Liturgia Diária- XXI Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

“Servo malvado, não devias tu ter pena do teu companheiro, como eu tive pena de ti” Como ousas pedir perdão para ti?

Profunda confiança na proteção de Deus nos inspiram os Cânticos do Introito e da Communio. Sem essa confiança não poderíamos subsistir e muito menos, vencer. Ardentemente desejamos no domingo passado a pátria celeste, mas não nos será fácil alcançá-la. O Evangelho fala-nos da responsabilidade das contas que temos a dar no último juízo. A Epístola mostra-nos a luta: tentações do inimigo, dias maus. Devemos estar armados para o combate. Anima-nos um exemplo: o paciente jó, que, apesar de sua vida levada no temor de Deus, foi gravemente tentado, mas obteve por sua perseverança a felicidade temporal e a eterna (Ofertório). A fé e a confiança em Deus hão de fazer-nos triunfar nas lutas desta vida.


SÃO CALISTO I, Papa e Mártir

Comemoração- Missa do domingo com 2ªs orações próprias

Governou a Igreja de 217 a 222. Misericordioso para com os penitentes, teve que sofrer muitos vexames da parte dos hereges.


Páginas 699 a 703 e 1336 a 1337 do Missal Quotidiano. 


Missa às 09:30 horas na Casa de Retiros Nossa Senhora das Graças (Rua dos Flamingos, 3039, Bairro Jardim das Palmeiras). 


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Est 13, 9-11; Sl 118,1)

In voluntáte Tua, Dómine, univérsa sunt pósita, et non est qui possit resístere voluntáti tuæ: tu enim fecísti ómnia, cælium et terram, et univérsa quæ cæli ámbitu continéntur: Dóminus universórum tu es. Ps. Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini. V.Gloria Patri Senhor, tudo depende de vosso poder, e não há quem possa resistir à vossa vontade, porque tudo fizestes; o céu, a terra e tudo quanto se encerra no âmbito dos céus; sois o Senhor do universo. Ps. Bem-aventurados os puros em seus caminhos; os que andam na lei do Senhor. V. Glória ao Pai

Coleta

A vida não se pode orientar com retidão, sem o constante socorro de Deus.

Famíliam tuam quæsumus Dómine, contínua pietáte custódi: ut a cunctis adversitátibus, te protegénte, sit líbera: et in bonis áctibus tuo nómini sit devóta. Per D.N. Nós Vos pedimos, Senhor, confirmeis a guardar a vossa família com o vosso amor paternal, para que, por vossa proteção ela se livre de todas as adversidades e glorifique o vosso Nome pela prática das boas obras. Por N. S.

2ª Coleta (de S. Calisto)

Deus, qui nos cónspicis ex nostra infirmitáte defícere: ad amórem tuum nos misericórditer per sanctórum tuórum exémpla restáura. Per D.N. Ó Deus, que nos vedes desfalecer por causa de nossa
fraqueza, misericordiosamente restaurai-nos em vosso amor pelo exemplo de vossos Santos. Por N. S.

Epístola (Ef 6, 10-17)

“Em definitivo, é no Senhor e na sua força soberana que é preciso ir refazer as energias. Revesti-vos da armadura de Deus…” Deus é que arma o cristão para o combate espiritual contra Satanás, seu verdadeiro inimigo.

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Ephesios.

Fratres: Confortámini in Dómino, et in poténtia virtútis ejus. lndúite vas armatúram Dei, ut possítis stare advérsus insídias diáboli. Quóniam non est nobis colluctátio advérsus carnem et sánguinem: sed advérsus príncipes et potestátes, advérsus mundi rectóres tenebrárum harum, contra spirituália nequítiæ, in cæléstibus. Proptérea accípite armatúram Dei, ut possítis resístere in die malo, et in ómnibus perfécti stare. State ergo succíncti lumbos vestros in veritáte, et indúti lorícam justítiæ, et calceáti pedes in præparatióne Evangélii pacis: in omnibus summéntes scutum fidei, in quo possítis ómnia tela nequíssimi ignea exstínguere: et gáleam salútís assúmite: et gládium spiritus, quod est verbum Dei. 

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios. 

