Revista Benedicta – 3ª edição

Nesta edição apresentamos As Dores de Nossa Senhora, por Santo Afonso Maria de Ligório, como principal tema.

Na seção FIDES QUAERENS INTELLECTUM, própria para artigos e ensaios, os termos passam pela formação da cristandade, pelos erros do liberalismo e do socialismo, desaguando na Comunhão Espiritual, alimento das almas devotas. 

Na seção CATHOLICAE LITTERAE, dedicada a resenhas de obras de temática católica, o texto do mês aborda tratado De Trinitate, de S. Agostinho, fundamental para combater as heresias do sabelianismo e arianismo; e, hoje, leitura obrigatória aos que buscam mais perfeitamente conhecer o mistério de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Em DOMINUS VOBISCUM, seção de homilias e meditações de santos, divulgamos um profundo excerto do séc. XVIII, de S. Afonso Maria de Ligório, acerca do martírio de Maria Santíssima, iniciado em seu fiat e perdurante até sua própria morte.

No mês em que a Igreja festeja o grande São Pio X, traduzimos aos leitores,  na seção YSTORIA SANCTI, o discurso proferido pelo Papa Pio XII, em 29 de maio de 1954, após a canonização daquele Santo Pontífice, em que exalta as virtudes do Papa da Eucaristia.

Por fim, na seção EUTRAPELIAM, de conteúdo lúdico e educativo, em lembrança ao dia de São Miguel Arcanjo (29 de setembro), apresentamos um quiz sobre o Príncipe das Milícias Celestes.

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Boa leitura!

Que Nossa Senhora, Rainha do Céu e da Terra, olhe sempre por nós e pela Revista Benedicta.

Liturgia Diária- 23/03/2018

FESTA DAS SETE DORES DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

Comemoração- Missa de Nossa Senhora das Dores (15/09) com Coleta própria e Comemoração da Féria

 

Por um sentimento de filial devoção, a Igreja, neste tempo da Paixão, associa os sofrimentos da Santíssima Virgem aos do Salvador, pouco antes de celebrar o mistério da nossa Redenção.

A festa das Sete Dores de Nossa Senhora nasceu da piedade cristã, que se compraz em associar a Virgem Maria à paixão de seu Filho. Já no século XI as dores da Virgem Santa eram objeto de devoção particular. No século XIV apareceu o comovente “Stabat Mater” que uma tradição, aliás contestada, atribui ao bem-aventurado Jacopone da Todi. Celebrada com grande solenidade pelos servitas no século XVII, a festa das Sete Dores da Virgem foi estendida por Pio VII a toda a Igreja, em 1814, a fim de lembrar os sofrimentos que ela acabava de atravessar na pessoa do seu chefe, primeiro exilado e cativo, depois solto graças à proteção da Virgem. Pio X, em 1912, fixou-a em 15 de Setembro, oitava da Natividade. A Igreja, ao mesmo tempo que sublinha os sofrimentos de Maria, insiste igualmente no corajoso amor que a levou a tomar parte tão íntima na obra da nossa redenção. Ela é verdadeiramente aquela que, à semelhança de judite perante a tribulação do seu povo, nada deixou de fazer para nos salvar da ruína. Oferecendo seu Filho por nós, tornou-se a Mãe e nós tornamo-nos seus filhos. 


Páginas  1028 1283 a 1289 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 19 horas na Igreja Matriz de Tupaciguara.


LEITURAS

Leitura (Jd 13, 22. 23-25)


Judite libertando o seu povo é uma figura da Virgem Maria. A Igreja toma o elogio de Judite e aplica-o à Virgem.


Leitura do Livro de Judite.

Naqueles dias: adorando o Senhor, disseram todos a Judite: O Senhor te abençoou com o seu poder, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos. Ozias, príncipe do povo de Israel, acrescentou: Minha filha, tu és bendita do Senhor Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra. Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo! Ele deu neste dia tanta glória ao teu nome, que nunca o teu louvor cessará de ser celebrado pelos homens, que se lembrarão eternamente do poder do Senhor. Ante os sofrimentos e a angústia de teu povo, não poupaste a tua vida, mas salvaste-nos da ruína, em presença de nosso Deus.

Evangelho (Jo 19, 25-27)


Dando Maria por Mãe a São João, Jesus confia-nos todos a ela, e é na própria oferta de seu Filho que se inaugura a sua missão de Mãe junto de nós.


Sequência do Santo Evangelho segundo João 

Naquele tempo: Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.