Liturgia Diária- Sábado “De vigilia paschali”

Féria de 1ª Classe- Missa Própria – Estação em S. João do Latrão

O Sábado Santo para a primitiva Igreja era um dia de silêncio e recolhimento. Tal como na Sexta-feira Santa, não se celebrava o santo Sacrifício da Missa. Só ao escurecer começava-se a celebrar a Vigília da Páscoa, que muitas vezes, se prolongava até a madrugada do domingo, terminando com a Missa da Ressurreição.

No ano de 1951 o Santo Padre o Papa Pio XII consentiu que as cerimônias do Sábado fossem restituídas à sua hora primitiva, na noite que medeia entre sábado e domingo.

As cerimônias, que devem começar por volta das 22 horas, compreendem as seguintes partes: Bênção do fogo novo; Bênção do Círio pascal; Precônio pascal; as Leituras; Primeira parte das Ladainhas; Bênção da água batismal; Renovação das promessas do Batismo; Segunda parte das Ladainhas e a solene Missa da Vigília pascal.


Páginas 436 a 470 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963)


Vigília Pascal às 22 horas na Capela Nossa Senhora de Lourdes.


PRÓPRIO DO DIA

1. BENÇÃO DO FOGO NOVO

O fogo é imagem de Jesus Cristo, que disse: Eu sou a Luz do mundo. E na santa noite do Natal veio Ele ao mundo para iluminar os que estavam imersos nas trevas; mas as trevas não compreenderam a Luz.

Para a bênção do fogo. o clero e o povo se encaminham para as portas da igreja, onde da pedra se extrai o fogo, que é abençoado pelo Celebrante, o qual benze também os cinco grãos de incenso que significam as cinco chagas de Nosso Senhor, e serão fixados no Círio pascal.

À hora marcada, o Celebrante dirige-se com os ministros, processionalmente, à porta da igreja, onde benze o lume novo.

Oração

℣. Dominus vobiscum. ℞. Et cum spiritu tuo.

Deus, qui per Fílium tuum, angulárem scílicet lápidem, claritátis tuæ ignem fidélibus contulísti: prodúctum e sílice, nostris profutúrum úsibus, novum hunc ignem sanctí ✠ fica: et concéde nobis, ita per hæc festa paschália cœléstibus desidériis inflammári; ut ad perpétuæ claritátis, puris méntibus, valeámus festa pertíngere. Per eúndem Christum Dóminum nostrum. ℞. Amen.

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

Oremos. Ó Deus, que por vosso Filho, Pedra angular da Igreja, acendestes nos corações dos vossos fiéis o fogo de vossa claridade, santificai este fogo novo, que da pedra tiramos para nosso uso, e concedei-nos que, durante estas festas pascais, sejamos de tal sorte inflamados de celestiais desejos, que mereçamos com a alma pura chegar às festas da claridade perpétua. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. ℞. Amém.

O Celebrante asperge três vezes o fogo, em silêncio. O acólito ou  um dos ministros, tomando dos carvões bentos, coloca-os no turíbulo; o Sacerdote põe incenso no turíbulo, abençoa-o e por três vezes incensa o novo fogo.

2. BENÇÃO DO CÍRIO PASCAL

Terminada a bênção do novo fogo, o acólito ou um dos ministros leva o Círio pascal ao meio, colocando-o diante do Sacerdote, que com um estilete grava uma cruz entre os pontos das extremidades destinados à inscrição dos grãos de incenso.

Em seguida, traça no alto da cruz a letra grega Alfa, em baixo a letra Omega, e entre os braços da cruz os quatro números que designam o ano corrente, dizendo:

(1) Christus heri et hódie;                                       Cristo ontem e hoje;

Faz a incisão na haste horizontal.

(2) Princípium et Finis;                                             Princípio e Fim;

Faz a incisão na haste horizontal.

(3) Alpha;                                                                   Alfa;

Faz a incisão da letra A no alto da haste vertical.

(4) et Omega;                                                            e Omega;

Faz a incisão da letra Ω no alto da haste vertical.

(5) Ipsíus sunt témpora;                                          d’Ele são os tempos;

Faz a incisão do primeiro número do ano corrente no ângulo esquerdo superior da cruz.

(6) et saecula;                                                           e os séculos;

Faz a incisão do segundo número do ano corrente no ângulo direito superior da cruz.

(7) Ipsi glória et impérium;                                      a Ele a glória e o império;

Faz a incisão do terceiro número do ano corrente no ângulo esquerdo inferior da cruz.

(8) Per univérsa aeternitátis saecula. Amen.         Por todos os séculos da eternidade. Amén.

Faz a incisão do quarto número do ano corrente no ângulo direito inferior da cruz.

Terminada a incisão da cruz e dos outros sinais, o diácono ou algum dos outros ministros, apresenta ao Sacerdote os grãos de incenso, que, se não estiverem bentos, o Celebrante asperge três vezes e também por três vezes incensa, em silêncio. Depois, o mesmo Sacerdote crava os cinco grãos nos pontos, dizendo:

(1) Per sua sancta vúlnera
(2) gloriósa
(3) custódiat
(4) et consérvet nos
(5) Christus Dóminus. Amen.                                 
Por suas santas chagas
gloriosas
guarde-nos
e conserve-nos
o Cristo Senhor. Amém.

1

4     2     5

3

Então o Diácono ou outro ministro entrega ao Sacerdote uma vela,  acesa no novo fogo, com a qual acende o Círio, dizendo:

Lumen Christi glorióse resurgéntis. Díssipet ténebras cordis et mentis.  A luz de Cristo que ressurge onipotente. Clareie em nós o coração e a mente.

Benze então o Círio, dizendo:

℣. Dominus vobiscum. ℞.. Et cum spiritu tuo.

Véniat, qusesumus, omnípotens Deus, super hunc incénsum céreum larga tuae bene  ✠ dictiónis infúsio: et hunc noctúrnum splendórem invisibilis regenerátor inténde; ut non solum sacrifícium, quod hac nocte litátum est, arcána lúminis tui admixtióne refúlgeat; sed in quocúmque loco ex hujus sanctificatiónis mystério áliquid fúerit deportátum, expúlsa diabólicae fraudis nequítia, virtus tuae majestátis assístat. Per Christum D. N. ℞. Amen.

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

Nós Vos suplicamos, ó Deus onipotente, venha sobre este Círio aceso a efusão de vossas bênçãos, e atendei Vós mesmo, que sois o Regenerador invisível, este esplendor noturno, a fim de que, não somente o sacrifício que Vos é oferecido nesta noite cintile no fulgor de vossa misteriosa Luz, como também em todo lugar em que for levada alguma parcela do mistério desta santificação, cedam ao poder de vossa Majestade todos os artifícios de malícia do demônio. Por Cristo, Senhor nosso. ℞. Amén.

Apagam-se as luzes da igreja.

3. SOLENE PROCISSÃO E PRECÔNIO PASCAL

O Diácono entra na igreja, seguido da procissão e carregando o Círio aceso. Por três vezes ergue mais o Círio e canta mais alto o “Lumen Christi”, a que todos, ajoelhando-se, respondem “Deo gratias”. Na primeira vez acende o Celebrante a sua vela; na segunda, o clero; na terceira, o povo e toda a igreja.

O diácono canta o solene Precônio pascal.

