Liturgia Diária- 03/02/2020

MISSA DA FÉRIA

4ª Classe- Missa do IV Domingo depois da Epifania, com comemoração de S. Brás, Bispo e Mártir (MIssa Sacerdotes Dei) ou Missa do Santo, com comemoração da Féria

Mais uma Epifania do poder divino de Jesus. Hoje Ele impera ao mar e aos ventos. Este milagre é um símbolo da salvação do mundo da tempestade do pecado, e uma garantia de proteção contínua sobre a barca de S. Pedro, nas ondas do século. Confiando neste auxílio divino e consciente de nossa própria fraqueza, pedimos a mesma grande bonança para a nossa vida (Oração).


Páginas 108 a 110 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 96,7-8 | ib. 1) 

Adoráte Deum, omnes Angeli ejus: audívit, et lætáta est Sion: et exsultavérunt fíliæ Judae. Ps. Dóminus regnávit, exsúltet terra: læténtur ínsulæ multæ. ℣. Gloria Patri. Adorai a Deus, todos os seus Anjos. Sião ouve e se alegra. Exultam as filhas de Judá. Ps. O Senhor é Rei: exulte a terra e alegrem-se as muitas ilhas ℣. Glória ao Pai.

Coleta

Deus, qui nos, in tantis perículis constitútos, pro humána scis fragilitáte non posse subsístere: da nobis salútem mentis et córporis; ut ea, quæ pro peccátis nostris pátimur, te adiuvánte vincámus. Per D.N. Ó Deus, que conheceis a nossa fragilidade que nos torna incapazes de subsistir em meio de tantos perigos, daí-nos a saúde da alma e do corpo, para que vençamos com o vosso auxílio os males que padecemos por nossos pecados. Por N.S.

2ª Coleta (de S. Brás)

Deus, qui nos beáti Blásii Mártyris tui atque Pontíficis ánnua solemnitáte lætíficas: concéde propítius; ut cuius natalítia cólimus, de eiúsdem étiam protectióne gaudeámus. Per D.N. Ó Deus, que nos alegrais com a solenidade anual de S. Brás, vosso Mártir e Pontífice, concedei-nos, propício, gozemos da proteção daquele cujo natalício celebramos. Por N.S.

Epístola (Rm 13, 8-10)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Romános.

Fratres: Némini quidquam debeátis, nisi ut ínvicem diligátis: qui enim díligit próximum, legem implévit. Nam: Non adulterábis, Non occídes, Non furáberis, Non falsum testimónium dices, Non concupísces: et si quod est áliud mandátum, in hoc verbo instaurátur: Díliges próximum tuum sicut teípsum. Diléctio próximi malum non operátur. Plenitúdo ergo legis est diléctio.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.

Irmãos: A ninguém devais coisa alguma a não ser O amor mútuo; pois quem ama o próximo cumpriu a lei. Com efeito, os mandamentos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não levantarás falso testemunho, não cobiçarás, e se há algum outro mandamento, todos eles se resumem nesta palavra: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor do próximo não faz o mal. Logo, a caridade é o complemento da lei.

Gradual (Sl 101, 16-17 | Sl 96, 1) 

Timébunt gentes nomen tuum, Dómine, et omnes reges terræ glóriam tuam. ℣. Quóniam ædificávit Dóminus Sion, et vidébitur in majestáte sua.

Allelúia, allelúia, ℣. Dóminus regnávit, exsúltet terra: læténtur ínsulæ multæ. Allelúia.

As nações temem o vosso Nome, Senhor, e todos os reis da terra, a vossa glória. ℣. Porque o Senhor edificou Sião, e se manifesta em sua Majestade.

Aleluia, aleluia. ℣. O Senhor é Rei; exulte a terra; e alegrem-se as muitas ilhas. Aleluia.

Evangelho (Mt 8, 23-27)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthaeum.

