Liturgia Diária- Santíssimo Nome de Jesus

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

A festa de hoje é um complemento da Circuncisão. Seu fim é glorificar o Nome de Jesus. A Missa é um Sacrifício de louvor em honra do SSmo. Nome de Jesus, pois “não há outro Nome debaixo do céu dado aos homens, pelo qual possamos alcançar a salvação”. É ao nome de Jesus, diz São Bernardo, que os coxos andam, que os cegos vêem e que os surdos ouvem. A pregação do nome de Jesus é a luz do mundo, o unguento que unge, reconforta e sustenta. O Nome de Jesus é mel para os lábios, melodia para os ouvidos e alegria para o coração. Que durante a nossa vida ele nunca nos saia dos lábios para termos um dia a alegria de vermos o nosso junto do Dele inscrito no Céu. As primeiras origens desta festa remontam o Século XVI em que eram Celebrada na Ordem de São Francisco. Em 1721, Inocêncio XIII, estendeu-a ao mundo inteiro.


Páginas 79 a 82 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 09:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes e Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Santa Teresinha.


Liturgia Diária- 03/01/2020

MISSA DA FÉRIA

4ª Classe – Missa do dia 01/01

DIA DE ABSTINÊNCIA 

O Menino-Deus derrama as primeiras gotas de Sangue, e recebe o nome de Jesus, que indica a sua missão de Salvador. Assim, neste dia, a Cruz saúda o berço do Recém-nascido. Intimamente unida a seu Filho, é Maria Santíssima objeto de particular devoção por parte do povo católico. Por isso dela nos lembramos hoje nas Orações e na “estação”.

A festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor (Santo Ambrósio).


Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes. 


Liturgia Diária- 02/01/2020

MISSA DA FÉRIA

4ª Classe- Missa do dia 01/01

O Menino-Deus derrama as primeiras gotas de Sangue, e recebe o nome de Jesus, que indica a sua missão de Salvador. Assim, neste dia, a Cruz saúda o berço do Recém-nascido. Intimamente unida a seu Filho, é Maria Santíssima objeto de particular devoção por parte do povo católico. Por isso dela nos lembramos hoje nas Orações e na “estação”.

A festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor (Santo Ambrósio).


Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.


Missa às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes. 


Liturgia Diária- 01/01/2020

CIRCUNCISÃO DE JESUS

Festa de 1ª Classe- Missa Própria – OITAVA DO NATALEstação em Santa Maria além-Tibre

DIA DE PRECEITO

O Menino-Deus derrama as primeiras gotas de Sangue, e recebe o nome de Jesus, que indica a sua missão de Salvador. Assim, neste dia, a Cruz saúda o berço do Recém-nascido. Intimamente unida a seu Filho, é Maria Santíssima objeto de particular devoção por parte do povo católico. Por isso dela nos lembramos hoje nas Orações e na “estação”.

A festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor (Santo Ambrósio).

A Igreja, tendo o seu começo de ano no I Domingo do Advento, não faz menção do ano civil.

OBS.: Neste dia, concede a Igreja INDULGÊNCIA PLENÁRIA a todos aqueles que recitarem/cantarem em oratórios, capelas ou igrejas, de forma pública, o cântico Veni Creator (p. 1574 a 1575, do Missal Quotidiano). Recebem indulgência parcial, aqueles que o recitam devotamente, sem as condições acima. (Enchiridion Indulgentiarum (3ª ed., maio de 1986), Item “61”)


Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.


Missa Rezada às 19 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes. Após, canto do “Veni Creator”


O Tempo do Natal

1. Significação deste Tempo

O Tempo do Natal é o intervalo de quarenta dias, entre 25 de dezembro e 2 de fevereiro. Comparando o Advento à subida de uma montanha, chegamos agora a seu cume — Natal — o ponto mais elevado da primeira parte do Ano eclesiástico.

Durante doze dias permanecemos nesta altura, com a celebração das duas festas principais deste Tempo: Natal e Epifania ou festa dos Reis. A oitava desta última solenidade é seguida de 6 domingos, número este por vezes diminuído pelo tempo da Setuagésima que varia conforme a celebração da Páscoa, mais cedo ou mais tarde: Termina, o tempo do Natal com a festa da Purificação de Nossa Senhora, que é o oferecimento de Jesus, no templo, pelos pecados do mundo e assim esta festa já prepara o Mistério da Redenção que é o assunto do ciclo pascal.

Voltemos à festa de Natal. Seu fim é lembrarmos o nascimento do Salvador e comunicar-nos as graças particulares deste Mistério.

«Propter nos hómines, et propter nostram salútem descéndit de cælis». Por nossa causa e por nossa salvação desceu do céu (Credo). Sendo e permanecendo verdadeiro Deus, tornou-se verdadeiro homem. Não hesitou em se revestir da forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e sendo reconhecido pelo exterior como homem. E sendo homem, atrai todo o gênero humano a Si e o faz seu Corpo místico e sua propriedade. Comunica-lhe a filiação de Deus, tornando-se Irmão de todos e dando aos homens a sua vida que é a graça santificante.

«Deus factus est homo ut homo fíeret Deus». Deus se fez homem para que o homem se tornasse Deus, diz admiravelmente Santo Agostinho. 

Enquanto a festa de Natal se ocupa muito mais com o Menino-Deus, no berço, a segunda grande solenidade deste Tempo, a Epifania, descortina novos horizontes. Este Menino é o grande Rei, o Soberano que vem à terra fundar o seu reino na humanidade, na Igreja, na alma humana. Reis desta terra vêm adorar a Criancinha em seu presépio e, neste fato, a humanidade Lhe reconhece a Realeza suprema. Este Menino dominará as nações, pois no fim dos tempos reunirá os seus fiéis num reino celestial, reino de Deus, reino de eterna bem-aventurança. A Igreja procura intensificar estes mesmos sentimentos ainda depois da festa, nos domingos seguintes. Adoramos nos Introitos o poder de Cristo-Rei sobre as criaturas animadas e inanimadas.

2. Quais devem ser as nossas disposições neste Tempo

Para as almas que se unem à vida da Igreja, que jubilosa quarentena! Isaías, que durante todo o tempo do Advento, foi o nosso guia, entoa este cântico de alegria nas suaves Matinas de Natal: « Levanta-te, ó Sião, reveste-te de tua força; compõe-te com os vestidos de tua glória, Jerusalém, cidade do Santo; sacode-te do pó, levanta-te, desata a cadeia do teu pescoço, cativa filha de Sião » (Isaías, LII). E S. Leão, explicando estes brados do profeta, exclama: « Meus caríssimos filhos, nasceu-nos hoje o Salvador: rejubilemo-nos. Para longe todo sentimento de tristeza: eis a aurora da vida. Exulte o Justo, porque a recompensa está perto; o pecador se alegre, eis o perdão; o pagão espere, eis a vida. »

Esta alegria fará nascer em nossos corações profundos sentimentos de gratidão para com Deus pela Incarnação de seu Filho Unigênito, gratidão que se manifestará pelo sincero desejo de desenvolver em nós, pela prática das boas obras, a vida nova que Jesus trouxe ao mundo. Esperemos que ela sempre cresça e também cresça o Cristo em nós. Eis a obra do santo Sacrifício da Missa, pois o que aconteceu há quase dois mil anos, repete-se ainda hoje: a Incarnação do Verbo divino, seu Nascimento no presépio de Belém. Na santa Missa, na santa Comunhão, une-se Jesus às nossas almas, escondido sob os véus das espécies eucarísticas, como outrora ocultou o esplendor de sua Divindade sob o humilde manto de sua humanidade. Nossa Belém é o altar! Nossa gruta é o tabernáculo! Nosso presépio é a nossa alma! Nela, bem longe do tumulto do mundo, Ele quer, no silêncio e na solidão, “tomar nova forma»; quer ocupá-la, imprimir-lhe o selo de filha de Deus, transforma-la em Si próprio. A esta alma Deus predestinou « conformar-se com a imagem do Filho de Deus ». E se somos filhos de Deus, também seremos seus herdeiros e coerdeiros de Jesus Cristo. É assim que não somente comemoramos e celebramos o Natal, como participamos do Nascimento de Jesus Cristo e dos frutos da Redenção da santa Missa, ao pé da Cruz.

3. Particularidades deste Tempo

A alegria deste Tempo manifesta-se por vários modos: a cor violácea dos tempos de penitência é substituída pelos ornamentos brancos, bordados a ouro ou completamente dourados; os órgãos, mudos no Advento, executam as suas mais jubilosas modulações e o Glória in excélsis Deo ressoa de novo, trazendo-nos os ecos pacíficos do presépio. As melodias estão impregnadas de uma doce e comunicativa alegria, que se prolonga em toda a liturgia deste tempo. As multidões, numa satisfação expansiva, reúnem-se nos templos, recordando por sua assistência às Matinas de Natal, a sincera piedade de antanho. 

O Sacerdote celebra três Missas, em memória da tríplice geração do Verbo, que Santo Tomás assim explica: eterna no seio do Pai, temporal no da Virgem Santíssima e espiritual em cada um de nós.


Imagem e texto extraído do Missal Quotidiano de D. Beda Keickeisen, 1962 (pp. 76-78).

Novena de Natal- 9º dia

Ascendit autem et Joseph… ut profiteretur cum Maria desponsata sibi uxore praegnante.

José foi também… para se recensear juntamente com sua esposa Maria que estava grávida. (Lc 2,4).

