Liturgia Diária- XIII Domingo depois de Pentecostes

Domingo de 2ª Classe- Missa Própria, com comemoração da Natividade de Nossa Senhora

Três pensamentos preparam-nos para a santa Missa de hoje: 1. A necessidade que temos do auxilio de deus. 2. A prontidão do auxilio divino. 3. A prova de que Deus nos auxilia. No Introito pedimos o auxílio em geral; na Oração, um aumento de fé, esperança e caridade, virtudes que, como sementes, foram pelo Batismo depostas em nossa alma, e que não se desenvolvem em nós sem a graça de Deus. Nossa súplica é baseada na Epístola que fala na fidelidade de Deus em suas promessas. Abraão é um exemplo de fé, esperança e caridade. A ele e seus descendentes dirigem-se as promessas de Deus. No Evangelho vemos como o Salvador prometido se desempenha de sua missão. E na santa Missa sabemos que Ele a continua no Sacrifício e no Sacramento, como nos mostram a Secreta, a Communio e a Postcommunio.


NATIVIDADE DE N. SENHORA

Festa de 2ª Classe – Missa própria

Obs: Por cair no domingo, desta festa só se faz comemoração, visto que a liturgia dominical prevalece sobre todas as festas e férias de classe igual ou inferior a ela.

Maria é a Aurora que nos deu o Sol da Justiça. Destinada a ser Mãe do Salvador, foi ornada pelo Criador com as mais peregrinas virtudes. É o mais fiel espelho da própria santidade de Deus. Tabernáculo do Altíssimo, foi, desde a sua entrada no mundo, a mais santa de todas as criaturas. Se celebramos o nascimento de S. João Batista por sua santidade, com mais justeza ainda deve ser celebrado o natalício da Mãe Santíssima do Salvador do mundo.

No Introito saudamos a sua dignidade de Mãe de Deus. O louvor da Sabedoria incriada, que ouvimos na Epístola, é aplicado à Santíssima Virgem por causa de sua união íntima com o Filho de Deus, união esta, determinada no plano de Deus, desde toda a eternidade. No Evangelho passam diante de nós os antepassados de Maria, e pela Comunhão tomamos parte de sua grandeza, incarnando-se em nós o Verbo Divino.


Páginas 648 a 651 e 1271 a 1274 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


APENAS Missa Cantada às 15:30 horas na Catedral Diocesana.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Sl 73: 20, 19 e 23 | ib., 1) (Áudio) 

Réspice, Dómine, in testaméntum tuum, et ánimas páuperum tuórum ne derelínquas in finem: exsúrge, Dómine, et iúdica causam tuam, et ne obliviscáris voces quæréntium te. Ps. Ut quid, Deus, reppulísti in finem: irátus est furor tuus super oves páscuæ tuæ?. ℣. Glória Patri… Olhai propício, Senhor, para vossa aliança; não Vos esqueçais para sempre das almas de vossos pobres. Levantai-Vos, Senhor, e julgai a vossa causa; não Vos esqueçais das vozes dos que Vos invocam. Sl. Ó Deus, por que nos rejeitais para sempre e se acendeu vossa ira contra as ovelhas de vosso pasto? ℣. Glória ao Pai…

Coleta

Omnípotens sempitérne Deus, da nobis fídei, spei et caritátis augméntum: et, ut mereámur asséqui quod promíttis, fac nos amáre quod prǽcipis. Per D.N. Ó Deus onipotente e eterno, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade, e fazei com que amemos o que ordenais, para que mereçamos alcançar o que prometeis. Por N. S.

2ª Coleta (da Natividade de N. Sra.)

Fámulis tuis, quǽsumus, Dómine, coeléstis grátiæ munus impertíre: ut, quibus beátæ Vírginis partus éxstitit salútis exórdium; Nativitátis eius votíva sollémnitas pacis tríbuat increméntum. Per D.N. Nós Vos suplicamos, Senhor, concedei a vossos servos o dom da graça celestial, e como a Maternidade da Bem-aventurada Virgem Maria foi o inicio de nossa salvação, assim também a piedosa solenidade de sua Natividade nos alcance um aumento de paz.. Por N. S.

Epístola (Gl 3, 16-22)

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Gálatas.

