Liturgia Diária- IV Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Cruz de Jerusalém

Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o “dia das rosas”. Os Cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do verão.

Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa em sinal de particular atenção. A santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo róseo dos paramentos. Toda a Missa respira alegria e júbilo. E por que assim? Lembremo-nos que, antigamente, faziam os catecúmenos, neste dia, um juramento solene e eram recebidos no seio da Igreja, representada pela Igreja da “Santa Cruz em Jerusalém”.

Mãe dedicada e amorosa, alegra-se a santa Igreja, ao receber os que serão lavados nas águas batismais (Introito, Epístola). E não menos se alegram os próprios catecúmenos (Gradual, Ofertório e Communio). A maravilhosa multiplicação dos pães, que se repete na santa Missa, nos garante a todos nós, a glória futura. Louvemos e agradeçamos a vontade de Deus (Ofertório). 


Páginas 259 a 264 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 21/03/2020

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Bento, Abade – Estação em S. Susana

Deus é o protetor dos inocentes (Leitura), mas pelos méritos que Jesus Cristo ganhou na Cruz, encontram também os pecadores o perdão (Evangelho), contanto que humildemente se arrependam de suas culpas.

Sobre o santo: Nasceu em Núrcia. Enviado a Roma para estudar retórica, resolveu retirar-se para o deserto de Subíaco, o que fez, e onde, jovem ainda, levou a vida de um eremita. A fama de sua santidade atraiu discípulos para os quais fundou mosteiros. Mais tarde, mudou-se para Monte Cassino, onde estabeleceu a vida monástica. Seu método, cheio de discrição e sobriedade, conquistou em pouco tempo todo o Ocidente. Com razão pode-se chamar S. bento o salvador da cultura cristã. Foram seus monges que conduziram quase a Europa inteira para a doutrina do Cristianismo. 


Páginas 251 a 258 e 1003 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 20/03/2020

SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Lourenço in lucina

DIA DE ABSTINÊNCIA

Aproxima-se sempre mais o dia do Batismo, e para nós, a renovação das graças batismais. Na Leitura, Moisés tira água viva do rochedo, e no Evangelho, promete Jesus a água da vida eterna.

Belíssima ilustração para estas Leituras deu a fonte que se acha perto da igreja estacionai e que, conforme lenda antiga, brotou de repente, para que as suas águas cristalinas servissem ao Batismo de S. Hipólito. No Santo Sacrifício da Missa, Jesus nos ensina e nos comunica aquela água viva e alimento espiritual, a Eucaristia que nos transforma em adoradores de Deus, em espírito (Evangelho e Communio).


Páginas 245 a 251 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 19/03/2020

SÃO JOSÉ, ESPOSO DA SSMA. VIRGEM MARIA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria – Comemoração da Féria

Como esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus, ele tomou parte intimamente na Redenção. Celebram-se hoje as excelsas virtudes e a santidade que lhe mereceram a predileção de Deus, enquanto a segunda festa visa mais a sua dignidade de Padroeiro da Igreja Universal.

Na santa Missa, depois de o saudarmos com o título de Justo (Introito), imploramos a sua intercessão (Oração), pois Deus ouve as suas orações como ouviu a de Moisés. A esta se referem as palavras da Leitura que são aplicadas a S. José. O Evangelho nos mostra a sua grandeza, chamando-o de Justo, e ao mesmo tempo, nos manifesta a delicadeza de seu pensamento, a sua pureza e a sua fé na palavra de Deus. Embora ornado de tantas virtudes, S. José é modelo de perfeita humildade. Pequeno aos olhos do mundo, foi grande aos olhos de Deus e é grande no Reino dos céus.


Páginas 1009 a 1012 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- 18/03/2020

QUARTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Cirilo de Jerusalém, Bispo, Confessor e Doutor – Estação em São Xisto

Era hoje o dia do primeiro escrutínio. Nessa ocasião recebiam os catecúmenos os textos dos dez mandamentos da lei de Deus: por isso as Leituras falam das leis divinas. O temor de Deus deve ensinar-nos a observar a sua lei (Leitura), que não deve ser interpretada por nosso próprio coração, como o fizeram os fariseus (Evangelho).

Sobre o santo: É um dos grandes doutores da Igreja oriental. Teve muito que sofrer pelos arianos, que conseguiram três vezes fosse ele desterrado. De seus escritos, restam-nos as célebres “Catequeses”, instruções para catecúmenos, antes e depois do Batismo no Sábado Santo.


Páginas 238 a 242; 1007 a 1008 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 17/03/2020

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria, com comemoração de S. Patrício, Bispo e Confessor – Estação em Santa Pudenciana

Santa Pudenciana, uma das “Virgens prudentes”, é representada com uma vasilha de azeite, símbolo de suas boas obras. Em sua casa, mais tarde transformada na igreja da estação de hoje, reunia o Apóstolo S. Pedro os fiéis. Eis porque no Evangelho se fala do poder de ligar e desligar que possuía o primeiro Papa. Na Epístola ou Leitura, a viúva e seus dois filhos representam a Igreja e os fiéis.

Como o azeite proporcionou à viúva os meios para resgatar os filhos, assim o faz na Igreja, o “Ungido” — Cristo, no qual os fiéis encontram a salvação. Na casa de Sta. Pudenciana hoje O encontramos, entre os Cristãos.

Sobre o santo: Nasceu na Escócia e como Bispo converteu a Irlanda, onde é venerado como Apóstolo da “Ilha dos Santos”.


Páginas 234 a 238, 1006 a 1007 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 16/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação  em S. Marcos

Os candidatos ao Batismo são convidados para o primeiro escrutínio, na quarta-feira. Refere-se toda a Missa à fôrça prodigiosa das águas batismais. Tendo uma fé humilde e obediente na palavra de Deus, seremos purificados e salvos, como Naaman (Epístola). Dos fariseus, duros de coração e orgulhosos, retira-se o Médico divino, e com isto perdem eles a sua salvação (Evangelho). Agradeçamos com os catecúmenos, termos sido escolhidos para o Reino de Deus. 


Páginas 230 a 234 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- III Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço extra muros

Sete vezes eram os catecúmenos submetidos outrora, a exames sobre os conhecimentos que tinham da doutrina e sobre a sua conduta moral. Com o dia de hoje, começava a primeira semana destes “escrutínios”, feitos ordinariamente, às quartas-feiras e aos sábados. Na mesma ocasião eram-lhes feitas salutares admoestações, rezando-se sobre eles os exorcismos para expulsar o demônio (Evangelho).

Hoje os catecúmenos são apresentados a S. Lourenço, seu padroeiro. Com eles, também nós nos preparamos para receber uma vida nova. Não esqueçamos, que, devendo andar como filhos da luz, ao que nos exorta a Epístola, temos que lutar contra o espírito das trevas. E só com Jesus Cristo venceremos, pois Ele é a Luz do mundo, que ilumina a todos os homens. Só Ele podia vencer o espírito das trevas (Evangelho). Nos Cânticos e na Oração, elevamos a nossa alma ao Pai das luzes, que estenderá a Destra de sua Majestade para nos defender. Reunidos na igreja em que assistimos ao Santo Sacrifício, temos diante de nós o exemplo do santo mártir Lourenço, que, como poucos, soube dominar o espírito das trevas. Por sua intercessão seremos purificados de nossos delitos (Secreta), para a celebração do santo Mistério na terra, e para a participação em uma gloriosa Ressurreição.


Páginas 225 a 229 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 08:30 horas na Paróquia Bom Jesus.


Liturgia Diária- 14/03/2020

SÁBADO DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação na igreja dos SS. Marcelino e Pedro

Os dois santos Padroeiros, embora não fossem irmãos pelo sangue, o foram na morte, pelo testemunho que deram a Cristo; e sempre foram venerados juntos. De dois pares de irmãos nos falam as Leituras: Jacó é a figura dos catecúmenos chamados para Deus pelo Batismo. O filho pródigo é a imagem dos penitentes que voltam para Deus cheios de arrependimento.


Páginas 218 a 224 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 13/03/2020

SEXTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Vital

DIA DE ABSTINÊNCIA

Faltam exatamente quatro semanas para a Sexta-feira Santa. As Leituras, em imagens, anunciam a Paixão de Jesus Cristo. José, vendido pelos irmãos, e o filho do pai de família, assassinado pelos vinhateiros, são figuras do Cristo. O titular da igreja estacionai, S. Vital, foi jogado em uma cisterna (José), e morto a pedradas (o filho do pai de família).


Páginas 213 a 217 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 12/03/2020

QUINTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria além Tibre

A igreja da estação deste dia está situada perto no quarteirão dos judeus. Os Cristãos costumavam ver, nestes, a imagem dos ricos, e eles mesmos eram os pobres, como na realidade o eram os Cristãos que habitavam naquela região. A Epístola e o Evangelho mostram o caminho da salvação e da perdição. Podemos escolher, mas não nos enganemos com as aparências deste mundo. Deus “dará a cada um, segundo o caminho que seguir” (Epístola)..


S. GREGÓRIO MAGNO, Papa, Confessor e Doutor

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Nasceu em 540 e foi prefeito imperial da cidade de Roma em 571. Depois de fundar com os seus bens vários mosteiros beneditinos, acabou por fazer-se monge. Em 678 foi enviado a Constantinopla como delegado do Papa e finalmente eleito para o Sumo Pontificado em 590. Apesar de quase sempre doente, desenvolveu grande atividade e energia no governo da Igreja, de sorte que mereceu ser chamado “o Grande”. Particular cuidado teve na organização do culto e do canto sagrado.


Páginas 208 a 212; 1005 a 1006 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 11/03/2020

QUARTA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Cecília

Santa Cecília converteu os dois irmãos Tibúrcio e Valeriano, e os conduziu ao Cristo como o fizera Salomé, a mãe dos dois Apóstolos, S. Tiago e S. João (Evangelho). Salomé e Santa Cecília são figuras da Igreja que neste tempo quaresmal conduz os seus neófitos à participação da Paixão e Ressurreição do Cristo. Com os penitentes imploramos a misericórdia do Senhor (Introito).


Páginas 205 a 208 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 10/03/2020

TERÇA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Balbina

Com os catecúmenos e os penitentes, procuramos a face do Senhor (Introito). A viúva de Sarefta (Leitura) e a Santa da igreja estacional nos mostram o caminho: a fé e a caridade. O Evangelho nos exorta: fugir ao espírito farisaico e seguir o “Mestre” que nos ensina o caminho para Deus.


SS. 40 MÁRTIRES

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Eram soldados romanos na Capadócia. Presos no cárcere por causa de sua fé, foram, certa noite, inteiramente despidos e expostos sobre o gelo de um lago. Pediram que nenhum deles perdesse a coroa do martírio e como um não soubesse resistir aos sofrimentos, um dos carcereiros de converteu, tomando o seu lugar e ganhando o prêmio com os outros trinta e nove.


Páginas 201 a 204; 1004 a 1005 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 09/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Clemente

A abside da igreja estacionai é ornada por uma bela cruz em mosaico. Jesus nos fala, no Evangelho, de sua morte na Cruz. Na Leitura, na pessoa de Daniel, ele pede pela cidade de Jerusalém e implora para os homens a piedade de Deus.


S. FRANCISCA ROMANA, Viúva

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

Modelo de esposa e mãe, teve a graça de sempre ver o seu Anjo da guarda (Oração). Depois da morte do marido, entrou nas fileiras das Oblatas da Ordem de S. Bento que ela mesma havia fundado. Foi muito venerada pela santidade de sua vida e pelo dom dos milagres.


Páginas 197 a 201; 1003 a 1004 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- II Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria in Dominica

Como no IV. Domingo do Advento, dia que se segue às ordenações do Sábado das Têmporas, assim também neste Domingo não havia outrora Missa própria. Mais tarde, conferindo-se as ordens no sábado pela manhã, foram compostas Missas, dos formulários das Têmporas, para estes Domingos. Os textos, escolhidos para os ordenandos, se dirigem também a nós.

Eis o dia da salvação. É a ideia predominante em toda a Quaresma. Se, em outros tempos, por vezes a esquecemos, importa ao menos aproveitarmos este santo tempo para trabalhar em nossa salvação. E de que modo? Vivendo uma vida agradável a Deus, pois é vontade de Deus que a nossa santificação seja o caminho para a salvação (Epístola). Anima-nos a transfiguração do Cristo, que é um modelo da nossa. As palavras do Evangelho: Escutai-O, respondamos no Ofertório, dispondo-no s a meditar a lei de Deus para conhecer a sua vontade . As Orações e os Cânticos, embora testemunhem as ânsias e tribulações em que se encontra a nossa alma, demonstram, contudo, uma confiança filial no auxílio de Deus.


Páginas 193 a 197 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 08:30 horas na Paróquia Bom Jesus e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 06/03/2020

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria, com comemoração das Stas. Perpétua e Felicidade, Mártires – Estação na Basílica dos Doze Apóstolos

Os ordenandos são apresentados aos doze Apóstolos para seguirem o seu exemplo no zelo apostólico. Esta igreja era antigamente cercada por várias piscinas, reunidas por colunatas. Deste dia para a Páscoa faltam ainda 38 dias, circunstâncias que talvez influíssem na escolha do Evangelho. A piscina de Betsaida era uma figura das águas batismais.


Páginas 181 a 185; 1001 e 1002 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 05/03/2020

QUINTA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço in Panisperna

O martírio de S. Lourenço nos exorta à penitência. A alma que tiver pecado morrerá (Epístola), mas se pedir, confiante, como a mulher cananeia (Evangelho), viverá. 


Páginas 178 a 181 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 04/03/2020

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 2ª Classe- Missa Própria, com comemoração de S. Casimiro, Confessor e S. Lúcio I, Papa – Estação em S. Maria Maior

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Os candidatos às Ordens são hoje apresentados ao Bispo, ao povo e a Nossa Senhora (Statio). No Evangelho há uma breve alusão a este fato. Com Moisés e Elias vamos para o monte de Deus. A lei (I Leitura) e a Eucaristia (II Leitura) nos acompanham. Jesus prediz sua morte e sua ressurreição (Evangelho). Façamos a vontade de nosso Pai celestial.

Embora não haja obrigação canônica, é recomendável a abstinência e, a critério, o jejum, nas Têmporas (durante a quaresma: hoje, sexta-feira e sábado).