Deus havia decretado que seu Filho nascesse não na casa de José, mas numa gruta, num estábulo, da maneira mais po­bre e mais penosa que possa nascer uma criança; e por isso dispôs que César publicasse um edito pelo qual cada um era obrigado a ir inscrever-se no lugar de sua origem

Ao receber essa ordem, José ficou inquieto não sabendo se devia deixar ou levar consigo a Virgem Mãe, pois ela estava para dar à luz. — Minha Esposa e Senhora, disse-lhe, de um lado não vos quero deixar só, e do outro, se vos levar comigo fico aflito pensando no muito que tereis de sofrer em tão longa viagem e tão rigorosa estação; minha pobreza não me permite conduzir-vos com os devidos cuidados. — Maria, porém, encorajou-o dizendo: Meu caro José, não temais; irei convosco e o Senhor nos ajudará. — Ela sabia por inspiração e pelo conhe­cimento que tinha da profecia de Miquéias, que o divino Menino devia nascer em Belém. Tomou, pois, as faixas e os pobres pa­ninhos já preparados, e pôs-se a caminho com José: Ascendit autem et Joseph… ut profiteretur cum Maria.

Acompanhemos os santos esposos em sua viagem consi­derando as piedosas conversas que nessa viagem deviam ter tido sobre a misericórdia, a bondade, e o amor do Verbo divino, que iria logo nascer e aparecer no mundo para a salva­ção dos homens. Consideremos ainda os louvores e as bên­çãos, as ações de graça, os atos de humildade e amor, que de caminho faziam esses dois nobres peregrinos. Ela sofria cer­tamente muito, essa jovem e tenra virgem prestes a dar à luz, fazendo trajeto tão longo, por caminhos difíceis e no tempo do inverno; mas sofria em paz e com amor, e oferecia a Deus to­das as suas penas unindo-as às de Jesus que levava em seu casto seio.

Ah! unamo-nos a Maria e a José, e acompanhemos com eles o Rei do céu, que vai nascer numa caverna e fazer sua primeira aparição no mundo como uma criança, e como a cri­ança mais pobre e abandonada que jamais nasceu entre os homens. Peçamos a Jesus, Maria e José, pelos méritos das penas que sofrem nessa viagem, nos acompanhem na viagem que fazemos à eternidade. Felizes de nós, se na vida e na mor­te formos sempre acompanhados por esses três grandes per­sonagens!

Afetos e Súplicas

Meu caro Redentor, sei que os anjos do céu vos acompanham nessa viagem; mas entre os habitantes da terra, quais são os que vos acompanham? Vejo convosco só José e Maria que vos leva em seu seio; ó meu Jesus, permiti que me una a eles para vos seguir. Ah! tenho sido bem ingrato para convosco! Vejo agora o mal que fiz: descestes do céu para me fazer companhia na terra, e eu tive tantas vezes a ingratidão de deixar-vos, ofendendo-vos. Ó meu divino Mestre, quando penso que para seguir minhas malditas inclinações tantas vezes me sepa­rei de vós renunciando à vossa amizade, quisera morrer de dor. Mas viestes para perdoar-me; perdoai-me pois agora me arrependo de toda a minha alma de vos ter tantas vezes desprezado e abandonado. Estou resolvido e espero, com a vossa graça, não me afastar nem separar de vós, meu único amor! Sim, minha alma está tomada de amor por vós, meu amável Deus-Menino! Amo-vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e me comunicar as vossas graças, eis a única que vos peço: fazei que me não separe jamais de vós; cativai-me prendendo-me estreitamente a vós pelas doces ca­deias do vosso santo amor. Ah! meu Redentor e meu Deus, quem poderia ainda deixar-vos e viver sem vós, privado da vossa graça?

Santíssima Virgem Maria, venho fazer-vos companhia em vossa viagem a Belém; e vós, minha Mãe, não cesseis de aju­dar-me na viagem que faço à eternidade. Assisti-me sempre, mas sobretudo no fim da minha vida, quando eu chegar a esse último momento que deve decidir se estarei, ou sempre con­vosco para amar a Jesus no céu, ou sempre longe de vós para odiar a Jesus no inferno. Minha Rainha, salvai-me com vossa intercessão; e a minha salvação seja amar-vos para sempre, a Jesus e a vós, no tempo e na eternidade. Sois minha esperança, espero tudo de vós.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 8º dia

Apparuit gratia Dei Salvatoris nostri omnibus hominibus, erudiens nos, ut… pie vivamus in hoc saeculo, expectans beatam spem et adventum gloriae magni Dei et Salvatoris nostri Jesu Christi

A graça de Deus nosso Salvador apareceu a todos os homens e nos ensinou a viver no século presente com piedade aguardando a beatitude que esperamos, e a vinda da glória de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (Tt 2,11)

Considera que por essa graça de que aqui fala o apóstolo, entende-se o ardente amor de Jesus Cristo aos homens, amor que não merecemos e que por essa razão é chamada graça.

Esse amor em Deus foi sempre o mesmo, mas não apareceu sempre. Foi, primeiramente, prometido por um grande número de profecias e anunciado por muitas figuras; mas apareceu manifestamente quando o Redentor nasceu, quando o Verbo eterno se mostrou aos homens sob a forma duma criancinha, reclinada sobre palha, chorando e tremendo de frio, começan­do assim a satisfazer pelas penas por nós merecidas, e fazen­do-nos conhecer o afeto que nos tinha pelo sacrifício que fez de sua vida por nós. Nisto conhecemos o amor de Deus, diz S. João, em ter ele dado a sua Vida por nós,

Apareceu pois o amor do nosso Deus e apareceu a todos os homens: Omnibus hominibus, Mas por que não o conhece­ram todos, e, ainda hoje nem todos o conhecem? Eis como Jesus mesmo responde a essa pergunta .A luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à luz. Não o conheceram e não o conhecem porque não querem conhecê-lo, amando mais as trevas do pecado do que a luz da graça.   .        ‘

Procuremos não ser do número desses infelizes. Se no passado fechamos os olhos à luz pensando pouco no amor de Jesus Cristo, procuremos no resto da nossa vida não perder jamais de vista as dores e a morte de nosso Salvador, a fim de amarmos, como devemos, Aquele que tanto nos amou. Assim, teremos direito de esperar, segundo as divinas promessas, o belo paraíso que Jesus Cristo nos adquiriu com seu sangue:Esperando a beatitude, objeto de nossas esperanças e o glori­oso advento de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, No seu primeiro advento, Jesus veio sob a forma duma criança pobre e desprezada, nascida num estábulo, coberta de míseros paninhos e reclinada sobre palha; no segundo aparecerá como juiz sobre um trono glorioso. Eles verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade.Feliz de quem o tiver amado! mas ai de quem o não tiver amado!

Afetos e Súplicas

Ó santo Menino, vejo-vos hoje sobre a palha, pobre, aflito e abandonado; mas sei que um dia vireis, para julgar-me, num trono resplendente e cercado de anjos. Ah! perdoai-me antes desse dia terrível. Então, devereis agir como juiz rigoroso; mas hoje sois Redentor e Pai de misericórdia. Eu, ingrato, fui um dos que vos não conheceram, porque não quis conhecer-vos; eis por que em vez de pensar em amar-vos considerando o amor que me testemunhastes, só pensei em satisfazer-me desprezando vossa graça e vosso amor. Entrego agora nas vossas mãos a alma que perdi; salvai-a. Ponho em vós todas as minhas esperanças, sabendo que, para resgatar-me do in­ferno, destes o vosso sangue e a vossa vida: Redemisti me, Domine. Não me fizestes morrer quando estava em pecado, e esperastes-me com tanta paciência, a fim de que, caindo em mim e arrependido de vos haver ofendido, comece a amar-vos, e vós possais depois perdoar-me e salvar-me. Ó meu Jesus, quero corresponder a tanta bondade; arrependo-me sobre todas as coisas dos desgostos que vos dei; arrependo-me e amo-vos sobre todas as coisas. Salvai-me por vossa misericór­dia, e a minha salvação consista em amar-vos sempre nesta vida e na eternidade.

Maria, minha querida Mãe, recomendai-me a vosso divino Filho. Dizei-lhe que sou vosso servo e que pus em vós a minha esperança; ele vos ouve e nada vos recusa.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 7º dia

In própria venit, et sui eum non receperunt.

Veio para o que era seu, e os seus o não receberam (Jo 1, 11)

Um dia, durante as festas do Natal, S. Francisco de Assis andava chorando e suspirando pelos caminhos e florestas, e parecia inconsolável. Perguntaram-lhe a causa de sua dor e ele respondeu: “Como quereis que eu não chore, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus amar o homem até a loucura, e o homem ser tão ingrato a esse Deus!” Se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de S. Francisco, imaginemo-nos quanto mais afligiu o coração de Jesus Cristo.

Apenas concebido no seio de Maria, ele viu a cruel ingrati­dão, que devia receber dos homens. Viera do céu para acender na terra o fogo do amor divino; esse único motivo o levou a dei­xar-se imergir num abismo de dores e opróbrios: Vim trazer o fogo sobre a terra, e que quero senão que se inflame? E via um abismo de pecados que os homens iriam cometer depois de receberem tantas provas de seu amor! Eis, diz S. Bernardino de Sena, o que lhe causou uma dor infinita. .

Nós mesmos sentimos pena insuportável vendo-nos tratados com ingratidão; é que, segundo a reflexão do bem-aventurado Simão de Cássia, muitas vezes a ingratidão aflige mais a nossa alma do que qualquer outra dor ao corpo. Qual não foi pois a dor de Jesus Cristo, nosso Deus, ao ver que cor­responderíamos a seus benefícios e amor com ofensas e injú­rias! Ele se queixou pela boca de Davi: Deram-me males em troca de bens, e ódio em troca do amor que eu lhes tinha; mas também hoje em dia parece que Jesus Cristo se lamenta: Sou como um estranho no meio de meus irmãos, por ver um grande número deles viver sem o amar e sem o conhecer, como se os não houvera beneficiado, e como se nada houvera sofrido por amor deles. Ah! que caso fazem hoje muitos cristãos do amor de Jesus Cristo? Nosso Senhor apareceu um dia ao bem-aventurado Henrique Suso sob a forma dum peregrino a men­digar de porta em porta um abrigo; mas todos o repeliam injuri­ando-o grosseiramente. Quantos se parecem com aqueles de que falava Jó: Diziam a Deus: Retirai-vos de nós…; E isso de­pois que enchera suas casas de toda a sorte de bens.

