Calendário de Celebrações da Irmandade do Carmo para o 1º Semestre de 2018.
Confira:
Calendário de Celebrações da Irmandade do Carmo para o 1º Semestre de 2018.
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A Igreja revela-nos as grandezas do Verbo encarnado, cantando as glórias do seu nome.
O nome de Jesus significa Salvador: fora indicado, em sonhos, a José, com seu significado (Mateus 21), e à Virgem Maria pelo Arcanjo Gabriel, na altura da Anunciação (Lucas 1, 13-33). O evangelho recorda-nos estas intervenções divinas, prenúncio da missão de Jesus.
A festa do Santíssimo Nome de Jesus é de instituição relativamente recente. É de origem franciscana e sua divulgação deve-se, em grande parte, à pregação e piedade de São Bernardino de Sena. O papa Inocêncio XIII estendeu-a à Igreja Universal, em 1721. A missa e o ofício celebram, a um tempo, a santidade, o poder e a doçura do Nome de Jesus. O hino de vésperas canta a ternura que este Santo Nome desperta na alma cristã, mas outros textos insistem, de preferência, no poder de Jesus e na majestade tremenda do Nome, que está cima de todo o nome, diante do qual todo o joelho se dobra, nos Céus, na Terra e no inferno.
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse: Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós. Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.
A liturgia deste dia celebra três festas. A primeira é que os antigos sacramentários designavam sob o título de Oitava do Senhor. É realmente, na sua maior parte uma missa de oitava a missa celebrada hoje.
Celebrava-se outrora na basílica de Santa Maria Maior uma segunda missa em honra da Mãe de Deus. Resta dela um vestígio nas orações da missa, retiradas da missa votiva de Nossa Senhora. São particularmente belas as antífonas de vésperas e a preferência por elas dadas a Santíssima Virgem revela a delicada atenção da Igreja em reconhecer quanto deve a mãe do Senhor. Finalmente a terceira festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI.
Oito dias depois do seu nascimento, Cristo submete-se, como todos os judeus, a este rito imposto por Deus a Abraão, como selo de fé, e recebe o nome de Jesus.
Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
A prática duma vida ilibada encontra força e apoio na primeira vinda do Salvador e na certeza do seu regresso glorioso, no fim dos tempos.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Tito.
Irmãos: Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem. Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!
Impondo a Abrão o preceito da Circuncisão, Deus dera-lhe um nome novo: Abraão. Desde aí, a imposição do nome guardou, entre os judeus, um significado espiritual: tal como a própria Circuncisão, ele indicava filiação no povo de Israel. A imposição do nome de Jesus tem um significado ainda mais elevado: afirma a missão de Salvador do Mundo.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele Tempo: Depois que se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes que fosse concebido no ventre materno.
Sequência natural das solenidades natalícias, a missa deste domingo continua a evocar o mistério da Encarnação e a sua repercussão na vida humana. Dois versículos do livro da Sabedoria formam o maravilhoso introito: no meio do repouso universal, o Verbo, palavra viva do Pai, irrompe no silêncio da Noite.
Sinal de unidade e contradição, pedra angular e de apoio para uns, de tropeço para outros, Cristo, já pela sua presença, impõe uma opção. Importa acolhermos na vida Aquele que vem para salvação ou condenação, segundo o receberem ou rejeitarem.
Páginas 57 a 60 do Missal Quotidiano.
Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.
A vinda de Cristo transformou totalmente a condição dos homens com relação a Deus. Tonados filhos d’Ele, como tais se lhe dirigem, certos de serem escutados e acolhidos pelo Pai celeste. São Paulo, que fala a judeus convertidos, compara-lhes a antiga situação à de herdeiros de menor idade, tutelados até a maioridade legal. Com a vinda de Jesus, o povo de Deus atinge maioridade e entra na posse e usufruto da herança prometida.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.
Irmãos, enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus.
Dois anciãos, iluminados pelo Espírito Santo – Simeão e a profetiza Ana – reconhecem em Jesus o Messias e, imediatamente se proclama a grande discriminação que terá de fazer-se entre os homens: a atitude que tomarem com Ele revelará o fundo dos corações e fixará o destino eterno de cada qual.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, José e Maria, seu pai e sua mãe, estavam admirados das coisas que dele se diziam. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma. Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação. Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré. O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Tito.
Caríssimo: Apareceu-nos a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor pelos homens; não foi pelas obras de justiça, que nós tivéssemos feito; mas foi pela sua misericórdia que Ele nos salvou, mediante o Batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que Ele difundiu sobre nós abundantemente por Jesus Cristo, nosso Salvador; a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos herdeiros da vida eterna, segundo a esperança que temos de a possuir um dia, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo: Os pastores diziam entre si: Vamos a Belém e vejamos o que lá aconteceu, e o que o Senhor nos manifestou. Partiram, pois, a toda pressa, e encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura. Ao verem isto, reconheceram que era o que lhes tinha sido dito acerca do Menino. E todos os que os ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. Maria, por seu lado, conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Então, os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
Nascido em Londres em 1117, Tomás Becket fez os estudos universitários em Paris, recebeu ordens sacras, e depressa se tornou figura influente entre o clero da Inglaterra. Nomeado Arcebispo de Cantuária, em 1162, viu-se obrigado a defender a liberdade da Igreja contra os abusos de Henrique II, a quem, anteriormente , servira durante oito anos com a maior dedicação como chanceler. Esta atitude custou-lhe a vida. Foi assassinado na catedral, por agentes do rei, no dia 29 de dezembro de 1170. Quando se trata da defesa dos direitos de Deus, é preciso saber resistir, cara a cara, e com a energia, a todos os que procuram avassalar a Igreja, embora, por outras razões, os tenhamos de servir. A Igreja venera na pessoa de São Tomás Becket um grande bispo; aplicando-lhe o evangelho do Bom Pastor, glorifica nele o verdadeiro pastor do rebanho de Cristo que dá a vida elas ovelhas.
Nesta Oitava do Natal, a Igreja imortaliza a memória das criancinhas das cercanias de Belém, massacradas por Herodes. Imoladas à impiedade do monarca, estas vidas inocentes são um testemunho de Cristo, perseguido, desde o berço, pelo mundo que não O quer receber. É já o próprio Cristo que está em causa na carnificina daquelas crianças. É já opção “por” ou “contra” Ele que entra em jogo. Mas a perseguição será impotente, perante a obra da Salvação, que Jesus veio a realizar e nada poderá impedir.
Virá a cair, um dia, nas mãos dos adversários, mas só na hora marcada por Deus, e para resgatar o mundo com o próprio sangue.
Páginas 69 a 72 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Serve-se a Igreja duma das mais belas visões de São João para nos mostrar a sorte invejável reservada, no Céu, àqueles que realizam o duplo ideal do martírio e da virgindade. São desse número as crianças massacradas por Herodes.
Leitura do Livro de Apocalipse de São João Apóstolo.
Naqueles dias: Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai. Ouvia, entretanto, um coro celeste semelhante ao ruído de muitas águas e ao ribombar de potente trovão. Esse coro que eu ouvia era ainda semelhante a músicos tocando as suas cítaras. Cantavam como que um cântico novo diante do trono, diante dos quatro Animais e dos Anciãos. Ninguém podia aprender este cântico, a não ser aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. São eles que acompanham o Cordeiro por onde quer que vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. Em sua boca não se achou mentira, pois são irrepreensíveis.
São Mateus vê, na fuga para o Egito e na angústia provocada pelo massacre dos Inocentes, a realização de dois textos proféticos. Numerosos fatos da vida de Jesus realizam os vaticínios das Escrituras e provam, por conseguinte, que Ele é efetivamente o Messias.
Sequência do Santo Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo: Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1). Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos. Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem (Jer 31,15)!
São João, o Evangelista por excelência da divindade de Jesus, foi, com muito acerto, colocado à beira do presépio, para nos cantar as grandezas recônditas do Menino-Deus. Autor do quarto evangelho, de três epístolas e do Apocalipse, as suas páginas sobre a preexistência do Verbo, tornado, pela Encarnação, luz do mundo e vida das almas, são das mais notáveis e mais belas do Novo Testamento. Valeram-lhe, entre os gregos, o título de Teólogo, e a liturgia latina escolhe, para introito da sua missa, o da missa dos doutores. Na iconografia cristã, é simbolizado pela águia, de olhos penetrantes, que paira acima dos mais altos cumes.
Predileto do Senhor, João cognominou-se a si próprio, no seu Evangelho, o discípulo que Jesus amava. Foi, com Tiago, seu irmão, e Simão Pedro, uma das testemunhas da Transfiguração; encontramo-lo, na Ceia, a reclinar a cabeça no peito do Mestre, e no Calvário, onde Jesus lhe confia sua Mãe. Foi o único dos Apóstolos que não morreu martirizado, vindo a falecer em Éfeso, carregado de anos. Julga-se que passou os últimos anos a reger as igrejas da Ásia Menor.
Páginas 66 a 69 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
A epístola, tal como o introito, aplica a São João os textos sapienciais, que a Igreja costuma reservar à liturgia dos Doutores.
Leitura do Livro da Sabedoria.
Aquele que teme a Deus praticará o bem. Aquele que exerce a justiça possuirá a sabedoria. Ela virá ao seu encontro como mãe cumulada de honrarias, e o receberá como uma esposa virgem; alimentá-lo-á com o pão da vida e da inteligência, e o saciará com a água salutar da sabedoria. Ela se fortalecerá nele e o tornará inabalável, ela o sustentará para que não seja confundido, e o exaltará entre os seus próximos. Abrir-lhe-á a boca no meio da assembléia, enchê-lo-á do espírito de sabedoria e de inteligência, e o revestirá com um manto glorioso. Acumulará sobre ele um tesouro de alegria e de júbilo, e lhe dará por herança um nome eterno.
Baseados numa palavra de Jesus, cujo sentido o mesmo São João não quis revelar, os primeiros cristãos estiveram, por algum tempo, persuadidos que o Apóstolo amado, cuja velhice se ia prolongando, não morreria.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, disse Jesus a Pedro: Segue-me! Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: Senhor, quem é que te há de trair?). Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: Senhor, e este? Que será dele? Respondeu-lhe Jesus: Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu. Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: Não morrerá, mas: Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha? Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.
lapidado em Jerusalém dois anos depois da morte de Jesus, o diácono Estêvão foi sempre objeto de fervoroso culto. É o primeiro mártir. A narrativa dos Atos, que conta a prisão do santo e as acusações de que foi alvo, multiplica os pontos de contato com o julgamento do Salvador: é lapidado fora os muros de Jerusalém e, como o Mestre, morre a interceder pelos carrascos.
Estêvão pertence ao grupo dos sete diáconos, que os Apóstolos se tinham agregado como coadjutores no ministério. “Cheio de fé e do Espírito Santo, cheio de graça e fortaleza” aparece-nos como homem de Deus, irradiando graça e ardor invencível. Primeiro testemunho de Cristo, afronta os adversários com tranquila audácia e realiza-se, então, a promessa de Jesus Cristo (Mc 13,11): “Armaram acesa discussão com ele, mas não conseguiram resistir à sabedoria e ao Espírito que lhe inspirava a palavra”.
A liturgia salienta em Santo Estêvão a imitação de Jesus, levada ao dom total de si mesmo, até à caridade sublime de, no meio dos suplícios, interceder pelos próprios algozes. Colocando-lhe a festa no dia imediato ao Natal, aproxima ainda mais o discípulo do Mestre e estende assim o testemunho do mártir a toda a missão do Messias redentor. O nome de Santo Estêvão vem no canôn da Missa.
Páginas 61 a 65 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
A prisão e o martírio de Santo Estêvão foram o sinal de violenta perseguição à igreja de Jerusalém. De modo especial, Saulo de Tarso, que vemos aqui a presenciar e aprovar o crime, “devastava a Igreja nascente, ia de casa em casa, detendo homens e mulheres para lançar na masmorra”. Mas a oração de Estêvão alcançara-lhe já a próxima conversão.
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naquele tempo: Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo. Mas alguns da sinagoga, chamada dos Libertos, dos cirenenses, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele. Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava. Ao ouvir tais palavras, esbravejaram de raiva e rangiam os dentes contra ele. Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus. Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. Posto de joelhos, exclamou em alta voz: Senhor, não lhes leves em conta este pecado… A estas palavras, expirou.
Surda à voz de Deus e dos profetas, Jerusalém não tardaria a sofrer o castigo que Jesus anunciara: quarenta anos depois da crucifixão do Salvador e da perseguição iniciada com o martírio de Estêvão, não ficou pedra sobre pedra, na Cidade Santa.
Sequência do Santo Evangelho segundo São Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos Escribas e Fariseus: Vede, eu vos envio profetas, sábios, doutores. Matareis e crucificareis uns e açoitareis outros nas vossas sinagogas. Persegui-los-eis de cidade em cidade, para que caia sobre vós todos o sangue inocente derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar. Em verdade vos digo: todos esses crimes pesam sobre esta raça. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas… e tu não quiseste! Pois bem, a vossa casa vos é deixada deserta. Porque eu vos digo: já não me vereis de hoje em diante, até que digais: Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor.
Ter-se-á notado já que a liturgia do Natal insiste mais sobre as grandezas divinas do Verbo encarnado do que sobre a humilde condição do seu nascimento humano. Os textos da missa do dia acentuam ainda mais esta nota.
O introito canta o nascimento dum menino, mas sobre os seus ombros assenta uma realeza universal e a Ele está confiada a salvação do mundo , Depois, a introdução da epístola aos Hebreus, um belíssimo capítulo dogmático sobre a grandeza incomparável do Filho de Deus. Com o prólogo de São João, como evangelho, não se podiam escolher textos mais vigorosos para mostrar a transcendência divina de Cristo e da missão que o trouxe à terra.
Saibamos reconhecer no presépio o próprio Filho de Deus. “Tendo outrora, por muitas vezes e de vários modos, falado a nossos pais pela voz dos profetas, Deus, nestes tempos que são os últimos, falou-nos por meio de seu Filho, que constituiu herdeiro universal e por quem criou todas as coisas”. Nada melhor do que a lembrança destas grandes realidades para nos inculcar o verdadeiro significado do mistério do Natal.
A estação, que outrora era em São Pedro, é agora em Santa Maria Maior, fulcro das recordações de Belém.
Páginas 52 a 56 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Superior aos anjos, anterior ao mundo por Ele criado, Cristo, Filho de Deus, tendo-nos purificado dos nossos pecados, e dado livre acesso a Deus, subsiste agora eternamente na glória do Pai.
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.