S. CASIMIRO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Coleta própria e demais orações da Missa “Os Justi” (1)

Nasceu em 1558 em Vilna; era filho de Cassimiro IV, Rei da Polônia e foi eleito Rei da Hungria. Preferiu uma vida de oração e piedade à vida brilhante da côrte, distinguindo-se por sua grande pureza e devoção a Nossa Senhora.


Páginas 172 a 177; 1000 a 1001 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 03/03/2020

TERÇA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Anastásia

Antes de chegar à igreja da estação, no dia de hoje, a procissão passava, em Roma, perto da feira de gado. O barulho que se ouvia e o espetáculo de interesses materiais inspiraram as palavras do Evangelho. Busquemos ao Senhor. Aos pequenos e humildes Ele se manifesta.


Páginas 169 a 172 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 02/03/2020

SEGUNDA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro ad Vincula

Reunidos na igreja do primeiro pastor do rebanho de Jesus Cristo, ouvimos as palavras daquele Pastor a quem ele representava: Deus.

Pelo Batismo entramos no rebanho do Senhor. Cumprindo as nossas promessas batismais, procuremos não nos afastar deste rebanho.


Páginas 165 a 169 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- I Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João do Latrão

Na basílica do SSmo. Salvador são iniciados os jejuns quaresmais, pois neste dia começava outrora a Quaresma (Secreta). É um dos dias mais importantes do Ano eclesiástico. Com os catecúmenos, reunimo-nos nesta igreja, na qual, 40 dias depois receberemos a comunicação da vida divina. Para renovarmos em nós esta vida, ouvimos na Missa de hoje salutares ensinamentos.

No domingo da Quinquagésima, predisse Jesus a sua Paixão. Aproximando-se de Jerusalém, Tomé convida os outros Apóstolos: Vamos e morramos com Ele. Este convite também nos é dirigido. Morrer ao velho homem é a tarefa de toda a nossa vida, e mais especialmente devemos procurar fazê-lo durante a Quaresma.

Morrer a nós mesmos é vencer o mal que está em nós, e o que nos vem de fora. As Leituras, Epístola e Evangelho, nos ensinam que a mortificação e a abstinência são meios poderosíssimos para alcançarmos a vitória. Sendo difícil a tarefa, pedimos o auxílio de Deus (Oração). E que confiamos nesse auxílio, nós o atestamos fazendo nossas as palavras do Introito, Gradual, Trato, Ofertório e CommunioDeus mesmo nos ouve, nos libertará e nos dará a glória. No princípio da Quaresma nos é prometida a Páscoa.


Páginas 159 a 164 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 08:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 29/02/2020

SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Trifão

A escolha da “Statio” e do Evangelho permite a conclusão de que a Missa foi composta em tempo de calamidade pública em Roma, talvez inundação do Tibre ou alguma peste (10 anos de ind.). Dura e penosa é a jornada no tempo da penitência, mas Jesus Cristo nos ensina e fortalece (Evangelho-Eucaristia).


Páginas 155 a 158 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 28/02/2020

SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João e Paulo

DIA DE ABSTINÊNCIA

Os Padroeiros da igreja estacional de hoje se distinguiam por sua caridade exemplar e pelas muitas esmolas que davam. Obras de caridade e esmolas devem acompanhar os nossos jejuns. (10 anos de indulgência).

“Amemos ao próximo como a nós mesmos”. Assim cumpriremos a lei do verdadeiro jejum. (Epístola e Evangelho).


S. GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES, Confessor

3ª Classe- Missa do dia, 2ªs orações próprias

Com a idade de 18 anos, entrou Francisco Possenti na Congregação dos Passionistas. Distinguiu-se por uma singular devoção a Nossa Senhora das Dores. Clérigo ainda, morreu com a idade de 24 anos,. Foi canonizado em 1920.

Instrução sobre a vida de S. Gabriel – clique aqui e leia


Páginas 150 a 154, 997 a 1000 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 27/02/2020

QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em São Jorge

“A oração confiante é ouvida por Deus”, eis o que nos ensina a Missa de hoje. S. Jorge, em cuja igreja nos reunimos, reza conosco (Introito). Rezemos como o rei Ezequias (Leitura) ou como o centurião do Evangelho. A Quaresma é tempo favorável à oração.


Páginas 147 a 150 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 26/02/2020

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em Santa Sabina

Na igreja de Sta. Sabina, do Monte Aventino, começamos os santos jejuns quaresmais (15 anos de indulgência). Façamos penitência e imploremos a misericórdia de Deus. Pela imposição das cinzas recebemos hoje o convite oficial da Igreja, para fazermos penitência: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar”.

A cinza é símbolo de penitência pelos pecados que trouxeram a morte para este mundo. As orações da bênção e imposição das cinzas e as da Missa nos fazem penetrar no espírito da penitência cristã: humilde submissão, unida a uma grande confiança na misericórdia de Deus (Introito, Trato). Enquanto a Epístola nos põe diante dos olhos um exemplo comovente de penitência, o jejum, Jesus Cristo nos ensina no Evangelho que este jejum, deve ser, antes de tudo interior. Se antigamente só os pecadores públicos recebiam as cinzas, mais tarde foi estendida esta prática a todos os fiéis, pois todos devem sentir-se e confessar-se pecadores e fazer penitência.


Páginas 139 a 146 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Imposição das Cinzas e Santa Missa às 08:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


[Liturgia] O Tempo da Quaresma

1. Significação deste Tempo. Durante estes quarenta dias os Cristãos se unem intimamente aos sofrimentos e à morte do Divino Salvador, a fim de ressuscitarem com Ele para uma vida nova, nas grandes solenidades pascais.

Nos primeiros tempos do Cristianismo esta ideia fundamental achava sua aplicação no Batismo dos catecúmenos e na reconciliação dos penitentes. Por toda a liturgia da Quaresma, a Igreja instruía os pagãos que se preparavam para o Batismo. No sábado santo mergulhava-os nas fontes batismais, de onde saíam para uma vida nova, como Cristo do túmulo. Por sua vez os fiéis, gravemente culpados, deviam fazer penitência pública e Cobrir-se de cinzas (Quarta-feira de cinzas), para acharem uma vida nova em Jesus Cristo. Convém reparar nestes dois elementos, para compreender a liturgia da Quaresma e a escolha de muitos textos sagrados.

2. Nossa participação neste Tempo. No ofício das Matinas do I domingo, lemos o sermão que o Papa S. Leão Magno, no século V, dirigiu ao povo, explicando a liturgia da Quaresma: “Sem dúvida, diz ele, os Cristãos nunca deveriam perder de vista estes grandes Mistérios… porém esta virtude é de poucos E preciso contudo que os Cristãos sacudam a poeira do mundo. A sabedoria divina estabeleceu este tempo propício de quarenta dias, a fim de que as nossas almas se pudessem purificar, e por meio de boas obras e jejuns, expiassem as faltas de outros tempos. Inúteis seriam porém os nossos jejuns, se neste tempo os nossos corações se não desapegassem do pecado” .

Lendo estas palavras, parece-nos assistir a abertura de um retiro. Com efeito, a Quaresma é o grande retiro anual de toda a família cristã, sob a direção maternal e segundo o método da Santa Igreja. Este retiro terminará pela confissão e comunhão geral de todos os seus filhos, associados assim, realmente, à Ressurreição do Divino Mestre, e ressurgindo por sua vez a uma vida nova.

As práticas exteriores que devem desenvolver em nós o espírito do Cristo e unir-nos a seus sofrimentos, são o jejum, a oração e a esmola.

O jejum é imposto pela santa Igreja a todos os fiéis, depois de 18 anos¹ completos até atingirem os 60 anos. Seria um engano pernicioso não reconhecer a utilidade desta mortificação corporal. Seria menosprezar o exemplo do próprio Cristo e pecar gravemente contra a autoridade de sua Igreja. O Prefácio da Quaresma nos descreve os efeitos salutares do jejum, e aqueles que por motivos justos são dele dispensados não o estarão do jejum espiritual, isto é, de se privarem de festas, teatros, leituras puramente recreativas, etc.

A oração. Assim como a palavra jejum abrange todas as mortificações corporais, da mesma maneira compreende a palavra oração todos, os exercícios de piedade feitos neste tempo, com um recolhimento particular, como sejam: a assistência à santa Missa, a Comunhão frequente, a leitura de bons livros, a meditação especialmente da Paixão de Jesus Cristo, a Via Sacra e a assistência às pregações quaresmais.

A esmola compreende as obras de misericórdia para com o próximo. Já no Antigo Testamento está dito: “Mais vale a oração acompanhada do jejum e da esmola do que amontoar tesouros” (Tob. 12, 8).

Praticando essas obras, preparavam-se antigamente os catecúmenos , para o Batismo que iam receber no sábado de Aleluia, enquanto os penitentes públicos se submeteram a elas com espírito de dor e arrependimento de coração.

Saibamos também nós que aquele que não faz penitência perecerá para toda a eternidade (Lc 13, 3).

Renovemos em nós a graça do Batismo e façamos dignos frutos de penitência. Os textos das Missas, a cada passo nos exortam a isto.

Convém entretanto evitar que a nossa piedade seja excitada por compaixão sentimental ou tristeza exagerada. Sim, é um combate, uma morte terrível que vamos contemplar, mas é também, e sobretudo, uma vitória, um triunfo. Em verdade assistiremos a uma luta gigantesca do homem novo; ouviremos os seus gemidos, seguiremos os seus passos sangrentos, contaremos todos os seus ossos; mas isto é apenas um episódio de sua vida; o desenlace é um grito de vitória, um canto de triunfo.

3. Particularidades deste Tempo. A cor dos paramentos é a violácea.

Omite-se completamente o Aleluia, e o Glória só se canta nas festas dos Santos. Os altares são despojados dos seus enfeites e o órgão se cala, menos no IV Domingo.

Cada dia deste tempo tem a sua “estação”, com indulgências especiais e uma liturgia própria, cujos Cânticos e Leituras nos incitam à penitência e à conversão, enquanto as Orações imploram para nós o perdão e a graça.


¹ O texto original expõe a idade de 21 anos, como era prescrito à época. No entanto, pelo Código de Direito Canônico de 1983 (Cânon 1251 combinado com o cânon 97), a idade inicial de obrigatoriedade é de 18 anos, razão pela qual fizemos a adaptação textual.


Fonte: Dom Beda Keickeisen. Missal Quotidiano. 23ª edição. Salvador: Editora Beneditina, 1962. p. 149-151.

[Fotos] Missa da Quinta-feira “In Coena Domini”

Compartilhamos algumas fotos da Missa da Quinta-feira Santa (In Coena Domini), celebrada pelo Revmo. Padre José Leles. Clique aqui e confira.

 

Liturgia Diária- Quinta-feira “In Coena Domini”

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João de Latrão

Feria-Quinta in Coena Domini, isto é, Quinta-feira da ceia do Senhor, eis como a Liturgia designa o dia de hoje. Este nome nos indica o grande acontecimento que a santa Igreja comemora: a instituição do Sacrifício e Sacramento da Eucaristia e do Sacramento da Ordem.

Como no domingo de Ramos, reunimo-nos em S . João de Latrão, Mãe de todas as igrejas de Roma e do Universo, a mais nobre e mais antiga basílica, catedral do supremo Pastor da Igreja. Nela se conserva e venera ainda hoje a mesa em que o divino Salvador celebrou a última Ceia. O altar de nossa igreja é uma continuação daquela venerável mesa.

A Missa é festiva, com os paramentos brancos. Canta-se o Glória, durante o qual tocam festivamente os sinos, que depois emudecem até o Glória na Missa da Vigília Pascal.

Poucas passagens há, no ano eclesiástico, tão impressionantes e comovedoras para o coração do crente, quanto esta Missa; em que se mesclam alegria imensa e profunda tristeza.

Hoje só é celebrada uma santa Missa, durante a qual todos os Sacerdotes (e todos os Cristãos assim o deveriam fazer) recebem a sua Comunhão pascal da mão do Celebrante.

O memorável decreto “Maxima redemptionis nostrae mysteria” de 16/11/1955 com que a Sagrada Congregação dos Ritos, obedecendo a um mandado do Santo Padre Pio XII, renovou toda a liturgia da Semana Santa, prescreve que essa Missa in Coena Domini seja celebrada entre as 17 e as 20 horas.

Depois do Evangelho e da Homilia, pode-se realizar a cerimônia do Lava-pés.

A Santa Comunhão só pode ser distribuída durante a Missa ou logo depois dela e deve ser dada com partículas consagradas nessa mesma Missa.

Depois dia Missa, faz-se a solene transladação do SSmo. Sacramento para um altar lateral, que tenha sido ornamentado e preparado para esse fim desse altar se fará a pública adoração da Santa Reserva até meia-noite.


Páginas 392 a 406 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- Quarta-feira Santa

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria Maior

Não pode a Igreja olvidar nestes dias da Paixão de seu Salvador, a sua Mãe Santíssima, que tão grande parte teve na obra da Redenção. E por isso que nos reunimos no maior santuário ereto em sua honra. Maria acompanha a seu Filho e a nós, nestes dias, e sofre com Ele e conosco. Nos antigos tempos esse dia era de exame para os catecúmenos e ainda hoje se conservam as três Leituras. Jesus Cristo padece como vemos nas Leituras e nos Cânticos, mas o fim dos seus sofrimentos é a glória (Introito).


Páginas 364 a 377 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- Terça-feira Santa

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Prisca

Os primeiros Cristãos reuniam-se outrora provavelmente em casa de Santa Prisca, no Monte Aventino (igreja estacionai). Conforme a tradição, era o próprio S. Pedro quem presidia essas reuniões. S. Marcos, o discípulo do primeiro Papa, nos descreve a Paixão de Jesus e fala particularmente da negação de S. Pedro, que assim, humildemente, confessa a sua culpa. A Cruz de Jesus Cristo é para nós motivo de glória (Introito).


Páginas 350 a 353 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- Segunda-feira Santa

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Praxedes

O Salvador se prepara para sua Paixão (Cânticos). Enquanto Judas se resolve a trair Jesus, Maria Madalena unge o Mestre querido “para a sepultura”. Também nós podemos seguir o exemplo de Maria, ungindo os pés do Salvador, o que, no dizer de Santo Agostinho, significa: “Cuidar dos pobres e levar uma vida santa”. A santa Padroeira da igreja estacional é outro exemplo para nós, pois, distribuiu todos os seus bens pelos pobres.


Páginas 350 a 353 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- Domingo de Ramos

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em São João do Latrão

É o domingo que precede à festa da Páscoa e dá início à Semana  Santa. Antes da Missa principal se realiza a bênção dos ramos com a procissão.