No passado, também nós fomos ingratos; queremos ainda continuar a sê-lo? Oh! não: esse amável Menino, que do céu veio sofrer e morrer por nós para obter o nosso amor, não me­rece tal ingratidão.

Afetos e Súplicas

É pois verdade, meu Jesus, que descestes do céu para vos fazer amar de mim; viestes abraçar uma vida de penas e a morte da cruz por meu amor, a fim de abrir-vos a entrada do meu coração; e eu vos repeli tantas vezes dizendo: Recede a me, Domine: Retirai-vos de mim, Senhor; não vos quero! —Ah! se não fôsseis um Deus de bondade infinita, e se não tivésseis dado a vossa vida para perdoar-me, não ousaria pedir-vos per­dão. Mas ouço que vós mesmo me ofereceis a paz: Converteis-vos a mim, dizeis, e eu me converterei a vós. Pois bem, meu Jesus, vós a quem ofendi, vos fazeis meu intercessor. Não quero pois fazer-vos ainda a injúria de desconfiar da vossa misericórdia. Arrependo-me de toda a minha alma de vos haver ofendido e desprezado, o Bem supremo; recebei-me em vossa graça, conjuro-vos pelo sangue que derramastes por mim. Não, meu Redentor e meu Pai, não sou digno de ser chamado vosso filho depois de haver tantas vezes renunciado ao vosso amor; mas vós com os vossos méritos me tornais digno dele. Agradeço-vos, meu Pai, agradeço-vos e amo-vos. Ah! já a lembrança da paciência com que me suportastes tantas anos e das graças que me prodigalizastes após tantos ultrajes da minha parte, deveria fazer-me arder sem cessar de amor por nós. Vinde, pois, meu Jesus, não quero mais repelir-vos; vinde habitar em meu pobre coração. Amo-vos e quero amar-Vos sempre; inflamai-me cada vez mais recordando-me sempre o amor que me tivestes.

Minha Rainha e minha Mãe, ajudai-me, pedi a Jesus por mim: fazei que durante o resto da minha vida, eu seja grato para com esse Deus que tanto me tem amado mesmo depois de haver recebido de mim tantas ofensas.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 6º dia

Factus sum sicut homo sine adjutorio, inter mortuos liber.

Tornei-me como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos (Salm. 87,5).

Considera os sofrimentos de Jesus Cristo no seio de sua Mãe, onde esteve como numa prisão, durante nove meses. É verdade que as outras crianças se acham no mesmo estado, mas não lhe sentem os incômodos, porque os não conhecem. Jesus, ao contrário, tinha pleno conhecimento deles, pois des­de o primeiro instante de sua vida, teve o perfeito uso da razão: Possuía os sentidos e não podia servir-se deles; tinha olhos e não podia ver; tinha língua e não podia falar; tinha mão e não podia estendê-las; tinha pés e não podia andar, de sorte que durante nove meses teve de ficar no seio de Maria como um morto encerrado num sepulcro: Como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos. Era livre, porque voluntariamente se fizera prisioneiro de amor naquele cárcere; mas o amor o privava da liberdade e lá o conservava tão estreitamente preso, que não podia mover-se: ele era livre, porém, entre os mortos. Ó paciência do Salvador! exclama S. Ambrósio ao considerar os sofrimentos de Jesus no seio de Maria.

O seio de Maria foi, pois, para o nosso Redentor uma prisão voluntária, porque era uma prisão de amor; não foi, todavia, uma prisão de injustiça: Jesus era inocente, mas se oferecera para pagar as nossa dívidas e expiar as nossas iniquidades. É pois com razão que a divina justiça o conservou assim encerrado, começando a exigir por esta primeira pena a satisfação que lhe era devida.

Eis a que se reduz o Filho de Deus por amor dos homens: priva-se de sua liberdade e se coloca em cadeias para livrar-nos das cadeias do inferno. E nós poderíamos sem injustiça não corresponder com gratidão e amor à bondade daquele que, sem estar a isso obrigado, mas por puro afeto para conosco, se fez nossa caução e nosso libertador, que se ofereceu para pa­gar nossas dívidas e de fato as pagou com sua vida divina, e se carregou das penas devidas aos nossos crimes? Não te es­queças, diz o Sábio, do benefício que te tez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs á sua vida por ti.

Afetos e Súplicas

Sim, meu Jesus, o vosso profeta tem razão de advertir-me a não esquecer a graça inapreciável que me fizestes. Eu era o devedor, o culpado; e vós inocente, vós, o meu Deus, quisestes expiar minhas faltas com vossas dores e com a vossa morte. Mas eu, depois disso, esqueci os vossos benefícios e o vosso amor e tive a audácia de voltar-vos as costas, como se não fôsseis o meu soberano Senhor, e um Senhor que me amou tanto! Mas, meu caro Redentor, se no passado fui ingrato, es­tou resolvido a não cometer mais a mesma falta: os vossos so­frimentos e a vossa morte serão o objeto contínuo dos meus pensamentos; recordar-me-ão sem cessar o amor que me ten­des. Maldigo esses dias em que, esquecido do que sofrestes por mim, fiz uso tão mau da minha liberdade; vós ma destes para eu vos amar, e dela me servi para vos ultrajar! Mas hoje, consagro-vos inteiramente essa liberdade que recebi de vós. Por favor, Senhor, preservai-me da desgraça de me ver outra vez separado de vós e caído na escravidão de Lúcifer. Prendei minha pobre alma aos vossos sagrados pés pelas cadeias do vosso amor a fim de que se não separe jamais de vós. — Padre eterno, pelo cativeiro de Jesus no seio de Maria, livrai-me das cadeias do pecado e do inferno.

E vós, ó Mãe de Deus, socorrei-me. Tendes o Filho do Altíssimo encerrado em vosso seio e estreitamente unido a vós: já que Jesus é vosso prisioneiro, fará o que lhe disserdes. Ah! dizei-lhe que me perdoe, dizei-lhe que me torne santo. Ajudai-me, minha Mãe, eu vos conjuro pela graça e honra que Jesus Cristo vos fez de habitar nove meses em vós.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 5º dia

Oblatus est, quia ipse voluit.

Foi oferecido porque ele mesmo quis (Is 53,7).

Desde o primeiro instante que o Verbo divino se viu feito homem e criança no seio de Maria, ofereceu-se sem reserva aos sofrimentos e à morte, para resgatar o mundo: Foi oferecido porque ele mesmo quis. Sabia que todos os sacrifícios de bodes e touros, oferecidos a Deus no passado, não podia satisfazer pelos pecados dos homens, que só uma pessoa divi­na podia pagar o preço de sua redenção: Eis por que, escreve S. Paulo, desde sua entrada no mundo ele diz: Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo… Então eu disse: Eis-me que venho. Meu Pai! todas as vítimas que vos foram oferecidas até agora, não foram suficientes e não podiam sê-lo para desarmar vossa justiça; destes-me este corpo passível a fim de que pela efusão do meu sangue eu vos apla­que e salve os homens. Eis-me pronto: Ecce venio; aceito tudo e me submeto em tudo à vossa santa vontade.

Novena de Natal- 4º dia

Dolor meus in conspectu meo semper.

A minha dor está sempre ante os meus olhos (SI 37,18).

Considera que, desde o primeiro instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida ao corpo no seio de Maria, o eterno Padre intimou a seu Filho a ordem de sacrificar sua vida pela redenção do mundo, e que ao mesmo tempo lhe pôs ante os olhos o espetáculo aflitivo de todas as penas que devia sofrer até a morte para salvar os homens. Mostrou-lhe então os sofrimentos, as humilhações, a pobreza que teria de suportar durante toda a sua vida em Belém, no Egito, em Nazaré, e de­pois todas as dores e todas as ignomínias de sua paixão, os flagelos, os espinhos, os cravos, a cruz, e os enfados, as triste­zas, as agonias, os abandonos, em que terminaria sua vida sobre o Calvário.

Novena de Natal- 3º dia

Parvulus natus est nobis, et Filius datus est nobis.

Nasceu-nos um Menino e foi-nos dado um Filho (Is 9,3).

Considera que após tantos séculos, após tantos suspiros e preces, o divino Messias, que os patriarcas e os profetas não tiveram a felicidade de ver, o Desejado das nações, o Desejo das colinas eternas, numa palavra, nosso Salvador veio enfim, nasceu, e deu-se todo a nós: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho…

O Filho de Deus se fez pequeno para nos fazer grandes; deu-se a nós, a fim de que nos demos a Ele; veio mostrar-nos seu amor a fim de que o correspondamos com o nosso. Rece­bamo-lo pois com afeto, amemo-lo e recorramos a Ele em to­das as nossas necessidades.

As crianças, diz S. Bernardo, dão facilmente o que se lhes pede. Jesus veio sob a forma duma criança para manifestar a sua disposição de comunicar-nos seus bens. Ora, nele estão todos os tesouros. Seu Pai celeste colocou tudo em suas mãos. Desejamos luzes? Ele veio precisamente para iluminar-nos. Desejamos mais força para resistir aos inimigos? Ele veio para fortalecer-nos. Desejamos o perdão das nossas faltas e a salvação? Ele veio para perdoar-nos e salvar-nos. Enfim dese­jamos o soberano dom do amor divino? Ele veio justamente para inflamar nossos corações, e para isso é que ele se fez Menino: se ele quis mostrar-se aos nossos olhos num estado tão pobre e tão humilde, e por isso mesmo mais amável, foi para tirar-nos todo o temor e ganhar o nosso amor. Além disso, Jesus quis nascer como criança para que o amemos não so­mente sobre tudo, mas também com amor terno. Todas as cri­anças sabem conquistar a afeição terna de quem as vê; ora, quem não amará com toda a ternura a um Deus, vendo-o feito Menino, necessitado de leite, tremendo de frio, pobre, desprezado e abandonado, que chora sobre a palha numa manjedoura? Por Isso S. Francisco inflamado de amor exclamava: Ame­mos o Menino de Belém, amemos o Menino de Belém. Vinde , ó almas, vinde e amai o meu Deus feito Menino, feito pobre; que é tão amável e que desceu do céu para dar-se todo a vós.

