Liturgia Diária- 31/07/2017

SANTO INÁCIO DE LOIOLA, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.

A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

LEITURAS

Epístola (II Tim 2, 8-10; 3, 10-12)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Timóteo.

Caríssimo: Lembra-te de Jesus Cristo, saído da estirpe de Davi e ressuscitado dos mortos, segundo o meu Evangelho, pelo qual estou sofrendo até as cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus, esta não se deixa acorrentar. Pelo que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna. Quanto a ti, te aplicaste a seguir-me de perto na minha doutrina, no meu modo de vida, nos meus planos, na minha fé, na minha paciência, na minha caridade, na minha constância, nas minhas perseguições, nas provações que me sobrevieram em Antioquia, em Icônio, em Listra. Que perseguições tive que sofrer! E de todas me livrou o Senhor. Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer a perseguição.

Evangelho (Lc 10, 1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, designou o Senhor  setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa! Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.

Liturgia Diária- VIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

Todo o ensinamento do evangelho de hoje implica uma lição de prudência cristã e de zelo sobrenatural. Somente o Céu nos interessa, e é para lá que é preciso tender, utilizando as situações transitórias de aquém, para prosseguir, com todo o afã, no sentido do além. No assegurar-nos a vida eterna, deveríamos mostrar solicitude e prudência pelos menos iguais à que têm dos filhos das trevas, em seus negócios temporais. 

Encontrar-se-á, na epístola, a razão profunda deste desapego das coisas terrenas, e o segredo desta poderosa aspiração às coisas do Céu. É a graça que nos transforma e prepara para entrar no reino dos Céus. É o próprio Espírito Santo que nos dá uma alma de filhos e nos faz clamar a Deus: “Abba! Pai!”. 


Páginas 627 a 630 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Epístola (Rm 8,12-17)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos, estamos em dívida, mas não com a carne, como devendo viver segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne morrereis; mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!” O próprio Espírito se une ao nosso espírito, atestando que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.

Evangelho (Lc 16,1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo São Lucas.

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos esta parábola: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar não tenho força; de mendigar tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta- te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo.’ O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. “Eu vos digo: usai o ‘Dinheiro’, embora iníquo, a fim de fazer amigos, para que, quando acabar, vos recebam nas moradas eternas.”

Capítulo IV – “Escândalo para os judeus, Loucura para os pagãos” [A Cruz e o Crucificado]

“Prazerosa quietação da minha vida, sê bem-vinda, cruz querida. (…)

Quem não te ama vive atado, e da liberdade alheio

Quem te abraça sem receio não toma caminho errado.

Oh! ditoso o teu reinado, onde o mal não tem cabida!

Sê bem-vinda, cruz querida”

(Do poema À Cruz – S. Tereza de Jesus)

Após abordar nos capítulos anteriores a Igreja em seu aspecto mais geral, adentremos agora especificamente nos pontos em desacordo entre a doutrina católica e a das seitas protestantes, começando por um sumamente emblemático: o da cruz com o Crucificado. Os protestantes, em sua maioria, defendem que porque “Jesus já desceu da cruz” não há porquê de o representar crucificado. Nós, ao contrário, dizemos que justamente por assim ter escolhido morrer por nossos pecados é que a cruz se torna o troféu do qual se orgulhar. Quem tem a razão? É o que veremos neste capítulo. Note-se, antes, que há templos protestantes como, por exemplo, o de luteranos, metodistas e (sic!) batistas que possuem não só a imagem da cruz, mas com ela o Crucificado.

Liturgia Diária- 29/07/2017

SANTA MARTA, Virgem

Festa de 3ª Classe- Missa “Dilexisti” com Evangelho próprio.

image003

As escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilômetros de Jerusalém. Ali moravam Marta, Lázaro e Maria. Há poucas, mas importantíssimas citações de Marta nas sagradas escrituras.

É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus pisou em sua casa. Ali chegando Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia ouvindo o Mestre. Jesus aproveita então para ensinar que os valores espirituais são mais importantes que os materiais, apoiando Maria em sua ocupação de ouvir e aprender.

Fala-se dela também quando da ressurreição de Lázaro. É ela quem mais fala com Jesus, nesse acontecimento. Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará”. (Jo 11,20-22). O milagre de reviver Lázaro solicitado com tamanha simplicidade, por Marta, exemplifica a plena fé na onipotência do Senhor.


SANTOS FÉLIX, SIMPLÍCIO, FAUSTINO E BEATRIZMártires

Comemoração- Missa conforme à de Sta. Marta, com orações próprias

No mesmo dia de Santa Marta prima de Jesus, a Igreja comemora os mártires irmãos romanos Simplício, Faustino e Beatriz, que morreram pela fé de Cristo na perseguição dos imperadores Diocleciano e Maximiano.

Simplicio e Faustino de Roma foram presos. Como eram muito constantes na fé, um vigário do imperador mandou torturá-los e depois degolá-los, sendo seus corpos despejados no rio Tibre. Sua santa irmã Beatriz os recolheu para dar sepultura digna, e depois se escondeu na casa de uma santa viúva chamada Lucina, a qual passava dia e noite em oração, penitência e obras de piedade.

Sete meses durou esta santa companhia; mas o Senhor permitiu que um homem poderoso, chamado Lucrécio, ficasse cego de ambição e desejasse tirar de Santa Beatriz os seus bens de herança, juntando-os ao patrimônio que ele já possuía. Para poder fazê-lo mais facilmente e sem nada gastar de seu bolso, sabendo de sua condição de cristã, fez a ela um convite para sacrificar aos ídolos.

Como Beatriz confessou espontaneamente ser cristã e que de forma alguma adoraria a falsos deuses, Lucrécio a jogou na prisão, e à noite sufocou-a pelo pescoço até morrer. Sua santa amiga Lucina enterrou o corpo dela junto aos de seus irmãos Simplicio e Faustino. Mais tarde o Papa Leão II edificou um magnífico templo emRoma, e para lá trasladou os corpos santos destes mártires.

Para mostrar o tamanho mal que acontece aos que se deixam levar pela cobiça, e que o Senhor descobre e pune as ciladas e artifícios dos homens maus, convém saber como foi o castigo sofrido por Lucrécio.

O ímpio senhor, tão logo se apossou da herança de Beatriz, ofereceu a alguns de seus amigos uma festa para comemorar o delito. Enquanto ele se esbaldasse de alegria e chacota, zombando dos santos mártires e se sentindo dono da fazenda que não lhe pertencia, do nada compareceu ao banquete uma mulher com um bebê lactante aos braços. O bebê, em alto e bom som, disse diante de todos: “Olá, Lucrécio! Mataste, e te apossaste de bem alheio, e caíste em mãos de teu inimigo.”

Imediatamente Lucrécio caiu atordoado, ficou pálido e passou a sangrar; em seguida, ficou possesso do demônio, que lhe atormentou cruelmente durante três horas, para então morrer com grande dano à sua alma e grande proveito de muitos, que com tal fato entenderam que Deus não só reserva o prêmio aos bons e o castigo aos maus, como também tira a máscara dos que mentem e tramam, e mostra que as benesses obtidas por meios ilícitos se transformam em punhal e veneno dos que pecam para conquistá-los.

A Igreja celebra a festa dos Santos Simplício, Faustino e Beatriz no dia de seu martírio, ocorrido em 29 de julho de 302. Fazem menção deste fato todos os Martirológios: o Romano, o de São Beda, o de Usuardo e o de Adon; nas Atas de Santo Antímio Mártir, também se escreve a suma do martírio destes santos irmãos.


LEITURAS

Epístola (II Cor 10, 17-18; 11, 1-2)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: quem se gloria, glorie-se no Senhor. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda.  Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me. Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.

Evangelho ( Lc 10,38-42)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo, estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa. Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada.

 

Liturgia Diária- 27/07/2017

SÃO PANTALEÃO, Mártir

Comemoração- Missa da Féria com orações da Missa “Laetabitur”

O santo de hoje viveu no séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.

Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.

Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.

Um dia que se viu diante de uma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o santo batismo.

Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava, suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado. Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.

LEITURAS

Epístola (Rm 6,19-23)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos .

Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho (Mt 7, 15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

I- O Matrimônio na história do homem

Por Padre Lucas Prados

Traduzido por Airton Vieira

O matrimônio cristão é aquele sacramento pelo qual duas pessoas de distinto sexo, hábeis para casar-se, se unem em mútuo consentimento em indissolúvel comunidade de vida com o fim de engendrar e educar a prole, e recebem graça para cumprir os deveres especiais de seu estado.

No presente capítulo, dedicado ao sacramento do matrimônio, tentaremos fazer uma exposição clara e resumida de tudo aquilo que um cristão bem formado deveria saber a respeito. Falaremos pois de:

  • O matrimônio na história do homem.
  • O matrimônio civil e o matrimônio como sacramento.
  • Matéria, forma, ministro, sujeito e efeitos do matrimônio.
  • Propriedades do matrimônio.
  • Os fins do matrimônio: primário e secundário.
  • Condições para a validez e licitude do matrimônio.
  • O matrimônio temporário e o matrimônio consumado.
  • Matrimônios mistos e disparidade de culto.
  • Divórcio e nulidade matrimonial.
  • É possível falar de Matrimônio entre pessoas do mesmo sexo?

Como podem ver, o tema é amplíssimo, de forma que tentaremos simplificar ao máximo mantendo em todo tempo a claridade dos conceitos e da exposição.


1.- “O homem … se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne”

1.1 O mandato de Deus expresso no Gênesis

O matrimônio foi instituído por Deus como último ato criador ao formar Eva de Adão. Uma vez criado o homem disse Deus:

Não é bom que o homem esteja só, vou fazer-lhe uma ajuda semelhante a ele… Apresentou então Deus ao homem todos os gados, as aves do céu, e todos os animais do campo, aos que Adão impôs nome; mas em nenhum encontrou uma ajuda adequada para ele… e Deus fez cair um profundo sono sobre o homem. Retirou uma costela enchendo o vazio com carne, formou uma mulher e a levou ante o homem, que exclamou: Esta sim que é osso de meus ossos e carne de minha carne, será chamada varoa pois do varão há sido tomada. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e serão uma só carne (Gen 2: 18-24).

O Criador fez o homem e a mulher um para o outro de tal maneira que sua união fosse indissolúvel. Serão uma só carne. Ademais o autor sagrado não se contenta somente com elogiar a união matrimonial, como também recalca a unidade monogâmica frente aos muitos abusos. Deus bendiz ao casal e lhes dá domínio sobre a criação:

“E criou Deus o homem a imagem de Deus; os criou macho e fêmea e os abençoou Deus e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai os peixes do mar e as aves do céu e todo animal que anda sobre a terra” (Gen 1: 27-28).

O mandato de crescei e multiplicai se cumprirá inexoravelmente; sendo desde esse momento a procriação, o fim primário do matrimônio (Gen 3:20; 1:28). O pecado original ocasionou a perda do estado de inocência inicial; em adiante, o sofrimento, a concupiscência, as tentações passionais, tratarão de dominar ao homem (Gen 3:16)

1.2 Desde o Pecado Original até o Nascimento de Cristo

Em muitos povos dominou, durante séculos, o costume patriarcal de que os pais determinassem o contraente sem perguntar aos filhos, tendo um papel decisivo os interesses econômicos, dinásticos ou políticos. Por isso, se dava por suposto que a mútua e profunda inclinação entre os sexos conduzia de imediato à simpatia e ao afeto. Não raro se viam os noivos pela primeira vez no dia da boda. Então se dizia: “porque tu és minha esposa, te quero”; hoje, em troca, se diz: “porque te quero, serás tu minha esposa”.

Naturalmente, o contrato matrimonial da época patriarcal somente podia considerar-se moralmente correto quando os contraentes davam seu assentimento à decisão paterna, sem temor e sem coação, e quando podia dar-se por seguro que haveria de despertar-se o amor mútuo. A Igreja tem considerado válidos os Matrimônios celebrados segundo costume em tempo do patriarcalismo, enquanto tem declarado inválidos os Matrimônios celebrados sob coação.

O matrimônio aparece como um convênio ou assunto privado entre as partes interessadas. O noivo (ou o pai do noivo, ou a mãe ou ambos) por um lado, e os pais da esposa (ou o pai, ou a mãe ou ambos) por outro, arranjavam a boda. Deus era a testemunha e o protetor deste acordo (cfr. Tob 8:7; 10:15; Gen 1:28; 2:18; Mal 2:17).

Do forte acento posto no fim primário do matrimônio, a procriação, derivam em Israel a justificação da poligamia (1 Re 11:1 ss.), do levirato (Gen 38:6 ss.), e de outros costumes, enquanto que a falta de filhos era tida por um castigo de Deus e uma maldição (Gen 30:1; 1 Sam 1:6 ss.; Jer 18:21).