Deus, tendo falado outrora, muitas vezes e de muitos modos, a nossos pais, pelos profetas; ultimamente, nos nossos dias, falou-nos por meio de seu Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, por Quem criou também os séculos; o qual, sendo, como é, resplendor da sua glória e imagem da sua substância; e sustentando tudo com a sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, foi-se sentar à· direita da majestade de Deus, no mais alto dos Céus, feito tanto mais superior aos Anjos, quanto herdou um nome superior ao deles. Com efeito, a qual dos Anjos disse Ele alguma vez: ‘Tu és meu Filho: Hoje mesmo Te gerei’?! E noutra passagem: ‘Eu serei para Ele um Pai, e Ele será para Mim um Filho’?! E novamente, quando introduzir o seu primogênito no Mundo, dirá: Que todos os Anjos de Deus O adorem. Falando dos Anjos, diz: Ele fez seus Anjos os ventos, e seus ministros a chama de fogo. Porém, acerca do Filho, diz: “O teu trono, Ó Deus, subsistirá pelos séculos dos séculos; é um cetro de equidade o cetro do teu reino. Amaste a justiça, e aborreceste a iniquidade: por isso, ó Deus, o teu Deus ungiu-Te com o óleo da alegria, de preferência aos teus pares.” E ainda: “Tu; Senhor, no princípio, fundaste a Terra, e os. Céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas Tu permanecerás; todos envelhecerão como. um vestido: Tu os enrolarás como a uma capa, e, [tal qual um vestido], serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos nunca terão termo”.
São João pôs à cabeça do seu evangelho este maravilhoso prólogo, que a Igreja recorda a cada passo, preceituando-nos a sua leitura todos os dias, no fim da missa. O dia de Natal dá-nos e ensejo de melhor lhe saborear toda a riqueza doutrinal. O Verbo de Deus que subsiste desde toda a eternidade fez-se revelador do Pai e a luz dos homens. Todos aqueles que O recebem e se deixam por Ele iluminar, arranca-os às trevas do pecado e os faz renascer, pela graça, à vida nova dos filhos de Deus.
Início do Santo Evangelho segundo João.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio em Deus. Tudo foi feito por Ele, e nada de quanto se fez foi feito sem Ele. N’Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; esta luz brilhou nas trevas, e as trevas não a sufocaram. Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João, o qual veio como testemunho, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por intermédio dele. Não era ele a luz, mas devia dar testemunho da luz. Ele [o Verbo] era a luz verdadeira, que a todo homem ilumina, vindo ao Mundo. Estava no Mundo, e o Mundo foi feito por Ele, mas o Mundo não O reconheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O acolheram. A todos, porém, quantos O receberam, deu Ele o poder de se tornarem filhos de Deus: isto é, àqueles que creem no seu nome; que nasceram, não do sangue, nem do desejo da carne, nem da vontade do homem, mas só de Deus. (Aqui se ajoelha) E O VERBO SE FEZ CARNE, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho Único do Pai, cheio de graça e de verdade.

A Missa da Aurora canta a aparição de Cristo luz, que vem arrancar-nos às trevas do pecado, transformar, pela graça, a nossa vida e aureolá-la com os clarões da sua divindade. Tirado da profecia de Isaías, cantada durante a Vigília, o introito anuncia a grandeza divina e a missão eterna do Menino reclinado no Presépio.
Em Roma, esta segunda missa do Natal celebrava-se em Santa Anastásia, no sopé do Palatino, única paróquia situada no centro da velha Roma, no bairro dos patrícios. Santa Anastásia foi martirizada no começo do século IV, sendo lançada às chamas em Sirmium (Mitrowitz, Jugoslávia) durante a perseguição de Diocleciano. Vem no cânon da missa.
Missa do Dia do Natal às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Tendo escutado a voz da misericórdia, a obra de Cristo, que veio ao mundo para transformar a nossa vida, é essencialmente obra de amor.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Tito.
Caríssimo: Apareceu-nos a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor pelos homens; não foi pelas obras de justiça, que nós tivéssemos feito; mas foi pela sua misericórdia que Ele nos salvou, mediante o Batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que Ele difundiu sobre nós abundantemente por Jesus Cristo, nosso Salvador; a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos herdeiros da vida eterna, segundo a esperança que temos de a possuir um dia, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Os pastores no Presépio! Quantos pintores representaram esta cena tão querida da sensibilidade cristã! Todavia, a narrativa evangélica explana ainda melhor, na sua singeleza, o mistério do Recém-Nascido.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo: Os pastores diziam entre si: Vamos a Belém e vejamos o que lá aconteceu, e o que o Senhor nos manifestou. Partiram, pois, a toda pressa, e encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura. Ao verem isto, reconheceram que era o que lhes tinha sido dito acerca do Menino. E todos os que os ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. Maria, por seu lado, conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Então, os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
Nesta santa noite de Natal, a Igreja celebra o nascimento humano de Jesus, Filho de Deus, Salvador do mundo, em Belém. Gerado desde a eternidade pelo pai, o Verbo assumiu nossa natureza humana no seio da Virgem Maria, que lhe transmitiu , realmente, a sua carne. Nasceu num presépio. Ele, que vem partilhar de nossa vida humana, é Filho de Deus antes de o ser de Maria e agora fica a ser, rigorosamente, uma e outra coisa. A missa da noite sublinha este duplo aspecto de grandeza divina e humilde humanidade que constitui a própria essência do mistério natalício. O primeiro é particularmente vincado no introito, epístola, gradual e aleluia, ofertório e comunhão; o segundo, na admirável simplicidade do evangelho.
A estação tem ligar em Santa Maria Maior, em homenagem à Virgem Mãe, e como preito de veneração pelo presépio de Belém. Com efeito, cinco pedaços de madeira carunchosa, considerados como fragmentos daquela manjedoura que serviu de berço ao Salvador, são, desde remotos tempos, objeto da devoção dos fiéis.
Páginas 45 a 48 do Missal Quotidiano.
Missa às 20 horas na Capela São Judas Tadeu.
Transformado pela graça, o cristão deve levar vida santa, signa daquele que se fez homem para o arrancar do pecado, e que há de voltar glorioso, no fim dos tempos, para recompensar, com prêmio eterno, a sua fidelidade.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Tito.
Irmãos: Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniquidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem. Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!
Eis que o Céu se une à Terra, Deus ao homem. A sóbria e comovedora descrição do nascimento em Belém é nimbada das claridades celestes e exaltada pelos coros angélicos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).
A presente Missa é celebrado no dia 24 até as primeiras Vésperas, quando já se inicia o Tempo do Natal. Não se confunda com a Missa do Galo.
“Filho de Davi… Filho de Deus… restabelecido pela Ressurreição no seu poder de Filho de Deus”: eis como São Paulo evoca sucintamente o que Cristo é para nós. O seu nascimento em Belém, levá-lo-á à Paixão, À Ressurreição e a comunicar aos homens a sua graça e a sua glória. A vinda do Redentor anuncia a sua volta como juiz e vencedor: faz-se um de nós para nos levar conSigo para o Reino.
É somente nesta ampla perspectiva que se pode compreender a liturgia do Natal, a qual, tomada no seu conjunto, é um hino à obra da Redenção, iniciada por Cristo no dia de seu aparecimento no mundo. A missa da vigília é impressionante, sobretudo vista esta luz. Quase todos os textos repisam a mesma ideia. Repare-se na coleta: o acolhimento que fizermos a Cristo, que vem nos resgatar, condicionará o que Ele nos reserva, quando vier julgar-nos.
Missa da Noite de Natal (Missa do Galo) às 20 horas na Capela São Judas Tadeu. Não haverá Missa nos horários de costume.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.
Irmãos: Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus; este Evangelho Deus prometera outrora pelos seus profetas na Sagrada Escritura, acerca de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, descendente de Davi quanto à carne, que, segundo o Espírito de santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder por sua ressurreição dos mortos; e do qual temos recebido a graça e o apostolado, a fim de levar, em seu nome, todas as nações pagãs à obediência da fé, entre as quais também vós sois os eleitos de Jesus Cristo.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.
As Ordenações do sábado das Têmporas do Advento eram as únicas que Roma conheceu outrora. Era, por conseguinte, uma data importante. De resto, na missa está tudo marcado pelo cunho de uma liturgia antiga. As suas numerosas leituras, entrecortadas de cânticos e orações, lembram a forma primitiva das vigílias noturnas de Roma.
Os textos proféticos de Isaías evocam, de maneira impressionante, as grandezas do Messias e a missão divina que vem realizar. Os cantos realçam o apelo pungente da Igreja; as orações, a sua prece ardente para que, na Redenção que nos é oferecida, encontremos remédio para a nossa mísera condição. A epístola de São Paulo coloca-nos na perspectiva da segunda vinda, e o evangelho convida-nos a preparar os caminhos do Senhor, a endireitar suas veredas, dando-nos a certeza de que “todo homem verá a salvação de Deus”.
Páginas 26 a 34 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Leitura do profeta Isaías
Eis o que diz o Senhor Deus: E eles servirão de monumento ao Senhor na terra do Egito. Quando maltratados pelos opressores, invocarão o Senhor, e ele lhes enviará um salvador, um defensor que os libertará. O Senhor se dará a conhecer ao Egito, os egípcios conhecerão o Senhor naquele tempo, e lhe oferecerão sacrifícios e oblações; farão votos ao Senhor e os cumprirão. Quando o Senhor ferir os egípcios, será para curá-los; eles se voltarão para o Senhor, que se deixará aplacar e os curará.
Leitura do profeta Isaías
Eis o que diz o Senhor Deus: O deserto e a terra árida regozijar-se-ão. A estepe vai alegrar-se e florir. Como o lírio ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus. Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes. Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos. Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe. A terra queimada se converterá num lago, e a região da sede, em fontes. No covil dos chacais crescerão caniços e papiros.
Leitura do profeta Isaías
Eis o que diz o Senhor Deus: Subi a uma alta montanha, para anunciar a boa nova a Sião. Elevai com força a voz, para anunciar a boa nova a Jerusalém. Elevai a voz sem receio, dizei às cidades de Judá: Eis vosso Deus! Eis o Senhor Deus que vem com poder, estendendo os braços soberanamente. Eis com ele o preço de sua vitória; faz-se preceder pelos frutos de sua conquista; como um pastor, vai apascentar seu rebanho, reunir os animais dispersos, carregar os cordeiros nas dobras de seu manto, conduzir lentamente as ovelhas que amamentam.
Leitura do profeta Isaías
Eis o que diz o Senhor Deus: Eis o que diz o Senhor a Ciro, seu ungido, que ele levou pela mão para derrubar as nações diante dele, para desatar o cinto dos reis, para abrir-lhe as portas, a fim de que nenhuma lhe fique fechada: Irei eu mesmo diante de ti, aplainando as montanhas, arrebentando os batentes de bronze, arrancando os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros enterrados e as riquezas escondidas, para mostrar-te que sou eu o Senhor, aquele que te chama pelo teu nome, o Deus de Israel. É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi, que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim. Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim. Eu sou o Senhor, sem rival; formei a luz e criei as trevas, busco a felicidade e suscito a infelicidade. Sou eu o Senhor, que faço todas essas coisas. Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho, que as nuvens façam chover a vitória; abra-se a terra e brote a felicidade e ao mesmo tempo faça germinar a justiça! Sou eu, o Senhor, a causa de tudo isso.
Leitura do profeta Daniel
Eis o que diz o Senhor Deus: Então, as chamas, subindo a quarenta e nove côvados acima da fornalha, ultrapassaram a grade e queimaram os caldeus que se achavam perto. Mas o anjo do Senhor havia descido com Azarias e seus companheiros à fornalha e afastava o fogo. Fez do centro da fogueira como um lugar onde soprasse uma brisa matinal: o fogo nem mesmo os tocava, nem lhes fazia mal algum, nem lhes causava a menor dor. Então os três jovens elevaram suas vozes em uníssono para louvar, glorificar e bendizer a Deus dentro da fornalha, neste cântico:
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses.
Irmãos: No que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e nossa reunião com ele, rogamo-vos, irmãos, não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar-vos, nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta tidas como procedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor. Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus. Não vos lembrais de que vos dizia estas coisas, quando estava ainda convosco? Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor da sua vinda.
Continuação do Santo Evangelho segundo Lucas.
No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias. Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados, como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías (40,3ss.): Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Todo vale será aterrado, e todo monte e outeiro serão arrasados; tornar-se-á direito o que estiver torto, e os caminhos escabrosos serão aplainados. Todo homem verá a salvação de Deus.
Enquanto vai evocando, um após outro, os mistérios que marcaram a preparação imediata do nascimento do Salvador (a Anunciação na última quarta-feira, hoje a Visitação), a Igreja continua a meditar as páginas mais belas de Isaías, acerca do Messias. Hoje convida-nos a reler aquela em que o grande profeta descreve, antecipadamente, o espírito que animará o Messias, na realização da sua missão salvífica: a plenitude do espírito de Deus descerá sobre Ele (epístola).
Páginas 24 a 26 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Leitura do livro do Profeta Isaías.
Assim fala o Senhor Deus: Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará os fracos com equidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.
São Tomé, que foi por um momento o discípulo incrédulo, tornou-se para a Igreja, por essa mesma razão, uma das mais firmes colunas da Fé. E a Santa Igreja gosta de nos colocar nos lábios, com frequência, essas palavras tão simples e que tão profundamente exprimem a fé e o ardor do Apóstolo: “Meu Senhor e meu Deus.”. O Evangelho da missa relata a aparição, em que o Senhor ordenou a Tomé Lhe tocasse nas chagas , na carne absolutamente real do Verbo Encarnado, morto e ressuscitado, e reconhecesse, com as próprias mãos da sua carne de homem, o fato por cuja confirmação perante o mundo, os Apóstolos todos, sem excluir Tomé, deram a própria vida. Sabe-se que Tomé foi além das fronteiras do Império Romano, e pregou o Evangelho, provavelmente aos Persas e aos Índios. Recordemos hoje o quanto devemos aos apóstolos, o que São Paulo nos convidará na Epístola: são os fundamentos e colunas da Igreja, cuja pedra angular é o próprio Filho de Deus. Devemos-lhes o privilégio de ser “concidadãos dos santos” e pertencer à “casa de Deus”.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que todo edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor. É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei! Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus! Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!
Compartilhamos prévia do álbum da celebração do Crisma, realizada no último domingo (17), por Sua Excelência Reverendíssima Dom Paulo Machado, Bispo de Uberlândia.
No ensejo, agradecemos Sua Excelência, ao mesmo tempo que pedimos que Nosso Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora do Carmo o guarde e guie no pastoreio do povo de Deus.
Clique na imagem e confira:
As Quatro Têmporas representam uma velha tradição, muito querida da igreja romana. Quatro vezes no ano, na mudança das estações, se consagravam três dias da semana – quarta, sexta e sábado – ao jejum e à oração, a fim de invocar as bençãos de Deus para a nova estação e para as Ordenações, que tinham lugar na vigília de sábado para domingo.
O Advento, cuja instituição é mais recente, veio a dar às Têmporas de Dezembro um caráter de espera e preparação para o Natal, o que desloca para segundo plano a a ideia de jejum e penitência. A missa da quarta-feira reserva lugar preponderante à Virgem Maria, tanto pela profecia de Isaías que nos diz que o Messias havia de nascer de uma virgem (IIª Leitura), como pelo evangelho, que é o da Anunciação. Conhecida pela primeira palavra do evangelho “Missus”, esta missa foi sempre muito venerada pelo povo cristão, zeloso em honrar a Virgem Santíssima com a memória do mistério da Anunciação.
Páginas 21 a 24 e 1020 (Evangelho) do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Leitura do livro do Profeta Isaías.
