Liturgia Diária- 30/03/2019

SÁBADO DA 3ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 3ª Classe – Missa própria – Estação em S. Susana

Deus é o. protetor dos inocentes (Leitura), mas pelos méritos que Jesus Cristo ganhou na Cruz, encontram também os pecadores o perdão (Evangelho), contanto que humildemente se arrependam de suas culpas.


Páginas 251 a 258 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 5, 2-3| ib., 4)

Verba mea áuribus pércipe, Dómine, intéllege clamórem meum: inténde voci oratiónis meæ, Rex meus et Deus meus. Ps. Quóniam ad te orábo, Dómine: mane exáudies vocem meam. ℣. Gloria Patri. Senhor, prestai ouvidos às minhas palavras; compreendei o meu clamor. Atendei à minha oração, ó meu Rei e meu Deus. Sl. A Vós dirijo a minha prece, Senhor; desde a manhã, ouvireis a minha voz. ℣. Glória ao Pai.

Coleta

Præsta, quǽsumus, omnípotens Deus: ut, qui se, affligéndo carnem, ab aliméntis ábstinent; sectándo justítiam, a culpa jejúnent. Per D.N. Nós Vos suplicamos, ó Deus onipotente, concedei aos que se abstêm de alimento para castigar o corpo, fujam também da culpa, praticando a justiça. Por N.S.

Epístola (Dn 13, 1-9, 15-17, 19-30, 33-62)

Léctio Daniélis Prophétae.

