Liturgia Diária- 31/10/2018

MISSA DA FÉRIA

Féria de 4ª Classe- Missa do XXIII Domingo depois de Pentecostes

Meus pensamentos, diz o Senhor, são de paz (Introito). Nossa paz é Jesus Cristo (Epístola). Achá-la-emos seguindo o Apóstolo e afastando nos do caminho dos inimigos da Cruz do Cristo. Jesus Cristo é a nossa paz, até mesmo ali onde a dor quer perturbá-la. Ele, o Salvador, vence o sofrimento e a dor, e nos ensina também a vencê-los (Evangelho). Os Cânticos neste e em todos os domingos seguintes, exprimem fé, confiança, desejo e santa alegria pela próxima volta à casa paterna. Deus, no decorrer do Ano eclesiástico (imagem de nossa vida) nos libertou da escravidão e dos males que nos oprimiam. Nossa alma está livre do cativeiro e os nossos nomes estão escritos no livro da vida.


PRÓPRIO DO DIA

Introito (Jer 29, 11-14 | Sl 84, 2)

O profeta Jeremias anuncia o fim dum cativeiro, de que o de Babilônia foi apenas figura.

Dicit Dóminus: Ego, cóglto cogitatiónes pacis, et non afflictiónis: invocábitis me, et ego exáudiam vos: et redúcam captivitátem vestram de cunctis locis. Ps. Benedixísti, Dómine,terram tuam: avertísti captivitátem Jacob. V. Gloria Patri. Assim diz o Senhor: Meus pensamentos são de paz e não de aflição. Clamai por mim e eu vos ouvirei. Reconduzir-vos ei de vosso cativeiro, de todos os lugares. Sl. Abençoastes, Senhor, a vossa terra; livrastes Jacó do cativeiro. V. Glória ao Pai.

Coleta

O verdadeiro cativeiro da alma é o pecado. Só Deus nos pode livrar dele e arrancar-nos à morte, punição do pecado. 

Absólve, quæsumus Dómíne, tuárum populórum: ut a peccatórum néxibus, quæ pro nostra fragilitáte contráximus, tua beniígnitáte librémur. Per D.N. Dignai-Vos, Senhor, perdoar os delitos de vosso povo a fim de que por vossa benignidade, sejamos livres dos laços dos pecados que por nossa fraqueza contraímos. Por N. S.

Epístola (Fil 3, 17-21; 4, 1-3)

Devemos apegar-nos das coisas da terra e caminhar para as do Céu, para onde Cristo nos chama a partilhar da sua glória, numa transformação completa de todo o nosso ser. 

Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Philippénses.

Fratres, Imitatóres mei estóte, et observáte eos, qui ita ámbulant, sicut habétis formam nostram. Multi enim ámbulant, quos sæpe dicébam vobis (nunc autem et flens dico) inimícos crucis Christi: quorum finis intéritus: quorum deus venter est: et glória in confusióne ipsórum, qui terréna sápiunt. Nostra autem conversátio in cælis est: unde etiam Salvatórem exspectámus Dóminum nostrum Jesum Christum, qui reformábit corpus humilitátis nostræ, configurátum córpori claritátis suæ, secúndum operatiónem, qua étiam possit subjícere sibi ómnia. Itáque, fratres mei caríssimi et desideratíssimi, gáudium meum et coróna mea: sic state in Dómino, caríssimi. Evódiam rogo, et Syntichen deprécor idípsum sápere in Dómino. Etiam rogo et te, germáne compar, adjúva illas, quæ mecum laboravérunt in Evangélio, cum Cleménte, et céteris adjutóribus meis, quorum nómina sunt in libro vitæ. 

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses.

Irmãos: Sede meus imitadores e observai os que andam conforme o exemplo que tendes visto em mim. Pois muitos há, de quem muitas vezes vos tenho falado (e ainda agora falo com lágrimas), que procedem como inimigos da Cruz do Cristo. O fim deles é a perdição; têm por Deus o ventre; gloriam-se daquilo de que se deviam envergonhar, gostando somente das coisas terrenas. Quanto a nós, o nosso viver é nos céus, de onde também esperamos o Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante a seu corpo glorificado,, pelo poder que tem de sujeitar a Si todas as coisas. Portanto, irmãos meus, muito amados e queridos, alegria e coroa minha, permanecei assim firmes no Senhor, caríssimos. Rogo a Evódia e suplico a Síntiquem, sejam unidas no Senhor. E peço também a ti, meu fiel companheiro, que as ajudes porque comigo trabalharam em prol do Evangelho com Clemente e meus outros colaboradores, cujos nomes estão no livro da vida.

Gradual (Sl 43, 8-9 | Sl 129, 1-2)

Liberásti nos, Dómine, ex affligéntibus nos: et eos qui nos odérunt, confudísti. V. In Deo laudábimur tota die, et in nómine tuo confitébimur in sæcula.

Allelúia, allelúia. V. De profúndis clamávi ad te, Dómine: Domine exáudi oratiónem meam. Allelúia.