Naquele tempo, disse o profeta Isaías: No fim dos tempos acontecerá que o monte da casa do Senhor [a Igreja]estará colocado à frente das montanhas, e dominará as colinas. Para aí acorrerão todas as gentes, e os povos virão em multidão: Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor, à casa do Deus de Jacó: ele nos ensinará seus caminhos, e nós trilharemos as suas veredas. Porque de Sião deve sair a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor. Ele será o juiz das nações, o governador de muitos povos. De suas espadas forjarão relhas de arados, e de suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e não se arrastarão mais para a guerra. Casa de Jacó, vinde, caminhemos à luz do Senhor, nosso Deus.
Leitura do Livro do Profeta Isaías.
Naqueles dias o Senhor disse ainda a Acaz: Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto. Acaz respondeu: De maneira alguma! Não quero pôr o Senhor à prova. Isaías respondeu: Ouvi, casa de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. Ele será nutrido com manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem.
Eis a admirável cena de anunciação feita a Maria, tirada de São Lucas. Em contraste com a maldição desencadeada por Eva, Maria é proclamada bendita entre as mulheres, e o arcanjo Gabriel comunica-lhe os prodigiosos desígnios de Deus: dar por ela ao mundo o prometido Redentor. Tendo-se assegurado de que este nascimento miraculoso deixará intacta a sua virgindade, Maria aceita, e o mistério da união entre Deus e o homem cumpre-se nela pelo poder do Espírito Santo.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.
A certeza da salvação, que se avizinha, deve conferir aos cristãos, em face das contingências deste mundo, uma paz e moderação, cuja nota dominante seja uma alegria profunda.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.
A expectativa do Messias tornara-se impaciente e João Batista teve de se defender do rumor que fazia crer que era ele mesmo o Salvador. Isso deu lhe ensejo de revelar às multidões o Cristo que ignoravam e desligá-las da sua pessoa para as conduzir a Ele.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar a João: Quem és tu? Ele fez
esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem
és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). Alguns dos emissários eram fariseus. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
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A certeza da salvação, que se avizinha, deve conferir aos cristãos, em face das contingências deste mundo, uma paz e moderação, cuja nota dominante seja uma alegria profunda.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.
A expectativa do Messias tornara-se impaciente e João Batista teve de se defender do rumor que fazia crer que era ele mesmo o Salvador. Isso deu lhe ensejo de revelar às multidões o Cristo que ignoravam e desligá-las da sua pessoa para as conduzir a Ele.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar a João: Quem és tu? Ele fez
esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem
és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). Alguns dos emissários eram fariseus. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
“Alegrai-vos, que o Senhor está perto!” Com a aproximação do Natal, a Igreja deseja salientar a alegria que nos deve aquecer os corações perante a perspectiva do nascimento do Salvador. No decurso desta semana evocará os evangelhos da Anunciação e da Visitação – mistérios plenos de alegria.
São Paulo deriva a alegria cristã da certeza da salvação que Jesus nos veio trazer. A quer de tal modo esfuziante, que nenhuma razão humana de inquietação ou tristeza possa jamais empaná-la, já que, doravante, a magnífica paz de Deus supera qualquer outro sentimento. Todavia, segundo um pensamento de São Paulo, esta vinda do Salvador não é já o seu nascimento em Belém, mas a sua segunda vinda. Come efeito, a grande alegria dos cristãos reside no fato de verem aproximar-se o dia em que o Senhor há de voltar glorioso, para introduzir a todos no Reino. E desta maneira, como eco do epílogo do Apocalipse de São João, vêm-se juntar aos apelos dos profetas, os VENI do Advento: “Vem, Senhor Jesus!” – derradeiras palavras do Novo Testamento.
O evangelho deste domingo, completando o do anterior, apresenta-nos o testemunho que São João Batista deu de Jesus. O Precursor apaga-se na presença do único que conta – o Messias.
Páginas 17 a 20 do Missal Quotidiano.
Missa APENAS às 15:30 horas, na Catedral Santa Terezinha. Na mesma, será celebrado ainda o Santo Sacramento do Crisma a quatro jovens da Irmandade.
A certeza da salvação, que se avizinha, deve conferir aos cristãos, em face das contingências deste mundo, uma paz e moderação, cuja nota dominante seja uma alegria profunda.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.
A expectativa do Messias tornara-se impaciente e João Batista teve de se defender do rumor que fazia crer que era ele mesmo o Salvador. Isso deu lhe ensejo de revelar às multidões o Cristo que ignoravam e desligá-las da sua pessoa para as conduzir a Ele.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar a João: Quem és tu? Ele fez
esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem
és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3). Alguns dos emissários eram fariseus. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
Nasceu na Sardenha no século IV, época em que o Arianismo se dava a maiores esforços no sentido de subverter o dogma da divindade de Cristo. Elevado à cadeira episcopal de Vercelas, na Itália, secundou o papa Libério e o sucessor deste, São Dâmaso, cuja festa há pouco celebramos, na luta empreendida por estes dois pontífices contra a heresia de Ario. Exposto a toda a sorte de ultrajes e condenado, por fim, ao exílio, regressou, ao cabo, à sua cidade episcopal, onde morreu em 371. A Igreja tem-no como mártir, tanto o santo bispo sofreu na defesa da fé.
Assembleia Geral Ordinária dos associados da Irmandade às 17 horas, na Sede da Irmandade.
Leitura da Primeira Epístola de São João Apóstolo.
Caríssimos: Quem não é justo não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão. Pois esta é a mensagem que tendes ouvido desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não façamos como Caim, que era do Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, e as do seu irmão, justas. Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não há nada escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber. O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados. Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós. Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.
O chamamento de Deus dirige-se a todos os homens, sem olhar à origem ou ao ambiente em que vivam, a méritos ou privilégios. Lembrando esta verdade aos fiéis, convertidos do paganismo ou do judaísmo, São Paulo dá graças a Deus por esta vocação universal,fundamento da esperança cristã.
Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Romanos
Irmãos, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50; Sl 17,50). Noutro lugar diz: Alegrai-vos, nações, com o seu povo (Dt 32,43). E ainda diz: Louvai ao Senhor, nações todas, e glorificai-o, todos os povos (Sl 116,1)! Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações (Is 11,10). O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança!
Jesus define-se como Messias, tendo em vista aquilo de Isaías: “A boa nova é anunciada aos pobres”. E ajunta imediatamente: “Feliz aquele para quem Eu não for pedra de escândalo”. Fujamos de criar para nós um Messias e uma religião, segundo a nossa maneira de ver.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo, tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda! Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).
O chamamento de Deus dirige-se a todos os homens, sem olhar à origem ou ao ambiente em que vivam, a méritos ou privilégios. Lembrando esta verdade aos fiéis, convertidos do paganismo ou do judaísmo, São Paulo dá graças a Deus por esta vocação universal,fundamento da esperança cristã.
Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Romanos
Irmãos, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50; Sl 17,50). Noutro lugar diz: Alegrai-vos, nações, com o seu povo (Dt 32,43). E ainda diz: Louvai ao Senhor, nações todas, e glorificai-o, todos os povos (Sl 116,1)! Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações (Is 11,10). O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança!
Jesus define-se como Messias, tendo em vista aquilo de Isaías: “A boa nova é anunciada aos pobres”. E ajunta imediatamente: “Feliz aquele para quem Eu não for pedra de escândalo”. Fujamos de criar para nós um Messias e uma religião, segundo a nossa maneira de ver.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo, tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda! Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).
Padroeira da Siracusa e da Sicília, é uma das santas mais populares na Itália. Só em Roma há nada menos de 20 igrejas com seu nome. A Igreja venera nesta jovem o duplo testemunho da virgindade e do martírio, que dizer, a virtude no grau mais elevado, aliada à fidelidade mais heroica. Santa Luzia sofreu o martírio no inicio do século IV.
Páginas 922 à 924 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.
Ora, quem se gloria, glorie-se no Senhor. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda. Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me. Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos a seguinte parábola: O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.
Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).
Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.
O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”
O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.
Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.
O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.
No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.
Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.
Páginas 4 a 6 [do Próprio do Brasil] do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Leitura do Livro do Eclesiástico.
Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança, em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos; pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel. A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos. Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede. Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna. Tudo isso é o livro da vida, a aliança do Altíssimo, e o conhecimento da verdade.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.
Arquivista da Igreja de Roma, antes de suceder , em 366, o Papa Libério, na cadeira pontifical, continuou, depois de pontífice, a ocupar-se com afinco da história e do culto dos mártires, restando-nos ainda, nas catacumbas, numerosos epitáfios de sua lavra. Combateu as heresias do seu tempo, particularmente o Arianismo, além de confiar ao gênio de São Jerônimo o cuidado de fixar o texto de uma nova tradução latina da Sagrada Escritura. Morreu a 11 de Dezembro de 384.
Leitura da Epístola de São Pedro Apóstolo.
Caríssimos: Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar. Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho. E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. A ele o poder na eternidade! Amém.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus .
Naquele tempo, chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Comunicamos que, no próximo dia 17/12, III Domingo do Advento não haverá Missa às 9:30 na Capela São Judas Tadeu, mas apenas a Missa das 15:30 horas, na Sé Catedral.
No ensejo, convidamos todos para a Celebração do Sacramento do Crisma, a ser ministrado por Sua Excelência Reverendíssima Dom Paulo Francisco Machado, Bispo Diocesano de Uberlândia, na data e horário acima mencionados. Após, será celebrada Missa Cantada pelo Reverendíssimo Padre José Leles, Diretor Espiritual da Irmandade.
Dominam a liturgia deste domingo duas grandes figuras de profeta, juntamente com a do Messias, que anunciam: Isaías e João Batista.
Isaías é por excelência o profeta da vinda messiânica. É a sua voz que a Igreja nos faz ouvir no introito. É ainda o eco dessa voz que ressoa na epístola e no evangelho, onde Cristo e São Paulo se referem à sua pregação. O próprio São João Batista, o último dos profetas e o precursor imediato do Salvador, a si mesmo atribuía o papel de Isaías. O lugar que lhe reserva a liturgia do Advento vai, aliás, muito além deste segundo domingo. Não há dia em que a Igreja não faça ler, em Matinas, algum passo das suas profecias. As leituras da missa das Quatro-Têmporas foram dele extraídas e, na noite de Natal, há de ser ainda a sua palavra que irá cantar, no Emanuel nascido da Virgem, as grandezas divinas do Príncipe da paz.
Duas lições basilares se depreendem da missa deste domingo: Jesus é o Messias dos pobres, de todos aqueles que, conscientes da sua miséria, a Ele recorrem (evangelho); é o Salvador dos gentios assim como do povo de Israel. O povo escolhido será doravante a Igreja inteira, franqueada a todos os povos da terra (epístola).
Páginas 12 a 16 do Missal Quotidiano.
Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.
O chamamento de Deus dirige-se a todos os homens, sem olhar à origem ou ao ambiente em que vivam, a méritos ou privilégios. Lembrando esta verdade aos fiéis, convertidos do paganismo ou do judaísmo, São Paulo dá graças a Deus por esta vocação universal,fundamento da esperança cristã.
Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Romanos
Irmãos, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50; Sl 17,50). Noutro lugar diz: Alegrai-vos, nações, com o seu povo (Dt 32,43). E ainda diz: Louvai ao Senhor, nações todas, e glorificai-o, todos os povos (Sl 116,1)! Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações (Is 11,10). O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança!
Jesus define-se como Messias, tendo em vista aquilo de Isaías: “A boa nova é anunciada aos pobres”. E ajunta imediatamente: “Feliz aquele para quem Eu não for pedra de escândalo”. Fujamos de criar para nós um Messias e uma religião, segundo a nossa maneira de ver.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo, tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres… Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda! Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1).
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
“Tota pulchra es. Toda sois formosa, ó Maria, e não há em vós mácula original”. Este grito de espanto, que faz de portada ao ofício da Imaculada Conceição, corresponde bem aos sentimentos, que dominam a humanidade, ao ver-se presa da sordidez do mal, na presença da pureza irradiante da Virgem Santíssima. Decretara Deus, desde toda a eternidade, fazer de Maria a Mãe do Verbo Encarnado e, por essa razão, a revestiu com as galas da santidade e lhe tornou a alma morada digna para seu Filho. A redenção total, que desde a Conceição, preservava a Senhora do contágio do mal, não deve separar-se da nossa própria redenção operada por Jesus. Colocada no coração do Advento, a festa da Imaculada Conceição anuncia os esplendores da encarnação redentora. Instituiu-a Pio IX, depois da proclamação do dogma, em 8 de dezembro de 1864, mas esta solenidade tinha já, na história da Igreja, mais de um precedente.
Já no século VII se celebrava no Oriente a festa da Conceição da Virgem Santíssima e no IX e XI vamos encontrá-la respectivamente na Irlanda e na Inglaterra. Estas festas antigas são a voz da tradição a testemunhar, a respeito de Nossa Senhora, o culto ininterrupto da sua pureza imaculada, e Pio IX, definindo dogma a Imaculada Conceição, não fez mais que precisar, em termos teológicos, o que vinha sendo, através dos séculos, a fé constante da Igreja.
Páginas 917 a 921 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
Poder e presença eterna na mente de Deus, solicitude com os interesses dos homens, que podem ouvindo-Lhe os conselhos, encontrar os caminhos da salvação, tais são os predicados da Sabedoria Eterna, que a Santa Igreja aplica a Nossa Senhora e igualmente a Jesus Cristo, tão intimamente ambos se associam na realização dos grandes desígnios de Deus.
Leitura do Livro da Sabedoria.
O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo, quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele, brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens. E agora, meus filhos, escutai-me: felizes aqueles que guardam os meus caminhos. Ouvi minha instrução para serdes sábios, não a rejeiteis. Feliz o homem que me ouve e que vela todos os dias à minha porta e guarda os umbrais de minha casa! Pois quem me acha encontra a vida e alcança o favor do Senhor.
Da bela perícope de São Lucas, que refere a Anunciação, escolheu a Igreja, para hoje, a saudação do anjo, para no-la colocar nos lábios e nos convidar a meditar-lhe toda a profundidade do sentido.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo: Bendita és tu entre as mulheres”.
Magistrado romano, Ambrósio governava Milão, quando o povo o escolheu para ocupar a cadeira episcopal da cidade. Como figura de grande prestígio que era, veio a desempenhar, no decurso do múnus episcopal, papel de extraordinário relevo. Foi conselheiro do Imperador, combateu energicamente a heresia; levou, com a firmeza esclarecida de sua grande calma, Teodósio a penitenciar-se, publicamente, do massacre de Tessalônica e , finalmente, como remate de um pontificado brilhante, conduziu ao seio da Igreja o futuro Santo Agostinho, cuja doutrina havia de ser fonte inesgotável de toda a cultura medieval. É, com seu convertido, com São Jerônimo e São Gregório, um dos quatro grandes doutores da Igreja latina. Morreu em 4 de abril de 397. A festa de hoje memora seu aniversário de consagração episcopal. Foi autor de numerosos hinos litúrgicos e introduziu no Ocidente a recitação coral dos salmos.
Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo.
Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
Filho de pais ricos com profunda vida de oração, nasceu Nicolau no ano 275 em Pátara, na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.
São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.
Sagrado Bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.
São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no Céu em 324 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegasse ao povo.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.