Exsultet

xsúltet iam Angélica turba coelórum: exsúltent divína mystéria: et pro tanti Regis victória tuba ínsonet salutáris. Gáudeat et tellus tantis irradiáta fulgóribus: et ætérni Regis splendóre illustráta, totíus orbis se séntiat amisísse calíginem. Lætétur et mater Ecclésia, tanti lúminis adornáta fulgóribus: et magnis populórum vócibus hæc aula resúltet. Quaprópter astántes vos, fratres caríssimi, ad tam miram huius sancti lúminis claritátem, una mecum, quæso, Dei omnipoténtis misericórdiam invocáte. Ut, qui me non meis méritis intra Levitárum númerum dignatus est aggregáre: lúminis sui claritátem infúndens, Cérei huius laudem implére perfíciat. Per Dominum nostrum Iesum Christum, Fílium suum: qui cum eo vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus: Per omnia sǽcula sæculórum. ℞. Amen.
℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum Spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.
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Vere dignum et iustum est, invísibilem Deum Patrem omnipoténtem Filiúmque eius unigénitum, Dominum nostrum Iesum Christum, toto cordis ac mentis afféctu et vocis ministério personáre. Qui pro nobis ætérno Patri Adæ débitum solvit: et véteris piáculi cautiónem pio cruóre detérsit. Hæc sunt enim festa paschália, in quibus verus ille Agnus occíditur, cuius sánguine postes fidelium consecrántur.Hæc nox est, in qua primum patres nostros, fílios Israël edúctos de Ægýpto, Mare Rubrum sicco vestígio transire fecísti. Hæc ígitur nox est, quæ peccatórum ténebras colúmnæ illuminatióne purgávit. Hæc nox est, quæ hódie per univérsum mundum in Christo credéntes, a vítiis sǽculi et calígine peccatórum segregátos, reddit grátiæ, sóciat sanctitáti.Hæc nox est, in qua, destrúctis vínculis mortis, Christus ab ínferis victor ascéndit. Nihil enim nobis nasci prófuit, nisi rédimi profuísset. O mira circa nos tuæ pietátis dignátio! O inæstimábilis diléctio caritátis: ut servum redimeres, Fílium tradidísti! O certe necessárium Adæ peccátum, quod Christi morte delétum est! O felix culpa, quæ talem ac tantum méruit habére Redemptórem!O vere beáta nox, quæ sola méruit scire tempus et horam, in qua Christus ab ínferis resurréxit! Hæc nox est, de qua scriptum est: Et nox sicut dies illuminábitur: Et nox illuminátio mea in deliciis meis. Huius ígitur sanctificátio noctis fugat scélera, culpas lavat: et reddit innocéntiam lapsis et mæstis lætítiam. Fugat ódia, concórdiam parat et curvat impéria.In huius ígitur noctis grátia, súscipe, sancte Pater, incénsi huius sacrifícium vespertínum: quod tibi in hac Cérei oblatióne solémni, per ministrórum manus de opéribus apum, sacrosáncta reddit Ecclésia. Sed iam colúmnæ huius præcónia nóvimus, quam in honórem Dei rútilans ignis accéndit.Qui licet sit divísus in partes, mutuáti tamen lúminis detriménta non novit. Alitur enim liquántibus ceris, quas in substántiam pretiósæ huius lámpadis apis mater edúxit.O vere beáta nox, quæ exspoliávit Ægýptios, ditávit Hebrǽos! Nox, in qua terrénis cæléstia, humánis divína iungúntur.Orámus ergo te, Dómine: ut Céreus iste in honórem tui nóminis consecrátus, ad noctis huius calíginem destruéndam, indefíciens persevéret. Et in odórem suavitátis accéptus, supérnis lumináribus misceátur. Flammas eius lúcifer matutínus invéniat. Ille, inquam, lúcifer, qui nescit occásum. Ille, qui regréssus ab ínferis, humáno géneri serénus illúxit.Precámur ergo te, Dómine: ut nos fámulos tuos, omnémque clerum, et devotíssimum pópulum: una cum beatíssimo Papa nostro Franciscum., et Antístite nostro Paulum, quiéte témporum concéssa, in his paschálibus gáudiis, assídua protectióne régere, gubernáre et conserváre digneris.

Réspice étiam ad eos, qui nos in potestáte regunt, et, ineffábili pietátis et misericórdiæ tuæ múnere, dírige cogitatiónes eórum ad iustítiam et pacem, ut de terréna operositáte ad cæléstem pátriam pervéniant cum omni populo tuo.

Per eúndem Dóminum nostrum Iesum Christum, Fílium tuum: Qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus: per ómnia sǽcula sæculórum.
℞. Amen.

Exulte já de alegria a multidão dos Anjos no céu; celebrem-se com júbilo os divinos mistérios, e o clangor da trombeta sagrada anuncie a vitória de tão grande Rei. Alegre-se a terra banhada pelos raios tão brilhantes e pelos esplendores que o Rei eterno sobre ela derrama; alegre-se também e sinta que do mundo inteiro foram dissipadas as trevas. Alegre-se igualmente a Igreja, nossa Mãe, adornada de tantos fulgores, e ressoem neste templo as vozes jubilosas do povo fiel. Por isso, irmãos caríssimos, que aqui vos reunis à claridade desta luz tão santa, eu vos rogo que invoqueis comigo a misericórdia do Deus onipotente, para que eu, ainda que sem mérito algum, por Ele admitido em o número dos Levitas, receba um raio de sua luz, e possa, por sua graça, cantar dignamente os louvores deste Círio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Filho, que sendo Deus, com Ele vive e reina em união com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. ℞.Amém.
℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.
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Verdadeiramente é digno e justo louvar com todo o afeto do coração e do espírito, por nossa voz, o Deus invisível, o Pai onipotente e seu Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo, que pagou por nós ao Pai eterno a dívida de Adão e extinguiu com o seu Sangue precioso a obrigação da antiga culpa. Porque estas são as festividades da Páscoa em que é imolado o verdadeiro Cordeiro, cujo Sangue consagra as portas dos fiéis.Esta é a noite em que tirastes outrora do Egito os nossos pais, os filhos de Israel, e os fizestes passar o Mar Vermelho, a pé enxuto. Sim, esta é a noite que dissipou as trevas do pecado com o fulgor de uma coluna de fogo. Esta é a noite que, em todo o mundo, arrebata aos vícios do século e às trevas do pecado, os que em Cristo creem, restituindo-os à graça e à sociedade dos Santos.Esta é a noite em que Cristo, quebrando os grilhões da morte, saiu vitorioso do sepulcro. Pois de nada nos aproveitaria haver nascido, se não houvéramos sido resgatados. ó inestimável excesso de vosso Amor! Para remir o escravo, entregastes o vosso Filho, ó pecado de Adão, certamente necessário, pois que com a morte de Cristo foi apagado! ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor!Ó noite verdadeiramente ditosa, que foste a única a conhecer o tempo e a hora em que o Cristo ressuscitou do sepulcro! É esta a noite da qual foi escrito: “E a noite será clara como o dia; e a noite será luminosa para me alumiar em minhas delícias. A santidade dessa noite afugenta os crimes, lava as ofensas, restitui aos culpados a inocência e dá alegria aos tristes: extingue os ódios, restabelece a concórdia e submete os impérios a Deus.Recebei, ó santo Pai, nesta noite sagrada, o sacrifício vespertino deste incenso, que a santa Igreja Vos oferece pelas mãos de seus ministros, com a oblação solene deste Círio, cuja matéria as abelhas forneceram. Já conhecemos, pois, a significação desta coluna de cera, que, em honra de Deus, vai ser acesa pelo fogo rutilante.Esta chama, embora dividida, não sofre diminuição alguma comunicando a sua luz, porque se alimenta da cera que a mãe abelha produziu para composição deste precioso facho.Ó noite verdadeiramente feliz, que despojou os Egípcios e enriqueceu os Hebreus! Noite em que o céu se uniu à terra e as coisas divinas se uniram às humanas.Nós Vos rogamos, portanto, Senhor, que este Círio consagrado em honra do vosso Nome, arda incessantemente para dissipar as trevas desta noite, e que a sua luz, evolando-se qual suave perfume se misture com a dos luminares sidéreos. Aceso ainda o encontre a estréia da manhã, aquela estréia que desconhece ocaso, e que, surgindo de lugares sombrios, espargiu sobre o gênero humano a sua luz serena.Nós Vos imploramos ainda, Senhor, que Vos digneis conceder-nos uma completa paz nestas alegrias pascais e que a vossa graça proteja, governe e conserve a todos nós, vossos servos, a todo o clero e ao povo fiel, com o nosso beatíssimo Padre, o Papa Francisco, e o nosso Bispo Paulo.

Considerai também aqueles que nos governam, e pela vossa piedade e misericórdia inefáveis, dirigi os seus pensamentos para a justiça e a paz, a fim de que, do labor terreno, cheguem com todo o vosso povo à celeste pátria.

Pelo mesmo Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que sendo Deus, convosco vive e reina em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. ℞. Amém.

4. LEITURAS

São tiradas da Sagrada Escritura e nos falam da criação e do governo do mundo, da força das águas e da regeneração interior. Estas leituras foram escolhidas para servir de instrução aos catecúmenos que iam receber os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia. A nós lembram a graça batismal recebida e nos animam a conservá-la e renová-la.

I Leitura (Gn 1, 1-31 e 2, 1-2)

Criação do mundo e renovação pelo Batismo.