Fratres: Abrahæ dictæ sunt promissiónes, et sémini eius. Non dicit: Et semínibus, quasi in multis; sed quasi in uno: Et sémini tuo, qui est Christus. Hoc autem dico: testaméntum confirmátum a Deo, quæ post quadringéntos et trigínta annos facta est lex, non írritum facit ad evacuándam promissiónem. Nam si ex lege heréditas, iam non ex promissióne. Abrahæ autem per repromissiónem donávit Deus. Quid igitur lex? Propter transgressiónes pósita est, donec veníret semen, cui promíserat, ordináta per Angelos in manu mediatóris. Mediátor autem uníus non est: Deus autem unus est. Lex ergo advérsus promíssa Dei? Absit. Si enim data esset lex, quæ posset vivificáre, vere ex lege esset iustítia. Sed conclúsit Scriptúra ómnia sub peccáto, ut promíssio ex fide Iesu Christi darétur credéntibus.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.

Irmãos: As promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não foi dito: E às descendências, como se tratando de muitos, mas como de um só: E à tua descendência, que é o Cristo. Isto, porém, digo: a lei que veio quatrocentos e trinta anos depois, não anuía a aliança confirmada por Deus, de sorte que se tornaria vã a promessa. Porque, se da lei viesse a herança, então iá não viria da promessa. Ora, é que Deus pela promessa a deu a Abraão. Para que é então a lei? Ela foi dada por causa das transgressões, até vir o Descendente ao qual se refere a promessa. Promulgada por Anjos passou pela mão de um mediador. Ora, não há mediador, quando se trata de um só; e Deus é um. Será portanto a lei contra as promessas de Deus? De modo algum. Somente, se fosse dada uma lei capaz de comunicar a vida, então, em verdade, a justificação viria da lei. Mas, pelo contrário, a Escritura reuniu tudo sob o pecado, a fim de que a promessa fosse dada pela fé em Jesus Cristo, aos que creem. 

Gradual (Sl 73: 20, 19 e 22 | Sl 89, 1) (Vídeo) (Vídeo-aleluia)

Réspice, Dómine, in testaméntum tuum: et ánimas páuperum tuórum ne obliviscáris in finem. ℣. Exsúrge, Dómine, et iúdica causam tuam: memor esto oppróbrii servórum tuórum. 

Allelúia, allelúia. ℣. Dómine, refúgium factus es nobis a generatióne et progénie. Allelúia.

Olhai propício, Senhor, para a vossa aliança e não Vos esqueçais para .sempre das almas de vossos pobres. ℣. Levantai-Vos, Senhor, e julgai a vossa causa; lembrai-Vos do opróbrio de vossos servos.

Aleluia, aleluia. ℣. Ó Senhor, Vós sois o nosso refúgio, de geração em geração. Aleluia.

Evangelho (Lc 17, 11-19)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Lucam.

In illo témpore: Dum iret Iesus in Ierúsalem, transíbat per médiam Samaríam et Galilǽam. Et cum ingrederétur quoddam castéllum, occurrérunt ei decem viri leprósi, qui stetérunt a longe; et levavérunt vocem dicéntes: Iesu præcéptor, miserére nostri. Quos ut vidit, dixit: Ite, osténdite vos sacerdótibus. Et factum est, dum irent, mundáti sunt. Unus autem ex illis, ut vidit quia mundátus est, regréssus est, cum magna voce magníficans Deum, et cecidit in fáciem ante pedes eius, grátias agens: et hic erat Samaritánus. Respóndens autem Iesus, dixit: Nonne decem mundáti sunt? et novem ubi sunt? Non est invéntus, qui redíret et daret glóriam Deo, nisi hic alienígena. Et ait illi: Surge, vade; quia fides tua te salvum fecit. — CREDO…

Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.

Naquele tempo, indo Jesus a Jerusalém, atravessava a Samaria e a Galileia. E, ao entrar em uma aldeia, saíram-Lhe ao encontro dez homens leprosos. Eles pararam ao longe, e elevaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tende piedade de nós! Vendo-os, Jesus disse: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficavam limpos. Um deles, logo que se viu curado, voltou atrás, e glorificou a Deus em alta voz; e prostrando-se por terra, aos pés de Jesus, deu-Lhe graças; e este era Samaritano. Então Jesus perguntou: Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão, pois, os outros nove? Não houve quem voltasse e viesse dar glória a Deus, senão este estrangeiro. E disse-lhe: Levanta-te e vai: tua fé te salvou. — CREIO…

Ofertório (Sl 30, 15-16) (Áudio)

In te sperávi, Dómine; dixi: Tu es Deus meus, in mánibus tuis témpora mea. Em Vós, Senhor, espero e digo: Vós sois o meu Deus; em vossas mãos estão os meus dias.