In diébus illis: Erat vir hábitans in Babylóne, et nomen ejus Jóakim: et accépit uxorem nómine Susánnam, fíliam Helcíæ, pulchram nimis, et timéntem Deum: paréntes enim illíus, cum essent justi, erudiérunt fíliam suam secúndum legem Móysi. Erat autem Jóakim dives valde, et erat ei pomárium vicínum dómui suæ: et ad ipsum confluébant Judǽi, eo quod esset honorabílior ómnium. Et constítuti sunt de pópulo duo senes júdices in illo anno: de quibus locútus est Dóminus: Quia egréssa est iníquitas de Babylóne a senióribus judícibus, qui videbántur régere pópulum. Isti frequentábant domum Jóakim, et veniébant ad eos omnes, qui habébant judícia. Cum autem pópulus revertísset per merídiem, ingrediebátur Susánna, et deambulábat in pomário viri sui. Et vidébant eam senes cotídie ingrediéntem et deambulántem: et exarsérunt in concupiscéntiam ejus: etevertérunt sensum suum, et declinavérunt óculos suos, ut non vidérent cœlum, neque recordaréntur judiciórum justórum. Factum est autem, cum observárent diem aptum, ingréssa est aliquándo sicut heri et núdius tértius, cum duábus solis puéllis, voluítque lavári in pomário: æstus quippe erat, et non erat ibi quisquam, præter duos senes abscónditos et contemplántes eam. Dixit ergo puéllis: Afférte mihi óleum et smígmata, et óstia pomárii cláudite, ut laver. Cum autem egréssæ essent puéllæ, surrexérunt duo senes, et accurrérunt ad eam, et dixérunt: Ecce, óstia pomárii clausa sunt, et nemo nos videt, et nos in concupiscéntia tui sumus: quam ob rem assentíre nobis, et commiscére nobiscum. Quod si nolúeris, dicémus contra te testimónium, quod fúerit tecum júvenis, et ob hanc causam emíseris puéllas a te. Ingémuit Susánna, et ait: Angústiæ sunt mihi úndique: si enim hoc égero, mors mihi est: si autem non egero, non effúgiam manus vestras. Sed mélius est mihi absque ópere incídere in manus vestras, quam peccáre in conspéctu Dómini. Et exclamávit voce magna Susánna: exclamavérunt autem et senes adversus eam. Et cucúrrit unus ad óstia pomárii, et aperuit. Cum ergo audíssent clamórem fámuli domus in pomário, irruérunt per postícum, ut vidérent, quidnam esset. Postquam autem senes locúti sunt, erubuérunt servi veheménter: quia numquam dictus fúerat sermo hujuscémodi de Susánna. Et facta est dies crástina. Cumque venísset pópulus ad Jóakim virum ejus, venérunt et duo senióres, pleni iníqua cogitatióne advérsus Susánnam, ut interfícerent eam. Et dixérunt coram pópulo: Míttite ad Susánnam fíliam Helcíæ, uxórem Jóakim. Et statim misérunt. Et venit cum paréntibus et fíliis et univérsis cognátis suis. Fiébant ígitur sui, et omnes qui nóverant eam. Consurgéntes autem duo senióres in médio pópuli, posuérunt manus suas super caput ejus. Quæ flens suspéxit ad cœlum: erat enim cor ejus fidúciam habens in Dómino. Et dixérunt senióres: Cum deambularémus in pomário soli, ingréssa est hæc cum duábus puéllis: et clausit óstia pomárii, et dimísit a se puéllas. Venítque ad eam adoléscens, qui erat abscónditus, et concúbuit cum ea. Porro nos, cum essémus in ángulo pomárii, vidéntes iniquitátem, cucúrrimus ad eos, et vídimus eos pariter commiscéri. Et illum quidem non quívimus comprehéndere, quia fórtior nobis erat, et apértis óstiis exsilívit: hanc autem cum apprehendissémus, interrogávimus, quisnam esset adoléscens, et nóluit indicáre nobis: hujus rei testes sumus. Crédidit eis multitúdo quasi sénibus et judícibus pópuli, et condemnavérunt eam ad mortem. Exclamávit autem voce magna Susánna, et dixit: Deus ætérne, qui absconditórum es cógnitor. qui nosti ómnia, ántequam fiant, tu scis, quóniam falsum testimónium tulérunt contra me: et ecce, mórior, cum nihil horum fécerim, quæ isti malitióse composuérunt advérsum me. Exaudívit autem Dóminus vocem ejus. Cumque ducerétur ad mortem, suscitávit Dóminus spíritum sanctum pueri junióris, cujus nomen Dániel. Et exclamávit voce magna: Mundus ego sum a sánguine hujus. Et convérsus omnis pópulus ad eum, dixit: Quis est iste sermo, quem tu locútus es? Qui cum staret in médio eórum, ait: Sic fátui, fílii Israël, non judicántes, neque quod verum est cognoscéntes, condemnástis fíliam Israël? Revertímini ad judícium, quia falsum testimónium locúti sunt advérsus eam. Revérsus est ergo pópulus cum festinatióne. Et dixit ad eos Dániel: Separáte illos ab ínvicem procul, et dijudicábo eos. Cum ergo divísi essent alter ab áltero, vocávit unum de eis, et dixit ad eum: Inveteráte diérum malórum, nunc venérunt peccáta tua, quæ operabáris prius: júdicans judícia injústa, innocéntes ópprimens, et dimíttens nóxios, dicénte Dómino: Innocéntem et justum non interfícies. Nunc ergo, si vidisti eam, dic, sub qua arbóre vidéris eos colloquéntes sibi. Qui ait: Sub schino. Dixit autem Dániel: Recte mentítus es in caput tuum. Ecce enim, Angelus Dei, accépta senténtia ab eo, scindet te médium. Et, amóto eo, jussit veníre álium, et dixit ei: Semen Chánaan, et non Juda, spécies decépit te, et concupiscéntia subvértit cor tuum: sic faciebátis filiábus Israël, et illæ timéntes loquebántur vobis: sed fília Juda non sustínuit iniquitátem vestram. Nunc ergo dic mihi, sub qua arbóre comprehénderis eos loquéntes sibi. Qui ait: Sub prino. Dixit autem ei Dániel: Recte mentítus es et tu in caput tuum: manet enim Angelus Dómini, gládium habens, ut secet te médium, et interfíciat vos. Exclamávit itaque omnis cœtus voce magna, et benedixérunt Deum, qui salvat sperántes in se. Et consurrexérunt advérsus duos senióres (convícerat enim eos Dániel ex ore suo falsum dixísse testimónium), fecerúntque eis, sicut male égerant advérsus próximum: et interfecérunt eos, et salvátus est sanguis innóxius in die illa.