Desta bênção e desta procissão, já encontramos vestígios claros no século V.

Se deveras queremos compreender a liturgia deste domingo, cumpre colocarmo-nos bem no meio do cenário onde se vai desenrolar o doloroso drama, e, para que possamos atingir esse objetivo, útil será recordarmos os acontecimentos dos últimos dias da vida do Divino Salvador aqui na terra.

Jesus, à frente de . uma romaria, vai de Jericó a Betânia, onde os hospedam com os seus amigos Lázaro, Maria e Marta, que, para O homenagearem, dão um banquete. É nessa ocasião que Maria unge com arômatas a cabeça de Jesus. Indignado com este desperdício, Judas rompe com seu Mestre. Muita gente vem a Betânia para ver a Jesus e a Lázaro ressuscitado: Com estas multidões parte Jesus no dia seguinte em direção a Jerusalém, passando pelo monte das Oliveiras. Festiva é sua entrada, como narra Evangelho. O povo aclama o Messias. Honras dignas ‘de um Rei são-Lhe tributadas, enquanto os fariseus, cada vez mais, se enraivecem. Contemplando a cidade, Jesus chora, lastimando-lhe a infelicidade e a sorte triste que a espera. Entra solenemente no templo, mas nessa mesma tarde regressa a Betânia.

Esses são os principais fatos históricos em que se firma a liturgia deste domingo, que consta de duas partes bem distintas:  Bênção e procissão dos ramos: Alegre e triunfal. Porque nela aclamamos o Cristo, Rei e Vencedor. Paramentos vermelhos. A Santa Missa – Profundamente triste. Porque nela contemplamos o Homem das Dores. Paramentos roxos.


Páginas 326 a 349 do Missal Quotidiano. (Para a Missa: a partir da pág. 336)


APENAS Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 13/04/2019

SÁBADO DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João diante da Porta Latina

Outrora não havia Missa neste dia, que era como uma vigília do Domingo de Ramos. Por isso seus Cânticos são os do dia anterior. Também nas Leituras vemos novamente Jeremias, imagem do Cristo perseguido. Os judeus O odeiam. Os pagãos (catecúmenos) O procuram e a estes fala Jesus de sua morte. Se o grão de trigo (Cristo) morrer, ele dará muitos frutos, que somos todos nós, remidos por seu Sangue preciosíssimo.


SÃO LEÃO I (MAGNO), Papa, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “In virtute”

Filho de Leovigildo, rei dos Visigodos, foi convertido do arianismo para o catolicismo por S. Leandro. Não querendo receber a Santa Eucaristia das mãos de um bispo herético foi assassinado por ordem do próprio pai, porém o seu sangue foi semente de novas conversões.


Hoje NÃO HAVERÁ Missa na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Programação – Semana Santa

“Começamos a Semana Santa, durante a qual a Igreja celebra os santos Mistérios de nossa Redenção. É ela a preparação última para a Ressurreição de nosso Divino Salvador. Correspondendo à sua alta significação, distingue-se esta Semana por comoventes cerimônias e atos litúrgicos. 

Cada dia é privilegiado, de sorte que nenhuma festa pode ser celebrada durante esta semana. As Orações, os Cânticos, as Leituras nos Ofícios e nas santas Missas relembram os grandes Mistérios de nossa Redenção. “

Liturgia Diária- 11/04/2019

QUINTA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Apolinário

Com os penitentes, estamos no exílio (Introito, Ofertório). Instantemente pedimos perdão (com Asarias, na Leitura). Na Quinta-feira Santa os penitentes eram recebidos novamente na Comunhão dos fiéis. Hoje, oito dias antes, Jesus se anuncia amigo dos pecadores (Evangelho).


SÃO LEÃO I (MAGNO), Papa, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa do dia, com 2ªs orações da missa “Si diligis me”

Desde 440 ocupando o trono pontifício, combateu as heresias (Monofisistas). Salvou Roma das hordas dos bárbaros (452). Por seus muitos méritos e zelo em firmar a autoridade da Sé apostólica, recebeu o título de “Grande”.


Páginas 312 a 315, 1031, 812 a 816 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 10/04/2019

QUARTA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Marcelo

A Leitura se dirige aos catecúmenos. Havia quinze dias que tinham recebido a lei de Deus e hoje deviam repeti-la no escrutínio. No Introito pedimos perdão, com eles, por nossos pecados. Como,  na Leitura, Deus diz: “Eu sou o Senhor”, assim, no Evangelho, Jesus proclama: “Eu sou o Filho de Deus”. Os que ouvem a sua voz, isto é, os que Nele creem e O seguem, terão a vida eterna.


Páginas 307 a 311 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 09/04/2019

TERÇA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Ciríaco

Daniel na cova dos leões (Leitura) é uma figura do Cristo (Evangelho) e de todos os que sofrem por Deus. O Deus de Israel nos salvará de todas as angústias (Communio).


Páginas 303 a 307 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 08/04/2019

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Crisógono

Somente os que se convertem aproveitarão da Paixão de Nosso Senhor (Leitura), e não aqueles que se obstinam como os judeus (Evangelho). O Salvador convida a todos os que têm sede, isto é, vontade de se salvar.


Páginas 300 a 303 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Próximas Missas: clique aqui.


Liturgia Diária- I Domingo da Paixão

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro

No lugar em que S. Pedro seguiu o exemplo de seu Mestre, morrendo na cruz, quer também a Igreja associar-se à Paixão de Nosso Senhor. Jesus Cristo, o Medianeiro entre Deus e os homens, inocente Ele mesmo e sem mancha, se oferece como o Sacrifício de expiação pelos homens (Epístola). Nestas palavras está expresso o sentido da Missa de hoje, pois nela Jesus repete o mesmo Sacrifício (Communio). Enquanto os judeus blasfemam contra o Senhor, nós dizemos: “Senhor, eu Vos louvarei.” E à palavra de Jesus: “Se alguém guarda a minha palavra não verá a morte para sempre”, nós respondemos: Beneficiai vosso servo, para que viva e observe os vossos preceitos.

Sobre o Tempo da Paixão, leia nota explicativa clicando aqui.


Páginas 295 a 299 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


O Tempo da Paixão

1. Significação deste Tempo. Com o Domingo da Paixão, iniciamos a terceira fase da preparação para a Páscoa. A Igreja concentra toda a sua atenção no Senhor que padece, e O acompanha em seu caminho de dores, que, pelo ódio e pelas hostilidades dos judeus, conduz até o Calvário. Assistimos ao conflito entre o Salvador e os seus inimigos que Lhe recusam acolhimento. O ódio destes já não procura dissimular-se e, cada vez mais crescente, prorrompe em grosseiras injúrias contra Aquele que, qual bom Samaritano, vai curar-lhes as feridas e libertá-los da morte eterna. O Salvador, às injúrias que Lhe fazem, chamando-O de sedutor, blasfemo, possesso do demônio, responde com toda a calma. Ele bem sabe porque assim o fazem. É vontade de seu Pai que Ele sofra por aqueles que assim O perseguem. Na realização de seus desígnios os adversários do Cristo são apenas instrumentos de que Deus se utiliza para a execução de seus eternos decretos. Sobre o Madeiro da Cruz, Jesus alcança a vitória final (Prefácio da Santa Cruz).

2. Nossos sentimentos durante este Tempo. Embora Deus, Jesus Cristo sofreu todas as atrocidades das dores físicas e morais. A natureza humana padece, geme, procura a salvação. Neste sentido a Igreja compreende os Cânticos das Missas destes quinze dias. E nós, com toda a confiança que temos na vitória final, não deixamos de abismar-nos nas dores de nosso Salvador. Aumente em nós a dor por nossos pecados que Lhe custaram tantos padecimentos. Aumente em nós o amor por nosso Jesus que tanto sofreu por todos os homens!

3. Particularidades deste Tempo. Para bem demonstrar a sua compaixão pelo Esposo, a Igreja omite nestes dias todas as demonstrações de alegria. Não se diz o salmo Judica, ao pé do altar, nem o Glória Patri. São veladas nas igrejas as imagens e os próprios Crucifixos, em sinal de tristeza. Desaparecem, quase por completo, nestes dias, as referências aos catecúmenos e às igrejas estacionais. A Igreja quer que nos concentremos o mais intensamente possível sobre a Paixão de Jesus e gravemos profundamente em nossas almas o Mistério de nossa Redenção.

Liturgia Diária- 06/04/2019

SÁBADO DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Nicolau “in Carcere”

Aos que têm sede — sitientes — dirige-se a Missa de hoje. E são os batizandos e os penitentes. Na Leitura, o Bom Pastor, no Evangelho, O que é a Luz do mundo, Jesus Cristo, enfim, é quem nos convida às fontes das águas (Introito). Dentro da próxima quinzena o Pastor dará a vida por suas ovelhas, saciando-lhes a sede. “O Senhor me governa e nada me há de faltar. Colocou-me em lugar abundante em pastagens. Conduziu-me junto às águas refrigerantes” (Communio).


Páginas 289 a 293 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 04/04/2019

QUINTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação na basílica SS. Silvestre e Martinho

Na igreja de S. Martinho, venerado por ter ressuscitado vários mortos, as Leituras nos falam de duas ressurreições. A mãe aflita (a Igreja) encontra um Enviado de Deus. Pelo Batismo e pela Penitência, ressurgimos a uma vida nova. É .0 Cristo quem no-la comunica por sua Ressurreição.


S. ISIDORO, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe – Missa do dia com 2ªs da Missa “In medio”

Natural de Cartagena, na Espanha (560) foi mais tarde, sucessor de S. Leandro (seu irmão mais velho), na Sé episcopal de Sevilha. Por seus escritos que atestam o seu grande saber, foi enumerado entre os Doutores da Igreja.


Páginas 280 a 283; 1030 e 856 a 860 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 03/04/2019

QUARTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Paulo

O dia de hoje era de grande importância para os catecúmenos. Reuniam-se junto à sepultura do grande Catequista e Doutor das gentes, S. Paulo, que, em sua conversão, foi milagrosamente curado da cegueira. Os Catecúmenos eram submetidos a novo’escrutínio e realizava-se a cerimônia da abertura dos ouvidos. (O Sacerdote tocava os ouvidos dos catecúmenos, dizendo: “Ephpheta”, isto é, abre-te, como ainda hoje diz, ao administrar o Batismo.) Em seguida, recebiam o Padre nosso, o Credo e o início dos quatro Evangelhos.

No Introito, Deus promete aos catecúmenos o Batismo e todos os outros textos a eles se referem. No fim do Evangelho nós nos ajoelhamos, seguindo o exemplo do curado, pois ele fala em nome de todos os que já receberam as águas do Batismo.


Páginas 273 a 279 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 02/04/2019

TERÇA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Lourenço in Damaso

Com os catecúmenos e penitentes rezamos o Introito e o Gradual. Contemplamos o Cristo, que sofre por causa da infidelidade dos homens, (Leitura) e pela obstinação dos judeus (Evangelho). Jesus Cristo, porém, qual outro Moisés, intercede e sofre por nós (Leitura) e por isso com Ele nos alegramos (Communio).


S. FRANCISCO DE PAULA, Confessor

Festa de 3ª Classe – Missa do dia com 2ªs orações próprias

Nasceu na Calábria. Fundou a ordem dos “Mínimos” e distinguiu-se pela prática de uma pobreza muito austera e humilde piedade.


Páginas 268 a 272 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 01/04/2019

SEGUNDA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em SS. Quatro-Coroados

A Epístola falou-nos ontem de duas mulheres, representando uma a sinagoga e outra a Igreja. Da mesma forma se refere hoje a duas mulheres que se apresentam a Salomão. Uma, a mãe degenerada que permitiria matar a criança, é figura da sinagoga. A outra, mãe verdadeira, a Igreja, lhe quer conservar a vida. Jesus Cristo como Salomão, entrega “o filho” (a alma humana) à verdadeira mãe.


Páginas 264 a 268 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


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Liturgia Diária- IV Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Cruz de Jerusalém

Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o “dia das rosas”. Os Cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do verão.

Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa em sinal de particular atenção. A santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo róseo dos paramentos. Toda a Missa respira alegria e júbilo. E por que assim? Lembremo-nos que, antigamente, faziam os catecúmenos, neste dia, um juramento solene e eram recebidos no seio da Igreja, representada pela Igreja da “Santa Cruz em Jerusalém”.

Mãe dedicada e amorosa, alegra-se a santa Igreja, ao receber os que serão lavados nas águas batismais (Introito, Epístola). E não menos se alegram os próprios catecúmenos (Gradual, Ofertório e Communio). A maravilhosa multiplicação dos pães, que se repete na santa Missa, nos garante a todos nós, a glória futura. Louvemos e agradeçamos a vontade de Deus (Ofertório). 


Páginas 259 a 264 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 30/03/2019

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Susana

Deus é o. protetor dos inocentes (Leitura), mas pelos méritos que Jesus Cristo ganhou na Cruz, encontram também os pecadores o perdão (Evangelho), contanto que humildemente se arrependam de suas culpas.


Páginas 251 a 258 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 29/03/2019

SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Lourenço in lucina

Aproxima-se sempre mais o dia do Batismo, e para nós, a renovação das graças batismais. Na Leitura, Moisés tira água viva do rochedo, e no Evangelho, promete Jesus a água da vida eterna.

Belíssima ilustração para estas Leituras deu a fonte que se acha perto da igreja estacionai e que, conforme lenda antiga, brotou de repente, para que as suas águas cristalinas servissem ao Batismo de S. Hipólito. No Santo Sacrifício da Missa, Jesus nos ensina e nos comunica aquela água viva e alimento espiritual, a Eucaristia que nos transforma em adoradores de Deus, em espírito (Evangelho e Communio).


Páginas 245 a 251 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 28/03/2019

QUINTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Cosme e São Damião

Na igreja dos Santos Cosme e Damião, ambos médicos,-ouvimos o Médico de nossa alma, Aquele que operou muitos milagres por meio de seus Santos. É Ele quem nos manda observar os mandamentos do Senhor (Communio), e  “em casa de Simão” , isto é, na Igreja, nos restitui a verdadeira vida (Evangelho).


SÃO JOÃO CAPISTRANO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa do dia, com orações próprias

Nasceu na Itália, de pais alemães, e entrou na Ordem de S. Francisco. Viajou pela Itália e pela Alemanha como pregador popular e por toda a parte combateu as heresias com grande energia e ótimos resultados. A sua coragem e a seus conselhos, deve-se a grande vitória que os Cristãos ganharam sobre os turcos, perto de Belgrado em 1456 (Oração). Faleceu nesse mesmo ano.