Na Antiguidade era frequente ter duas esposas (concubina ou escrava); e assim o Código de Hamurabi autorizava ao esposo de mulher estéril tomar a sua escrava. Algo parecido encontramos nos patriarcas: Sara, ao sentir-se estéril, ofereceu sua escrava Agar a Abraão (Gen 21:14). Jacó tomou por esposas as duas irmãs filhas de Labão: Lia e Raquel (Gen 26:34 ss.; 28:65). Esaú se casa com três mulheres (Gen 26:34; 28:65).

Em tempos de Salomão o interesse político influiu nas bodas e o mesmo monarca contraiu múltiplas núpcias com mulheres estrangeiras para afiançar alianças (1 Re 11:1 ss.). Com alguma antecipação se arranjava a boda com todos seus detalhes, especialmente o preço; mas longe do que se pode pensar, a aquisição da esposa não era um contrato de compra e venda, porque o marido não podia dispor de sua mulher como de um objeto adquirido por compra ou como se fazia com a escrava. O preço era antes uma espécie de compensação pelos danos e prejuízos feitos a sua pessoa ou a seus bens. O matrimônio se contraía já na mocidade, em geral aos 18 anos (Eclo 7:23; 2 Re 8:16 ss.). Uma vez pagado o preço, a esposa passava a ser propriedade sua; era seu possuidor e ela sua pertença (Dt 22:22). Quando entrava a seu novo lar sob o poder conjugal do esposo, a mulher estava casada (Gen 24:65; Ez 16:18). Se celebrava uma festa que costumava durar até sete dias (Tob 11:21; Gen 29:27; Rut 3:9). O fato de passar a mulher ao poder do marido podia simbolicamente expressar-se estendendo a orla do vestido sobre ela.

Essa difusão da poligamia não impede que a monogamia seja vista como ideal matrimonial e a Sagrada Escritura põe exemplos recomendáveis como o de José, filho de Jacó e Raquel (Gen 30:22), que pela inveja de seus irmãos foi vendido como escravo a uns mercadores ismaelitas no deserto e levado ao Egito (Gen 37: 25 ss.). Ali permaneceu fiel à lei do Senhor, e por não querer consentir em adultério com a esposa de seu amo Putifar, mordomo do faraó, mereceu a prisão (Gen 39:7). O Sumo Sacerdote não podia ter mais que uma só esposa.

No Salmo 127:3 a poligamia se dá por desterrada“Tua esposa será como uma vide fecunda no interior de tua casa” e no livro dos Provérbios se recalca a exclusividade do amor matrimonial: “Seja tua fonte bendita, sacia-te na mulher de tua mocidade, cerva amável, graciosa gazela. Tenha ela sua conservação contigo. Seu amor te apaixone para sempre” (5:16 ss.). E de modo ainda mais claro se vê no Cântico dos Cânticos.

É indubitável que a partir do Exílio (s. VI a. C), a monogamia renasce no Povo de Deus. O livro de Tobias é um claro exemplo da alta concepção do matrimônio no povo hebreu:

“Tu fizeste Adão e lhe deste por ajuda e auxílio Eva, sua mulher; deles nasceu todo a linhagem humana, Tu disseste: Não é bom que o homem esteja só; façamos-lhe uma ajuda semelhante a ele. Agora, pois, Senhor, não levado da paixão sexual, mas do amor de tua lei, recebo a esta semelhante a mim por mulher. Tem misericórdia de mim e dela e concede-nos longa vida” (8, 5-8).

O matrimônio por levirato existiu sempre no Oriente e se funda em um princípio de direito hereditário, que estabelece que a viúva deve passar sempre à família do marido. Segundo o Antigo Testamento a viúva de um homem que morria sem filhos devia casar-se com seu cunhado a fim de conseguir descendência para o defunto (cfr. Gen 38:8; Dt 25: 5-10). O costume do matrimônio por levirato existia ainda nos tempos de Jesus Cristo (Mt 22:24).

Nos textos do Gênesis o matrimônio aparece claramente descrito como uno e indissolúvel. A legislação mosaica não instituiu o divórcio, mas o tolerou. O divórcio não é uma lei, mas uma exceção tolerada. Assim o Deuteronômio autoriza ao marido que descobre “algo escandaloso” em sua esposa a escrever uma carta de repúdio, que entrega à mulher, enviando-a a casa de seus pais (Dt 24: 1-5). Segundo a maior parte dos autores, esse texto jurídico não é uma concessão de divórcio, mas antes uma limitação: isto é, opinam que em épocas anteriores, os esposos repudiavam sem mais a suas esposas; o Deuteronômio limita esse direito exigindo que exista uma causa. Ainda que em princípio o divórcio podia dar-se só por iniciativa do marido, posteriormente, em tempos do exílio babilônico, se admitiu também por parte da mulher.

1.3 A restauração do matrimônio original realizada por Jesus Cristo

Há que mencionar em primeiro lugar aqueles textos nos que Cristo restitui o matrimônio a sua primitiva perfeição pondo de relevo que a tolerância do repúdio foi por motivo da dureza do coração do povo judeu e, portanto, alheia ao espírito da lei (cfr. Mt 5:32; 19:4 ss.; Mc 10: 2-12; Lc 16:18).

Recordemos também que Jesus participa em um banquete de bodas como convidado especial e ali realiza seu primeiro milagre (Jo 2:1 ss.) convertendo a água em vinho. A tradição tem visto nesse fato uma consagração por parte de Cristo do valor das núpcias, e portanto uma como proclamação de seu carácter sacramental no cristão.

Com o anúncio evangélico aparece um novo ideal: haverá homens e mulheres que por amor ao Reino dos Céus renunciarão voluntariamente ao Matrimônio (Mt 19:11); são a virgindade cristã e o celibato. Mas isso não supõe um desprezo do matrimônio. Na nova economia, o cristão pode seguir dois caminhos até a Segunda vinda do Filho de Deus: o estado matrimonial e o celibato. Na vida futura o matrimônio será abolido pois “nem os homens tomarão mulheres nem as mulheres tomarão marido, mas que serão como os anjos no céu” (Mt 22:29).

O Novo Testamento elevou o estado matrimonial; já não é somente um pacto ou acordo entre os contraentes, onde o esposo deve pagar um preço; o matrimônio, proclama São Paulo, é um sacramento (Ef 5: 22-23).

São Paulo resolve também as polêmicas suscitadas entre os novos cristãos das comunidades gregas de Corinto. O desconhecimento da doutrina inclinava aos novos fiéis a doutrinas aberrantes: “tudo me é lícito”, diziam uns (1 Cor 6:9 ss.) desconhecendo a santidade do corpo e a ressurreição, legitimando assim a anarquia sexual; “é bom não tocar mulher”, diziam outros, suspendendo a ordem criacional. A doutrina do Apóstolo aclara as questões colocadas: pode e deve contrair Matrimônio aquele a quem Deus dá esse dom, mas de modo absoluto é melhor a virgindade. O que se casa não peca, ainda que para dedicar-se às coisas do Senhor é melhor estar célibe, pois o que se casa tem que estar preocupado pelas coisas do mundo e como agradar a sua mulher; em troca o que se mantém célibe pode dedicar-se com liberdade às coisas do Senhor (cfr. 1 Cor 7: 1-11; 1 Tim 4:3 e 5: 8-15).

Mencionemos finalmente outros textos neotestamentários nos que se faz referência a questões práticas ou aos deveres matrimoniais e familiares: Heb 13:4; Ef 6: 1-9; Col 3: 18-22; 1 Tes 5: 8-15; 6: 1-2; Tit 2: 1-10; 1 Pe 3: 1-7.

2.- Teologia bíblica sobre unidade e indissolubilidade ou matrimônio

Seria equivocada uma apresentação da doutrina bíblica do matrimônio que não tivesse em conta o dinamismo da história da salvação e o aprofundamento progressivo do povo de Israel na verdade revelada.

2.1 Os relatos do Gênesis

Há dois relatos no Gênesis sobre a criação do homem e mulher e sobre a formação do casal humano. O ver seu conteúdo e diferenças é fundamental para a devida compreensão da doutrina e moral do matrimônio.

relato de Gen 2: 18-25 é o mais Antigo dos dois; seu conteúdo fundamental se pode expressar nas seguintes afirmações:

  1. Solidão do primeiro homem“não é bom que o homem esteja só”. A este respeito já sabemos que na Igreja há duas formas de sair dessa solidão: o matrimônio e a virgindade;
  2. Igualdade fundamental de homem e mulher: se refere à igual dignidade pessoal de ambos quanto a sua natureza e destino sobrenatural (Gen 2: 22-23);
  3. Poderoso e misterioso atrativo entre homem e mulher: esta reflexão do Gen 2: 21-24 tem um interesse extraordinário para a doutrina matrimonial, sobretudo na perspectiva de sua unidade e indissolubilidade, tal como as interpreta Cristo mesmo: “não haveis lido que o Criador desde o princípio os fez varão e mulher (no singular) e que lhes disse: por isto o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e serão os dois uma só carne?”(Mt 19: 4-5);
  4. União total e íntima: se trata, em efeito, de uma união mais íntima e prevalente que a de pais e filhos, uma união de características fundamentalmente distintas, já que se trata de uma união que também é de ordem física, corporal, conjugal; sem descuidar a espiritual, psicológica, cultural, moral, pessoal. Tudo isto e mais está compreendido, ou ao menos sugerido, no termo hebreu dabaq: aglutinar, aderir-se, unir-se intimamente homem e mulher. A expressão bíblica uma carne, expressão clara e misteriosa ao mesmo tempo, parece sugerir em um primeiro plano a união conjugal mediante o ato carnal; mas tem também, como temos dito, um sentido mais pleno e total: desde o físico até o espiritual, e vice-versa. A Bíblia se move na perspectiva integral, humana e salvífica;
  5. Exclusão da poligamia e do divórcio: é a consequência que se desprende obviamente da afirmação anterior, na que o texto bíblico expôs o plano divino primitivo: se são uma mesma carne, estará claro que é ilícito dividir e separar ao homem e sua mulher: “o que Deus uniu, o homem não o separe” dirá Cristo (Mt 19:6). O Concílio Vaticano II afirma que “esta íntima união dos esposos, exige plena fidelidade dos esposos entre si e urge a indissolubilidade do matrimônio”[1].

O pecado original produzirá a princípio uma brecha nesta unidade e indissolubilidade, tal como vemos no capítulo 3 do Gênesis; brecha que acabará em ruptura no seguinte capítulo.

A segunda narração do plano de Deus acerca do homem e da mulher a encontramos em Gen 1: 26-28 e nos apresenta as características da instituição matrimonial estabelecidas por Deus:

  1. homem e mulher são imagem de Deus(1:26);
  2. sexo é bompor ser criação de Deus (1:27);
  3. fecundidade é fruto da benção de Deus(1:28).

Apresentando agora sinteticamente o resultado unitário dos elementos matrimoniais de ambas narrações bíblicas, diremos que o matrimônio segundo o plano de Deus aparece como:

  1. uma comunidade de amor entre homem e mulher(Gen 2);
  2. uma instituição (Gen 1) que provém de Deus, com as leis fundamentais de unidade e indissolubilidade;
  3. orientada para a procriação e educação dos filhos.

2.2 A época dos profetas

A restauração do matrimônio na história da salvação terá na pedagogia divina duas grandes coordenadas: os filhos e o amor; que são os dois valores fundamentais do matrimônio.

Sendo o pecado a corrupção do amor verdadeiro, os profetas quererão pôr remédio a este mal fundamental fazendo uma verdadeira teologia do amor. Eles exaltam e dignificam o amor matrimonial valendo-se do símbolo do amor de Deus a seu povo elegido. Oséias é o primeiro em utilizar este simbolismo (Os 1-3). A literatura profética apresenta indubitavelmente as páginas mais belas, luminosas e profundas do Antigo Testamento, seja pela concepção pura do monoteísmo como pela forma comovedora da descrição do amor de Deus aos homens. No primeiro plano de não poucos textos proféticos (Jer 2:2; 3:1-13; Is 54: 4-8; 62:4 e ss.; Ez caps. 16 e 23) aparece a Aliança de Deus com seu povo, recorrendo sempre como riqueza de imagem ao símbolo matrimonial. Esses profetas falam em primeiro lugar do amor gratuito de Deus a seu povo, e dos adultérios com que este responde ao amor de Deus. Nos profetas se encontram ensinamentos esplêndidos para a vida e santificação dos esposos. Esta leitura profética obteve efeitos benéficos na ordem doutrinal do matrimônio, fazendo-o progredir para formas mais puras e mais em conformidade com o plano de Deus.