Irmãos: Lembrai-vos de vossos guias que vos pregaram a palavra de Deus. Considerai como souberam encerrar a carreira. E imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis desviar pela diversidade de doutrinas estranhas. É muito melhor fortificar a alma pela graça do que por alimentos que nenhum proveito trazem aos que a eles se entregam. Temos um altar do qual não têm direito de comer os que se empregam no serviço do tabernáculo (mosaico). Porque, quando o sumo sacerdote levava ao santuário o sangue dos animais imolados para a expiação do pecado, os corpos desses animais eram inteiramente consumidos fora da entrada. Por esta razão, Jesus, querendo purificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora das portas. Saiamos, pois, a ele fora da entrada, levando a sua ignomínia. Aliás, não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura. Por ele ofereçamos a Deus sem cessar sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome (Os 14,2). Não negligencieis a beneficência e a liberalidade. Estes são sacrifícios que agradam a Deus! Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta). Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Um homem, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’ Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.
Foi um dos principais criadores do monarquismo na Palestina e deu, com sua regra, impulso notável a toda a vida religiosa do Oriente. Fundou diversos mosteiros, tornando-se célebre o que tomou seu nome. Morreu em 532. O culto do santo foi introduzido em Roma, no século seguinte, por monges orientais, que para ali fugiam da perseguição dos árabes.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Elevado à cadeira episcopal de Ravena, por volta de 433, em consequência duma aparição de São Pedro ao papa Xisto III (a oração da missa alude ao milagre), São Pedro Crisólogo foi um dos maiores prelados do século V. A eloquência rara, e que a natureza e a graça o dotaram, e a segurança doutrinal da sua pregação valeram-lhe o cognome de Crisólogo, que significa “palavra de ouro”, e mereceram-lhe o título de doutor da Igreja. Morreu em Imola, em 450.
Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo.
Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
SITES
(2) https://missatridentinaemuberlandia.wordpress.com/
(3) http://romadesempre.blogspot.com.br/
(5) http://mulhercatolica.blogspot.com/
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(11) http://www.montfort.org.br
(12) http://www.pueblodemaria.com
LIVROS
(1) A Didaquê.
(2) A Igreja, a Reforma e a Civilização – Obras Completas do Pe. Leonel França S.J – v. II (Agir).
(3) A Inquisição em seu mundo – João Bernardino Gonzaga. Ed Saraiva.
(4) A verdadeira religião – S. Agostinho. 2ª edição. 1987. Ed. Paulinas.
(5) As grandes heresias – Hilaire Belloc.
(6) Bíblia Sagrada – tradução Pe. Matos Soares. 32ª edição. 1973. Ed. Paulinas.
(7) Bíblia Sagrada. Ed. CNBB-Cristal. 14a ed. Paulinas
(8) Biblia Comentada. Straubinger. 1969.
(9) Carta do além – cópia digitalizada.
(10) Catecismo de S. Pio X.
(11) Catecismo ilustrado – Edição da Juventude Catholica de Lisboa.
(12) Catolicismo e protestantismo – Obras Completas do Pe. Leonel França S.J – v. VI (Agir).
(13) Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental – Thomas E. Woods Jr. 4ª ed. Quadrante, 2011.
(14) Confissões – S. Agostinho. 22ª ed. 2010. Ed Paulinas.
(15) Diccionario de Patrística – Por César Vidal Manzanares.
(16) Encíclica Dominus Yesus – Papa Bento XVI – Ed. Paulinas.
(17) Hereges – G. K. Chesterton.
(18) História Eclesiástica de Dom Bosco.
(19) Jesus de Nazaré (3 v.) – Joseph Ratzinger. Ed Paulinas.
(20) La nave y las tempestades: La Reforma Protestante – Alfredo Sáenz. Gladius, 2005.
(21) Legítima Interpretação da Bíblia – Lúcio Navarro (Campanha de Instrução Religiosa Brasil-Portugal. Recife. 1958).
(22) Milagres da Hóstia Santa – Romano. Ed Paulinas.
(23) Milagres eucarísticos – Juraci Josino Cavalcante (compilador). http:// quodlibeta.bolgspot.com/
(24) O Diabo, Lutero e o Protestantismo. Pe. Júlio Maria de Lombaerde. Imaculada, 2016.
(25) O Homem e a Eternidade – Reginald Garregou-Lagrange. Ed. Flamboyant.
(26) O homem eterno – G. K. Chesterton.
(27) O manuscrito do Purgatório – Trad. Mons. Ascânio Brandão. 2ª edição. Ed Paulinas.
(28) Ortodoxia – G. K. Chesterton.
(29) Patrística-Padres Apostólicos – Ed. Paulinas.
(30) Por um cristianismo autêntico – D. Antonio de Castro Mayer. Ed Vera Cruz. 1971.
(31) Suma contra os Gentios – S. Tomás de Aquino. Ed Paulinas.
(32) Suma Teológica – S. Tomás de Aquino. Ed Paulinas.
(33) Todos os caminhos levam a Roma – G. K. Chesterton.
(34) Todos os caminhos levam a Roma – Scott e Kimberly Hahn.
(35) Um Exorcista Conta-nos – Pe. Gabriele Amorth. Ed. Paulinas.
Santa Bibiana é, com Santa Inês, uma das virgens mártires que na Igreja de Roma gozaram sempre de particular veneração. O Papa São Simplício (468-483) consagrou-lhe, no Aventino, uma basílica que ainda hoje se conserva.
Leitura do Livro da Sabedoria.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.
Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
O Diretor-Geral da Irmandade do Carmo convoca todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária, a se realizar neste mês de Dezembro, como previsto no Estatuto. Confira o Edital:
Santo André nasceu em Betsaida, no tempo de Jesus, e de início foi discípulo de João Batista até que aproximou-se do Cordeiro de Deus e com São João, começou a segui-lo, por isso André é reconhecido pela Liturgia como o “protocleto”, ou seja, o primeiro chamado: “Primeiro a escutar o apelo, ao Mestre, Pedro conduzes; possamos ao céu chegar, guiados por tuas luzes!”
Santo André se expressa no Evangelho como “ponte do Salvador”, porque é ele que se colocou entre seu irmão Simão Pedro e Jesus; entre o menino do milagre da multiplicação dos pães e Cristo; e, por fim, entre os gentios (gregos) e Jesus Cristo. Conta-nos a Tradição que depois do Batismo no Espírito Santo em Pentecostes, Santo André teria ido pregar o Evangelho na região dos mares Cáspio e Negro.
Apóstolo da coragem e alegria, Santo André foi fundador das igrejas na Acaia, onde testemunhou Jesus com o seu próprio sangue, já que foi martirizado numa cruz em forma de X, a qual recebeu do santo este elogio: “Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!”
Páginas 903 a 906 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
São Paulo fala, com brilho excepcional, da missão dos Apóstolos. São mensageiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, anunciando ao mundo a boa nova da salvação, que Ele nos mereceu com seu sangue.
Leitura da carta de São Paulo aos Romanos.
Irmãos: É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação. A Escritura diz: Todo o que nele crer não será confundido (Is 28,16). Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam, porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,5). Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados, como está escrito: Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas (Is 52,7)? Mas não são todos que prestaram ouvido à boa nova. É o que exclama Isaías: Senhor, quem acreditou na nossa pregação (Is 53,1)? Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo. Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras (Sl 18,5).
Dois grupos de irmãos, Pedro e André, Tiago e João, foram os primeiros chamados pelo Mestre. A pressa que se deram em segui-Lo havia de os conduzir mais longe do que pensavam.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, caminhando Jesus próximo ao mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim e vos farei pescadores de homens. Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os, e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram.
Compartilhamos Nota do blog Missa Tridentina em Brasília, sobre o Missal Quotidiano editado por Dom Gaspar Lefebvre, o qual utilizamos no seguimento da Missa e nas postagens da Liturgia Diária aqui. Esperamos que sejam sanadas as dúvidas suscitadas pelos fiéis e que se contribua para o maior conhecimento e entendimento do Rito Romano Tradicional.
Read More “[IMPORTANTE] Algumas observações sobre o Missal de Fiéis de Dom Gaspar Lefebvre”
São Saturnino é um mártir romano da perseguição de Diocleciano, cerca de 303, originário de Cartago.
“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.
Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.
Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.
Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
Ao terminar o ano eclesiástico, a Igreja convida-nos a meditar o evangelho do juízo final. Em dia por Deus fixado, o Filho do Homem aparecerá glorioso, entre as nuvens do céu, e todas as nações da terra se juntarão em sua presença, para serem julgadas.
Não há dúvida que a Igreja procura, com este pensamento, levar-nos à consciência das nossas responsabilidades. mas é também seu desejo fazer-nos ver, no julgamento de Cristo, o coroamento da sua vitória e o acabamento de sua obra redentora. Enchamo-nos de confiança e de esperança imensa, ao pensarmos que Aquele que nos virá julgar é o mesmo que desceu à terra para nos salvar. No decurso do ano litúrgico, a Igreja não se cansa de no-lo lembrar. De maneira muito particular, nos lembrou estas verdades na vigília do Natal, precisamente no momento em que se celebra a primeira vinda do Filho de Deus ao mundo (Coleta da Vigília). Hoje novamente o repete pela boca de São Paulo. Arrancados ao poder do demônio, pertencemos doravante ao reino do Filho bem-amado, em que encontramos a nossa redenção e o perdão dos nossos pecados (epístola).
“Tornados dignos de participar da luminosa herança dos santos”, devemos levar, na terra, uma vida digna da nossa sublime vocação.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.
Irmãos, não cessamos de orar por vós e pedir a Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade. Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
O evangelho do fim dos tempos não deve perturbar-nos. É a passagem necessária do tempo à eternidade. Aqueles que acolherem Jesus Cristo sobre a terra serão por Ele introduzidos no Céu. Os que O rejeitaram, serão rejeitados. Imagem das desgraças que hão de assinalar o fim do mundo, a ruína de Jerusalém, anunciada por Jesus, realizou-se menos de quarenta anos depois. Não sabemos quando chegará o fim do mundo, mas é certo que há de vir, e não há melhor maneira de para ele nos preparar que depor toda a nossa confiança em Jesus Cristo e viver dignamente a nossa vida de batizados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – então os habitantes da Judeia fujam para as montanhas. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
Caro leitor, se você, não sendo católico chegou até aqui, passando por toda a via crucis deste livro, permita partilhar minha felicidade movida por três razões.
A primeira, porque independentemente de suas motivações foi preciso travar uma luta constante ao menos contra a ignorância, a soberba, a malícia e a covardia, o que não é tarefa fácil. Como de Deus procede o querer e o executar (cf. Fil II, 13), graças sejam dadas a Nosso Senhor Jesus Cristo por sua perseverança, e grato por permitir a atuação da Graça.
A segunda, porque se a intenção que o moveu a esta leitura for reta, não resta dúvida de que o bom Deus, pelas mãos amorosas de Sua e nossa Mãe, o guiará para ou de volta à Casa Paterna (cf. Lc XV, 11-24).
A terceira, porque ainda que a intenção tenha sido a de contestar, isto só poderá ocorrer pelo estudo sério e desapaixonado, ou simplesmente pelo uso da razão, acima e além das emoções e dos sentimentos, uma vez que Deus não se importa com tais coisas: Ele se importa com a nossa salvação.
Desde tempos imemoriais Santa Catarina era venerada no mosteiro do monte Sinai, quando, no século XV, os monges descobriram seu corpo. A lenda dizia que ela era uma jovem cristã de Alexandria que recusou as propostas do imperador Maximino Daia e confundiu um grupo de sábios reunidos para a levar a renegar a fé. Seu corpo teria sido transportado para o monte Sinai pelos anjos. Os filósofos veneram Santa Catarina como padroeira.
Oração (Coleta da Missa): Ó Deus, que no alto do monte Sinai destes a lei a Moisés, e no mesmo lugar milagrosamente fizestes por vossos santos Anjos colocar o corpo de Santa Catarina, vossa Virgem e Mártir, concedei, Vos pedimos, que por seu méritos e intercessão, possamos alcançar o Monte, que é Cristo, o qual sendo Deus, convosco vive e reina em união com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
Leitura do Livro do Eclesiástico.
Glorificar-vos-ei, ó Senhor e Rei, louvar-vos-ei, ó Deus, meu salvador. Glorificarei o vosso nome, porque fostes meu auxílio e meu protetor. Livrastes meu corpo da perdição, das ciladas da língua injusta, e dos lábios dos forjadores de mentira. Fostes meu apoio contra aqueles que me acusavam. Libertastes-me conforme a extensão da misericórdia de vosso nome, dos rugidos dos animais ferozes, prestes a me devorar; da mão daqueles que atacavam a minha vida, do assalto das tribulações que me aturdiam, e da violência das chamas que me rodeavam. Em meio ao fogo não me queimei. Libertastes-me das profundas entranhas da morada dos mortos, da língua maculada, das palavras mentirosas, do rei iníquo e da língua injusta. Minha alma louvará ao Senhor até a morte, pois libertais, Senhor, aqueles que esperam em vós, e os salvais das mãos das nações.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
A Igreja festeja hoje, depois de Santa Teresa (15 de outubro), São João da Cruz, que tanto a ajudou na reforma dos Carmelitas. Ele introduziu a primitiva observância no ramo masculino da Ordem, o que lhe valeu tenazes perseguições. Deu mostras de grande abnegação, sendo penetrado de amor à cruz e uma grande alma de oração. Seus escritos místicos lhe deram o direito a ser considerado doutor da vida contemplativa. Morreu em 1591. Pio XI o proclamou Doutor da Igreja em 1926.
Oração (Coleta da Missa): Ó Deus que dotastes São João vosso Confessor e Doutor, com uma perfeita abnegação de si mesmo e extraordinário amor à Cruz, concedei que sem cessar nos esforcemos por seguir o seu exemplo e assim alcancemos a glória eterna. Por Nosso senhor Jesus Cristo. Amém.
Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo.
Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
São Clemente, terceiro sucessor de São pedro, governou a Igreja desde 88, mais ou menos, até 97. Tem o nome citado no canôn da Missa. A epístola da missa de hoje confunde-o com outro São Clemente, que ajudou São Paulo. O papa São Clemente escreveu uma carta aos Corintios, que é um dos mais antigos e mais preciosos documentos dos primeiros séculos. Toda ela está penetrada de grande amor pela unidade cristã.
A basílica de São Clemente, em Roma, é um edifício religioso extremamente interessante, porque representa fielmente a disposição antiga das basílicas cristãs: átrio, ambões, cancelas, altar voltado para o povo, separação bem marcada do clero, fiéis e catecúmenos. No altar-mor estão as relíquias de São Clemente e de São Inácio de Antioquia.
Oração (Coleta da Missa): Olhai propício, Pastor Eterno, para o vosso rebanho e guardai-o sob a vossa constante proteção, pela intercessão do bem-aventurado Clemente, vosso Mártir e Pontífice Supremo, a quem estabelecestes como Pastor de toda a Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura. Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos. Exorto a Evódia, exorto igualmente a Síntique que vivam em paz no Senhor. E a ti, fiel Sínzigo, também rogo que as ajudes, pois que trabalharam comigo no Evangelho, com Clemente e com os demais colaboradores meus, cujos nomes estão inscritos no livro da vida.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo, chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Santa Cecília é uma das mais celebradas e veneradas mártires da Igreja romana. Seu corpo, descoberto em 822, foi transferido para a basílica titular de Santa Cecília no Transtevere. É difícil dizer em que tempo viveu. A lenda que conta o martírio da Santa, do seu marido Valeriano e do cunhado Tibúrcio, refere os acontecimentos ao pontificado de Urbano I (222-230). Nessa narrativa, porém, nada é seguro: nem as personagens que cita além de Cecília, nem a época do martírio.
