nada e a minha dor e perdoai-me, ó Deus meu, todos os meus pecados. Sl. Levantei até Vós, Senhor, o meu coração. Por isso tenho confiança de não ser confundido. Glória ao Pai.

Coleta


A providência divina estende-se a tudo o que nos diz respeito, para nos guiar e tudo penetrar de sua graça, na unidade duma vida que, através dos bens temporais, nos deve conduzir aos eternos.


Ó Deus, que sois o protetor dos que esperam em Vós e o princípio de toda a virtude e santidade, multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, governados e conduzidos por Vós, passemos por esta vida sem perder a eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (I Ped 5, 6-11)


“Fratres, sobrii estote et vigilate”. Todas as tardes, no ofício de completas, a Igreja lembra aos fiéis o conselho de São Pedro. Vamos ver agora em que encorajante contexto ele se situa.


Leitura da Epístola de São Pedro Apóstolo .

Caríssimos: Humilhai-vos, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno. Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.  A ele o poder na eternidade! Amém.

Gradual (Sl 54, 23;17;19)

Deita no Senhor o teu pensamento e Ele te sustentará. Clamei pelo Senhor e Ele me ouviu e me defendeu dos que se aproximavam de mim.

Aleluia (Sl 7,12)

Aleluia, aleluia. Deus, que é juiz íntegro, forte e paciente, acaso andará sempre irado? Aleluia.

Evangelho (Lc 15,1-10)


É em resposta às malévolas insinuações dos escribas e fariseus que Jesus vai contar a parábola da misericórdia e do perdão.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas :

Naquele tempo, aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida! Então lhes propôs a seguinte parábola:
Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la? E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido. Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa.

Ofertório (Salmo 9,11-13)

Todos os que conheceram o teu nome esperam em Ti, Senhor, porque não abandonaste os que Te buscavam. Cantai ao Senhor que tem em Sião sua morada, porque Ele não esquece a oração do pobre. 

Secreta

Olhai, Senhor, os dons da Igreja suplicante e fazei que os fiéis os recebam para sua perpétua santificação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Comunhão (Lc 15,10)

Digo-vos que os Anjos de Deus se alegram por um pecados que faz penitência. 

Pós-comunhão

Que a recepção destes sagrados mistérios nos dê vida, e, purificando, nos prepare para a misericórdia eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- II Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

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A epístola lembra o imperioso dever de caridade fraterna. À imitação de Cristo, que se entregou por nós, devemos amar o próximo até dar a vida por ele. No evangelho, a parábola dos convidados ao banquete, prefigura também a sangrada Eucaristia, como o banquete messiânico ao qual estamos todos convidados. Sempre que nos aproximamos da sagrada mesa, lembremo-nos que esta comunhão com Deus, nos prepara para a união definitiva da alma. As antecipações santificantes do sacramento encontrarão plena realização na felicidade eterna. 

 

As orações convidam-nos a fixar o nosso amor em Deus, a despojar-nos das coisas terrenas, para nos “elevarmos à prática duma vida perfeita”.


Páginas 596 a 599 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefevbre, 1963).


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl. 17,19-20, 2-3)

O Senhor fez-se o meu protetor e levou-me para um lugar espaçoso. Salvou-me porque me queria. Sl. Amo-Vos, Senhor, porque sois a minha fortaleza; sois o meu arrimo, o meu refúgio e libertador. Glória ao Pai.

Coleta

Fazei, Senhor, que nos anime sempre o temor e o amor do vosso santo nome, porque nunca deixais de dirigir os que firmais na vossa caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (I Jo 3, 13-18)


O amor a nossos irmãos, para ser eficaz e verdadeiro, deve crescer até a medida do que Jesus Cristo nos dedicou: Ele deu a vida por nós.


Leitura da Epístola de São João Apóstolo .

Caríssimos: Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.

Gradual (Sl. 119, 1-2)

Clamei pelo Senhor quando me atribularam e Ele ouviu-me. Senhor livrai a minha alma dos lábios pecadores e da língua mentirosa.

Aleluia (Sl 7,2)

Aleluia, aleluia. Meu Senhor e meu Deus, esperei em Vós, salvai-me das mãos dos que me perseguem e livrai-me. Aleluia.

Evangelho (Lc 14, 16-24)


Para o banquete eucarístico ou para o festim messiânico todos estão convidados, ainda os mais miseráveis. Simplesmente se excluem aqueles que, satisfeitos com o que têm, pensam não ter necessidade de Deus. 


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Disse Jesus aos fariseus a seguinte parábola: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas. E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado. Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado. Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado. Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir. Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar. O senhor ordenou: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa. Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia.

Ofertório (Sl 6,5)

Voltai, Senhor, e salvai a minha alma. Salvai-me por vossa misericórdia. 

Secreta

Que este sacrifício, que oferecemos em honrado do vosso nome, nos lave, Senhor, e dia a dia nos guie na prática da virtude. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Comunhão (Sl 12,6)

Cantarei ao Senhor por todos os bens que me deu e celebrarei o nome do Altíssimo. 

Pós-comunhão

Alimentados com estes dons, humildemente Vos suplicamos a graça de encontrarmos na recepção destes mistérios aumentos de salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- Festa da Santíssima Trindade

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

O Dogma fundamental com que toda a religião cristã se relaciona é o da Santíssima Trindade, em nome da qual todos os fiéis são batizados.

A festa da Santíssima Trindade deve ser entendida e celebrada como prolongamento dos mistérios de Cristo, como expressão solene da nossa fé na vida trinitária das Pessoas divinas, na qual fomos introduzidos pelo batismo e plea Redenção de Cristo. Só no Céu poderemos compreender como, em Cristo, nos é possível ter lugar de filhos na própria vida de Deus!

Estabelecida no século IX, a festa da Santíssima Trindade só se estendeu à Igreja universal no século XIV. Mas o culto à Santíssima Trindade enche toda a liturgia. É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que começa e acaba a missa, os ofícios divinos, e se conferem os sacramentos. Todos os salmos terminam pelo Gloria Patri, os hinos pela doxologia, e as orações por uma conclusão em honra das três Pessoas divinas. A Igreja faz-nos constantemente louvar e adorar o Deus três vezes Santo, que usou conosco de tal misericórdia que nos tornou partícipes da sua própria vida.


Páginas 576 a 579 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


APENAS Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- Domingo depois da Ascensão

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Há vários domingos já, os evangelhos vêm-nos lembrando a promessa de Jesus aos Apóstolos, na última ceia. Não os deixaria órfãos, mas havia de lhes enviar o Espírito Santo, que junto deles seria o representante de Jesus até o fim dos tempos. A Igreja sabe o que a presença do Espírito Santo representa para ela e para os fiéis; na expectativa do regresso glorioso do Senhor, implora incessantemente a assistência do Paráclito, seu defensor, seu consolador e amparo. 


Páginas 535 a 538 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 26, 7-9,1)


Aspiração profunda da alma para Deus. No dia seguinte à Ascensão, arde no desejo de rever o Senhor.


Ouvi, Senhor, o clamor com que Vos imploro, aleluia. O meu coração falou, Senhor, e disse: procurei o vosso rosto e procurá-lo-ei, Senhor, sem cessar. Nas afasteis de mim a vossa face, aleluia, aleluia. Sl. O Senhor é a minha luz e a minha salvação, de quem hei de ter medo? Glória ao Pai.

Coleta

Fazei, Senhor eterno e onipotente, que conservemos sempre sujeita a Vós a nossa vontade, e procuremos servir, de coração puro, a vossa majestade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (I Pe 4,7-11)


“Para que em tudo Deus seja glorificado”: transformada pela caridade, a vida do cristão presta continuamente testemunho à presença e à ação de Deus nela. 


Leitura da Epístola de São Pedro Apóstolo. 

Caríssimos: O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração. Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados (Pr 10,12). Exercei a hospitalidade uns para com os outros, sem murmuração. Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para exercê-lo com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A ele seja dada a glória e o poder por toda a eternidade! Amém.

Aleluia (Salmo 46, 9 | João 14,18)

Aleluia, aleluia. [1] O Senhor reina sobre todos os povos; Deus está sentado no seu trono santo, aleluia. [2] Não vos deixarei órfãos. Vou e volto para vós e o vosso coração se alegrará. Aleluia. 

Evangelho (Jo 15, 26-27; 16, 1-4)


A Igreja tem a certeza de que sempre há de encontrar no Espírito Santo a força, que lhe é necessária para dar testemunho de Cristo.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio. Disse-vos essas coisas para vos preservar de alguma queda. Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo porque não conheceram o Pai, nem a mim. Disse-vos, porém, essas palavras para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo anunciei. E não vo-las disse desde o princípio, porque estava convosco.

Ofertório (Salmo 46,6)

Deus subiu entre aclamações de júbilo e o Senhor ao clangor da trombeta, aleluia. 

Secreta

Que este sacrifício imaculado, Senhor nos purifique e comunique à nossa alma o vigor da graça divina. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Jo 17,12,13,15)

Pai, quando Eu estava com eles, Eu guardava os que Me deste, aleluia. Agora que vou para Ti, não Te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal, aleluia, aleluia.

Pós-comunhão

Saciados, Senhor, com estes sagrados mistérios, humildemente Vos pedimos a mercê de viver em contínua ação de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

 

Liturgia Diária- IV Domingo depois da Páscoa

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Os últimos domingos depois da Páscoa continuam a cantar a glória de Cristo e as alegrias da Redenção. Na missa de hoje há de notar-se o introito e a rejubilante alegria do ofertório, que é uma das mais belas melodias do canto gregoriano. 

Ao avizinhar-se a Ascensão e o Pentecostes, os evangelhos recordam a maneira como Jesus preparara os discípulos para a separação, anunciando-lhes a vinda do Espírito Santo, que vai ser, para eles, luz, força e proteção. Este ensinamento sobre a missão do Espírito Santo valeu para os apóstolos e vale para nós. Ao Espírito Santo é confiado o governo da Igreja. É seu inspirador e guia, enquanto para cada fiel, “batizado na água e no espírito”, é a única fonte da vida cristã. Pela sua ação permanente na Igreja, o Espírito Santo prolonga a obra de Cristo e dá d’Ele testemunho; convence o mundo simultaneamente do erro e do pecado, por se recusar a aceitar o Salvador. 

PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 97, 1,2,1)

Cantai ao Senhor um cântico novo, aleluia, porque o Senhor fez maravilhas, aleluia, revelou às nações a sua justiça, aleluia, aleluia, aleluia. Sl. Foi a sua direita e o seu santo braço que o salvou. Glória ao Pai.

Coleta


Viver como batizados, fiéis a Deus, nas condições instáveis e difíceis da vida terrestre, não é possível sem o socorro da graça; é ela que nos fixa os corações “lá onde se encontram as verdadeiras alegrias”.


Ó Deus, que unis numa só vontade todos os fiéis, dai ao vosso povo que ame o que ordenais e deseje o que prometeis, para que, entre a instabilidade das coisas presentes, se fixe o nosso coração onde está a verdadeira felicidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (Tg 1, 17-21)


O melhor que o homem poderá fazer, é deixar-se modelar por Deus, que nele empreendeu e prossegue esta obra magnífica. Depois da criação, a Redenção. Resta-nos, apenas, purificar a nossa vida e acolher a palavra divina, no mais íntimo da alma.


Leitura da Epístola de São Tiago. 

Caríssimos: Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas. Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar; porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus. Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas.

Aleluia (Salmo 117,16|Romanos 6,9)

Aleluia, aleluia. [1] A direita do Senhor manifestou o seu poder, a direita do Senhor me exaltou. Aleluia. [2] Cristo ressuscitado de entre os mortos já não morre; a morte não terá mais domínio sobre Ele, aleluia.

Evangelho (Jo 16,5-14)


O Espírito vai revelar aos fiéis a autenticidade da missão de Cristo e o sentido da sua morte redentora, denunciando o pecado do mundo, que não acreditou n’Ele, mostrando que Jesus era o Justo por excelência, o único justo, que, ressuscitado por Deus, voltou ao Céu, donde viera; garantindo, finalmente, a ruína de Satanás, que, tentando perder o Autor da vida, a si mesmo se condenou.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais? Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração. Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado. Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.