2.3 Período pós-exílico (desde 538 a.C.)

O período pós-exílico assinala uma recuperação moral e espiritual muito grandes, sendo bastante clara a tendência à monogamia, ao menos como ideal do matrimônio. O adultério era severamente castigado com a pena de morte para ambos cônjuges na legislação mosaica (Lev 20:10). Quanto ao repúdio unilateral à mulher por parte do varão (praticado por todos os povos em torno a Israel) tinha uma cláusula limitadamente permissiva no livro do Deuteronômio (24:1). As famílias judias representadas no livro de Tobias eram monogâmicas (Tob 1: 6,8). E os livros sapienciais exortam aos homens a buscar a alegria matrimonial na mulher única da juventude sem pretender outras (Prov 5,18). O Profeta Malaquias se levantou com uma mensagem clara contra o libelo de repúdio dizendo por parte de Deus: “Eu detesto o libelo de repúdio, diz Yahweh, Deus de Israel” (Mal 2: 14-16).

Ao dizer que a pedagogia divina do matrimônio no Antigo Testamento foi de uma educação progressiva, ainda não dissemos o principal. Jesus dirá que Moisés havia permitido o divórcio pela dureza de coração (Mt 19,8). São Paulo dirá que a antiga economia obedecia a certa permissão da paciência divina (Rom 1-3), como se se tratasse de menor idade espiritual da humanidade até chegar à maturidade e plenitude de graça em Cristo.

2.4 Na época neotestamentária

Os Evangelhos transferem a Cristo o título de Esposo atribuído pelos profetas a Yahweh no Antigo Testamento. A doutrina do Reino de Deus, núcleo dos Evangelhos sinóticos, se articula sobre o tema da alegoria matrimonial: “O Reino dos céus é semelhante, a um banquete de bodas que o Rei preparou para seu Filho” (Mt 22: 1-14).

Um dos pontos mais significativos da mensagem de Jesus Cristo é seu ensinamento relativo à indissolubilidade do matrimônio (Mc 10: 2-12; Lc 16:18; Mt 19; 1 Cor 7). Tanto o Evangelho de São Lucas como o de São Marcos, nos textos citados anteriormente, nos transmitem a doutrina pela que Cristo define como adultério o repúdio da mulher e sua posterior união com outra: “quem repudia a sua mulher e se casa com outra, comete adultério; e quem se casa com a repudiada comete também adultério”.

Qual é o conteúdo de Mc 10: 2-12, que é a perícope mais importante?:

  • que o libelo de repúdio obedecia a uma concessão precária pela dureza de coração;
  • “que no princípio não foi assim, mas que varão e mulher os fez Deus”;
  • que constituem entre si uma união mais íntima e inseparável que a que se tem com o pai e a mãe: “por isso deixará seu pai e sua mãe e serão os dois uma só carne”;
  • Cristo insiste nesta mesma união íntima como argumento de indissolubilidade: “assim, pois, já não são dois senão uma só carne”;
  • que essa união a realiza o mesmo Deus: “o que Deus uniu, o homem não o separe”;
  • que o homem não tem poder para separar o que Deus uniu;
  • o versículo 10 nos fala da surpresa dos discípulos que uma vez em casa, interrogam a Cristo; o qual demonstra ter compreendido o alcance e a novidade desta mensagem;
  • mas Jesus insiste: “quem repudie a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra aquela”;
  • “e se ela repudia a seu marido e se casa com outro, comete também adultério”.

Como explicar então o inciso que aparece nos relatos de São Mateus (19:9 e 5:32) que parecem uma exceção à indissolubilidade do matrimônio?

 “Mas eu vos digo que quem repudia a sua mulher — exceto o caso de fornicação — a expõe ao adultério, e o que se casa com a repudiada, comete adultério” (Mt 5:32).

“E eu digo que quem repudia a sua mulher (salvo caso de fornicação) e se casa com outra, adultera” (Mt 19:9).

Sem entrar no detalhe das mesmas, façamos algumas considerações gerais: A primeira tomada do contexto do próprio São Mateus, que é claramente em favor da indissolubilidade:

“Não haveis lido que o Criador, desde o princípio, os fez varão e mulher e que disse: por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e serão os dois uma só carne? De maneira que já não são dois mas uma só carne. Pois bem, o que Deus uniu, não o separe o homem”. Dizem-lhe: então por que Moisés permitiu dar ata de divórcio e repudiá-la? Respondeu-lhes Jesus: por vossa dureza de coração os permitiu repudiar a vossas mulheres, mas no princípio não foi assim” (Mt 19:4-8).

Como se vê, este contexto e este ensinamento de São Mateus não é distinto do dos outros sinóticos, mas favorável à indissolubilidade e contrário ao divórcio.

A esta primeira consideração se acrescenta que os versículos 19:9 e 5:32, que poderiam parecer insinuar que há lugar a exceções no tema de indissolubilidade, seriam, segundo exegetas bem conhecidos como Bonsirven, Spadafora, Vaccari e Spicq, uma interpretação incorreta do original. [2]Realmente o texto original não diria nisi ob fornicationem (exceto em caso de adultério),  mas exceto no caso de concubinato. A palavra grega porneia, que aparece neste versículo, e que corresponde ao rabínico zenut (Matrimônio inválido, não verdadeiro, concubinato) indicaria o caso da união na que não existiu vínculo matrimonial.[3]

Expostas estes ensinamentos do Evangelho sobre o matrimônio, ainda temos de destacar dois aspectos mais, tomados de São Paulo: o primeiro se refere à consideração do matrimônio como dom e carisma de Deus (cfr. 1 Cor 7: 1-17). Por outro lado, o mesmo São Paulo situa todo o tema do matrimônio cristão na perspectiva do mistério da salvação: “Grande mistério (sacramento) é este, mas eu o digo em relação a Cristo e à Igreja” (cfr. Ef 5: 22-32).


NOTAS:

[1] Vaticano II, Constituição Gaudium et spes, 48.

[2] Cristo afirma a indissolubilidade do matrimônio. O inciso aparentemente exceptivo do versículo 32, que só consigna São Mateus, do que se deduz que responde à situação peculiar da Igreja mateana, composta de cristãos vindos do judaísmo e da gentilidade, se refere a Matrimônios nulos por haver sido contraídos em graus de parentesco proibidos pela lei (cf. Lev 18) e que os judeus haviam permitido a seus prosélitos. É o significado de porneia na literatura rabínica. Cf. também Mt 19:9.

[3] Cf. J. Bonsirven, Le divorce dans le Nouveau Testament, París, 1948, 422 ss.


Fonte: https://adelantelafe.com/Matrimônio-la-história-del-homem/

 

Liturgia Diária- 26/07/2017

SANTA ANA, Mãe da Santíssima Virgem

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

O proto-evangelho de São Tiago narra-nos que os vizinhos de Joaquim (nome que significa a quem Jeová confirma), desprezavam-nos porque não tinham filhos. Então, o santo retirou-se quarenta dias ao deserto para orar e jejuar. Ana (cujo nome significa Graça) “fazia lamentações”. Um anjo lhe apareceu e disse-lhe: “Ana, o Senhor ouviu tua oração: conceberás e darás a luz. Sobre o fruto de teu ventre falará o mundo inteiro”.

Nasceu-lhe Maria, Aquela que seria a Mãe de Deus. Esta narração se parece muito com a concepção e o nascimento de Samuel, cuja mãe se chamava também Ana (1 Reis, 1). Os primeiros Padres da Igreja oriental viam nesse caso um paralelo entre a narração da concepção de Samuel e a de João Batista.

A melhor prova da antiguidade ao culto a Santa Ana em Constantinopla é que, em meados do século VI, o imperador Justiniano dedicou-lhe um santuário. Há também dois afrescos que representam Santa Ana e datam do século VIII. No Oriente dedicam-lhe veneração desde o século VI Em 1382, o Papa Urbano VI publicou o primeiro decreto pontifício referente a Santa Ana; por ele concedia-se a celebração da festa da santa exclusivamente aos bispos da Inglaterra. A festa foi extensa depois a toda a Igreja do ocidente a partir de 1584.


Páginas 1193 a 1194 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Leitura (Pr  31,10-31) 

Leitura do livro dos Provérbios.

Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. Semelhante ao navio do mercador, manda vir seus víveres de longe. Levanta-se, ainda de noite, distribui a comida à sua casa e a tarefa às suas servas. Ela encontra uma terra, adquire-a. Planta uma vinha com o ganho de suas mãos. Cinge os rins de fortaleza, revigora seus braços. Alegra-se com o seu lucro, e sua lâmpada não se apaga durante a noite. Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso. Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. Ela não teme a neve em sua casa, porque toda a sua família tem vestes duplas. Faz para si cobertas: suas vestes são de linho fino e de púrpura. Seu marido é considerado nas portas da cidade, quando se senta com os anciãos da terra. Tece linha e o vende, fornece cintos ao mercador. Fortaleza e graça lhe servem de ornamentos; ri-se do dia de amanhã. Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de sua língua. Vigia o andamento de sua casa e não come o pão da ociosidade. Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. Muitas mulheres demonstram vigor, mas tu excedes a todas. A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar. Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade.

Evangelho (Mt 13,44-52 )

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos a seguinte parábola: O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

 

[Comunicado] Curso de Acólitos

Comunicamos que, por motivos pastorais, a realização do Curso de Formação de Acólitos foi transferida para o dia 26 de agosto. Por esse motivo, estamos reabrindo as inscrições. 

Data: 26 de agosto (sábado)

Horário: Das 8 às 11 horas;

Local: Sede da Irmandade do Carmo: Av. Mauá, 148, Bairro Bom Jesus, Uberlândia. 

Requisitos: Rapazes de idade igual ou superior a 14 anos. 

Os interessados, que ainda não tenham feito sua inscrição, deverão preencher a Ficha de Inscrição Online.

Liturgia Diária- 25/07/2017

SÃO TIAGO MAIOR, Apóstolo

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

SO_TIA-1

Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.

Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d’Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.

Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho: “Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.


SÃO CRISTÓVÃO, Mártir

Comemoração- Missa de São Tiago, com 2ªs orações da missa “In Virtute”

download

São Cristovão nasceu no século III, era filho primogênito do rei de Canaã, e recebeu o nome de Ofero Relicto despertando admiração pelas suas virtudes, principalmente a delicadeza com que tratava as pessoas. Era belíssimo e sua ambição maior era a se servir um rei que fosse muito poderoso.

Cristovão passou a prestar serviços ao imperador, como guerreiro famoso e temido e passou a obedecer a Satã, cujo poder fazia o imperador se amedrontar. Relicto percebeu que acima do poder de satanás, estava a cruz, ante a qual fogem todos os demônios e Relicto de tornou cristão. Começou a viajar em busca da história do Crucificado e em uma de suas viagens encontrou um eremita que lhe contou a história.

Converteu-se, batizou-se e decidiu devotar a vida ao transporte dos viajantes que necessitassem atravessar um rio caudaloso. Certo dia, um menino pediu a Cristovão que o levasse até a outra margem. Colocou a criança nos ombros, entrou na água e começou a sentir que o peso aumentava a cada passo.

Ao chegar à margem oposta, curvado pela carga, quase morrendo afogado por seu enorme peso, ouviu do menino: “Não te surpreendas com o que aconteceu, pois comigo carregaste todos os pecados do mundo.” Só então reconheceu o pequeno viajante: era o próprio Jesus, que o mandou cravar na terra o cajado no qual se apoiava.

No dia seguinte, o cajado tinha se transformado numa palmeira. O milagre fez com que muitos se convertessem e levo Relicto Ofero a mudar seu nome para Chistophoros (Cristóvão) que em grego significa “aquele que carrega Cristo”. Retirado do calendário litúrgico católico em 1969 por ter-se dúvidas de sua verdadeira existência, São Cristóvão continua a ser venerado em todo o mundo como protetor dos viajantes e motoristas.


Páginas 1189 a 1192 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Epístola (I Cor 4,9-15)

Leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios. 

Irmãos, ao que parece, Deus nos tem posto a nós, apóstolos, na última classe dos homens, por assim dizer sentenciados à morte, visto que fomos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.10.Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados! Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes, fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos! Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora… Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados. Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais; ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho.

Evangelho (Mt 20,2023)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.  

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante dele para lhe fazer uma súplica. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou.

O que diz o cardeal Sarah sobre a família seria delito em vários países

A retórica dos críticos de Sarah revela que os católicos liberais se converteram em nacionalistas eclesiais.

 


Tradução de Airton Vieira

Um grupo de críticos “pede a cabeça de Sarah na bandeja” em várias revistas católicas liberais e inclusive clamam a que o cardeal seja substituído, aponta o autor Matthew Schmitz em um artigo em Catholic Herald no que aporta citações de National Catholic Reporter, The Tablet e de Commonweal.

“Sarah no foi sempre tratado como o homem mais perigoso da cristandade. Quando em 2014 o Papa Francisco o nomeou prefeito da Congregação para o Culto Divino, foi bem recebido incluso pelos que hoje lhe criticam”.