Páginas 1384 a 1386 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
O livro do Eclesiástico termina, com toda a serenidade, por um cântico de ação de graças a Deus, protetor de seus filhos, tira-os do mal e defende-os dos assaltos por vezes terríveis, que têm de sofrer nesta terra de provações.
Leitura do livro da Sabedoria.
Senhor, meu Deus, exaltastes a minha habitação sobre a terra, e eu vos roguei quando a morte se aproximou de mim; invoquei o Senhor, pai do meu Senhor, para que me não abandonasse no dia de minha aflição, sem socorro, durante o reinado dos soberbos. Louvarei sem cessar o vosso nome; glorificá-lo-ei em meus louvores, porque foi ouvida a minha prece, porque me livrastes da perdição, e salvastes-me do perigo num tempo de iniquidade. Eis por que eu vos glorificarei e cantarei vossos louvores e bendirei o nome do Senhor.
A parábola das virgens convida todo o cristão, sem exceção, a uma expectativa vigilante. Porém, mais que os outros, a virgem consagrada a Cristo vela na oração e faz desta expectativa o essencial da sua vida. Não se trata duma vigília passiva: o azeite de que as virgens se devem munir à vinda do Esposo simboliza o fervor duma vida toda cheia de caridade.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
Convidamos todos a participarem da próxima Formação de Fiéis:
Tema: “Evolucionismo: uma teoria fantástica”- Continuação da Formação anterior
Local: Sede da Irmandade do Carmo (Av. Mauá, 148, Bairro Bom Jesus, Uberlândia-MG)
Dia e horário: 25 de Novembro, às 18 horas.
Palestrante: Prof. Marcos Vinicius.
Aula gratuita e aberta ao público.
As três festas da Natividade de Nossa Senhora, do Santo Nome de Maria e da Apresentação, são como que o eco, no ciclo marial, das três primeiras festas do ciclo cristológico: Natal, Santo Nome de Jesus e Apresentação de Jesus no Templo. A festa da Apresentação de Nossa Senhora já existia no Oriente no século VI, sendo introduzida no Ocidente no século XIV, na corte dos papas de Avinhão. A consagração da Virgem Maria no Templo está intimamente unida à de Jesus. Que também a nossa se junte à de ambos.
Oração (Coleta da Missa): Ó Deus, que quisestes que neste dia Vos fosse apresentada no templo a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, a morada do Espírito Santo, fazei, Vos pedimos, que por sua intercessão, mereçamos ser apresentados no templo de vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que sendo Deus convosco vive e reina em união com o mesmo Espírito, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Leitura do Livro do Eclesiástico.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!
São Felix parece ter sido um dos corajosos companheiros com que São João da Mata fundou a ordem dos Trinitários para a redenção dos cativos entre os Muçulmanos. Morreu em 1212 em Cerfroid, centro da Ordem, na diocese de Meaux. Certos hagiógrafos pouco escrupulosos afirmaram, sem fundamento algum, que São Félix pertencia à família de Valois.
Leitura da Primeira Carta de São paulo Apóstolo aos Coríntios
Irmãos, ao que parece, Deus nos tem posto a nós, apóstolos, na última classe dos homens, por assim dizer sentenciados à morte, visto que fomos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados! Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes, fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos! Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora… Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

As obras divinas obedecem a leis sobrenaturais, que muitas vezes nos desconcertam. A maneira como se desenvolvem é prova do seu caráter divino. São Paulo faz notar isto mesmo aos tessalonicenses, sublinhando o sucesso que a pregação do Evangelho encontrou entre eles. A despeito de dificuldades de toda espécie, as conversões deram-se em grande número, e o ardor da fé dos convertidos é, em toda parte, apontado como exemplo. O Espírito Santo operou entre eles visivelmente, com todo o impulso da sua ação regeneradora. As parábolas do grão de mostarda e do fermento relevam este mesmo pensamento. Trazida do mundo por Cristo e propagada pela Igreja, a palavra de Deus opera como o fermento na massa e a semente na terra, e, quando acolhida em almas abertas, desenvolve todo o seu espantoso poder de transformação.
Este contraste entre situações humanas difíceis e surpreendentes resultados espirituais, entre os princípios modestos e crescimentos desproporcionados, é um dos selos da ação divina, tanto na Igreja quanto na vida pessoal dos fiéis.
Páginas 722 a 724 do Missal Quotidiano.
Missa Rezada às 9:30 horas na Capela São Judas Tadeu; e
Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.
O termos sido objeto de chamamento divino, deve encher-nos de alegria e duma tranquila segurança, na expectativa da última vinda de Cristo.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses.
Irmãos: Não cessamos de dar graças a Deus por todos vós, e de lembrar-vos em nossas orações. Com efeito, diante de Deus, nosso Pai, pensamos continuamente nas obras da vossa fé, nos sacrifícios da vossa caridade e na firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, sob o olhar de Deus, nosso Pai. Sabemos, irmãos amados de Deus, que sois eleitos. O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação. E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, Em verdade, partindo de vós, não só ressoou a palavra do Senhor pela Macedônia e Acaia, mas também se propagou a fama de vossa fé em Deus por toda parte, de maneira que não temos necessidade de dizer coisa alguma. De fato, a nosso respeito, conta-se por toda parte qual foi o acolhimento que da vossa parte tivemos, e como abandonastes os ídolos e vos convertestes a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e aguardardes dos céus seu Filho que Deus ressuscitou dos mortos, Jesus, que nos livra da ira iminente.
Entre as parábolas do reino, a do grão de mostarda e a do fermento anunciam o maravilhoso progresso da Igreja, até o fim dos tempos.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Naquele tempo, Jesus em seguida, contou-lhes esta parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo.É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava,para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2).
“Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu julgamento é o julgamento de Deus” (M. Lutero)
Na versão impressa deste livro denominada “Evangélico, graças a Deus!(?)”, o presente apêndice estava ausente por considerar que tanto as colocações ao longo do trabalho como as indicações de leitura (última postagem) seriam satisfatórias. Como a realidade nos mostra que às fontes já quase não se bebe, uma vez que, como li recentemente, na vida de “internautas” há muito face e pouco book, resolvi acrescentar nesta versão digital, como rabeira, umas notas sobre o autor mor da heresia protestante, o homem que pretendeu destruir o Catolicismo substituindo o Altar Mor sacrifical por suas festivas mesas de bate-papo[1]. Sem abandonar o objetivo a que me propus com este estudo, também aqui as informações serão concisas, retiradas de algumas fontes que logo serão fornecidas, para quem tiver a reta intenção da verdade e não tiver preguiça de encontrá-la.

Depois de celebrar no dia 05 de Agosto a dedicação de Santa Maria Maior, e no dia 29 de Setembro, a dedicação de São Miguel, a 09 de Novembro a de São João do Latrão e finalmente no final do ano litúrgico, todas as catedrais e dioceses comemoram a dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo. Todos estes aniversários ocorrem no tempo depois de pentecostes, período em que nos damos mais atenção ao refletir sobre a Igreja, dos quais estes templos são imagens vivas.
Segundo a tradição, o martírio de São Pedro teve lugar nos jardins de Nerón no Vaticano, onde se construiu o Circo de Calígula e se afirma que foi sepultado perto daí. Alguns autores sustentam que, no ano 258, transladaram temporalmente as relíquias de São Pedro e São Pablo a uma catacumba pouco conhecida chamada São Sebastião a fim de evitar uma profanação, mas anos depois, as relíquias foram transladadas ao lugar em que se achavam antes.
No ano 323, Constantino começou a construir a basílica de São Pedro sobre o sepulcro do Apóstolo. Permaneceu idêntica por dois séculos, e pouco a pouco os Papas foram estabelecendo junto a ela, ao pé da colina Vaticano, sua residência, depois do desterro de Aviñón. Em 1506, o Papa Julho II inaugurou a nova Basílica projetada por Bramante. A construção durou 120 anos. A nova basílica de São Pedro, tal como se vê hoje, foi consagrada por Urbano VIII em 18 de novembro de 1626, e o altar maior foi construído sobre o sepulcro de Pedro.
O martírio de São Paulo aconteceu a 11 quilômetros do de São Pedro, em Aquae Salviae (atualmente Tre Fontane), na Via Ostiense. O cadáver foi sepultado a três quilômetros daí, na propriedade de uma dama chamada Lucina.
A grande Igreja de São Paulo Extramuros foi construída principalmente pelo imperador Teodosio I e o Papa São Leão Magno. Em 1823 foi consumida por um incêndio. Reconstruiu-se, fazendo uma imitação da anterior e foi consagrada pelo Papa Pio IX em 10 de dezembro de 1854, mas a data de sua comemoração se celebra neste dia, como o faz notar o Martirologio.
A Basílica Vaticana de São Pedro e São Paulo fora dos muros, cede importância apenas a São João do Latrão. São Pedro eleva-se no lugar do circo de Nero e guarda debaixo do altar-mor os restos do chefe da Igreja. É o centro do Cristianismo. (ACI Digital)
Com grande solenidade consagra a santa Igreja os seus templos e todos os anos lembra aos fiéis o aniversário de sua Dedicação. Se bem que Deus esteja presente em todo lugar e possa espalhar as suas graças e bençãos onde lhe aprouver, contudo, mais particularmente, Ele está perto de nós e ouve as nossas preces, em seu santo templo. Lembremo-nos sempre disto e tenhamos na casa de Deus um grande respeito. Lugar terrível é chamada a igreja, no Introito da Missa, porque, aí está a majestade de Deus, mas, também é denominada a porta do céu, porque nela recebemos a graça de Deus pelos Sacramentos. Aí oferecemos as nossas dádivas e as nossas orações, que sobem ao trono de Deus. Ele mesmo nos visita, como visitou Zaqueu (Evangelho), e nos comunica a plenitude de suas graças na Comunhão.
Leitura do livro do Apocalipse de São João Apóstolo.
Naqueles dias, vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Ele correu adiante, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente. Vendo isto, todos murmuravam e diziam: Ele vai hospedar-se em casa de um pecador… Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo. Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.

Gregório, bispo de Neocesareia, na Ásia Menor, foi célebre pela santidade de vida e de doutrina, e mais ainda pelos seus numerosos milagres. Já quando era vivo lhe chamavam de “Taumaturgo”. Tinha verdadeiramente uma fé de transportar montanhas. Foi discípulo do grande Orígenes e defendeu a doutrina contra o heresiarca Paulo de Samosata. Sofreu muito na perseguição de Décio, e depois, na invasão dos bárbaros. Morreu entre 270 e 275, depois de 30 anos de episcopado.
Leitura do livro do Eclesiástico.
Eis o grande sacerdote que nos dias de sua vida agradou a Deus e foi considerado Justo; no tempo da ira tornou-se a reconciliação dos homens. Ninguém o igualou na observância das leis do Altíssimo. Por isso jurou que o havia de glorificar em sua descendência. Abençoou nele todas as nações e confirmou sua aliança sobre sua cabeça. Distinguiu-o com as suas bençãos; conservou-lhe a sua misericórdia e ele achou graça diante do Senhor. Enalteceu-o diante dos reis e deu-lhe uma coroa de glória. Fez com ele uma aliança eterna; deu-lhe o sumo sacerdócio, e encheu-o de felicidade na glória, para exercer o sacerdócio e, cantar louvores a seu Nome, e oferecer-Lhe dignamente incenso de agradável odor.
Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Tende fé em Deus. Em verdade vos declaro: todo o que disser a este monte: Levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, obterá esse milagre. Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado.”
Santa Gertrudes, monja beneditina do mosteiro de Helfta, na Saxônia, é uma das grandes místicas da Idade Média. Foi agraciada com visões de Nosso Senhor, de que deixou uma admirável narrativa no livro que intitulou “Revelações” ou “O Arauto do Amor Divino”. O nome de Santa Gertrudes anda ligado às origens da devoção do Sagrado Coração de Jesus, que Santa Margarida Maria havia de propagar seis séculos mais tarde, depois de novas revelações de Nosso Senhor. Morreu no princípio do século XIV.
Nosso Senhor disse a Santa Gertrudes que a seguinte oração libertaria mil (1000) almas do Purgatório (por dia*) cada vez que fosse rezada. Esta oração foi estendida também aos pecadores ainda em vida:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o preciosíssimo Sangue do Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Santas Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do Purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores da Santa Igreja universal, pelos de minha casa e meus vizinhos. Amem!
Oração (Coleta da Missa): Ó Deus, que preparastes para Vós uma agradável morada no coração da Santa Virgem Gertrudes, por seus méritos e intercessão, apagai, benignamente, as manchas do nosso coração, e fazei-nos gozar de sua companhia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Leitura da Epístola de São Paulo Apostolo aos Coríntios.
Irmãos, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda. Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me. Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, contou Jesus a seus discípulos a seguinte parábola: “o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.”

Santo Alberto Magno, filho de um conde alemão, fazia seus estudos em Pádua quando o geral dos Dominicanos, Jordão de Saxe, conseguiu atraí-lo para a sua ordem, de que ia ser uma das maiores glórias. Depois de obter graus na universidade de Paris, ensinou Filosofia e Teologia em Paris e em Colônia. Teve como aluno São Tomás de Aquino. O seu saber era enciclopédico. Foi nomeado, em 1260, bispo de Ratisbona, e entregou-se com zelo aos seus novos deveres de estado, mas breve renunciou a eles para retomar a investigação e o ensino. Morreu em Colônia, a 15 de novembro de 1280. Foi beatificado em 1622. Pio XI canonizou-o e proclamou-o Doutor da Igreja em 1931.
Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo.
Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
São Josafá foi, no século XVII, um grande apóstolo do regresso dos cismáticos ortodoxos à Igreja Romana. Tendo entrado aos vinte anos no mosteiro de Vilna, passou, ainda muito jovem, a dirigir o mosteiro. Em 1614 era coadjutor do arcebispo de Polotsk. O seu zelo pela união das Igrejas, mais ardente que prudente, excitou contra ele o ódio dos cismáticos, que o massacraram em Vitebsk em 1623, aos 43 anos.
Oração (Coleta da Missa): Nós Vos rogamos, Senhor, suscitai em vossa Igreja o Espírito que animava vosso santo Mártir e Pontífice Josafá e que o levou a dar a vida por suas ovelhas, afim de que, por sua intercessão, também nós, movidos e fortalecidos por esse mesmo Espírito, não temamos sacrificar a nossa vida por nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho que sendo Deus convosco vive e reina em união com o mesmo espírito, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.
Irmãos: Todo pontífice é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Sabe compadecer-se dos que estão na ignorância e no erro, porque também ele está cercado de fraqueza. Por isso, ele deve oferecer sacrifícios tanto pelos próprios pecados quanto pelos pecados do povo. Ninguém se apropria desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão. Assim também Cristo não se atribuiu a si mesmo a glória de ser pontífice. Esta lhe foi dada por aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7), como também diz em outra passagem: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec (Sl 109,4).
