Sobre o Sacramento da Penitência- Parte 2- É válida a Absolvição Coletiva? e outros temas afins

Por Padre Lucas Prados

Traduzido por Airton Vieira

O sujeito do sacramento da Penitência

O sujeito do sacramento da Penitência é toda pessoa que estando batizada e tendo chegado ao uso da razãocometendo pecado mortal ou venial, acuda à confissão com as devidas disposições, e não tenha nenhum impedimento para receber a absolvição. Expliquemos agora brevemente o conteúdo desta definição.

  • O Batismo é a porta de entrada que nos capacita para poder receber os demais sacramentos. Sem o Batismo não podemos receber nenhum dos outros seis.
  • Segundo nos disse São Pio X, a idade da razão começa pouco mais ou menos aos sete anos[1]. O Diretório catequético geral, prescreve que se instrua às crianças a partir dessa idade sobre o sacramento da Penitência, para inculcar nelas uma santa aversão ao pecado e um desejo de buscar o perdão de Deus na confissão sacramental. Mas então vêm as falsas teorias que negam que as crianças nessa idade possam pecar e necessitem deste sacramento.
  • Todo fiel que tenha chegado ao uso da razão, está obrigado a confessar fielmente seus pecados graves ao menos uma vez ao ano (CIC c. 989).
  • Se recorda também a obrigação de seguir a prática de que as crianças se confessem antes da Primeira Comunhão (AAS 65, 1973, 410).
  • As pessoas que vivem em um estado de pecado habitual, como são os divorciados “recasados”, que não deixam esta condição de vida, não podem receber a absolvição; e como consequência não podem confessar-se.

A confissão mediante intérprete

No caso de que o fiel fale uma língua diferente do sacerdote, pode ajudar-se se assim o deseja de um intérprete, com tal de que se evitem abusos e escândalos (CIC c. 990). O intérprete que ajude em uma confissão estará também sujeito ao sigilo sacramental.

 Frequência da confissão

O preceito eclesiástico da confissão anual obriga gravemente a todos os cristãos que tenham chegado ao uso da razão e sejam réus de pecado mortal. De todo modo, supondo que tivéssemos cometido um pecado mortal, convém confessar-se o quanto antes para recuperar a graça santificante e a amizade com Deus. Não teria sentido manter-se em pecado mortal, com o conseguinte risco inclusive de poder morrer separado de Deus; e como consequência, condenar-se ao inferno por toda a eternidade.

Por isso, a Igreja manda confessar os pecados mortais ao menos uma vez ao ano. Mas é bom confessar-se com frequência; e por suposto, quanto antes, sendo necessário. Supondo que não fosse necessário, é conveniente fazê-lo com frequência para a limpeza de nossa alma e o crescimento da vida espiritual.

Sobre este ponto concreto dizia o papa Pio XII:

“Certo que, como bem sabeis, Veneráveis irmãos, estes pecados veniais se podem expiar de muitas e muito louváveis maneiras; mas para progredir cada dia com maior fervor no caminho da virtude, queremos recomendar muito encarecidamente o piedoso uso da confissão frequente, introduzido pela Igreja não sem uma inspiração do Espírito Santo: com ele se aumenta o justo conhecimento próprio, cresce a humildade cristã, se faz frente à tibieza e indolência espiritual, se purifica a consciência, se robustece a vontade, se leva a cabo a saudável direção das consciências e aumenta a graça em virtude do Sacramento mesmo”.[2]

O sacramento da Penitência não só se ordena ao perdão dos pecados mortais devolvendo à alma a vida da graça, senão que se ordena também ao perdão de todos os pecados, inclusive os veniais, e a comunicar as graças específicas para vencer precisamente esses pecados ou más inclinações das que o penitente se acusa, fortalecendo desse modo as virtudes às que se opõem.

Junto ao oficio de juiz, o sacerdote realiza também o de mestre e pastor, e sua ajuda é muito conveniente para progredir na vida espiritual.

Por meio da confissão frequente e piedosa, além do perdão dos pecados se consegue: aumentar o próprio conhecimento, crescer em humildade, desarraigar maus costumes, lutar contra a tibieza espiritual, purificar a consciência, robustecer a vontade e receber una adequada direção espiritual.

Desgraçadamente, pela perda do sentido do pecado que se vê hoje em dia, e que não é outra coisa que o fruto da falta de amor a Deus, se tem produzido também um afastamento da confissão; pelo que é cada vez mais frequente ver pessoas que passam habitualmente quatro e cinco anos sem confessar-se. Não obstante, à hora de receber a Sagrada Comunhão, é frequente vê-los acudir em massa; fazendo suspeitar que muitos deles não possam fazê-lo porque estejam em pecado mortal.

 Os atos do penitente à hora de confessar-se

Dos atos que deve realizar o penitente ou sujeito à hora de confessar-se já falamos anteriormente[3], pelo que não os vamos repetir agora; só dizer que sem o desejo sincero e eficaz de fazer uma boa confissão, unido ao ato de contrição perfeita, é impossível que quem esteja em pecado mortal se salve, porque o sacramento da Penitência é o caminho que Cristo deixou aos cristãos para alcançar o perdão de Deus, e não desejar recebê-lo nessas circunstâncias equivaleria a uma ausência de verdadeiro arrependimento.

