Liturgia Diária- Sábado das Têmporas de Setembro

Féria de 2ª Classe- Missa própria, com comemoração de S. Cipriano e S. Justina (Virgem), Mártires – ESTAÇÃO EM S. PEDRO

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Para o Ofício divino (outrora à noite), nos reunimos hoje na igreja de S. Pedro (Statio). Moisés, o Pedro do Antigo Testamento, nos ensina a importância deste dia. Seja ele um dia de reconciliação (I. Leitura), um dia de agradecimento pelas colheitas e pela libertação do Egito, para nós, do pecado (II. Leitura) e um dia de perdão (III. e IV. Leitura). A V. Leitura nos prepara para a ressurreição e celebração do Sacrifício, que Jesus Cristo, Medianeiro de paz e Sumo Sacerdote, celebrará em nosso meio (Epístola). Com muita paciência Ele espera de nós o fruto e curará os de boa vontade, os que no Senhor têm fé. Se nos Graduais imploramos a misericórdia de Deus, temos motivos de louvar esta misericórdia no Trato. A fidelidade de Deus permanece para sempre.


Páginas 670 a 675 do Missal Quotidiano.



Liturgia Diária- Quarta-feira das Têmporas de Setembro

Féria de 2ª Classe- Missa própria, com comemoração de S. Lino, Papa e Mártir e S. Tecla, Virgem e Mártir – ESTAÇÃO EM S. MARIA MAIOR

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Nos países do sul da Europa, terminam neste tempo as colheitas das frutas e do vinho. Os fiéis, alegrando-se e agradecendo a Deus, ofereciam na igreja as dízimas ao Senhor. Esta prática e a lembrança das grandes festas (Ano novo, Dia de reconciliação e festa dos Tabernáculos, lembrando a saída do Egito) que se celebravam no Antigo Testamento nesta época do ano, são expressas nos textos das Leituras e Cânticos das Missas destes três dias. Aproveitemos também nós estes dias para o silêncio e a penitência. E na alegria de nosso coração, agradeçamos a Deus por seus benefícios. Como as outras Têmporas, também estas são dias de ordenações. Imploremos a Deus que envie bons obreiros à sua messe.

Sobre o santo Papa: Primeiro sucessor de S. Pedro, foi decapitado em Roma.


Páginas 670 a 675 e 1300 a 1301 do Missal Quotidiano. 


Missa às 07:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes. 


Liturgia Diária- 22/09/2018

SÁBADO DAS QUATRO-TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe- Missa Própria

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O sábado das Quatro-Têmporas de Setembro lembra uma dupla festa de penitência e de alegria, que entre os Judeus se celebrava nesta época: a festa da Expiação, para pedir, com a oferenda do sangue das vítimas, o perdão dos pecados do povo; e a festa dos Tabernáculos, na altura em que, durante uma semana, se habitava nas tendas, com o fim de lembrar aos israelitas a vida nômada no deserto. 

A evocação destas festas antigas, mais que simples recordação, é índice da proteção constante e da misericórdia de Deus a favor do seu ´povo, bem como o anúncio da nossa Redenção. No Sumo Sacerdote, único a transpor o “Sancta sanctorum”, com o sangue dos animais, para remissão dos pecados do povo, vê S. Paulo a figura de Cristo, penetrando no Céu com seu sangue, depois de nos ter conquistado a Redenção eterna.


Páginas 678 a 686 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes às 18:30 horas.


Liturgia Diária- 21/09/2018

SÃO MATEUS, Apóstolo e Evangelista

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

No momento em que Jesus chamou Mateus para O seguir, era ele um publicano, cobrador de impostos por conta dos romanos. Compreende-se o odioso duma profissão que lembrava aos judeus a sua dependência; o publicano era também considerado pelos fariseus como o tipo do pecador. Porém nada disto deteve Jesus. A narração evangélica sublinha a bondade e a magnanimidade com que cumpriu a sua missão de Salvador. 

S. Mateus é-nos, sobretudo, conhecido como evangelista. Foi ele o primeiro a pôr por escrito os ensinamentos do Senhor e a história de sua vida. Fê-lo em aramaico, a língua que falava Nosso Senhor. O nome de São Mateus encontra-se no cânon da Missa, no grupo dos apóstolos. 


SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

O jejum penitencial, que a Igreja nos impõe, postula a conversão de coração, conversão sincera a Deus, que o profeta Oseias reclamava aos Judeus (epístola). É esta conversão que dá, com a amizade de Deus, a alegria de viver em sua presença (introito e epístola). O evangelho vem depois demonstrar até onde chega o perdão: ninguém perdoa, como Deus perdoa. Nesta véspera de ordenações, todos se devem lembrar de dar graças a Deus, por Ele continuar, por meio dos seus sacerdotes, a obra de perdão e conversão que veio realizar à terra.


Páginas 1295 a 1297 e 675 a 677 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes às 18:30 horas.


Liturgia Diária- 19/09/2018

QUARTA-FEIRA DAS QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe- Missa Própria

As Quatro-Têmporas de Setembro são conjuntamente dias de jejum e momentos de jubilosa ação de graças. Lembram aos judeus a dupla promulgação da Lei, à saída do Egito e depois do cativeiro da Babilônia. Lembram aos cristãos a proteção permanente de Deus concedida ao seu povo, e a sua libertação. A ação de graças pelas colheitas do ano vai unir-se à evocação dos antigos benefícios de Deus. 


SÃO JANUÁRIO, Bispo E COMPANHEIROS, Mártires

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações da Missa “Salus autem”

S. Januário, que a lenda nos apresenta como morto em Pouzzoles, perto de Nápoles, é um bispo de Benavente, na Campânia. Mais dois bispos de Benavente tiveram este nome durante a primeira metade do século IV; pode ser que aqui se trate do primeiro, martirizado aí por volta de 305. O martirológio romano dá-lhe como companheiros de suplício Sócio, Prócolo, Eutíquio e Acúcio. 

São Januário é patrono principal de Nápoles. A sua fama vem sobretudo do milagre da liquefação do seu sangue, que se repete três vezes no ano, e às vezes mais. O fenômeno ainda não foi explicado naturalmente.


Páginas 670 a 675 836 a 839 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes às 18:30 horas.


Liturgia Diária- 23/09/2017

SÁBADO DAS QUATRO-TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe- Missa Própria

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No dia 15 do sétimo mês do ano, os judeus celebravam a festa dos tabernáculos, precedida das expiações em que o Sumo Sacerdotes, havendo-se previamente purificado na fonte que esteve em frente ao santuário, penetrava com o sangue das vítimas no Santo dos santos e orava junto do propiciatório. O sábado das têmporas de Setembro, que outrora era o sétimo mês do ano, recorda esta dupla festa de penitência e alegria. Os profetas Miqueias, Zacarias e Daniel que se lê hoje, fala-nos do perdão que Deus nunca nega os que procuram lavar-se da mácula do pecado e imploram nas contingências, uma vez ou outra da vida, a sua proteção. A Epístola da missa de hoje (Heb. 9 2,12), mostra a nova aliança que Jesus estabeleceu entre Deus e as almas penitentes, oferecendo no verdadeiro Santo dos santos, quer dizer no Céu, o sangue fecundo que derramou no calvário. E o Evangelho de hoje (Lc 13,6-17), quer nos lembrar o milagre que o Senhor operou libertando aquela mulher das garras do demônio, diz bem os que são os sacerdotes no desempenho do seu altíssimo ministério. Por isso essa missa pode ser utilizada muito bem num dia de ordenações.


Páginas 678 a 686 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela São Judas Tadeu às 18:30 horas.


LEITURAS

I Leitura (Lv 23, 26-32)

Leitura do livro do Levítico.

O Senhor disse a Moisés: “No décimo dia do sétimo mês será o dia das Expiações. Tereis uma santa assembléia: humilhareis vossas, almas e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. Não fareis trabalho algum naquele dia, porque é um dia de expiação em que deve ser feita a expiação por vós diante do Senhor, vosso Deus. Todo aquele que se não humilhar nesse dia será cortado do meio de seu povo. E todo o que fizer nesse dia um trabalho qualquer, eu o suprimirei do meio de seu povo. Não fareis, pois, trabalho algum; esta é uma lei perpétua para vossos descendentes, em todos os lugares em que habitardes. Será para vós um sábado, um dia de repouso, e humilhareis vossas almas. No nono dia do mês, à tarde observareis um sábado, de uma tarde à tarde seguinte.

II Leitura (Lv 23, 39-43)

Leitura do Livro do Levítico.

No décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes colhido os produtos da terra, celebrareis uma festa ao Senhor durante sete dias. O primeiro dia será um dia de repouso, bem como o oitavo. No primeiro dia tomareis frutos de árvores formosas, folhas de palmeiras, ramos de árvores frondosas e de salgueiros da torrente; e alegrar-vos-eis durante sete dias diante do Senhor, vosso Deus. Cada ano celebrareis esta festa durante sete dias em honra do Senhor. Esta é uma lei perpétua para vossos descendentes. Celebrá-la-eis no sétimo mês. Habitareis em barracas de ramos durante sete dias: todo homem da geração de Israel habitará em barracas de ramos, para que saibam os vossos descendentes que eu fiz habitar os israelitas em barracas de ramos, quando os tirei do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus.”

III Leitura (Miquéias 7, 14,16; 18-20)

Leitura do Livro Miquéias.

Conduzi com o cajado o vosso povo, o rebanho de vossa herança que se encontra espalhado pelas brenhas, para o meio de vergéis; que ele paste como outrora em Basã e em Galaad. As nações os verão e sentirão vergonha de sua própria bravura; porão a mão na boca e seus ouvidos ficarão surdos; Qual é o Deus que, como vós, apaga a iniqüidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia? Uma vez mais, tende piedade de nós! Esquecei as nossas faltas e jogai nossos pecados nas profundezas do mar! Mostrai a vossa fidelidade para com Jacó, e vossa piedade para com Abraão, como jurastes a nossos pais desde os tempos antigos!

IV Leitura (Zc 8, 14-19)

Leitura do Livro do Profeta Zacarias 

Eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu decidira fazer-vos mal quando vossos pais excitaram a minha cólera – diz o Senhor dos exércitos – e não voltei atrás! Assim, resolvo agora fazer o bem a Jerusalém e à casa de Judá. Não temais. Eis o que deveis fazer: falai a verdade uns aos outros; julgai às portas de vossas cidades segundo a justiça e a sinceridade. Não maquineis o mal em vossos corações contra o próximo; não jureis falso, porque aborreço tudo isso – oráculo do Senhor. A palavra do Senhor dos exércitos foi-me dirigida nestes termos: eis o que diz o Senhor, dos exércitos: o jejum do sexto mês como também os do quinto e do nono serão doravante para Judá dias de regozijo e de alegria, dias de festa.

V Leitura (Dn 3, 47-51)

Leitura do Profeta Daniel.

Então, as chamas, subindo a quarenta e nove côvados acima da fornalha, ultrapassaram a grade e queimaram os caldeus que se achavam perto. Mas o anjo do Senhor havia descido com Azarias e seus companheiros à fornalha e afastava o fogo. Fez do centro da fogueira como um lugar onde soprasse uma brisa matinal: o fogo nem mesmo os tocava, nem lhes fazia mal algum, nem lhes causava a menor dor. Então os três jovens elevaram suas vozes em uníssono para louvar, glorificar e bendizer a Deus dentro da fornalha, neste cântico:

Cântico (Dn 3, 52-56)

Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais, digno de louvor e de eterna glória! Que seja bendito o vosso
santo nome glorioso, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
Sede bendito no templo de vossa glória santa, digno do mais alto louvor e de eterna glória!
Sede bendito por penetrardes com o olhar os abismos, e por estardes sentado sobre os querubins, digno do
mais alto louvor e de eterna exaltação!
Sede bendito sobre vosso régio trono, digno do mais alto louvor e de eterna exaltação!
Sede bendito no firmamento dos céus, digno do mais alto louvor e de eterna glória!

Epístola (Heb 9, 2-12)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.

Irmãos: O primeiro tabernáculo que foi construído consistia numa tenda: a parte anterior encerrava o candelabro e a mesa com os pães da proposição;  chamava-se Santo. Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos. Aí estava o altar de ouro para os perfumes, e a Arca da Aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança; em cima da arca, os querubins da glória estendendo a sombra de suas asas sobre o propiciatório. Mas não é aqui o lugar de falarmos destas coisas pormenorizadamente. Assim sendo, enquanto na primeira parte do tabernáculo entram continuamente os sacerdotes para desempenhar as funções, no segundo entra apenas o sumo sacerdote, somente uma vez ao ano, e ainda levando consigo o sangue para oferecer pelos seus próprios pecados e pelos do povo. Com o que significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos ainda não estava livre, enquanto subsistisse o primeiro tabernáculo. Isto é também uma figura que se refere ao tempo presente, sinal de que os dons e sacrifícios que se ofereciam eram incapazes de justificar a consciência daquele que praticava o culto. Culto que consistia unicamente em comidas, bebidas e abluções diversas, ritos materiais que só podiam ter valor enquanto não fossem instituídos outros mais perfeitos. Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo), sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna.

