Liturgia Diária- I Domingo da Paixão

Domingo de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. Pedro

No lugar em que S. Pedro seguiu o exemplo de seu Mestre, morrendo na cruz, quer também a Igreja associar-se à Paixão de Nosso Senhor. Jesus Cristo, o Medianeiro entre Deus e os homens, inocente Ele mesmo e sem mancha, se oferece como o Sacrifício de expiação pelos homens (Epístola). Nestas palavras está expresso o sentido da Missa de hoje, pois nela Jesus repete o mesmo Sacrifício (Communio). Enquanto os judeus blasfemam contra o Senhor, nós dizemos: “Senhor, eu Vos louvarei.” E à palavra de Jesus: “Se alguém guarda a minha palavra não verá a morte para sempre”, nós respondemos: Beneficiai vosso servo, para que viva e observe os vossos preceitos.

Sobre o Tempo da Paixão, leia nota explicativa clicando aqui.


Páginas 295 a 299 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 42, 1-2 | ib., 3) (Áudio)

Júdica me, Deus, et discérne causam meam de gente non sancta: ab homine iníquo et dolóso éripe me: quia tu es Deus meus et fortitúdo mea. Ps. Emítte lucem tuam et veritátem tuam: ipsa me de duxérunt et adduxérunt in montem sanctum tuum et in tabernácula tua. Julgai-me, ó Deus, e separai da gente ímpia a minha causa; livrai-me do homem injusto e falso. Porque Vós sois meu Deus e minha fôrça. Sl. Derramai sobre mim a vossa luz e a vossa verdade, para que elas me guiem e me conduzam ao vosso monte e a vossos tabernáculos.

Coleta

Quǽsumus, omnípotens Deus, familiam tuam propítius réspice: ut, te largiénte, regátur in córpore; et, te servánte, custodiátur in mente. Per D.N. Ó Deus onipotente, nós Vos suplicamos que olheis propício para vossa família, a fim de que, por vossa liberalidade seja dirigida a sua vida corporal e por vossa proteção seja amparada na vida espiritual. Por N. S.

Epístola (Heb 9, 11-15)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Hebraeos.

Fatres: Christus assístens Pontifex futurórum bonórum, per ámplius et perféctius tabernáculum non manufáctum, id est, non hujus creatiónis: neque per sánguinem hircórum aut vitulórum, sed per próprium sánguinem introívit semel in Sancta, ætérna redemptióne invénta. Si enim sanguis hircórum et taurórum, et cinis vítulæ aspérsus, inquinátos sanctíficat ad emundatiónem carnis: quanto magis sanguis Christi, qui per Spíritum Sanctum semetípsum óbtulit immaculátum Deo, emundábit consciéntiam nostram ab opéribus mórtuis, ad serviéndum Deo vivénti? Et ideo novi Testaménti mediátor est: ut, morte intercedénte, in redemptiónem eárum prævaricatiónum, quæ erant sub prióri Testaménto, repromissiónem accípiant, qui vocáti sunt ætérnæ hereditátis, in Christo Jesu, Dómino nostro

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.

Irmãos: Cristo se manifestou como Pontífice dos bens futuros. Por um mais vasto e mais perfeito tabernáculo, não feito por mão de homem, isto é, não deste mundo, sem recorrer ao sangue de cabritos e novilhos, mas por seu próprio Sangue, entrou uma vez no santuário, tendo adquirido uma redenção eterna. Com efeito, se o sangue dos cabritos e touros e a cinza da novilha, aspergida sobre os manchados, os santificava para a purificação da carne, quanto mais o Sangue do Cristo, que pelo Espírito Santo a Si mesmo se ofereceu imaculado a Deus, purificará nossa consciência das obras mortas, fazendo-nos capazes de servir ao Deus vivo. E por esse motivo, Ele é o Mediador do Novo Testamento a fim de que por sua morte, que sofreu para o perdão das prevaricações que havia sob o primeiro Testamento, os que foram chamados à herança eterna recebam a promessa, no Cristo Jesus, Senhor nosso.

Gradual (Sl 142, 9-10 | Sl 17, 48-49) (Vídeo)

Eripe me, Dómine, de inimícis meis: doce me fácere voluntátem tuam. ℣. Liberátor meus, Dómine, de géntibus iracúndis: ab insurgéntibus in me exaltábis me: a viro iníquo erípies me.

Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, e ensinai-me a fazer a vossa vontade. ℣. Vós, Senhor, sois quem me livra do furor de meus inimigos, quem me exalta sobre os meus adversários. Vós me defendeis do homem iníquo.

Trato (Sl 128, 1-4) (Vídeo)

Sæpe expugnavérunt me a juventúte mea. ℣. Dicat nunc Israël: sæpe expugnavérunt me a juventúte mea. ℣. Etenim non potuérunt mihi: supra dorsum meum fabricavérunt peccatóres. ℣. Prolongavérunt iniquitátes suas: Dóminus justus cóncidit cervíces peccatórum.

Desde a minha mocidade muitas vezes me combateram. ℣. Diga-o agora Israel: Desde a minha mocidade muitas vezes me combateram. ℣. Mas não prevaleceram contra mim. Em minhas costas ficaram sinais das pancadas dos pecadores. ℣.  Prolongaram as suas iniquidades. O Senhor, que é justo, esmaga as cabeças dos pecadores.

Evangelho (Jo 8, 46-59)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Joánnem.