Vós nos livrastes, Senhor, dos que nos afligiam e confundistes os que nos odiavam. V. Em Deus nos gloriamos todo o dia-, e louvamos eternamente o vosso Nome. 

Aleluia, aleluia. V. Das profundezas do abismo, clamei a
Vós, Senhor! Senhor, atendei à minha oração. Aleluia.

Evangelho (Mt 9, 18-26)

Símbolo da ressurreição espiritual das almas, os milagres de cura e de ressurreição, realizados por Jesus, são também o prenúncio da ressurreição corporal. 

Sequéntia sancti Evangélii secúndum Matthaeum. 

In illo témpore: Loquénte Jesu ad turbas, ecce princeps unus accéssit, et adorábat eum, dicens: Dómine, fília mea modo defúncta est: sed veni, impone manum tuam super eam, et vivet. Et surgens Jesus sequebátur eum, et discípuli ejus. Et ecce múlier, quæ sánguinis fluxum patiebátur duódecim annis, accéssit retro, et tétigit fímbriam vestiménti ejus. Dicebat enim intrea se: Si tetígero tantum vestiméntum ejus, salva ero. At Jesus convérsus, et vídens eam, dixit: “Confíde, fília, fides tua te salvam fecit. Et salva facta est múlier ex illis hora.” Et cum venísset Jesus in domum príncipis, et vidísset tibícines, et turbam, tumultuántem dicébat: “Recédite, non est enim mórtua puélla, sed dormit.” Et deridébant eum. Et cum ejécta esset turba, intrávit, et ténuit manum ejus. Et surréxit puella. Et éxiit fama hæc in univérsam terram illam.

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus.

Naquele tempo, falava Jesus ao povo quando se aproximou d’Ele um príncipe da sinagoga e O adorou, dizendo.- Senhor agora mesmo faleceu a minha filha,- mas vinde, imponde a vossa mão sobre ela e viverá. Jesus levantou-se e seguiu-o com os seus discípulos. E eis que uma mulher, que havia doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegou-se por detrás d’Ele e tocou-Lhe na orla do vestido. Porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar no seu vestido, ficarei curada. Voltou-se Jesus, e vendo-a, disse: Tem confiança, filha, tua fé te salvou. E naquela hora a mulher foi curada. Quando Jesus chegou à casa do príncipe, e viu os tocadores de flauta e muita gente em alarido, disse-lhes: Retirai-vos, porque a menina não está morta, mas dorme. E riram-se d’Ele. Mas depois que fez sair a gente, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. E divulgou-se a notícia deste milagre por toda aquela região.

Ofertório (Sl 129, 1-2)

De profúndis clamávi ad Te, Dómine: Dómine, exáudi oratiónem meam: de profúndis clamávi ad Te, Dómine. Das profundezas do abismo, eu clamo a Vós, Senhor! Senhor, atendei à minha oração. Das profundezas do abismo, eu clamo a Vós, Senhor.

Secreta

Pro nostræ servitutis augmento sacrificium tibi, Domine, laudis offerimus: ut, quod immeritis contulisti, propitius exequaris. Per D.N. Para aumentar o nosso zelo em Vos servir, nós Vos oferecemos, Senhor, este Sacrifício de louvor, a fim de que por vossa bondade completeis em nós o que sem merecimento nosso nos confiastes. Por N. S.

Prefácio (Comum) 

Vere dignum et justum est, aequum et salutare, nos Tibi simper, et ubique gratias agere: Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus: per Christum Dominum nostrum. Per quem majestatem Tuam laudant Angeli, adorant Dominationes, tremunt Potestates, Coeli, Coelorumque Virtutes, ac beata Seraphim socia exultatione concelebrant. Cum quibus et nostras voces, ut admitti, jubeas, supplici confessione dicentes:

Sanctus, Sanctus, Sanctus…

Verdadeiramente é digno e justo, razoável e salutar, que, sempre e em todo o lugar, Vos demos graças, ó Senhor santo, Paí onipotente, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que os Anjos louvam a vossa Majestade, as Dominações a adoram, tremem as Potestades. Os Céus, as virtudes dos Céus, e os bem-aventurados Serafins a celebram com recíproca alegria. Às suas vozes, nós Vos rogamos, mandeis que se unam as nossas, quando em humilde confissão Vos dizemos:

Santo, Santo, Santo…

Comunhão (Mc 11,24)

Amen dico vobis, quidquid orántes pétitis, crédite quia accipiétis, et fiet vobis. Em verdade, vos digo: tudo o que pedirdes em vossa oração, crede que o recebereis, e vos será feito.

Pós-comunhão

Quæsumus, omnípotens Deus: ut, quos divina tríbuis participatióne gaudére, humánis non sinas subjacére perículis. Per D.N. Nós Vos suplicamos, ó Deus onipotente, não permitais sucumbam aos perigos humanos aqueles a quem concedestes a alegria de participar dos divinos Mistérios. Por N. S.

Traduções e comentário inicial extraídos do Missal de D. Beda (1947). Outros comentários do Missal de D.Gaspar (1963).

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