Evangelho (Lc 13, 6-17)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Disse-lhes também esta comparação: Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou. Disse ao viticultor: – Eis que três anos há que venho procurando fruto nesta figueira e não o acho. Corta-a; para que ainda ocupa inutilmente o terreno? Mas o viticultor respondeu: – Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e lhe deitarei adubo. Talvez depois disto dê frutos. Caso contrário, cortá-la-ás. Estava Jesus ensinando na sinagoga em um sábado. Havia ali uma mulher que, havia dezoito anos, era possessa de um espírito que a detinha doente: andava curvada e não podia absolutamente erguer-se. Ao vê-la, Jesus a chamou e disse-lhe: Estás livre da tua doença. Impôs-lhe as mãos e no mesmo instante ela se endireitou, glorificando a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse ao povo: São seis os dias em que se deve trabalhar; vinde, pois, nestes dias para vos curar, mas não em dia de sábado. Hipócritas!, disse-lhes o Senhor. Não desamarra cada um de vós no sábado o seu boi ou o seu jumento da manjedoura, para os levar a beber? Esta filha de Abraão, que Satanás paralisava há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão, em dia de sábado? Ao proferir estas palavras, todos os seus adversários se encheram de confusão, ao passo que todo o povo, à vista de todos os milagres que ele realizava, se entusiasmava.

 

Liturgia Diária- 22/09/2017

SEXTA-FEIRA DAS QUATRO-TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe- Missa Própria

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A leitura de Oséias recorda-nos as palavras que este profeta dirigiu a Israel: “Converte-te, Israel, ao teu Deus e Senhor, porque te perderes por causa da sua iniquidade” e a promessa que o Senhor afastará a sua ira dos israelitas se fizerem penitência. Uma formosa colheita de azeite, de vinho e de trigo, os produtos da estação outonal (hemisfério norte), consagrados ao Senhor nas têmporas de Setembro, são os símbolos das promessas que Deus, fez ao povo, de abundantes bênçãos. E o que Deus fez com Israel penitente, fez o Salvador com Maria Madalena, a quem muito foi perdoado porque muito amou.


Páginas 675 a 677 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela São Judas Tadeu às 18:30 horas.


LEITURAS

Leitura (Os 14, 2-9)

Leitura do livro de Oseias.

Muni-vos de palavras (de súplicas) e voltai ao Senhor. Dizei-lhe: Perdoai todos os nossos pecados, acolheinos favoravelmente. Queremos oferecer em sacrifício a homenagem de nossos lábios. O assírio não nos salvará, não mais montaremos nossos cavalos, e não mais teremos como Deus obra alguma de nossas mãos, porque só junto de vós encontra o órfão compaixão. Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração, (porque minha cólera apartou-se deles). Serei para Israel como o orvalho; ele florescerá como o lírio, e lançará raízes como o álamo. Seus galhos estender-se-ão ao longe, sua opulência igualará à da oliveira e seu perfume será como o odor do Líbano. (Os de Efraim) virão sentar-se à sua sombra. Cultivarão o trigo. Crescerão com a vinha. E serão famosos como o vinho do Líbano. Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Eu mesmo, que o afligi, torná-lo-ei feliz. Eu sou como o cipreste sempre verde: graças a mim é que produzes fruto. Quem é sábio atenda a estas coisas! Que o homem inteligente reflita nelas, porque os caminhos do Senhor são retos. Os justos andam por eles, mas os pecadores neles tropeçam.

Evangelho (Lc 7, 36-50)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume. Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora. Então Jesus lhe disse: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Fala, Mestre, disse ele. Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais? Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama. E disse a ela: Perdoados te são os pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: Quem é este homem que até perdoa pecados? Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: Tua fé te salvou; vai em paz.

 

Liturgia Diária- 20/09/2017

QUARTA-FEIRA DAS QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

As Quatro-Têmporas de Setembro são conjuntamente dias de jejum e momentos de jubilosa ação de graças. Lembram aos judeus a dupla promulgação da Lei, à saída do Egito e depois do cativeiro da Babilônia. Lembram aos cristãos a proteção permanente de Deus concedida ao seu povo, e a sua libertação. A ação de graças pelas colheitas do ano vai unir-se à evocação dos antigos benefícios de Deus. 