Irmãos: Fortalecei-vos no Senhor, e em sua fôrça poderosa. Revesti-vos dá armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Porque não é contra a carne e o sangue que temos de lutar, e sim contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados nos ares. Portanto tomai a armadura de Deus, a fim de poderdes resistir no dia mau, e vos conservardes inabaláveis em tudo. Ficai firmes, pois, tendo cingidos os vossos rins com a verdade, vestindo a couraça da justiça e calçando os pés, prontos para irdes anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, servi-vos do escudo da fé, para poderdes apagar todos os dardos inflamados do espírito maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

Gradual (Sl 89,1-2)

Dómine, refúgium factus es nobis a generatióne et progénie. V.Priúsquam montes fíerent, aut formarétur terra et orbis: A sæculo, et usque in sæculum tu es Deus.  Senhor, fostes ó nosso refúgio, de geração em geração. V. Antes que as montanhas fossem criadas ou se formasse a terra e o mundo, desde toda a eternidade, e por todos os séculos, Vós sois, ó Deus.

Aleluia (Sl 113,1)

Allelúia, allelúia. V. In exitu Israël de Ægypto, domus Jacob de pópulo bárbaro. Allelúia. Aleluia, aleluia. V. Ao sair Israel do Egito, saiu a tribo de Jacó de um povo estrangeiro. Aleluia.

Evangelho (Mt 18,23-35)

Pedro põe esta questão: “Senhor, quantas vezes tenho eu de perdoar a meu irmão? Sete vezes? – Não te digo sete vezes, respondeu Jesus, mas setenta vezes sete”. A parábola, que se vai ler, prossegue e comenta este diálogo.

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthaéum. 

In illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis parábolam hanc: “Assimulátum est regnum cælórum hóminí regi, qui vóIuit ratiónem ponere cum servis suis. Et cum coepisset ratiónem pónere, oblátus est ei unus, qui debébat ei decem míllia talénta. Cum autem non habéret unde rédderet, jussit eum dóminus ejus venúmdari, et uxórem ejus, et fílios, et ómnia quæ habébat, et reddi. Prócidens autem servus ille, orábat eum, dicens: Patiéntiam habe in me, et ómnia reddam tibi. Misértus autem dóminus servi illíus, dímisit eum, et débitum dimísit ei. Egréssus autem servus ille, invénit unum de consérvis sui, qui debébat ei centum denários: et tenens suffocábat eum, dicens redde quod debes. Et prócídens consérvus ejus, rogábat eum, dicens: Patiéntiam habe in me, et ómnia reddam tibi. Ille autem nóluit sed ábiit, et misit eum in cárcerem donec rédderet débitum. Vidéntes autem consérvi ejus quæ fiébant, contristáti sunt valde: et venérunt, et narravérunt dómino suo ómnia quæ facta fúerant. Tunc vocávit illum dóminus suus, et ait illi: Serve nequam, omne débitum dimisi tibi quóniam rogásti me: nonne ergo opórtuit et te miseréri consérvi tui, sicut et ego tui misértus sum? Et irátus dóminus ejus, trádidit eum tortóribus, quoadúsque rédderet univérsum débitum. Sic et Pater Meus Cæléstis fáciet vobis, si non remiséritis unusquísque fratri suo de córdibus vestris.”

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus esta parábola a seus discípulos: O Reino dos céus se compara a um rei, que quis tomar contas a seus servos. Começando a fazer contas, apresentou-se- lhe um, que lhe devia dez mil talentos. Mas não tendo ele com que pagar, mandou o senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher e seus filhos, e tudo quanto possuía, para pagar a dívida. Então este servo, prostrando-se em terra, disse-lhe suplicante: Tem paciência comigo e eu te pagarei tudo. E compadecendo-se dês- se servo, o senhor libertou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo dali, porém, o servo encontrou-se com um de seus companheiros que lhe devia cem dinheiros; e logo o agarrou, e, sufocando-o, disse: paga-me o que me deves. E o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, implorava-lhe: Tem paciência comigo e pagarei tudo. Ele porém não quis; retirou-se e fez com que o metessem na prisão, até pagar a dívida. Vendo os outros servos, seus companheiros, o que se passava, entristeceram-se muito e foram contar a seu senhor, tudo o que tinha acontecido. Então seu senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste; não devias tu também ter piedade de teu companheiro, como eu tive de ti? E enraivecido, seu senhor entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a dívida. Assim também vos fará meu Pai celestial, se do íntimo de vossos corações não perdoar cada um a seu irmão.