Ofertório (Salmo 65, 1-2;16)

Entoe a Terra toda um cântico de alegria ao Senhor e um salmo ao seu nome. Vinde e escutai, que vos contarei, aos que temeis a Deus, quanto o Senhor fez em prol da minha alma.

Secreta

Ó Deus, que pelo admirável comércio deste sacrifício nos fizestes participantes da vossa una e soberana divindade, fazei que, depois de termos conhecido a vossa verdade, a realizemos pela irrepreensível correção dos nossos costumes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (João 16,8)

Quando o Paráclito vier, o Espírito de verdade há de arguir o mundo do pecado, da justiça e do juízo, aleluia, aleluia.

Pós-comunhão

Velai por nós, Senhor nosso Deus, e fazei, por estes mistérios que recebemos, que nos lavemos dos nossos vícios e encontremos proteção contra todos os perigos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- III Domingo depois Páscoa

Domingo de 2ª Classe- Missa própria

“Vou para o Pai”. Também nós Te seguiremos até Ele, Senhor, que sois o caminho, a verdade e a vida.

“Jubilate Deo, omnis terra!” Toda inebriada na alegria da Ressurreição, a Igreja canta o seu júbilo e proclama a glória do Senhor.

Mas as festas da Páscoa, neste mundo, mais não são do que a antecipação da Páscoa eterna, da alegria perfeita, que nos espera no Céu. Será a coroa duma vida cristã, fielmente vivida. 

Desta vida, fiel a si mesma, traça São Pedro um programa tão simples quão sublime. Viageiro a caminho da pátria celeste, o cristão prossegue a sua rota, observando, sem desfalecimento, tudo o que se lhe impõe na sua existência terrestre. Sabe que isso é agradar a Deus. Até as provocações têm sua função: são um germe de vida eterna. Totalmente orientada para o trunfo final, a vida cristã é uma luta, mercê da qual se deve instaurar, progressivamente, em cada um de nós, a vitória já alcançada na pessoa de Cristo. 


Páginas 509 a 513 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- II Domingo depois da Páscoa

Domingo da 2ª Classe- Missa própria

Quinze dias após os batismos da Páscoa, a Igreja apresenta-nos Cristo sob a figura de pastor de nossas almas. Depois da epístola, em que São Pedro lembra o que custou ao Salvador conduzir-nos, ovelhas tresmalhadas, ao seu redil, o evangelho repete-nos a maravilhosa parábola, em que o próprio Jesus se apresentou como o Bom Pastor, que conhece cada uma das suas ovelhas, que dá a vida por elas e as arranca ao lobo voraz. É Ele o verdadeiro pastor, que realiza a visão de Ezequiel, ao anunciar um pastor, que viria no fim dos tempos libertar o seu povo. 

O redil de Cristo é a Igreja. É no seio da Igreja que Ele nos confere a sua vida, através dos sacramentos; que nos transmite a sua palavra pelos ensinamentos que ela nos ministra; que nos enche das riquezas da graça, para nos iluminar os caminhos e sustentar os nossos passos nas veredas do Céu. É por ela que exerce em nós o múnus de único Pastor. Colocado à frente do rebanho, Pedro deu a vida por aqueles que foram confiados à sua vigilância de pastor, e, desde então, o ministério sacerdotal continua a garantir, na Igreja, a presença ininterrupta d’Aquele que é o único e verdadeiro Pastor das almas. 


Páginas 505 a 508 do Missal Quotidiano. 


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu, e Missa Cantada Às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Liturgia Diária- Domingo in Albis

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Meu Senhor e meu Deus!” – “Porque me viste, Tomé, acreditaste; pois bem-aventurados os que não me viram e acreditaram!”

Domingo “Quasimodo”, Domingo “In albis”, Domingo de “Pascoela” – três nomes por que é conhecido este domingo. O primeiro, em virtude do introito; o segundo, por alusão às vestes brancas dos neófitos; o terceiro, porque este dia oitavo da Ressurreição é uma Páscoa em ponto pequeno.

Os neófitos conservaram, toda a semana, as vestes brancas do batismo. Depuseram-na ontem, mas a Igreja exorta-os a prolongar, em suas almas, a festa da Páscoa, permanecendo fiéis à graça, de que foram enriquecidos (coleta). A celebração pascal deve significar também para nós uma renovação da vida de batizados; e é por essa razão que a Igreja se dirige, instantemente, não só aos que acabam de entrar na milícia cristã, mas também a nós.


Páginas 500 a 504 do Missal Quotidiano.


Missa Cantada APENAS às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (I Pedro, 2,2; Sl 80,2)

Como crianças recém-nascidas, aleluia, mas já com uso da razão, desejai sinceramente o leite espiritual, aleluia, aleluia. Sl. Exultai de alegria e louvai o nosso Deus e Salvador, cantai um cântico de júbilo ao Deus de Jacob. Glória ao Pai. 

Coleta


O povo, que Deus para si gerou, nas águas do batismo é um povo de homens puros; que Ele gaurde, pois, sem mancha a brancura da sua vida nova” (São Clemente de Alexandria).


Fazei, Senhor onipotente, que, tendo já celebrado as festas da Páscoa, as continuemos por vossa graça em nossa vida e costumes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (I Jo 5, 4-10)


A vitória sobre o pecado e sobre a morte, que se afirma na Ressurreição do Senhor, torna-se, para o cristão que vive na fé do seu batismo, um penhor de glória.


Leitura da Epístola de São João Apóstolo.

Meus Irmãos: Todo o que nasce de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade. São, assim, três os que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho. Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho.

Aleluia (Mateus 28,7; João 20,26)

Aleluia, aleluia. [1º] No dia da minha ressurreição, diz o Senhor, preceder-vos-ei na Galileia, aleluia. [2º] Oito dias depois, estando fechadas as portas, o Senhor apareceu no meio dos discípulos e disse: a paz seja convosco, aleluia.

Evangelho (Jo 20, 19-31)


É o próprio Senhor que consolida, com as suas aparições aos discípulos, a nossa fé, e diz a Tomé o apreço em que a tem. Bem-aventurados os que têm fé! Ingressam na vida autêntica, a do Espírito, que Jesus insufla, e lhes merece a indefectível paz de Deus.


Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo: Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.  Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei! Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto! Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Ofertório (Mt 28, 2.5.6)

Um Anjo do Senhor desceu do céu e disse às mulheres: Aquele a quem buscais ressuscitou como disse, aleluia.

Secreta

Aceitai, Senhor, os dons da vodda Igreja, que anda exultante de júbilo, e pois que lhe destes tantos motivos para isso, não lhe negueis os frutos da alegria perpétua. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (João 20, 27)

Põe aqui a mão e reconhece o lugar dos cravos, aleluia; e não sejas mais incrédulo, mas fiel, aleluia, aleluia.

Pós-Comunhão

Nós Vos suplicamos, Senhor e nosso Deus, que estes sagrados mistérios que instituístes em penhor da nossa Redenção nos sirvam de remédio nesta vida e de garantia na outra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


PARTITURAS E ÁUDIOS

 

Liturgia Diária- Domingo da Ressurreição de Nosso Senhor

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

A Páscoa é a festa por excelência, a alegria sem sombras dos cristãos. A missa, na grande oração de ação de graças, dirá, logo às primeiras palavras do prefácio, o motivo desta incomparável alegria: Se é justo louvar a Deus a todo momento, quanto mais o é neste dia em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado para expiar os pecados do mundo, nos comunicando a vida pela sua morte e ressurreição. A Páscoa é a destruição do pecado, a vitória sobre a morte, a recuperação da vida divina, a promoção do nosso próprio corpo à imortalidade. Perante tantas certezas, toda tristeza deve ceder.

“Haec dis quam fecit Dominus”: Eis o dia que o Senhor fez. Durante toda a oitava, cantaremos a alegria desta solenidade sem par, que nos franqueia as portas da eternidade. Cada domingo é como que a sua lembrança, e, de domingo a domingo, ano a ano, as páscoas desta Terra conduzir-nos-ão ao dia feliz, em que Cristo há de voltar, resplandecente de glória, para nos introduzir conSigo no reino do pai. 

OBS.: “Em toda a América Latina, em virtude de especial indulto concedido pelo Santo Padre João XXIII, em 8 de agosto de 1959 (Faculdade Decenal sob n. 11), todos os fiéis podem cumprir o preceito da Santa Comunhão Pascal [3º mandamento da Igreja], desde o domingo da Setuagésima até a Festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho), inclusive.” (Missal Quotidiano, D. Beda Keckeisen OSB, 1962, p. 43). 


Páginas 471 a 476 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha. (Não haverá Missa de manhã)


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 138, 5-6;1-2)

Ressurgi e ainda estou convosco, aleluia: colocastes sobre mim a vossa mão, admirável se manifestou a vossa ciência, aleluia, aleluia. Sl. Vós, Senhor, me provastes e conhecestes. Vós conheceis o dia da minha morte e da minha ressurreição. Glória ao Pai. 

Coleta

Ó Deus, que pelo triunfo do vosso Filho Unigênito sobre a morte, nos abristes hoje de novo o caminho da eternidade, fazei que realizemos com a vossa ajuda os desejos que a vossa graça nos inspira. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (ICor 5,7-8)


Se ressuscitamos com Cristo, a nossa vida tem necessariamente de ser outra. Os judeus só podiam comer o cordeiro pascal com pão ázimo; comamos nós também Cristo “nossa páscoa”, com o pão sem fermento duma vida sem mancha, isenta de todo o fermento de pecado.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Naqueles dias: Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade.

Gradual (Salmo 117, 24;1)

Este é o dia que o Senhor fez. Exultemos nele e rejubilemos nele. Glorificai o Senhor, porque Ele é bom e é eterna a sua misericórdia.

Aleluia (I Coríntios 5,7)

Aleluia, aleluia. Cristo foi imolado como nossa Páscoa.

Sequência

À Vítima pascal ofereçam
Os cristãos sacrifícios de louvor.
O Cordeiro resgatou as ovelhas:
Cristo o Inocente
Reconciliou com o Pai os pecadores.
A morte e a vida
Travaram um admirável combate:
Depois de morto,
Vive e reina o Autor da vida.
Diz-nos, Maria,
Que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
E a glória do Ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
Vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
Precederá os seus discípulos na Galileia.
Sabemos e acreditamos
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
Tende piedade de nós.
Amém. Alleluia.


Victimae paschali laudes immolent Christiani. Agnus redemit oves: Christus innocens Patri reconciliavit peccatores. Mors et vita duello conflixere mirando: dux vitae mortuus, regnat vivus. Dic nobis Maria, quid vidisti in via? Sepulcrum Christi viventis, et gloriam vidi resurgentis: Angelicos testes, sudarium, et vestes. Surrexit Christus spes mea: praecedet suos in Galilaeam. Scimus Christum surrexisse a mortuis vere: tu nobis, victor Rex, miserere. Amen. Alleluia.


Evangelho (Mc 16, 1-7)


Ao lado do túmulo vazio, um anjo anuncia às santas mulheres a Ressurreição de Jesus. É a nós que ele se dirige por intermédio da Igreja. A narrativa evangélica das aparições, que vamos ler durante esta semana, deve firmar a nossa fé, do mesmo modo que a visão de Cristo ressuscitado foi uma âncora para a fé de seus discípulos.


Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos.

Naquele tempo: Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado. E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro? Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande. Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se. Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse.

Ofertório (Salmo 75, 9-10*)

A terra estremeceu e ficou em paz, quando Cristo por sua virtude ressuscitou, aleluia.

Secreta

Dignai-Vos receber, Senhor, as preces do vosso povo e juntamente a oblação deste sacrifício, para que, santificados com estes mistérios pascais, nos conciliem, por vossa graça, remédios de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (I Coríntios 5, 7-8)

Cristo, nossa Páscoa, foi imolado, aleluia. Por isso celebramo-la com ázimos de pureza e de verdade, aleluia, aleluia, aleluia.

