Domingo de 2ª classe- Missa Própria

A missa deste domingo nos lembra que todos os homens são chamados à recompensa celestial e à felicidade. Este domingo, chamado por conta de sua Evangelho, o domingo dos convidados de casamento nos lembra que todos os homens são chamados a bem-aventurança celestial, mas poucos são os escolhidos. Os judeus se recusaram a tomar parte na festa. Assim, para os Apóstolos e a Igreja, cheios do Espírito Santo em Pentecostes, se voltou também para os gentios. Mas a união beatífica é anunciada, preparada, e de uma certa forma começa, pela comunhão sacramental.
Para participar de uma festa de casamento entre os judeus, era necessário usar uma roupa cerimonial chamado veste nupcial. Da mesma forma, para receber o corpo de Jesus à mesa santa e estar em comunhão com a Sua Divindade no céu, deve-se usar o manto nupcial do batismo e do estado de graça. Por isso o Apóstolo nos exorta a revestirmos-nos do novo homem.
LEITURAS/LESSONS
Epístola (Ef 4, 23-28)
Leitura de São Paulo Apóstolo aos Efésios
Irmãos: revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. Por isso, renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros. Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio. Quem era ladrão não torne a roubar, antes trabalhe seriamente por realizar o bem com as suas próprias mãos, para ter com que socorrer os necessitados.
Evangelho (Mt 22, 1-14)
Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.
Naquele tempo: Jesus tornou a falar-lhes por meio de parábolas: O Reino dos céus é comparado a um rei que celebrava as bodas do seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados, mas eles não quiseram vir. Enviou outros ainda, dizendo-lhes: Dizei aos convidados que já está preparado o meu banquete; meus bois e meus animais cevados estão mortos, tudo está preparado. Vinde às bodas! Mas, sem se importarem com aquele convite, foram-se, um a seu campo e outro para seu negócio. Outros lançaram mãos de seus servos, insultaram-nos e os mataram. O rei soube e indignou-se em extremo. Enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade. Disse depois a seus servos: O festim está pronto, mas os convidados não foram dignos. Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes. Espalharam-se eles pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, maus e bons, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados. O rei entrou para vê-los e viu ali um homem que não trazia a veste nupcial. Perguntou-lhe: Meu amigo, como entraste aqui, sem a veste nupcial? O homem não proferiu palavra alguma. Disse então o rei aos servos: Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos.
In English
Epistle (Ephesians 4: 23-28)
Lesson from the Epistle of Blessed Paul the Apostle to the Ephesians.
Brethren, Be ye renewed in the spirit of your mind, and put on the new man, who according in God, is created in justice and holiness of truth. Wherefore, putting away lying, speak ye the truth every man with his neighbor, for we are members of one another. Be angry, and sin not. Let not the sun go down upon your anger. Give not place to the devil. He that stole, let him now steal no more but rather let him labor, working with his hands the thing which is good, that he may have something to give to him that suffereth need.
Gospel (Matt. 22: 1-14)
The continuation of the holy Gospel according to Luke.
At that time, Jesus spoke to the chief priests and the Pharisees in parables, saying: The kingdom of Heaven is likened to a king, who made a marriage for his son and he sent his servants, to call them that were invited to the marriage, and they would not come. Again he sent other servants, saying: Tell them that were invited: Behold, I have prepared my dinner; my oxen and fatlings are killed, and all things are ready: come ye to the marriage. But they neglected and went their way, one to his farm, and another to his merchandise and the rest laid their hands on his servants, and having treated them contumeliously, put them to death. But when the king heard of it, he was angry and sending his armies, he destroyed those murderers, and burnt their city. Then he saith to his servants: The marriage indeed is ready, but they that were invited were not worthy, Go ye therefore into the highways, and as many as you shall find, call to the marriage. And his servants going forth into the ways, gathered together all that they found, both bad and good and the marriage was filled with guests. And the king went in to see the guests and he saw there a man who had not on a wedding garment: and he saith to him: Friend, how camest thou in hither, not having on a wedding garment? but he was silent. Then the king said to the waiters: Bind his hands and feet, and cast him into the exterior darkness: there shall be weeping and gnashing of teeth. For many are called, but few are chosen.”
























Caio. Era tão bela e encantadora como sua erudição se igualou à de seu pai. O imperador Diocleciano, que estava à procura de uma esposa para seu enteado Maximiano ouvido muitos elogios de Susan, mandou Claudius, um tio da menina que trabalhava no tribunal, dizendo que ele queria se casar com Susana Gabino Maximiano. Mas, como Susana soube da homenagem que distingue o imperador, disse que era a noiva de Cristo e não podia aceitar outro marido. Seu tio Cláudio, contudo, foi visitá-la e cumprimentou-a com um beijo e viu que Susana estava relutante em aceitá-lo, ele explicou que era um show simples de afeto. Ela respondeu: “O que me enoja não é o beijo, mas sua boca, profanado por sacrifícios aos ídolos.” Claude disse: “Como eu posso limpar minha boca?” “Arrependei-vos e sejam batizados”, foi a resposta.