In principio creavit Deus cælum et terram. Terra autem erat inanis et vacua, et tenebræ erant super faciem abyssi: et Spiritus Dei ferebatur super aquas. Dixitque Deus: Fiat lux. Et facta est lux. Et vidit Deus lucem quod esset bona: et divisit lucem a tenebris. Appellavitque lucem Diem, et tenebras Noctem: factumque est vespere et mane, dies unus. Dixit quoque Deus: Fiat firmamentum in medio aquarum: et dividat aquas ab aquis. Et fecit Deus firmamentum, divisitque aquas quæ erant sub firmamento, ab his quæ erant super firmentum. Et factum est ita. Vocavit Deus firmamentum Cælum: et factum est vespere et mane, dies secundus. Dixit vero Deus: Congregentur aquæ, quæ sub cælo sunt, in locum unum: et appareat arida. Et factum est ita. Et vocavit Deus aridam, Terram, congregationisque aquarum appellavit Maria. Et vidit Deus quod esset bonum. Et ait: Germinet terra herbam virentem, et facientem semen, et lignum pomiferum faciens fructum iuxta genus suum, cuius semen in semetipso sit super terram. Et factum est ita. Et protulit terra herbam virentem, et facientem semen iuxta genus suum, lignumque faciens fructum, et habens unumquodque sementem secundum speciem suam. Et vidit Deus quod esset bonum. Et factum est vespere et mane, dies tertius. Dixit autem Deus: Fiant luminaria in firmamento cæli, et dividant diem ac noctem, et sint in signa et tempora, et dies et annos: ut luminent terram. Et factum est ita. Fecitque Deus duo luminaria magna: luminaria maius, ut præesset diei, et luminarie minus, ut præesset nocti: et stellas. Et posuit eas in firmamento cæli, ut lucerent super terram, et præessent diei ac nocti, et dividerent lucem ac tenebras. Et vidit Deus quod esset bonum. Et factum est vespere et mane, dies quartus. Dixit etiam Deus: Producant aquæ reptile animæ viventis, et volatile super terram sub firmamento cæli. Creavitque Deus cete grandia, et omnem animam viventem atque motabilem, quam produxerant aquæ in species suas, et omne volatile secundum genus suum. Et vidit Deus quod esset bonum. Benedixitque eis, dicens: Crescite, et multiplicamini, et replete aquas maris: avesque multiplicentur super terram. Et factum est vespere et mane, dies quintus. Dixit quoque Deus: Producat terra animam viventem in genere suo: iumenta, et reptilia, et bestias terræ secundum species suas. Factumque est ita. Et fecit Deus quod esset bonum, et ait: Faciamus hominem ad imaginem et similitudinem nostram: et præsit piscibus maris, et volatilibus cæli, et bestiis, universæque terræ, omnique reptili quod movetur in terra. Et creavit Deus hominem ad imaginem suam: ad imaginem Dei creavit illum, masculum et feminam creavit eos. Benedixitque illis Deus, et ait: Crescite et multiplicamini, et replete terram, et subiicite eam, et dominamini piscibus maris, et volatilibus cæli, et universis animantibus, quæ moventur super terram. Dixitque Deus: Ecce dedi vobis omnem herbam afferentem semen super terram, et universa ligna quæ habent in semetipsis sementum generis sui, ut sint vobis in escam: et cunctis animantibus terræ, omnique volucri cæli, et universis, quæ moventur in terra, et in quibus est anima vivens, ut habeant ad vescendum. Et factum est ita. Viditque Deus cuncta quæ fecerat: et erant valde bona. Et factum est vespere et mane, dies sextus. Igitur perfecti sunt cæli et terra, et omnis ornatus eorum. Complevitque Deus die septimo opus suum quod fecerat: et requievit die septimo ab universo opere quod patrarat.

No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra era, porém, informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre as águas. E Deus disse: Faça-se a luz. E a luz foi feita. Viu Deus que a luz era boa, e separou a luz das trevas. À luz chamou Dia e às trevas Noite. Da tarde e da manhã se fez o primeiro dia. Disse também Deus: Faça-se o firmamento no meio das águas, para separar uma das outras. E fez Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam acima do firmamento. E assim se fez. Ao firmamento chamou Deus Céu; e da tarde e da manhã se fez o segundo dia. Disse Deus ainda: Juntem-se em um lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento árido. E assim se fez. E Deus chamou ao elemento árido Terra, e ao conjunto das águas deu o nome de Mar. E viu Deus que era bom tudo quanto havia feito. E disse: Produza a terra erva verde, que dê semente, e árvores frutíferas, que deem frutos conforme a sua espécie, e contenham dentro de si a sua semente para se reproduzir sobre a terra. E assim se fez. A terra produziu erva verde, que dá semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto, contendo cada uma delas a sua semente própria, segundo a sua espécie. E viu Deus que isto era bom. E da tarde e da manhã se fez o terceiro dia. Disse, então, Deus: Façam-se os luminares no firmamento do céu para distinguir o dia da noite; sirvam eles de sinais para marcarem os tempos, as estações, os dias e os anos, e brilhem no firmamento do céu e iluminem a terra. E assim se fez. Formou Deus dois grandes luminares, o maior para presidir ao dia e o menor, para presidir à noite; e fez também as estrelas, colocando-as no firmamento do céu, para que resplandecessem sobre a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E viu Deus que isto era bom. E da manhã e da tarde se fez o quarto dia. Disse também Deus: Produzam as águas animais vivos que nadem nas águas, e aves que voem sobre a terra, debaixo do firmamento do do céu e iluminem a terra. E assim se fez. Formou Deus dois grandes luminares, o maior para presidir ao dia e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas, colocando-as no firmamento do céu, para que resplandecessem sobre a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E viu Deus que isto era bom. E da manhã e da tarde se fez o quarto dia. Disse também Deus: Produzam as águas animais vivos que nadem nas águas, e aves que voem sobre a terra, debaixo do firmamento do céu. Criou então Deus os grandes peixes e todos os animais que vivem e se movem, produzidos pelas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo a sua espécie. E Deus viu que tudo isto era bom, e abençoou a tudo, dizendo: Crescei e multiplicai-vos e enchei as águas do mar; e multipliquem-se as aves sobre a terra. E da tarde e da manhã se fez o quinto dia. E Deus continuou: Produza a terra animais vivos, em cada gênero: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies. E assim se fez. E criou Deus os animais selvagens da terra, cada um segundo a sua espécie, e todos os animais domésticos e todos os répteis terrestres, segundo a sua espécie. E viu
Deus que tudo isto era bom. E por fim disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança; domine ele os peixes do mar, as aves do céu, os animais selvagens, e toda a terra e todo réptil que se move sobre a terra. E Deus criou o homem à sua imagem. Ele o criou à imagem de Deus; e criou-os, homem e mulher. Então Deus os abençoou e lhes disse: Crescei e multiplicai-vos: enchei a terra, sujeitai-a e dominai os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que se movem sobre a terra. E Deus acrescentou: Eis que vos dei todas as ervas que produzem sementes sobre a terra e todas as árvores que dão sementes de sua espécie para que vos sirvam de alimento e a todos os animais da terra e a todas as aves do céu e a todos os animais vivos que se movem sobre a terra, e tenham sopro de vida, a fim de que se possam alimentar. E assim se fez. E Deus viu todas as coisas que tinha feito; e viu que todas eram boas. E da tarde e da manhã se fez o sexto dia. Ficaram pois acabados os céus e a terra, e todos os seus ornatos. E completou Deus no sétimo dia as obras que havia feito; e descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que havia concluído.

Oração

Orémus. Flectámus génua. ℞. Leváte.

Deus, qui mirabiliter creasti hominem, et mirabilius redemisti: da nobis, quǽsumus, contra oblectamenta peccati, mentis ratione persistere; ut mereamur ad æterna gaudia pervenire. Per D.N.

Oremos. Ajoelhemos. ℞. Levantai-vos.

Ó Deus, que de modo admirável criastes o homem e ainda mais admiravelmente o resgatastes, concedei, nós Vos suplicamos, a graça de resistirmos aos atrativos do pecado na fôrça do espírito, a fim de merecermos alcançar as alegrias eternas. Por N. S.

II Leitura (Ex 14, 24-31 e 15, 1)

A salvação pelas águas do mar (Batismo). Moisés, com o cajado é figura de Jesus Cristo com a Cruz.

In diebus illis: Factum est in vigilia matutina, et ecce respiciens Dominus super castra Aegyptiorum per columnam ignis et nubis, interfecit exercitum eorum: et subvertit rotas curruum, ferebanturque in profundum. Dixerunt ergo Aegyptii: Fugiamus Israëlem: Dominus enim pugnat pro eis contra nos. Et ait Dominus ad Moysen: Extende manum tuam super mare, ut revertantur aquæ ad Aegyptios super currus et equites eorum. Cumque extendisset Moyses manum contra mare, reversum est primo diluculo ad priorem locum: fugientibusque Aegyptiis occurrerunt aquæ, et involvit eos Dominus in mediis fluctibus. Reversæque sunt aquæ, et operuerunt currus et equites cuncti exercitus Pharaonis, qui sequentes ingressi fuerant mare: nec unus quidem superfuit ex eis. Filii autem Israël perrexerunt per medium sicci maris, et aquæ eis erant quasi pro muro a dextris et a sinistris: liberavitque Dominus in die illa Israël de manu Aegyptiorum. Et viderunt Aegyptios mortuos super littus maris, et manum magnam. quam exercuerat Dominus contra eos: timuitque populus Dominum, et crediderunt Domino, et Moysi servo eius. Tunc cecinit Moyses, et filii Israël carmen hoc Domino, et dixerunt: Naqueles dias, chegada a vigília da manhã, vendo o Senhor a coluna de fogo e de nuvem sobre o acampamento dos Egípcios, destroçou-lhes o exército, despedaçou-lhes as rodas dos carros, e eles foram arrojados ao fundo do mar. Disseram então os Egípcios: Fujamos dos Israelitas, porque o Senhor peleja por eles contra nós. E disse Deus a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas voltem sobre os Egípcios, sobre os seus carros e a sua cavalaria. E havendo Moisés estendido a mão sobre o mar, voltou ao amanhecer a água ao lugar que ocupava. Quando os Egípcios fugiram, encontraram-se com as águas e o Senhor os envolveu no meio das ondas. Tornaram-se a juntar as águas, e cobriram os carros e a cavalaria de todo o exército de Faraó, que perseguindo os Israelitas haviam entrado no mar; e nenhum dos Egípcios escapou. Mas os filhos de Israel passaram a pé enxuto pelo meio do mar, servindo-lhes as águas como de muro, à direita e à esquerda. Assim livrou o Senhor naquele dia a Israel das mãos dos Egípcios. E os Israelitas viram os Egípcios mortos na praia do mar e o castigo que a mão poderosa do Senhor havia executado contra eles. O povo temeu, pois, ao Senhor e n’Ele acreditou assim como em Moisés, seu servo. Então Moisés e os filhos de Israel entoaram este cântico ao Senhor:

