Liturgia Diária- 07/12/2018

SANTO AMBRÓSIO, Bispo, Confessor e Doutor

Festa de 3ª Classe- Missa “In medio”, com alguns próprios

Por indicação divina, eleito Bispo de Milão, embora ainda catecúmeno, dentro de poucos dias recebeu todas as ordens. Grande pregador e ardoroso defensor da fé, contribuiu para a conversão de S. Agostinho. Reformou o canto sagrado e fundou o rito ambrosiano, usado ainda hoje em Milão.


Páginas 914 a 916; 856 a 860; 08 a 11; [respectivamente], do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


Missa às 18:30 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Eclo 15, 5 | Sl 91, 2)

A Igreja louva o Senhor por ter dado aos seus doutores a sabedoria, a inteligência e a santidade, para espalhar por toda a parte a luz da santa doutrina evangélica.

In medio Ecclesiae aperuit os ejus: et implevit eum Dominus epiritu sapientiae, et intellectus: stolam gloriae induit eum. Ps. Bonum est confiteri Domino: et psallere nomini tuo, Altissime. V.Gloria Patri. No meio da Igreja, o Senhor o fez falar; encheu-o do Espírito de sabedoria e inteligência, e revestiu-o com uma túnica de glória. Sl. É bom louvar ao Senhor e cantar salmos a vosso Nome, ó Altíssimo. V. Glória ao Pai.

Coleta

Deus qui pópulo tuo ætérnum salútis beátum Ambrosium minístrum tribuísti: præsta, quæsumus; ut, quem Doctórem vitæ habúimus in terris, intercessórem habére mereámur in Cælis. Per D.N. Ó Deus, que a vosso povo destes S. Ambrósio, para ministro de sua eterna salvação, concedei, nós Vos rogamos, que mereçamos tê-lo como nosso intercessor no céu, assim como o tínhamos na terra, como Mestre de nossa vida. Por N. S.

2ª Coleta (da Féria)

Excita, quæsumus, Dómine, poténtiam tuam et veni; ut ab imminéntibus peccatórum nostrórum perículis, te mereámur protegénte éripi, te liberánte salvári. Qui vivis et regnas. Manifestai,. Senhor, Vos pedimos, o vosso poder e vinde, para que, por vossa proteção, mereçamos ser libertados dos perigos a que os nossos pecados nos expõem, e ser salvos por vossa mão libertadora. Vós, que, sendo Deus, viveis e reinais.

Epístola (II Tim. 4, 1-8)

Os doutores da Igreja espalham a santa doutrina e combatem o erro; sustentam o duro combate da verdade, que é preciso defender e propagar por toda a parte. A Igreja celebra neles os que lhe ajudaram a guardar a pureza da fé. 

Léctio Epístolae beáti Pauli Apóstoli ad Tímótheum.

Caríssime: Testificor coram Deo et Christo Jesu qui judicaturus est vivos ac mortuos et adventum ipsius et regnum ejus: prædica verbum insta oportune inportune argue obsecra increpa in omni patientia et doctrina. Erit enim tempus cum sanam doctrinam non sustinebunt sed ad sua desideria coacervabunt sibi magistros prurientes auribus, et a veritate quidem auditum avertent ad fabulas autem convertentur. Tu vero vigila in omnibus labora opus fac evangelistæ ministerium tuum imple. Ego enim jam delibor et tempus meæ resolutionis instat. Bonum certamen certavi cursum consummavi fidem servavi. In réliquo reposita est mihi justitiæ corona quam reddet mihi Dominus in illa die justus judex non solum autem mihi sed et his qui diligunt adventum ejus.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo a Timóteo. 

Caríssimo: Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo,
que há de julgar os vivos e os mortos por sua vinda e
por seu Reino: prega a palavra, insiste, quer agrade, quer desagrade, repreende, suplica, admoesta com toda a paciência e doutrina. Porque virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas multiplicarão para si mestres confirme os seus desejos, levados pela curiosidade de ouvir. E afastarão os ouvidos da verdade para os abrirem às fábulas. Tu, porém, vigia, trabalha em todas as coisas, faze obra de um Evangelista, desempenha o teu ministério. Sê sóbrio. Quanto a mim, já estou para ser crucificado, e o tempo de minha morte se avizinha. Combati o bom combate; terminei a minha carreira: guardei a fé. Resta-me esperar a coroa da justiça que me está reservada, que o Senhor, justo Juiz, me dará nesse dia. E não só a mim, como também àqueles que desejam a sua vinda.

Gradual (Eclo 44, 16 e 20 | Sl 109, 4)

Ecce sacérdos magnus, qui in diébus suis plácuìt Deo. V. Non est invéntus similis illi, qui conserváret legem. Excélsi.

Allelúia, allelúia. V. Jurávit Dóminus, et non paenitébit eum: Tu es sacérdos in aetérnum, secúndum órdinem Melchísedech. Allelúia.

Eis o grande sacerdote que nos dias de sua vida agradou a Deus. V. Ninguém o igualou na observância das leis do Altíssimo.

Aleluia, aleluia. V. O Senhor jurou e nunca se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec. Aleluia.