Páginas 670 a 675 do Missal Quotidiano.


Missa na Capela São Judas Tadeu às 18:30 horas.


LEITURAS

Leitura (Amós 9, 13-15)


O profeta Amós anuncia a restauração de Israel, depois do exílio, e a sua total reabilitação.


Leitura do profeta Amós.

É isto o que diz o Senhor: “Eis que vêm dias – oráculo do Senhor – em que seguirão de perto o que planta e o que colhe, o que pisa os cachos e o que semeia; o mosto correrá pelas montanhas, todas as colinas se derreterão. Restaurarei então o meu povo de Israel: reconstruirão as cidades devastadas e as habitarão; plantarão vinhas e beberão o seu vinho, cultivarão pomares e comerão os seus frutos. Implantá-los-ei no seu solo, e não serão mais arrancados da terra que lhes dei – oráculo do Senhor, teu Deus.” 

Epístola (Neemias 8, 1-10)


No regresso do exílio, a Lei, de novo solenemente promulgada, torna-se a constituição do povo e a garantia das bençãos de Deus.


Leitura do profeta Neemias. 

Naqueles dias, todo o povo se reuniu , como um só homem, na praça que ficava diante da porta das Águas, e pediu a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor havia prescrito a Israel. O sacerdote Esdras trouxe a lei diante da assembléia de homens, mulheres e de todas (as crianças) que fossem capazes de compreender. Era o primeiro dia do sétimo mês. Esdras fez então a leitura da lei, na praça que ficava diante da porta da Água, desde a manhã até o meio-dia, na presença dos homens, mulheres e das (crianças) capazes de compreender; todos escutavam atentamente a leitura. O escriba Esdras postou-se num estrado de madeira que haviam construído para a ocasião; a seu lado encontravam-se, à direita, Matatias, Semeías, Anias, Urias, Helcias e Maasias; à esquerda, Fadaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mosolão. Esdras abriu o livro à vista do povo todo; ele estava, com efeito, elevado acima da multidão. Quando o escriba abriu o livro, todo o povo levantou-se. Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus; ao que todo o povo respondeu, levantando as mãos: Amém! Amém! Depois inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor com a face por terra. E Josué, Bani, Serebias, Jamin, Acub, Seftai, Odias, Maasias, Celita, Azarias, Josabed, Hanã, Falaías e outros levitas explicavam a lei ao povo, e cada um ficou no seu lugar. Liam distintamente no livro da lei de Deus, e explicavam o sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura. Depois Neemias, o governador, Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que instruíam o povo, disseram a toda a multidão: Este é um dia de festa consagrado ao Senhor, nosso Deus; não haja nem aflição, nem lágrimas. Porque todos choravam ao ouvir as palavras da lei. Neemias disse-lhes: Ide para as vossas casas, fazei um bom jantar, tomai bebidas doces, e reparti com aqueles que nada têm pronto; porque este dia é um dia de festa consagrado ao nosso Senhor; não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força.

Evangelho (Mc 9, 16-28)


Toda a doação a Deus supõe a expulsão de Satanás; é obra do próprio Deus e das armas espirituais, que a oração e o jejum nos fornecem.


Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos. 

Naquele tempo, um homem dentre a multidão disse a Jesus: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo. Este, onde quer que o apanhe, lança-o por terra e ele espuma, range os dentes e fica endurecido. Roguei a teus discípulos que o expelissem, mas não o puderam. Respondeu-lhes Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei de aturar? Trazei-mo cá! Eles lho trouxeram. Assim que o menino avistou Jesus, o espírito o agitou fortemente. Caiu por terra e revolvia-se espumando. Jesus perguntou ao pai: Há quanto tempo lhe acontece isto? Desde a infância, respondeu-lhe. E o tem lançado muitas vezes ao fogo e à água, para o matar. Se tu, porém, podes alguma coisa, ajuda-nos, compadece-te de nós! Disse-lhe Jesus: Se podes alguma coisa!… Tudo é possível ao que crê. Imediatamente exclamou o pai do menino: Creio! Vem em socorro à minha falta de fé! Vendo Jesus que o povo afluía, intimou o espírito imundo e disse-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai deste menino e não tornes a entrar nele. E, gritando e maltratando-o extremamente, saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitos diziam: Morreu… Jesus, porém, tomando-o pela mão, ergueu-o e ele levantou-se. Depois de entrar em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe em particular: Por que não pudemos nós expeli-lo?”