O prefeito era visto como um homem do Vaticano II, um africano favorável à inculturação, um clérigo não ambicioso, cálido e modesto.

Liturgia Diária- 24/07/2017

SANTA CRISTINA, Virgem e Mártir

Comemoração- Missa comum do Domingo, com 2ªs orações da Missa “Me esdpectaverunt”

Cristina nasceu na Toscana (Itália), perto do lago de Bolsena, no ano 288 d.C., e com apenas 12 anos morreu mártir, no ano 300 d.C. Era filha de Urbano, oficial do exército em Tir, na Etrúria, parte da Toscana. Urbano era rude de sentimentos e inimigo dos cristãos. Em sua própria casa, muitas vezes os cristãos eram submetidos a interrogatórios humilhantes. Diante de tais cenas, Cristina se perguntava qual o motivo da serenidade e alegria dos cristãos, que ela já começava a admirar e venerar.

A resposta lhe veio por uma escrava cristã, que a preparou para o Batismo. Urbano desconfiava que a filha se interessasse pela comunidade cristã. Deu-lhe ordem de prestar culto a ídolos, queimando incenso. A menina negou-se a isso. Interrogada pelo pai, Cristina respondeu: “Tolo é vosso medo, tola a vossa advertência; diante de um deus cego aos sofrimentos do povo, surdo ao clamor dos fracos, eu não peço favores e não acendo uma vela. Ao Deus vivo, ao Senhor do céu e da terra que nos enviou seu Filho Jesus, a este, sim, apresento sacrifícios de verdade e amor”.

A severidade do pai aumentou, mas Cristina respondia a isso participando da celebração da Eucaristia e de outras reuniões dos cristãos, visitando os encarcerados, dando esmola aos pobres. Sua coragem e caridade fizeram-na vender as imagens dos ídolos para adquirir bens em favor dos pobres. O pai ficou furioso. Por isso, Cristina foi chicoteada. Aos que lhe pediam que cedesse à vontade do pai, respondia: “Deixar a vida não me custa; abandonar minha fé, isto nunca”.

Urbano prosseguiu na tortura: a filha, amarrada, foi lançada ao fogo. Conta a história que um anjo defendeu-a e as chamas não lhe queimaram. Ainda irado contra a filha, ordenou prendê-la. Então, mandou amarrar uma pedra de moinho em seu pescoço e lançá-la ao lago. Conta-se que após lançada às águas, a pedra de moinho veio à tona, não permitindo, assim, que Cristina se afogasse. A exaltação de Urbano foi tão grande que morreu de colapso.

Dio, sucessor de Urbano, também nada conseguiu de Cristina e, por isso, ordenou que fosse queimada viva. Segundo a história, o fogo não queimou a menina. Posta entre cobras, nenhuma a feriu. E tendo sua língua cortada, mesmo assim cantou os louvores do Senhor Jesus Cristo. Então, o juiz, enraivecido com os triunfos da jovem, ordenou sua morte a flechadas. Com isso foi-lhe tirada a vida terrena e ela entrou na glória eterna.

LEITURAS

Epístola (Rm 6,19-23)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos .

Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho (Mt 7, 15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Liturgia Diária- VII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

O Intróito de hoje é um alegre convite de louvor ao Senhor, nosso Deus, que é grande rei de toda a terra, Rex Magnus. Este é o destino de cada homem e mais precisamente o dos cristãos. Nem todos, porém, compreendem a sua missão. Vemos o mundo dividido em dois campos e não só no mundo como em cada indivíduo existe um conflito perene entre o bem e o mal.


Páginas 623 a 626 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Epístola (Rm 6,19-23)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos .

Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte.  Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho (Mt 7, 15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Capítulo III – Tudo,menos Catolicismo! [A rejeição católica]

“… Se eles me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós, se eles guar­daram a minha palavra, também hão de guardar a vossa. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.”

(Jo XV, 20s)

 

No capítulo anterior vimos por que “Fora da Igreja não há salvação”. Antes, porém, que Cristo é um só. Sendo um só, só poderia haver um Esposo com sua única Esposa, pois Deus, apesar de em determinadas situações tolerar a poligamia, nunca foi poligâmico. Aqui, contudo, a questão que deve ser retomada seriamente é: se Cristo então fundou/edi­ficou[1] uma Igreja, qual seria?

Liturgia Diária- 22/07/2017

SANTA MARIA MADALENA, Penitente

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

santa-maria-madalena1

Natural de Mágdala, na Galileia, Maria Madalena foi contemporânea de Jesus Cristo, tendo vivido no Século I. O testemunho de Maria Madalena é encontrado nos quatro Evangelhos: “Os doze estavam com ele, e também mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças. Maria, dita de Mágdala, da qual haviam saído sete demônios…” (Lc 8,1-2).

Após ter sido curada por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, de seguimento a Nosso Senhor no amor e no serviço. E este amor maduro de Maria Madalena levou-a até ao momento mais difícil da vida e da missão de Nosso Senhor, permanecendo ao lado d’Ele: “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena” (Jo 19,25).

Maria Madalena foi a primeira testemunha da Ressurreição de Jesus: “Então, Jesus falou: ‘Maria!’ Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: ‘Rabûni!’ (que quer dizer: Mestre)” (Jo 20,16).

A partir deste encontro com o Ressuscitado, Maria Madalena, discípula fiel, viveu uma vida de testemunho e de luta pela santidade. Existe também uma tradição de que Maria Madalena, juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, foi evangelizar em Éfeso, onde depois veio a falecer nesta cidade. O culto à Santa Maria Madalena no Ocidente propagou-se a partir do Século XII.

LEITURAS

Leitura (Ct 3,2-5; 8,6-7)

Leitura do livro da Sabedoria. 

Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar. Os guardas encontraram-me quando faziam sua ronda na cidade. Vistes acaso aquele que meu coração ama? Mal passara por eles, encontrei aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei antes que o tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto daquela que me concebeu. – Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e corças dos campos, não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira.- Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre os teus braços; porque o amor é forte como a morte, a paixão é violenta como o cheol. Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina. As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor, só obteria desprezo.

Evangelho (Lc 7,36-50)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume. Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora. Então Jesus lhe disse: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Fala, Mestre, disse ele. Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais? Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama. E disse a ela: Perdoados te são os pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: Quem é este homem que até perdoa pecados? Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: Tua fé te salvou; vai em paz.


LEMBRETE

Como já avisado aqui, a Missa de hoje foi cancelada. As demais permanecem como disposto no Calendário.

Liturgia Diária- 21/07/2017

SÃO LOURENÇO DE BRINDISI, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In Medio”, com Coleta própria

San_Lorenzo_da_Brindisi

Presbítero da Igreja, o santo de hoje é reconhecido como Doutor, pois amou, aprofundou, serviu e com ardor comunicou a Sã Doutrina Católica. Nascido em Brindes, na Itália, no ano de 1559, São Lourenço entrou na família franciscana, como Capuchinho e chegou a Superior Geral.

Homem de Deus e conciliador da maneira franciscana de viver com as necessidades da época, como pregador espalhou a Palavra de Deus em muitos lugares, como Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica, Holanda. Conhecedor do hebraico, aramaico, caldeu, grego, latim, alemão, italiano e outras línguas, pôde – como teólogo e apologista – aprofundar nos estudos das Sagradas Escrituras e bradar pelos quatro cantos da Igreja e do mundo a Verdade, pois o protestantismo se alastrava, assim como diversas heresias.

São Lourenço fugia constantemente das honras e, além de dormir no chão, levantava-se à noite para rezar e se alimentava somente de pão, água e verduras, como penitência. Além de grande propagador da Palavra, foi quem muito lutou para vivê-la, por isso, ao ocupar a função de diplomata da Igreja, serviu de pacificador durante a ameaça de invasão por parte dos turcos. São Lourenço, que entrou no Céu com 60 anos, deixou muitos escritos, os quais externam o amor pela Palavra de Deus: “A Palavra de Deus é luz para a inteligência, fogo para a vontade, para que o homem possa conhecer e amar a Deus… É martelo contra a dura obstinação do coração, nos vícios contra a carne, o mundo e o demônio; é espada que mata todo o pecado”.

LEITURAS

Epístola (II Tim 4, 1-8)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Evangelho (Mt 5, 13-19)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

 

Bento XVI: a Igreja tem urgente necessidade de pastores que resistam ao espírito da época

Para o Papa emérito, a Igreja se encontra em uma necessidade particularmente urgente de pastores convincentes que possam resistir à ditadura do espírito da época. E destaca que o cardeal entendeu que «o Senhor não abandona a sua Igreja, incluso quando o barco há assumido tanta água que está a ponto de tombar-se».

(Fidem in Terra/InfoCatólica)

Tradução de Airton Vieira

O funeral de Joachim Cardeal Meisner ocorreu esta manhã, sábado 15 de julho, na magnífica catedral de Colônia. Uma mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Arcebispo Nikola Eterović, Núncio Apostólico na Alemanha. Para surpresa dos presentes, o Arcebispo Georg Gänswein, Prefeito da Prefeitura da Casa Pontifícia e Secretário Pessoal de Bento XVI, leu uma mensagem do Papa Emérito.

A seguir nossa tradução da bela mensagem de Bento XVI no Funeral de seu amigo próximo o Cardeal Meisner:

Liturgia Diária- 20/07/2017

SÃO JERÔNIMO EMILIANO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

São Jerônimo Emiliani (o Miani) nasceu em Veneza, em 1486. Na sua infância, ficou órfão de pai, e foi sabiamente educado na fé cristã pela sua mãe, Dionora Morosini, mulher de sentimentos muito elevados. Em 1506, entrou na vida pública, dedicando-se sobretudo ao exercício das armas. Passou a ser soldado da Sereníssima República, e em 1511 foi enviado como Governador regente à fortaleza de Castelnuevo de Quero, situada à beira do Piave.

No Santuário da “Madonna Grande”, em Treviso, Jerônimo prometeu solenemente entregar-se totalmente ao serviço de Deus e do próximo. Ao voltar a Veneza, distribuiu seu patrimônio entre os pobres e se asociou à Compañía do Divino Amor, que se dedicava particularmente à assistência dos doentes “incuráveis”. Também ele contraiu, nesse serviço, uma doença grave, que conseguiu superar graças à sua fortaleza, e com novas energias voltou ao serviço da caridade.

Guiado por seu coração, muito sensível à miséria humana, abriu para os doentes uma casa próxima da Igreja de São Basílio e outra perto da Igreja de São Roque, em Veneza. Aos órfãos, o Santo ensinava os primeiros elementos do saber e ao mesmo tempo as noções fundamentais da fé cristã. Além disso, procurava que aprendessem um ofício, para que puedessem passar a formar parte da sociedade, como elementos vivos e ativos, aptos para desenvolver com dignidade a sua personalidade humana e cristã. Fundou e assistiu muitos orfanatos em toda a Itália, e também em algumas regiões fora da península.

Quando o Santo se percatou de que a sua saúde estava enfraquecendo, e que tinha que deixar as suas andanças apostólicas de caridade, escolheu como morada predileta o pequeno povoado de Somasca, perto de Lecco. Nesse lugar, seu ardente fervor espiritual podia contar com a solidão, a oração e a meditação. Morreu santamente ao amanhecer do dia 8 de fevereiro de 1537, com 51 anos de idade, vítima da sua própria caridade. Beatificado em 1747, foi proclamado Santo no ano de 1767. O Papa Pio XI o proclamou “Patrono Universal dos órfãos e da juventude abandonada”.

LEITURAS

Leitura (Is 58, 7-11)

É isto o que diz o Senhor: reparte seu alimento com o esfaimado, dá abrigo aos infelizes sem asilo, veste os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis.

Evangelho (Mt 19, 13-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, foram apresentadas algumas criancinhas a Jesus para que pusesse as mãos sobre elas e orasse por elas. Os discípulos, porém, as afastavam. Disse-lhes Jesus: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. E, depois de impor-lhes as mãos, continuou seu caminho. Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna? Disse-lhe Jesus: Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tenho observado tudo isto desde a minha infância. Que me falta ainda? Respondeu Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!

Liturgia Diária- 19/07/2017

SÃO VICENTE DE PAULO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Justus”, com Evangelho próprio

saint-vincent-de-paul-11

O santo de hoje, São Vicente de Paulo, nasceu na Aquitânia (França) em 1581. No seu tempo a França era uma potência, porém convivia com as crianças abandonadas, prostitutas, pobreza e ruínas causadas pelas revoluções e guerras.

Grande sacerdote, gerado numa família pobre e religiosa, ele não ficou de braços cruzados mas se deixou mover pelo espírito de amor. Como padre, trabalhou numa paróquia onde conviveu com as misérias materiais e morais; esta experiência lhe abriu para as obras da fé. Numa viagem foi preso e, com grande humildade, viveu na escravidão até converter seu patrão e conseguiu depois de dois anos sua liberdade.