Ofertório (Jó 1)

Vir erat in terra Hus nómine Job, simplex et rectus ad timens Deum: quem Satan pétiit, ut tentáret; et data est ei potéstas a Dómino in facultátes, et in carnem ejus, perdiditque omnem substántiam ipsíus, et fílios: carnem quoque ejus gravi úlcere vulnerávit. Havia um varão na terra de Hus, chamado Jó, simples, reto e temente a Deus. Então Satanás pediu licença a Deus para o tentar; e dando-lhe o Senhor poder sobre os seus bens e sobre a sua carne, destruiu-lhe todos os bens, matou-lhe os filhos, e cobriu-lhe. o corpo com uma chaga horrível.

Secreta

Súscipe, Dómine, propítius hóstias quibus et te placári voluísti, et nobis salútem poténti pietáte restítuti. Per D.N. Recebei, Senhor, benignamente o Sacrifício com o qual Vos dignais aplacar-Vos, e por vossa poderosa bondade concedei-nos a salvação. Por N. S.

2ª Secreta (de S.Calisto I)

Mystica nobis, Dómine, prosit obláto quæ nos et a reátibus nostris expédiat, et perpétua saivatióne confírmet. Per D.N. Senhor, seja-nos proveitosa esta oblação mística que nos livre de nossas culpas e nos confirme na perpétua salvação. Por N. S.

Prefácio (da Santíssima Trindade)

Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos tibi semper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus. Qui cum unigenito Filio: tuo et Spiritu Sancto, unus es Deus, unus es Dominus: non in unnius singularitate personae, sed in unius Trinitae substantiae. Quod enim de tua Gloria, revelante te, credimus, hoc de Filio tuo, hoc de Spiritu Sancto, sine differentia discretionis sentimus. Ut in confessione verae, sempiternaeque Deitatis, et in personis proprietas, et in essentia unitas, et in majestate adoretur aequalitas. Quam laudant Angeli atque Archangeli, Cherubim, quoque ac Seraphim: qui non cessant clamare quotidie, una voce dicentes:

Sanctus, Sanctus, Sanctus…

É verdadeiramente digno, justo, racional e salutar, que sempre e em toda a parte Vos rendamos graças, Senhor Santo, Pai onipotente e Deus eterno; Que sois, com o Vosso Filho Unigênito e com o Espírito Santo, um só Deus e um só Senhor, não na singularidade duma só pessoa, mas na Trindade duma só substância. Porque tudo aquilo que nos revelastes e cremos da Vossa glória, isso mesmo sentimos, sem diferença nem distinção, do Vosso Filho e do Espírito Santo, de maneira que, confessando a verdadeira e eterna Divindade, adoramos a propriedade nas Pessoas, a unidade na Essência e a igualdade na Majestade, a qual louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que não cessam de cantar dizendo a uma só voz:

Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Sl 118, 81. 84. 86)

In salutári tuo ánima mea, et in verbum tuum sperávi: quando fácies de persequéntibus me judícium? Iniqui persecúti sunt me, ádjuva me, Dómine Deus meus. Minha alma suspira por vossa salvação, e eu espero em vossa palavra, quando fareis o julgamento dos que me perseguem ? Homens iníquos me perseguem; ajudai-me, Senhor, meu Deus.

Pós-comunhão

Immortalitátis alimóniam consecúti, quæsumus Dómine: ut quod ore percépimus, pura mente sectémur. Per D.N. Tendo recebido o alimento da imortalidade, Vos rogamos, Senhor, que em coração puro guardemos o que a nossa boca recebeu. Por N. S.

2ª Pós-comunhão (de S. Calisto I)

Quæsumus, omnípotens, Deus: ut reátus nostros. múnera sacráta puríficent, et recte vivéndi nobis operántur efféctum. Per D.N. Nós Vos suplicamos, ó Deus onipotente, que estes Dons santificados nos purifiquem de nossas culpas, e produzam em nós o efeito de uma vida santa. Por N. S.

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