Pós Comunhão

Derramai sobre nós, Senhor, o espírito da vossa caridade e fazei, por vossa misericórdia, que vivam concordes aqueles que saciastes com estes mistérios pascais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, que convosco vive e reina em unidade do mesmo Espírito. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- II Domingo da Paixão- Domingo de Ramos

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

A narrativa da Paixão foi consignada nos quatro Evangelhos, sendo a de São Mateus que nos é dada a ouvir hoje. Na epístola, São Paulo sublinha as humilhações voluntárias do Senhor, até a ignomínia suprema da morte na Cruz. Por ela resgatou o mundo, e, subindo ao Céu, arrasta consigo todos os homens: os seus sofrimentos são o preço do seu triunfo e da nossa Redenção. Ao mesmo tempo que nos lembra a Paixão do Salvador, a Igreja não deixa de nos inculcar a respectiva lição: se queremos participar da sua ressurreição (coleta), devemos também humilhar-nos, apagar-nos como Ele, que foi ao ponto de participar dos nossos sofrimentos.  


Páginas 326 a 349 do Missal Quotidiano.


Procissão de Ramos e Missa Cantada às 9:30 horas, iniciando na Praça César Lathes e indo até a Capela Nossa Senhora de Lourdes


Evangelho (Mt 21, 1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo: aproximando-se Jesus de Jerusalém, e chegando a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mo. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9).Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus! 

Epístola (Fil 2, 5-11)


“Cristus factus obediens…”. Numa melodia cheia de gravidade e de beleza, a Igreja há de repedir, no final do ofício das trevas do tríduo sagrado, este magnífico texto da Epístola aos Filipenses, em que São Paulo releva, tão energicamente, às humilhações voluntárias de Cristo, condição da sua glória e nossa Redenção.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

Irmãos: Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas  aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.

Paixão segundo São Mateus (Mt 26, 36-75)


Outrora, no Sinai, o sangue da vítimas selou a aliança de Deus com o seu povo; agora, na Cruz, o sangue da Vítima sem mácula – Jesus – vai firmar, entre Deus e os homens, a nova aliança, que os profetas anunciaram. A narrativa de São Mateus salienta a realização das Escrituras; todo o sombrio drama se desenrola conforme o plano divino. Realizam-se as profecias; Jesus é, por conseguinte, o Messias prometido.


Naquele tempo: Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo… Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade! Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores… Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui. Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo. Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Jesus, no entanto, lhe disse: Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim? Depois, voltando-se para a turba, falou: Saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo e não me prendestes. Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram. Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo. Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo. Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus? Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu. A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte! Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu? Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu. Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes. Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte. Ligaram-no e o levaram ao governador Pilatos. Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue. Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros. Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue. Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel; e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito. Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus. Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti? Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa. Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.) Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás! Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado! O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado! Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar. Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber. Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19). Sentaram-se e montaram guarda. Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam: Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz! Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele: Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? – o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias. Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse. Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo. Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus! Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- I Domingo da Paixão

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Pai, se for possível, afaste-se de Mim este cálice. Todavia, faça-se a vossa vontade, e não a minha!”.

Os últimos dias, que nos separam da prisão de Jesus, mostram-no constantemente como objeto de ódio de seus inimigos. Mas, que grandeza divina no modo como Ele próprio vai ao encontro da Paixão, senhor dos acontecimentos, dominando os adversários, seguro da “sua hora”, aquele em que, pela obediência ao Pai e pela efusão do sangue, vai realizar-se a Redenção!

“Avançam os estandartes do Rei: é o mistério da Cruz, em que a Vida sofreu a morte, e pela morte restaurou a vida” (hino das vésperas). No limiar destas augustas semanas, a Igreja mostra-nos, em Jesus, a vítima imaculada do sacrifício, que se preparara, e também o vencedor da morte – o príncipe da vida.

Os pensamentos da Igreja vão exclusivamente para Jesus. Ela continua a oferecer a Deus a penitência quaresmal dos fiéis, mas a sua atenção concentra-se na Paixão do Senhor, de quem nos vem a salvação. Isto é particularmente sensível nas partes cantadas das missas desta semana e da Semana Santa. Os textos, em vez de estarem no plural, estão, o mais das vezes, na primeira pessoa do singular; Cristo fala só. Toma sobre si a prece a angústia de todos. Ele é o justo perseguido, que a morte atemoriza, que os pecadores ameaçam, que implora graça e justiça. 


Páginas 295 a 299 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.  


PRÓPRIO DO DIA

Intróito (Salmo 42, 1-2;3)


Cristo encarregou-se da nossa causa e advoga-a junto de Deus.


Fazei-me justiça, Senhor, e apoiai a minha causa contra um povo infiel: livrai-me do homem perverso e enganador, já que sois o meu Deus e a minha fortaleza. Sl. Enviai, Senhor, lá do Céu, a vossa luz e a vossa verdade, para que me conduzam ao vosso monte santo, e à vossa morada -Fazei-me justiça, Senhor. 

Coleta

Dignai-Vos olhar benignamente, Senhor, para o vosso povo, governando-o com a vossa graça, quanto ao corpo, e defendendo-o, com a vossa assistência, quanto à alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Heb 9, 11-15)


Substituindo todos os sacrifícios da antiga Lei, o sacrifício de Cristo é de tal perfeição, que basta para expiar, duma vez para sempre, os nossos pecados e para franquear-nos, de novo, a porta do Céu.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus. 

Irmãos: Veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo), sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna. Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo? Por isso ele é mediador do novo testamento. Pela sua morte expiou os pecados cometidos no decorrer do primeiro testamento, para que os eleitos recebam a herança eterna que lhes foi prometida.

Gradual (Salmo 142, 9.10; 14, 48-49)

Arrancai-me, Senhor, das mãos dos meus inimigos, e ensinai-me a fazer a vossa vontade. Porque Vós sois Quem me salva da fúria do povo, e Quem me exalta sobre aqueles que investem contra mim: arrancai-me-eis das mãos do homem perverso. 

Trato (Salmo 128, 1-4)

Muitas vezes me têm combatido desde a minha juventude. Israel que o diga: muitas vezes me combateram, desde a minha juventude. Todavia, nada puderam comigo os pecadores, que se atiravam às minhas costas. Alongaram os seus sulcos fundos, mas Deus, que é justo, abaterá a cerviz dos pecadores.

Evangelho (Jo 8, 46-59)


Jesus afirma a sua divindade cada vez com mais insistência. É isso mesmo que os seus inimigos Lhe censuram e que Lhe merecerá a condenação. Mas aqueles que acolherem as suas palavras, como enviado e Deus, segui-Lo-ão na vida eterna.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão dos judeus: Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus. Responderam então os judeus: Não dizemos com razão que és samaritano, e que estás possesso de um demônio? Respondeu-lhes Jesus: Eu não estou possesso de demônio, mas honro a meu Pai. Vós, porém, me ultrajais! Não busco a minha glória. Há quem a busque e ele fará justiça. Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte. Disseram-lhe os judeus: Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte… És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu… e os profetas também. Quem pretendes ser? Respondeu Jesus: Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria. Os judeus lhe disseram: Não tens ainda cinqüenta anos e viste Abraão!… Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou. A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.

Ofertório (Salmo 110, 1; 118, 17. 107)

Louvar-Vos-ei, Senhor, com toda a minha alma. Abençoai o vosso servo. Viverei e porei prática a vossa palavra. Dai-me a vida, segundo a  vossa palavra, Senhor.

Secreta

Fazei, Senhor, que estes dons nos libertem dos laços da nossa maldade, e nos alcancem a graça da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (I Cor 11, 24-25)

Isto é o meu corpo, que será entregue por vós. Este é o cálice do Novo Testamento, fundado no meu sangue, diz o Senhor. Todas as vezes que o receberdes, fazei isto em memória de mim.

Pós-Comunhão

Assisti-nos, Senhor, e defendei, com a vossa eterna proteção, aqueles que reanimastes com estes santos mistérios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- IV Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Laetare”. É o grito de júbilo, ao chegar o meio da Quaresma, antecipação da alegria pascal, que há de jorrar da Cruz. Em Roma, a estação congregava-se na igreja de Santa Cruz de Jerusalém, escolhida, propositadamente, para cantar as alegrias e as grandezas da nova Jerusalém, a Igreja terrestre e a Cidade celeste. 

No breviário, a Igreja propõe-nos a leitura da história de Moisés, que se resume em dois grandes acontecimentos. Por um lado, Moisés liberta o povo de Deus do cruel cativeiro do Egito, e fá-lo atravessar o Mar Vermelho. É a libertação, o termo da escravatura. Por outro lado, sustenta-o com maná, no deserto, dá-lhe a Lei do Sinai e o conduz para a terra prometida, onde se erguerá, um dia, a Cidade Santa de Jerusalém, à qual todas as tribos se dirigiam anualmente, para cantar a alegria de serem o povo privilegiado, escolhido por Deus.

A missa mostra a realização destas figuras. O verdadeiro Moisés é Cristo, que, tendo-nos libertado da escravidão de Satanás e do pecado, nos faz atravessar as águas do batismo, nos alimenta com a Eucaristia, nos introduz na sua Igreja, a verdadeira Jerusalém e antecipação do Céu, onde os eleitos entoarão, eternamente, o cântico dos resgatados. 

A Igreja sente-se imensamente feliz de possuir estas riquezas, de as ver renovadas incessantemente e de poder comunicá-las. É com este pensamento que, a meio caminho, olhos fitos na Páscoa, a mesma Santa Igreja nos convida a respirar a aragem refrigerante da graça. 

Os paramentos cor-de-rosa, o órgão, as flores do altar, são sinais da sua alegria, que as jubilosas melodias gregorianas vêm, ainda, sublimar. 


Páginas 259 a 264 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Intróito (Isaías 66, 10.11; Salmo 121, 1)

Rejubila, Jerusalém, e vós todos os que a amais, reuni-vos para partilhar do seu júbilo. Regozijai-vos com ela de prazer, vós que tendes vivido na tristeza, porque sereis saciados de consolações abundantes. Sl. Alegrei-me naquilo que me foi dito: Iremos para a casa do Senhor. Glória ao Pai.

Coleta

Concedei, Senhor onipotente, que nós, que somos merecidamente castigados pela nossa má conduta, encontremos refrigério na paz da vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Gl 4, 22-31)


Em linguagem alegórica, em que Agar prefigura a Sinagoga, e Sara, a Igreja, São Paulo dá-nos a interpretação duma célebre do Gênesis (16;21,1-21), demostrando que, na economia da salvação, tudo depende do dom de Deus – “a Promessa”. Os herdeiros desta promessa são os que creem em Jesus, que é a sua realização.


Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos: A Escritura diz que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. O da escrava, filho da natureza; e o da livre, filho da promessa. Nestes fatos há uma alegoria, visto que aquelas mulheres representam as duas alianças: uma, a do monte Sinai, que gera para a escravidão, é Agar. (O monte Sinai está na Arábia.) Corresponde à Jerusalém atual, que é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém lá do alto é livre e esta é a nossa mãe, porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não davas à luz; rejubila e canta, tu que não tinhas dores de parto, pois são mais numerosos os filhos da abandonada do que daquela que tem marido (Is 54,1). Como Isaac, irmãos, vós sois filhos da promessa. Como naquele tempo o filho da natureza perseguia o filho da promessa, o mesmo se dá hoje. Que diz, porém, a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque o filho da escrava não será herdeiro com o filho da livre (Gn 21,10). Pelo que, irmãos, não somos filhos da escrava, mas sim da que é livre.

Gradual (Salmo 121, 1.7)

Alegrei-me com aquilo que me foi dito: Iremos para a casa do Senhor. Haja paz nas tuas muralhas, e abundância nos teus palácios.

Trato (Salmo 124, 1-2)

Aqueles que confiam no Senhor são como a montanha de Sião, porque não vacilará jamais o que habita em Jerusalém. Está cingida de montanhas, e o Senhor vela em volta do seu povo, agora e sempre. 

Evangelho (Jo 6,1-15)


A multiplicação dos pães é anúncio e símbolo da Eucaristia, que é, por excelência, o sacramento pascal, prometido aos batizados. “Os vossos pais comeram o maná, no deserto, e morreram. Eu sou o pão vivo, descido do céu; todo aquele que comer deste pão, viverá eternamente. E o pão, que Eu darei, é a minha carne, para a vida ao mundo”.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, Jesus atravessou o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente? Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.

Ofertório (Salmo 134, 3.6)

Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome um salmo, porque é suave, e fez no Céu e na Terra tudo o que quis.

Secreta

Dignai-Vos olhar, Senhor, com bondade, para este sacrifício, e fazei que nos aproveite ao nosso progresso e à nossa salvação espiritual. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Salmo 121, 3-4)

A Jerusalém, cidade santa, cujas partes formam um todo admirável; lá sobem as tribos do Senhor para louvar o seu nome. 