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

Diogo nasceu em Alcalá do Porto, em Sevilha, por volta do ano de 1400. Filho de pais muito pobres e simples, viveu como monge eremita, em penitência e oração. Alimentava-se somente com os produtos da pequena horta que cultivava e se vestia com as roupas velhas que o povo lhe dava. Possuidor de dons místicos e inteligência infusa, sua piedade e bondade eram tão reconhecidas que logo ganhou fama de santidade. Depois de alguns anos isolado, resolveu fazer-se franciscano.
Em 1441, o Diogo foi enviado como missionário às Ilhas Canárias. Seu trabalho dedicado valeu-lhe o cargo de superior da ordem. Mas sua atuação não era bem vista pelos colonizadores, pois Diogo defendia os indígenas locais, colocados na condição de escravos pelos dominadores. Assim, tornaram sua atuação muito difícil. Com tantas pressões ele teve que voltar para a Espanha, em 1449.
Na Europa o zeloso irmão não ficou parado. Mudou-se para Roma e lá trabalhou como ninguém na assistência aos doentes. Era respeitado e venerado, mas precisou voltar para a Espanha, onde retomou seus trabalhos como porteiro e cozinheiro.
Morreu em 12 de novembro de 1463 com fama de santidade.
Oração (Coleta da Missa): Ó Deus, Todo-poderoso e eterno, que por uma providência admirável escolheis o que há de mais fraco para confundir o mais forte, sede propício à nossa humildade, e concedei-nos pelas piedosas preces de vosso Confessor São Diogo, mereçamos ser elevados à glória eterna dos céus. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios
Irmãos: Somos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados! Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes, fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos! Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora… Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.
O Tempo depois de Pentecostes é o símbolo da longa peregrinação da Igreja pela Terra. Os últimos domingos do ano litúrgico, como últimas etapas, evocam o fim dos tempos.
O próprio Senhor anuncia que o fim do mundo será assinalado por grandes cataclismos e por uma recrudescência do mal, e que a caridade de muitos há de resfriar. Parece que a Igreja verá, então, abater-se sobre si pesadas provações. Ao propor estas perspectivas de males e de lutas, a liturgia esforça-se por nos despertar sentimentos de confiança. O introito assegura-nos que os pensamentos do Senhor não são de vingança, mas de paz. A epístola lembra a invencível esperança, que anima o cristão, à espera do dia em que Cristo virá transformar “o nosso corpo de miséria num corpo semelhante ao seu, de glória”. O evangelho é uma dupla narrativa de cura e ressurreição.
Páginas 709 a 712 do Missal Quotidiano.
Missa APENAS às 15:30 horas na Catedral Diocesana.
Devemos desapegar-nos das coisas da terra e caminhar para as do Céu, para onde Cristo nos chama a partilhar da sua glória, numa transformação completa de todo o nosso ser.
Leitura da epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura. Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos. Exorto a Evódia, exorto igualmente a Síntique que vivam em paz no Senhor. E a ti, fiel Sínzigo, também rogo que as ajudes, pois que trabalharam comigo no Evangelho, com Clemente e com os demais colaboradores meus, cujos nomes estão inscritos no livro da vida.
Símbolo da ressurreição espiritual das almas, os milagres de cura e ressurreição, realizados por Jesus, são também o prenúncio da ressurreição corporal.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, falava Jesus ao povo, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá. Jesus levantou-se e o foi seguindo com seus discípulos. Ora, uma mulher atormentada por um fluxo de sangue, havia doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe a orla do manto. Dizia consigo: Se eu somente tocar na sua vestimenta, serei curada. Jesus virou-se, viu-a e disse-lhe: Tem confiança, minha filha, tua fé te salvou. E a mulher ficou curada instantaneamente. Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada. Disse-lhes: Retirai-vos, porque a menina não está morta; ela dorme. Eles, porém, zombavam dele. Tendo saído a multidão, ele entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. Esta notícia espalhou-se por toda a região.
“Porque, qual é o bem (oriundo) dêle, e qual a sua formosura, senão o pão dos escolhidos e o vinho que gera virgens?” (Zac IX, 17)
Deixei para o final o ponto mais grave e temerário para alguém que permanece neste erro, isto é, na heresia protestante, possuindo uma ignorância vencível[1]. Há pelo menos 50 anos o que muito se vê na Igreja e no mundo é o discurso de tipo ecumênico[2]. Hoje fala-se mesmo em uma “missa ecumênica”, em que o elemento principal do culto divino por excelência desaparece; óbvio. No entanto, ao se definir dogmaticamente que Fora da Igreja não há salvação[3], um dos motivos para sua justificativa pode ser aqui – neste “elemento” – encontrado com clareza e força argumentativa. Para discorrer sobre ele escolhi como instrumento de auxílio a gramática, uma vez que possui, compreensivelmente, ligação com o Verbo.
Read More “Capítulo XIX – Verbo representar x Verbo ser [A “dura” Doutrina da Eucaristia]”
São Martinho, bispo de Tours, é um dos santos mais populares da França, onde há mais de 4000 igrejas paroquiais e cerca de 500 localidades com o seu nome. Era de família pagã, da Panônia, e alistou-se soldado. Batizou-se aos 18 anos, fez-se eremita, tomou contato com a vida monástica do Oriente e depois veio para a Gália, onde, exortado por São Hilário, fundou, em 350, o mosteiro de Ligugé, perto de Poitiers. Mais tarde, já bispo, fundou outro mosteiro em Marmoutiers, perto da cidade episcopal. Como bispo, sua atividade teve uma influência extraordinária; apóstolo infatigável, acabou de extirpar dos meios rurais o paganismo tenaz, todo impregnado de superstições. Com razão se considera apóstolo das Gálias. Morreu em Candes, perto de Tours, em 397.
São Martinho é um dos primeiros santos não mártires que a Igreja colocou sobre os altares.
Leitura do livro do Eclesiástico.
Eis o grande sacerdote que nos dias de sua vida agradou a Deus e foi considerado Justo; no tempo da ira tornou-se a reconciliação dos homens. Ninguém o igualou na observância das leis do Altíssimo. Por isso jurou que o havia de glorificar em sua descendência. Abençoou nele todas as nações e confirmou sua aliança sobre sua cabeça. Distinguiu-o com as suas bençãos; conservou-lhe a sua misericórdia e ele achou graça diante do Senhor. Enalteceu-o diante dos reis e deu-lhe uma coroa de glória. Fez com ele uma aliança eterna; deu-lhe o sumo sacerdócio, e encheu-o de felicidade na glória, para exercer o sacerdócio e, cantar louvores a seu Nome, e oferecer-Lhe dignamente incenso de agradável odor.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Ninguém acende uma lâmpada e a põe em lugar oculto ou debaixo da amassadeira, mas sobre um candeeiro, para alumiar os que entram. O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é são, todo o corpo será bem iluminado; se, porém, estiver em mau estado, o teu corpo estará em trevas. Vê, pois, que a luz que está em ti não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo estiver na luz, sem mistura de trevas, ele será inteiramente iluminado, como sob a brilhante luz de uma lâmpada

André Avelino nasceu na Sicília. Depois de estudar Direito recebeu ordens sacras e só exerceu a sua profissão no foro eclesiástico. Mas breve renunciou para sempre à carreira jurídica, entrando para os Teatinos. Seu grande amor pela cruz fez com que lhe dessem o nome de André. Vindo a ser superior da Congregação, empregava no ministério e na oração todo o tempo que lhe sobrava dos cuidados do cargo. Morreu em Nápoles, aos 87 anos, no dia 10 de novembro de 1608, com uma apoplexia que o fulminou junto ao altar onde ia celebrar a Missa.
Leitura do Livro do Eclesiástico.
Bem-aventurado o homem que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.
Com grande solenidade consagra a santa Igreja os seus templos e todos os anos lembra aos fiéis o aniversário de sua Dedicação. Se bem que Deus esteja presente em todo lugar e possa espalhar as suas graças e bençãos onde lhe aprouver, contudo, mais particularmente, Ele está perto de nós e ouve as nossas preces, em seu santo templo. Lembremo-nos sempre disto e tenhamos na casa de Deus um grande respeito. Lugar terrível é chamada a igreja, no Introito da Missa, porque, aí está a majestade de Deus, mas, também é denominada a porta do céu, porque nela recebemos a graça de Deus pelos Sacramentos. Aí oferecemos as nossas dádivas e as nossas orações, que sobem ao trono de Deus. Ele mesmo nos visita, como visitou Zaqueu (Evangelho), e nos comunica a plenitude de suas graças na Comunhão. A Arquibasílica do Ssmo. Salvador, hoje mais conhecida pelo nome de “São João de Latrão”, é a igreja-catedral do Santo Padre, mãe e chefe de todas as igrejas. É justo que nos regozijemos no aniversário de sua Dedicação. É uma das mais importantes igrejas estacionais. Várias vezes durante o ano e nas festas principais ali nos reunimos, ao menos em espírito. Ela é representada pela igreja-catedral de nossa diocese ou por nossa igreja paroquial.
Páginas 1369, 1370 e 895 a 899 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas, na Capela São Judas Tadeu.
Leitura do livro do Apocalipse de São João Apóstolo.
Naqueles dias, vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Ele correu adiante, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente. Vendo isto, todos murmuravam e diziam: Ele vai hospedar-se em casa de um pecador… Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo. Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.
Comunicamos que, no próximo domingo, 12/11, não haverá Missa na Capela São judas Tadeu, às 9:30 horas. Assim, haverá somente a Missa Cantada Às 15:30 horas na Sé Catedral

A Igreja de Roma festeja hoje um grupo de cinco escultores cristãos da Panônia (Hungria), martirizados sob Diocleciano, em 306. Seus corpos foram levados para Roma, onde um erro hagiográfico fez que os confundissem com quatro mártires de Albano. A basílica dos “Santos Quatro Coroados”, construída no monte Célio, é uma das mais características da Roma medieval.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de
Jesus Cristo. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo! Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo: Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de
Jesus Cristo. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo! Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo: Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de
Jesus Cristo. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo! Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo: Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Lembremo-nos, hoje, que temos de dar a César o que é de César, ou seja, observar a lei de Justiça e dar a Deus o que é de Deus, ou seja, a alma feita à imagem de seu Criador deve render-Lhe o homenagem de adoração e obediência.
Neste domingo, um dos últimos do ano eclesiástico, a Igreja está cheia de pensamento “do dia de Cristo” (Epístola), ou da aproximação do fim do mundo. “Se o Senhor considera nossas iniquidades, quem vai estar diante dele?” (Intróito). Portanto, a liturgia nos fala da misericórdia divina (Intróito, Secreta). Mas, para obtê-la devemos estar cheios de misericórdia de nós mesmos. “É bom e agradável de fato para os irmãos estarem unidos” (Gradual). Na hora do perigo, vamos usar as orações da Igreja que têm um caráter eminentemente social e fraterna, e que são ouvidas por Deus, o autor de toda a caridade (Coleta) como o Rei Assuero ouviu as orações de rainha Ester (Ofertório).
Lembrando-se nestes dias em que o amor de Deus e do nosso vizinho dá à mente uma maior compreensão das coisas divinas, “vamos então aumentar a nossa caridade mais e mais na luz e na inteligência” para que possamos resistir aos mais terríveis assaltos do inimigo .
O Evangelho nos recorda uma cena que teve lugar em um dos últimos dias da vida de Jesus quando Ele confundiu, por uma resposta cheia de sabedoria do alto, Seus inimigos, que mais do que nunca foram cercando sua ruína. Os judeus, sujeitos aos Romanos, tinham de pagar tributo a César, uma obrigação ainda mais odiosa para eles que ia contra o espírito de dominação universal prometido a Israel como eles imaginavam. O que o Mestre respondeu à questão dos fariseus? Ele iria excitar o povo judeu contra Ele se lhes dissesse para prestar homenagem a César, ou o faria às autoridades romanas e os herodianos, se Ele lhes disse para não pagar o tributo. Os inimigos de Jesus já pensavam que tinham motivo suficiente para tê-lo preso.
O Salvador engenhosamente evita a armadilha. “De quem é a imagem e a inscrição nisto?” “César”, eles respondem. A lei exigia que, para pagar o tributo que deve primeiro mudar a moeda nacional para a moeda com a efígie do imperador romano. Jesus convence-los de ter-se respondido à pergunta por essa própria mudança. Se você tiver adquirido moedas com a efígie de César, você deve ter tido a intenção de pagar o tributo. “Dai, pois, a César o que é de César”. E o Mestre termina Sua lição dizendo “e dai a Deus, as coisas que são de Deus” para a alma humana, feita à imagem do seu Criador, deve-lhe o tributo de sua adoração e obediência.
Missa Rezada às 9:30 horas, na Capela São Judas Tadeu; e Cantada às 15:30 horas, na Catedral Diocesana.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.
Irmãos: Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de
Jesus Cristo. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo! Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério, com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus
Naquele tempo: Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre! Sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição? De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
“Ó Santa e imaculada virgindade, não sei com que louvores Vos possa exaltar; pois quem os céus não podem conter, Vós O levastes em vosso seio”
Os pontos mais controversos entre católicos e protestantes, como não poderia deixar de sê-lo, são os que tocam diretamente Mãe e Filho. Como nada há de oculto que não venha cedo ou tarde revelar-se, vamos presenciando nos dias atuais a “rédea solta” e desenfreada do ódio a este divino par, e de forma cada vez menos oculta ou disfarçada. Sinais dos tempos! No que diz respeito ao Filho, o mencionarei no próximo capítulo. Em relação à Mãe, basta com os exemplos das inúmeras imagens de Maria que como nunca vêm sendo profanadas, deste a destruição física por parte de protestantes, muçulmanos e pagãos[1], até sua nefasta utilização em apresentações “artísticas” e, o que é pior, em reuniões e cultos “ecumênicos” com direito à (triste) presença de nossos prelados. Nada que não se esperasse do pai das trevas e seus filhos.
À título de introdução, para se ter uma pequena ideia, nos estudos sobre Nossa Senhora, onde a Teologia destinou uma disciplina específica por nome Mariologia, há páginas já na casa dos milhares. E ainda não se disse tudo. Outrossim, depois do Santo Sudário de Turim (IT), o objeto mais estudado em todo o mundo é a manta de San Juan Diego na que se vê estampada, há mais de 500 anos, uma imagem da Virgem denominada de Guadalupe (ME), de origem sobrenatural. E isso nos diz alguma coisa.
Não poderia, por isso, ficar de fora deste trabalho tema tão candente. Aqui vai, com a devida vênia, meu “óbolo da viúva”.
Read More “Capítulo XVIII – Mãe de quem? “Do meu Senhor”! [Nossa Senhora]”
Leitura do livro do Eclesiástico.
Eis o grande sacerdote que nos dias de sua vida agradou a Deus e foi considerado Justo; no tempo da ira tornou-se a reconciliação dos homens. Ninguém o igualou na observância das leis do Altíssimo. Por isso jurou que o havia de glorificar em sua descendência. Abençoou nele todas as nações e confirmou sua aliança sobre sua cabeça. Distinguiu-o com as suas bençãos; conservou-lhe a sua misericórdia e ele achou graça diante do Senhor. Enalteceu-o diante dos reis e deu-lhe uma coroa de glória. Fez com ele uma aliança eterna; deu-lhe o sumo sacerdócio, e encheu-o de felicidade na glória, para exercer o sacerdócio e, cantar louvores a seu Nome, e oferecer-Lhe dignamente incenso de agradável odor.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos essa parábola: O reino dos céus é como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu.Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco.Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’ Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.