Páginas 242 a 245; 1025 a 1027 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 27/03/2019

QUARTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em São Xisto

Era hoje o dia do primeiro escrutínio. Nessa ocasião recebiam os catecúmenos os textos dos dez mandamentos da lei de Deus: por isso as Leituras falam das leis divinas. O temor de Deus deve ensinar-nos a observar a sua lei (Leitura), que não deve ser interpretada por nosso próprio coração, como o fizeram os fariseus (Evangelho).


SÃO JOÃO DAMASCENO, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa do dia, com orações próprias

Nasceu em 700 em Damasco e distinguiu-se particularmente por sua defesa ao culto das sagradas imagens. Deus auxiliou e protegeu seu servo (Cânticos e Leitura), e tendo-lhe sido cortada a mão direita, foi milagrosamente curado (Evangelho e Cânticos). Foi elevado à dignidade de Doutor da Igreja por Leão XIII.


Páginas 238 a 242; 1022 a 1025 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 26/03/2019

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em Santa Pudenciana

Santa Pudenciana, uma das “Virgens prudentes”, é representada com uma vasilha de azeite, símbolo de suas boas obras. Em sua casa, mais tarde transformada na igreja da estação de hoje, reunia o Apóstolo S. Pedro os fiéis. Eis porque no Evangelho se fala do poder de ligar e desligar que possuía o primeiro Papa. Na Epístola ou Leitura, a viúva e seus dois filhos representam a Igreja e os fiéis.

Como o azeite proporcionou à viúva os meios para resgatar os filhos, assim o faz na Igreja, o “Ungido” — Cristo, no qual os fiéis encontram a salvação. Na casa de Sta. Pudenciana hoje O encontramos, entre os Cristãos.


Páginas 234 a 238 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 25/03/2019

ANUNCIAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Festa de 1ª Classe – Missa própria com comemoração da féria

Na Oração da festa está lembrado, em poucas palavras, o maior acontecimento da história da humanidade — a Encarnação do Verbo Divino no seio da Virgem Maria. O que o profeta Isaías (Leitura) predisse ao Rei Acaz, realizou-se de maneira maravilhosa naquela humilde casinha de Nazaré (Evangelho). Reverentes, saudamos a Mãe de Deus nos Cânticos, e na Comunhão hospedamos o mesmo Filho de Deus, o Emanuel, que das entranhas da Virgem puríssima havia feito o seu tabernáculo.


SEGUNDA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Marcos

Os candidatos ao Batismo são convidados para o primeiro escrutínio, na quarta-feira. Refere-se toda a Missa à força prodigiosa das águas batismais. Tendo uma fé humilde e obediente na palavra de Deus, seremos purificados e salvos, como Naaman (Epístola). Dos fariseus, duros de coração e orgulhosos, retira-se o Médico divino, e com isto perdem eles a sua salvação (Evangelho). Agradeçamos com os catecúmenos, termos sido escolhidos para o Reino de Deus.


Páginas 1017 a 1021; 230 a 234 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


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Liturgia Diária- III Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço extra muros

Sete vezes eram os catecúmenos submetidos outrora, a exames sobre os conhecimentos que tinham da doutrina e sobre a sua conduta moral. Com o dia de hoje, começava a primeira semana destes “escrutínios”, feitos ordinariamente, às quartas-feiras e aos sábados. Na mesma ocasião eram-lhes feitas salutares admoestações, rezando-se sobre eles os exorcismos para expulsar o demônio (Evangelho).

Hoje os catecúmenos são apresentados a S. Lourenço, seu padroeiro. Com eles, também nós nos preparamos para receber uma vida nova. Não esqueçamos, que, devendo andar como filhos da luz, ao que nos exorta a Epístola, temos que lutar contra o espírito das trevas. E só com Jesus Cristo venceremos, pois Ele é a Luz do mundo, que ilumina a todos os homens. Só Ele podia vencer o espírito das trevas (Evangelho). Nos Cânticos e na Oração, elevamos a nossa alma ao Pai das luzes, que estenderá a Destra de sua Majestade para nos defender. Reunidos na igreja em que assistimos ao Santo Sacrifício, temos diante de nós o exemplo do santo mártir Lourenço, que, como poucos, soube dominar o espírito das trevas. Por sua intercessão seremos purificados de nossos delitos (Secreta), para a celebração do santo Mistério na terra, e para a participação em uma gloriosa Ressurreição.


Páginas 225 a 229 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 23/03/2019

SÁBADO DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação na igreja dos SS. Marcelino e Pedro

Os dois santos Padroeiros, embora não fossem irmãos pelo sangue, o foram na morte, pelo testemunho que deram a Cristo; e sempre foram venerados juntos. De dois pares de irmãos nos falam as Leituras: Jacó é a figura dos catecúmenos chamados para Deus pelo Batismo. O filho pródigo é a imagem dos penitentes que voltam para Deus cheios de arrependimento.


Páginas 218 a 224 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 19/03/2019

SÃO JOSÉ, ESPOSO DA SSMA. VIRGEM MARIA

Festa de 1ª Classe- Missa Própria – Comemoração da Féria

Como esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus, ele tomou parte intimamente na Redenção. Celebram-se hoje as excelsas virtudes e a santidade que lhe mereceram a predileção de Deus, enquanto a segunda festa visa mais a sua dignidade de Padroeiro da Igreja Universal.

Na santa Missa, depois de o saudarmos com o título de Justo (Introito), imploramos a sua intercessão (Oração), pois Deus ouve as suas orações como ouviu a de Moisés. A esta se referem as palavras da Leitura que são aplicadas a S. José. O Evangelho nos mostra a sua grandeza, chamando-o de Justo, e ao mesmo tempo, nos manifesta a delicadeza de seu pensamento, a sua pureza e a sua fé na palavra de Deus. Embora ornado de tantas virtudes, S. José é modelo de perfeita humildade. Pequeno aos olhos do mundo, foi grande aos olhos de Deus e é grande no Reino dos céus.


Páginas 1009 a 1012 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 18/03/2019

SEGUNDA-FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Clemente

A abside da igreja estacionai é ornada por uma bela cruz em mosaico. Jesus nos fala, no Evangelho, de sua morte na Cruz. Na Leitura, na pessoa de Daniel, ele pede pela cidade de Jerusalém e implora para os homens a piedade de Deus.


SÃO CIRILO DE JERUSALÉM, Bispo, Confessor e Doutor

Comemoração – Missa do dia, com 2ªs orações próprias

É um dos grandes Doutores da Igreja oriental. Teve muito que sofrer pelos Arianos que conseguiram três vezes fosse ele desterrado. De seus escritos restam-nos as célebres “Catequeses”, instruções para catecúmenos, antes e depois do Batismo no Sábado Santo.


Páginas 197 a 201; 1007 a 1008 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa privada (sem respostas dos fiéis) às 18 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Próximas Missas – clique aqui e confira


Liturgia Diária- II Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria in Dominica

Como no IV. Domingo do Advento, dia que se segue às ordenações do Sábado das Têmporas, assim também neste Domingo não havia outrora Missa própria. Mais tarde, conferindo-se as ordens no sábado pela manhã, foram compostas Missas, dos formulários das Têmporas, para estes Domingos. Os textos, escolhidos para os ordenandos, se dirigem também a nós.

Eis o dia da salvação. É a ideia predominante em toda a Quaresma. Se, em outros tempos, por vezes a esquecemos, importa ao menos aproveitarmos este santo tempo para trabalhar em nossa salvação. E de que modo? Vivendo uma vida agradável a Deus, pois é vontade de Deus que a nossa santificação seja o caminho para a salvação (Epístola). Anima-nos a transfiguração do Cristo, que é um modelo da nossa. As palavras do Evangelho: Escutai-O, respondamos no Ofertório, dispondo-no s a meditar a lei de Deus para conhecer a sua vontade . As Orações e os Cânticos, embora testemunhem as ânsias e tribulações em que se encontra a nossa alma, demonstram, contudo, uma confiança filial no auxílio de Deus.


Páginas 193 a 197 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


APENAS Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 16/03/2019

SÁBADO DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Junto à sepultura de S. Pedro, assistimos às ordenações (durante as Lições da Ante-Missa). S. Pedro, o Moisés do Novo-Testamento, fala nas duas primeiras Lições, e em nome dos outros Apóstolos, no Evangelho. As Lições ainda aludem ao costume de, neste dia, o povo pagar as suas dízimas; e em geral, reparamos o espírito do tempo quaresmal nos textos e orações desta Missa.

Embora não haja obrigação canônica, é recomendável a abstinência e, a critério, o jejum, nas Têmporas (durante a quaresma: hoje, sexta-feira e sábado).


Páginas 185 a 192 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 15/03/2019

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação na Basílica dos Doze Apóstolos

Os ordenandos são apresentados aos doze Apóstolos para seguirem o seu exemplo no zelo apostólico. Esta igreja era antigamente cercada por várias piscinas, reunidas por colunatas. Deste dia para a Páscoa faltam ainda 38 dias, circunstâncias que talvez influíssem na escolha do Evangelho. A piscina de Betsaida era uma figura das águas batismais.


Páginas 181 a 185 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 14/03/2019

QUINTA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Lourenço in Panisperna

O martírio de S. Lourenço nos exorta à penitência. A alma que tiver pecado morrerá (Epístola), mas se pedir, confiante, como a mulher cananeia (Evangelho), viverá. 


Páginas 178 a 181 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 13/03/2019

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DA QUARESMA

Féria de 2ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Maria Maior

DIA DE ABSTINÊNCIA RECOMENDADA

Os candidatos às Ordens são hoje apresentados ao Bispo, ao povo e a Nossa Senhora (Statio). No Evangelho há uma breve alusão a este fato. Com Moisés e Elias vamos para o monte de Deus. A lei (I Leitura) e a Eucaristia (II Leitura) nos acompanham. Jesus prediz sua morte e sua ressurreição (Evangelho). Façamos a vontade de nosso Pai celestial.

Embora não haja obrigação canônica, é recomendável a abstinência e, a critério, o jejum, nas Têmporas (durante a quaresma: hoje, sexta-feira e sábado).


Páginas 172 a 177 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 12/03/2019

TERÇA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Anastásia

Antes de chegar à igreja da estação, no dia de hoje, a procissão passava, em Roma, perto da feira de gado. O barulho que se ouvia e o espetáculo de interesses materiais inspiraram as palavras do Evangelho. Busquemos ao Senhor. Aos pequenos e humildes Ele se manifesta.


S. GREGÓRIO MAGNO, Papa, Confessor e Doutor

3ª Classe- Missa do dia, com orações próprias

Nasceu em 540 e foi prefeito imperial da cidade de Roma em 571. Depois de fundar com os seus bens vários mosteiros beneditinos, acabou por fazer-se monge. Em 678 foi enviado a Constantinopla como delegado do Papa e finalmente eleito para o Sumo Pontificado em 590. Apesar de quase sempre doente, desenvolveu grande atividade e energia no governo da Igreja, de sorte que mereceu ser chamado “o Grande”. Particular cuidado teve na organização do culto e do canto sagrado.


Páginas 169 a 172, 1005 a 1006 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Próximas Missas

De 12 (terça-feira) a 16/03 (sábado) – Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.

17/03 (Domingo)- II Domingo da Quaresma- APENAS Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Atendimento de Confissões- antes das Missas na Capela.

Liturgia Diária- 11/03/2019

SEGUNDA-FEIRA DA 1ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro ad Vincula

Reunidos na igreja do primeiro pastor do rebanho de Jesus Cristo, ouvimos as palavras daquele Pastor a quem ele representava: Deus.

Pelo Batismo entramos no rebanho do Senhor. Cumprindo as nossas promessas batismais, procuremos não nos afastar deste rebanho.


Páginas 165 a 169 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Liturgia Diária- I Domingo da Quaresma

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João do Latrão

Na basílica do SSmo. Salvador são iniciados os jejuns quaresmais, pois neste dia começava outrora a Quaresma (Secreta). É um dos dias mais importantes do Ano eclesiástico.

Com os catecúmenos, reunimo-nos nesta igreja, na qual, 40 dias depois receberemos a comunicação da vida divina. Para renovarmos em nós esta vida, ouvimos na Missa de hoje salutares ensinamentos.

No domingo da Quinquagésima, predisse Jesus a sua Paixão. Aproximando-se de Jerusalém, Tomé convida os outros Apóstolos: Vamos e morramos com Ele. Este convite também nos é dirigido. Morrer ao velho homem é a tarefa de toda a nossa vida, e mais especialmente devemos procurar fazê-lo durante a Quaresma.

Morrer a nós mesmos é vencer o mal que está em nós, e o que nos vem de fora. As Leituras, Epístola e Evangelho, nos ensinam que a mortificação e a abstinência são meios poderosíssimos para alcançarmos a vitória. Sendo difícil a tarefa, pedimos o auxílio de Deus (Oração). E que confiamos nesse auxílio, nós o atestamos fazendo nossas as palavras do Introito, Gradual, Trato, Ofertório e Communio.

Deus mesmo nos ouve, nos libertará e nos dará a glória. No princípio da Quaresma nos é prometida a Páscoa.


Páginas 159 a 164 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


Liturgia Diária- 09/03/2019

SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Trifão

A escolha da “Statio” e do Evangelho permite a conclusão de que a Missa foi composta em tempo de calamidade pública em Roma, talvez inundação do Tibre ou alguma peste (10 anos de ind.). Dura e penosa é a jornada no tempo da penitência, mas Jesus Cristo nos ensina e fortalece (Evangelho-Eucaristia).


SANTA FRANCISCA ROMANA, Viúva

3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “Cognovi”

Modelo de esposa e mãe, teve a graça de sempre ver o seu Anjo da guarda (Oração). Depois da morte do marido, entrou nas fileiras das Oblatas da Ordem de S. Bento que ela mesma havia fundado. Foi muito venerada pela santidade de sua vida e pelo dom dos milagres.


Páginas 155 a 158, 1003 a 1004, 894 a 895 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 08/03/2019

SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João e Paulo

DIA DE ABSTINÊNCIA

Os Padroeiros da igreja estacional de hoje se distinguiam por sua caridade exemplar e pelas muitas esmolas que davam. Obras de caridade e esmolas devem acompanhar os nossos jejuns. (10 a. de ind.).

“Amemos ao próximo como a nós mesmos”. Assim cumpriremos a lei do verdadeiro jejum. (Epístola e Evangelho).