Pós-comunhão

Concedei-nos, Deus de misericórdia, que celebremos com piedade sincera, e recebamos, de coração pura, aqueles santos mistérios, de que sem cessar nos alimentamos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- III Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

A missa deste domingo apresenta-nos Jesus a contas com Satanás. Fulmina-o e expulsa-o do corpo dum possesso (evangelho). Logo ao principiar o seu ministério, Jesus teve de medir-se com o demônio. Quando chegar a Paixão travará o combate supremo, mas a vitória está-lhe assegurada. “Vem aí o príncipe deste mundo, mas não tem nenhum poder sobre mim.” O próprio Jesus resume a sua obra como uma vitória definitiva sobre Satanás: “Vai agora ser lançado fora o príncipe deste mundo; quanto a mim, quando for erguido da terra, atrairei todos os homens”.

É, pois, toda a missão de Jesus que nos apresenta, como um combate e um triunfo sobre o demônio. No decurso da Quaresma, a Igreja não podia deixar de o sublinhar. Apresentou-nos, já no primeiro domingo, o evangelho da tentação, cujo sentido foi então explanado. Expulso, hoje, do corpo dum possesso, o demônio vê escapar-se-lhe o domínio que havia usurpado. Estamos a caminho da Paixão e do batismo da noite pascal: depois do exorcismo dos catecúmenos,  Jesus tomará plena posse das almas que resgatou.

A luta contra Satanás prossegue-se na vida dos batizados. Enquanto não reconhecer a Cristo, a humanidade, muda e cega, é presa fácil do demônio; abrindo os olhos para a luz, fixa o Salvador, e, fortalecida com a sua graça, envereda por caminhos novos, longe das trevas do pecado (epístola).


Páginas 225 a 229 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 24, 15-16. 1-2)

Os meus olhos estão sempre voltados para o Senhor, porque Ele desembaraçará dos laços os meus pés. Olhai, Senhor, para mim, e tende compaixão, porque sou sozinho e fraco. Sl. A Vós, Senhor, levantei a minha alma. Tenho confiança em Vós, ó meu Deus, e não serei confundido. Glória ao Pai. 

Coleta

Dignai-Vos satisfazer, Senhor onipotente, as aspirações humildes, e estendei, em nossa defesa, a destra da vossa majestade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Ef 5, 1-9)


Arrancados ao jugo de Satanás, príncipe das trevas, enveredamos pelas pegadas de Cristo, isto é, por caminhos de caridade e de pureza, aluminados pelo seu celeste fulgor. 


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.

Irmãos: Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! – terá herança no Reino de Cristo e de Deus. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes. Não vos comprometais com eles. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade.

Gradual (Salmo 9, 20.4)

Levantai-Vos, Senhor, e não deixeis que os homens levem a melhor: Chamai os povos a juízo. Vós fizestes recuar os meus inimigos, porque diante da vossa face se sentem todos fracos e perecem.

Trato (Salmo 122, 1-3)

A Vós, Senhor, que habitais nos Céus, levantei os meus olhos. Assim como os olhos do servo se fixam nas mãos do senhor. E os da escrava nas mãos da senhora; assim o nosso olhar se fixa no nosso Deus, até que se compadeça de nós. Tende compaixão de nós, Senhor, tende compaixão de nós. 

Evangelho (Lc 11, 14-28)


“Se é pelo poder de Deus que expulso os demônios, é que o Reino de Deus chegou.” Toda e qualquer vitória sobre o demônio é uma projeção do Reino de Deus. Quer se trate de nós, quer dos que nos rodeiam, é isto uma verde incontestável e consoladora.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Jesus expulsava um demônio que era mudo. Tendo o demônio saído, o mudo pôs-se a falar e a multidão ficou admirada. Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios. E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu. Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros. Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul. Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes! Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus. Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui. Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos. Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha. Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí. Chegando, acha-a varrida e adornada. Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira. Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

Ofertório (Salmo 18, 9-12)

Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; e os juízos do Senhor são mais suaves que o mel dos favos: E o vosso servo guarda-os fielmente.

Secreta

Que esta vítima, Senhor, nos lave da mácula do pecado, e nos santifique na alma e no corpo, para celebrar dignamente este sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Salmo 83, 4-5)

A ave encontrou ninho, e a rola morada, para colocar os seus filhos: São os vossos altares, Senhor dos exércitos, meu Rei e meu Deus! Felizes os que habitam na vossa casa: Eles Vos louvarão eternamente. 

Pós-Comunhão

Dignai-Vos, Senhor, livrar de todo o pecado e perigo aqueles que admitistes à participação dos vossos excelsos mistérios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- II Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

Continuando a leitura das sublimes paginas da Bíblia, iniciadas na Septuagésima, o oficio de matinas chega, hoje, à benção do patriarca Isaac a seu filho Jacó. Os Santos Padres viram no patriarca Jacó, que suplanta o irmão, para ser, em vez dele, o objeto dos favores divinos, uma figura de Cristo, segundo Adão e novo chefe da humanidade regenerada, “no qual todas as nações serão abençoadas”. O evangelho da transfiguração pareceu-lhes realizar o que a narrativa bíblica havia anunciado: Deus abençoa seu Filho “revestido da nossa carne”, como Isaac abençoara Jacó, oculto nas vestes de seu irmão. Foi por se haver solidarizado conosco, ao ponto de levar ao alto da cruz “uma carne semelhante à nossa carne de pecado”, como diz S. Paulo, que fomos constituídos co-herdeiros de Cristo, único objeto das complacências do Pai. Antes de seguir a Cristo na glória, é mister sofrer as provações desta vida. Na presente condição de fragilidade, que exige o constante socorro da graça, devemos manter corpos e almas na pratica duma vida santa, capaz de agradar a Deus.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Epístola (I Tes 4, 1-7)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses : 

Irmãos: Aprendestes de nós a maneira como deveis proceder para agradar a Deus – e já o fazeis. Rogamo-vos, pois, e vos exortamos no Senhor Jesus a que progridais sempre mais. Pois conheceis que preceitos vos demos da parte do Senhor Jesus. Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza; que cada um de vós saiba possuir o seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem a Deus; e que ninguém, nesta matéria, oprima nem defraude a seu irmão, porque o Senhor faz justiça de todas estas coisas, como já antes vo-lo temos dito e asseverado. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.

Evangelho (Mt 17, 1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo: Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais. Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus. E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos. 


Por motivos técnicos, a disponibilização do próprio do dia, bem como das partituras e respectivos áudios, não foi possível. 

Liturgia Diária- I Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

A cena da tentação, no limiar da vida pública de Jesus, proclama, de maneira impressionante, a inversão de situações, que a Redenção vai operar no mundo. Naquilo mesmo, em que Adão havia sucumbido, Cristo, o novo chefe da humanidade, triunfará sobre o poder de Satanás: na hora da paixão será destronado o “príncipe deste mundo”. O evangelho da tentação é prenúncio da vitória de Cristo. Colocando este evangelho no princípio da Quaresma, a Igreja proclama que esta vitória há de ser a nossa. Dentro de nós e à nossa volta, é a tentação, o combate, a vitória de Cristo que continua: o nosso esforço e o seu; as nossas forças, as suas; e o nosso triunfo no dia de Páscoa será também o seu. Lancemo-nos, por conseguinte e confiadamente, no combate, cujo programa de São Paulo nos traçou na epístola da missa. É uma revisão de toda a vida cristã. Enchamo-nos de coragem, considerando que o progresso da vida cristã em nós, é a continuação do triunfo de Cristo. 

A liturgia quaresmal é uma liturgia de confiança. O salmo 90, que é essencialmente o salmo da confiança, fornece o trato e todas as partes cantáveis da missa deste dia. Dele serão também os versículos do ofício até o Tempo da Paixão . São dias de salvação os dias da Quaresma, “o tempo propício” por excelência, para emendarmos a nossa vida. A Igreja insiste neste ponto, para que, ao chegar a Páscoa, possamos celebrar, purificados de corpo e alma, o mistério da Paixão e da Ressurreição do Senhor.


Páginas 159 a 164 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha. 


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 90, 15-16.1)

Invocar-me-á , e Eu ouvi-lo-ei: Salvá-lo-ei e glorificá-lo-eu, e enchê-lo-ei de largos dias. Sl. O que habita à sombra do Altíssimo descansará sob a proteção do Deus dos céus. Glória ao Pai. 

Coleta

Ó Deus, que purificais anualmente a vossa Igreja com a observância do jejum quaresmal, fazei que a vossa família alcance, por boas obras, o que porfia merecer pela abstinência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (II Cor 6, 1-10)


Exortação premente a que não recebamos em vão a graça de Deus. Ao dirigir-no-la, São Paulo descreve o seu combate pessoal e mostra que a vitória de Cristo se manifesta numa vida como a sua. 


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: Exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação. A ninguém damos qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja criticado. Mas em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma grande constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias, nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações; pela pureza, pela ciência, pela longanimidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera, pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas, através da honra e da desonra, da boa e da má fama. Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte. Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!

Gradual (Salmo 90, 11-12)

O Senhor incumbiu os seus anjos de velar por ti, e que te guardassem em todos os teus caminhos. Levar-te-ão em suas mãos, para que não tropeces.

Trato (Salmo 90, 1-7. 11-16)


Cântico pleno de certezas. Aquele que confia no Senhor, nada tem a recear.


O que habita à sobra do Altíssimo, na proteção do Deus do Céu descansará. Dirá ao Senhor: TU és o meu defensor e o meu refúgio; o meu Deus em Quem esperei. Porque Ele livrou-me do laço dos caçadores e das palavras venenosas. Cobrir-te-á com as suas asas , e debaixo das suas penas viverás na esperança. A sua verdade cercar-te-á como um escudo, e não recearás os terrores da noite, nem a seta que voa de dia, nem o inimigo que anda nas trevas nem os assaltos do demônio do meio-dia. Cairão mil ao teu lado, e dez mil à tua direita. a ti, porém, nada te atingirá. Porque Ele incumbiu os seus anjos de velar por ti, e que te guardassem em todos os seus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces nas pedras do caminho. Sobre o áspide e o basilisco andarás, e calcarás aos pés o leão e o dragão. Por que esperou em Mim, livrá-lo-ei; protegê-lo-e, porque conheceu o meu Nome. Clamará a Mim, e Eu ouvi-lo-e: com ele estou na tribulação. Livrá-lo-ei, e glorificá-lo-ei: enchê-lo-ei  de dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.

Evangelho (Mt 4, 1-11)


“Não é indigno do nosso Redentor permitir que fosse tentado, Ele que viera entregar-se à morte. Convinha, porém, que pelas suas tentações, triunfasse das nossas, pois que viera com sua morte vencer a nossa” (São Gregório, em matinas).


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3). O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16). O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13). Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo.

Ofertório (Salmo 90, 4-5)

O Senhor cobrir-te-á com as suas asas, e debaixo das suas penas viverás na esperança. A sua verdade cercar-te-á como um escudo.

Secreta

Oferecendo-Vos solenemente, Senhor, este sacrifício no princípio da Quaresma, humildemente Vos pedimos que, pela restrição dos alimentos corporais nos leveis a não cair nos prazeres pecaminosos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Comunhão (Salmo 90, 4-5)

O Senhor cobrir-te-á com as suas asas, e debaixo das suas penas viverás na esperança. A sua verdade cercar-te-á como um escudo.

Pós-comunhão

Fazei, Senhor, que este divino sacramento nos renove as forças, e, purificando-nos dos erros do homem velho, nos faça entrar na posse do mistério da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- Domingo da Quinquagésima

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Uma nova era abre na história d humanidade. Depois de Adão, “pai do gênero humano” (Septuagésima);; depois de Noé, “pai das novas gerações” (Sexagésima), surge hoje a figura magnifica de Abraão, “pai de todos os crentes”, que nos é apresentado nas lições de matinas. 

Porque acreditou na realização das divinas promessas, é que Abraão é nosso pai na fé. E porque aceitou sacrificar Isaac, o “filho da promessa”, sobre o qual repousava toda a sua esperança, é que Deus lhe multiplicou a posteridade “como as estrelas do céu e as areias do mar”. No dizer de São Paulo, somos nós essa posteridade – Cristo e nós ao mesmo tempo; e Isaac, destinado à imolação e arrancado depois à morte, é a figura de Jesus, morto e ressuscitado. 