Obs.: Essa é a Missa da Féria, ou seja, a mesma de domingo. No entanto, não é a mesma de ontem, Festa de Cristo Rei, mas do Domingo que foi omitido por ela, ou seja, o 21º Domingo depois de Pentecostes.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos: fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus:
Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos: Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos. Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida. Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo! Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida. Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei! Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.
A festa de Todos os Santos anda inteiramente ligada à lembrança das almas ainda detidas no purgatório para expiar as faltas veniais e se purificarem da pena temporal que merecem pelos pecados cometidos, mas que no entanto estão confirmada em graça que hão de entrar no Céu um dia. Depois de celebrar com alegria a Igreja Triunfante do Céu, a Igreja da Terra estende sua solicitude maternal ao lugar de tormentos indivisíveis onde vivem as almas em estado de purificação, as quais pertencem igualmente a Igreja e à comunhão dos justos. Hoje, diz o martirológio romano, comemoração de todos os fiéis defuntos. “A nossa e comum piedosa mãe, a Igreja, depois de celebrar condignamente a memória dos seus filhos que já entraram na glória, procura auxiliar com sua poderosa intercessão junto a Jesus Cristo, seu esposo e Senhor, todos aqueles que gemem ainda nas penas do purgatório, para que se abreviem os dias de exílio e se vão reunir a sociedade dos Santos”. Em nenhum outro lugar da liturgia se afirma, de modo tão realmente e belo, o misterioso vínculo que une num só corpo a Igreja Militante, Padecente e Triunfante. Nunca de certo se cumpriu de modo palpável o duplo dever de caridade que deriva para todo o cristão do fato da sua mesma incorporação no corpo Místico de Cristo. Em virtude do dogma tão consolador da comunhão dos santos, podem os merecimentos e sufrágios de qualquer de nós pode circular nas veias deste corpo santíssimo e afluir em ondas de vida nova e de consolador auxílio aos membros mais distantes e necessitados. De maneira que, sem lesar os direitos invioláveis da justiça divina que será aplicada em todo o rigor após esta vida, a Igreja pode conjugar as preces da terra e do Céu e suprir com elas o que falta às almas do purgatório, aplicando a estas almas santíssimas os merecimentos de Jesus Cristo por meio do Santo Sacrifício da missa, das indulgências, das esmolas e das demais obras de caridade. A liturgia, que tem como centro o Santo sacrifício do Calvário perpetuado nos nossos Altares, foi em todos os tempos o meio principal de que a Santa Igreja se serviu no cumprimento deste dever para com os que nos precederam. Começamos a encontrar nas missas dos defuntos já no século V. A Santo Odilo, IV Abade do mosteiro de Cluny, se deve portanto a celebre comemoração dos fiéis defuntos que ele instituiu no ano de 978 e mandou ser celebrada no dia seguinte a festa de todos os Santos. A influência desta ilustre congregação francesa estendeu em breve esta celebração em todo o mundo cristão. Por concessão de Bento XIV, todos os padres de Portugal, Espanha e Conquistas podem celebrar até três missas no dia 2 de Novembro. Este privilégio fora estendido por bento XV a toda Igreja Universal no ano de 1915. “As almas do purgatório, diz o Concílio de Trento, podem ser socorridas com sufrágio dos fiéis e de modo particularmente eficaz com a celebração da Santa Missa”. E a razão disso reside no fato de que o sacerdote oferece a Deus oficialmente o resgate das almas, quer dizer o sangue de Jesus Cristo, em que o mesmo Senhor Jesus Cristo se oferece ao pai sob as espécies do pão e do vinho no ato do mesmo sacrifício do Senhor. Todos os dias no coração do cânon da missa, o sacerdote, em momento especial, em memória dos que adormeceram no Senhor e pede para eles o refrigério da luz e da paz. Não há pois dia, e missa que a Igreja não ore pelos mortos. Hoje porém, lembra-se particularmente de todos, preocupada com não deixar nenhum dos seu filhos sem o seu maternal socorro. Assistamos a todos a missa do dia 2 de Novembro e peçamos a Deus para os nossos mortos, que nada podem por si, a remissão dos pecados e o repouso eterno. Visitemos também os cemitérios, onde repousam, até que se complete para eles a vitória de Jesus Cristo sob o pecado e ressurjam revestido de glória para cantar os louvores de Deus para sempre.
Páginas 1366 e 1484 a 1487 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 na Capela São Judas Tadeu.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios .
Irmãos: Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados.
Páginas 1361 a 1365 do Missal Quotidiano.
Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.
O número de 144 mil (o quadrado de doze multiplicado por mil) simboliza o conjunto dos fiéis de Cristo; a multidão de que se fala a seguir, vestida com túnicas brancas e de palmas nas mãos, parece representar os mártires.
Leitura do Livro do Apocalipse.
Naqueles dias: Eu João, vi ainda outro anjo subir do oriente; trazia o selo de Deus vivo, e pôs-se a clamar com voz retumbante aos quatro Anjos, aos quais fora dado danificar a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes. Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel; da tribo de Judá, doze mil assinalados; da tribo de Rubem, doze mil; da tribo de Gad, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulon, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro. E todos os Anjos estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Animais; prostravam-se de face em terra diante do trono e adoravam a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém.
Eis aqui, traçado pelo próprio Cristo, o ideal da perfeição cristã. É agindo em conformidade com este ideal, e com a graça de Deus, que nos dirigimos para o Céu.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Publicamos texto integral e editado da Carta Encíclica Quas Primas, de Sua Santidade Pio XI, sobre a Festa de Cristo Rei, documento de leitura sugerida pelo Pe. José Leles na Missa do último domingo. Boa leitura!
Obs.: Essa é a Missa da Féria, ou seja, a mesma de domingo. No entanto, não é a mesma de ontem, Festa de Cristo Rei, mas do Domingo que foi omitido por ela, ou seja, o 21º Domingo depois de Pentecostes.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos: fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus:
Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos: Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos. Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida. Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo! Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida. Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei! Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.
Obs.: Essa é a Missa da Féria, ou seja, a mesma de domingo. No entanto, não é a mesma de ontem, Festa de Cristo Rei, mas do Domingo que foi omitido por ela, ou seja, o 21º Domingo depois de Pentecostes.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos: fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus:
Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos: Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos. Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida. Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo! Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida. Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves!O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei! Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.
“Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.”
(Lc XVII, 10)
O tema nos lembra a pegadinha: você está no meio do rio para escapar ao incêndio e uma sucuri vem para devorá-lo. De um lado da margem há o incêndio e de outro, uma onça pintada. Qual margem escolher?
Mais que um problema teológico, o protestantismo acabou inventando uma espécie de pegadinha aos seus membros; nada que um pouco de lógica e de bom senso não sejam suficientes para resolver o problema, contanto que se tenha retidão intelectual. Os santos sempre foram alvo de um falso dilema, como o acima. Fizeram com que se acreditasse que ou se adorava a Deus ou aos santos. Mal sabem os protestantes que a onça é pintada…
“Estote ergo vos perfecti, sicut et Pater vester cælestis perfectus est” (Mt V, 48). Deus nos quis e ainda nos quer santos (perfeitos). É o que de mais sublime se pode almejar em uma vida. E o tudo, comparado a isto é nada. Daí que se os santos não existissem, haveria uma meta, um objetivo, um porquê para existir. Com base nisso se tentará lançar luz à questão.
Consideremos um casal íntegro, e que possuam filhos que por sua vez sigam os seus passos, sendo assim pessoas de bem. É sensato supor que estes filhos serão bem quistos e elogiados pelos demais. Os pais que por vê-los admirados e aplaudidos se sentissem por isso diminuídos ou humilhados, teriam por certo algum problema. Primeiro porque supõe-se que pais amem seus filhos, e o amor, o sabemos, não tem inveja ou busca os próprios interesses[1]; segundo, porque elogiar a um filho será, ponto passivo, elogiar quem o concebeu e educou. Daí as expressões: “fulano é bem criado” e “tal pai, tal filho”.
[Um pequeno registro. Foi dito: “aquele que se exaltar será humilhado e o que se humilhar será exaltado.” (Mt XXIII, 12)]
É de senso comum no protestantismo que não devemos cultuar os santos tampouco pedir sua intercessão. Muito bem. Primeiramente há que perguntar aos que pensam estar defendendo a honra e a glória de Deus com tal gesto se acaso sabem o que significa cultuar e se há mais de uma forma de fazê-lo. Será prudente desconfiar de quem, especialmente entre os pastores, nunca ouviu falar em culto de latria, dulia e hiperdulia. E aos que já conhecem os termos, mas têm má vontade em entendê-los, desconfiar em dobro. Me limitarei em dizer que o primeiro se refere à adoração, só destinado a Deus, os outros à veneração ou respeito e reverência, que aos homens é permitido, inclusive, pela Bíblia, como se viu no capítulo referente às imagens. Logo, resta saber que tipo de culto os católicos prestam aos santos. A resposta será o segundo. Um simples dicionário nos dá ciência de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, ou seja, de que a Deus se adora, venera e reverencia, enquanto que aos homens (quando merecem) apenas se venera e reverencia. Os católicos, por saber disto, seguem tranquilos em sua consciência há quase dois mil anos. Só não seguirá quem não souber distinguir entre gatos e lebres, terminando por dar ouvidos a quem não deveria.
A história da Igreja está repleta de exemplos documentados de cultos de dulia, ou seja, de veneração aos santos, suas relíquias (restos mortais) e objetos que a eles pertenceram, tudo por razões completamente razoáveis, uma vez que: “… Deus fazia milagres não vulgares por mão de Paulo; de tal modo que até sendo aplicados aos enfermos os lenços e aventais que tinham tocado no seu corpo, não só saiam deles as doenças, mas também os espíritos malignos se retiravam” (At XIX, 11s)[2]. E a quem quiser argumentar que “Paulo estava vivo”, então vale a pena lembrar que: “… logo que o cadáver tocou os ossos de Eliseu, o homem ressuscitou, e levantou-se sobre os seus pés” [2 Re XIII, 21] (ossos aqui – não custa nada esclarecer – referem-se não aos de um profeta Eliseu dotado de uma bela fratura exposta, mas aos de um profeta Eliseu morto; se preferir, restos mortais). Quanto à Mãe de Deus, que na ordem da Graça está acima dos santos e anjos, por dignidade e missão exercida nos planos da salvação, o culto será o de hiperdulia. Sobre ele se falará no próximo capítulo, dedicado a Ela.
Se as coisas são assim, o que estará então por trás do culto aos santos e de Nossa Senhora? Nada mais nada menos que a glória de Quem os criou. E os bons entendedores não tardarão a entender, pois se mostrará “onde está na Bíblia”:
Primeiro, aqui: “Sede meus imitadores, como eu também o sou de Cristo.” (1 Cor XI, 1)
Segundo, aqui: “O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim (Paulo), isso praticai; e o Deus da paz será convosco.” (Fil IV, 9)
Terceiro, aqui: “Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos.” (Fil III, 17)
E quarto, aqui: “O que vos ouve, a mim ouve, e o que vos despreza, a mim despreza. E quem me despreza, despreza aquele que me enviou.” (Lc X, 16)
Pela ótica protestante é de supor que estas frases jamais devessem constar na Bíblia. Bem provável que Lutero também as quisesse tirar[3]. O fato é que elas, por si, são a prova de que os santos foram postos como “sal da terra” e “luz do mundo”, justamente para que Deus pudesse ser glorificado em seus membros (cf. Mt V, 13-16). Ora, se não há membros santos que possam ser assim reconhecidos, não há uma Cabeça santa. Por isso o demônio se esforça tanto em fazer com que não se reconheça a santidade dos membros, porque sabe que estes pertencem a uma Cabeça. Mas se aqui se quiser novamente argumentar que tais santos são somente os vivos, então se pedirá que respondam: acaso os mortos em Cristo não estão vivos e junto a Ele no céu? Por que mencionaria então como modelos a “Abraão, Isaac e Jacó”, que nesse momento sequer estavam ainda no céu, uma vez que este não tinha sido aberto por Ele, mas que obviamente já não estavam presentes há quase dois milênios[4]? Notemos por fim que o próprio Senhor designará os homens por um atributo que só a Deus se poderia designar, o de “santo”[5].
Quando cultuamos os santos, ou seja, prestamos-lhes homenagem (culto de dulia), não estamos fazendo outra coisa que ver/reconhecer as suas boas obras e glorificar a Deus que está nos céus (cf. Mt V, 16). Os santos existem, portanto, para serem provas vivas de que Deus existe e pode realizar milagres, pois sua própria vida não tem explicação do ponto de vista meramente humano. O que fazem, como vivem, a forma com que acreditam e, principalmente, o amor que têm a Deus e ao próximo, ao ponto de renunciar família, bens, poder, status, prosperidades, somente será possível através de uma explicação sobrenatural que justifique o cumprimento desta missão e a realização de atos muitas vezes heroicos, no verdadeiro sentido da palavra. Logo, uma vez que rendamos homenagens aos santos, que exaltemos aqueles que se humilharam, estaremos reconhecendo que tudo o que fizeram de bom veio do alto e a glória deve ser dada ao doador dos dons. Não será justo ou mesmo lógico achar que Deus (o Pai) possa sentir-se diminuído ou humilhado quando se reconhece nos homens e mulheres (os filhos) que O servem com mais perfeição as virtudes que só dEle poderiam proceder.
Mais.
Agindo assim estaremos cumprindo e fazendo cumprir a palavra divina que diz que todos os humilhados seriam exaltados (cabe aqui também notar que a Bíblia não se refere a uma exaltação a se realizar somente nos céus e/ou somente por Deus). Além disso, quando exaltamos a um santo, que não passa de criatura como nós mas santificada pelo Criador como poucos, estamos mostrando seu exemplo ao mundo para que o mundo o imite como ele imitou a Cristo, tal como ordenou S. Paulo aos Coríntios, aos Filipenses e a todos nós.
E mais.
Ao conhecer suas vidas, entendemos que também podemos almejá-las, pois vemos que foram homens e mulheres com defeitos e pecados às vezes maiores que os nossos, e pensamos: se Deus pode santificar essa pessoa, por que não a mim? Passamos então a pedir com mais fé, esperança e vontade de que Ele nos transforme naquilo que sempre quis de nós: pessoas santas, perfeitas, imagem e semelhança Sua.
Para responder esse ponto há que lembrar primeiramente que todo protestante, por coerência, jamais deveria pedir intercessão aos irmãos, tampouco ao pastor. Se eles afirmam que não podemos pedir nada aos santos (que estão junto de Deus, por ora de maneira não corporal) porque devemos ir a Deus diretamente, pois “há um só mediador…”, tampouco deveriam pedir algo a pessoa alguma. Aqui voltamos a uma questão anterior[6]: se placa de igreja não salva, então não deveriam perder tempo pertencendo a uma; se podemos interpretar a Bíblia livremente, então não deveriam perder tempo ouvindo um intérprete como nós (o pastor) interpretando-a para nós; se temos o direito de ir diretamente a Deus, então paremos de ir aos homens, vivos ou mortos.