Tractus (Ex 15, 1-2)

Cantemus Domino: gloriose enim honorificatus est: equum et ascensorum proiecit in mare: adiutor, et protector factus est mihi in salutem. ℣. Hic Deus meus, et honorificabo eum: Deus patris mei, et exaltabo eum.  ℣. Dominus conterens bella: Dominus nomen est illi.

Cantemos ao Senhor, porque gloriosamente manifestou o seu poder, precipitando no mar o cavalo e o cavaleiro. O Senhor é o meu auxílio e a minha proteção para me salvar. ℣. Ele é o meu Deus; eu O glorificarei. E o Deus de meu pai e eu O exaltarei. ℣. O Senhor é quem vence as guerras. Seu nome é o Senhor.

Oração

Orémus. Flectámus génua. ℞. Leváte.

Deus, cuius antiqua miracula etiam nostris sæculis coruscare sentimus: dum quod uni populo, a persecutione Aegyptiaca liberando, dexteræ tuæ potentia contulisti, id in salutem gentium per aquam regenerationis operaris: præsta; ut in Abrahæ filios, et in Israëliticam dignitatem, totius mundi transeat plenitudo. Per D.N.

Oremos. Ajoelhemos. ℞. Levantai-vos.

Ó Deus, que em nossos dias renovais as vossas antigas maravilhas, operando a salvação das nações pela água da regeneração, o que pela força de vossa Destra fizestes para livrar o vosso povo da perseguição dos Egípcios, concedei que todos os povos do mundo se tornem filhos de Abraão e participem da dignidade do povo de Israel. Por N. S.

III Leitura (Is 4, 2-6)

Os batizados recebem do Cristo o nome (Cristão). Ele é o Salvador; sua Igreja, a nova Jerusalém.

In die illa erit germen Domini in magnificentia, et gloria, et fructus terræ sublimis, et exultatio his, qui salvati fuerint de Israël. Et erit: Omnis qui relictus fuerit in Sion, et residuus in Ierusalem, sanctus vocabitur, omnis qui scriptus est in vita in Ierusalem. Si abluerit Dominus sordes filiarum Sion, et sanguinem Ierusalem laverit de medio eius, in spiritu iudicii, et spiritu ardoris. Et creabit Dominus super omnem locum montis Sion, et ubi invocatus est, nubem per diem, et fumum, et splendorem ignis flammantis in nocte: super omnem enim gloriam protectio. Et tabernaculum erit in umbraculum diei ab æstu, et in securitatem, et absconsionem a turbine, et a pluvia. Naquele dia, o germe do Senhor será magnífico e glorioso, e o fruto da terra, exaltado com honra; e os que houverem sido salvos da ruína de Israel se regozijarão. Então todos os que ficarem em Sião e morarem em Jerusalém, serão chamados santos; todos os que em Jerusalém estão inscritos no livro da vida. Isto se realizará, quando o Senhor houver purificado as filhas de Sião, e lavado Jerusalém do sangue impuro, que está no seio dela, com espírito de justiça e espírito de ardor. E criará o Senhor sobre toda a extensão do monte de Sião e onde tenha sido invocado, uma nuvem obscura durante o dia, e de noite, fumo e uma chama de fogo resplandecente; porque Ele protegerá especialmente tudo o que é glorioso. E o seu tabernáculo nos defenderá com a sua sombra contra o calor do dia, e nos dará refúgio e segurança contra a violência dos ventos e da chuva.

Tractus (Is 5, 1-2)

Vinea facta est dilecto in cornu, in loco uberi. ℣. Et maceriam circumdedit, et circumfodit: et plantavit vineam Sorec: et ædificavit turrim in medio eius.  ℣. Et torcular fodit in ea: vinea enim Domini Sabaoth, domus Israël est.

Meu amado possui uma vinha, em um oiteiro fertilíssimo. ℣. E de muro a cercou, e um fosso lhe cavou em roda; plantou videira de Sorec e construiu em seu centro uma torre. ℣. Fez também ali um lagar, pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel.

Oração

Orémus. Flectámus génua. ℞. Leváte.

Deus, qui in omnibus Ecclesiæ tuæ filiis sanctorum prophetarum voce manifestasti, in omni loco dominationis tuæ, satorem te bonorum seminum, et electorum palmitum esse cultorem: tribue populis tuis, qui et vinearum apud te nomine censentur, et segetum; ut, spinarum et tribulorum squalore resecato, digna efficiantur fruge fecundi. Per D.N.

Oremos. Ajoelhemos. ℞. Levantai-vos.

Ó Deus, que pela boca de vossos santos profetas manifestastes a todos os fiéis de vossa Igreja que sois Vós quem por toda a extensão de vosso império, semeia a boa semente e cultiva as plantas escolhidas, concedei aos vossos povos, que Vós mesmos designastes com os nomes de vinha e de messe, que, arrancados os espinhos e silvas do campo de seu coração, se tornem capazes de produzir abundantes frutos. Por N. S.

IV Leitura (Dt 31, 22-30)

Aqueles que no Batismo receberam a veste nupcia, deverão conservá-la pela fidelidade à lei de Deus.

In diebus illis: Scripsit ergo Moyses canticum et docuit filios Israël. Præcepitque Dominus Iosue filio Nun et ait: Confortare, et esto robustus: tu enim introduces filios Israël in terram, quam pollicitus sum, et ego ero tecum. Postquam ergo scripsit Moses verba legis huius in volumine, atque conplevit: præcepit Levitis, qui portabant arcam foederis Domini dicens: Tollite librum istum, et ponite eum in latere arcæ foederis Domini Dei vestri: ut sit ibi contra te in testimonium. Ego enim scio contentionem tuam, et cervicem tuam durissimam. Adhuc vivente me, et ingrediente vobiscum, semper contentiose egistis contra Dominum: quanto magis cum mortuus fuero? Congregate ad me omnes maiores natu per tribus vestras, atque doctores, et loquar audientibus eis sermones istos, et invocabo contra eos cælum et terram. Novi enim quod post mortem meam inique agetis, et declinabitis cito de via, quam præcepi vobis: et occurrent vobis mala in extremo tempore, quando feceritis malum in conspectu Domini, ut irritetis eum per opera manuum vestrarum. Locutus est ergo Moyses, audiente universo coetu Israël, verba carminis huius, et ad finem usque conplevit: Naqueles dias, escreveu Moisés um cântico e o ensinou aos filhos de Israel. E o Senhor ordenou a Josué, filho de Nun, dizendo-lhe: Anima-te e fortalece-te, porque farás entrar os filhos de Israel na terra que lhes prometi, e eu estarei contigo. Logo que Moisés acabou de escrever as palavras dessa lei num livro, ordenou aos Levitas, que levavam a arca da Aliança do Senhor, dizendo-lhes: Tomai este livro, e colocai-o ao lado da arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, para que esteja ali por testemunho contra ti; porque eu conheço a tua obstinação e a tua duríssima cerviz. Enquanto vivi e andei convosco, sempre haveis disputado contra o Senhor; que não fareis mais, depois de minha morte? Reuni diante de mim todos os anciãos de vossas tribos, assim como os doutores, e em sua presença direi estas palavras e invocarei contra eles o céu e a terra. Porque eu sei que depois de minha morte procedereis iniquamente, e não tardareis a afastar-vos do caminho que vos tracei; e no fim dos tempos vos hão de assaltar muitos males, quando houverdes pecado na presença do Senhor, irritando-O com as obras de vossas mãos. Pronunciou então Moisés diante de toda a multidão dos filhos de Israel que o ouviam, as palavras deste cântico e o recitou até o fim.