Leitura do Profeta Daniel.

Naqueles dias, havia um homem que morava em Babilônia e se chamava Joaquim. Recebeu ele como esposa, Susana, filha de Helcias, formosíssima e temente a Deus. Os país de Susana, que eram justos, haviam instruído a filha, de acordo com a lei de Moisés. Era Joaquim muito rico e tinha junto à casa um pomar; a ele iam os judeus, porque Joaquim era de todos o mais venerável. Tinham sido escolhidos, dentre o povo, naquele ano, dois anciãos como juízes, da espécie daqueles a quem o Senhor se referiu, quando disse: “Saiu a iniquidade de Babilônia por velhos juízes, que pareciam conduzir o povo”. Frequentavam os dois a casa de Joaquim, e vinham a eles todos os que tinham questões a julgar. Quando a multidão partia, ao meio dia, Susana entrava e passeava no pomar de seu esposo. E viam-na os velhos, diariamente, quando entrava e passeava, e tiveram por ela ardente paixão. Pervertendo os seus sentidos, desviaram os seus olhos para não verem o céu, nem se lembrarem dos justos julgamentos. Como procurassem um dia favorável, aconteceu que Susana, conforme seu costume, entrou, acompanhada apenas por duas jovens e quis banhar-se no pomar, porque sentia calor. Não havia ninguém ali a não ser os dois anciãos, que estavam ocultos e a olhavam. Disse ela às donzelas: Trazei-me óleo e perfumes e fechai as portas do pomar para que eu possa banhar-me. Quando as duas jovens saíram, apareceram os dois velhos e aproximaram-se dela, dizendo-lhe: Eis que as portas do pomar estão fechadas e ninguém nos vê; estamos inflamados de paixão por ti; entrega-te ao nosso desejo e faze a nossa vontade. Se recusas, nós te caluniaremos, e diremos que um jovem estava contigo e que por isto, tu apartaste de ti as donzelas. Susana gemeu e disse: A angústia me oprime por todos os lados: porque se faço o que desejais, é a morte para mim; se não faço, não escaparei de vossas mãos. É melhor para mim, no entanto, cair sem tal culpa em vossas mãos, do que pecar na presença do Senhor. Então Susana soltou um grande grito, e os anciãos gritaram também como ela; e um deles correu à porta do pomar e abriu-a. Ouvindo os gritos no pomar, os servos da casa precipitaram-se pela porta do fundo para ver o que era. Após terem falado os anciãos, os servos sentiram-se muito envergonhados, porque nunca tais palavras haviam sido ditas sobre Susana. Chegado o dia seguinte, veio o povo à casa de Joaquim, seu marido, e vieram também os dois anciãos, cheios de intenções maldosas contra Susana, para a condenarem à morte. E eles disseram perante o povo: Mandai buscar Susana, filha de Helcias e mulher de Joaquim. Logo o fizeram e ela veio com seus pais, seus filhos e todos os seus parentes. Choravam os seus e todos os que a conheciam. Levantando-se então do meio do povo, os dois anciãos puseram as suas mãos sobre a cabeça de Susana. Em lágrimas, ela ergueu seus olhos ao céu, porque seu coração confiava firmemente no Senhor. E disseram os anciãos: Como passeássemos a sós no pomar, nele entrou esta mulher com duas donzelas, e fechando a porta despediu as duas jovens. E veio a ela um jovem que estava oculto, e com ela pecou. Nós, que estávamos num recanto do pomar, vendo esta iniquidade, corremos a eles e vimo-los cometer o pecado. Ao jovem não pudemos reter porque era mais forte do que nós e tendo aberto a porta, fugiu a correr. A ela, porém, depois que a agarramos, perguntamos quem era este adolescente e não nos quis dizer. Desse fato somos testemunhas. Acreditou neles a multidão, porque eram anciãos e juízes do povo e condenaram-na à morte. Então Susana exclamou em voz alta: Deus eterno, que penetrais os pensamentos ocultos, e conheceis as coisas antes que se realizem, sabeis que me levantaram um falso, e morro sem ter feito o que estes maldosamente tramaram contra mim. E ouviu o Senhor a sua súplica, pois quando a conduziam ao suplício, o Senhor fez descer o Espírito Santo sobre um jovem, cujo nome era Daniel. Este exclamou em voz alta: Estou inocente do sangue desta mulher. E todo o povo virou-se para ele e disse-lhe: Que palavra foi esta que proferiste? Ficando de pé no meio deles, disse: Estais tão loucos, filhos de Israel, que sem julgar e sem conhecer a verdade, condenais à morte uma filha de Israel? Voltai, e julgai-a novamente, porque levantaram contra ela um falso testemunho. Voltou pois, o povo, com grande pressa. E disse-lhes Daniel: Separai-os, longe um do outro, e eu os julgarei. Quando foram separados um do outro, Daniel chamou um deles e lhe disse: Homem envelhecido no crime, os pecados que outrora cometeste caem agora sobre ti, que fazias julgamentos injustos, oprimias os inocentes e indultavas os culpados, embora o Senhor tenha dito: Não condenarás o justo e o inocente. Agora, se tu a viste, dize sob que árvore tu os viste, falando juntos. Disse ele: Sob um lentisco. Daniel lhe disse: Em verdade mentiste sobre a tua cabeça, porque um Anjo de Deus, tendo recebido a tua sentença, te cortará ao meio. Depois que o fez sair, ele ordenou que lhe trouxessem o outro, e lhe disse: Raça de Canaã e não de Judá, seduziste a beleza e a concupiscência perverteu o teu coração. Era assim que tratáveis as filhas de Israel e amedrontadas, elas vos satisfaziam; mas uma filha de Judá não pôde suportar a vossa maldade. Agora, dize-me: Sob que árvore os surpreendestes, falando a sós? E ele disse: Sob um carvalho. Disse-lhe, pois, Daniel: Em verdade, também tu mentiste contra tua cabeça; porque o Anjo do Senhor está pronto, e tem na mão a espada para te cortar ao meio e matar a ambos. Então todos os assistentes alegraram-se, em voz alta e bendisseram a Deus, que salva os que n’Ele confiam. E revoltaram-se contra os dois anciãos (aos quais Daniel tinha obrigado a confessar, por sua própria boca, o falso testemunho). E fizeram-lhes o mal que haviam intentado contra o seu próximo. Fizeram-nos morrer e o sangue do inocente foi salvo nesse dia.