Afetos e Súplicas

Ó meu amável Jesus, por mim tão desprezado, descestes do céu para resgatar-me do inferno e dar-vos todo a mim, e como pude desprezar-vos tantas vezes e voltar-vos as costas? Ó Deus, os homens são tão gratos às criaturas; se alguém lhes faz algum benefício, se de longe lhes fazem uma visita, se lhes mostram sinal de afeto, não podem esquecer-se disso e sen­tem-se obrigados a pagar-lhes. E são tão ingratos para convosco, que sois o seu Deus cheio de amabilidade, e que por amor deles não recusastes dar o sangue e a vida. — Mas ah! eu tenho sido pior do que todos, pois que, apesar de me terdes amado, eu vos tenho sido mais ingrato. Ah! se tivésseis concedido a um herege, a um idolatra, as graças com que me favoreceste, ele se teria santificado; e eu, eu vos ofendi! Se­nhor, dignai-vos esquecer as injúrias que vos fiz. Vós dissestes que, quando um pecador se arrepende, esqueceis todos os ultrajes que dele recebestes. Se no passado eu vos não amei, no futuro não quero fazer outra coisa senão amar-vos. Vós vos destes todo a mim; eu vos consagro toda a minha vontade, e assim vos amo, vos amo, vos amo, e quero repetir sem cessar; amo-vos, amo-vos; e quero dizer sempre a mesma coisa en­quanto viver, e quero exalar o último suspiro tendo nos lábios a doce palavra:- Meu Deus, eu vos amo! — para começar depois, ao entrar na outra vida, a amar-vos sem interrupção, com um amor sem fim, com amor eterno. Aguardando essa ventura, ó meu Deus, meu único Bem, meu único Amor, estou resolvido a preferir a vossa vontade a todas as minhas satisfações. Venha o mundo inteiro, eu o repilo; não quero cessar de amar Aquele que tanto me amou; já não quero desgostar Aquele que merece amor infinito. Meu Jesus, secundai o meu desejo e a minha resolução com a vossa graça.

Maria, minha Rainha, reconheço que por vossa intercessão tenho recebido todas as graças que Deus me tem concedido; não cesseis de interceder por mim; obtende-me a perseverança, vós que sois a Mãe da perseverança.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 2º dia

Hostiam et oblationem noluisti; corpus autem aptasti mihi.

Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo (Hb 10,5).

Considera a grande amargura de que o coração de Jesus devia sentir-se penetrado e oprimido no seio de Maria, no momento em que seu Pai lhe colocou ante os olhos a longa série de desprezos, dores a agonias, que teria de sofrer durante sua vida para livrar os homens de seus males.

Eis como o profeta faz falar a Jesus: Desde a manhã o Senhor abriu-me o ouvido. Desde o primeiro instante de minha concepção, meu Pai me fez conhecer a sua vontade que eu levasse uma vida de penas, para ser depois imolado na cruz. E eu não contradigo… entreguei meu corpo aos que me batiam. Tudo aceitei para a vossa salvação, almas queridas, desde então abandonei meu corpo aos flagelos, aos cravos e à morte.

Tudo quanto Jesus Cristo teria de sofrer durante sua vida e na sua paixão pairou ante o seu espírito desde o seio de sua. Mãe, e Ele o aceitou com amor; mas para resignar-se a esse sacrifício e para vencer a repugnância natural dos sentidos, ó Deus! que angústia e que opressão não sofreu o coração inocente de Jesus! Ele sabia de antemão o que devia sofrer ficando encerrado nove meses na escura prisão do seio de Maria; sabia a que humilhação e penas devia sujeitar-se nascendo numa fria gruta que servia de abrigo aos animais, e passando depois trinta anos na oficina dum pobre artífice; sabia que os homens o tratariam como a um ignorante, um escravo, um sedutor, um criminoso digno de morte e da morte mais infame e mais dolorosa que se possa infligir aos celerados.

Nosso amantíssimo Redentor aceitou tudo isso a cada instante; e assim, a cada instante sofreu em conjunto todos os tormentos e todos os opróbrios que o aguardavam até a sua morte: O próprio conhecimento de sua dignidade divina lhe fazia sofrer mais profundamente as injúrias que deveria receber dos homens, e nunca as perdia de vista. A minha ignomínia está todo o dia diante de mim, dissera pelo profeta; e por essa ignomínia entendia sobretudo aquela confusão que devia provar um dia vendo-se despojado de suas vestes, flagelado, suspenso por três cravos de ferro e vendo assim terminar a vida no meio dos desprezos e maldições desses mesmos homens pelos quais morria: Foi obediente até a morte, até a morte da cruz. E por que? Para salvar a nós pecadores miseráveis e ingratos.

Afetos e Súplicas

Ah! meu amado Redentor, quanto vos custou desde a vossa entrada neste mundo o livrar-me do abismo em que me lançaram os meus pecados! Para me libertardes da escravidão do demônio, ao qual me vendi voluntariamente entregando-me ao pecado, quisestes ser tratado como o pior dos escravos; e eu, sabendo isso, contristei muitas Vezes o vosso amabilíssimo coração, que tanto me amou! Mas já que vós, que sois inocente e que sois o meu Deus, aceitastes por meu amor uma vida e uma morte tão penosas, aceito por vosso amor, ó meu Jesus, todas as penas que me vierem de vossas mãos. Eu as aceito e abraço porque me vêm dessas mãos traspassadas um dia para me livrarem do inferno que tantas vezes mereci. O amor que me testemunhastes, ó meu Redentor, prontificando-vos a sofrer assim por mim, obriga-me deveras a resignar-me por vós a todos os sofrimentos, a todos os desprezos. Senhor, pelos vossos méritos, dai-me o vosso santo amor; o vosso amor tornar-me-á doces e amáveis todas as dores e todas as ignomínias. Amo-vos sobre todas as coisas, amo-vos de todo o meu coração, amo-vos mais do que a mim mesmo. Mas no decorrer de toda a vossa vida destes-me tantas e tão grandes provas de vosso amor, e eu ingrato, após tantos anos de existência, que prova de amor vos tenho dado até agora? Fazei, pois, ó meu Deus, que nos anos que me restam de vida eu vos dê qualquer prova do meu amor. Não ousaria, no dia do juízo, aparecer diante de vós, pobre como sou atualmente e sem nada haver feito por amor de vós. Mas que posso fazer sem a vossa graça? Só posso pedir me ajudeis, e mesmo essa oração é um efeito da vossa graça. Meu Jesus, socorrei-me pelos méritos das vossas dores e do sangue que derramastes por mim.

Santíssima Virgem Maria, recomendai-me a vosso divino Filho, conjuro-vos pelo amor que lhe tendes: considerai que sou uma das ovelhas pelas quais vosso Filho deu a vida.

Reza-se o Terço…


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Novena de Natal- 1º dia – Santo Afonso de Ligório

Imagem

Dedi te in lucem gentium, ut sis salus mea usque ad extremum terrae.

Eu te estabeleci para luz das gentes, a fim de seres a salvação que eu envio até a última extremidade da terra (Is 49,6).

Considera o Pai celeste dizendo estas palavras a Jesus Menino no momento de sua concepção: Meu Filho, eu te estabeleci para luz das gentes e a vida das nações, a fim de que lhes procureis a salvação, que desejo tanto como se fosse a minha própria. É pois necessário que vos dediqueis inteiramente ao bem do gênero humano: “Dado sem reserva ao homem deveis dedicar-vos inteiramente em benefício dele”. É necessário que sofrais uma pobreza extrema desde o vosso nascimento a fim de que o homem se torne rico: Ut tua inopia dites. É necessário que sejais vendido como um escravo para pagardes a liberdade do homem, e que, como escravo, sejais flagelado e crucificado a fim de satisfazer à minha justiça pelas penas devidas aos homens. É necessário que deis vosso sangue e vossa vida para livrar o homem da morte eterna. Numa palavra, sabei que não sois mais vosso mas do homem, segundo a palavra de Isaías: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um filho. Assim, meu caro Filho, o homem se sentirá constrangido a amar-me e a dar-se a mim, ao ver que vos dou todo a ele, vós meu único Filho, e que me não resta mais nada a dar-lhe. Eis até onde chegou o amor de Deus aos homens! Ó amor infinito, digno somente dum Deus infinito! Jesus mesmo, disse: Deus amou de tal modo o mundo que deu por ele seu unigênito Filho.

A essa proposta Jesus Menino não se entristece, antes se alegra, aceita-a com amor e exulta: Dá saltos como gigante para percorrer o seu caminho. Desde o primeiro instante de sua encarnação, Ele se dá todo ao homem e abraça com alegria todas as dores e humilhações que deve sofrer no mundo por amor dos homens. Essas foram, diz S. Bernardo, as montanhas e as colinas escarpadas que Jesus Cristo teve de escalar para salvar os homens: Ei-lo, aí vem saltando sobre os montes, atravessando os outeiros.

Notemos bem: enviando-nos seu Filho como Redentor e Mediador de paz entre Ele e os homens, Deus Padre obrigou-se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos; entre o Pai e o Filho interveio um pacto em virtude do qual o Pai devia receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfaça por nós à divina justiça. De seu lado, o Verbo também se obrigou a amar-nos, não por causa do nosso mérito, mas para cumprir a misericordiosa vontade de seu Pai.