A partir disso, São Vicente de Paulo iniciou a reforma do clero, obras assistenciais, luta contra o jansenismo que esfriava a fé do povo e estragava com seu rigorismo irracional. Fundou também a “Congregação da Missão” (lazaristas) e unido a Santa Luísa de Marillac, edificou as “Filhas da Caridade” (irmãs vicentinas).

Sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração. Morreu quase octogenário, a 27 de setembro de 1660.

LEITURAS

Epístola (1 Cor 4, 9-14)

Leitura da Primeira Carta de São paulo Apóstolo aos Coríntios. 

Irmãos: Somos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados! Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes, fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos! Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora… Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados.

Evangelho (Lc 10, 1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa! Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.

 

[AVISOS] Missa e Aula de Formação

Comunicamos que no próximo sábado, 22 de julho, não haverá Missa.


Convidamos a todos para a Aula de Formação a ser realizada no dia 29 de julho, último sábado do mês:

Tema: A influência de São Tomás na Mística de São João da Cruz;

Horário: 16:30 horas;

Local: Sede da Irmandade do Carmo (Av. Mauá, 148, Bom Jesus).

Liturgia Diária- 18/07/2017

SÃO CAMILO DE LELLIS, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes.

Porém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido o seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus.

Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri.

Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado.

São Camilo partiu para o céu em 1614.

LEITURAS

Epístola (I Jo 3, 13-18)

Leitura da Epístola de São João. 

Caríssimos, não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.

Evangelho (Jo 15, 12-16)

Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.

Liturgia Diária- 17/07/2017

SANTO ALEIXO, Confessor

Comemoração- Missa do Domingo com orações da “Os justi” (1º Comum dos Confessores)

Aleixo, filho único do senador Eufemiano, era italiano, nasceu em Roma no ano de 350. Seu nome significa “defensor”. Herdeiro de uma considerável fortuna, cresceu dentro da religião cristã. Desde a infância era famoso por sua natural caridade, possuindo todas as graças e virtudes. Os pais, como era costume na época, cuidaram do seu enlace com uma jovem de excelente família cristã e ele acabou se casando.

Porém, na noite de núpcias, sem consumar a união, e após conversar com a esposa, abandonou tudo para se aproximar de Deus. Como peregrino, vagou de cidade em cidade até chegar a Edessa. Vivia como um piedoso mendigo ao lado da Basílica do Apóstolo Tomé. Diversos prodígios aconteciam com a sua presença, passou a ser chamado de “o homem de Deus” e venerado por sua santidade. Entretanto, não desejando ser vangloriado, retornou à vida peregrina.

A vida de peregrino desfigurou-o completamente, Ao voltar para casa, seu pai não o reconheceu e mandou repousar na cocheira. Viveu assim durante dezessete anos, na cocheira do seu próprio palácio, sendo maltratado pelos seus próprios criados e sem ser identificado pelos pais.

Morreu em 17 de julho e foi colocado num cemitério comum para criados. Porém, antes de morrer, entregou um pergaminho ao criado que o socorreu, na qual revelava sua identidade. Os pais quando souberam, levaram o caso ao conhecimento do Bispo, que autorizou sua exumação. Aleixo foi levado então para um túmulo construído na propriedade do senador. A fama de sua história de “homem de Deus” se espalhou entre os cristãos romanos e orientais, difundindo rapidamente o seu culto.

LEITURAS

Epístola (Rm 6,19-23)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos. 

Irmãos: Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte. Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho (Mt 7, 15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo disse Jesus: Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Liturgia Diária- 16/07/2017

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Padroeira da Irmandade

Festa de 1ª Classe – Missa Própria com comemoração do VI Domingo depois de Pentecostes 

Missa às 09:30 horas na Capela São Judas Tadeu, COM IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO e Às 15:30 horas na Catedral.

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45).

Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe:“Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”.


Páginas 1168 a 1170 e 619 a 622 do Missal Quotidiano.


LEITURAS/LESSONS

Leitura (Eclo 24,17-21)

Leitura do livro da Sabedoria. 
Elevei-me como o cedro do Líbano, como o cipreste do monte Sião; cresci como a palmeira de Cades, como as roseiras de Jericó. Elevei-me como uma formosa oliveira nos campos, como um plátano no caminho à beira das águas. Exalo um perfume de canela e de bálsamo odorífero, um perfume como de mirra escolhida; como o estoraque, o gálbano, o ônix e a mirra, como a gota de incenso que cai por si própria, perfumei minha morada. Meu perfume é como o de um bálsamo sem mistura.

Evangelho (Lc 11,27-28)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas. 
Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

In English

Lesson (Eccl. 24: 17-21)

Lesson from the Book of the Wisdom. 

I was exalted like a cedar in Lebanon and like a cypress on Mount Zion. I was exalted like a palm tree in Kadesh and like a rose bush in Jericho. I was exalted like a beautiful olive tree in the plains, and like a sycamore tree beside the waters along a wide road. I gave off an aromatic fragrance like cinnamon or balsam. I produced a sweet odor like the best myrrh. And I perfumed my dwelling place with sweet gum, and aromatic resin, and flower petals, and aloe, as well as the finest cedar from Lebanon. And my fragrance is like undiluted balsam.

Gospel (Luke 11: 27-28)

In that time, when He was saying, a certain woman from the crowd, lifting up her voice, said to him, “Blessed is the womb that bore you and the breasts that nursed you.” Then he said, “Yes, but moreover: blessed are those who hear the word of God and keep it.”

Capítulo II – “PLACA DE IGREJA NÃO SALVA NINGUÉM!” [“Fora da Igreja não há salvação”]

“Com toda a probabilidade, o melhor do protestantismo somente sobrevi­verá no catolicismo.”

(Chesterton)

 

A questão anterior, a da unidade da Igreja, nos coloca outra não menos importante para quem se preocupa de fato com a sua salvação, e não somente com a sua.

A máxima titular é comum ouvir-se na boca dos que se habituaram a pro­testar: “Placa de igreja não salva ninguém”. Isso, desconfio, parece pertencer a quem desconfia de que no fundo esteja em uma canoa furada, ainda que leve o escafândrico[1] nome de “Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água”. Também nos faz lembrar uma personagem comum em tempos de paganismo generalizado, que se auto delatou ao deixar que um rei dividisse uma criança ao meio por saber não ser a sua[2] (cf. 1 Re III, 16-28).

Liturgia Diária- 15/07/2017

SANTO HENRIQUE, Imperador e Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os justi” com Coleta própria

 

Nasceu em um castelo e era filho do duque da Baviera. Cresceu em um ambiente cristão, numa família santificada, pois seus irmãos haviam renunciado ao conforto da corte para dedicar-se inteiramente à fé.

Sua formação se deu em Hildesheim, onde recebeu influência da experiência e sabedoria dos cônegos. Há uma passagem que descreve sua vida e a prova de sua devoção: Aos 23 anos, teve um sonho onde lhe apareceu seu mestre, São Wolfgang ,que havia morrido poucos dias antes: ele teria escrito na parede de seu quarto a seguinte mensagem: “Entre seis”.

Henrique interpretou a mensagem achando que ele morreria em seis dias e passou a se penitenciar a fim de purificar o seu corpo e melhor entregar-se ao Criador.

Passados os seis dias, nada aconteceu. Ele reinterpretou a mensagem e recomeçou o martírio que então duraria seis meses. Completados seis meses, nada aconteceu.

Então previu que sua morte se daria em seis anos e iniciou o flagelo mais um vez. Ao término dos seis anos, Henrique ocupava o trono da Alemanha e estava preparado espiritualmente para não ceder às pressões do mundo materialista. Em seu cargo, promoveu a reforma da monarquia, do clero e dos mosteiros e seu governo foi exemplo de honestidade moral.

Foi sepultado em Bamberga e canonizado em 1146, 122 anos depois, pelo papa Eugênio III. Nessa expectativa da morte, vemos que São Henrique sempre assumiu uma postura diferente diante dos acontecimentos.


Páginas 1168 e 861 a 864 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Leitura (Eclo 31,8-11)

Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas.

Evangelho (Lc 12, 35-40)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.

 

Liturgia Diária- 14/07/2017

SÃO BOAVENTURA, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In Medio”, com alguns próprios

O santo de hoje foi bispo e reconhecido doutor da Igreja do Cristo que chamou pescadores e camponeses para segui-lo no carisma de Francisco de Assis, mas também homens cultos e de ciência. São Boaventura era um destes homens de muita ciência, porém, de maior humildade e conhecimento de Deus, por isto registrou o que vivia.

Escreve ele: “Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspecção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça”.

Boaventura nasceu no centro da Itália em 1218, e ao ficar muito doente recebeu a cura por meio de uma oração feita por São Francisco de Assis, que percebendo a graça tomou-o nos braços e disse: “Ó, boa ventura!”. Entrou na Ordem Franciscana e, pela mortificação dos sentidos e muita oração, exerceu sua vocação franciscana e sacerdócio na santidade, a ponto do seu mestre qualificar-lhe assim: “Parece que o pecado original nele não achou lugar”.

São Boaventura, antes de se destacar como santo bispo, já chamava – sem querer – a atenção pela sua cultura e ciência teológica, por isso, ao lado de Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, caracterizaram o século XIII como o tempo de sínteses teológicas.

Certa vez, um frei lhe perguntou se poderia salvar-se, já que desconhecia a ciência teológica; a resposta do santo não foi outra: “Se Deus dá ao homem somente a graça de poder amá-Lo isso basta… Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais que um professor de teologia”. O Doutor Seráfico, assumiu muitas responsabilidades, como ministro geral da Ordem Franciscana, bispo, arcebispo, até que depois de tanto trabalhar, ganhou com 56 anos o repouso no céu.


Páginas 1166, 1167 e 856 a 858 do Missal Quotidiano.


LEITURAS/LESSONS

Epístola (II Tim 4, 1-8 )

Leitura da Segunda Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Caríssimo, eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Evangelho (Mt 5, 13-19)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

 

Liturgia Diária- 13/07/2017

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do V Domingo depois de Pentecostes


 

LEITURAS

Epístola (IPedro 3 8-15)

Leitura a primeira Epístola de São Pedro Apóstolo.

Caríssimos: Finalmente, tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados,para que sejais herdeiros da bênção. Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras; aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal (Sl 33,13-17). Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes, se padecerdes alguma coisa por causa da justiça! Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.

Evangelho (Mt 5, 20-24)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

Do porquê de só três mistérios no Santo Rosário e não quatro

Artigo escrito por San Miguel Arcángel, Traduzido por Aiton Vieira.

Nota do Escritor: Muitas vezes nos preguntaram por que NÃO rezamos os mistérios de Luz (luminosos). Existem muitas razões e a vamos ir publicando por partes, pois procedem de diferentes fontes. O argumento mais forte é que o Santo Rosário tem caráter TRINITÁRIO. Assim sempre o entendeu a Santa Igreja Católica, e os maiores autores Marianos. Se agregamos um Mistério a mais se destrói sua significação TRINITÁRIA. Para maior aprofundamento e para os que queiram refutar os argumentos que não são nossos, lhes comentamos que até a forma de recitar o Pai Nosso foi mudado depois do CVII e muitos não o sabem. Pois a Igreja sempre rezou: “…e perdoai-nos as nossas DÍVIDAS, assim como nós perdoamos aos nossos DEVEDORES.” e não como se reza agora, mudando DÍVIDAS POR OFENSAS que não é o mesmo. Sem contar que na Missa Tradicional SÓ O SACERDOTE REZA O PAI NOSSO.

Fragmento “do Segredo admirável do Santíssimo Rosário” de São Luís Maria Grignion de Montfort.

O saltério ou rosário da Santíssima Virgem se compõe de três terços de cinco dezenas cada um, com o fim: 1.°, de honrar às três pessoas da Santíssima Trindade; 2.°, de honrar a vida, morte e glória de Jesus Cristo; 3.°, de imitar a Igreja triunfante, ajudar a peregrinante e aliviar a padecente; 4.°, de imitar as três partes do saltério, a primeira das quais mira a via purgativa; a segunda, a via iluminativa; a terceira, a via unitiva; 5.°, de enchermos de graça durante a vida, de paz na hora da morte e de glória na eternidade.


Fonte: http://adelantelafe.com/979553-2/

 

Liturgia Diária- 12/07/2017

SÃO JOÃO GUALBERTO, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa “Os Justi” (Comum dos Abades), com Evangelho próprio

São João Gualberto pertenceu a uma nobre família de Florença, a qual muito bem o educou na cultura, porém, deixou falhas no essencial, ou seja, na vida religiosa. Por isso, facilmente, ele foi se entregando às liberdades perigosas e às vaidades do mundo.

