Assim dirige a maçonaria a engenharia social: o exemplo da ofensiva da eutanásia na França

Por Javier Lozano / ReL

Tradução de Airton Vieira 

Em 2016 a França aprovava uma lei que legalizava o deixar de alimentar e hidratar doentes se eles mesmos – ou um representante seu no caso de incapacidade – o pedir. Os coletivos pró-vida mostraram sua grande preocupação por esta normativa que abria a porta a um precedente enquanto que os grupos pró-eutanásia ficaram por sua vez defraudados com uma lei que consideravam muito curta.

Não se passaram nem dois anos desde então e o lobby pró-eutanásia voltaram com força tentando acelerar a agenda desde a própria Assembleia Nacional, para assim pressionar a um presidente Macron a que legisle sobre este assunto.

Ofensiva a favor da eutanásia

De fato, a maior pressão provém de pessoas do próprio partido do presidente assim como das lojas maçônicas. Nesta mesma quarta foi apresentado um manifesto a favor da eutanásia e de uma legislação favorável que impulsionado pelo deputado Jean-Louis Touraine e que foi apoiado por uma quarta parte dos deputados franceses, um total de 156 dos que 132 eram do partido governante.

Touraine é professor de Medicina em Lyon e um veterano político do Partido Socialista, onde foi deputado de 2007 a 2016 e que vendo o potencial de Macron passou a suas fileiras sendo agora parlamentar por este partido.

Um ativista preside a Comissão para o Fim da Vida da Assembleia

Este sobrevivente político o é por uma razão. É um ativista. Dá no mesmo o partido. O importante é conseguir os objetivos e o principal é aprovar a eutanásia. De fato, é a cara mais visível deste movimento e grande voz da Associação pelo Direito a Morrer com Dignidade (ADMD).

 A Assembleia Francesa criou há uns meses uma Comissão para o Fim da Vida que está precisamente presidida por este deputado pró-eutanásia que lidera agora esta campanha de pressão que busca a legalização, pelo que a comissão não é outra coisa que um porta-voz a suas propostas.

Reconhecido maçom do Grande Oriente da França

Touraine não é só um político que não tem problema em mudar de partido para seguir gozando desta influência, além disso é um reconhecido e orgulhoso maçom do Grande Oriente da França, sendo um dos habituais em suas reuniões tanto em Lyon como agora em Paris. E este dado é também importante na hora de compreender seu ativismo pró-eutanásia.

Este médico desde a década de 1980 vem fazendo campanha pelo suicídio assistido e a eutanásia, termo último que não aprecia porque diz que era utilizado pelos nazistas. Prefere um eufemismo como “assistência médica para morrer segundo a vontade do paciente”, ainda que o fim seja claramente o mesmo.

Uma “liberdade essencial”

Segundo ele, os franceses estão privados de uma “liberdade essencial” e o compara com a luta empreendida para legalizar o aborto. “Hoje se faz a mesma pergunta que sobre o aborto a princípios dos anos 70”, afirmou.

“Queremos agregar este novo direito, uma possibilidade para que alguém diga: ‘quero parar minha vida agora’”, explica uma e outra vez, apelando à “igualdade”. E cada vez que tem oportunidade cita Sully Prudhomme: “É bom aprender a morrer por vontade, não por um golpe traiçoeiro. Quem sabe como morrer já não necessita mestre”.

A reunião maçônica que antecipava o presente

Lograr uma lei mesmo que seja limitada é só o princípio para abrir a porta a outras políticas como a eutanásia infantil e a morte sem nenhum tipo de limite. E o que está ocorrendo neste momento se entende melhor graças a uma reportagem publicada em 2015 em Famille Chretienne onde um de seus repórteres logrou entrar em uma das conferências que organizou a loja maçônica do Grande Oriente da França para tratar sobre assuntos bioéticos e debater sobre como aprovar uma lei da eutanásia na França, e concretamente uma infantil.

Curiosamente, um dos protagonistas de aquela reunião foi Jean Louis Touraine, então deputado pelo Partido Socialista e hoje presidente da Comissão para o Fim da Vida da Assembleia Nacional.

O convidado de honra naquela reunião da loja era o senador belga Philippe Mahoux, o pai da lei que despenalizou a eutanásia na Bélgica em 2002 e a de 2014 que a estendeu às crianças.

A eutanásia, “um gesto de vida”

O político belga deu conselhos a seus colegas franceses e Touraine, entre outros, tomou nota. Mahoux definia a eutanásia como “um gesto último de humanidade, que é um gesto de vida!”. E ademais assegurava que “o escândalo não é a morte, mas o sofrimento e a doença. E ainda mais quando se trata de uma criança”.

Por tudo isso, pediu aos políticos franceses que lutassem por um “espaço de liberdade” que propiciasse uma eutanásia “sem limite de idade”. Essa luta se produz precisamente agora na Assembleia Francesa encabeçada por um deputado maçom que estava presente naquela reunião.

As leis, debatidas nas lojas

 Mas não é nova a relação entre as lojas maçônicas e a redação de muitas leis. Em uma recente entrevista com La Contra TV, o professor e experto em maçonaria Alberto Bárcena, incidia neste aspecto. “Muitas das leis republicanas (francesas) se têm “engomado”, por utilizar terminologia maçônica, debatido, previamente nas lojas para ser levadas logo ao Parlamento”.

Fazendo referência à lei do aborto, que também menciona o deputado Touraine anteriormente, Bárcena recorda como o grande mestre do Grande Oriente, Pierre Simon, qualificou a aprovação daquela lei como “uma vitória da maçonaria sobre o pensamento judeu-cristão” porque “defender a vida supõe também ter o valor de rejeitá-la”.

Também o ex maçom Serge Abad Gallardo, autor do livro Por que deixei de ser maçom, explicava que “há um grupo importante de maçons presentes no Parlamento. Se chama “Fraternidade Parlamentar” e está constituído de 400 maçons de todas as obediências maçônicas, sendo todos eles altos funcionários e deputados. São quase 20% do Parlamento. E tudo isso sem ter em conta os deputados maçons que não pertencem a este grupo. Eles votam estas leis sociais (aborto, matrimônio homossexual, etc.) em primeiro lugar como maçons, seja qual que for seu partido político. Todas estas leis sociais que são contrárias ao direito natural já foram elaboradas e escritas nas lojas antes de ser votadas”.


Fonte: https://www.religionenlibertad.com/movil/articulo_rel.asp?idarticulo=62735

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