O que não se percebe é que tanto em relação aos que estão entre nós quanto aos que estão com Cristo na glória celeste não há problema algum em pedir sua intercessão[7]. Há seitas que não creem que ao morrer possamos ir diretamente ao céu. A estes, os espíritos dormem com o corpo na sepultura. Como, não o sabemos, pois o espírito além de não morrer não dorme jamais, simplesmente por não possuir matéria, corpo corruptível[8]. A maioria das seitas felizmente deste mal não sofre. Sofrerá, porém, de outro.
Como explicar que se possam pedir intercessões e orações aos vivos que ainda estão entre nós, e que por isso continuam pecando, às vezes mais e mais gravemente que nós mesmos, e não se possa pedir aos vivos que já contemplam a Deus “face a face” (cf. Mt XXII, 29-32; Ap V, 8; VIII, 3s)? Guardadas as devidas proporções, será o mesmo que querer que uma faxineira ou um office boy peçam algo ao Presidente da República, sendo que o poderíamos fazer à sua Secretária pessoal ou Chefe de gabinete, que com ele convivem “cara a cara” e com mais autoridade. O curioso é que os protestantes, ao mesmo tempo em que negam e criticam os santos sem nunca os ter lido ou conhecido, têm na conta de “homens santos” a notórios picaretas e usurpadores, pedindo suas orações e intercessão enquanto se desfazem do que têm (e não têm) para fazer o que a Bíblia proíbe: dar-lhes o dízimo pela pregação da palavra[9]. Vá se entender…
Por fim, querer justificar a não intercessão dos santos ou de Nossa Senhora utilizando Cristo como único mediador entre Deus e os homens também será ou falta de lógica ou heresia. A heresia estará com aqueles que negam a Cristo como Deus e a própria Santíssima Trindade, julgando haver três deuses. O erro de lógica ficará com os que creem em Deus Uno e Trino, mas não entendem que Cristo é o único mediador entre Deus Pai e os homens, o que não impede em absoluto que os santos – e especialmente Maria Santíssima – sejam intercessores entre Deus Filho e os homens. Ao que sabemos, não “está na Bíblia” nada a respeito de Cristo dizer que ninguém iria a Ele (Verbo, Filho, Segunda Pessoa) senão por Ele…
Os católicos não adoram os santos ou a Virgem Maria, os respeitam e veneram porque assim estão dando glória ao Criador e Santificador, adquirindo mais disposição para imitar os melhores exemplos de imitação de Cristo que jamais existiram. Se os filhos não têm em casa bons modelos a imitar, provavelmente imitarão os maus modelos de fora. Por isso Deus inspirou os santos, para que quando os bons exemplos faltassem, houvesse uma luz ao fim do túnel, a luz daqueles que por receber a luz de Cristo puderam transmiti-la, como a lua a luz do Sol. Daí que somente a Santa Mãe Igreja poderá se orgulhar de ter entre seus filhos um S. Francisco de Assis ou um S. Antônio de Pádua, que entre inúmeros dons podiam conversar com os animais e ambos se entenderem, literalmente; um S. Francisco de Paula, que ressuscitou uma mesma pessoa duas vezes; um S. José de Cupertino, que só em ouvir os nomes de Jesus e Maria caía em êxtase, voando (também literalmente) ou levitando de onde estivesse até a Igreja mais próxima para adorar ao Santíssimo Sacramento; um S. Pio de Pietrelcina e um S. Cura D’Ars, que conheciam os pecados de seus confidentes antes mesmo de os confessar e sem nunca os ter visto, além de possuir o verdadeiro dom de línguas uma vez que falavam em sua língua (italiano e francês, respectivamente) e os interlocutores de outros países os escutavam em sua língua materna; uma S. Maria Goretti, que aos 11 anos preferiu a morte a ter de ceder a um estupro; uma S. Catarina de Sena, que sendo analfabeta ditou centenas de páginas de uma sabedoria divina, chegando a exortar a um Papa, que humildemente a atendeu em sua exortação[10]; ou ainda uma Tereza Newman, que durante 33 anos só se alimentou de água e de Eucaristia, o Pão do Céu, recebendo sobrenaturalmente, como S. Francisco de Assis, S. Pio de Pietrelcina e outros as marcas dos pregos de Cristo (os estigmas) nas mãos, nos pés, e no lado o corte da lança. Tudo isso sem falar nos verdadeiros milagres realizados pelas mãos, restos mortais e pertences destes homens e mulheres de Deus, que a Igreja os têm catalogado, estudado e apresentado ao mundo para quem quiser ver e comprovar, tendo em conta não se tratar de fraudes, coisa que facilmente poderia ser desmascarada, mas feitos concretos que geraram no decorrer desses quase dois mil anos a rendição e conversão de ateus, agnósticos, judeus, maçons, hindus, esotéricos, protestantes e muitos outros, o que até o presente momento em que escrevo estas linhas vem ocorrendo.
Por isso nos dirá um ilustre desconhecido:
Com amor infinito deste-nos os Santos, Deus amado, dos quais figura em excelência a Santíssima Virgem. Luzeiros no firmamento sombrio de nossas vidas, deste-nos para que ao imitá-los pudéssemos imitar-Te. De não suportar nossa débil mácula a Tua luz solar, a refletiste neles, luzes lunares, subtraindo-nos da atroz escuridão. Vieste em nosso auxílio com um lampejo acessível; a nós, noturnos peregrinos em busca da eterna luz da felicidade.
Em tempo: a Igreja sempre utilizou de muito discernimento para elevar estas pessoas à honra dos altares. Antes bastava o reconhecimento da Tradição, que de per se já era criterioso; depois, sua vida passou a ser cuidadosamente examinada, exigindo-se para declará-los santos a comprovação científica de uma ou duas curas milagrosas autênticas, ocorridas por sua intercessão após a sua morte, entre outros pormenores de igual seriedade. Deus, por isso, para exaltar os que por Ele se humilharam, deixou duas grandes provas da santidade de tais pessoas: vários deles após séculos de sua partida tiveram seus corpos intactos, no todo ou em parte, sem utilização de produtos químicos (conservação artificial). Tudo pesquisado e estudado por cientistas não católicos e não cristãos, que até hoje não encontraram uma explicação natural para o fenômeno: são os “corpos incorruptos”; todos, intrigantemente, de pessoas católicas fervorosas (do que sou testemunha ocular). E, em um mundo onde personagens vêm e vão, passam e são esquecidos, os santos permanecem na memória de todos os povos como um verdadeiro sinal: o sinal de que Deus existe e opera milagres pelas mãos dos homens.
[1] Cf. 1 Cor XIII, 4-7.
[2] Exemplos impressionantes podemos ler nas “Atas dos mártires”, documento do século II deixado pelas testemunhas oculares de Cristo nos primeiros períodos da Igreja e de sua perseguição.
[3] Ver a este respeito o capítulo VI – O cânon.
[4] Cf. Mt XXII, 32; Mc XII, 26s; Lc XVI, 19-31; XX, 37s; Jo VIII, 30-39.
[5] Cf. Lc II, 29-32; Jo I, 5.9; III, 19; VIII, 12.
[6] Ver capítulo II – “Fora da Igreja não há salvação”.
[7] Mesmo às almas santas (já salvas) que se encontram no Purgatório (ver capítulo XIV). Sugiro ainda uma vez a quem deseje aprofundar o tema a leitura de O Manuscrito do Purgatório.
[8] Cf. Lc IX, 28-33; Fil I, 21-33; Ap VI, 9ss.
[9] Ver Capítulo IX – O Dízimo.
[10] No caso em questão, a exemplo de muitos outros, temos uma eloquente prova do “machismo” da Igreja, em sentido obviamente contrário. Nunca a mulher foi tão valorizada como quando a Igreja caminhava junto aos poderes civis. Nunca a mulher foi e é tão sublimada como pela instituição mais acusada de machismo em todo o mundo, alvo de revoltas das feministas modernas e de todos os tempos.
Simão, o mais desconhecido dos 12 apóstolos — a respeito do qual o Evangelho se limita a indicar o nome e a alcunha de “Zelota” —, teve o mérito de ter trabalhado pela propagação da mensagem evangélica, não em vista de um lugar de honra, mas para o triunfo do Reino de Deus sobre a terra.
Antigas tradições suprem a falta de notícias. Os bizantinos identificam-no com Natanael, de Caná, e com o “mestre-sala” durante as bem conhecidas bodas, quando Jesus transformou a água em vinho. Simão é ainda identificado com o primo do Senhor, irmão de são Tiago Menor, ao qual sucedeu como bispo de Jerusalém, nos anos da destruição da Cidade Santa pelos romanos.
Os armênios sustentam que ele difundiu o Evangelho em sua região, onde teria sofrido o martírio. Seja como for, seu campo missionário é deduzido dos lendários Atos de Simão e Judas, segundo os quais os dois apóstolos percorreram juntos as 12 províncias do Império Persa.
Também no Ocidente os dois apóstolos aparecem sempre juntos. Em Veneza é dedicada a ambos a igreja de São Simão Pequeno.
O apóstolo Judas (“não o Iscariotes”, apressa-se em precisar o evangelista são João) é considerado pelos galileus “irmão” (isto é, primo) de Jesus. Eles se perguntam, espantados com o grande barulho que se fazia em torno da figura do Nazareno: “Não é este o carpinteiro… irmão de Tiago […], Judas?”.
É provável, segundo alguns exegetas, que Judas seja o esposo das bodas de Caná. O primeiro a fazer tal suposição foi o historiador Eusébio, para explicar sua presença como missionário na Arábia, na Síria, na Mesopotâmia e na Pérsia. Sempre segundo a tradição, teria sofrido o martírio em Arado ou em Beirute. Ele é ainda identificado com o autor da carta canônica que leva seu nome, um breve escrito de 25 versículos, no qual lança uma severa advertência contra os falsos doutores e convida à perseverança na fé genuína.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios
Irmãos: A cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo,pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos, cumulou de dons os homens (Sl 67,19). Ora, que quer dizer ele subiu, senão que antes havia descido a esta terra? Aquele que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.
Sequência do Santo Evangelho segundo João
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado; mas agora não há desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai. Se eu não tivesse feito entre eles obras, como nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora as viram e odiaram a mim e a meu Pai.”
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos: Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus. Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito. Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo: Havia em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. Ao ouvir que Jesus vinha da Judeia para a Galileia foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes… Pediu-lhe o oficial: Senhor desce antes que meu filho morra! Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa.
Tradução de Airton Vieira – Aproveitando a visita que Mons. Athanasius Schneider fez à Argentina, no marco do XX Encontro de Formação Católica organizado pelo Círculo de Formação San Bernardo de Claraval, tivemos a oportunidade de entrevistá-lo graças à generosidade de seus organizadores.
Queremos aproveitar também para agradecer de público, não só à Sra. Virginia Olivera de Gristelli e seu esposo, Jorge, como também aos jovens que, abnegada e sacrificadamente, organizaram um dos encontros católicos mais importantes de nosso país.
Quanto à entrevista, oferecemos aqui, o vídeo e a transcrição que, cremos, vale a pena dedicar um tempo para ouvi-la, a fim de,
Que no te la cuenten[1]…
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Santo Evaristo, um dos primeiros papas, sucessor de São Clemente, governou a Igreja desde o ano 97 até 107. Foi sepultado no Vaticano.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos: Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus. Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito. Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo: Havia em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. Ao ouvir que Jesus vinha da Judeia para a Galileia foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes… Pediu-lhe o oficial: Senhor desce antes que meu filho morra! Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa.
A Irmandade Nossa Senhora do Carmo oferecerá a partir do próximo mês, aulas de Solfejo para o canto gregoriano.
Dia e Horário: Todo segundo sábado do mês, das 9 às 11 horas. (Primeira aula: 11/11)
Local: Sede da Irmandade (Av. Mauá, 148, Bairro Bom Jesus, Uberlândia-MG)
Professor: Pe. José Leles
O curso é aberto e não exige conhecimentos musicais.
Para participar é necessário fazer a inscrição clicando aqui.
Não será cobrado nenhuma taxa.
São Crisanto e Santa Daria, cujo túmulo se venera em Roma na via Salária, foram martirizados provavelmente no princípio do século IV, sob o imperador Diocleciano. Na Idade Média, suas relíquias eram veneradas na igreja de São Silvestre “in Capite”, que hoje já não existe.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios.
Irmãos: Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus. Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito. Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo: Havia em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente. Ao ouvir que Jesus vinha da Judeia para a Galileia foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes… Pediu-lhe o oficial: Senhor desce antes que meu filho morra! Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa.
Conhecemos o arcanjo São Rafael pelo livro de Tobias. O seu papel de maravilhoso médico e de companheiro de viagem do jovem Tobias faz que seja invocado nas viagens e nos momentos difíceis da vida. A missa, ao mesmo tempo que canta a intervenção providencial dos anjos na nossa vida, convida-nos a ver igualmente neles perpétuos adoradores que vivem continuamente na presença da majestade de Deus.
Leitura do livro de Tobias.
Naqueles dias, disse o anjo Rafael a Tobias: “É bom conservar escondido o segredo do rei, é coisa louvável revelar e publicar as obras de Deus. Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos tesouros de ouro escondidos, porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna; aqueles, porém, que praticam a injustiça e o pecado são os seus próprios inimigos. Vou descobrir-vos a verdade, sem nada vos ocultar. Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. Mas porque eras agradável ao Senhor, foi preciso que a tentação te provasse. Agora o Senhor enviou-me para curar-te e livrar do demônio Sara, mulher de teu filho. Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor.”
Sequência do Santo Evangelho segundo João.
Naquele tempo, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos. Nestes pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água, pois de tempos em tempos um anjo do Senhor descia ao tanque e a água se punha em movimento. E o primeiro que entrasse no tanque, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.
Filho de um rico fabricante de tecido, ingressou no seminário aos 22 anos de idade onde estudou latim em companhia de meninos de 10 ou 12 anos. Após sacerdote, foi grande pregador na Catalunha e nas Ilhas Canárias, fundando a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria (Padres Claretianos).
Nomeado Arcebispo de Santiago de Cuba, exerceu fecunda atividade apostólica. Foi também conselheiro e confessor da rainha Isabel II, da Espanha, à qual não temia dizer verdades duras de ouvir.
Durante o Concílio Vaticano I foi um dos mais destacados defensores da infalibilidade pontifícia. Sofreu várias tentativas de morte, por parte de inimigos da Fé e da Religião, chegando a ser uma vez esfaqueado mas não chegando a morrer. Conseguiu desenvolver grande atividade literária, com 160 livros ou opúsculos, além das cartas pastorais que escreveu em Cuba. Morreu exilado na França, no mosteiro cisterciense de Fontfroide.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.
Irmãos, os primeiros sacerdotes deviam suceder-se em grande número, porquanto a morte não permitia que permanecessem sempre. Este, porque vive para sempre, possui um sacerdócio eterno. É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo.
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor. Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes. Quem é, pois, o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre os de sua família, para dar-lhes o alimento no momento oportuno? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, na sua volta, encontrar procedendo assim! Em verdade vos digo: ele o estabelecerá sobre todos os seus bens.”