Secreta

Propitiáre, Dómine, pópulo tuo, propitiáre munéribus: ut, hac oblatióne placátus, et indulgéntiam nobis tríbuas et postuláta concedas. Per D. N. Senhor, sede propício a vosso povo e aceitai benigno as nossas oferendas, a fim de que, aplacado por esta oblação, nos concedais o perdão e atendais às nossas súplicas. Por N. S.

2ª Secreta (da Natividade de N. Sra.)

Unigéniti tui, Dómine, nobis succúrrat humánitas: ut, qui natus de Vírgine, matris integritátem non mínuit, sed sacrávit; in Nativitátis eius sollémniis, nostris nos piáculis éxuens, oblatiónem nostram tibi fáciat accéptam Iesus Christus, Dóminus noster: Qui tecum vivit et regnat. Senhor, venha socorrer-nos a Humanidade santa de vosso Filho Unigênito, que, nascendo de uma Virgem, não alterou a integridade de sua Mãe, mas antes a consagrou. Ele nos purifique de nossas faltas na festa da Natividade de Maria e Vos torne agradável a nossa Oblação: Jesus Cristo, Nosso Senhor, que sendo Deus, convosco, vive e reina.

Prefácio (da Santíssima Trindade)

℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.
.
Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos tibi semper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus. Qui cum unigenito Filio: tuo et Spiritu Sancto, unus es Deus, unus es Dominus: non in unnius singularitate personae, sed in unius Trinitae substantiae. Quod enim de tua Gloria, revelante te, credimus, hoc de Filio tuo, hoc de Spiritu Sancto, sine differentia discretionis sentimus. Ut in confessione verae, sempiternaeque Deitatis, et in personis proprietas, et in essentia unitas, et in majestate adoretur aequalitas. Quam laudant Angeli atque Archangeli, Cherubim, quoque ac Seraphim: qui non cessant clamare quotidie, una voce dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus…
℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.
.
É verdadeiramente digno, justo, racional e salutar, que sempre e em toda a parte Vos rendamos graças, Senhor Santo, Pai onipotente e Deus eterno; Que sois, com o Vosso Filho Unigênito e com o Espírito Santo, um só Deus e um só Senhor, não na singularidade duma só pessoa, mas na Trindade duma só substância. Porque tudo aquilo que nos revelastes e cremos da Vossa glória, isso mesmo sentimos, sem diferença nem distinção, do Vosso Filho e do Espírito Santo, de maneira que, confessando a verdadeira e eterna Divindade, adoramos a propriedade nas Pessoas, a unidade na Essência e a igualdade na Majestade, a qual louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que não cessam de cantar dizendo a uma só voz: Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Sb 16, 20) (Áudio)

Panem de cœlo dedísti nobis, Dómine, habéntem omne delectaméntum et omnem sapórem suavitátis. Senhor, Vós nos destes o Pão do céu que contém todas as delícias e todo o sabor da suavidade.

Pós-comunhão

Sumptis, Dómine, cœléstibus sacraméntis: ad redemptiónis ætérnæ, quǽsumus, proficiámus augméntum. Per D.N. Nós Vos rogamos, Senhor, que pela recepção destes Sacramentos celestes, alcancemos aumento da salvação eterna. Por N. S.

2ª Pós-comunhão (da Natividade de N. Sra.)

Súmpsimus, Dómine, celebritátis ánnuæ votíva sacraménta: præsta, quǽsumus; ut et temporális vitæ nobis remédia præbeant et ætérnæ. Per D.N. Recebemos, Senhor, o sagrado Mistério que é celebrado nesta solenidade anual e Vos rogamos que nos sirva de remédio na vida presente e nos conduza à vida eterna. Por N. S.
Natividade da Bem-aventura Virgem Maria

Traduções e comentários extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1962).

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