“Eis que subimos para Jerusalém…”. Ao lado do anúncio da Paixão, o evangelho recorda-nos, na cura do cego de nascença, o dom da fé que liberta o homem da cegueira, das trevas do pecado. A epístola, hino entusiasta de São Paulo à caridade, sublinha a transformação sobrenatural que a Redenção de Cristo deve operar nas almas. 


Páginas 130 a 135 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas, na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 30, 3-4.2)

Sede para mim um Deus protetor, e um lugar de refúgio, em que possa me salvar. Porque Vós sois a minha fortaleza e o meu auxílio, e, para a glória do vosso nome, sereis o meu guia e o meu pastor. Sl. Esperei em Vós, Senhor; não serei confundido jamais. Pela vossa justiça, livrai-me e salvai-me. Glória ao Pai. 

Coleta

Dignai-Vos escutar, Senhor, as nossas preces, e, livres dos laços do pecado, defendei-nos de todos os males. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (I Cor 13, 1-13)


O mérito da nossa vida e a sua força de irradiação sobrenatural dependem, não da medida da nossa atividade, mas da caridade que nos anima. Infundida em nossas almas pelo Espírito santo, é ela que nos permitirá ver a Deus face a face. 


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos, Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.

Gradual (Salmo 76, 15-16)

Vós sois o Deus que faz coisas admiráveis: Revelastes às nações o vosso poder. Livrastes, com a força do vosso braço, o vosso povo, os filhos de Israel e de José.

Trato (Salmo 99, 1-2)

Que a Terra inteira entoe um cântico de júbilo ao Senhor, e que o sirva com alegria. Entrai à sua presença rejubilando, e sabei que o Senhor é nosso Deus. Foi Ele Quem nos fez, e não nós a nós mesmos. Nós somos o seu povo, e as ovelhas dos seus pascigos.

Evangelho (Lc 18, 31-43)


“Este cego, de que nos fala o evangelho, é o gênero humano, banido da felicidade do paraíso, e que, ignorando a claridade da luz sobrenatural, se sente prisioneiro das trevas a que se condenou pelo pecado. Iluminado agora pela presença do seu Redentor, as boas obras põem-no no caminho da verdadeira vida”. (São Gregório, em matinas).


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele Tempo, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém. Tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem será cumprido. Ele será entregue aos pagãos. Hão de escarnecer dele, ultrajá-lo, desprezá-lo; bater-lhe-ão com varas e o farão morrer; e ao terceiro dia ressurgirá. Mas eles nada disto compreendiam, e estas palavras eram-lhes um enigma cujo sentido não podiam entender. Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. Ouvindo o ruído da multidão que passava, perguntou o que havia. Responderam-lhe: É Jesus de Nazaré, que passa. Ele então exclamou: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim! Os que vinham na frente repreendiam-no rudemente para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais forte: Filho de Davi, tem piedade de mim! Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Chegando ele perto, perguntou-lhe: Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja. Jesus lhe disse: Vê! Tua fé te salvou. E imediatamente ficou vendo e seguia a Jesus, glorificando a Deus. Presenciando isto, todo o povo deu glória a Deus.

Ofertório (Salmo 118, 12-13)

Bendito sois Vós, Senhor! Ensinai-me a andar nos caminhos da vossa lei, e a pronunciar, com os meus lábios, os decretos da vossa boca.

Secreta

Que esta vítima, Senhor, nos purifique dos nossos pecados, e santifique o corpo e a alma dos vossos súditos, a fim de celebrarem dignamente este sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Comunhão (Salmo 77, 29-30)

Comeram e saciaram-se à vontade, e o Senhor lhes deu o que queriam: não foram malogrados os seus desejos.

Pós-comunhão

Nós Vos suplicamos, Senhor onipotente, que este divino alimento, agora recebido, nos projeta de todos os revezes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS

*Por motivos técnicos não foi possível a postagem dos áudios correspondentes às partituras postadas. 

Liturgia Diária- Domingo da Sexagésima

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“A semente é a palavra de Deus”: a palavra de que São paulo foi o infatigável semeador, no trabalho e na dor, até à morte pela espada; a palavra incarnada em Cristo, Verbo divino, centro da Escritura Sagrada.

As longas páginas da Bíblia, que sucessivamente se irão lendo em Matinas, anunciam o mistério pascal. Depois de Adão, Noé – o segundo pai do gênero humana, símbolo da renovação da humanidade: “Experimente e veja o mundo a restauração daquilo que jazia por terra, a renovação do que tinha envelhecido e o regresso de todas as coisas à integridade primeira, por obra daquele mesmo que lhes tinha dado existência” (Sábado Santo, antigo ofício). É no seio da Igreja, figurada pela arca, que a salvação se realiza doravante; e já não somente oito pessoas nela se abrigam, mas a multidão daqueles que renasceram nas águas batismais (epístola da Sexta-feira da Páscoa). 

Como no passado domingo, os cânticos da missa acentuam o apelo a Deus pungente e confiante, brotando do mais fundo da nossa miséria. 


Páginas 124 a 129 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral.


LEITURAS

Introito (Salmo 43, 23-26.2)

Levantai-Vos, Senhor! Por que dormis?! Levantai-Vos, e não nos rejeiteis para sempre. Porque afastais o vosso rosto, e Vos esqueceis da nossa angústia?! Está cosido com a terra o nosso ventre! Levantai-Vos, Senhor, e salvai-nos. Sl. Nós ouvimos, ó Deus, com os nossos ouvidos: nossos pais no-lo anunciaram. Glória ao Pai.

Coleta 

Ó Deus, que vedes que em nenhum dos nossos atos confiamos, defendei-nos de todos os revezes com a proteção do Doutor das Gentes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (II Cor 11, 19-33 e 12,1-9)


Esta página vibrante, em que São Paulo, para confundir os adversários, se viu forçado a apelar para a sua vida heroica ao serviço da Igreja, termina por uma confissão de impotência e fragilidade: o poder divino da fragilidade humana.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: Vós, sendo homens sensatos, suportais de boa mente os loucos… Sim, tolerais a quem vos escraviza, a quem vos devora, a quem vos faz violência, a quem vos trata com orgulho, a quem vos dá no rosto. Sinto vergonha de o dizer; temos mostrado demasiada fraqueza… Entretanto, de tudo aquilo de que outrem se ufana (falo como um insensato), disto também eu me ufano. São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez!  Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas! Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor? Se for preciso que a gente se glorie, eu me gloriarei na minha fraqueza. Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito pelos séculos, sabe que não minto. Em Damasco, o governador do rei Aretas mandou guardar a cidade dos damascenos para me prender. Mas, dentro de um cesto, desceram-me por uma janela ao longo da muralha, e assim escapei das suas mãos. Importa que me glorie? Na verdade, não convém! Passarei, entretanto, às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe. E sei que esse homem – se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe – foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir. Desse homem eu me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas. Pois, ainda que me quisesse gloriar, não seria insensato, porque diria a verdade. Mas abstenho-me, para que ninguém me tenha em conta de mais do que vê em mim ou ouve dizer de mim. Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força.

Gradual (Salmo 82, 19.14)

Saibam os povos que o vosso nome é Deus, e que só Vós sois o Altíssimo sobre toda a Terra. Meu Deus, fazei-os voltear como em roda, ou como a palha que o vento leva.

Trato (Salmo 59, 4.6)

Senhor, Vós sacudistes a terra e a abalastes. Reparai-lhe as brechas, porque está vacilante. Para que os vossos eleitos fujam diante do arco, e se livrem. 

Evangelho (Lc 8,4-15)


Somos terra semeada por Deus, e a palavra de Deus, semente divina, é de fecundidade infinita, contanto que a acolhamos e deixemos germinar. Encerra-se neste pensamento toda a vida cristã.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Havia se reunido uma grande multidão, com pessoas vindas de várias cidades para junto dele. Jesus lhes disse esta parábola: Saiu o semeador a semear a sua semente. E ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de umidade. Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na. Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um. Dito isto, Jesus acrescentou alteando a voz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola. Ele respondeu: A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam. Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demônio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem. Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque creem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam. A que caiu entre os espinhos, estes são os que ouvem a palavra, mas prosseguindo o caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem. A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança.

Ofertório (Salmo 16, 5-7)

Firmai os meus pés nos vossos caminhos, para que não vacilem os meus passos. Baixai o ouvido, e escutai a minha oração. Glorificai a vossa misericórdia, Vós que salvais os que esperam em Vós, Senhor.

Secreta

Que este sacrifício que Vos oferecemos, Senhor, nos vivifique e proteja sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Salmo 42, 4)

Subirei ao altar de Deus, – daquele que alegra a minha juventude. 

Pós-comunhão

Nós Vos suplicamos, Senhor onipotente, que àqueles que fortaleceis com os vossos sacramentos, concedais a graça de Vos servirem com a dignidade dos seus costumes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


PARTITURAS E AÚDIOS

Liturgia Diária- Domingo da Septuagésima

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Expulso do paraíso terrestre, em que fora colocado por Deus, o homem sente profundamente a sua angústia, e implora a misericórdia divina. 

O sofrimento e a morte, consequência do pecado, pesam sobre nós. Esmagados sob o peso do pecado, erguemos a Deus, pela voz da Santa Igreja, os gritos da nossa dor. A angústia humana é sem limites. Ficaria eternamente sem remédio, se, após a queda dos nossos primeiros pais, Deus não houvera prometido um Salvador; e é agora para esse Salvador que a Igreja dirige o seu olhar. Vamos com ela a caminho da Páscoa, porque, ao mesmo tempo que nos faz tomar consciência da nossa miséria, infunde-nos nas almas toda a força da esperança cristã, radicada na fé em Cristo redentor. 

Mas devemos sujeitar-nos às leis da nossa Redenção. A salvação é um dom gratuito, que Jesus Cristo nos alcançou, com a condição de, em resposta ao convite divino, nos alistarmos, como operários, no trabalho da vinha do Pai de Família.


Páginas 119 a 123 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Intróito (Salmo 17, 5-7; 2-3)

Cercaram-me as agonias da morte, e cingiram-me as dores do inferno. Invoquei o Senhor na minha aflição, e lá do Seu templo santo ouviu a minha voz. Sl. Eu vos amarei, Senhor, minha fortaleza, meu arrimo, meu refúgio e meu Salvador. Glória ao Pai.

Coleta

Dignai-vos ouvir, Senhor, as preces do vosso povo, e fazei que, pois somos justamente punidos pelos nossos pecados, deles sejamos misericordiosamente libertados pela glória do vosso nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Epístola (I Cor 9, 24-27. 10, 1-5)


Não basta pertencer ao povo de Deus e beneficiar da sua graça. Para cristãos, como para judeus, a vitória final é fruto dum combate: é mister lutar contra as seduções do mal e ser fiel a Deus.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o prêmio. Correi, pois, de tal maneira que o consigais. Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível. Assim, eu corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar. Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros. (Não quero que ignoreis, irmãos), que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e que todos atravessaram o mar; todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar; todos comeram do mesmo alimento espiritual; todos beberam da mesma bebida espiritual (pois todos bebiam da pedra espiritual que os seguia; e essa pedra era Cristo). Não obstante, a maioria deles desgostou a Deus, pois seus cadáveres cobriram o deserto.

Gradual (Salmo 9, 10-11; 19-20)

Senhor, Vós sois o nosso auxílio, no tempo favorável e na tribulação. Esperem em Vós todos os que Vos reconhecem, porque não abandonais os que Vos procuram, Senhor. Vós não Vos esqueceis do pobre, nem deixais sem prêmio a sua paciência. Levantai-Vos, Senhor, para que os homens não se ensoberbeçam.

Trato (Salmo 129, 1-4)

Do abismo do meu nada chamei, Senhor, por Vós. Senhor escutai a minha oração; dai ouvido à súplica do vosso servo, porque, se fordes rigoroso com os nossos pecados, quem poderá subsistir? Em Vós, porém, está a misericórdia, e por isso espero no vosso auxílio.

