FESTA DA ASCENSÃO DE NOSSO SENHOR
Festa de 1ª Classe- Missa Própria

A ascensão é a segunda festa que se celebra dentro do ciclo litúrgico da vida do salvador. Era com com efeito que o divino ressuscitado deixasse de pisar a lama da terra e voltasse ao reino do Pai, onde vive como Deus, desde a eternidade.
Quarenta dias após a festa da Páscoa, celebra o ciclo pascal o aniversário que marcou o termino do reino visível de Cristo na terra. Os apóstolos estavam reunidos no cenáculo, nas vésperas de pentecostes, quando lhes apareceu o Senhor para tomar a última ceia. Depois conduzindo-os para fora da cidade, para os lados de Bethânia, ao monte das Oliveiras, que ficava fronteiro; abençoou-os e elevou-se diante deles ao céu. Era meio-dia. Uma nuvem branca ocultou-o e dois anjos anunciaram aos discípulos que o Senhor que eles viram com lágrimas de saudade ascender aos céus, havia de voltar no fim dos tempos.
Nos quarenta dias que se passaram em celebração da Páscoa do Senhor, lançou a Igreja fundamentos, e preparou-se para a ação poderosa e renovadora do Espírito Santo.
A Igreja manda dizer o Credo para exprimir e confessar sua fé na ascensão do Senhor: Creio num só Senhor Jesus Cristo, filho único de Deus, que subiu aos céus e está sentado a direita de Deus Pai.
Celebremos pois com grande alegria a ascensão do Senhor. Alegremos nossos corações pois podemos contar com a ajuda do Filho de Deus que está nos céus, lembrando que na terra somos membros continuadores de sua obra.
Páginas 530 a 534 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)
LEITURAS/LESSONS
Epístola (Atos 1, 1-11)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus, desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu). E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus. E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo. Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos… Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu.
Evangelho (Mc 16, 14-20)
Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos
Naquele tempo: Jesus apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados. Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
In English
Epistle (Acts 1: 1-11)
Lesson from the Acts of the Apostles.
The former treatise I made, O Theophilus, of all things which Jesus began to do and to teach, until the day on which, giving commandments by the Holy Ghost to the Apostles whom He had chosen, He was taken up: to whom also He showed Himself alive after His Passion by many proofs, for forty days appearing to them and speaking of the Kingdom of God. And eating together with them, He commanded them that they should not depart from Jerusalem, but should wait for the promise of the Father, which you have heard (saith He), by My mouth for John indeed baptized with water, but you shall be baptized with the Holy Ghost not many days hence. They therefore who were come together asked Him, saying: Lord, wilt Thou at this time restore again the kingdom of Israel? But He said to them: It is not for you to know the times or moments which the Father hath put in His own power: but you shall receive the power of the Holy Ghost coming upon you, and you shall be witnesses unto me in Jerusalem, and in all Judea and Samaria, and even to the uttermost part of the earth. And when He had said these things while they looked on, He was raised up: and a cloud received Him out of their sight. And while they were beholding Him going up to heaven, behold two men stood by them in white garments, who also said: Ye men of Galilee, why stand you looking up to heaven? This Jesus, who is taken up from you into heaven, shall so come as you have seen Him going into Heaven.
Gospel (Mark 16: 14-20)
The continuation of the holy Gospel according to Mark.
At that time Jesus appeared to the eleven as they were at table: and He upbraided them with their incredulity and hardness of heart, because they did not believe them who had seen Him after He was risen again. And He said to them: “Go ye into the whole world and preach the Gospel to every creature. He that believeth and is baptized shall be saved: but he that believeth not shall be condemned. And these signs shall follow them that believe: In My Name they shall cast out devils; they shall speak with new tongues; they shall take up serpents and if they shall drink any deadly thing, it shall not hurt them; they shall lay their hands upon the sick, and they shall recover.” And the Lord Jesus, after He had spoken to them, was taken up into Heaven and sitteth on the right hand of God. But they going forth preached everywhere, the Lord working withal, and confirming the word with signs that followed.












Caio. Era tão bela e encantadora como sua erudição se igualou à de seu pai. O imperador Diocleciano, que estava à procura de uma esposa para seu enteado Maximiano ouvido muitos elogios de Susan, mandou Claudius, um tio da menina que trabalhava no tribunal, dizendo que ele queria se casar com Susana Gabino Maximiano. Mas, como Susana soube da homenagem que distingue o imperador, disse que era a noiva de Cristo e não podia aceitar outro marido. Seu tio Cláudio, contudo, foi visitá-la e cumprimentou-a com um beijo e viu que Susana estava relutante em aceitá-lo, ele explicou que era um show simples de afeto. Ela respondeu: “O que me enoja não é o beijo, mas sua boca, profanado por sacrifícios aos ídolos.” Claude disse: “Como eu posso limpar minha boca?” “Arrependei-vos e sejam batizados”, foi a resposta.