Afetos e Súplicas

Meu caro Jesus, se é verdade, como a lei o declara, que se adquire o domínio pela doação, vós me pertenceis porque o vosso Pai vos deu a mim: é por mim que nascestes, a mim fostes dado: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho. Posso pois dizer: Meu Jesus e meu tudo. Já que sois meu, todos os bens me pertencem. O vosso apóstolo me assegura: Como não nos dará também com ele todas as coisas? Por isso, meu é o vosso sangue, meus os vossos méritos, minha a vossa graça, meu o vosso paraíso. E se sois meu quem poderá jamais arrancar-vos de mim? Ninguém poderá tirar-me o meu Deus. Assim dizia com júbilo S. Antão Abade; assim também quero dizer no futuro. É verdade que vos posso perder ainda e afastar-me de vós pelo pecado; mas, ó meu Jesus, se no pas­sado vos abandonei e perdi, arrependo-me agora de toda a minha alma, e estou resolvido a perder tudo, a própria vida, antes que tornar a perder-vos, ó Bem infinito e único amor de minha alma. — Agradeço-vos, Pai eterno, por me terdes dado vosso Filho; e já que mo destes todo, eu miserável dou-me to­do a vós. Pelo amor desse Filho adorável, aceitai-me e prendei-me com cadeias de amor a meu Redentor, mas prendei-me tão estreitamente que possa dizer com o apóstolo: Quem me pode­rá ainda separar de meu Jesus? — E vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que me pertence como vos aprouver. E como poderia eu recusar alguma coisa a um Deus que me não recusou o seu sangue e a sua vida?

Maria,  minha Mãe,  guardai-me sob vossa proteção. Já não quero ser meu, quero ser todo do meu Senhor. A vós compete tornar-me fiel, confio em vós.

Reza-se o Terço


Apostila com a Novena completa, compilado pelo site Missa Tridentina em Brasília. Acesse e/ou baixe aqui.

Liturgia Diária- 04/01/2019

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa de 01/01 (Circuncisão de Jesus), com Glória e sem Credo

DIA DE ABSTINÊNCIA

O Menino-Deus derrama as primeiras gotas de Sangue, e recebe o nome de Jesus, que indica a sua missão de Salvador. Assim, neste dia, a Cruz saúda o berço do Recém-nascido. Intimamente unida a seu Filho, é Maria Santíssima objeto de particular devoção por parte do povo católico. Por isso dela nos lembramos hoje nas Orações e na “estação”.

A festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor (Santo Ambrósio).


Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.


Missa às 19:00 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 03/01/2019

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa de 01/01 (Circuncisão de Jesus), com Glória e sem Credo

O Menino-Deus derrama as primeiras gotas de Sangue, e recebe o nome de Jesus, que indica a sua missão de Salvador. Assim, neste dia, a Cruz saúda o berço do Recém-nascido. Intimamente unida a seu Filho, é Maria Santíssima objeto de particular devoção por parte do povo católico. Por isso dela nos lembramos hoje nas Orações e na “estação”.

A festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor (Santo Ambrósio).


Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.


Missa às 19:00 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 02/01/2019

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

Festa de 2ª Classe- Missa Própria

A festa de hoje é um complemento da Circuncisão. Seu fim é glorificar o Nome de Jesus. A Missa é um Sacrifício de louvor em honra do SSmo. Nome de Jesus, pois “não há outro Nome debaixo do céu dado aos homens, pelo qual possamos alcançar a salvação”. É ao nome de Jesus, diz São Bernardo, que os coxos andam, que os cegos vêem e que os surdos ouvem. A pregação do nome de Jesus é a luz do mundo, o unguento que unge, reconforta e sustenta. O Nome de Jesus é mel para os lábios, melodia para os ouvidos e alegria para o coração. Que durante a nossa vida ele nunca nos saia dos lábios para termos um dia a alegria de vermos o nosso junto do Dele inscrito no Céu. As primeiras origens desta festa remontam o Século XVI em que eram Celebrada na Ordem de São Francisco. Em 1721, Inocêncio XIII, estendeu-a ao mundo inteiro.


Páginas 79 a 82 do Missal Quotidiano.


Missa às 19:00 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


Liturgia Diária- 01/01/2019

OITAVA DO NATAL – CIRCUNCISÃO DE JESUS

Festa de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em Santa Maria além-Tibre

DIA DE PRECEITO

O Menino-Deus derrama as primeiras gotas de Sangue, e recebe o nome de Jesus, que indica a sua missão de Salvador. Assim, neste dia, a Cruz saúda o berço do Recém-nascido. Intimamente unida a seu Filho, é Maria Santíssima objeto de particular devoção por parte do povo católico. Por isso dela nos lembramos hoje nas Orações e na “estação”.

A festa é a da Circuncisão celebrada desde o século VI Moisés impunha este rito de purificação a todos os varões israelitas no oitavo dia depois do nascimento. Era uma figura do batismo pelo qual o homem havia de ser espiritualmente circuncidado pela extirpação dos vícios, e julgado digno do olhar do Senhor (Santo Ambrósio).

A Igreja, tendo o seu começo de ano no I Domingo do Advento, não faz menção do ano civil.


Páginas 76 a 78 do Missal Quotidiano.


Missa às 19:00 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


O Tempo do Natal

1. Significação deste Tempo

O Tempo do Natal é o intervalo de quarenta dias, entre 25 de dezembro e 2 de fevereiro.. Comparando o Advento à subida de uma montanha, chegamos agora a seu cume — Natal — o ponto mais elevado da primeira parte do Ano eclesiástico.

Durante doze dias permanecemos nesta altura, com a celebração das duas festas principais deste Tempo: Natal e Epifania ou festa dos Reis. A oitava desta última solenidade é seguida de 6 domingos, número este por vezes diminuído pelo tempo da Setuagésima que varia conforme a celebração da Páscoa, mais cedo ou mais tarde: Termina, o tempo do Natal com a festa da Purificação de Nossa Senhora, que é o oferecimento de Jesus, no templo, pelos pecados do mundo e assim esta festa já prepara o Mistério da Redenção que é o assunto do ciclo pascal.

Voltemos à festa de Natal. Seu fim é lembrarmos o nascimento do Salvador e comunicar-nos as graças particulares deste Mistério.

«Propter nos hómines, et propter nostram salútem descéndit de cælis». Por nossa causa e por nossa salvação desceu do céu (Credo). Sendo e permanecendo verdadeiro Deus, tornou-se verdadeiro homem. Não hesitou em se revestir da forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e sendo reconhecido pelo exterior como homem. E sendo homem, atrai todo o gênero humano a Si e o faz seu Corpo místico e sua propriedade. Comunica-lhe a filiação de Deus, tornando-se Irmão de todos e dando aos homens a sua vida que é a graça santificante.

«Deus factus est homo ut homo fíeret Deus». Deus se fez homem para que o homem se tornasse Deus, diz admiravelmente Santo Agostinho. 

Enquanto a festa de Natal se ocupa muito mais com o Menino-Deus, no berço, a segunda grande solenidade deste Tempo, a Epifania, descortina novos horizontes. Este Menino é o grande Rei, o Soberano que vem à terra fundar o seu reino na humanidade, na Igreja, na alma humana. Reis desta terra vêm adorar a Criancinha em seu presépio e, neste fato, a humanidade Lhe reconhece a Realeza suprema. Este Menino dominará as nações, pois no fim dos tempos reunirá os seus fiéis num reino celestial, reino de Deus, reino de eterna bem-aventurança. A Igreja procura intensificar estes mesmos sentimentos ainda depois da festa, nos domingos seguintes. Adoramos nos Introitos o poder de Cristo-Rei sobre as criaturas animadas e inanimadas.

2. Quais devem ser as nossas disposições neste Tempo

Para as almas que se unem à vida da Igreja, que jubilosa quarentena! Isaías, que durante todo o tempo do Advento, foi o nosso guia, entoa este cântico de alegria nas suaves Matinas de Natal: « Levanta-te, ó Sião, reveste-te de tua força; compõe-te com os vestidos de tua glória, Jerusalém, cidade do Santo; sacode-te do pó, levanta-te, desata a cadeia do teu pescoço, cativa filha de Sião » (Isaías, LII). E S. Leão, explicando estes brados do profeta, exclama: « Meus caríssimos filhos, nasceu-nos hoje o Salvador: rejubilemo-nos. Para longe todo sentimento de tristeza: eis a aurora da vida. Exulte o Justo, porque a recompensa está perto; o pecador se alegre, eis o perdão; o pagão espere, eis a vida. »

Esta alegria fará nascer em nossos corações profundos sentimentos de gratidão para com Deus pela Incarnação de seu Filho Unigênito, gratidão que se manifestará pelo sincero desejo de desenvolver em nós, pela prática das boas obras, a vida nova que Jesus trouxe ao mundo. Esperemos que ela sempre cresça e também cresça o Cristo em nós. Eis a obra do santo Sacrifício da Missa, pois o que aconteceu há quase dois mil anos, repete-se ainda hoje: a Incarnação do Verbo divino, seu Nascimento no presépio de Belém. Na santa Missa, na santa Comunhão, une-se Jesus às nossas almas, escondido sob os véus das espécies eucarísticas, como outrora ocultou o esplendor de sua Divindade sob o humilde manto de sua humanidade. Nossa Belém é o altar! Nossa gruta é o tabernáculo! Nosso presépio é a nossa alma! Nela, bem longe do tumulto do mundo, Ele quer, no silêncio e na solidão, “tomar nova forma»; quer ocupá-la, imprimir-lhe o selo de filha de Deus, transforma-la em Si próprio. A esta alma Deus predestinou « conformar-se com a imagem do Filho de Deus ». E se somos filhos de Deus, também seremos seus herdeiros e coerdeiros de Jesus Cristo. É assim que não somente comemoramos e celebramos o Natal, como participamos do Nascimento de Jesus Cristo e dos frutos da Redenção da santa Missa, ao pé da Cruz.