Evangelho (Mt 20, 1-16)


Deus convida todos os homens a trabalhar na sua vinha, mas, qualquer que seja a hora a que forem chamados, a recompensa, sempre livre e magnânima, excede muitíssimo o trabalho realizado.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha. Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. Disse-lhes ele: – Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário. Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo. Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: – Por que estais todo o dia sem fazer nada? Eles responderam: – É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: – Ide vós também para minha vinha. Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: – Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros. Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário. Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: – Os últimos só trabalharam uma hora… e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor. O senhor, porém, observou a um deles: – Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom? Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. [ Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.]

Ofertório (Salmo 91, 2)

É bom louvar o Senhor, e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo.

Secreta

Já que Vos dignastes, Senhor, receber as nossas ofertas e preces, purificai-nos por meio destes divinos mistérios, e ouvi-nos com clemência. Por Nosso Senhor.

Comunhão (Salmo 30, 17-18)

Iluminai a vossa face sobre vosso servo, e salvai-me pela vossa misericórdia. Senhor, porque esperei em Vós, não serei confundido. 

Pós-Comunhão

Que os vossos fiéis, Senhor, sejam fortificados pelos vossos dons, a fim de que, recebendo-os, os procurem sempre: e, procurando-os, os recebam por todo o sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- III Domingo depois da Epifania

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Proclamando a glória e a realeza universal de Cristo, as partes cantáveis são um convite à adoração. Neste sentido, a liturgia do Tempo da Epifania, relaciona-se estreitamente com a do Natal. 

Mas as orações têm caráter mais geral. Como as do Tempo depois de Pentecostes, elas são a expressão da prece cristã, nas suas necessidades, e evidenciam as suas disposições habituais sem relação direta com alguma festa ou mistério particular. O mesmo, quanto à epístola e evangelho. 

A epístola insiste no tema da do domingo anterior, a saber, no espírito que deve animar os crentes com relação aos outros homens, quem quer que sejam: busca da paz e do bem, que nada faz descoroçoar, nem mesmo o mal. O evangelho convida-nos à confiança, por muito miseráveis que sejamos ou por mais afastados que nos encontremos de Deus: um leproso é purificado da lepra, símbolo do pecado; um oficial romano obtém a cura do seu criado. O elogia da fé dum centurião culmina numa declaração solene, em que Jesus proclama o acesso de todos os povos à salvação. 


Páginas 105 a 107 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 96, 7-8, 1)

Anjos de Deus, adorai todos ao Senhor: Sião ouviu isto, e alegrou-se; e as filhas de Judá estremeceram de alegria. Sl. O Senhor é o rei. Que a Terra rejubile, e todas as ilhas do mar se alegrem.

Coleta

Senhor eterno e onipotente, tende piedade da nossa fraqueza, e estendei, para nos proteger, a destra da vossa majestade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Rm 12, 16-21)


Interpretação prática do mandamento do Senhor: amai-vos uns aos outros; amai os vossos inimigos, fazei bem àquele que vos odeiam.


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.

Evangelho (Mt 8, 1-13)


Ninguém é excluído da salvação, que Jesus trouxe ao mundo. Os israelitas deveriam ser os primeiros a beneficiar-se dela. Mas todos os povos têm acesso a ela, todos os crentes, venham eles donde vierem.


Sequência do Santo Evangelho segundo São Mateus.

Naquele Tempo: Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multidão o seguiu. Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me. Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê curado. No mesmo instante, a lepra desapareceu. Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura. Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica: Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito. Disse-lhe Jesus: Eu irei e o curarei. Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz… Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel. Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado.

Ofertório (Salmo 129, 1-2)

Do fundo do abismo clamei por Vós, Senhor; Senhor, ouvi a minha oração. Do fundo do abismo chamei por Vós, Senhor.

Secreta

Fazei, Senhor, que esta oblação nos lave dos nossos pecados, e nos santifique a alma e o corpo pra celebrarmos este sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (Marcos 11, 24)

Em verdade vos digo que tudo o que pedirdes na oração, crede que o recebereis e que vos será concedido. 

Pós-comunhão

Senhor, que nos enriquecestes com o privilégio de tamanhos mistérios, dai-nos a graça de recolher em verdade, o fruto que encerram. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


PARTITURAS E ÁUDIOS

 

 

Liturgia Diária- II Domingo depois da Epifania

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

O evangelho e dois cânticos dele extraídos ligam estreitamente a liturgia deste domingo à liturgia do Tempo do Natal e da Epifania; o restante, porém, relaciona-se com os domingos seguintes. 

Rico de símbolos, o evangelho é a nota dominante. É duplo o seu simbolismo: as núpcias figuram a aliança; a água transformada em vinho, a superioridade, que o prenúncio da Eucaristia confere à nova aliança, com relação à antiga. “Que há aí de surpreendente que venha o Senhor a esta casa, assistir a núpcias, Ele que instituiu as núpcias?”, diz Santo Agostinho, em matinas, comentando os dois simbolismos. 


Páginas 99 a 103 do Missal Quotidiano. 


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Salmo 65, 4.1-2)

Que a terra inteira Vos adore, e vos entoe um cântico; que entoe um cântico ao vosso nome, ó Altíssimo. Sl. Que a terra toda aclame o Senhor, e cante a glória do seu nome; que se glorie de O louvar. Glória ao Pai…

Coleta

Ó Deus eterno e onipotente, que governa todas as coisas da Terra e do Céu, ouvi, clemente, as preces do vosso povo, e dai a paz aos nossos tempos perturbados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Rm 12, 6-16)


Durante três domingos consecutivos a epístola da missa é tirada da carta de São Paulo aos Romanos; os capítulos 12 a 14, em que recaiu a escolha, recordam os deveres do cristão.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

Gradual (Salmo 106, 20-21)

O Senhor mandou a sua palavra, e curou-os; livrou-os da perdição. Louvemos o Senhor pela sua misericórdia, e pelas maravilhas que fez para salvar os homens.

Aleluia (Salmo 148, 2)

Aleluia, aleluia. Anjos de Deus louvai o Senhor; e vós, exércitos do Céu, glorificai-O. Aleluia.

Evangelho (Jo 2, 1-11) 


Comentando o papel de Nossa Senhora nas bodas de Caná, Santo Ambrósio sublinha o alcance da sua intervenção: a Virgem tinha aprendido na escola de seu Filho a não lhe pedir serviços ordinários, mas unicamente aqueles que só Deus é capaz de prestar.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora. .Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galileia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Ofertório (Salmo 65, 1-2.16)

Que a Terra inteira aclame o Senhor, e entoe um cântico ao seu Nome: Vinde e ouvi, e contar-vos-ei, a vós todos, que temeis o Senhor, quanto Ele fez pela minha alma, aleluia.

Secreta

Dignai-Vos santificar, Senhor, os dons que Vos oferecemos, e lavai-nos da nódoa dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (João 2, 7-11)

O Senhor disse: Enchei as talhas de água, e levai ao arquitriclino. Tendo o arquitriclino provado a água convertida em vinha, disse para o esposo: guardaste o melhor vinho para agora. Este foi o primeiro milagre que Jesus fez diante dos seus discípulos.

Pós-comunhão

Aumentai, Senhor, em nós, a ação de vosso poder, e fazei que a recepção dos vossos divinos mistérios nos prepare para recolhermos os frutos eternos de que esses mesmo mistérios encerraram a promessa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS DA MISSA

Liturgia Diária- 10/01/2018

MISSA DA FÉRIA

Comum do I Domingo depois da Epifania. (Domingo que cedeu lugar a Festa da Sagrada Família)

A partir dos 12 anos, os judeus eram obrigados a celebrar anualmente, em Jerusalém, as três festas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos. O evangelho do domingo dentro da oitava da Epifania, o último evangelho que nos fala da infância de Jesus, o mostra na Cidade Santa, aonde foi com seus pais, para a festa da Páscoa. 

O termo da sua estadia em Jerusalém foi assinalado com um incidente, que São Lucas cuidadosamente notou. Jesus, criança ainda de 12 anos, mistura-se, no Templo, com os doutores, escutando-os e fazendo-lhes perguntas sobre essas questões debatidas, que Ele compreende luminosamente e discorre melhor que ninguém. Perante o espanto, a censura e a inquietação dos pais, dá a resposta, que só mais tarde será compreendida: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” É já o mistério da sua pessoa e da sua missão, que surge em cheio. No termo desta missão, Jesus há de aparecer, no Céu, cercado de anjos que O adoram; foi assim, com efeito, que São João viu o Filho do Homem, no apogeu da sua glória. O introito da Missa convida-nos a depor, rendidamente, as nossas adorações aos pés d’Aquele que, no apagamento de sua vida terrestre ou na exaltação do Céu, é eternamente o Filho de Deus humanado, que a Terra inteira aclama e serve com alegria. 

LEITURAS

Epístola (Rm 12,1-5)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: Rogo-vos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. Em virtude da graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um: não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto, de acordo com o grau de fé que Deus lhes distribuiu. Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.

Evangelho (Lc 2, 42-52)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Quando Jesus completou doze anos, subiram eles [Jesus e seus pais] a Jerusalém, segundo o costume daquela festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. 

Liturgia Diária- 09/01/2018

MISSA DA FÉRIA

Comum do I Domingo depois da Epifania. (Domingo que cedeu lugar a Festa da Sagrada Família)

A partir dos 12 anos, os judeus eram obrigados a celebrar anualmente, em Jerusalém, as três festas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos. O evangelho do domingo dentro da oitava da Epifania, o último evangelho que nos fala da infância de Jesus, o mostra na Cidade Santa, aonde foi com seus pais, para a festa da Páscoa. 

O termo da sua estadia em Jerusalém foi assinalado com um incidente, que São Lucas cuidadosamente notou. Jesus, criança ainda de 12 anos, mistura-se, no Templo, com os doutores, escutando-os e fazendo-lhes perguntas sobre essas questões debatidas, que Ele compreende luminosamente e discorre melhor que ninguém. Perante o espanto, a censura e a inquietação dos pais, dá a resposta, que só mais tarde será compreendida: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” É já o mistério da sua pessoa e da sua missão, que surge em cheio. No termo desta missão, Jesus há de aparecer, no Céu, cercado de anjos que O adoram; foi assim, com efeito, que São João viu o Filho do Homem, no apogeu da sua glória. O introito da Missa convida-nos a depor, rendidamente, as nossas adorações aos pés d’Aquele que, no apagamento de sua vida terrestre ou na exaltação do Céu, é eternamente o Filho de Deus humanado, que a Terra inteira aclama e serve com alegria. 

LEITURAS

Epístola (Rm 12,1-5)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: Rogo-vos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. Em virtude da graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um: não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto, de acordo com o grau de fé que Deus lhes distribuiu. Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.

Evangelho (Lc 2, 42-52)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Quando Jesus completou doze anos, subiram eles [Jesus e seus pais] a Jerusalém, segundo o costume daquela festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. 

Liturgia Diária- 08/01/2018

MISSA DA FÉRIA

Comum do I Domingo depois da Epifania. (Domingo que cedeu lugar a Festa da Sagrada Família)

A partir dos 12 anos, os judeus eram obrigados a celebrar anualmente, em Jerusalém, as três festas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos. O evangelho do domingo dentro da oitava da Epifania, o último evangelho que nos fala da infância de Jesus, o mostra na Cidade Santa, aonde foi com seus pais, para a festa da Páscoa. 

O termo da sua estadia em Jerusalém foi assinalado com um incidente, que São Lucas cuidadosamente notou. Jesus, criança ainda de 12 anos, mistura-se, no Templo, com os doutores, escutando-os e fazendo-lhes perguntas sobre essas questões debatidas, que Ele compreende luminosamente e discorre melhor que ninguém. Perante o espanto, a censura e a inquietação dos pais, dá a resposta, que só mais tarde será compreendida: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” É já o mistério da sua pessoa e da sua missão, que surge em cheio. No termo desta missão, Jesus há de aparecer, no Céu, cercado de anjos que O adoram; foi assim, com efeito, que São João viu o Filho do Homem, no apogeu da sua glória. O introito da Missa convida-nos a depor, rendidamente, as nossas adorações aos pés d’Aquele que, no apagamento de sua vida terrestre ou na exaltação do Céu, é eternamente o Filho de Deus humanado, que a Terra inteira aclama e serve com alegria. 

LEITURAS

Epístola (Rm 12,1-5)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: Rogo-vos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. Em virtude da graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um: não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto, de acordo com o grau de fé que Deus lhes distribuiu. Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.