SÃO JOÃO DE DEUS, Confessor

3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “Os justi (1)”

Nasceu em Évora (Portugal) e depois de uma vida bastante agitada dedicou-se ao trato dos doentes. Num incêndio salvou um enfermo, saindo também ileso (Oração). Fundou a Congregação que traz o seu nome e que se dedica ao tratamento dos doentes.


Páginas 150 a 154, 1003, 853 a 864 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 07/03/2019

QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS

Féria de 3ª Classe- Missa Própria – Estação em São Jorge

“A oração confiante é ouvida por Deus”, eis o que nos ensina a Missa de hoje. S. Jorge, em cuja igreja nos reunimos, reza conosco (Introito). Rezemos como o rei Ezequias (Leitura) ou como o centurião do Evangelho. A Quaresma é tempo favorável à oração.


SÃO TOMÁS DE AQUINO, Confessor e Doutor

3ª Classe- Missa do dia, com Coleta própria e demais orações da Missa “In medio”

O maior teólogo da Igreja nasceu em Roccasecca (Itália). Educado pelos Beneditinos de Monte Cassino entrou na Ordem Dominicana, após vencer forte resistência da parte da família. Autor da “Suma Teológica”, tão profunda quanto clara, uniu a um extenso saber, a piedade e a simplicidade de uma criança. Com razão é, pois, “o Doutor angélico” e o padroeiro das escolas católicas. Havia abandonado as honras e as riquezas do mundo para procurar a verdadeira sabedoria ( Leitura) e assim tornou-se uma luz do mundo (Evangelho). Morreu a caminho de Lião, quando ia para o 2. Concílio naquela cidade.


Páginas 147 a 150, 1002, 859 a 860 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 06/03/2019

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em Santa Sabina

Na igreja de Sta. Sabina, do Monte Aventino, começamos os santos jejuns quaresmais (15 anos de indulgência).

Façamos penitência e imploremos a misericórdia de Deus.

Pela imposição das cinzas recebemos hoje o convite oficial da Igreja, para fazermos penitência: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar”.

A cinza é símbolo de penitência pelos pecados que trouxeram a morte para este mundo. As orações da bênção e imposição das cinzas e as da Missa nos fazem penetrar no espírito da penitência cristã: humilde submissão, unida a uma grande confiança na misericórdia de Deus (Introito, Trato). Enquanto a Epístola nos põe diante dos olhos um exemplo comovente de penitência, o jejum, Jesus Cristo nos ensina no Evangelho que este jejum, deve ser, antes de tudo interior. Se antigamente só os pecadores públicos recebiam as cinzas, mais tarde foi estendida esta prática a todos os fiéis, pois todos devem sentir-se e confessar-se pecadores e fazer penitência.

Comentários sobre o tempo da Quaresma: clique aqui e leia.


Páginas 139 a 146 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Imposição das Cinzas e Santa Missa às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


[Liturgia] O Tempo da Quaresma

1. Significação deste Tempo. Durante estes quarenta dias os Cristãos se unem intimamente aos sofrimentos e à morte do Divino Salvador, a fim de ressuscitarem com Ele para uma vida nova, nas grandes solenidades pascais.

Nos primeiros tempos do Cristianismo esta ideia fundamental achava sua aplicação no Batismo dos catecúmenos e na reconciliação dos penitentes. Por toda a liturgia da Quaresma, a Igreja instruía os pagãos que se preparavam para o Batismo. No sábado santo mergulhava-os nas fontes batismais, de onde saíam para uma vida nova, como Cristo do túmulo. Por sua vez os fiéis, gravemente culpados, deviam fazer penitência pública e Cobrir-se de cinzas (Quarta-feira de cinzas), para acharem uma vida nova em Jesus Cristo. Convém reparar nestes dois elementos, para compreender a liturgia da Quaresma e a escolha de muitos textos sagrados.

2. Nossa participação neste Tempo. No ofício das Matinas do I domingo, lemos o sermão que o Papa S. Leão Magno, no século V, dirigiu ao povo, explicando a liturgia da Quaresma: “Sem dúvida, diz ele, os Cristãos nunca deveriam perder de vista estes grandes Mistérios… porém esta virtude é de poucos E preciso contudo que os Cristãos sacudam a poeira do mundo. A sabedoria divina estabeleceu este tempo propício de quarenta dias, a fim de que as nossas almas se pudessem purificar, e por meio de boas obras e jejuns, expiassem as faltas de outros tempos. Inúteis seriam porém os nossos jejuns, se neste tempo os nossos corações se não desapegassem do pecado” .

Lendo estas palavras, parece-nos assistir a abertura de um retiro.’ Com efeito, a Quaresma é o grande retiro anual de toda a família cristã, sob a direção maternal e segundo o método da Santa Igreja. Este retiro terminará pela confissão e comunhão geral de todos os seus filhos, associados assim, realmente, à Ressurreição do Divino Mestre, e ressurgindo por sua vez a uma vida nova.

As práticas exteriores que devem desenvolver em nós o espírito do Cristo e unir-nos a seus sofrimentos, são o jejum, a oração e a esmola.

O jejum é imposto pela santa Igreja a todos os fiéis, depois de 18 anos¹ completos até atingirem os 60 anos. Seria um engano pernicioso não reconhecer a utilidade desta mortificação corporal. Seria menosprezar o exemplo do próprio Cristo e pecar gravemente contra a autoridade de sua Igreja. O Prefácio da Quaresma nos descreve os efeitos salutares do jejum, e aqueles que por motivos justos são dele dispensados não o estarão do jejum espiritual, isto é, de se privarem de festas, teatros, leituras puramente recreativas, etc.

A oração. Assim como a palavra jejum abrange todas as mortificações corporais, da mesma maneira compreende a palavra oração todos, os exercícios de piedade feitos neste tempo, com um recolhimento particular, como sejam: a assistência à santa Missa, a Comunhão frequente, a leitura de bons livros, a meditação especialmente da Paixão de Jesus Cristo, a Via Sacra e a assistência às pregações quaresmais.

A esmola compreende as obras de misericórdia para com o próximo. Já no Antigo Testamento está dito: “Mais vale a oração acompanhada do jejum e da esmola do que amontoar tesouros” (Tob. 12, 8).

Praticando essas obras, preparavam-se antigamente os catecúmenos , para o Batismo que iam receber no sábado de Aleluia, enquanto os penitentes públicos se submeteram a elas com espírito de dor e arrependimento de coração.

Saibamos também nós que aquele que não faz penitência perecerá para toda a eternidade (Lc 13, 3).

Renovemos em nós a graça do Batismo e façamos dignos frutos de penitência. Os textos das Missas, a cada passo nos exortam a isto.

Convém entretanto evitar que a nossa piedade seja excitada por compaixão sentimental ou tristeza exagerada. Sim, é um combate, uma morte terrível que vamos contemplar, mas é também, e sobretudo, uma vitória, um triunfo. Em verdade assistiremos a uma luta gigantesca do homem novo; ouviremos os seus gemidos, seguiremos os seus passos sangrentos, contaremos todos os seus ossos; mas isto é apenas um episódio de sua vida; o desenlace é um grito de vitória, um canto de triunfo.

3. Particularidades deste Tempo. A cor dos paramentos é a violácea.

Omite-se completamente o Aleluia, e o Glória só se canta nas festas dos Santos. Os altares são despojados dos seus enfeites e o órgão se cala, menos no IV Domingo.

Cada dia deste tempo tem a sua “estação”, com indulgências especiais e uma liturgia própria, cujos Cânticos e Leituras nos incitam à penitência e à conversão, enquanto as Orações imploram para nós o perdão e a graça.


¹ O texto original expõe a idade de 21 anos, como era prescrito à época. No entanto, pelo Código de Direito Canônico de 1983 (Cânon 1251 combinado com o cânon 97), a idade inicial de obrigatoriedade é de 18 anos, razão pela qual fizemos a adaptação textual.


Fonte: Dom Beda Keickeisen. Missal Quotidiano. 23ª edição. Salvador: Editora Beneditina, 1962. p. 149-151.

Programação- Carnaval e Quarta-feira de Cinzas

01/03 – SEXTA-FEIRA

19h – Santa Missa Rezada Capela Nossa Senhora de Lourdes (R. Mario Paganini, 222 – Roosevelt)

02/03 – SÁBADO

19h – Santa Missa Rezada Capela Nossa Senhora de Lourdes 

03/03 – DOMINGO

9h30 – Santa Missa Rezada Capela Nossa Senhora de Lourdes

15h30 – Santa Missa Cantada Catedral Santa Teresinha (Pça. Tubal Vilela, S/N – Centro)

05/03 – TERÇA-FEIRA

14h – Exposição do Santíssimo Sacramento para adoração Capela Nossa Senhora de Lourdes;

Seguida de:

18h30 – Benção com o Santíssimo Sacramento

19h – Santa Missa Rezada

06/03 – QUARTA-FEIRA DE CINZAS

9h30 – Imposição das Cinzas e Santa Missa Capela Nossa Senhora de Lourdes

[Avisos]- Adoração ao Santíssimo Sacramento e Quarta-feira de Cinzas

1 – No próximo dia 05 (Terça-feira de carnaval), haverá mais uma Adoração ao Santíssimo Sacramento, que será exposto para adoração às 14 horas, na Capela Nossa Senhora de Lourdes. Às 18:30 horas será dada a benção e às 19 horas será celebrada a Santa Missa.
2 – Já no dia 06 (Quarta-feira de cinzas) a Santa Missa, precedida da imposição das cinzas, dando início ao tempo da Quaresma será às 09:30 horas na Capela (alterado).

Liturgia Diária- 31/03/2018

SOLENE VIGÍLIA DA RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A liturgia da noite pascal era, noutros tempos, das mais importantes do ano.

Durante a tarde do Sábado Santo, reunia-se a assembleia cristã na igreja de São João de Latrão, para o último escrutínio dos catecúmenos. Depois, à noite, começava a “vigília” ou “velada” pascal, que terminava ao romper da alva, com o batismo solene: submergidos ou sepultados com Cristo nas águas batismais, os neófitos nasciam para a vida da graça, à hora em que o Salvador saíra triunfante do túmulo, ao alvorecer do dia da Páscoa. Seguia-se a missa: toda a comunidade dos fiéis celebrava o sacrifício da Redenção, em ação de graças e na alegria da Ressurreição. 

No século XIII, começou a celebração da vigília pascal a ser antecipada para a manhã de sábado. Foi preciso esperar pela segunda metade do século XX para a ver reposta no seu verdadeiro lugar. Celebra-se a hora que permita começar a missa à meia-noite; mas, por motivos pastorais, podem os bispos autorizá-la desde o crepúsculo ou o pôr do Sol. A ausência de toda a função litúrgica da parte de manhã, sublinha o caráter alitúrgico deste dia inteiramente voltado ao luto, em memória da sepultura de Jesus. É somente em plena noite, à hora em que o Salvador venceu a morte que explode a alegria dos fiéis, empunhando uma vela, que se acendeu na chama do círio pascal, figura d’Aquele que é a luz do mundo. Renovando, nesse momento, as promessas do batismo, renascem todos para uma vida nova com o divino Ressuscitado. A comunhão pascal vai uni-los ainda mais intimamente ao Primogênito de entre os mortos, que os conduzirá consigo para o Pai, nesta “passagem”, cujo aniversário festivamente celebram. 


Páginas 436 a 470 (Vigília e Missa) do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Vigília e Missa Cantada às 22 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

I Leitura (Gn 1, 1-31 e 2, 1-2)


Assim como, pairando sobre as águas do caos primordial, dele fez sair todos os seres, o Espírito de Deus fecunda as águas batismais, das quais surge a nova criação, cujo chefe é Cristo, segundo Adão, o qual, pela Redenção por Ele operada, faz de nós homens novos.


Leitura do Livro do Gênesis.

No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉUS. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.” E assim se fez. Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente.” E assim foi feito. A terra produziu plantas, ervas que contêm semente segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos, e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”. E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para que iluminassem a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: “Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus.” Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. E Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra.” Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quinto dia. Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie.” E assim se fez. Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.” Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia. Assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército. Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho.

II Leitura (Ex 14,24-31 e 15,1)


Libertados do cativeiro do Egito e guiados por Moisés para a Terra Prometida, o povo de Israel atravessa o Mar Vermelho, cujas águas se separam pelo sopro do Senhor. Através das águas do batismo, fecundadas pelo sopro do Espírito divino, a Igreja, novo Israel libertado da escravidão do pecado, marcha, guiada por Cristo, novo moisés, para a pátria eterna dos santos.


Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.” O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.” Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar. Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico:

Cântico (Ex 15: 1-3)

Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei. O Senhor é o herói dos combates. Senhor é o seu nome.

III Leitura (Is 4, 2-6)


A Igreja, lugar da presença divina, é a vinha escolhida do Senhor, em que cresce o “resto santo” dos batizados, lavados na água regeneradora e inscritos na vida eterna, na nova Jerusalém. 


Leitura do profeta Isaías.

Naquele tempo, aquilo que o Senhor fizer crescer será o ornamento e a glória, e o fruto da terra será o orgulho e o ornato daqueles de Israel que foram salvos. O que restar de Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, e todos os que estiverem computados entre os vivos em Jerusalém. Quando o Senhor tiver lavado a imundície das filhas de Sião, e apagado de Jerusalém as manchas de sangue pelo sopro do direito e pelo vento devastador, o Senhor virá estabelecer-se sobre todo o monte Sião e em suas assembleias: de dia como uma nuvem de fumaça, e de noite como um fogo flamejante. Porque sobre todos se estenderá a glória do Senhor, como a cobertura de uma tenda, à guisa de sombra contra o calor do dia, e de refúgio e abrigo contra a procela e a chuva.

Cântico (Is 5, 1,2,7a)

Meu amado possuía uma vinha num outeiro fértil. Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel

IV Leitura (Dt 31, 22-30)


No momento em que o povo da Aliança divina ia entrar, chefiado por Josué, na Terra Prometida, Moisés recorda-lhes os seus graves deveres. Assim a Igreja, para com o novo povo de Deus, o povo da Aliança batismal, em marcha, seguindo a Jesus, novo Josué, para a Jerusalém celeste. 


Leitura do Livro do Deuteronômio.