Nazário e Celso foram dois mártires dos quais nada sabemos além da descoberta de seus corpos em Mediolano por Santo Ambrósio. Segundo Paulino, o Diácono em sua biografia do santo, o próprio Ambrósio, em algum momento nos três anos finais de sua vida, depois da morte do imperador Teodósio (m. 395), descobriu, num jardim fora das muralhas de Mediolano, o corpo de São Nazário, com a cabeça separada do corpo. Segundo a lenda, o sangue ainda estava líquido e vermelho quando seu corpo foi exumado. O bispo então levou-o para a Basílica dos Apóstolos. No mesmo jardim, Ambrósio descobriu também o corpo de São Celso, que ele transportou para o mesmo lugar. Segundo a Enciclopédia Católica : “Obviamente a tradição sobre estes mártires ainda existia na comunidade cristã de Mediolano, o que levou à busca e à descoberta dos corpos”
Inocêncio I era italiano, nasceu em Albano, uma província romana do Lazio. Ele foi eleito no ano 401 e governou a Igreja por dezesseis anos, num período dos mais difíceis para o cristianismo. Sua primeira atividade pastoral foi uma intervenção direta no Oriente, exortando a população de Constantinopla a seguir as orientações do seu bispo, são João Crisóstomo, e assim viver em paz. Mas um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos, liderados por Alarico. Roma estava cercada por eles desde o ano 408 e só não tinha sido invadida graças às intervenções do papa junto a Alarico. Pressionado pelo invasor, e tentando salvar a vida dos cidadãos romanos, Inocêncio viajou até a diocese de Ravena, onde se escondia o medroso imperador Honório. O papa tentava, há muito tempo, convencê-lo a negociar e conceder alguns poderes especiais a Alarico, para evitar o pior, que ele saqueasse a cidade e matasse a população. Não conseguiu e o saque teve início. Foram três dias de roubo, devastação e destruição. Os bárbaros respeitaram apenas as igrejas, por causa dos anos de contato e mediação com o papa Inocêncio I. Mesmo assim, a invasão foi tão terrível que seria comentada e lamentada depois, por santo Agostinho e são Jerônimo. Apesar de enfrentar inúmeras dificuldades, conseguiu manter a disciplina e tomou decisões litúrgicas que perduram até hoje. Elas se encontram na inúmera correspondência deixada pelo papa Inocêncio I. Aliás, com essas cartas se formou o primeiro núcleo das coleções canônicas, que faz parte do magistério ordinário dos pontífices, alvo de estudos ainda nos nossos dias. Também foi ele que estabeleceu a uniformidade que as várias Igrejas devem ter com a doutrina apostólica romana. Além disso, estratificou em forma e conteúdo a doutrina dos sacramentos da penitência, da unção dos enfermos, do batismo e do casamento. Durante o seu pontificado difundia-se a heresia pelagiana, condenada no ano 416 pelos concílios regionais de Melevi e de Cartago, convocados por iniciativa de santo Agostinho e com aprovação do papa Inocêncio I, que formalmente sentenciou Pelágio e seu discípulo Celestio. O papa Inocêncio I morreu no dia 28 de julho de 417, sendo sepultado no cemitério de Ponciano, na Via Portuense, em Roma.
Vítor I nasceu África. É algo incerta a cronologia deste papa. Alguns, seguindo o historiador Eusébio, fazem-no reinar até o ano 202. Teria morrido mártir na quinta perseguição, que foi movida nesse ano pelo imperador Sétimo Severo, ou então pouco antes, numa sublevação de pagãos. Declarou que água comum, de fonte, de poço, de chuva, do mar, etc… pode, no caso de necessidade, servir para a administração do batismo. Isto prova que já era costume, em tempo de paz, usar-se a água benta com a celebração do batismo. Sob S. Vítor a questão da data pascal, de novo agitada, deu mais brilho à supremacia do Bispo de Roma. A Igreja conservara do ritual judaico o uso de se consagrarem a Deus vários dias festivos. O sábado (a festa semanal judaica) foi cedo substituído pelo domingo em memória do dia da Ressurreição do Senhor. As festas hebraicas caíram em desuso, menos Pentecostes e Páscoa. Por esta é que se estabelecia todo o calendário judaico cristão. Na Ásia era a Páscoa celebrada no 14º dia do plenilúnio de março. Em Roma pretendia-se que a festa fosse sempre num domingo. O papa, examinando a opinião das demais Igrejas, fixou a Páscoa para o domingo seguinte ao 13º dia do plenilúnio de março. Mais tarde, 130 anos depois, o memorável Concílio de Nicéia (325) deu plena razão a S. Vítor.


















