Tractus (Dt 32, 1-4)

Attende, cælum, et loquar: et audiat terra verba ex ore meo. ℣. Exspectetur sicut pluvia eloquium meum: et descendant sicut ros verba mea, sicut imber super gramina.  ℣. Et sicut nix super fænum: quia nomen Domini invocabo. ℣. Date magnitudinem Deo nostro: Deus, vera opera eius, et omnes viæ eius iudicia. ℣. Deus fidelis, in quo non est iniquitas: iustus et sanctus Dominus.

Céus, escutai o que eu disser: ouça a terra as palavras de minha boca. ℣. Minhas palavras sejam ansiosamente esperadas como a chuva para os campos; e penetrem nos corações como o orvalho na terra. ℣. Como a neblina sobre a relva e como a neve sobre a erva; porque invoco o Nome do Senhor. ℣. Glorificai o nosso Deus, pois as obras de Deus são perfeitas, e justos são todos os seus caminhos. ℣. Deus é fiel, e n’Ele não há injustiça; o Senhor é justo e santo.

Oração

Orémus. Flectámus génua. ℞. Leváte.

Deus, celsitudo humilium et fortitudo rectorum, qui per sanctum Moysen puerum tuum, ita erudire populum tuum sacri carminis tui decantatione voluisti, ut illa legis iteratio fieret etiam nostra directio: excita in omnem iustificatarum gentium plenitudinem potentiam tuam, et da lætitiam, mitigando terrorem; ut, omnium peccatis tua remissione deletis, quod denuntiatum est in ultionem, transeat in salutem. Per D.N.

Oremos. Ajoelhemos. ℞. Levantai-vos.

Ó Deus, que sois a grandeza dos Humildes e a força dos Justos e quisestes instruir-nos com o sagrado cântico do vosso santo servo Moisés, a fim de que esta repetição da lei servisse também para nossa direção, manifestai o vosso poder sobre todas as nações justificadas e dai-lhes uma santa alegria que dissipe o terror, a fim de que, apagadas todas as suas culpas, o castigo anunciado por vossa misericórdia se torne meio de salvação.. Por N. S.

5. PRIMEIRA PARTE DAS LADAINHAS

℣. Kýrie eléison.

℣. Christe eléison.

℣. Kýrie eléison.

℣.Christe, audi nos.

℣.Christe, exáudi nos.

℣. Pater de cǽlis, Deus. ℞. Miserére nobis.

℣. Fili Redémptor mundi, Deus. ℞. Miserére nobis.

℣. Spíritus Sancte, Deus. ℞. Miserére nobis.

℣. Sancta Trínitas, unus Deus. ℞. Miserére nobis.

℣. Sancta María. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancta Dei Génetrix. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancta Virgo vírginum. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Míchaël. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Gábriel. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Ráphaël. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sancti Angeli et Archángeli. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Omnes sancti beatórum Spirítuum órdines. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Sancte Ioánnes Baptísta. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Ioseph. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sancte Patriárchæ et Prophétæ. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Sancte Petre. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Paule. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Andréa. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Ioánnes. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sancti Apóstoli et Evangelístæ. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Omnes sancti Discípuli Dómini. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Sancte Stéphane. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Laurénti. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Vincénti. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sancti Mártyres. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Sancte Silvéster. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Gregóri. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Augustíne. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sancti Pontífices et Confessóres. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Omnes sancti Doctóres. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Sancte Antóni. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Benedícte. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Domínice. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancte Francísce. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sancti Sacerdótes et Levítæ. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Omnes sancti Mónachi et Eremítæ. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Sancta María Magdaléna. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancta Agnes. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancta Cæcília. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancta Agatha. ℞. Ora pro nobis.

℣. Sancta Anastásia. ℞. Ora pro nobis.

℣. Omnes sanctæ Vírgines et Víduæ. ℞. Oráte pro nobis.

℣. Omnes Sancti et Sanctæ Dei. ℞. Intercédite pro nobis.

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.

Pai do céu, que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós,

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das virgens,

São Miguel,

São Gabriel,

São Rafael,

Todos os santos Anjos e Arcanjos, rogai.

Todas as santas ordens dos Espíritos bem-aventurados, rogai.

São João Batista, rogai.

São José,

Todos os santos Patriarcas e Profetas, rogai.

São Pedro,

São Paulo,

Santo André,

São João,

Todos os santos Apóstolos e Evangelistas, rogai.

Todos os santos Discípulos do Senhor, rogai.

Santo Estêvão,

São Lourenço,

São Vicente,

Todos os santos Mártires, rogai.

São Silvestre,

São Gregório,

Santo Agostinho,

Todos os santos Pontífices e Confessores, rogai.

Todos os santos Doutores, rogai.

Santo Antão,

São Bento,

São Domingos,

São Francisco,

Todos os santos Sacerdotes e Levitas, rogai.

Todos os santos Monges e Eremitas, rogai.

Santa Maria Madalena,

Santa Inês,

Santa Cecília, Santa Águeda.

Santa Anastásia,

Todas as santas Virgens e Viúvas, rogai.

Todos os Santos e Santas de Deus, intercedei por nós.

6. BENÇÃO DA ÁGUA BATISMAL

O Celebrante procede à benção da pia:

℣. Dominus vobiscum. ℞.. Et cum spiritu tuo.

Orémus. Omnípotens sempitérne Deus, adésto magnæ pietátis tuæ mystériis, adésto sacraméntis: et ad recreándos novos pópulos, quos tibi fons baptismátis párturit, spíritum adoptiónis emítte; ut, quod nostræ humilitátis geréndum est ministério, virtútis tuæ impleátur efféctu. Per D. N. 

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

Ó Deus onipotente e eterno, sede atento a estes grandes Mistérios e Sacramentos de vossa infinita bondade, e, para regenerar os novos povos que a água do Batismo para Vós faz renascer, enviai-lhes o Espírito de adoção, a fim de que, pelo efeito de vosso poder, seja eficazmente realizado o que por nosso humilde ministério se vai cumprir. Por N.S. 

Elevando a voz em tom de Prefácio e com as mãos postas prossegue:

℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.Vere dignum et iustum est, æquum et salutare, nos tibi semper et ubique gratias agere, Domine, sancte Pater, omnipotens æterne Deus: qui invisibili potentia, sacramentorum tuorum mirabiliter operaris effectum: et licet nos tantis mysteriis exsequendis simus indigni: tu tamen gratiæ tuæ dona non deserens, etiam ad nostras preces aures tuæ pietatis inclinas. Deus, cuius Spiritus super aquas inter ipsa munda primordia ferebatur: ut iam tunc virtutem sanctificationis, aquarum natura conciperet. Deus, qui nocentis mundi crimina per aquas abluens, regenerationis speciem in ipsa diluvii effusione signasti: ut, unius eiusdemque elementi mysterio, et finis esset vitiis, et origo virtutibus. Respice, Domine, in faciem Ecclesiæ tuæ, et multiplica in ea regenerationes tuas, qui gratiæ tuæ affluentis impetu lætificas civitatem tuam: fontemque baptismatis aperis toto orbe terrarum gentibus innovandis: ut, tuæ maiestatis imperio, sumat Unigeniti tui gratiam de Spiritu Sancto.
℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que sempre e em todo lugar Vos demos graças, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus, que, com invisível poder operais admiráveis efeitos por vossos Sacramentos. E, ainda que sejamos indignos de administrar tão excelsos mistérios, contudo, como não abandonais os dons de vossa graça, dignai-Vos ouvir propício, as nossas súplicas. Ó Deus, no principio do mundo, vosso Espírito pairava sobre as águas para que, desde então, a esse elemento se comunicasse a virtude da santificação. Ó Deus, Vós lavastes com as águas, os pecados do mundo corrompido, e manifestastes no dilúvio um símbolo da regeneração das almas, a fim de que um só e mesmo elemento, por um prodigioso Mistério, fosse o termo dos vícios e a origem das virtudes. Lançai, Senhor, os olhos sobre a vossa Igreja, e multiplicai-lhe o número de vossos filhos, Vós, que, com a impetuosa efusão de vossa graça, cumulais de alegria vossa cidade santa e lhe abris em toda a terra a fonte do Batismo, para que, segundo a onipotência de vossa Majestade, ela receba a graça do vosso Filho Unigênito, pelo Espírito Santo.