Naqueles dias:Nesse mesmo dia, Moisés redigiu o cântico e o ensinou aos israelitas. O Senhor deu a Josué, filho de Nun, as seguintes ordens: Mostra-te varonil e corajoso, porque tu introduzirás os israelitas na terra que lhes jurei dar; e estarei contigo. Quando Moisés acabou de escrever todo o texto dessa lei, deu aos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, esta ordem: Tomai este livro da lei e colocai-o ao lado da arca da aliança do Senhor, vosso Deus, para aí servir de testemunho contra ti, porque conheço teu espírito de revolta e sei que tens a cerviz dura. Se hoje, que ainda estou vivo no meio de vós, sois rebeldes ao Senhor, quanto mais o sereis depois de minha morte. Reuni junto de mim todos os anciães de vossas tribos e vossos magistrados: dirigir-lhes-ei estas palavras e tomarei o céu e a terra como testemunhas contra eles. Pois sei que depois de minha morte vos corrompereis certamente e vos desviareis do caminho que vos tracei; sei que virão males sobre vós no decorrer dos tempos, porque fareis o mal aos olhos do Senhor, irritando-o com o vosso proceder. Então pronunciou Moisés até o fim este cântico, em presença da assembléia:

Cântico (Dt 32, 1-4)

Estai atentos, ó céus, eu vou falar. E a terra ouça as palavras de minha boca. Derrame-se como chuva a minha doutrina, espalhe-se como orvalho a minha palavra, como aguaceiro sobre os campos verdejantes, como chuvarada sobre a relva. Porque vou proclamar o nome do Senhor, dar glória ao nosso Deus! Ele é o rochedo, perfeita é a sua obra, justos, todos os seus caminhos; é Deus de lealdade, não de iniqüidade, ele é justo, ele é reto.


MISSA DA NOITE DE PÁSCOA

A Santa Igreja, depois de nos ter feito reviver a graça do batismo, convida-nos a oferecer com ela o santo sacrifício da missa. É a ação de graças dos redimidos: no mistério da celebração eucarística, oferece a Deus o sacrifício do Calvário, em que o Cordeiro pascal, imolado para salvação do mundo, nos obteve a Redenção.

Esta missa canta a alegria da Ressurreição. Entoando o “Glória in Excelsis”, tocam o órgão e os sinos, que se tinham calado desde Quinta-feira Santa. Depois da epístola, sente-se a alegria transbordar, à tríplice entoação do “Alleluia”, cantado pelo celebrante e repetido pela assembleia, seguido logo pelo entusiástico “Confitémini” e salmo “Laudáte”, em que a alegria pascal não conhece limites.


Epístola (Col 3, 1-4)


Epístola breve, mas rica de sentido: afirmação da vida nova e exortação instante à fidelidade cristã. Vivamos como ressuscitados, na radiosa esperança da glória celeste. 


Leitura da Epístola de São Apóstolo aos Colossenses.

Naqueles dias: Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.

Terminada a Epístola o celebrante entoa, elevando a voz gradualmente:

ALELUIA!

ALELUIA!

ALELUIA!

O coro responde no mesmo tom do celebrante e depois continua: 

Salmo 117,1

Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia.

Prossegue-se com o Trato. 

Evangelho (Mt 28, 1-7)


Na aurora do dia de Páscoa, diante do túmulo vazio, um ajo resplandecente de luz anuncia às santas mulheres a Ressurreição do Senhor.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele Tempo: Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse.

 

Liturgia Diária- 30/03/2018

SEXTA-FEIRA SANTA DA PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A função litúrgica, em que a Igreja celebra, à tarde, a Redenção do mundo, devia ser cara a todos os cristãos. Neste dia, o canto solene da Paixão, as grandes orações solenes, em que a Igreja pede confiadamente pela salvação dos homens, a adoração da Cruz e o canto dos impropérios são algo mais que simples ritos emocionantes; são a oração de ação de graças dos resgatados que, em comum, reconsideram diante de Deus tudo o que o mistério da Cruz para eles representa. 


Páginas 407 a 435 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Vigília Eucarística às 12 horas e Ação Litúrgica às 15 horas na Capela São Judas Tadeu. Logo após Via-Sacra nas ruas do Bairro Roosevelt.


LEITURAS

I Leitura (Os 6, 1-6)


Para garantir a nossa salvação é preciso algo mais que um superficial e inconstante regresso a Deus.


Leitura do profeta Oseias.

É isto que diz o Senhor: Vinde, voltemos ao Senhor, ele feriu-nos, ele nos curará; ele causou a ferida, ele a pensará. Dar-nos-á de novo a vida em dois dias; ao terceiro dia levantar-nos-á, e viveremos em sua presença. Apliquemo-nos a conhecer o Senhor; sua vinda é certa como a da aurora; ele virá a nós como a chuva, como a chuva da primavera que irriga a terra. Que te farei, Efraim? Que te farei, Judá? Vosso amor é como a nuvem da manhã, como o orvalho que logo se dissipa. Por isso é que os castiguei pelos profetas, e os matei pelas palavras de minha boca, e meu juízo resplandece como o relâmpago, porque eu quero o amor mais que os sacrifícios, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos.

II Leitura (Ex 12, 1-11)


Eis a instituição da antiga páscoa. Todos os anos, celebravam os Judeus, nesta data, a sua saída do Egito e o fim da sua escravidão, imolando e comendo “o cordeiro da passagem”, memorial daquele cordeio, cujo sangue tinha preservado os seus antepassados, na passagem do anjo exterminador.


Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano. Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer. O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito. E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo. Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem. Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas. Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas. Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo. Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.

Paixão segundo João. (Jo 18: 1-40; 19: 1-42)


Na narrativa de São João, enquadrada como está na celebração da Páscoa dos Judeus, a Paixão aparece-nos como um mistério de salvação, mistério cujo significado é sugerido pelo golpe de lança, que trespassou o peito de Jesus: a morte de jesus deu origem ao nascimento da Igreja, tal como a imolação do cordeiro da antiga páscoa, relativamente ao povo eleito. Jesus vai corajosamente ao encontro da Paixão, sabendo que vai coroar a sua missão. Mostra que é Rei, mas de um reino espiritual, que não é deste mundo. Domina os adversários e sabe que a sua morte vai ser o sinal do seu triunfo e da derrocada de Satanás.


Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João. 

No Getsemani. Prisão de Jesus.

Naquele Tempo: Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos.Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.) Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré. Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes. Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12). Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.) Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu? 

Jesus conduzido a Anás e Caifás. 

Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele. Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.) Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não! Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto? Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.

Jesus diante de Pilatos.

Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti. Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19).
Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?… Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)

Ultrajes e coroação de espinhos

Pilatos mandou então flagelar Jesus. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.

Jesus de novo diante de Pilatos

Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!
Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus. Estas palavras impressionaram Pilatos. Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu. Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador. Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.

Crucifixão

Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.

Seus vestidos deitados à sorte

Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.

Últimos momentos e morte de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.

(Aqui se ajoelha por um tempo.)

Depois da morte de Jesus

Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).

Sepultura

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

 

Liturgia Diária- 29/03/2018

MISSA COMEMORATIVA DA CEIA DO SENHOR, LAVA-PÉS OU MANDATO

Féria de 1ª Classe- Missa Própria

Precisamente no momento em que os inimigos Lhe maquinavam a morte, o Salvador institui um meio de perpetuar o seu sacrifício redentor e de imortalizar a sua presença. Em recordação da Última Ceia, celebra hoje a Igreja o santo Sacrifício, no meio de radiante alegria: ministros com paramentos de festa, canto do Glória ao som do órgão e dos sinos. 

A princípio, há uma só missa em cada Igreja. No dia de aniversário da instituição da Eucaristia, isto tem por fim recordar que h´um só sacerdócio, a quem Jesus confiou o múnus de renovar perpetuamente o seu sacrifício (epístola). Nas orações do cânon da missa, no “Communicantes” e no momento mesmo da consagração, a Igreja evoca, com emoção, a memória de Jesus, ao instituir e celebrar o sacrifício de ação de graças, na véspera da sua Paixão. 


Páginas 396 a 406 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa Cantada às 20 horas na Capela São Judas Tadeu, com adoração do Santíssimo Sacramento após a Missa.


LEITURAS

Epístola (I Cor 11, 20-32)


A descrição que São Paulo nos faz na última Ceia apresenta-se, no contexto, enquadrada entre várias prescrições, concernentes à caridade fraterna. Não foi esse, com efeito, o mandamento novo, que Jesus legou aos seus discípulos, precisamente neste dia? E o sacrifício da missa, realização sacramental (como a Ceia), do sacrifício da Cruz, não é, ele também, fator supremo da unidade cristã?


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: Quando vos reunis, já não é para comer a ceia do Senhor, porquanto, mal vos pondes à mesa, cada um se apressa a tomar sua própria refeição; e enquanto uns têm fome, outros se fartam. Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou menosprezais a Igreja de Deus, e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Devo louvar-vos? Não! Nisto não vos louvo… Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo.

Evangelho (Jo 13, 1-15)


A instituição da Eucaristia foi descrita na epístola. O evangelho transmite-nos a grande lição de caridade fraterna, de que Jesus quis deixar um exemplo inolvidável, curvando-se diante dos discípulos, para lhes lavar os pés. 


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. Durante a ceia, – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!… Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!… Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!… Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.


PARTITURAS E ÁUDIOS

 

Liturgia Diária- 27/03/2018

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Féria de 1ª Classe- Missa Própria

A salvação, a vida e ressurreição dos cristãos encontram-se na cruz do Salvador, como o lembra o introito, num canto cheio de alegria, que abrirá, igualmente, a missa de Quinta-feira Santa. Nas orações, o mesmo pensamento: a celebração dos mistérios da nossa Redenção deve alcançar-nos perdão e cura, renovação da vida sobrenatural e será penhor da eternidade.

A epístola, tirada de Jeremias, anuncia a imolação do Cordeiro e sublinha a inocência de Jesus e a sua serenidade, posta em relevo igualmente na narração da Paixão segundo São Marcos.


Páginas 353 a 364 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Jr 11, 18-20)


Pela sua serenidade no meio das conjuras, que se tramam à sua volta, Jeremias é a figura do Cordeiro inocente, que se deixa imolar, sem um queixume. 


Leitura do profeta Jeremias.

Naqueles dias: Instruído pelo Senhor, eu o desvendei. Vós me fizestes conhecer seus intentos. E eu, qual manso cordeiro conduzido à matança, ignorava as maquinações tramadas contra mim: destruamos a árvore em seu vigor. Arranquemo-la da terra dos vivos, e que seu nome caia no esquecimento. Vós sois, porém, Senhor dos exércitos, justo juiz que sondais os rins e os corações. Serei testemunha da vingança que tomarei deles e a vós confio minha causa.

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 14, 1-72; 15, 1-46)


A narrativa de São Marcos salienta o encarniçamento dos cabecilhas do povo judeu, que buscam a perda de Jesus e, como contraste, a serenidade do Salvador e a liberdade, com que espontaneamente vai ao encontro da morte. Acompanha a morte do Senhor uma série de prodígios, cujo sentido se revela na profissão de fé do centurião: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”. Ao escrever o seu Evangelho, São Marcos tem particularmente em vista os pagãos, aos quais procura inculcar a fé na divindade do Salvador.


Naquele tempo, Jesus, com seus discípulos, dirigiu-se para o lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto vou orar. Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se.
Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. Aba! (Pai!), suplicava ele. Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres. Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora! Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. Voltando, achou-os de novo dormindo, porque seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. Voltando pela terceira vez, disse-lhes: Dormi e descansai. Basta! Veio a hora! O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há de entregar.
Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado.Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: Rabi!, e o beijou.
Lançaram-lhe as mãos e o prenderam. Um dos circunstantes tirou da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e decepou-lhe a orelha. Mas Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Como a um bandido, saístes com espadas e cacetes para prender-me!Entretanto, todos os dias estava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas isso acontece para que se cumpram as Escrituras.Então todos o abandonaram e fugiram. Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho; e prenderam-no. Mas, lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido.  Conduziram Jesus à casa do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os sacerdotes, escribas e anciãos. Pedro o foi seguindo de longe até dentro do pátio. Sentou-se junto do fogo com os servos e aquecia-se. Os sumos sacerdotes e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o condenar à morte, mas não o achavam.Muitos diziam falsos testemunhos contra ele, mas seus depoimentos não concordavam.Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens.Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembléia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece? E unanimemente o julgaram merecedor da morte. Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: Adivinha! Os servos igualmente davam-lhe bofetadas. Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote.
Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. A criada, que o vira, começou a dizer aos circunstantes: Este faz parte do grupo deles. Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: Certamente tu és daqueles, pois és galileu. Então ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. E imediatamente cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, lembrando-se disso, rompeu em soluços. Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim.Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam! Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.
Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem. Havia na prisão um, chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio. O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder. Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus? (Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.) Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás. Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus? Eles tornaram a gritar: Crucifica-o! Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o! Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte.Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar. Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou. Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. [Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).] Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam. Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra. E à hora nona Jesus bradou em alta voz: Elói, Elói, lammá sabactáni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: Ele chama por Elias!
Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. Nisto, Jesus deu um grande brado e expirou. (Aqui ajoelha-se e faz-se uma breve pausa). O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: Este homem era realmente o Filho de Deus. Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galileia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. Quando já era tarde – era a Preparação, isto é‚ é a véspera do sábado -, veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada.

 

Liturgia Diária- 26/03/2017

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA 

Féria de 1ª Classe- Missa Própria

A Igreja convida-nos a reviver, em espírito, os últimos dias de vida do Divino Mestre, e os sentimentos que o animaram ao aproximar-se da Paixão.Isaías descreve antecipadamente a atitude do Justo sofredor, que confia a Deus a sua defesa; certo do triunfo, entrega-se aos adversários por amor de seus irmãos. O evangelho mostra-nos Jesus durante uma refeição em Betânia, seis dias antes da Páscoa. Tudo indica o próximo desenlace: o gesto de Maria evoca a sepultura, os sentimentos de Judas fazem prever o crime do traidor, a presença de Lázaro ressuscitado pressagia a ressurreição do Senhor.


Páginas 350 a 353 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Is 50, 5-10)


Profecia impressionante da flagelação. A vários séculos de distância, Isaías descreve o Messias sofredor: consciente da sua missão, seguro do seu triunfo final, abandona-se a Deus, e aceita as presentes humilhações, para salvação dos homens. 


Leitura do profeta Isaías.

Naqueles dias, disse Isaías: O Senhor Deus abriu-me o ouvido e eu não relutei, não me esquivei. Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado. Aquele que me fará justiça aí está. Quem ousará atacar-me? Vamos medir-nos! Quem será meu adversário? Que se apresente! O Senhor Deus vem em meu auxílio: quem ousaria condenar-me? Cairão em frangalhos como um manto velho; a traça os roerá. Que aqueles dentre vós que temem o Senhor ouçam a voz de seu Servo! Que aqueles que caminham no escuro, privados de luz, confiem no nome do Senhor e contem com o seu Deus!