Aconteceu que, com o assassinato do seu irmão, João Gualberto – como o pai – revoltou-se a ponto de jurar o causador de morte; mas um certo dia, numa estreita estrada, Gualberto encontrou-se com o assassino desarmado, por isso arrancou sua espada para vingar o irmão, quando de repente a súplica: “Por amor de Jesus que neste dia morreu por nós, tem piedade de mim, não me mates!”.

Era uma Sexta-feira Santa, e assim, tocado pela misericórdia de Deus, João Gualberto não só acolheu o malvado com seu perdão, mas também ao entrar numa igreja, recebeu aos pés do Crucificado a graça do perdão e a vida nova.

No processo de conversão de São João Gualberto, Deus o encaminhou à vida religiosa, à vida eremítica e depois à fundação de uma nova Ordem, chamada de Vallombrosa, na qual São João Gualberto tornou-se pai do monges e modelo, já que, antes de entrar na Vida Eterna em 1073, com 73 anos partilhou para os irmãos: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.


Páginas 1164, 1165 e 867 a 870 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Leitura (Eclo 45, 1-6)

Leitura do Livro da Sabedoria.

Foi amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos santos; tornou-se poderoso e temido por seus inimigos. Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos.

Evangelho (Mt 5, 43-48)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.

Liturgia Diária- 11/07/2017

SÃO PIO I, Papa e Mártir

Comemoração- Missa comum do V Domingo depois de Pentecostes com orações da Missa “Si Diligis me”

São Pio I, papa de 140 a 155, é talvez o irmão de Hermas, autor do “Pastor”, uma das primeiras obras que possuímos sobre a penitência. O papa Pio I teve sob o seu pontificado dificuldades suscitadas pelo herege Marcião, que veio a Roma e rompeu com a Igreja. É também contemporâneo do apologista São Justino. Foi sepultado no Vaticano.

LEITURAS

Epístola (IPedro 3 8-15)

Leitura a primeira Epístola de São Pedro Apóstolo.

Carríssimos: Finalmente, tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados,para que sejais herdeiros da bênção. Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras; aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal (Sl 33,13-17). Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes, se padecerdes alguma coisa por causa da justiça! Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.

Evangelho (Mt 5, 20-24)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

Liturgia Diária- 10/07/2017

OS SETE IRMÃOS MÁRTIRES, SANTAS RUFINA E SECUNDA, Mártires e Virgens

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

      

Os sete mártires romanos, que hoje festejamos, não são irmãos como muito tempo se julgou, mas mártires de diversos cemitérios de Roma reunidos mais tarde numa mesma sepultura. Na escolha dos textos da missa, aliás belíssimos, a liturgia deixou-se levar pela lenda tardia que faz dos sete mártires os sete filhos de Santa Felicidade (festejada em 23/11).

Rufina e Secunda são duas mártires romanas que tinham as suas sepulturas a alguns quilômetros da cidade, na Vila Cornélia. Já no século V Roma lhes celebrava a festa nesta data. 


Páginas 1162 a 1164 do Missal Quotidiano.


LEITURAS

Leitura (Pr 31, 10-31)

Leitura do livro da Sabedoria. 

Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. Semelhante ao navio do mercador, manda vir seus víveres de longe. Levanta-se, ainda de noite, distribui a comida à sua casa e a tarefa às suas servas. Ela encontra uma terra, adquire-a. Planta uma vinha com o ganho de suas mãos. Cinge os rins de fortaleza, revigora seus braços. Alegra-se com o seu lucro, e sua lâmpada não se apaga durante a noite. Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso. Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. Ela não teme a neve em sua casa, porque toda a sua família tem vestes duplas. Faz para si cobertas: suas vestes são de linho fino e de púrpura. Seu marido é considerado nas portas da cidade, quando se senta com os anciãos da terra. Tece linha e o vende, fornece cintos ao mercador. Fortaleza e graça lhe servem de ornamentos; ri-se do dia de amanhã. Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de sua língua. Vigia o andamento de sua casa e não come o pão da ociosidade. Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. Muitas mulheres demonstram vigor, mas tu excedes a todas. A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar. Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade.

Evangelho (Mt 12, 46-50)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, falava Jesus à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar. Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te. Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Liturgia Diária- V Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria

page994vz6

A liturgia deste domingo nos ensina o modo como devemos perdoar as injúrias e, como no anterior, tem aqui esta doutrina dois elementos por base: a história de Davi que continua a ler-se no breviário e uma passagem da Epístola de S. Pedro cuja festa celebramos nesta altura. Esta semana era até chamada outrora, por este motivo, a dos Apóstolos

Logo depois que Davi derrotou Golias, Israel triunfante comemoravam a vitória os soldados e cantavam: Saul matou mil e Davi dez mil. Saul ao ouvir isto se irritou e com isso a inveja mordeu-lhe o coração: “Mil eu e dez mil Davi!” Dizia então Saul. Então será Davi mais do que Eu? Que lhe falta então agora ser rei?

E desde esses dias, nunca mais o pode ver com bons olhos, como se adivinhasse que Davi teria sido escolhido por Deus. A Inveja fê-lo um criminoso pois, por duas vezes tentou matar Davi e por tantas outras Davi evitou o golpe. Então mandou-o para a guerra, na esperança que lá ele morreria. Davi, porém, regressou vitorioso à frente do exército de Saul. Com este fato Saul desesperou e começou uma perseguição aberta. Um dia que andava a procurá-lo desceu para repousar a uma caverna tenebrosa onde Davi se ocultara; desceu e dormiu. Disse então a Davi um de seus companheiros: “Eis o Rei; o Senhor respondeu a Davi o Senhor entregou-o na tuas mãos. É sem dúvida o momento de o matares”. “Não! – Respondeu Davi. Não permita Deus que eu desrespeite jamais o que recebeu a unção sagrada”.

E contentou-se de cortar-lhe a orla do manto e de lhe mostrar quando estivesse longe quando o dia rompeu. Então Saul chorou e disse: “O meu vassalo Davi é melhor do que eu!” Surpreendeu-o ainda Davi em pleno sono, com a lança à cabeceira e apenas pegou nela e na taça, Saul então abençoou de novo Davi sem no entanto o deixar de perseguir. Mais tarde os filisteus recomeçaram a guerra e os Israelitas foram derrotados. Suicidou-se Saul lançando-se sobre a própria Espada. Davi longe de se alegrar com a morte do Rei, rasgou as vestes e chorou amargamente e mandou cortar a cabeça ao Amalecita que atribuía o prestígio de matar a Saul, e assim trouxeram a notícia com a coroa “Montanhas de Geboé, exclamou que nem o orvalho e nem a chuva desçam jamais sobre vós, que vistes tombar os heróis de Israel Saul e Jônatas tão amáveis e tão belos durante a vida e que a morte não pode separar.

Uma grande lição de caridade se desprende destas considerações e compreendemos agora a escolha do Evangelho e da Epístola que nos pregam ambos o dever impreterível de perdoar. “Sede pois unânimes na oração e não deis mal por mal, nem ultraje por ultraje”, diz a Epístola. “Se apresentares a tua oferta no altar, diz o Evangelho, e te lembrares de que o teu irmão tem algo contra ti, deixa diante do altar a tua oferta e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão”. A comunhão da missa exprime os sentimentos de Davi ao apoderar-se da cidade de Sião e mandar colocar nela a Arca do Senhor. Isto foi a recompensa da sua invencível caridade, dessa virtude indispensável para que o culto tributado a Deus pelo homem no templo santo lhe seja verdadeiramente agradável. A Epístola e o Evangelho salientam o que é sobretudo quando nos reunirmos para orar que mais nos devemos unir. O melhor meio para alcançar esta virtude é o amor de Deus e desejo veemente dos bens eternos e da felicidade que reina na corte do Deus vivo, onde se entra senão pela porta estreita da renúncia e da abnegação cristã.

LEITURAS

Epístola (IPedro 3 8-15)

Leitura a primeira Epístola de São Pedro Apóstolo.

Carríssimos: Finalmente, tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados,para que sejais herdeiros da bênção. Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras; aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal (Sl 33,13-17). Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? E até sereis felizes, se padecerdes alguma coisa por causa da justiça! Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.

Evangelho (Mt 5, 20-24)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.

Grupo de Estudos Filosóficos São Tomás de Aquino

Como já avisado aqui, a partir do próximo dia 07 de agosto, iniciaremos um grupo de estudos filosóficos amparados pelo pensamento aristotélico – tomista. O curso terá duração de 2 anos (estudaremos 4 disciplinas por semestre) e as aulas sempre nas Segundas e Terças feiras das 19:00hs às 21:00hs em nossa Sede. As vagas são limitadas (apenas 10 vagas) e qualquer pessoa pode se inscrever. Faça a matrícula, clicando aqui.

“Concedei-me, Verdade das verdades,
inteligência para conhecer-Vos,
diligência para Vos procurar,
sabedoria para Vos encontrar,
uma boa conduta para Vos agradar,
confiança para esperar em Vós,
constância para fazer a Vossa vontade.”
Santo Tomás de Aquino – Doutor Angélico

Capítulo I – “QUE SEJAM UM”… não dois, vinte, TRINTA E OITO MIL… [A unidade cristã]

Capa do Livro de Airton Vieira, publicado semanalmente. Por Adolfo José.

“Quase existem tantas seitas e crenças quanto existem cabeças… esta não aceita o Batismo; esta rejeita o Sacramento do altar… umas ensinam que Jesus Cristo não é Deus. Não há um indivíduo, por mais imbecil que seja, que não proclame ser inspirado pelo Espírito Santo e não proclame como profecias seus devaneios e sonhos”[1]

A citação acima poderia dar ao presente trabalho a característica de tendencioso, não fosse um pequeno detalhe: as palavras terem saído da pena de Martinho Lutero (1483-1546), o “pai” do protestantismo.

Direto ao assunto

Este pode ser considerado certamente um dos pontos centrais ao se falar em uma “Igreja de Cristo”: a unidade. Há um só Deus em três pessoas, um só Jesus Cristo, logo somente poderia haver uma única Igreja. Cristo disse que todo reino dividido contra si não é obra sua, tendo como conse­quência a autodestruição (cf. Lc XI, 17ss). Na história humana podemos verifi­car esta lei perfeitamente aplicável a todo e qualquer agrupamento: reinos, im­périos, partidos políticos, famílias, equipes de futebol e quadrilhas de traficantes.

Liturgia Diária- 08/07/2017

SANTA ISABEL DE PORTUGAL, Viúva

Festa de 3ª Classe- Missa “Cognovi” com Coleta própria

Nasceu na Espanha no ano de 1270. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação cristã. Foi entregue em casamento ao rei Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração e centrada na Eucaristia e ajudou a propagar a grande devoção à Nossa Senhora da Conceição. Aos 20 anos teve seu filho Afonso IV, que viveu muitos conflitos com o pai.

Isabel era mulher de caridade e reconciliadora, vivendo isso bem a partir de sua família. Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados. Uma de suas últimas obras de caridade talvez, foi cuidar do seu próprio esposo. Dom Diniz que tanto a fez sofrer, agora precisava dos cuidados de Isabel, que se dispôs, quis cuidar dele. Ele ficou doente em 1324 e faleceu no ano seguinte. Então Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha e recebeu o hábito como franciscana, clarissa.

Em 1336 saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho, devido a um novo conflito familiar. Mesmo com 66 anos e enferma conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho. Ali ela faleceu, mas foi enterrada em Coimbra, como era seu desejo. Está enterrada em uma Igreja dedicado a ela.

LEITURAS

Leitura (Pr 31, 10-31)

Leitura do Livro dos Provérbios

Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. Semelhante ao navio do mercador, manda vir seus víveres de longe. Levanta-se, ainda de noite, distribui a comida à sua casa e a tarefa às suas servas. Ela encontra uma terra, adquire-a. Planta uma vinha com o ganho de suas mãos. Cinge os rins de fortaleza, revigora seus braços. Alegra-se com o seu lucro, e sua lâmpada não se apaga durante a noite. Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso. Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. Ela não teme a neve em sua casa, porque toda a sua família tem vestes duplas. Faz para si cobertas: suas vestes são de linho fino e de púrpura. Seu marido é considerado nas portas da cidade, quando se senta com os anciãos da terra. Tece linha e o vende, fornece cintos ao mercador. 25 Fortaleza e graça lhe servem de ornamentos; ri-se do dia de amanhã. Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de sua língua. Vigia o andamento de sua casa e não come o pão da ociosidade. Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. Muitas mulheres demonstram vigor, mas tu excedes a todas. A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar.  Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade.