Evangelho (Mt 5, 13-19)

Sê o “sal da terra”, a “luz do mundo” –  os doutores da Igreja realizam esta dupla função pela força irradiante e a firmeza do seu ensinamento. Missão duma grandeza incomparável! Reclama dos que se desempenham dela a mais inteira fidelidade, e daqueles que os seguem, uma docilidade total.

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthaeum. 

In illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis: Vos estis sal terræ quod si sal evanuerit in quo sallietur ad nihilum valet ultra nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. Vos estis lux mundi non potest civitas abscondi supra montem posita. Neque accendunt lucernam et ponunt eam sub modio sed super candelabrum ut luceat omnibus qui in domo sunt. Sic luceat lux vestra coram hominibus ut videant vestra bona opera et glorificent Patrem vestrum qui in cælis est. Nolíte putare quoniam veni solvere legem aut prophetas non veni solvere sed adimplere. Amen quippe dico vobis donec transeat cælum et terra jota unum aut unus apex non præteribit a lege donec omnia fiant. Qui ergo solverit unum de mandatis istis minimis et docuerit sic homines minimus vocabitur in regno cælorum qui autem fecerit et docuerit hic magnus vocabitur in regno cælorum.

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Vós sois o sal da terra. Se o sal perder a sua força, como há de receber nova força? Para nada mais presta senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Uma cidade situada sobre um monte, não pode ser escondida. E ninguém acende uma luz para pô-la debaixo do alqueire, mas sim no candieiro, para alumiar a todos os que estão em casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está no céu. Não julgueis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, e sim cumprir. Porque, em verdade vos digo: enquanto não passar o céu e a terra, nem uma letra, nem um pontinho desaparecerá da lei, até que tudo seja realizado. Aquele, pois, que transgredir um destes mandamentos por pequeno que seja e ensinar assim aos homens, será chamado mínimo no Reino dos céus; mas o que os guardar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos céus.

Ofertório (Sl 88, 25)

Véritas mea, et misericórdia mea cum ipso: et in nómine meo exaltábitur cornu ejus. Minha fidelidade e minha misericórdia estão com ele, e em meu Nome se levantará o seu poder.

Secreta

Omnípotens sempitérne Deus, múnera tuæ majestáti obláta, per intercessiónem beáti Ambrósii Confessóris tui atque Pontíficis, ad perpétuam nobis fac proveníre salútem. Per D.N. Ó Deus, onipotente e eterno, concedei, nós Vos suplicamos, que por intercessão de S. Ambrósio, vosso Confessor e Pontífice, os Dons que oferecemos à vossa Majestade nos aproveitem para a salvação eterna. Por N. S.

2ª Secreta (da Féria)

Hæc sacra nos, Dómine, potenti virtúte mundátos, ad suum fáciant purióres veníre princípium. Per D.N. Fazei, Senhor, que purificados pela poderosa força destas santas ofertas, mereçamos chegar mais puros Aquele que é delas o princípio. Por N. S.

Prefácio (Comum)

Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos Tibi simper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus: per Christum Dominum nostrum. Per quem majestatem Tuam laudant Angeli, adorant Dominationes, tremunt Potestates, Coeli, Coelorumque Virtutes, ac beata Seraphim socia exultatione concelebrant. Cum quibus et nostras voces, ut admitti, jubeas, supplici confessione dicentes:

Sanctus, Sanctus, Sanctus…

Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Paí onipotente, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que os Anjos louvam a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as virtudes dos Céus, e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. Às suas vozes, nós Vos rogamos, mandeis que se unam as nossas, quando em humilde confissão Vos dizemos:

Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Sl 88, 36-38)

Semel jurávi in sancto meo: semen ejus in ætérnum manébit, et sedes ejus sicut sol in conspéctu meo, et sicut luna perfécta in ætérnum, et testis in Coelo fìdélis. Jurei uma vez, por minha santidade: a sua descendência durará eternamente e o seu trono será [inabalável] como o sol em minha presença, e como a lua que foi criada para sempre; e a testemunha que está no céu é fiel.

Pós-comunhão

Sacraménta salútis nostræ suscipiéntes, concéde, quǽsumus, omnípotens Deus: ut beáti Ambrósii Confessóris tui atque Pontíficis nos ubíque orátio ádiuvet; in cuius veneratióne hæc tuæ obtúlimus maiestáti.  Per D.N. Concedei, ó Deus onipotente, que havendo recebido os Sacramentos de nossa salvação, sejamos sempre ajudados pela oração de S. Ambrósio, vosso Confessor e Pontífice, em cuja honra oferecemos este Sacrifício à vossa Majestade. Por N. S.

2ª Pós-comunhão (da Féria)

Sacraménta salútis nostræ suscipiéntes, concéde, quæsumus, omnípotens Deus: ut beáti Ambrósii Confessóris tui atque Pontíficis, nos ubíque orátio ádjuvet; in cujus veneratióne hæc tuæ obtúlimus majestati. Per D.N. Concedei, Deus onipotente, que havendo nós recebido os Sacramentos de nossa salvação, sejamos sempre ajudados pela oração de S. Ambrósio, vosso Confessor e Pontífice, em cuja honra oferecemos este Sacrifício à vossa Majestade. Por N. S.


Traduções e comentário principal extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1947). Versão latina das leituras extraída do site Bíblia Católica. Demais comentários retirados do Missal de D. Gaspar (1963). 

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