Gradual (Sl 22, 4)

Si ámbulem in médio umbræ mortis, non timébo mala: quóniam tu mecum es, Dómine. ℣. Virga tua et báculus tuus, ipsa me consoláta sunt.

Ainda que eu tenha de caminhar entre as sombras da morte, não temerei mal algum; pois Vós, Senhor, estais comigo. ℣. Vossa vara e vosso báculo me consolam.

Evangelho (Jo 8, 1-11)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Joánnem.

In illo témpore: Perréxit Jesus in montem Olivéti: et dilúculo íterum venit in templum, et omnis pópulus venit ad eum, et sedens docébat eos. Addúcunt autem scribæ et pharisǽi mulíerem in adultério deprehénsam: et statuérunt eam in médio, et dixérunt ei: Magister, hæc mulier modo deprehénsa est in adultério. In lege autem Moyses mandávit nobis hujúsmodi lapidáre. Tu ergo quid dicis? Hoc autem dicébant tentántes eum, ut possent accusáre eum. Jesus autem inclínans se deórsum, dígito scribébat in terra. Cum ergo perseverárent interrogántes eum, eréxit se, et dixit eis: Qui sine peccáto est vestrum, primus in illam lápidem mittat. Et íterum se inclínans, scribébat in terra. Audiéntes autem unus post unum exíbant, incipiéntes a senióribus: et remánsit solus Jesus, et múlier in médio stans. Erigens autem se Jesus, dixit ei: Múlier, ubi sunt, qui te accusábant? nemo te condemnávit? Quæ dixit: Nemo, Dómine. Dixit autem Jesus: Nec ego te condemnábo: Vade, et jam ámplius noli peccáre.

Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, encaminhou-se Jesus ao monte das Oliveiras. E ao amanhecer foi novamente ao templo,- e todo o povo foi com Ele. Tendo-se assentado, Ele os instruía. Levaram-Lhe então, os escribas e fariseus, uma mulher que fora surpreendida em adultério. E puseram-na no meio e disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em adultério. Ora, na lei de Moisés está ordenado que devemos, apedrejar mulheres tais. Vós, que dizeis? Isto diziam eles para O tentar e depois O poderem acusar. Jesus, porém, curvando-se sobre o chão, nele escrevia com o dedo. E como eles insistissem em O interrogar, levantou-se e disse-lhes : Quem de vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra. Depois, abaixando-se novamente, escrevia no chão. Ouvindo isto, afastaram-se, um após outro, a começar pelos mais velhos. E Jesus ficou só com a mulher, que estava no meio, de pé. Levantando-se então, disse-lhe Jesus: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Ela respondeu: Ninguém, Senhor. Disse-lhe pois, Jesus: Nem eu te condenarei. Vai, e doravante não tornes a pecar.

Ofertório (Sl 118, 133)

Gressus meos dírige secúndum elóquium tuum: ut non dominétur mei omnis injustítia, Dómine. Dirigi os meus passos segundo a vossa palavra para que maldade nenhuma domine sobre mim, ó Senhor.

Secreta

Concéde, quǽsumus, omnípotens Deus: ut hujus sacrifícii munus oblátum, fragilitátem nostram ab omni malo purget semper et múniat. Per D.N. Permiti, Vos rogamos, ó Deus onipotente, que a oblação deste Sacrifício purifique sempre de todo o mal a nossa fragilidade e a fortaleça. Por N. S.

Prefácio (da Quaresma)

Vere dignum et justum est, aequum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Domine sancte, Pater omnípotens aetérne Deus: Qui corporáli jejúnio vítia comprimis, mentem élevas, virtútem largíris et praémia: per Chrístum, Dóminum nostrum. Per quem majestátem tuam laudant Angeli, adórant Dominatiónes, tremunt Potestátes. Caeli caelorúmque Virtútes ac beáta Séraphim sócia exsultatióne concélebrant. Cum quibus et nostras voces ut admítti júbeas, deprecámur, súpplici confessióne dicéntes:

Sanctus, Sanctus, Sanctus…

Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus, que pelo jejum corporal reprimis os vícios, elevais a inteligência, concedeis a virtude e o prêmio dela, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Por Ele louvam os Anjos a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as Virtudes dos Céus e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. As suas vozes, nós Vos rogamos mandeis que se unam as nossas, quando, em humilde confissão, Vos dizemos:

Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Jo 8, 10 e 11)

Nemo te condemnávit, mulier? Nemo, Dómine. Nec ego te condemnábo: jam ámplius noli peccáre. Ninguém te condenou, mulher? Ninguém, Senhor. Nem eu te condenarei. Doravante, não tornes a pecar.

Pós-comunhão

Quǽsumus, omnípotens Deus: ut inter ejus membra numerémur, cujus córpori communicámus et sánguini: Qui tecum vivit. Nós Vos pedimos, ó Deus onipotente, que sejamos contados entre os membros daquele cujo Corpo e Sangue recebemos e que, sendo Deus, convosco vive e reina.

Oração 

Super populum: Orémus. Humiliáte cápita vestra Deo.

Præténde, Dómine, fidélibus tuis déxteram cœléstis auxílii: ut te toto corde perquírant; et, quæ digne póstulant, cónsequi mereántur. Per D.N.

Sobre o povo: Oremos. Humilhai as vossas cabeças diante de Deus.

Estendei, Senhor, sobre os vossos fiéis a vossa Destra dando-lhes o socorro celeste, para que eles Vos procurem com todo o coração e mereçam alcançar o que dignamente suplicam. Por N. S.


Traduções e comentários extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1947).

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