Evangelho (Lc 2, 42-52)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Quando Jesus completou doze anos, subiram eles [Jesus e seus pais] a Jerusalém, segundo o costume daquela festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. 

 

Liturgia Diária- Festa da Sagrada Família

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Concedida a certas dioceses por Leão XIII, em 1893, e estendida à Igreja universal por Bento XV, em 1921, a festa da Sagrada Família ocupou o lugar do domingo dentro da oitava da Epifania, cuja missa se transfere para o primeiro dia livre da semana. Jesus, José e Maria, na humilde casa de Nazaré! A santidade mais elevada nas condições de vida mais simples. Entre os acontecimentos que marcaram o nascimento do Salvador e o começo da sua vida pública, quis a Santa Igreja lembrar, todos os anos, este nobre exemplo em que as famílias autenticamente cristãs nunca deixarão de se inspirar, como modelo de santificação pela prática das virtudes familiares.


Páginas 88 a 92 do Missal Quotidiano.


Missa APENAS às 15:30 horas na Catedral Diocesana (1ª Comunhão).


LEITURAS

Epístola (Col 3, 12-17)


A atmosfera duma vida profundamente cristã é feita de bondade, caridade, compreensão mútua, oração, ação de graças e alegria no Espírito Santo.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.

Irmãos: como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

Evangelho (Lc 2, 42-52)


Jesus, aos 12 anos, perfeitamente instruído no ministério dos interesses do Pai, não deixa de viver em submissão a Maria e a José.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Quando Jesus atingiu doze anos, foi, junto com seus pais, a Jerusalém, segundo o costume da festa [da Páscoa]. Acabados os dias da festa [7 dias], quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.

Liturgia Diária- Domingo dentro da Oitava do Natal

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Sequência natural das solenidades natalícias, a missa deste domingo continua a evocar o mistério da Encarnação e a sua repercussão na vida humana. Dois versículos do livro da Sabedoria formam o maravilhoso introito: no meio do repouso universal, o Verbo, palavra viva do Pai, irrompe no silêncio da Noite. 

Sinal de unidade e contradição, pedra angular e de apoio para uns, de tropeço para outros, Cristo, já pela sua presença, impõe uma opção. Importa acolhermos na vida Aquele que vem para salvação ou condenação, segundo o receberem ou rejeitarem.


Páginas 57 a 60 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu.

Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


LEITURAS

Epístola (Gal 4, 1-7)


A vinda de Cristo transformou totalmente a condição dos homens com relação a Deus. Tonados filhos d’Ele, como tais se lhe dirigem, certos de serem escutados e acolhidos pelo Pai celeste. São Paulo, que fala a judeus convertidos, compara-lhes a antiga situação à de herdeiros de menor idade, tutelados até a maioridade legal. Com a vinda de Jesus, o povo de Deus atinge maioridade e entra na posse e usufruto da herança prometida.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.

Irmãos, enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus.

Evangelho (Lc 2, 33-40)


Dois anciãos, iluminados pelo Espírito Santo – Simeão e a profetiza Ana – reconhecem em Jesus o Messias e, imediatamente se proclama a grande discriminação que terá de fazer-se entre os homens: a atitude que tomarem com Ele revelará o fundo dos corações e fixará o destino eterno de cada qual.


Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, José e Maria, seu pai e sua mãe, estavam admirados das coisas que dele se diziam. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma. Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação. Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré. O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.

Liturgia Diária- III Domingo do Advento

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Alegrai-vos, que o Senhor está perto!” Com a aproximação do Natal, a Igreja deseja salientar a alegria que nos deve aquecer os corações perante a perspectiva do nascimento do Salvador. No decurso desta semana evocará os evangelhos da Anunciação e da Visitação – mistérios plenos de alegria.

São Paulo deriva a alegria cristã da certeza da salvação que Jesus nos veio trazer. A quer de tal modo esfuziante, que nenhuma razão humana de inquietação ou tristeza possa jamais empaná-la, já que, doravante, a magnífica paz de Deus supera qualquer outro sentimento. Todavia, segundo um pensamento de São Paulo, esta vinda do Salvador não é já o seu nascimento em Belém, mas a sua segunda vinda. Come efeito, a grande alegria dos cristãos reside no fato de verem aproximar-se o dia em que o Senhor há de voltar glorioso, para introduzir a todos no Reino. E desta maneira, como eco do epílogo do Apocalipse de São João, vêm-se juntar aos apelos dos profetas, os VENI do Advento: “Vem, Senhor Jesus!” – derradeiras palavras do Novo Testamento.

O evangelho deste domingo, completando o do anterior, apresenta-nos o testemunho que São João Batista deu de Jesus. O Precursor apaga-se na presença do único que conta – o Messias.


Páginas 17 a 20 do Missal Quotidiano.


Missa APENAS às 15:30 horas, na Catedral Santa Terezinha. Na mesma, será celebrado ainda o Santo Sacramento do Crisma a quatro jovens da Irmandade.


LEITURAS

Epístola (Fil 4, 4-7)


A certeza da salvação, que se avizinha, deve conferir aos cristãos, em face das contingências deste mundo, uma paz e moderação, cuja nota dominante seja uma alegria profunda.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

Irmãos: Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.

Evangelho (Jo 1, 19-28)


A expectativa do Messias tornara-se impaciente e João Batista teve de se defender do rumor que fazia crer que era ele mesmo o Salvador. Isso deu lhe ensejo de revelar às multidões o Cristo que ignoravam e desligá-las da sua pessoa para as conduzir a Ele.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar a João: Quem és tu? Ele fez
esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem
és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). Alguns dos emissários eram fariseus. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

Liturgia Diária- II Domingo do Advento

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

Dominam a liturgia deste domingo duas grandes figuras de profeta, juntamente com a do Messias, que anunciam: Isaías e João Batista. 

Isaías é por excelência o profeta da vinda messiânica. É a sua voz que a Igreja nos faz ouvir no introito. É ainda o eco dessa voz que ressoa na epístola e no evangelho, onde Cristo e São Paulo se referem à sua pregação. O próprio São João Batista, o último dos profetas e o precursor imediato do Salvador, a si mesmo atribuía o papel de Isaías. O lugar que lhe reserva a liturgia do Advento vai, aliás, muito além deste segundo domingo. Não há dia em que a Igreja não faça ler, em Matinas, algum passo das suas profecias. As leituras da missa das Quatro-Têmporas foram dele extraídas e, na noite de Natal, há de ser ainda a sua palavra que irá cantar, no Emanuel nascido da Virgem, as grandezas divinas do Príncipe da paz. 

Duas lições basilares se depreendem da missa deste domingo: Jesus é o Messias dos pobres, de todos aqueles que, conscientes da sua miséria, a Ele recorrem (evangelho); é o Salvador dos gentios assim como do povo de Israel. O povo escolhido será doravante a Igreja inteira, franqueada a todos os povos da terra (epístola).


Páginas 12 a 16 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Epístola (Rm 15, 4-13)


O chamamento de Deus dirige-se a todos os homens, sem olhar à origem ou ao ambiente em que vivam, a méritos ou privilégios. Lembrando esta verdade aos fiéis, convertidos do paganismo ou do judaísmo, São Paulo dá graças a Deus por esta vocação universal,fundamento da esperança cristã.


Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Romanos

Irmãos, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50; Sl 17,50). Noutro lugar diz: Alegrai-vos, nações, com o seu povo (Dt 32,43). E ainda diz: Louvai ao Senhor, nações todas, e glorificai-o, todos os povos (Sl 116,1)! Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações (Is 11,10). O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança!

Evangelho (Mt 11, 2-10)


Jesus define-se como Messias, tendo em vista aquilo de Isaías: “A boa nova é anunciada aos pobres”. E ajunta imediatamente: “Feliz aquele para quem Eu não for pedra de escândalo”. Fujamos de criar para nós um Messias e uma religião, segundo a nossa maneira de ver.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus

Naquele tempo, tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda! Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).

 

Liturgia Diária- 29/11/2017

SÃO SATURNINO, Mártir

Comemoração- Missa da Féria com 2ªs orações próprias

São Saturnino é um mártir romano da perseguição de Diocleciano, cerca de 303, originário de Cartago.

LEITURAS

Epístola (Col 1, 9-14)


“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.

Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Evangelho (Mt, 24, 15-35)


O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

Liturgia Diária- 28/11/2017

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do Domingo


LEITURAS

Epístola (Col 1, 9-14)


“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.

Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Evangelho (Mt, 24, 15-35)


O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

Liturgia Diária- 27/11/2017

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do Último Domingo depois de Pentecostes


LEITURAS

Epístola (Col 1, 9-14)


“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.

Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Evangelho (Mt, 24, 15-35)


O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

Liturgia Diária- Último Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Ao terminar o ano eclesiástico, a Igreja convida-nos a meditar o evangelho do juízo final. Em dia por Deus fixado, o Filho do Homem aparecerá glorioso, entre as nuvens do céu, e todas as nações da terra se juntarão em sua presença, para serem julgadas.

Não há dúvida que a Igreja procura, com este pensamento, levar-nos à consciência das nossas responsabilidades. mas é também seu desejo fazer-nos ver, no julgamento de Cristo, o coroamento da sua vitória e o acabamento de sua obra redentora. Enchamo-nos de confiança e de esperança imensa, ao pensarmos que Aquele que nos virá julgar é o mesmo que desceu à terra para nos salvar. No decurso do ano litúrgico, a Igreja não se cansa de no-lo lembrar. De maneira muito particular, nos lembrou estas verdades na vigília do Natal, precisamente no momento em que se celebra a primeira vinda do Filho de Deus ao mundo (Coleta da Vigília). Hoje novamente o repete pela boca de São Paulo. Arrancados ao poder do demônio, pertencemos doravante ao reino do Filho bem-amado, em que encontramos a nossa redenção e o perdão dos nossos pecados (epístola).

LEITURAS

Epístola (Col 1, 9-14)


“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.

Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.

Evangelho (Mt, 24, 15-35)


O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

Liturgia Diária- XXIV Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

vi

As obras divinas obedecem a leis sobrenaturais, que muitas vezes nos desconcertam. A maneira como se desenvolvem é prova do seu caráter divino. São Paulo faz notar isto mesmo aos tessalonicenses, sublinhando o sucesso que a pregação do Evangelho encontrou entre eles. A despeito de dificuldades de toda espécie, as conversões deram-se em grande número, e o ardor da fé dos convertidos é, em toda parte, apontado como exemplo. O Espírito Santo operou entre eles visivelmente, com todo o impulso da sua ação regeneradora. As parábolas do grão de mostarda e do fermento relevam este mesmo pensamento. Trazida do mundo por Cristo e propagada pela Igreja, a palavra de Deus opera como o fermento na massa e a semente na terra, e, quando acolhida em almas abertas, desenvolve todo o seu espantoso poder de transformação.

Este contraste entre situações humanas difíceis e surpreendentes resultados espirituais, entre os princípios modestos e crescimentos desproporcionados, é um dos selos da ação divina, tanto na Igreja quanto na vida pessoal dos fiéis.


Páginas 722 a 724 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu; e

Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


LEITURAS

Epístola (I Tess. 1, 2-10)


O termos sido objeto de chamamento divino, deve encher-nos de alegria e duma tranquila segurança, na expectativa da última vinda de Cristo.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses.

Irmãos: Não cessamos de dar graças a Deus por todos vós, e de lembrar-vos em nossas orações. Com efeito, diante de Deus, nosso Pai, pensamos continuamente nas obras da vossa fé, nos sacrifícios da vossa caridade e na firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, sob o olhar de Deus, nosso Pai. Sabemos, irmãos amados de Deus, que sois eleitos. O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação. E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, Em verdade, partindo de vós, não só ressoou a palavra do Senhor pela Macedônia e Acaia, mas também se propagou a fama de vossa fé em Deus por toda parte, de maneira que não temos necessidade de dizer coisa alguma. De fato, a nosso respeito, conta-se por toda parte qual foi o acolhimento que da vossa parte tivemos, e como abandonastes os ídolos e vos convertestes a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e aguardardes dos céus seu Filho que Deus ressuscitou dos mortos, Jesus, que nos livra da ira iminente.