Evangelho (Jo 12, 1-9)


“Ante sex dies paschae”. São João salienta a relação que existe entre a morte de Jesus e a celebração da Páscoa. Dentre os fatos marcantes desta semana de preparação para a Páscoa, notou esta refeição e frisou todos os pormenores, que pressagiam a morte de Jesus.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. Jesus disse: Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis. Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara. Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus. No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando.

Liturgia Diária- II Domingo da Paixão- Domingo de Ramos

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

A narrativa da Paixão foi consignada nos quatro Evangelhos, sendo a de São Mateus que nos é dada a ouvir hoje. Na epístola, São Paulo sublinha as humilhações voluntárias do Senhor, até a ignomínia suprema da morte na Cruz. Por ela resgatou o mundo, e, subindo ao Céu, arrasta consigo todos os homens: os seus sofrimentos são o preço do seu triunfo e da nossa Redenção. Ao mesmo tempo que nos lembra a Paixão do Salvador, a Igreja não deixa de nos inculcar a respectiva lição: se queremos participar da sua ressurreição (coleta), devemos também humilhar-nos, apagar-nos como Ele, que foi ao ponto de participar dos nossos sofrimentos.  


Páginas 326 a 349 do Missal Quotidiano.


Procissão de Ramos e Missa Cantada às 9:30 horas, iniciando na Praça César Lathes e indo até a Capela Nossa Senhora de Lourdes


Evangelho (Mt 21, 1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo: aproximando-se Jesus de Jerusalém, e chegando a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mo. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9).Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus! 

Epístola (Fil 2, 5-11)


“Cristus factus obediens…”. Numa melodia cheia de gravidade e de beleza, a Igreja há de repedir, no final do ofício das trevas do tríduo sagrado, este magnífico texto da Epístola aos Filipenses, em que São Paulo releva, tão energicamente, às humilhações voluntárias de Cristo, condição da sua glória e nossa Redenção.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

Irmãos: Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas  aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.

Paixão segundo São Mateus (Mt 26, 36-75)


Outrora, no Sinai, o sangue da vítimas selou a aliança de Deus com o seu povo; agora, na Cruz, o sangue da Vítima sem mácula – Jesus – vai firmar, entre Deus e os homens, a nova aliança, que os profetas anunciaram. A narrativa de São Mateus salienta a realização das Escrituras; todo o sombrio drama se desenrola conforme o plano divino. Realizam-se as profecias; Jesus é, por conseguinte, o Messias prometido.


Naquele tempo: Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo. Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo… Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade! Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores… Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui. Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo. Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Jesus, no entanto, lhe disse: Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim? Depois, voltando-se para a turba, falou: Saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo e não me prendestes. Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram. Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo. Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo. Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus? Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu. A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte! Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu? Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu. Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes. Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente. Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte. Ligaram-no e o levaram ao governador Pilatos. Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue. Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros. Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue. Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel; e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito. Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus. Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti? Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação. Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa. Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.) Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito. Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás! Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado! O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado! Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar. Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber. Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19). Sentaram-se e montaram guarda. Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam: Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz! Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele: Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam. Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas. Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? – o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias. Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse. Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo. Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma. E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus! Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. À tardinha, um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.


PARTITURAS E ÁUDIOS

Liturgia Diária- 24/03/2018

SÁBADO DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria com Comemoração de São Gabriel Arcanjo

A vigília do Domingo de Ramos permaneceu, até o século VIII, sem liturgia própria. As partes cantadas são as da missa do dia anterior.

A epístola, que é a continuação do texto de Jeremias, ontem começado, anuncia os castigos de Deus a quantos tramam a morte do Justo. Estas terríveis ameaças visam os corações endurecidos (“não demos ouvidos a todos esses discursos!”), que se esquivam ao amor redentor. Ao lado das promessas de salvação àqueles que põem a sua confiança e a sua fé em Cristo, a temerosa perspectiva da condenação, para os que d’Ele se afastam. O evangelho é uma antecipação da liturgia do Domingo de Ramos. Mas, segundo a narrativa de São João, a cena da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é seguida de um episódio não menos significativo. Alguns gregos, pagãos, pedem a Filipe que lhes mostre Jesus. A alma de Jesus fica profundamente comovida: antevê as messes vindouras. Chegou a hora em que, “erguido da terra”, atrairá a Si todos os homens.


SÃO GABRIEL ARCANJO

Comemoração- Missa do dia com 2ªs orações próprias

São Gabriel foi escolhido por Deus para anunciar aos homens o Mistério da Encarnação. Já antes tinha sido enviado a Daniel para lhe dizer a época em que Cristo havia de nascer, e a Zacarias, quando oferecia o incenso no Templo, para lhe anunciar o nascimento de São João Batista, precursor do Messias. Foi ele também o designado como mensageiro da Anunciação. “Entre todos os anjos, diz S. Bernardo, foi Gabriel o único digno de anunciar a Maria os desígnios de Deus e de ouvir o seu ‘Fiat’. “. A saudação do anjo a Nossa Senhora, tão simples e cheia de sentido, “Ave Maria cheia de graça”, tornou-se a oração familiar e constantemente repetida pelo povo cristão.


Páginas 319 a 324 1013 a 1016 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes


LEITURAS

Leitura (Jr 18, 18-23)


Quem fala nestas páginas não é somente o homem, que geme sob a opressão, e brada ao Senhor; é o Filho de Deus que prevê o aniquilamento dos que se apostam em perdê-lo.


Leitura do profeta Jeremias.

Naqueles dias, disseram entre si Judeus ímpios: Vinde e tramemos uma conspiração contra Jeremias! Por falta de um sacerdote não perecerá a lei, nem pela falta de um sábio, o conselho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras! Senhor, ouvi-me! Escutai o que dizem meus inimigos. É assim que pagam o bem com o mal? Abrem uma cova para atentar-me contra a vida. Lembrai-vos de que ante vós me apresentei a fim de por eles interceder e deles afastar a vossa cólera. Assim, entregai-lhes os filhos à fome e a eles próprios ao fio da espada. Percam suas mulheres os filhos e maridos, morram os homens pela peste, e os jovens caiam sob a espada nos combates. Quando, de súbito, sobre eles lançardes hordas armadas, ouçam-se os clamores partidos de suas casas, já que cavaram uma fossa para prender-me, e armaram laços a meus pés. Vós, porém, Senhor, que bem conheceis suas conspirações de morte contra mim, não lhes perdoeis tal iniqüidade. Que a vossos olhos o seu pecado permaneça indelével e caiam diante de vós. Agi contra eles no dia de vossa cólera. Senhor Deus Nosso.

Evangelho (Jo 12, 10-36)


“Se o grão lançado à terra não morrer, ficará sozinho; se morrer, dará abundantes frutos”. Esta imagem tornou-se familiar; indica todo o sentido e alcance da morte de Cristo. 


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus. No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando. Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel! Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que vem o teu rei montado num filho de jumenta (Zc 9,9). Os seus discípulos a princípio não compreendiam essas coisas, mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito a seu respeito e de que assim lho fizeram. A multidão, pois, que se achava com ele, quando chamara Lázaro do sepulcro e o ressuscitara, aclamava-o. Por isso o povo lhe saía ao encontro, porque tinha ouvido que Jesus fizera aquele milagre. Mas os fariseus disseram entre si: Vede! Nada adiantamos! Reparai que todo mundo corre após ele! Havia alguns gregos entre os que subiram para adorar durante a festa. Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galiléia) e rogaram-lhe: Senhor, quiséramos ver Jesus. Filipe foi e falou com André. Então André e Filipe o disseram ao Senhor. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. Presentemente, a minha alma está perturbada. Mas que direi?… Pai, salva-me desta hora… Mas é exatamente para isso que vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome! Nisto veio do céu uma voz: Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo. Ora, a multidão que ali estava, ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: Um anjo falou-lhe. Jesus disse: Essa voz não veio por mim, mas sim por vossa causa. Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo. E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim. Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer. A multidão respondeu-lhe: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre. Como dizes tu: Importa que o Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem? Respondeu-lhes Jesus: Ainda por pouco tempo a luz estará em vosso meio. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam; e quem caminha nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, e assim vos tornareis filhos da luz. Jesus disse essas coisas, retirou-se e ocultou-se longe deles.

 

Liturgia Diária- 23/03/2018

FESTA DAS SETE DORES DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

Comemoração- Missa de Nossa Senhora das Dores (15/09) com Coleta própria e Comemoração da Féria

 

Por um sentimento de filial devoção, a Igreja, neste tempo da Paixão, associa os sofrimentos da Santíssima Virgem aos do Salvador, pouco antes de celebrar o mistério da nossa Redenção.

A festa das Sete Dores de Nossa Senhora nasceu da piedade cristã, que se compraz em associar a Virgem Maria à paixão de seu Filho. Já no século XI as dores da Virgem Santa eram objeto de devoção particular. No século XIV apareceu o comovente “Stabat Mater” que uma tradição, aliás contestada, atribui ao bem-aventurado Jacopone da Todi. Celebrada com grande solenidade pelos servitas no século XVII, a festa das Sete Dores da Virgem foi estendida por Pio VII a toda a Igreja, em 1814, a fim de lembrar os sofrimentos que ela acabava de atravessar na pessoa do seu chefe, primeiro exilado e cativo, depois solto graças à proteção da Virgem. Pio X, em 1912, fixou-a em 15 de Setembro, oitava da Natividade. A Igreja, ao mesmo tempo que sublinha os sofrimentos de Maria, insiste igualmente no corajoso amor que a levou a tomar parte tão íntima na obra da nossa redenção. Ela é verdadeiramente aquela que, à semelhança de judite perante a tribulação do seu povo, nada deixou de fazer para nos salvar da ruína. Oferecendo seu Filho por nós, tornou-se a Mãe e nós tornamo-nos seus filhos. 


Páginas  1028 1283 a 1289 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 19 horas na Igreja Matriz de Tupaciguara.


LEITURAS

Leitura (Jd 13, 22. 23-25)


Judite libertando o seu povo é uma figura da Virgem Maria. A Igreja toma o elogio de Judite e aplica-o à Virgem.


Leitura do Livro de Judite.

Naqueles dias: adorando o Senhor, disseram todos a Judite: O Senhor te abençoou com o seu poder, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos. Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: Minha filha, tu és bendita do Senhor Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra. Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo! Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus.

Evangelho (Jo 19, 25-27)


Dando Maria por Mãe a São João, Jesus confia-nos todos a ela, e é na própria oferta de seu Filho que se inaugura a sua missão de Mãe junto de nós.


Sequência do Santo Evangelho segundo João 

Naquele tempo: Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

 

Liturgia Diária- 22/03/2018

QUINTA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Toda a missa deste dia é um imenso apelo à misericórdia divina, e, ao mesmo tempo, uma afirmação plena de segurança: este apelo será escutado. No introito e na epístola, a Igreja faz sua a prece do antigo Israel, que apela, não para a justiça – pois se sente culpado e castigado pelos seus pecados – mas para a condição privilegiada, a que Deus elevou o seu povo, e para o amor de que sempre o rodeou. No evangelho propõe-nos a leitura da narrativa da conversão de Madalena, a pecadora, “a quem muito foi perdoado, porque muito amou”. 

A exemplo doa catecúmenos e penitentes de antanho, aprendamos nestes textos, as disposições de espírito com que nos devemos apresentar a Deus, e como deve ser a nossa oração. 


Páginas 312 a 315 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Dn 3, 25. 34-45)


“Para honra do teu nome”. Audácia da Igreja de identificar a sua causa à de Deus. Também nós o fizemos durante toda a Quaresma, e assim foi, também, a audácia dos profetas.


Leitura do profeta Daniel.

Naqueles dias: Azarias, em pé bem no meio do fogo, fez a seguinte oração: Pelo amor de vosso nome, não nos abandoneis para sempre; não destruais de modo algum vossa aliança. Não nos retireis vossa misericórdia em consideração a Abraão, vosso amigo, Isaac, vosso servo, Israel, vosso santo, aos quais prometestes multiplicar sua descendência como as estrelas do céu e a areia que se encontra à beira do mar. Senhor, fomos reduzidos a nada diante das nações, fomos humilhados diante de toda a terra: tudo, devido a nossos pecados! Hoje, já não há príncipe, nem profeta, nem chefe, nem holocausto, nem sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem mesmo um lugar para vos oferecer nossas primícias e encontrar misericórdia. Entretanto, que a contrição de nosso coração e a humilhação de nosso espírito nos permita achar bom acolhimento junto a vós, Senhor, como (se nós nos apresentássemos) com um holocausto de carneiros, de touros e milhares de gordos cordeiros! Que assim possa ser hoje o nosso sacrifício em vossa presença! Que possa (reconciliar-nos) convosco, porque nenhuma confusão existe para aqueles que põem em vós sua confiança. É de todo nosso coração que nós vos seguimos agora, que nós vos reverenciamos, que buscamos vossa face. Não nos confundais; tratai-nos com vossa habitual doçura e com todas as riquezas de vossa misericórdia. Ponde em execução vossos prodígios para nos salvar, Senhor, e cobri vosso nome de glória. Que sejam então confundidos aqueles que maltratam vossos servos, que eles sofram a vergonha de ver a ruína de seu poderio e o aniquilamento de sua força. Assim saberão que sois o Senhor, o Deus único e glorioso sobre toda a superfície da terra.

Evangelho (Lc 7, 36-50)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele Tempo: um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume. Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora. Então Jesus lhe disse: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Fala, Mestre, disse ele. Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais? Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama. E disse a ela: Perdoados te são os pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: Quem é este homem que até perdoa pecados? Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: Tua fé te salvou; vai em paz.

 

Liturgia Diária- 21/03/2018

QUARTA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria com Comemoração de São Bento

Para descrever os sentimentos de Cristo, ao aproximar-se da sua Paixão, a Igreja serve-se do Saltério. Postos nos lábios de Jesus, os cantos das missas desta semana são profundamente comovedores. Estão ali visíveis a angústia e o doloroso queixume, mas ainda mais, a esperança e a ação de graças. Cristo, que nos representa a todos, associa-nos estreitamente à sua prece. São as afirmações de Jesus, relativas à sua divindade que o hão de levar à condenação. As do evangelho deste dia são das mais claras, e os seus adversários bem o compreendem.