O Celebrante com a mão direita divide a água em forma de cruz:

Qui hanc aquam, regenerandis hominibus præparatam, arcana sui numinis admixtione fecundet: ut, sanctificatione concepta, ab immaculato divini fontis utero, in novam renata creaturam, progenies cælestis emergat: et quos aut sexus in corpore, aut ætas discernit in tempore, omnes in unam pariat gratia mater infantiam. Procul ergo hinc, iubente te, Domine, omnis spiritus immundus abscedat: procul tota nequitia diabolicæ fraudis absistat. Nihil hoc loci habeat contrariæ virtutis admixtio: non insidiando cicumvolet: non latendo subrepat: non inficiendo corrumpat. Este Espírito, pela secreta impressão de sua virtude, se digne fecundar esta água, destinada a regenerar os homens a fim de que os filhos concebidos e santificados no seio puro destas águas divinas, se tornem novas criaturas, por um nascimento celeste, e a graça, qual outra mãe lhes comunique uma vida nova em uma mesma infância, sem diferença de sexo ou idade. Ordenai, pois, Senhor, que se retire deste elemento todo espírito impuro e longe se desterre toda malícia diabólica. Não se misture o poder do inimigo com estas águas, nem ande em redor delas, armando ciladas, nem nelas se insinue para as infeccionar e corromper.

O Celebrante toca na água com a mão:

Sit hæc sancta et innocens creatura, libera ab omni impugnatoris incursu, et totius nequitiæ purgata discessu. Sit fons vivus, aqua regenerans, unda purificans: ut omnes hoc lavacro salutifero diluendi, operante in eis Spiritu Sancto, perfectæ purgationis indulgentiam consequantur. Seja esta santa e inocente criatura isenta de toda influência do inimigo, e purificada pela expulsão de toda malícia. Seja fonte viva, água que regenere, onda que purifique a fim de que todos aqueles que neste banho salutar forem lavados obtenham por obra do Espírito Santo, a graça de uma pureza perfeita.

Faz três vezes o sinal da cruz sobre a água:

Unde benedico te, creatura aquæ, per Deum ✠ vivum, per Deum ✠ verum, per Deum ✠sanctum: per Deum, qui te, in principio, verbo separavit ab arida: cuius Spiritus super te ferebatur. Por isso eu te abençoo, criatura de água em nome do Deus vivo, do Deus verdadeiro, do Deus santo, do Deus que por sua palavra logo no princípio do mundo, te separou da terra, e cujo Espírito sobre ti pairava.

Divide a água com a mão, lançando quatro porções nas quatro direções do mundo:

Qui te paradisi fonte manare fecit, et in quatuor fluminibus totam terram rigare præcepit. Qui te in deserto amaram, suavitate indita, fecit esse potabilem, et sitienti populo de petra produxit. Bene ✠dico te et per Iesum Christum Filium eius unicum, Dominum nostrum: qui te in Cana Galilææ signo admirabili, sua potentia convertit in vinum. Qui pedibus super te ambulavit: et a Ioanne in Iordane in te baptizatus est. Qui te una cum sanguine de latere suo produxit: et discipulis suis iussit, ut credentes baptizarentur in te, dicens: Ite, docete omnes gentes, baptizantes eos in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Por Deus que te fez brotar do manancial do paraíso, e, dividida em quatro rios te ordenou regar toda a terra; por Ele, que, dulcificando teu amargor, te tornou potável e do rochedo te extraiu para saciar o povo sequioso. Eu te abençoo por Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, Nosso Senhor, que em Caná de Galileia, por um prodígio admirável de seu poder, te converteu em vinho; que sobre ti caminhou a pé enxuto; que em ti por João foi batizado no Jordão; que te fez sair do seu lado juntamente com o seu sangue; que aos seus discípulos mandou que em ti fossem batizados aqueles que cressem, quando lhes disse: Ide, ensinai a todos os povos, e batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Muda de voz e continua em tom de leitura:

Hæc nobis præcepta servantibus tu, Deus omnipotens, clemens adesto: tu benignus aspira. Cumprindo nós estes vossos preceitos, assisti-nos, ó Deus onipotente, e por vossa bondade, enviai-nos o vosso Espírito.

Sopra 3 vezes sobre a água, em forma de cruz: 

Tu has simplices aquas tuo ore benedicito: ut præter naturalem emundationem, quam lavandis possunt adhibere corporibus, sint etiam purificandis mentibus efficaces. Abençoai Vós mesmo, com a vossa boca, estas águas puras, para que, além da virtude natural que possuem de lavar os corpos, recebam também a de purificar as almas.

Mergulha o círio na água:

Descendat in hanc plenitudinem fontis virtus Spiritus Sancti. Desça na plenitude desta fonte a força do Espírito Santo.

Retira o Círio da água e depois torna a mergulhá-lo mais profundamente, repetindo em tom mais alto: “Desça na plenitude…” Tira o Círio que outra vez é mergulhado na água, até tocar no fundo, e pela terceira vez canta em tom ainda mais elevado as mesmas palavras.

Enquanto o Círio está mergulhado, o Celebrante sopra sobre a água:

Totamque huius aquæ substantiam, regenerandi fecundet effectu. E toda a substância desta água se torne fecunda e capaz de regenerar.

Retira o Círio da água e continua:

Hic omnium peccatorum maculæ deleantur: hic natura ad imaginem tuam condita, et ad honorem sui reformata principii, conctis vetustatis squaloribus emundetur: ut omnis homo, sacramentum hoc regenerationis ingressus, in veræ innocentiæ novam infantium renascatur. Aqui se apaguem as máculas de todos os pecados; aqui a nossa natureza, criada à vossa imagem e restituída à dignidade de sua origem, seja purificada de todas as suas antigas misérias, para que todos os que receberem este Sacramento de regeneração, renasçam para uma nova infância de verdadeira inocência.

Continua em tom de leitura:

Per Dominum nostrum Iesum Christum Filium tuum: qui venturus est iudicare vivos et mortuos, et sæculum per ignem. ℞. Amen. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e o mundo pelo fogo. ℞. Amém.

Em seguida o Celebrante derrama na água o óleo dos catecúmenos, dizendo:

Sanctificetur ✠ et fecundetur fons iste Oleo salutis renascentibus ex eo, in vitam æternam. ℞. Amen. Seja esta fonte santificada e fecundada por este Óleo de salvação, para aqueles que dela renascerem para a vida eterna. ℞. Amém.

Derrama o óleo do Crisma:

Infusio Chrismatis Domini nostri Iesu Christi, et Spiritus Sancti Paracliti, fiat in nomine santæ Trinitatis. ℞. Amen. A infusão do Crisma de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo Consolador se faça em nome da Santíssima Trindade. ℞. Amém.

Por fim, derrama os dois óleos ao mesmo tempo:

Commixtio Chrismatis sanctificationis, et Olei unctionis, et aquæ baptismatis, pariter fiat in nomine Pa ✠ tris, et Fi ✠ lii, et Spiritus ✠ Sancti. ℞. Amen. A mistura do Crisma de santificação, do Óleo de unção e da Água do Batismo se faça igualmente em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. ℞. Amém.

Nas igrejas onde houver batistério, terminada a bênção, a água batismal é levada processionalmente ao batistério, na seguinte ordem: turiferário, subdiácono com a cruz processional, clero, diácono com o vaso da água batismal, e o Celebrante; o Círio pascal permanece no seu lugar.

Durante a procissão canta-se:

Sicut cervus desiderat ad fontes aquarum: ita desiderat anima mea ad te, Deus. ℣. Sitivit anima mea ad Deum vivum, quando veniam, et apparebo ante faciem Dei? ℣. Fuerunt mihi lacrymæ meæ panes die ac nocte, dum dicitur mihi per singulos dies: Ubi est Deus tuus? Como o cervo suspira pelas fontes das águas, assim por Vós suspira a minha alma, ó Deus. ℣. Minha alma tem sede do Deus vivo: quando irei eu e aparecerei ante a face de Deus? ℣. Minhas lágrimas são para mim o pão, de dia e de noite, pois, todos os dias ouço dizer: Onde está o teu Deus?

Depois de ter derramado a água batismal na pia, o Celebrante diz:

℣. Dominus vobiscum. ℞.. Et cum spiritu tuo.

Orémus. Omnipotens sempiterne Deus, respice propitius ad devotionem populi renascentis, qui sicut cervus, aquarum tuarum expetit fontem: et concede propitius; ut fidei ipsius sitis, baptismatis mysterio, animam corpusque sanctificet. Per D. N. ℞. Amen.

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

Ó Deus onipotente e eterno, olhai, benigno, para a piedade de vosso povo que vai renascer, e que, semelhante ao cervo sequioso, suspira pelas fontes de vossas águas, e concedei-lhe, propício, que pelo mistério do Batismo, esta sede do dom da fé lhe santifique a alma e o corpo. Por N.S. ℞. Amém.

O Celebrante incensa a pia. E todos voltam em silêncio.


7. RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO

Terminada a bênção da água batismal, o Sacerdote diz, em língua vernácula:

Caríssimos Irmãos:

Recordando com amor a morte e a sepultura de Nosso Senhor Jesus Cristo, vigia esta noite, a Santa Mãe Igreja; e cheia de alegria celebra a sua gloriosa ressurreição. Pelo Batismo, porém, conforme ensina o Apóstolo, fomos com Cristo sepultados na morte; e assim como Cristo ressuscitou dos mortos, é preciso que andemos numa vida nova; sabendo que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para não mais servirmos ao pecado. Consideremo-nos, portanto, mortos para o pecado; vivos, porém, para Deus em Jesus Cristo Nosso Senhor. Por isso, irmãos caríssimos, terminados os exercícios da Quaresma, renovemos todos as santas Promessas do Batismo, pelas quais outrora renunciamos a satanás e suas obras, e também ao mundo, inimigo de Deus, prometendo fielmente servi-Lo na Santa Igreja Católica.

Portanto:
S. Renunciais a satanás?
P. Renunciamos.
S. E a todas as suas obras?
P. Renunciamos.
S. E a todas as suas pompas?
P. Renunciamos.
S. Credes em Deus Pai Todo poderoso, Criador do Céu e da Terra?
P. Cremos.
S. Credes em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor que nasceu e padeceu?
P. Cremos.
S. Credes também no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santas, na remissão dos pecados na ressurreição da carne e na vida eterna?
P. Cremos.
S. Então agora, todos juntos, invoquemos a Deus, assim como Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a rezar:
P. Pai Nosso…

S. E que o Deus onipotente, Pai de N. S. J. C., que nos regenerou pela água e pelo Espírito Santo, dando-nos a remissão dos pecados, guarde-nos Ele próprio pela sua graça, em Jesus Cristo Senhor nosso, para a vida eterna.
P. Amém.

O Sacerdote asperge o povo com a água benta separada durante a bênção da água batismal; onde não houver bênção de água batismal, com água benta comum.

8. CONTINUAÇÃO DAS LADAINHAS

℣. Propítius esto. ℞. Parce nobis, Dómine.

℣. Propítius esto. ℞. Exaudi nos, Dómine.

℣. Ab omni malo. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Ab omni peccáto. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. A morte perpétua. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per mystérium sanctæ Incarnatiónis tuæ. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per advéntum tuum. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per nativitátem tuum. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per baptísmum et sanctum ieiúnium tuum. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per crucem et passiónem tuam. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per mortem et sepultúram tuam. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per sanctam resurrectiónem tuam. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per admirábilem ascensiónem tuam. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Per advéntum Spíritus Sancti Parácliti. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. In die iudícii. ℞. Líbera nos, Dómine.

℣. Peccatóres. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut nobis parcas. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut Ecclésiam tuam sanctam régere et conserváre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut domnum apostólicum et omnes ecclesiásticos órdines in sancta religióne conserváre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut inimícos sanctæ Ecclésiæ humiliáre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut régibus et princípibus christiánis, pacem et veram concórdiam donáre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut nosmetípsos in tuo sancto servítio confortáre et conserváre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut ómnibus benefactóribus nostris sempitérna bona retríbuas. ℞. Te rogámus, audi nos

℣. Ut fructus terræ dare et conserváre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut ómnibus fidélibus defúnctis réquiem ætérnam donáre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Ut nos exaudíre dignéris. ℞. Te rogámus, audi nos.

℣. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi. ℞. Parce nobis, Dómine.

℣. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi. ℞. Exaudi nos, Dómine.

℣. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi. ℞. Miserére nobis.

℣. Christe, audi nos.

℞. Christe, exáudi nos.

Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, ouvi-nos, Senhor,

De todo o mal, livrai-nos, Senhor.

De todo pecado, livrai-nos, Senhor.

Da morte eterna, livrai-nos, Senhor.

Pelo mistério de vossa santa Encarnação, livrai-nos, Senhor.

Pelo vosso advento, livrai-nos, Senhor.

Pelo vosso nascimento, livrai-nos, Senhor.

Pelo vosso Batismo e santo jejum, livrai-nos, Senhor.

Por vossa Cruz e Paixão, livrai-nos, Senhor.

Por vossa Morte e Sepultura, livrai-nos, Senhor.

Por vossa santa Ressurreição, livrai-nos, Senhor.

Por vossa Admirável Ascensão, livrai-nos, Senhor.

Pela vinda do Espírito Santo Paráclito, livrai-nos, Senhor.

No dia do juízo, livrai-nos, Senhor.

Pecadores que somos nós, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que nos perdoeis, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis governar e conservar a vossa santa Igreja, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conservar na santa religião o Sumo Pontífice e todas as ordens da hierarquia eclesiástica, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis humilhar os inimigos da santa Igreja, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conceder a paz e a verdadeira concórdia aos reis e príncipes cristãos, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis confortar-nos e conservar-nos em vosso santo serviço, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis retribuir a todos os nossos benfeitores os sempiternos bens, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis dar e conservar os frutos da terra, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis conceder o descanso eterno a todos os fiéis defuntos, Vos rogamos, ouvi-nos.

Para que Vos digneis ouvir-nos, Vos rogamos, ouvi-nos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

9. MISSA SOLENE DA VIGÍLIA

No fim das Ladainhas os cantores começam solenemente o Kyrie eleison, como nas Missas. Durante esse canto, o Celebrante, que havia ido à sacristia receber os paramentos para o Sacrifício, faz sua entrada solene.

O pensamento fundamental da Missa de hoje é este: Jesus Cristo ressuscitou nos neófitos, e também em todos nos que nos preparamos durante a Quaresma e a Semana Santa, pela Confissão e pela Comunhão pascais.

Nesta Missa notam-se algumas particularidades: Não tem Introito. Omitem-se o canto do Ofertório e o Agnus Dei. Com toda a solenidade canta-se o Glória, durante o qual tocam festivamente todos os sinos, anunciando a alegria pascal a todo o mundo. A Oração e uma suplica pelos neófitos para cumprirem bem seus deveres de Cristãos. A Epístola contém a admoestação: Se já ressuscitastes com o Cristo, procurai as coisas que são do alto. Três vezes, e cada vez em tom mais elevado, ressoa o Aleluia, expressão do júbilo e da alegria pascais.

Terminado o Kyrie, o Celebrante entoa solenemente o Glória e em seguida diz:

℣. Dominus vobiscum. ℞.. Et cum spiritu tuo.

Orémus. Deus, qui hanc sacratíssimum noctem gloria domínicæ Resurrectiónis illústras: consérva in nova famíliæ tuæ progénie adoptiónis spíritum, quem dedísti; ut, córpore et mente renováti, puram tibi exhíbeant servitútem. Per eundem Dominum nostrum Iesum Christum. ℞. Amen.

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

Ó Deus que iluminais esta santíssima noite com a glória da Ressurreição do Senhor, conservai em os novos filhos de vossa família o Espírito de adoção que lhes destes, a fim de que, renovados de corpo e espírito, Vos sirvam com a devida pureza de coração. Pelo mesmo J. C. ℞. Amém.

Epístola (Col 3, 1-4)

Lectio Epistolæ beati Pauli apostoli ad Colossenses.

Fratres: si consurrexístis cum Christo, quæ sursum sunt quǽrite, ubi Christus est in déxtera Dei sedens: quæ sursum sunt sápite, non quæ super terram. Mórtui enim estis, et vita vestra est abscóndita cum Christo in Deo. Cum Christus apparúerit, vita vestra: tunc et vos apparébitis cum ipso in glória.

℞. Deo gratias.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses.

Irmãos: Se já ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas que são do alto, onde o Cristo está assentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do céu, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está oculta com o Cristo em Deus. Quando o Cristo que é vossa Vida, se manifestar, então aparecereis também com Ele na glória.

℞. Demos graças a Deus.

Elevando gradualmente a voz, o Celebrante canta três vezes o Aleluia, que o coro repete:

Em seguida continua o coro:

(Sl.117,1 | Sl. 116, 1-2)

℣. Confitémini Dómino, quóniam bonus: quóniam in sǽculum misericórdia eius. ℣. Laudáte Dominum omnes gentes: et collaudáte eum, omnes pópuli. ℣. Quóniam confirmáta est super nos misericórdia eius: et véritas Dómini manet in ætérnum. ℣. Glorificai ao Senhor, porque Ele é bom; porque sua misericórdia perdura nos séculos. ℣. Louvai ao Senhor, nações todas; louvai-O, todos os povos. ℣. Porque se confirmou sobre nós a sua misericórdia, e a fidelidade do Senhor perdura para sempre.

Ao Evangelho os acólitos não levam os castiçais com velas, mas somente incenso; pede-se a bênção, e o mais como de costume.

Evangelho (Mt 28, 1-7)

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthǽum.

Véspere autem sábbati, quæ lucéscit in prima sábbati, venit María Magdaléne, et áltera María vidére sepúlcrum. Et ecce terræmótus factus est magnus. Angelus enim Dómini descéndit de cælo: et accédens revólvit lápidem, et sedébat super eum: erat autem aspéctus eius sicut fulgur: et vestiméntum eius sicut nix. Præ timóre autem eius extérriti sunt custódes, et factu sunt velut mórtui. Respóndens autem Angelus, dixit muliéribus: “Nolíte timére vos: scio enim, quod Iesum, qui crucifíxus est, quǽritis: non est hic: surréxit enim, sicut dixit. Veníte, et vidéte locum, ubi pósitus erat Dóminus. Et cito eúntes dícite discípulis eius, quia surréxit et ecce præcédit vos in Galilǽam: ibi eum vidébitis. Ecce prædíxi vobis”.