In illo témpore: Dicébat Jesus turbis Judæórum: Quis ex vobis árguet me de peccáto? Si veritátem dico vobis, quare non créditis mihi? Qui ex Deo est, verba Dei audit. Proptérea vos non audítis, quia ex Deo non estis. Respondérunt ergo Judǽi et dixérunt ei: Nonne bene dícimus nos, quia Samaritánus es tu, et dæmónium habes? Respóndit Jesus: Ego dæmónium non hábeo, sed honorífico Patrem meum, et vos inhonorástis me. Ego autem non quæro glóriam meam: est, qui quærat et júdicet. Amen, amen, dico vobis: si quis sermónem meum serváverit, mortem non vidébit in ætérnum. Dixérunt ergo Judǽi: Nunc cognóvimus, quia dæmónium habes. Abraham mórtuus est et Prophétæ; et tu dicis: Si quis sermónem meum serváverit, non gustábit mortem in ætérnum. Numquid tu major es patre nostro Abraham, qui mórtuus est? et Prophétæ mórtui sunt. Quem teípsum facis? Respóndit Jesus: Si ego glorífico meípsum, glória mea nihil est: est Pater meus, qui gloríficat me, quem vos dícitis, quia Deus vester est, et non cognovístis eum: ego autem novi eum: et si díxero, quia non scio eum, ero símilis vobis, mendax. Sed scio eum et sermónem ejus servo. Abraham pater vester exsultávit, ut vidéret diem meum: vidit, et gavísus est. Dixérunt ergo Judǽi ad eum: Quinquagínta annos nondum habes, et Abraham vidísti? Dixit eis Jesus: Amen, amen, dico vobis, antequam Abraham fíeret, ego sum. Tulérunt ergo lápides, ut jácerent in eum: Jesus autem abscóndit se, et exívit de templo. — CREDO…

Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus às turbas dos judeus: Qual de vós me arguirá de pecado? Se vos digo a verdade, por que não me credes? Quem é de Deus, ouve as palavras de Deus. Por isto não as ouvis: porque n ã o sois de Deus. Responderam-Lhe, pois, os judeus: Não dizemos bem, nós, que és Samaritano, e que estás possesso do demônio? Respondeu Jesus. Eu não estou possesso do demônio: mas honro a meu Pai, e vós outros me desonrais. Eu não procuro a minha glória: há quem a procure e faça justiça. Em verdade, em verdade, eu vos digo, que se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte para sempre. Disseram-Lhe então os judeus: Agora conhecemos que estás possesso do demônio. Abraão morreu assim como os Profetas. E Tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, n ã o verá a morte para sempre. E’s porventura, maior que o nosso pai Abraão, que morreu? Ou maior que os Profetas que morreram? Por quem pretendes passar? Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, nula é minha glória. Quem me glorifica é meu Pai, Aquele que dizeis que é vosso Deus. E vós não O conheceis: porém eu O conheço, e se dissesse que não O conheço, seria mentiroso como vós outros. Eu porém O conheço e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, sentiu júbilo porque havia de ver meu dia; ele o viu e alegrou-se. Disseram-Lhe então os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus.- Em verdade, em verdade, eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu sou. Apanharam eles então pedras para Lhe atirar; mas Jesus escondeu-se e abandonou o templo. — CREIO…

Ofertório (Sl 118, 17 e 107) (Vídeo)

Confitébor tibi, Dómine, in toto corde meo: retríbue servo tuo: vivam, et custódiam sermónes tuos: vivífica me secúndum verbum tuum, Dómine. Senhor, eu Vos louvo com todo o meu coração; beneficiai o vosso servo para que viva e observe os vossos preceitos. Dai-me vida nova, Senhor, segundo a vossa promessa.

Secreta

Hæc múnera, quǽsumus Dómine, ei víncula nostræ pravitátis absólvant, et tuæ nobis misericórdiæ dona concílient. . Per D.N. Senhor, nós Vos suplicamos, que estas ofertas quebrem os laços de nossa malícia, e nos alcancem os Dons de vossa misericórdia. Por N.S.

Prefácio (da Santa Cruz)

Vere dignum et justum est, æquum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Dómine sancte, Pater omnípotens, ætérne Deus: Qui salútem humáni géneris in ligno Crucis constituísti: ut, unde mors oriebátur, inde vita resúrgeret: et, qui in ligno vincébat, in ligno quoque vincerétur: per Christum, Dóminum nostrum. Per quem majestátem tuam laudant Angeli, adórant Dominatiónes, tremunt Potestátes. Cœli cœlorúmque Virtútes ac beáta Séraphim sócia exsultatióne concélebrant. Cum quibus et nostras voces ut admítti júbeas, deprecámur, súpplici confessióne dicéntes:

Sanctus, Sanctus, Sanctus…

Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus, que estabelecestes no madeiro da Cruz a salvação do gênero humano, para que renascesse a vida de onde se originara a morte, e o que no lenho vencera, no lenho fosse vencido por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Por Ele louvam os Anjos a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as Virtudes dos Céus, e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. As suas vozes, nós Vos rogamos, mandeis que se unam as nossas, quando, em humilde confissão, Vos dizemos:

Santo, Santo, Santo…

Comunhão (I Cor 11, 24 e 25) (Áudio)

Hoc corpus, quod pro vobis tradétur: hic calix novi Testaménti est in meo sánguine, dicit Dóminus: hoc fácite, quotiescúmque súmitis, in meam commemoratiónem. Isto é o Corpo que por vós será entregue: este é o Cálice do Novo Testamento em meu Sangue, diz o Senhor. Fazei isto, todas as vezes que os receberdes, em memória de Mim.

Pós-comunhão

Adésto nobis, Dómine, Deus noster: et, quos tuis mystériis recreásti, perpétuis defénde subsidiis. Per D.N. Assisti-nos, ó Senhor, Deus nosso, e defendei com incessantes auxílios, aqueles a quem restaurastes com os vossos Mistérios. Por N. S.

Traduções e comentários extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1947).

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