3. Particularidades deste Tempo.

A alegria deste Tempo manifesta-se por vários modos: a cor violácea dos tempos de penitência é substituída pelos ornamentos brancos, bordados a ouro ou completamente dourados; os órgãos, mudos no Advento, executam as suas mais jubilosas modulações e o Glória in excélsis Deo ressoa de novo, trazendo-nos os ecos pacíficos do presépio. As melodias estão impregnadas de uma doce e comunicativa alegria, que se prolonga em toda a liturgia deste tempo. As multidões, numa satisfação expansiva, reúnem-se nos templos, recordando por sua assistência às Matinas de Natal, a sincera piedade de antanho. 

O Sacerdote celebra três Missas, em memória da tríplice geração do Verbo, que Santo Tomás assim explica: eterna no seio do Pai, temporal no da Virgem Santíssima e espiritual em cada um de nós.

Novena de Natal- 9º dia

Novena de Natal IX

Ascendit autem et Joseph… ut profiteretur cum Maria desponsata sibi uxore praegnante.

José foi também… para se recensear juntamente com sua esposa Maria que estava grávida. (Lc 2,4).

Deus havia decretado que seu Filho nascesse não na casa de José, mas numa gruta, num estábulo, da maneira mais po­bre e mais penosa que possa nascer uma criança; e por isso dispôs que César publicasse um edito pelo qual cada um era obrigado a ir inscrever-se no lugar de sua origem

Ao receber essa ordem, José ficou inquieto não sabendo se devia deixar ou levar consigo a Virgem Mãe, pois ela estava para dar à luz. — Minha Esposa e Senhora, disse-lhe, de um lado não vos quero deixar só, e do outro, se vos levar comigo fico aflito pensando no muito que tereis de sofrer em tão longa viagem e tão rigorosa estação; minha pobreza não me permite conduzir-vos com os devidos cuidados. — Maria, porém, encorajou-o dizendo: Meu caro José, não temais; irei convosco e o Senhor nos ajudará. — Ela sabia por inspiração e pelo conhe­cimento que tinha da profecia de Miquéias, que o divino Menino devia nascer em Belém. Tomou, pois, as faixas e os pobres pa­ninhos já preparados, e pôs-se a caminho com José: Ascendit autem et Joseph… ut profiteretur cum Maria.

Acompanhemos os santos esposos em sua viagem consi­derando as piedosas conversas que nessa viagem deviam ter tido sobre a misericórdia, a bondade, e o amor do Verbo divino, que iria logo nascer e aparecer no mundo para a salva­ção dos homens. Consideremos ainda os louvores e as bên­çãos, as ações de graça, os atos de humildade e amor, que de caminho faziam esses dois nobres peregrinos. Ela sofria cer­tamente muito, essa jovem e tenra virgem prestes a dar à luz, fazendo trajeto tão longo, por caminhos difíceis e no tempo do inverno; mas sofria em paz e com amor, e oferecia a Deus to­das as suas penas unindo-as às de Jesus que levava em seu casto seio.

Ah! unamo-nos a Maria e a José, e acompanhemos com eles o Rei do céu, que vai nascer numa caverna e fazer sua primeira aparição no mundo como uma criança, e como a cri­ança mais pobre e abandonada que jamais nasceu entre os homens. Peçamos a Jesus, Maria e José, pelos méritos das penas que sofrem nessa viagem, nos acompanhem na viagem que fazemos à eternidade. Felizes de nós, se na vida e na mor­te formos sempre acompanhados por esses três grandes per­sonagens!

Afetos e Súplicas

Meu caro Redentor, sei que os anjos do céu vos acompanham nessa viagem; mas entre os habitantes da terra, quais são os que vos acompanham? Vejo convosco só José e Maria que vos leva em seu seio; ó meu Jesus, permiti que me una a eles para vos seguir. Ah! tenho sido bem ingrato para convosco! Vejo agora o mal que fiz: descestes do céu para me fazer companhia na terra, e eu tive tantas vezes a ingratidão de deixar-vos, ofendendo-vos. Ó meu divino Mestre, quando penso que para seguir minhas malditas inclinações tantas vezes me sepa­rei de vós renunciando à vossa amizade, quisera morrer de dor. Mas viestes para perdoar-me; perdoai-me pois agora me arrependo de toda a minha alma de vos ter tantas vezes desprezado e abandonado. Estou resolvido e espero, com a vossa graça, não me afastar nem separar de vós, meu único amor! Sim, minha alma está tomada de amor por vós, meu amável Deus-Menino! Amo-vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e me comunicar as vossas graças, eis a única que vos peço: fazei que me não separe jamais de vós; cativai-me prendendo-me estreitamente a vós pelas doces ca­deias do vosso santo amor. Ah! meu Redentor e meu Deus, quem poderia ainda deixar-vos e viver sem vós, privado da vossa graça?

Santíssima Virgem Maria, venho fazer-vos companhia em vossa viagem a Belém; e vós, minha Mãe, não cesseis de aju­dar-me na viagem que faço à eternidade. Assisti-me sempre, mas sobretudo no fim da minha vida, quando eu chegar a esse último momento que deve decidir se estarei, ou sempre con­vosco para amar a Jesus no céu, ou sempre longe de vós para odiar a Jesus no inferno. Minha Rainha, salvai-me com vossa intercessão; e a minha salvação seja amar-vos para sempre, a Jesus e a vós, no tempo e na eternidade. Sois minha esperança, espero tudo de vós.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 8º dia

Novena de Natal VIII

Apparuit gratia Dei Salvatoris nostri omnibus hominibus, erudiens nos, ut… pie vivamus in hoc saeculo, expectans beatam spem et adventum gloriae magni Dei et Salvatoris nostri Jesu Christi

A graça de Deus nosso Salvador apareceu a todos os homens e nos ensinou a viver no século presente com piedade aguardando a beatitude que esperamos, e a vinda da glória de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo (Tt 2,11)

Considera que por essa graça de que aqui fala o apóstolo, entende-se o ardente amor de Jesus Cristo aos homens, amor que não merecemos e que por essa razão é chamada graça.

Esse amor em Deus foi sempre o mesmo, mas não apareceu sempre. Foi, primeiramente, prometido por um grande número de profecias e anunciado por muitas figuras; mas apareceu manifestamente quando o Redentor nasceu, quando o Verbo eterno se mostrou aos homens sob a forma duma criancinha, reclinada sobre palha, chorando e tremendo de frio, começan­do assim a satisfazer pelas penas por nós merecidas, e fazen­do-nos conhecer o afeto que nos tinha pelo sacrifício que fez de sua vida por nós. Nisto conhecemos o amor de Deus, diz S. João, em ter ele dado a sua Vida por nós,

Apareceu pois o amor do nosso Deus e apareceu a todos os homens: Omnibus hominibus, Mas por que não o conhece­ram todos, e, ainda hoje nem todos o conhecem? Eis como Jesus mesmo responde a essa pergunta .A luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à luz. Não o conheceram e não o conhecem porque não querem conhecê-lo, amando mais as trevas do pecado do que a luz da graça.   .        ‘

Procuremos não ser do número desses infelizes. Se no passado fechamos os olhos à luz pensando pouco no amor de Jesus Cristo, procuremos no resto da nossa vida não perder jamais de vista as dores e a morte de nosso Salvador, a fim de amarmos, como devemos, Aquele que tanto nos amou. Assim, teremos direito de esperar, segundo as divinas promessas, o belo paraíso que Jesus Cristo nos adquiriu com seu sangue:Esperando a beatitude, objeto de nossas esperanças e o glori­oso advento de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, No seu primeiro advento, Jesus veio sob a forma duma criança pobre e desprezada, nascida num estábulo, coberta de míseros paninhos e reclinada sobre palha; no segundo aparecerá como juiz sobre um trono glrioso. Eles verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade.Feliz de quem o tiver amado! mas ai de quem o não tiver amado!

Afetos e Súplicas

Ó santo Menino, vejo-vos hoje sobre a palha, pobre, aflito e abandonado; mas sei que um dia vireis, para julgar-me, num trono resplendente e cercado de anjos. Ah! perdoai-me antes desse dia terrível. Então, devereis agir como juiz rigoroso; mas hoje sois Redentor e Pai de misericórdia. Eu, ingrato, fui um dos que vos não conheceram, porque não quis conhecer-vos; eis por que em vez de pensar em amar-vos considerando o amor que me testemunhastes, só pensei em satisfazer-me desprezando vossa graça e vosso amor. Entrego agora nas vossas mãos a alma que perdi; salvai-a. Ponho em vós todas as minhas esperanças, sabendo que, para resgatar-me do in­ferno, destes o vosso sangue e a vossa vida: Redemisti me, Domine. Não me fizestes morrer quando estava em pecado, e esperastes-me com tanta paciência, a fim de que, caindo em mim e arrependido de vos haver ofendido, comece a amar-vos, e vós possais depois perdoar-me e salvar-me. Ó meu Jesus, quero corresponder a tanta bondade; arrependo-me sobre todas as coisas dos desgostos que vos dei; arrependo-me e amo-vos sobre todas as coisas. Salvai-me por vossa misericór­dia, e a minha salvação consista em amar-vos sempre nesta vida e na eternidade.

Maria, minha querida Mãe, recomendai-me a vosso divino Filho. Dizei-lhe que sou vosso servo e que pus em vós a minha esperança; ele vos ouve e nada vos recusa.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 7º dia

Novena de Natal VII

In própria venit, et sui eum non receperunt.