In illo témpore: Ascendénte Iesu in navículam, secúti sunt eum discípuli eius: et ecce, motus magnus factus est in mari, ita ut navícula operirétur flúctibus, ipse vero dormiébat. Et accessérunt ad eum discípuli eius, et suscitavérunt eum, dicéntes: Dómine, salva nos, perímus. Et dicit eis Iesus: Quid tímidi estis, módicæ fídei? Tunc surgens, imperávit ventis et mari, et facta est tranquíllitas magna. Porro hómines miráti sunt, dicéntes: Qualis est hic, quia venti et mare obœ́diunt ei?

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, tendo Jesus subido a uma barca, seus discípulos O seguiram. De repente levantou-se no mar uma grande tempestade, de modo que as ondas cobriam a barca. Ele, porém, dormia e seus discípulos O acordaram, dizendo: Senhor, salvai-nos, que perecemos. Respondeu-lhes Jesus: Por que temeis, homens de pouca fé? Ao mesmo tempo, pôs-se Ele de pé e ordenou aos ventos e ao mar, seguindo-se uma grande bonança. Os homens, deveras admirados diziam: Quem é Este, a quem os ventos e o mar obedecem?

Ofertório (Sl 117, 16 e 17) 

Déxtera Dómini fecit virtutem, déxtera Dómini exaltávit me: non móriar, sed vivam, et narrábo ópera Dómini. A Destra do Senhor mostra o seu poder; a Destra do Senhor me exalta; não morrerei mas viverei e contarei as obras do Senhor.

Secreta

Concéde, quǽsumus, omnípotens Deus: ut huius sacrifícii munus oblátum fragilitátem nostram ab omni malo purget semper et múniat. Per D.N. Humildemente Vos pedimos, ó Deus onipotente, que a oferta deste Sacrifício purifique de todo mal a nossa fragilidade e sempre a proteja. Por N. S. 

2ª Secreta (de S. Brás)

Múnera tibi, Dómine, dicáta sanctífica: et, intercedénte beáto Blasii Mártyre tuo atque Pontífice, per éadem nos placátus inténde. Per D.N. Santificai, Senhor, estes dons que Vos são oferecidos e por eles intercedendo S. Brás, vosso Mártir e Pontífice, lançai-nos um olhar de misericórdia. Por N. S. 

Prefácio (Comum)

℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.
.
Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos Tibi simper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus: per Christum Dominum nostrum. Per quem majestatem Tuam laudant Angeli, adorant Dominationes, tremunt Potestates, Coeli, Coelorumque Virtutes, ac beata Seraphim socia exultatione concelebrant. Cum quibus et nostras voces, ut admitti, jubeas, supplici confessione dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus…
℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.
.
Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Paí onipotente, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que os Anjos louvam a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as virtudes dos Céus, e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. Às suas vozes, nós Vos rogamos, mandeis que se unam as nossas, quando em humilde confissão Vos dizemos: Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Lc 4, 22) 

Mirabántur omnes de his, quæ procedébant de ore Dei. Todos se admiravam das palavras que saíam da boca de Deus.

Pós-comunhão

Múnera tua nos, Deus, a delectatiónibus terrenis expédiant: et cœléstibus semper instáurent aliméntis. Per D.N. Vossos Dons, ó Deus, nos desembaracem de todas as seduções da terra, e nos fortaleçam constantemente com o celeste Alimento. Por N. S.

2ª Pós-comunhão (de S. Brás)

Hæc nos commúnio, Dómine, purget a crímine: et, intercedénte beáto Blasii. Mártyre tuo atque Pontífice, coeléstis remédii fáciat esse consórtes. Per D.N. Esta Comunhão, Senhor, nos purifique de todos os nossos crimes, e, por intercessão de S. Brás, vosso Mártir e Pontífice, nos faça participar do remédio celestial. Por N. S.
S. Brás, Bispo e Mártir

Traduções e comentário principal do Missal de D. Beda Keickeisen (1947/1962). 

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