Evangelho (Mt 13, 31-35)


Entre as parábolas do reino, a do grão de mostarda e a do fermento anunciam o maravilhoso progresso da Igreja, até o fim dos tempos.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Naquele tempo, Jesus em seguida, contou-lhes esta parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2).

 

Liturgia Diária-XXIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

O Tempo depois de Pentecostes é o símbolo da longa peregrinação da Igreja pela Terra. Os últimos domingos do ano litúrgico, como últimas etapas, evocam o fim dos tempos.

O próprio Senhor anuncia que o fim do mundo será assinalado por grandes cataclismos e por uma recrudescência do mal, e que a caridade de muitos há de resfriar. Parece que a Igreja verá, então, abater-se sobre si pesadas provações. Ao propor estas perspectivas de males e de lutas, a liturgia esforça-se por nos despertar sentimentos de confiança. O introito assegura-nos que os pensamentos do Senhor não são de vingança, mas de paz. A epístola lembra a invencível esperança, que anima o cristão, à espera do dia em que Cristo virá transformar “o nosso corpo de miséria num corpo semelhante ao seu, de glória”. O evangelho é uma dupla narrativa de cura e ressurreição.


Páginas 709 a 712 do Missal Quotidiano.


Missa APENAS às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Epístola (Fil 3, 17-21; 4, 1-3)


Devemos desapegar-nos das coisas da terra e caminhar para as do Céu, para onde Cristo nos chama a partilhar da sua glória, numa transformação completa de todo o nosso ser.


Leitura da epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses. 

Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura. Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos. Exorto a Evódia, exorto igualmente a Síntique que vivam em paz no Senhor. E a ti, fiel Sínzigo, também rogo que as ajudes, pois que trabalharam comigo no Evangelho, com Clemente e com os demais colaboradores meus, cujos nomes estão inscritos no livro da vida.

Evangelho (Mt 9, 18-26)


Símbolo da ressurreição espiritual das almas, os milagres de cura e ressurreição, realizados por Jesus, são também o prenúncio da ressurreição corporal.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, falava Jesus ao povo, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá. Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos. Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto. Dizia consigo: Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada. Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente. Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes: Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme. Eles, porém, zombavam dele. Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. Esta notícia espalhou-se por toda a região.

 

Liturgia Diária- XXII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própriacesar

 Lembremo-nos, hoje, que temos de dar a César o que é de César, ou seja, observar a lei de Justiça e dar a Deus o que é de Deus, ou seja, a alma feita à imagem de seu Criador deve render-Lhe o homenagem de adoração e obediência.

    Neste domingo, um dos últimos do ano eclesiástico, a Igreja está cheia de pensamento “do dia de Cristo” (Epístola), ou da aproximação do fim do mundo. “Se o Senhor considera nossas iniquidades, quem vai estar diante dele?” (Intróito). Portanto, a liturgia nos fala da misericórdia divina (Intróito, Secreta). Mas, para obtê-la devemos estar cheios de misericórdia de nós mesmos. “É bom e agradável de fato para os irmãos estarem unidos” (Gradual). Na hora do perigo, vamos usar as orações da Igreja que têm um caráter eminentemente social e fraterna, e que são ouvidas por Deus, o autor de toda a caridade (Coleta) como o Rei Assuero ouviu as orações de rainha Ester (Ofertório).

    Lembrando-se nestes dias em que o amor de Deus e do nosso vizinho dá à mente uma maior compreensão das coisas divinas, “vamos então aumentar a nossa caridade mais e mais na luz e na inteligência” para que possamos resistir aos mais terríveis assaltos do inimigo .

    O Evangelho nos recorda uma cena que teve lugar em um dos últimos dias da vida de Jesus quando Ele confundiu, por uma resposta cheia de sabedoria do alto, Seus inimigos, que mais do que nunca foram cercando sua ruína. Os judeus, sujeitos aos Romanos, tinham de pagar tributo a César, uma obrigação ainda mais odiosa para eles que ia contra o espírito de dominação universal prometido a Israel como eles imaginavam. O que o Mestre respondeu à questão dos fariseus? Ele iria excitar o povo judeu contra Ele se lhes dissesse para prestar homenagem a César, ou o faria às autoridades romanas e os herodianos, se Ele lhes disse para não pagar o tributo. Os inimigos de Jesus já pensavam que tinham motivo suficiente para tê-lo preso.

    O Salvador engenhosamente evita a armadilha. “De quem é a imagem e a inscrição nisto?” “César”, eles respondem. A lei exigia que, para pagar o tributo que deve primeiro mudar a moeda nacional para a moeda com a efígie do imperador romano. Jesus convence-los de ter-se respondido à pergunta por essa própria mudança. Se você tiver adquirido moedas com a efígie de César, você deve ter tido a intenção de pagar o tributo. “Dai, pois, a César o que é de César”. E o Mestre termina Sua lição dizendo “e dai a Deus, as coisas que são de Deus” para a alma humana, feita à imagem do seu Criador, deve-lhe o tributo de sua adoração e obediência.


Missa Rezada às 9:30 horas, na Capela São Judas Tadeu; e Cantada às 15:30 horas, na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Epístola (Fil 1, 6-11) 

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

Irmãos: Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de
Jesus Cristo. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo! Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.

Evangelho (Mt 22, 15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus

Naquele tempo: Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

 

Liturgia Diária- XX Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

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    A Missa de hoje nos faz ver que os nossos infortúnios são causados por nossa infidelidade à conformidade com a vontade divina (Intróito, Epístola). Portanto, da mesma forma que o povo de Israel, quando no exílio, lamentavam seus pecados e rezava para que a misericórdia de Deus se manifestasse em seu favor (Intróito, Ofertório), desse modo é que o povo cristão deve pedir ao Senhor, através das orações de seu cônjuge, a Igreja, para perdoar os seus pecados, para que possam servi-Lo com um coração tranquilo (Coleta), obedecendo sempre os seus mandamentos (Pós-Comunhão).

    Todos, cheios do Espírito Santo, aquele que deve fixar a nossa atenção durante a estação depois de Pentecostes, estão reunidos no templo e tomam parte nas cerimônias de culto (Epístola). Eles elevam ao Senhor os olhos cheios de esperança e cantam cânticos para a Sua glória (Gradual; Aleluia), para somente n’Ele por a sua confiança (Comunhão).


Páginas 695 a 698 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


LEITURAS

Epístola (Ef 5, 15-21)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.

Irmãos: Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus. Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito. Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.

Evangelho (Jo 4, 46-53)

Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo: Havia em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. Ao ouvir que Jesus vinha da Judeia para a Galileia  foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes… Pediu-lhe o oficial: Senhor desce antes que meu filho morra! Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa.

 

Liturgia Diária- XIX Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª classe- Missa Própria

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A missa deste domingo nos lembra que todos os homens são chamados à recompensa celestial e à felicidade. Este domingo, chamado por conta de sua Evangelho, o domingo dos convidados de casamento nos lembra que todos os homens são chamados a bem-aventurança celestial, mas poucos são os escolhidos. Os judeus se recusaram a tomar parte na festa. Assim, para os Apóstolos e a Igreja, cheios do Espírito Santo em Pentecostes, se voltou também para os gentios. Mas a união beatífica é anunciada, preparada, e de uma certa forma começa, pela comunhão sacramental. 

Para participar de uma festa de casamento entre os judeus, era necessário usar uma roupa cerimonial chamado veste nupcial. Da mesma forma, para receber o corpo de Jesus à mesa santa e estar em comunhão com a Sua Divindade no céu, deve-se usar o manto nupcial do batismo e do estado de graça. Por isso o Apóstolo nos exorta a revestirmos-nos do novo homem.


Páginas 691 a 694 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas- Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt)  e Missa Cantada às 15:30 horas na Sé Catedral.


LEITURAS

Epístola (Ef 4, 23-28) 


A vida nova, recebida no batismo, implica para o homem, um comportamento novo.


Leitura de São Paulo Apóstolo aos Efésios 

Irmãos: revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. Por isso, renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros. Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio. Quem era ladrão não torne a roubar, antes trabalhe seriamente por realizar o bem com as suas próprias mãos, para ter com que socorrer os necessitados.

Evangelho (Mt 22, 1-14)


Da parábola dos convidados ao festim, deve, sem dúvida, salientar-se a condenação do infeliz, que foi expulso por culpa sua, e ainda mais o apelo lançado aos mais miseráveis. 


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo: Jesus tornou a falar-lhes por meio de parábolas: O Reino dos céus é comparado a um rei que celebrava as bodas do seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados, mas eles não quiseram vir. Enviou outros ainda, dizendo-lhes: Dizei aos convidados que já está preparado o meu banquete; meus bois e meus animais cevados estão mortos, tudo está preparado. Vinde às bodas! Mas, sem se importarem com aquele convite, foram-se, um a seu campo e outro para seu negócio. Outros lançaram mãos de seus servos, insultaram-nos e os mataram. O rei soube e indignou-se em extremo. Enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade. Disse depois a seus servos: O festim está pronto, mas os convidados não foram dignos. Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes. Espalharam-se eles pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, maus e bons, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados. O rei entrou para vê-los e viu ali um homem que não trazia a veste nupcial.  Perguntou-lhe: Meu amigo, como entraste aqui, sem a veste nupcial? O homem não proferiu palavra alguma. Disse então o rei aos servos: Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos.

 

Liturgia Diária- XVIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

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A epístola de hoje ( ICor 1,4-8) é também para meditar. Que contas tão estreitas não terá de prestar o cristão de tantas graças que recebe! E como dispensamos herança tão rica, como desperdiçamos tantas graças, os sacramentos, a pregação da palavra de Deus! Que contas serão as nossas?


Páginas 687 a 690 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Epístola (ICor 1, 4-8)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Corintios.

Irmãos: Não cesso de agradecer a Deus por vós, pela graça divina que vos foi dada em Jesus Cristo. Nele fostes ricamente contemplados com todos os dons, com os da palavra e os da ciência, tão solidamente foi confirmado em vós o testemunho de Cristo. Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum. Ele há de vos confirmar até o fim, para que sejais irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.

Evangelho (Mt 9, 1-8)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo: Subindo Jesus para uma pequena barca, tornou a passar o lago, e voltou para a sua cidade. E, eis que lhe apresentaram um paralítico, que jazia no leito. E, vendo Jesus a fé que eles tinham, disse ao paralítico: Filho, tem confiança, te são perdoados os pecados. E logo alguns dos escribas disseram no seu interior: Este blasfema. E, Jesus visto os seus pensamentos, disse: Porque pensais mal em vossos corações? Que é mais fácil dizer: te-são perdoados os pecados, ou dizer: Levanta-te e caminha? Pois, para que saibais que o filho do homem tem poder sobre a terra de perdoar os pecados: Levanta-te, disse então ao paralítico, toma o teu leito, e vai para tua casa. E ele levantou e foi para sua casa. E, vendo isto, as multidões temeram e glorificaram a Deus, que deu tal poder aos homens.

 

Liturgia Diária- XVII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2º Classe- Missa Própria

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A liturgia nos recorda hoje do grande mandamento da caridade para com Deus e com o próximo. “O preceito é duplo”, declara Santo Agostinho, “mas a caridade é um deles.” Nós amamos a Deus acima de tudo e nosso próximo por causa Dele. A unidade da nossa fé, como a unidade das Pessoas da Santíssima Trindade, é a mensagem que a Epístola e o Evangelho nos impõem: o dever de estar unido pelos laços da caridade.

LEITURAS

Epístola (Ef 4, 1-6)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.

Irmãos: Exorto-vos, pois, – prisioneiro que sou pela causa do Senhor -, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos.

Evangelho (Mt 22, 34-46)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo: foram ter com Jesus os fariseus e um deles, doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o grande mandamento da lei? Jesus disse-lhes: Amarás o Senhor de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. Mas o segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Deste dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. E, estando junto dos fariseus, Jesus interrogou-os, dizendo: que vos parece o Cristo? De quem ele é filho? Responderam-lhe: de Davi. Jesus disse-lhes: Como pois lhe chama Davi, em espírito, Senhor, dizendo: Senta-te à minha mão direita até que ponha os inimigos teus por escabelo de teus pés? Se pois Davi o chama Senhor, como pode ser ele seu filho? E ninguém podia responder-lhe uma só palavra; e daquele dia então não houve mais quem ousasse interrogá-lo.