Veio para o que era seu, e os seus o não receberam (Jo 1, 11)

Um dia, durante as festas do Natal, S. Francisco de Assis andava chorando e suspirando pelos caminhos e florestas, e parecia inconsolável. Perguntaram-lhe a causa de sua dor e ele respondeu: “Como quereis que eu não chore, vendo que o amor não é amado? Vejo um Deus amar o homem até a loucura, e o homem ser tão ingrato a esse Deus!” Se a ingratidão dos homens afligia tanto o coração de S. Francisco, imaginemo-nos quanto mais afligiu o coração de Jesus Cristo.

Novena de Natal- 6º dia

Novena de Natal VI

Factus sum sicut homo sine adjutorio, inter mortuos liber.

Tornei-me como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos (Salm. 87,5).

Considera os sofrimentos de Jesus Cristo no seio de sua Mãe, onde esteve como numa prisão, durante nove meses. É verdade que as outras crianças se acham no mesmo estado, mas não lhe sentem os incômodos, porque os não conhecem. Jesus, ao contrário, tinha pleno conhecimento deles, pois des­de o primeiro instante de sua vida, teve o perfeito uso da razão: Possuía os sentidos e não podia servir-se deles; tinha olhos e não podia ver; tinha língua e não podia falar; tinha mão e não podia estendê-las; tinha pés e não podia andar, de sorte que durante nove meses teve de ficar no seio de Maria como um morto encerrado num sepulcro: Como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos. Era livre, porque voluntariamente se fizera prisioneiro de amor naquele cárcere; mas o amor o privava da liberdade e lá o conservava tão estreitamente preso, que não podia mover-se: ele era livre, porém, entre os mortos. Ó paciência do Salvador! exclama S. Ambrósio ao considerar os sofrimentos de Jesus no seio de Maria.

O seio de Maria foi, pois, para o nosso Redentor uma prisão voluntária, porque era uma prisão de amor; não foi, todavia, uma prisão de injustiça: Jesus era inocente, mas se oferecera para pagar as nossa dívidas e expiar as nossas iniquidades. É pois com razão que a divina justiça o conservou assim encerrado, começando a exigir por esta primeira pena a satisfação que lhe era devida.

Eis a que se reduz o Filho de Deus por amor dos homens: priva-se de sua liberdade e se coloca em cadeias para livrar-nos das cadeias do inferno. E nós poderíamos sem injustiça não corresponder com gratidão e amor à bondade daquele que, sem estar a isso obrigado, mas por puro afeto para conosco, se fez nossa caução e nosso libertador, que se ofereceu para pa­gar nossas dívidas e de fato as pagou com sua vida divina, e se carregou das penas devidas aos nossos crimes? Não te es­queças, diz o Sábio, do benefício que te tez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs á sua vida por ti.

Afetos e Súplicas.

Sim, meu Jesus, o vosso profeta tem razão de advertir-me a não esquecer a graça inapreciável que me fizestes. Eu era o devedor, o culpado; e vós inocente, vós, o meu Deus, quisestes expiar minhas faltas com vossas dores e com a vossa morte. Mas eu, depois disso, esqueci os vossos benefícios e o vosso amor e tive a audácia de voltar-vos as costas, como se não fôsseis o meu soberano Senhor, e um Senhor que me amou tanto! Mas, meu caro Redentor, se no passado fui ingrato, es­tou resolvido a não cometer mais a mesma falta: os vossos so­frimentos e a vossa morte serão o objeto contínuo dos meus pensamentos; recordar-me-ão sem cessar o amor que me ten­des. Maldigo esses dias em que, esquecido do que sofrestes por mim, fiz uso tão mau da minha liberdade; vós ma destes para eu vos amar, e dela me servi para vos ultrajar! Mas hoje, consagro-vos inteiramente essa liberdade que recebi de vós. Por favor, Senhor, preservai-me da desgraça de me ver outra vez separado de vós e caído na escravidão de Lúcifer. Prendei minha pobre alma aos vossos sagrados pés pelas cadeias do vosso amor a fim de que se não separe jamais de vós. — Padre eterno, pelo cativeiro de Jesus no seio de Maria, livrai-me das cadeias do pecado e do inferno.

E vós, ó Mãe de Deus, socorrei-me. Tendes o Filho do Al­tíssimo encerrado em vosso seio e estreitamente unido a vós: já que Jesus é vosso prisioneiro, fará o que lhe disserdes. Ah! dizei-lhe que me perdoe, dizei-lhe que me torne santo. Ajudai-me, minha Mãe, eu vos conjuro pela graça e honra que Jesus Cristo vos fez de habitar nove meses em vós.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 5º dia

Novena de Natal V

Oblatus est, quia ipse voluit.

Foi oferecido porque ele mesmo quis (Is 53,7).

Desde o primeiro instante que o Verbo divino se viu feito homem e criança no seio de Maria, ofereceu-se sem reserva aos sofrimentos e à morte, para resgatar o mundo: Foi oferecido porque ele mesmo quis. Sabia que todos os sacrifícios de bodes e touros, oferecidos a Deus no passado, não podia satisfazer pelos pecados dos homens, que só uma pessoa divi­na podia pagar o preço de sua redenção: Eis por que, escreve S. Paulo, desde sua entrada no mundo ele diz: Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo… Então eu disse: Eis-me que venho. Meu Pai! todas as vítimas que vos foram oferecidas até agora, não foram suficientes e não podiam sê-lo para desarmar vossa justiça; destes-me este corpo passível a fim de que pela efusão do meu sangue eu vos apla­que e salve os homens. Eis-me pronto: Ecce venio; aceito tudo e me submeto em tudo à vossa santa vontade.

Novena de Natal- 4º dia

Novena de Natal IV

Dolor meus in conspectu meo semper.

A minha dor está sempre ante os meus olhos (SI 37,18).

Considera que, desde o primeiro instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida ao corpo no seio de Maria, o eterno Padre intimou a seu Filho a ordem de sacrificar sua vida pela redenção do mundo, e que ao mesmo tempo lhe pôs ante os olhos o espetáculo aflitivo de todas as penas que devia sofrer até a morte para salvar os homens. Mostrou-lhe então os sofrimentos, as humilhações, a pobreza que teria de suportar durante toda a sua vida em Belém, no Egito, em Nazaré, e de­pois todas as dores e todas as ignomínias de sua paixão, os flagelos, os espinhos, os cravos, a cruz, e os enfados, as triste­zas, as agonias, os abandonos, em que terminaria sua vida sobre o Calvário.

Novena de Natal- 3º dia

ImageParvulus natus est nobis, et Filius datus est nobis.

Nasceu-nos um Menino e foi-nos dado um Filho (Is 9,3).

Considera que após tantos séculos, após tantos suspiros e preces, o divino Messias, que os patriarcas e os profetas não tiveram a felicidade de ver, o Desejado das nações, o Desejo das colinas eternas, numa palavra, nosso Salvador veio enfim, nasceu, e deu-se todo a nós: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho…

O Filho de Deus se fez pequeno para nos fazer grandes; deu-se a nós, a fim de que nos demos a Ele; veio mostrar-nos seu amor a fim de que o correspondamos com o nosso. Rece­bamo-lo pois com afeto, amemo-lo e recorramos a Ele em to­das as nossas necessidades.

As crianças, diz S. Bernardo, dão facilmente o que se lhes pede. Jesus veio sob a forma duma criança para manifestar a sua disposição de comunicar-nos seus bens. Ora, nele estão todos os tesouros. Seu Pai celeste colocou tudo em suas mãos. Desejamos luzes? Ele veio precisamente para iluminar-nos. Desejamos mais força para resistir aos inimigos? Ele veio para fortalecer-nos. Desejamos o perdão das nossas faltas e a salvação? Ele veio para perdoar-nos e salvar-nos. Enfim dese­jamos o soberano dom do amor divino? Ele veio justamente para inflamar nossos corações, e para isso é que ele se fez Menino: se ele quis mostrar-se aos nossos olhos num estado tão pobre e tão humilde, e por isso mesmo mais amável, foi para tirar-nos todo o temor e ganhar o nosso amor. Além disso, Jesus quis nascer como criança para que o amemos não so­mente sobre tudo, mas também com amor terno. Todas as cri­anças sabem conquistar a afeição terna de quem as vê; ora, quem não amará com toda a ternura a um Deus, vendo-o feito Menino, necessitado de leite, tremendo de frio, pobre, desprezado e abandonado, que chora sobre a palha numa manjedoura? Por Isso S. Francisco inflamado de amor exclamava: Ame­mos o Menino de Belém, amemos o Menino de Belém. Vinde , ó almas, vinde e amai o meu Deus feito Menino, feito pobre; que é tão amável e que desceu do céu para dar-se todo a vós.

Afetos e Súplicas

Ó meu amável Jesus, por mim tão desprezado, descestes do céu para resgatar-me do inferno e dar-vos todo a mim, e como pude desprezar-vos tantas vezes e voltar-vos as costas? Ó Deus, os homens são tão gratos às criaturas; se alguém lhes faz algum benefício, se de longe lhes fazem uma visita, se lhes mostram sinal de afeto, não podem esquecer-se disso e sen­tem-se obrigados a pagar-lhes. E são tão ingratos para convosco, que sois o seu Deus cheio de amabilidade, e que por amor deles não recusastes dar o sangue e a vida. — Mas ah! eu tenho sido pior do que todos, pois que, apesar de me terdes amado, eu vos tenho sido mais ingrato. Ah! se tivésseis concedido a um herege, a um idolatra, as graças com que me favoreceste, ele se teria santificado; e eu, eu vos ofendi! Se­nhor, dignai-vos esquecer as injúrias que vos fiz. Vós dissestes que, quando um pecador se arrepende, esqueceis todos os ultrajes que dele recebestes. Se no passado eu vos não amei, no futuro não quero fazer outra coisa senão amar-vos. Vós vos destes todo a mim; eu vos consagro toda a minha vontade, e assim vos amo, vos amo, vos amo, e quero repetir sem cessar; amo-vos, amo-vos; e quero dizer sempre a mesma coisa en­quanto viver, e quero exalar o último suspiro tendo nos lábios a doce palavra:- Meu Deus, eu vos amo! — para começar depois, ao entrar na outra vida, a amar-vos sem interrupção, com um amor sem fim, com amor eterno. Aguardando essa ventura, ó meu Deus, meu único Bem, meu único Amor, estou resolvido a preferir a vossa vontade a todas as minhas satisfações. Venha o mundo inteiro, eu o repilo; não quero cessar de amar Aquele que tanto me amou; já não quero desgostar Aquele que merece amor infinito. Meu Jesus, secundai o meu desejo e a minha resolução com a vossa graça.