℞. Laus tibi Christe.

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Pelo fim da noite do sábado, ao alvorecer do primeiro dia da semana, foi Maria Madalena com a outra Maria visitar o sepulcro. Eis que se deu um grande terremoto. Porque um Anjo do Senhor desceu do céu e chegando-se ao sepulcro, afastou a pedra e sentou-se em cima dela. Seu aspecto era como o de relâmpago; e sua veste era branca como a neve. Os guardas quando o viram, ficaram apavorados e como mortos. O anjo, porém, disse às mulheres: Não vos amedronteis: sei que procurais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressuscitou como havia dito. Vinde e vede o lugar onde fora deitado o Senhor. Ide presto dizer a seus discípulos que Ele ressuscitou; e que vos precederá na Galileia, onde O vereis. Eis que vo-lo anuncio.

℞. Louvor a Vós, ó Cristo.

Não se diz nem Credo nem Cântico de Ofertório.

Secreta

Suscipe, quǽsumus, Domine, preces populi tui, cum oblationibus hostiarum: ut paschalibus initiata mysteriis, ad æternitatis nobis medelam, te operante, proficiant. Per D.N. ℞. Amen. Recebei, Senhor, as preces de vosso povo com a oblação deste Sacrifício, para que os mistérios pascais agora começados, por vossa ação nos sirvam de remédio para a eternidade. Por N. S. ℞. Amém.

Prefácio (in hac potíssimum nocte), Communicantes (et noctem sacratíssimam) e Hanc ígitur de Páscoa:

Prefácio (da Páscoa)

℣. Dóminus vobíscum.
℞. Et cum spíritu tuo.
℣. Sursum corda.
℞. Habémus ad Dóminum.
℣. Grátias agámus Dómino Deo nostro.
℞. Dignum et iustum est.

Vere dignum et iustum est, æquum et salutare, te quidem Domine omni tempore, sed in hoc potissimum nocte gloriosis prædicare, cum Pascha nostrum immolatus est Christus. Ipse enim verus est Angus qui abstulit peccáta mundi. Qui mortem nostram moriendo destruxit, et vitam resurgendo reparavit. Et ideo cum Angelis et Archangelis, cum Thronis et Dominationibus, cumque omnia milita coelestis exercitus, hymnum gloriæ tuæ canimus, sine fine dicentes:

Sanctus, Sanctus, Sanctus…

℣. O Senhor seja convosco.
℞. E com o vosso espírito,
℣. Para o alto os corações.
℞. Já os temos para o Senhor,
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É digno e justo.

Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que Vos louvemos, Senhor, em todo o tempo e com especia!idade, mais gloriosamente neste dia em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Porque. Ele é o verdadeiro Cordeiro que tirou os pecados do mundo. Por sua morte destruiu a nossa, e ressurgindo restaurou a nossa vida. E por isso, com os Anjos e os Arcanjos, com os Tronos e as Dominações e com toda a milícia do exército celestial, cantamos hinos à vossa glória, dizendo sem fim:

Santo, Santo, Santo…

Não se diz Agnus Dei. Em lugar da Communio, cantam-se:

10. LAUDES

Salmo 50

Allelúia, allelúia, allelúia.

Laudáte Dóminum in sanctis eius * laudáte eum in firmaménto virtútis eius.

Laudáte eum in virtútibus eius, * laudáte eum secúndum multitúdinem magnitúdinis eius.

Laudáte eum in sono tubæ, * laudáte eum in psaltério, et cíthara.

Laudáte eum in týmpano, et choro: * laudáte eum in chordis et órgano.

Laudáte eum in cýmbalis benesonántibus: laudáte eum in cýmbalis iubilatiónis: * omnes spíritus laudet Dóminum.

Glória Patri, et Fílio, * et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in sǽcula sæculórum. Amen.

Allelúia, allelúia, allelúia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Louvai ao Senhor em seu santuário, * louvai-O em seu sublime firmamento!

Louvai ao Senhor pelos seus feitos poderosos, * louvai-O pela imensa majestade.

Louvai-O ao clamor das trombetas, * louvai-O ao som da cítara e da harpa!

Louvai-O com tímpano e dança, * louvai-O com cordas e flautas!

Louvai-O com címbalos sonoros, louvai-O com címbalos retumbantes! * Tudo que respira, louve ao Senhor.

Glória ao Pai, e ao Filho, * e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, * e por todos os séculos dos séculos. Amém

Aleluia, aleluia, aleluia.

Benedictus (Lc 1, 68-79)

Et valde mane una sabbatórum, véniunt ad monuméntum, orto iam sole, allelúia.

Benedictus Dóminus, Deus Israel, * quia visitávit et redémit pópulum suum.
Et eréxit cornu salútis nobis * in domo David servi sui,
Sicut locútus est per os sanctórum, * qui olim fuérunt, prophetárum suórum:

Ut liberáret nos ab inimícis nostris, * et e manu ómnium qui odérunt nos, Ut fáceret misericórdiam cum pátribus nostris, * et recordarétur foederis sui sancti:
Jurisjurándi, quod jurávit Abrahae, patri nostro, * datúrum se nobis,

Ut sine timóre, e manu inimicórum nostrórum liberáti, * serviámus illi, In sanctitáte et justítia coram ipso * ómnibus diébus nostris.
Et tu, puer, prophéta Altíssimi vocáberis: * praeíbis enim ante fáciem Dómini ad parándas vias ejus,

Ad dandam pópulo ejus sciéntiam salútis * in remissióne peccatórum eórum,
Per víscera misericórdia Dei nostri, * qua visitábit nos Óriens ex alto, 

Ut illúminet eos, qui in ténebris et in umbra mortis sedent, * ut dírigat pedes nostros in viam pacis.

Glória Patri, et Filio, * et Spíritui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in saecula saeculórum. Amen.

Et valde mane una sabbatórum, véniunt ad monuméntum, orto iam sole, allelúia.

E no primeiro dia da semana, de manhã cedo, chegaram ao sepulcro, quando já o sol era nascido, aleluia.

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, * porque visitou e remiu o seu povo.
E suscitou uma fôrça para nos salvar, * na casa de Davi seu servo,
Como havia prometido pela boca dos santos, * dos seus profetas, desde os tempos antigos:

Para livrar-nos dos nossos inimigos, * e das mãos de todos os que nos têm ódio,
Para usar de misericórdia com os nossos pais, * lembrar-se de sua santa aliança:
E do juramento que fez a Abraão, nosso pai, * de se dar a nós.

A fim de que, sem temor, * livres das mãos de nossos inimigos, O sirvamos,
Em santidade e justiça na sua presença, * por todos os nossos dias.
E tu, menino, profeta do Altíssimo serás chamado; porque irás diante da face do Senhor, para preparar os seus caminhos,

Para dar conhecimento da salvação a seu povo, * na remissão de seus pecados.
Pelas entranhas da misericórdia de nosso Deus, * com que nos há de visitar do alto este Sol nascente.

A fim de alumiar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, * e dirigir os nossos passos no caminho da paz.

Glória ao Pai, e ao Filho, * e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, * e por todos os séculos dos séculos. Amém.

E no primeiro dia da semana, de manhã cedo, chegaram ao sepulcro, quando já o sol era nascido, aleluia.

O Sacerdote canta:

℣. Dominus vobiscum. ℞.. Et cum spiritu tuo.

Orémus. Spíritum nobis, Dómine, tuæ caritátis infúnde: ut, quos sacraméntis Paschálibus satiásti tua fácias pietáte concórdes. Per Dominum… in unitáte ejúsdem Spíritus Sancti. ℞. Amen.

℣. Dominus vobiscum. ℞.. Et cum spiritu tuo.

℣. Ite, Missa est, allelúia, allelúia.

℞. Deo grátias, allelúia, allelúia.

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

Infundi, Senhor, em nós o Espírito de vosso Amor, a fim de que aqueles que saciastes com os Sacramentos pascais, por vossa bondade permaneçam em perfeita união. Por N. S. … em união com o mesmo Espírito Santo. ℞. Amém.

℣. O Senhor esteja convosco. ℞.. E com o teu espírito.

℣. Ide, a Missa terminou, aleluia, aleluia.

℞. Demos graças a Deus, aleluia, aleluia.

Dada a benção final, saem Celebrante e ministros. Não há último evangelho.


Traduções e comentários extraídos do Missal Quotidiano de D. Beda (1962), com adaptações à luz do Missal de D. Gaspar Lefebvre (1963). 

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