SÃO DIOGO, Confessor
Festa de 3ª Classe- Missa “Justus”, do comum de Confessores não Pontífices, com Coleta própria
Diogo nasceu em Alcalá do Porto, em Sevilha, por volta do ano de 1400. Filho de pais muito pobres e simples, viveu como monge eremita, em penitência e oração. Alimentava-se somente com os produtos da pequena horta que cultivava e se vestia com as roupas velhas que o povo lhe dava. Possuidor de dons místicos e inteligência infusa, sua piedade e bondade eram tão reconhecidas que logo ganhou fama de santidade. Depois de alguns anos isolado, resolveu fazer-se franciscano.
Em 1441, o Diogo foi enviado como missionário às Ilhas Canárias. Seu trabalho dedicado valeu-lhe o cargo de superior da ordem. Mas sua atuação não era bem vista pelos colonizadores, pois Diogo defendia os indígenas locais, colocados na condição de escravos pelos dominadores. Assim, tornaram sua atuação muito difícil. Com tantas pressões ele teve que voltar para a Espanha, em 1449.
Na Europa o zeloso irmão não ficou parado. Mudou-se para Roma e lá trabalhou como ninguém na assistência aos doentes. Era respeitado e venerado, mas precisou voltar para a Espanha, onde retomou seus trabalhos como porteiro e cozinheiro.
Morreu em 12 de novembro de 1463 com fama de santidade.
Oração (Coleta da Missa): Ó Deus, Todo-poderoso e eterno, que por uma providência admirável escolheis o que há de mais fraco para confundir o mais forte, sede propício à nossa humildade, e concedei-nos pelas piedosas preces de vosso Confessor São Diogo, mereçamos ser elevados à glória eterna dos céus. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
LEITURAS
Epístola (1 Cor 4, 9-14)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios
Irmãos: Somos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens. Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados! Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes, fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos! Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora… Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados.
Evangelho (Lc 12, 32-34)
Sequência do Santo Evangelho segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