Maria, minha Rainha, reconheço que por vossa intercessão tenho recebido todas as graças que Deus me tem concedido; não cesseis de interceder por mim; obtende-me a perseverança, vós que sois a Mãe da perseverança.

Reza-se o Terço


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Novena de Natal- 2º dia

Imagem Hostiam et oblationem noluisti; corpus autem aptasti mihi.

Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo (Hb 10,5).

Considera a grande amargura de que o coração de Jesus devia sentir-se penetrado e oprimido no seio de Maria, no momento em que seu Pai lhe colocou ante os olhos a longa série de desprezos, dores a agonias, que teria de sofrer durante sua vida para livrar os homens de seus males.

Eis como o profeta faz falar a Jesus: Desde a manhã o Senhor abriu-me o ouvido. Desde o primeiro instante de minha concepção, meu Pai me fez conhecer a sua vontade que eu levasse uma vida de penas, para ser depois imolado na cruz. E eu não contradigo… entreguei meu corpo aos que me batiam. Tudo aceitei para a vossa salvação, almas queridas, desde então abandonei meu corpo aos flagelos, aos cravos e à morte.

Tudo quanto Jesus Cristo teria de sofrer durante sua vida e na sua paixão pairou ante o seu espírito desde o seio de sua. Mãe, e Ele o aceitou com amor; mas para resignar-se a esse sacrifício e para vencer a repugnância natural dos sentidos, ó Deus! que angústia e que opressão não sofreu o coração inocente de Jesus! Ele sabia de antemão o que devia sofrer ficando encerrado nove meses na escura prisão do seio de Maria; sabia a que humilhação e penas devia sujeitar-se nascendo numa fria gruta que servia de abrigo aos animais, e passando depois trinta anos na oficina dum pobre artífice; sabia que os homens o tratariam como a um ignorante, um escravo, um sedutor, um criminoso digno de morte e da morte mais infame e mais dolorosa que se possa infligir aos celerados.

Nosso amantíssimo Redentor aceitou tudo isso a cada instante; e assim, a cada instante sofreu em conjunto todos os tormentos e todos os opróbrios que o aguardavam até a sua morte: O próprio conhecimento de sua dignidade divina lhe fazia sofrer mais profundamente as injúrias que deveria receber dos homens, e nunca as perdia de vista. A minha ignomínia está todo o dia diante de mim, dissera pelo profeta; e por essa ignomínia entendia sobretudo aquela confusão que devia provar um dia vendo-se despojado de suas vestes, flagelado, suspenso por três cravos de ferro e vendo assim terminar a vida no meio dos desprezos e maldições desses mesmos homens pelos quais morria: Foi obediente até a morte, até a morte da cruz. E por que? Para salvar a nós pecadores miseráveis e ingratos.

Afetos e Súplicas

Ah! meu amado Redentor, quanto vos custou desde a vossa entrada neste mundo o livrar-me do abismo em que me lançaram os meus pecados! Para me libertardes da escravidão do demônio, ao qual me vendi voluntariamente entregando-me ao pecado, quisestes ser tratado como o pior dos escravos; e eu, sabendo isso, contristei muitas Vezes o vosso amabilíssimo coração, que tanto me amou! Mas já que vós, que sois inocente e que sois o meu Deus, aceitastes por meu amor uma vida e uma morte tão penosas, aceito por vosso amor, ó meu Jesus, todas as penas que me vierem de vossas mãos. Eu as aceito e abraço porque me vêm dessas mãos traspassadas um dia para me livrarem do inferno que tantas vezes mereci. O amor que me testemunhastes, ó meu Redentor, prontificando-vos a sofrer assim por mim, obriga-me deveras a resignar-me por vós a todos os sofrimentos, a todos os desprezos. Senhor, pelos vossos méritos, dai-me o vosso santo amor; o vosso amor tornar-me-á doces e amáveis todas as dores e todas as ignomínias. Amo-vos sobre todas as coisas, amo-vos de todo o meu coração, amo-vos mais do que a mim mesmo. Mas no decorrer de toda a vossa vida destes-me tantas e tão grandes provas de vosso amor, e eu ingrato, após tantos anos de existência, que prova de amor vos tenho dado até agora? Fazei, pois, ó meu Deus, que nos anos que me restam de vida eu vos dê qualquer prova do meu amor. Não ousaria, no dia do juízo, aparecer diante de vós, pobre como sou atualmente e sem nada haver feito por amor de vós. Mas que posso fazer sem a vossa graça? Só posso pedir me ajudeis, e mesmo essa oração é um efeito da vossa graça. Meu Jesus, socorrei-me pelos méritos das vossas dores e do sangue que derramastes por mim.

Santíssima Virgem Maria, recomendai-me a vosso divino Filho, conjuro-vos pelo amor que lhe tendes: considerai que sou uma das ovelhas pelas quais vosso Filho deu a vida.

Reza-se o Terço…


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Novena de Natal- 1º dia

Imagem

Dedi te in lucem gentium, ut sis salus mea usque ad extremum terrae.

Eu te estabeleci para luz das gentes, a fim de seres a salvação que eu envio até a última extremidade da terra (Is 49,6).

Considera o Pai celeste dizendo estas palavras a Jesus Menino no momento de sua concepção: Meu Filho, eu te estabeleci para luz das gentes e a vida das nações, a fim de que lhes procureis a salvação, que desejo tanto como se fosse a minha própria. É pois necessário que vos dediqueis inteiramente ao bem do gênero humano: “Dado sem reserva ao homem deveis dedicar-vos inteiramente em benefício dele”. É necessário que sofrais uma pobreza extrema desde o vosso nascimento a fim de que o homem se torne rico: Ut tua inopia dites. É necessário que sejais vendido como um escravo para pagardes a liberdade do homem, e que, como escravo, sejais flagelado e crucificado a fim de satisfazer à minha justiça pelas penas devidas aos homens. É necessário que deis vosso sangue e vossa vida para livrar o homem da morte eterna. Numa palavra, sabei que não sois mais vosso mas do homem, segundo a palavra de Isaías: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um filho. Assim, meu caro Filho, o homem se sentirá constrangido a amar-me e a dar-se a mim, ao ver que vos dou todo a ele, vós meu único Filho, e que me não resta mais nada a dar-lhe. Eis até onde chegou o amor de Deus aos homens! Ó amor infinito, digno somente dum Deus infinito! Jesus mesmo, disse: Deus amou de tal modo o mundo que deu por ele seu unigênito Filho.

A essa proposta Jesus Menino não se entristece, antes se alegra, aceita-a com amor e exulta: Dá saltos como gigante para percorrer o seu caminho. Desde o primeiro instante de sua encarnação, Ele se dá todo ao homem e abraça com alegria todas as dores e humilhações que deve sofrer no mundo por amor dos homens. Essas foram, diz S. Bernardo, as montanhas e as colinas escarpadas que Jesus Cristo teve de escalar para salvar os homens: Ei-lo, aí vem saltando sobre os montes, atravessando os outeiros.

Notemos bem: enviando-nos seu Filho como Redentor e Mediador de paz entre Ele e os homens, Deus Padre obrigou-se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos; entre o Pai e o Filho interveio um pacto em virtude do qual o Pai devia receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfaça por nós à divina justiça. De seu lado, o Verbo também se obrigou a amar-nos, não por causa do nosso mérito, mas para cumprir a misericordiosa vontade de seu Pai.

Afetos e Súplicas

Meu caro Jesus, se é verdade, como a lei o declara, que se adquire o domínio pela doação, vós me pertenceis porque o vosso Pai vos deu a mim: é por mim que nascestes, a mim fostes dado: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho. Posso pois dizer: Meu Jesus e meu tudo. Já que sois meu, todos os bens me pertencem. O vosso apóstolo me assegura: Como não nos dará também com ele todas as coisas? Por isso, meu é o vosso sangue, meus os vossos méritos, minha a vossa graça, meu o vosso paraíso. E se sois meu quem poderá jamais arrancar-vos de mim? Ninguém poderá tirar-me o meu Deus. Assim dizia com júbilo S. Antão Abade; assim também quero dizer no futuro. É verdade que vos posso perder ainda e afastar-me de vós pelo pecado; mas, ó meu Jesus, se no pas­sado vos abandonei e perdi, arrependo-me agora de toda a minha alma, e estou resolvido a perder tudo, a própria vida, antes que tornar a perder-vos, ó Bem infinito e único amor de minha alma. — Agradeço-vos, Pai eterno, por me terdes dado vosso Filho; e já que mo destes todo, eu miserável dou-me to­do a vós. Pelo amor desse Filho adorável, aceitai-me e prendei-me com cadeias de amor a meu Redentor, mas prendei-me tão estreitamente que possa dizer com o apóstolo: Quem me pode­rá ainda separar de meu Jesus? — E vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que me pertence como vos aprouver. E como poderia eu recusar alguma coisa a um Deus que me não recusou o seu sangue e a sua vida?

Maria,  minha Mãe,  guardai-me sob vossa proteção. Já não quero ser meu, quero ser todo do meu Senhor. A vós compete tornar-me fiel, confio em vós.

Reza-se o Terço


As novenas são retiradas do site Missa Tridentina em Brasília.


Apostila com a Novena completa, compilado pelo site Missa Tridentina em Brasília. Acesse e/ou baixe aqui.