Evangelho (Mt 13, 44-52)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

 

Liturgia Diária- 07/07/2017

SÃO CIRILO E SÃO METÓDIO, Bispos e Confessores

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

São Cirilo nasceu na Grécia, no ano de 826. Vocacionado em busca da verdade, ele estudou, por amor, filosofia e chegou a lecionar. Um homem dado à comunhão ao ponto de ser embaixador, diplomata junto aos povos árabes. Mas tudo isso que tocava sua vida não preenchia completamente o seu coração, porque ele tinha uma vocação à verdade absoluta e queria se consagrar totalmente a ela, a verdade encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Cirilo abandonou tudo para viver uma grande aventura santa com seu irmão que já era monge: São Metódio. Juntos, movidos pelo Espírito, foram ao encontro dos povos eslavos, conheceram a cultura e se inculturaram. A língua, os costumes, o amor àquele povo, tudo isso foi fundamental para que São Cirilo, juntamente com seu irmão, para que pudessem apresentar o Evangelho vivo, Jesus Cristo.

Devido inovações inspiradas, eles traduziram as liturgias para a língua dos eslavos. Tiveram de ir muitas vezes para Roma e o Papa, percebendo os frutos daquela evangelização, daquela mudança litúrgica, ele pôde discernir o fruto principal que movia aqueles irmãos missionários era o amor àquele povo eslavo e, acima de tudo, o amor a Deus.

Numa dessas viagens para Roma, São Cirilo tinha um pouco mais de 40 anos e ficou enfermo. O Papa quis ordená-lo Bispo, mas Cirilo faleceu. Mas está na glória intercedendo por nós.

LEITURAS

Epístola (Hebreus 7, 23-27)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus.

Além disso, os primeiros sacerdotes deviam suceder-se em grande número, porquanto a morte não permitia que permanecessem sempre. Este, porque vive para sempre, possui um sacerdócio eterno. É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo.

Evangelho (Lucas 10,1-9)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho. Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa! Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.


LEMBRETE

Hoje iniciamos a Novena de nossa padroeira Nossa Senhora do Carmo. Nesse período, haverá reza do terço às 18 horas e às 18:30 Missa, ambos na Capela São Judas Tadeu. Para mais informações, consulte o Calendário Litúrgico deste Semestre. 

Liturgia Diária- 06/07/2017

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa comum do IV Domingo depois de Pentecostes


LEITURAS

Epístola (Rm 8, 18-23)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em verdade, está morto pelo pecado, mas o Espírito vive pelam justificação. Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós. Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada.

Evangelho (Lc 5, 1-11)

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo: Estando Jesus à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, – pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo. Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.

Liturgia Diária- 05/07/2017

SANTO ANTÔNIO MARIA ZACARIAS, Confessor

Festa de 3ª Classe- Missa Própria

Antônio Maria, nasceu em Cremona, no norte da Itália em 1502 e, ao perder o pai muito cedo teve de sua mãe o grande gesto de amor que consistiu em dedicar-se somente para sua educação, tanto assim que, com apenas 22 anos, já era médico.

Ele fazia de sua profissão um apostolado, por isso não cuidava só do corpo, mas também da alma dos seus pacientes que eram tratados como irmãos deste médico corajoso, pois viviam em um ambiente impregnado pelo humanismo sem Deus.

Chamado por Cristo, ampliou seu apostolado ao ser ordenado sacerdote e, desta forma, pôde testemunhar Jesus e a unidade da Igreja num tempo em que as ciências de fundo pagão, a decadência das ordens religiosas, do clero, pediam não uma Reforma Protestante, mas sim uma santidade transformadora.

Fundador dos Clérigos Regulares de São Paulo e, com a ajuda de uma condessa, da Congregação das Angélicas de São Paulo, Antônio viveu, comunicou vida num dos períodos mais difíceis da Igreja de Cristo. Depois de muito propagar a devoção a Jesus Eucarístico, por ter trabalhado demais, veio com 37 anos “dormir” nos braços de sua mãe terrestre e acordar nos braços de sua Mãe Celeste.

LEITURAS

Epístola (I Timóteo 4,8-16)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura. Eis uma verdade absolutamente certa e digna de fé: se nos afadigamos e sofremos ultrajes, é porque pusemos a nossa esperança em Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, sobretudo dos fiéis. Seja este o objeto de tuas prescrições e dos teus ensinamentos. Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade. Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos te impôs as mãos. Põe nisto toda a diligência e empenho, de tal modo que se torne manifesto a todos o teu aproveitamento. Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.

Evangelho (Marcos 10,15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo Marcos.

Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.” Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos. Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: “Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?” Jesus disse-lhe: “Por que me chamas bom? Só Deus é bom. Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe.” Ele respondeu-lhe: “Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.” Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: “Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.

Avisos importantes

Na próxima sexta-feira, dia 07, iniciaremos a Novena em honra a Nossa Senhora do Carmo – Padroeira de nossa Irmandade. Todos os dias, (com exceção do domingo por causa dos horários) será rezado o Santo Terço às 18 horas e Santa Missa às 18:30, ambos na Capela São Judas Tadeu.

A partir do próximo domingo, dia 09, teremos mais uma Missa aos domingos. Será às 09:30 horas na Capela São Judas Tadeu (Missa Rezada) e como de costume às 15:30 horas na Catedral (Missa Cantada).

No próximo mês iniciaremos um grupo de estudos filosóficos com duração de 2 anos. As aulas serão sempre as segundas e terças-feiras das 19 às 21 horas a começar no dia 07 de agosto. Matrículas com o senhor Rafael Martins (diretor geral) ou no blog da Irmandade. Vagas limitadas. Faça a matrícula, clicando aqui.

Liturgia Diária- 02/07/2017

SOLENIDADE EXTERNA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Festa de 1ª Classe- Missa da Festa de São Pedro e São Paulo 
Peter_Paul_Pic

Toda a Igreja está em festa neste dia “consagrado pelo martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo”. Nas duas grandes basílicas que se elevam em Roma sobre o túmulo destes dois príncipes ” que pela cruz e pela espada conquistaram lugar de honrar no senado da vida eterna” celebrava-se outrora um duplo sacrifício. Mais tarde, por causa da grande distância que separava as duas Igrejas cindiu-se a festa e consagrou-se o dia 29 especialmente a São Pedro e o dia 30 a São Paulo. A missa de hoje dá particular relevo às prerrogativas de São Pedro, a proteção especialíssima que Deus lhe dispensou e a confiança que a Igreja deposita na intercessão dos dois grandes apóstolos a quem deve a origem. Ao cantar “tu é Petrus” sabem todos que as prerrogativas do príncipe dos apóstolos continuam na pessoa dos pontífices, sucessores dele e da sede de Roma e que pode confiar numa providência particularíssima de Deus sobre o vigário de Cristo, o qual preside na hora atual os destinos da Igreja.

Celebremos pois com grande alegria a festas destas duas colunas da nossa amada Igreja católica. Neste momento em que a Igreja e o mundo ocidental passam por uma crise terrível de fé, moral e ética, não podemos nos desanimar e ser levados por correntes contrária a fé que o próprio Deus nos depositou. 


Páginas 1136 a 1140 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


LEITURAS/LESSONS

Epístola (At 12,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naquele tempo: O rei Herodes mandou prender alguns membros da Igreja para os maltratar. Assim foi que matou à espada Tiago, irmão de João. Vendo que isto agradava aos judeus, mandou prender Pedro. Eram então os dias dos pães sem fermento. Mandou prendê-lo e lançou-o no cárcere, entregando-o à guarda de quatro grupos, de quatro soldados cada um, com a intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. Pedro estava assim encerrado na prisão, mas a Igreja orava sem cessar por ele a Deus. Ora, quando Herodes estava para o apresentar, naquela mesma noite dormia Pedro entre dois soldados, ligado com duas cadeias. Os guardas, à porta, vigiavam o cárcere. De repente, apresentou-se um anjo do Senhor, e uma luz brilhou no recinto. Tocando no lado de Pedro, o anjo despertou-o: Levanta-te depressa, disse ele. Caíram-lhe as cadeias das mãos. O anjo ordenou: Cinge-te e calça as tuas sandálias. Ele assim o fez. O anjo acrescentou: Cobre-te com a tua capa e segue-me. Pedro saiu e seguiu-o, sem saber se era real o que se fazia por meio do anjo. Julgava estar sonhando. Passaram o primeiro e o segundo postos da guarda. Chegaram ao portão de ferro, que dá para a cidade, o qual se lhes abriu por si mesmo. Saíram e tomaram juntos uma rua. Em seguida, de súbito, o anjo desapareceu. Então Pedro tornou a si e disse: Agora vejo que o Senhor mandou verdadeiramente o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus.

Evangelho  (Mt 16,13-19)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo: Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

In English

Epistle (Acts 12: 1-11)

Lesson from the Acts of the Apostles.

In those days, Herod the king stretched forth his hands to afflict some of the Church: and he killed James, the brother of John, with the sword; and seeing that it pleased the Jews, he proceeded to take up Peter also. Now it was in the days of the Azymes: and when he had apprehended him, he cast him into prison, delivering him to four files of soldiers to be kept, intending after the pasch to bring him forth to the people. Peter therefore was kept in prison: but prayer was made without ceasing by the Church unto God for him. And when Herod would have brought him forth, the same night Peter was sleeping between two soldiers, bound with two chains; and the keepers before the door kept the prison: and behold an angel of the Lord stood by him, and a light shined in the room and he striking Peter on the side, raised him up, saying, Arise quickly; and the chains fell off from his hands: and the angel said to him, Gird, thyself and put on thy sandals; and he did so: and he said to him, Cast thy garment about thee and follow me: and going out he followed him: and he knew not that it was true which was done by the angel; but he thought he saw a vision. And passing through the first and the second ward, they came to the iron gate that leadeth to the city, which of itself opened to them; and going out, they passed on through one street, and immediately the angel departed from him. And Peter coming to himself, said, Now I know in very deed that the Lord hath sent His angel, and hath delivered me out of the hand of Herod, and from all the expectation of the people of the Jews.

Gospel (Matt. 16: 13-19)

The sequence of the holy Gospel according to Matthew. 

At that time, Jesus came into the quarters of Cæsarea Philippi, and He asked His disciples, saying, ” “Whom do men say that the Son of man is?” But they said, Some, John the Baptist, and other some, Elias, and others, Jeremias, or one of the prophets. Jesus saith to them, “But whom do you say that I am? Simon Peter answered, Thou art Christ, the Son of the living God. And Jesus answering, said to him, “Blessed art thou, Simon BarJona, because flesh and blood hath not revealed it to thee, but My Father Who is in Heaven: and I say to thee, that thou art Peter, and upon this rock I will build My church, and the gates of hell shall not prevail against it; and to thee I will give the keys of the kingdom of Heaven; and whatsoever thou shalt bind upon earth, it shall be bound also in Heaven; and whatsoever thou shalt loose on earth, it shall be loosed also in Heaven.”

500 anos de Reforma: um brinde! (?)- Introdução

INTRODUÇÃO

O trabalho em pauta, publicado em 2016 inicialmente sob o título de Evangélico, graças a Deus!(?), em uma pequena tiragem de 300 exemplares (já esgotada), foi realizado no intuito de dar meu “óbolo da viúva” a um tema que este ano adquire todo um significado, porque todo um programa contra a Igreja de Cristo. Consciente de minha estatura, não pretendi nem pretendo, nesta versão digital, se sobrepor às vozes mais credenciadas que antes, durante e depois de mim se pronunciam sobre o tema, mas tão somente ecoá-las e mesmo difundi-las para que a ignorância vencível possa, aos de boa vontade, ser de uma vez superada, pois disso dependerá a salvação de muitos e mesmo a boa ordem social humana.

Entretanto, o fato de se escolher uma forma de abordagem mais informal e direta para tratar do assunto, o que aqui é o caso, não dispensará o raciocínio lógico e o bom senso, ao contrário, serão eles fundamentais para a compreensão das questões propostas ao longo da leitura. No ensejo, alerto que a ironia será parte integrante do trabalho, mas como figura de linguagem, não gratuita, pois que será utilizada para combater ideias, pensamentos, doutrinas e práticas, não pessoas, ainda que algumas sejam citadas. Ao contrário do vulgo pensamento moderno, tão antigo quanto o homem, a melhor maneira de res­peitarmos alguém é não respeitar os seus erros uma vez que se manter no erro é reduzir ou mesmo abolir a dignidade de filhos de Deus, preferindo a lavagem dos porcos ao banquete oferecido pelo Pai celestial. De onde vem o propósito desta obra: não se respeitar os erros para se respeitar a quem erra.

Agradeço à Santíssima Trindade e sua Filha, Esposa e Mãe a concessão de tão precioso tesouro, que graças à generosidade do Missa Tridentina em Uberlândia o reparto com os que a Providência porá em nossos caminhos, recordando algo fundamental que servirá de auxílio à compreensão de uma das principais razões deste livro: “… se algum de vós se extraviar da verdade, e algum outro o converter, saiba que aquêle que reconduzir (à verdade) um pecador do erro do seu caminho, salvará a alma dêle da morte, e cobrirá uma multidão de pecados” (Tg V, 19s). E como muito há o que restituir, sigamos em frente.