SÃO BENTO, Abade

Comemoração- Missa do dia, com 2ªs orações da Missa “Os justi” (Comum dos Abades)

Deus suscita em todas as curvas da história grandes figuras de santos para assegurar à sua Igreja o império sobrenatural que, em virtude de missão divina, deve exercer sobre as almas. São Bento nasceu em Núrsia, na Úmbria, cerca de 480. Fez estudos em Roma, mas breve deixou o mundo para se retirar na solidão de Subiaco. Depois de dois anos de vida eremítica numa gruta da montanha, adquiriu tanta fama, que os discípulos se reuniram à sua volta e as grandes famílias de Roma lhe confiaram os filhos para educar. Como abade, organizou a vida monástica em doze pequenos mosteiros, onde os monges, consagrados à procura de Deus, trabalhavam e rezavam. Anos depois, São Bento deixou a região de Subiaco para fundar nos montes de Campânia a grande abadia de Montecassino. Aqui escreveu uma regra em que se conjugam de modo admirável o gênio romano e a sabedoria monástica do oriente cristão. São Bento morreu em 547. É o patriarca dos monges do ocidente; não por ter inaugurado a vida monástica na Europa, mas porque a penetrou do seu espírito, que foi como um fermento novo e renovador na formação da cristandade medieval. Ainda nos nossos dias a influência de São Bento é considerável e não se confina aos meios monásticos.  


Páginas 307 a 311, 1013 867 a 870 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Lev 19: 1, 2; 11-19, 25)


A perfeição moral exigida pela lei de Moisés, tinha uma única razão de ser: “Eu sou o Senhor vosso Deus”. Jesus será mais concreto: “Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste”. Mas Ele mesmo dá os meios de atingir esta perfeição, da qual é o supremo exemplar.


Leitura do Livro dos Levíticos. 

Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés: “Dirás a toda a assembléia de Israel o seguinte: sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo. Não furtareis, não usareis de embustes nem de mentiras uns para com os outros. Não jurareis falso em meu nome, porque profanaríeis o nome de vosso Deus. Eu sou o Senhor. Não oprimirás o teu próximo, e não o despojarás. O salário do teu operário não ficará contigo até o dia seguinte. Não amaldiçoarás um surdo; não porás algo como tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. Não sereis injustos em vossos juízos: não favorecerás o pobre nem terás complacência com o grande; mas segundo a justiça julgarás o teu próximo. Não semearás a difamação no meio de teu povo, nem te apresentarás como testemunha contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. Não odiarás o teu irmão no teu coração. Repreenderás o teu próximo para que não incorras em pecado por sua causa. Não te vingarás; não guardarás rancor contra os filhos de teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Guardareis os meus mandamentos. Não juntarás animais de espécies diferentes. Não semearás no teu campo grãos de espécies diferentes. Não usarás roupas tecidas de duas espécies de fios. No quinto ano comereis de seus frutos para que a árvore continue a produzi-los. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

Evangelho (Jo 10, 22-38)


“Se faço as obras do Pai, ficai sabendo, duma vez para sempre, que o Pai está em Mim e Eu no Pai”. As obras de Jesus falava, já, mas eis que agora nos desvenda todo o segredo. (S. João Crisóstomo)


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão. Os judeus rodearam-no e perguntaram-lhe: Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo, dize-nos claramente. Jesus respondeu-lhes : Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu llhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais? Os judeus responderam-lhe: Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)? Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus?  Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.

Liturgia Diária- 20/03/2018

TERÇA-FEIRA DA SEMANA DA PAIXÃO

Féria de 3ª Classe- Missa Própria

A hostilidade dos inimigos de Jesus torna-se cada vez mais clara, e vai crescendo, à sua volta, a agitação. Mas Ele espera “a sua hora”. O triunfo aparente de Satanás é, na realidade, a ruína do pai da mentira e o verdadeiro triunfo de Deus. Daniel, salvo da caverna dos leões, é figura de Cristo, arrancado ao túmulo da morte. “Entrega-nos Daniel”. Dentro em breve, ouviremos a multidão bradar a Pilatos: “entrega-nos Jesus”. Mas Jesus vela e os seus planos de salvação hão de se cumprir. 


Páginas 303 a 307 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Dn 14, 27-42)


O episódio de Daniel entre os leões era familiar aos cristãos dos primeiros séculos; encontra-se reproduzido, muitas vezes, nas catacumbas, como expressão de invencível esperança.


Leitura do profeta Daniel.

Naqueles dias:  Apresentaram os Babilônicos à presença do rei e disseram-lhe: Entrega-nos Daniel; do contrário, nós te mataremos, bem como toda a tua família. Diante da violência com que o ameaçavam, o rei viu-se forçado a entregar-lhes Daniel, que eles jogaram à cova dos leões, onde permaneceu seis dias. Na cova havia sete leões, aos quais davam cotidianamente dois corpos (humanos) e dois carneiros. Porém, daquela vez, nada lhes foi distribuído, a fim de que devorassem Daniel. Ora, o profeta Habacuc vivia naquele tempo na Judeia. Acabava de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele numa panela, para levá-lo aos ceifadores no campo. Mas um anjo do Senhor disse-lhe: Leva esta refeição à Babilônia, a Daniel, que se encontra na cova dos leões. Senhor, disse Habacuc, nunca vi Babilônia, e não conheço essa cova. Então o anjo, segurando-o pelo alto da cabeça, transportou-o pelos cabelos, num fôlego, até Babilônia, em cima da cova. Daniel, Daniel (chamou), toma a refeição que Deus te envia. E Daniel respondeu: Ó Deus, vós pensastes em mim! Vós não abandonastes os que vos amam! Depois disso pôs-se a comer, enquanto o anjo do Senhor transportava de volta Habacuc a seu domicílio. Ao sétimo dia veio o rei chorar Daniel. Ao acercar-se da cova, porém, olhou para dentro e aí avistou Daniel sentado. E bem alto exclamou: Vós sois grande, Senhor, Deus de Daniel. Não existe outro Deus além de vós! Mandou retirá-lo da cova dos leões e lá jogou todos aqueles que haviam tentado eliminá-lo, os quais foram imediatamente devorados, sob seus olhos. Então disse o rei: Que todos os habitantes da terra reverenciem o Deus de Daniel, porque é um salvador que opera sinais e prodígios em toda a terra, e salvou Daniel da cova dos leões.

Evangelho (Jo 7, 1-13)


“A minha hora ainda não chegou”. A sua hora, como o próprio Jesus no-lo disse, é a hora da sua Paixão e morte, em que, expiadas todas as nossas faltas, “será expulso o príncipe deste mundo”.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, Jesus percorria a Galileia, porque não queria deter-se na Judeia, visto que os judeus procuravam tirar-lhe a vida. Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos. Seus irmãos disseram-lhe: Parte daqui e vai para a Judeia, a fim de que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Pois quem deseja ser conhecido em público não faz coisa alguma ocultamente. Já que fazes essas obras, revela-te ao mundo. Com efeito, nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele. Disse-lhes Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas para vós a hora é sempre favorável. O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más. Subi vós para a festa. Quanto a mim, eu não irei, porque ainda não chegou o meu tempo. Dito isto, permaneceu na Galiléia.  Mas quando os seus irmãos tinham subido, então subiu também ele à festa, não em público, mas despercebidamente. Buscavam-no os judeus durante a festa e perguntavam: Onde está ele? E na multidão só se discutia a respeito dele. Uns diziam: É homem de bem. Outros, porém, diziam: Não é; ele seduz o povo. Ninguém, contudo, ousava falar dele livremente com medo dos judeus.

 

Liturgia Diária- 19/03/2018

SÃO JOSÉ, Esposo de Maria e Patrono da Santa Igreja

Festa de 1ª Classe- Missa Própria com Comemoração do dia

 

O esposo da Virgem e pai adotivo do Menino jesus, fiel e humilde no cumprimento da bela e delicada missão que Deus lhe confiou, tornou-se modelo de virtudes familiares e das humildes tarefas cotidianas, guardião das almas puras e protetor dos lares cristãos. Seu culto litúrgico é tardio. No século XV fixou-se-lhe a festa a 19 de março, depois de ter sido celebrada em diferentes dias; em 1621 passou a ser celebrada por toda a Igreja como festa de preceito. Pio IX declarou-o padroeiro da Igreja universal em 1847. As antífonas de vésperas e o evangelho da missa são tirados das narrativas evangélicas sobre a infância de Jesus; o essencial do que os evangelistas nos contam sobre São José reduz-se a estes poucos fatos em que o santo aparece profundamente discreto e cheio de fidelidade. A epístola evoca a seu respeito a figura do justo cuja alma, toda voltada para Deus e cumulada de bençãos, se eleva, forte e poderosa, glorificada pelo Senhor e abençoada pelos homens.


Páginas 1009 a 1012 300 a 303 do Missal Quotidiano.


Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Eclo 45,1-6)


Aplicando a São José o elogia de Moisés feito pelo Eclesiástico, a liturgia convida-nos a reencontrar nos homens escolhidos por Deus, os caminhos da Providência divina, que prossegue através dos séculos a realização dos seus desígnios para a salvação do mundo.


Leitura do Livro da Sabedoria. 

Amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos santos; tornou-se poderoso e temido por seus inimigos. Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos.

Evangelho (Mt 1, 18-21)


Os grandes desígnios de Deus realizam-se com aquela simplicidade de que esta página do evangelho nos dá comovente testemunho. São José age com retidão do justo dócil a Deus.


Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus:

Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.

Liturgia Diária- I Domingo da Paixão

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria

“Pai, se for possível, afaste-se de Mim este cálice. Todavia, faça-se a vossa vontade, e não a minha!”.

Os últimos dias, que nos separam da prisão de Jesus, mostram-no constantemente como objeto de ódio de seus inimigos. Mas, que grandeza divina no modo como Ele próprio vai ao encontro da Paixão, senhor dos acontecimentos, dominando os adversários, seguro da “sua hora”, aquele em que, pela obediência ao Pai e pela efusão do sangue, vai realizar-se a Redenção!

“Avançam os estandartes do Rei: é o mistério da Cruz, em que a Vida sofreu a morte, e pela morte restaurou a vida” (hino das vésperas). No limiar destas augustas semanas, a Igreja mostra-nos, em Jesus, a vítima imaculada do sacrifício, que se preparara, e também o vencedor da morte – o príncipe da vida.

Os pensamentos da Igreja vão exclusivamente para Jesus. Ela continua a oferecer a Deus a penitência quaresmal dos fiéis, mas a sua atenção concentra-se na Paixão do Senhor, de quem nos vem a salvação. Isto é particularmente sensível nas partes cantadas das missas desta semana e da Semana Santa. Os textos, em vez de estarem no plural, estão, o mais das vezes, na primeira pessoa do singular; Cristo fala só. Toma sobre si a prece a angústia de todos. Ele é o justo perseguido, que a morte atemoriza, que os pecadores ameaçam, que implora graça e justiça. 


Páginas 295 a 299 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 9:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220, Roosevelt) e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.  


PRÓPRIO DO DIA

Intróito (Salmo 42, 1-2;3)


Cristo encarregou-se da nossa causa e advoga-a junto de Deus.


Fazei-me justiça, Senhor, e apoiai a minha causa contra um povo infiel: livrai-me do homem perverso e enganador, já que sois o meu Deus e a minha fortaleza. Sl. Enviai, Senhor, lá do Céu, a vossa luz e a vossa verdade, para que me conduzam ao vosso monte santo, e à vossa morada -Fazei-me justiça, Senhor. 

Coleta

Dignai-Vos olhar benignamente, Senhor, para o vosso povo, governando-o com a vossa graça, quanto ao corpo, e defendendo-o, com a vossa assistência, quanto à alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Epístola (Heb 9, 11-15)


Substituindo todos os sacrifícios da antiga Lei, o sacrifício de Cristo é de tal perfeição, que basta para expiar, duma vez para sempre, os nossos pecados e para franquear-nos, de novo, a porta do Céu.


Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus. 

Irmãos: Veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo), sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna. Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo? Por isso ele é mediador do novo testamento. Pela sua morte expiou os pecados cometidos no decorrer do primeiro testamento, para que os eleitos recebam a herança eterna que lhes foi prometida.

Gradual (Salmo 142, 9.10; 14, 48-49)

Arrancai-me, Senhor, das mãos dos meus inimigos, e ensinai-me a fazer a vossa vontade. Porque Vós sois Quem me salva da fúria do povo, e Quem me exalta sobre aqueles que investem contra mim: arrancai-me-eis das mãos do homem perverso. 

Trato (Salmo 128, 1-4)

Muitas vezes me têm combatido desde a minha juventude. Israel que o diga: muitas vezes me combateram, desde a minha juventude. Todavia, nada puderam comigo os pecadores, que se atiravam às minhas costas. Alongaram os seus sulcos fundos, mas Deus, que é justo, abaterá a cerviz dos pecadores.

Evangelho (Jo 8, 46-59)


Jesus afirma a sua divindade cada vez com mais insistência. É isso mesmo que os seus inimigos Lhe censuram e que Lhe merecerá a condenação. Mas aqueles que acolherem as suas palavras, como enviado e Deus, segui-Lo-ão na vida eterna.


Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão dos judeus: Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus. Responderam então os judeus: Não dizemos com razão que és samaritano, e que estás possesso de um demônio? Respondeu-lhes Jesus: Eu não estou possesso de demônio, mas honro a meu Pai. Vós, porém, me ultrajais! Não busco a minha glória. Há quem a busque e ele fará justiça. Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte. Disseram-lhe os judeus: Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte… És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu… e os profetas também. Quem pretendes ser? Respondeu Jesus: Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria. Os judeus lhe disseram: Não tens ainda cinqüenta anos e viste Abraão!… Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou. A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.

Ofertório (Salmo 110, 1; 118, 17. 107)

Louvar-Vos-ei, Senhor, com toda a minha alma. Abençoai o vosso servo. Viverei e porei prática a vossa palavra. Dai-me a vida, segundo a  vossa palavra, Senhor.

Secreta

Fazei, Senhor, que estes dons nos libertem dos laços da nossa maldade, e nos alcancem a graça da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Comunhão (I Cor 11, 24-25)

Isto é o meu corpo, que será entregue por vós. Este é o cálice do Novo Testamento, fundado no meu sangue, diz o Senhor. Todas as vezes que o receberdes, fazei isto em memória de mim.

Pós-Comunhão

Assisti-nos, Senhor, e defendei, com a vossa eterna proteção, aqueles que reanimastes com estes santos mistérios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 


PARTITURAS E ÁUDIOS