Nazário e Celso foram dois mártires dos quais nada sabemos além da descoberta de seus corpos em Mediolano por Santo Ambrósio. Segundo Paulino, o Diácono em sua biografia do santo, o próprio Ambrósio, em algum momento nos três anos finais de sua vida, depois da morte do imperador Teodósio (m. 395), descobriu, num jardim fora das muralhas de Mediolano, o corpo de São Nazário, com a cabeça separada do corpo. Segundo a lenda, o sangue ainda estava líquido e vermelho quando seu corpo foi exumado. O bispo então levou-o para a Basílica dos Apóstolos. No mesmo jardim, Ambrósio descobriu também o corpo de São Celso, que ele transportou para o mesmo lugar. Segundo a Enciclopédia Católica : “Obviamente a tradição sobre estes mártires ainda existia na comunidade cristã de Mediolano, o que levou à busca e à descoberta dos corpos”
Inocêncio I era italiano, nasceu em Albano, uma província romana do Lazio. Ele foi eleito no ano 401 e governou a Igreja por dezesseis anos, num período dos mais difíceis para o cristianismo. Sua primeira atividade pastoral foi uma intervenção direta no Oriente, exortando a população de Constantinopla a seguir as orientações do seu bispo, são João Crisóstomo, e assim viver em paz. Mas um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos, liderados por Alarico. Roma estava cercada por eles desde o ano 408 e só não tinha sido invadida graças às intervenções do papa junto a Alarico. Pressionado pelo invasor, e tentando salvar a vida dos cidadãos romanos, Inocêncio viajou até a diocese de Ravena, onde se escondia o medroso imperador Honório. O papa tentava, há muito tempo, convencê-lo a negociar e conceder alguns poderes especiais a Alarico, para evitar o pior, que ele saqueasse a cidade e matasse a população. Não conseguiu e o saque teve início. Foram três dias de roubo, devastação e destruição. Os bárbaros respeitaram apenas as igrejas, por causa dos anos de contato e mediação com o papa Inocêncio I. Mesmo assim, a invasão foi tão terrível que seria comentada e lamentada depois, por santo Agostinho e são Jerônimo. Apesar de enfrentar inúmeras dificuldades, conseguiu manter a disciplina e tomou decisões litúrgicas que perduram até hoje. Elas se encontram na inúmera correspondência deixada pelo papa Inocêncio I. Aliás, com essas cartas se formou o primeiro núcleo das coleções canônicas, que faz parte do magistério ordinário dos pontífices, alvo de estudos ainda nos nossos dias. Também foi ele que estabeleceu a uniformidade que as várias Igrejas devem ter com a doutrina apostólica romana. Além disso, estratificou em forma e conteúdo a doutrina dos sacramentos da penitência, da unção dos enfermos, do batismo e do casamento. Durante o seu pontificado difundia-se a heresia pelagiana, condenada no ano 416 pelos concílios regionais de Melevi e de Cartago, convocados por iniciativa de santo Agostinho e com aprovação do papa Inocêncio I, que formalmente sentenciou Pelágio e seu discípulo Celestio. O papa Inocêncio I morreu no dia 28 de julho de 417, sendo sepultado no cemitério de Ponciano, na Via Portuense, em Roma.
Vítor I nasceu África. É algo incerta a cronologia deste papa. Alguns, seguindo o historiador Eusébio, fazem-no reinar até o ano 202. Teria morrido mártir na quinta perseguição, que foi movida nesse ano pelo imperador Sétimo Severo, ou então pouco antes, numa sublevação de pagãos. Declarou que água comum, de fonte, de poço, de chuva, do mar, etc… pode, no caso de necessidade, servir para a administração do batismo. Isto prova que já era costume, em tempo de paz, usar-se a água benta com a celebração do batismo. Sob S. Vítor a questão da data pascal, de novo agitada, deu mais brilho à supremacia do Bispo de Roma. A Igreja conservara do ritual judaico o uso de se consagrarem a Deus vários dias festivos. O sábado (a festa semanal judaica) foi cedo substituído pelo domingo em memória do dia da Ressurreição do Senhor. As festas hebraicas caíram em desuso, menos Pentecostes e Páscoa. Por esta é que se estabelecia todo o calendário judaico cristão. Na Ásia era a Páscoa celebrada no 14º dia do plenilúnio de março. Em Roma pretendia-se que a festa fosse sempre num domingo. O papa, examinando a opinião das demais Igrejas, fixou a Páscoa para o domingo seguinte ao 13º dia do plenilúnio de março. Mais tarde, 130 anos depois, o memorável Concílio de Nicéia (325) deu plena razão a S. Vítor.





































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