O Autor


NOTAS

(1) Ao presente trabalho será adotada prioritariamente uma das traduções bíblicas feitas direto da Vulgata em língua portuguesa, a do Pe. Matos Soares, em sua edição de 1973 (o que fará com que a acentuação em alguns casos seja distinta da atual). A Vulgata foi a primeira tradução latina utilizada oficialmente pela Igreja em todo o mundo. São Jerônimo (331?-420), monge, doutor e santo, foi seu principal responsável, traduzindo os textos sagrados a partir dos originais hebraico e grego, assim como cópias já existentes do aramaico e do latim.

(2) Para os capítulos bíblicos será adotada a numeração romana. Para os versículos e números de livros (quando houver duas partes de um mesmo livro), a arábica. Por exemplo: Mt V, 10 (Mateus, capítulo cinco, versículo 10); 1 Tim III, 12 (Primeira carta de São Paulo a Timóteo, capítulo três, versículo 12); Ap IX, 10s (Apocalipse capítulo nove, versículos dez e onze). A letra “s” após a numeração de alguns versículos significa o seguinte ou o próximo; “ss”, os dois seguintes ou os dois próximos. As palavras e termos em itálico dentro de parênteses (xxx) representam a intervenção do Pe. M. Soares para melhor compreensão do texto. As sem itálico (xxx) serão minhas intervenções.

(3) Todas as notas são de minha responsabilidade, bem como os destaques (negrito e itálico), salvo as citações e fontes.

(4) A expressão latina “sic” utilizada entre parênteses, em minúscula ou maiúscula, significa isso mesmo!, foi isto que disseram ou é assim que foi escrito; pode representar esclarecimento, espanto ou indignação.

(5) Exegese e Hermenêutica são duas disciplinas ligadas à Teologia que permitem estudar as palavras e os termos bíblicos dentro de seu contexto linguístico e histórico, para possibilitar uma correta e precisa interpretação do texto sagrado. Sem estas e outras ciências caímos no “achismo” e no subjetivismo do “Deus me disse”, “a Bíblia diz” ou “Deus me revelou”, isto é, no livre exame luterano.

(6) Por fim anexo aqui, adaptado, o que no livro figurava como post scriptum: “Ciente da condição de filho e servo, me ponho, livre e espontaneamente, sob a legítima autoridade eclesiástica estabelecida por Cristo, Deus, Rei e Mestre, na figura de Seu vigário, o Papa. E nas pegadas de S. Tomás de Aquino, a quem rogo sua intercessão a esta humilde iniciativa, digo: ‘… Se, por ignorância, fiz o contrário (do que pretendia), revogo tudo e submeto todos os meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana’.”

 

Que o Espírito Santo os iluminem na leitura destas linhas. E de forma especial após elas.


HERESIA[1]

Não há como falar em protestantismo sem falar em heresia. A heresia, em resumo, é a distorção ou o desvirtuamento da doutrina de Cristo (a “sã doutri­na”), feito por homens que se julgaram inspirados por Deus (cf. 2 Pe II, 1ss). Quem as elabora e ensina e quem as aprende e põe em prática são denominados hereges. As heresias, por isso, são tumores que nascem do e no corpo. E de forma similar a um tumor, têm de ser retiradas, caso con­trário infeccionarão o todo. Todas as heresias são inoculadas por homens que se consideram deuses, arrastando maiores ou menores multi­dões de acordo com seu grau de inteligência e poder de manipulação, valendo-se do maior ou menor nível de vulnerabilidade que possua o adepto. A Igreja, como boa mãe e médica, tenta tratar a ferida, medicar para que a parte enferma seja restituída por completo. Caso o tumor se alastre e ameace gangre­nar terá então de ser extirpado (anatematizado – cf. Gal I, 6-9). Vale lembrar que tal medida poderá ser revertida caso o enfermo aceite a medicação oferecida e resolva “voltar à casa paterna”.

Como abordarei adiante, bastará conhecer um pouco de História Cristã para verificar que as heresias existem desde o tempo dos Apóstolos, motivo que os levou a imitar Nosso Senhor no alerta aos discípulos contra “estes tais” – os hereges. Com o decorrer do tempo não seria diferente; daí a Igreja ter sido desde o início prevenida de que teria de conviver até o fim com o joio (a cizânia), cum­prindo o papel que a ela foi dado por seu Fundador: o de combater os erros para manter sua doutrina sã.

Alguns nomes se tornaram notórios na história das heresias: Ário, Pelágio, Jansênio, Donato, que foram bispos, sacerdotes ou leigos influentes e que acabaram por originar os erros hoje conhecidos como arianismo, pela­gianismo, jansenismo, donatismo etc; cada um distorcendo determinados pontos da fé católica, que se defendeu de forma oficial e perene através de Con­cílios e documentos papais que originaram, entre outros, os dogmas e os aná­temas. A última delas foi denominada modernismo, junção de várias heresias do passado, que mereceu a certeira encíclica Pascendi, de S. Pio X, aqui citada. Há exatos 500 anos a Igreja enfrenta um dos mais perniciosos e infectados “tumores” saídos de seu seio. Em 1517, graças a um monge e sacerdote alemão apóstata, Martinho Lutero, o mundo viu surgir o Protestantismo. Dele vieram subinfecções como o “puritanismo”, o “evangelismo”, o “pentecostalismo” e o “neopentecostalis­mo”, entre outras. Neste livro pretendo tratar alguns dos pontos da sã doutrina católica distorcidos pelo Protestantismo, fazendo sua refu­tação (contra argumentação) de maneira a auxiliar a compreensão dos problemas e falsos argumentos desta heresia. Embora árdua, a tarefa será de fundamental impor­tância a quem desejar manter-se são, aos que quiserem (re)ingressar no Corpo de Cristo de “corpo e alma”. A eles, os remédios ofertados pela Santa Mãe (e médica) Igreja.

Um detalhe: ao chamar o protestantismo de heresia e os protestantes de hereges não estou em absoluto cometendo crimes ou pecados. Não estou caluniando, difamando, discriminando, exercendo preconceitos, cometendo bullyings, ou correlatos. Usando – com o respeito devido às pessoas – o jargão popular, estou “dando nome aos bois”, ou não “vendendo gato por lebre”. E, creiam-me, não o faço com o mínimo prazer. Por isso um dos maiores objetivos deste trabalho será o de auxiliar no entendimento de uma questão realmente crucial. Para todos.


NOTA:

[1] Do site protestante http://biblia.com.br/dicionario-biblico/h/heresia/: Este nome deriva-se de uma palavra grega, que primeiramente queria dizer o ato de tomar (uma cidade, por exemplo) – depois teve o sentido de escolha ou eleição, de inclinação ou preferência – e a significação da própria coisa escolhida – e por fim veio a significar um princípio filosófico ou sistema, as pessoas que seguem esses princípios, e uma seita ou escola de pensamento. Nos Atos dos Apóstolos a palavra grega equivalente a heresia é traduzida por ‘seita’, com aplicação aos saduceus (At 5.17), aos fariseus (At 15.5 – 26.5), aos nazarenos (At 24.5), e aos cristãos (At 28.22). o seu uso, como aplicado à igreja cristã, vê-se também em At 24.14. S. Paulo e S. Pedro, escrevendo a respeito de heresias, qualificaram-nas de divisões, ou de doutrinas que dividem a igreja (1 Co 11.19 – Gl 5.20 – 2 Pe 2.1). os escritores eclesiásticos empregam a palavra heresia para designar aquelas opiniões que se apartam da verdadeira fé. Santo Agostinho sustentou (De Haeret.) que era ‘inteiramente impossível, ou em todo o caso a coisa mais difícil’, dar uma definição de heresia. Segundo Filastrius, bispo de Bréscia, eram vinte e oito as heresias que existiam entre os judeus antes de Jesus Cristo, elevando-se o número delas a 128 depois desse tempo (destaques meus).

Liturgia Diária- 01/07/2017

FESTA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE NOSSO SENHOR

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

0107

A Igreja do Santo Sepulcro de Neuvy possui duas gotas do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo recolhidas no dia de sua Paixão no Calvário. Elas têm a forma de duas lágrimas coaguladas. Puro e sem mistura de água nem de terra, este Sangue divino é, talvez, a mais preciosa relíquia do mundo.O Cardeal Eudes, bispo de Tusculum, trouxe as duas gotas de Sangue da Terra Santa onde, durante seis anos, havia exercido as funções de emissário do Papa na primeira cruzada de São Luís. E, em 1257, doou o Sangue recolhido a Neuvy, sua região natal. Desde aquela época, o Preciosíssimo Sangue repousa sob a magnífica cúpula bizantina, construída em 1042 – 1046 por Eudes de Déols e Geoffroy, de Bourges, baseada no modelo primitivo da igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém.Para honrar essa santa Relíquia, os soberanos pontífices, desde a origem, concederam à igreja de Neuvy grandes favores; e, em 1621, André Fremiot, arcebispo de Bourges, instituiu uma confraria do Preciosíssimo Sangue que, dois anos depois, o papa Gregório XV aprovava e enriquecia com numerosas indulgências. Nos tempos atuais, esta confraria foi reorganizada por Monsenhor de La Tour d’Auvergne e por Monsenhor Sorvonnet, arcebispo de Bourges.

LEITURAS/LESSONS

Epístola (Heb 9,11-15)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus. 

Irmãos: Já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo), sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna. Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo? Por isso ele é mediador do novo testamento. Pela sua morte expiou os pecados cometidos no decorrer do primeiro testamento, para que os eleitos recebam a herança eterna que lhes foi prometida.

Evangelho (Jo 19,30-35)

Naquele, havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.

In English

Epistle (Hebrews 9: 11-15)

Lesson from the Epistle of Blessed Paul the Apostle to the Hebrews.

Brethren, Christ being come, a high priest of the good things to come, by a greater and more perfect tabernacle, not made with hands, that is, not of this creation, neither by the blood of goats or of calves, but by His own blood, entered once into the Holies, having obtained eternal redemption. For if the blood of goats and of oxen, and the ashes of an heifer being sprinkled sanctify such as are defiled, to the cleansing of the flesh, how much more shall the blood of Christ, Who, through the Holy Ghost, offered Himself without spot to God, cleanse our conscience from dead works, to serve the living God? And therefore He is the mediator of the New Testament: that by means of His death, for the redemption of those transgressions which were under the former testament; they that are called may receive the promise of eternal inheritance; in Christ Jesus our Lord.

Evangelho (John 19: 30-35)

The continuation of the holy Gospel according to John. 

At that time, Jesus, when He had taken the vinegar, said: “It is consummated.” And bowing His head He gave up the ghost. Then the Jews (because it was the parasceve), that the bodies might not remain upon the cross on the sabbath-day (for that was a great sabbath-day), besought Pilate that their legs might be broken, and that they might be taken away. The soldiers, therefore, came: and they broke the legs of the first and of the other that was crucified with him. But after they were come to Jesus, when they saw that He was already dead, they did not break His legs. But one of the soldiers with a spear opened His side, and immediately there came out blood and water. And he that saw it hath given testimony, and his testimony is true.

Calendário Litúrgico- 2º Semestre de 2017

Calendário Litúrgico da Irmandade Nossa Senhora do Carmo para o 2º Semestre de 2017.

NOTAS

  • Este Calendário poderá ser alterado a qualquer momento, noticiando-se neste blog.
  • Atualizado em 01/07/2017.
  • Missa do dia 22 de julho (Festa de S. Maria Madalena) cancelada.
  • Não haverá Missa Rezada (às 9:30) no dia 20 de agosto, domingo.
  • [ERRATA] A Festa do Imaculado Coração de Maria é Festa de 2ª Classe.
  • Não haverá a Missa Rezada (manhã) no dia 17/09.
  • Não haverá Missa no dia 29/09.
  • Não haverá Missa na Catedral (às 15:30) no dia 01/10.
  • A Missa matutina (às 9:30) do dia 01/10 foi transferida para a Capela Nossa Senhora de Lourdes (Rua Mário Paganini, 220- Bairro Roosevelt).
  • Não haverá Missa no dia 07/10, Festa de Nossa Senhora do Rosário.
  • A programação de Missas do mês de Outubro foi alterada. Confira clicando aqui.
  • Errata: As páginas corretas de leituras no dia 19/11/2017, 24º Domingo depois de Pentecostes são 722 a 724. 
  • Errata: No calendário do mês de dezembro, os dias 02 (sábado), 12 (terça-feira) e 13 (quarta-feira) encontram-se com os dias da semana errados. O correto é o presente entre parênteses, disposto acima. 
  • No dia 17/12 não haverá a Missa matutina, mas apenas a Missa das 15:30 horas na Catedral Santa Terezinha.


Confira também a Versão Preto e Branco. Basta clicar aqui.