 Modo de celebração deste sacramento

Ainda que tenha havido modificações desde o ponto de vista litúrgico na celebração deste sacramento, sempre estiveram presentes dois elementos essenciais:

  • Os atos que faz o penitente que quer converter-se: o arrependimento ou contrição, a confissão dos pecados e o cumprimento da penitência.
  • A ação de Deus, por meio dos bispos e os sacerdotes. A Igreja perdoa os pecados em nome de Cristo, decide qual deve ser a penitência, ora com o penitente e faz penitência com ele. (CIC, c.1148).

Podemos falar de três tipos de celebração deste sacramento:

  • Confissão e absolvição individual: este é o modo normal e convenientede receber este sacramento. O sacramento se recebe de maneira individual, acudindo ao confessionário, dizendo os pecados e recebendo a absolvição em forma particular ou individual.
  • Liturgia penitencial comunitária:este modo se usa nas celebrações penitenciais comunitárias nas paróquias. Ex.: no tempo da Quaresma. Os penitentes, depois de una preparação comum ajudados pelo sacerdote, se aproximam individualmente do confessionário e se acusam dos pecados e recebem a absolvição privadamente. Não há que confundir este tipo de confissão com a absolvição geral ou coletiva; a qual está reservada a casos e condições especiais que estudaremos mais abaixo.
  • Absolvição geral ou coletiva: só em casos de urgência e nas condições que o Código de Direito Canônico prescreve.

 A absolvição coletiva (CIC c. 960-962)

Há certas épocas do ano nas que o sacerdote pode cair na tentação de convocar absolvições gerais em sua paróquia ante o aumento do número de fiéis que acodem pedindo confissão e a diminuição de sacerdotes dispostos a ajudar nesses momentos. Frente a este caso concreto temos de dizer o seguinte:

  • Na grande maioria dos casos nos que o sacerdote realiza uma absolvição geral, não se cumprem as condições que o Código de Direito Canônico exige, pelo que as confissões seriam inválidas e ademais sacrílegas.
  • Com o fim de reduzir o número de pessoas que acudam certos dias nos que normalmente se espera uma maior afluência à confissão, deverá aumentar os dias e horas de confissão prévios a essas datas, de tal modo que possa escutar individualmente a confissão de cada penitente.
  • Supondo que o bispo lhe autorizasse em um caso concreto a celebrar a absolvição coletiva, deveria instruir aos fiéis sobre as condições de validez e a obrigação de confessar-se individualmente com posterioridade e quanto antes lhes fosse possível.

Existem casos excepcionais nos quais os sacerdotes podem dar a absolvição geral ou coletiva, tais como aquelas situações nas que, de não transmitir-se, as pessoas ficariam sem poder receber a graça sacramental por longo tempo, sem ser por culpa sua.

Se consideram situações extraordinárias: o estado de guerra, o perigo de morte ante uma catástrofe, em lugares com uma escassez tremenda de sacerdotes e muitos fiéis que desejem confessar. Se não existem estas condições fica totalmente proibido fazê-lo. (CIC c. 961).

No caso de que tivessem que receber a absolvição coletiva, para a validez da absolvição, os fiéis devem estar bem dispostos e ter o propósito de confessar individualmente seus pecados graves o quanto antes possível (CIC c. 962, §1; 963).

Esta última condição se costuma calar em muitos casos, pelo que os fiéis não costumam acudir com posterioridade para realizar uma confissão individual. Neste caso particular, e dado que o fiel não tem por que saber todas as leis da Igreja, seria o sacerdote réu dos pecados desses penitentes e além disso cometeria sacrilégio. A esses fiéis se lhes perdoariam os pecados; mas se em um futuro se inteirassem da condição que põe a Igreja para a validez dessas confissões, deveriam manifestá-lo ao sacerdote na seguinte confissão.

Não se podem receber duas absolvições coletivas seguidas se não houve confissão individual no meio; a não ser que tenha sido impossível fazê-lo (CIC c. 963).

Aquelas pessoas que conhecendo a lei da Igreja a respeito das condições de validez das absolvições coletivas a tenham recebido e logo não se confessaram individualmente, seguiriam em pecado e ademais cometeriam sacrilégio.

Ao bispo diocesano corresponde julgar se existem as condições requeridas para a absolvição geral. Uma grande concorrência de fiéis com ocasião de grandes festas ou de peregrinações não constituem por sua natureza ocasião da referida necessidade grave. (CIC c. 962, §1, 2)

Confissão geral

Se chama assim quando uma pessoa faz uma confissão de todos os pecados cometidos durante toda a vida, ou durante um período da mesma, incluindo os já confessados com a intenção de obter una maior contrição. O penitente deve advertir ao confessor que está fazendo uma confissão geral.

O confessor deverá avalizar a necessidade de uma confissão geral, pois em alguns casos poderia tratar-se de pessoas escrupulosas, e recorrer a uma confissão geral poderia ser nocivo.

É necessário realizar uma confissão geral se consta que um penitente não se confessou integramente em alguma confissão anterior, ou não teve a contrição devida; já que todas as confissões seguintes foram inválidas e sacrílegas.

Realizar uma confissão geral será útil em alguns momentos da vida. Por exemplo: quando vá receber o sacramento do matrimônio, ordens sagradas, fazer votos religiosos, e em geral, quando vá dar um passo importante em sua vida.

Absolvição sob condição

Quando uma pessoa está em perigo de morte, e não pode expressar-se verbalmente por algum motivo, pode ser outorgado o perdão dos pecados de maneira condicionada. Isto quer dizer que está condicionada às disposições que tenha o enfermo ou que se presume teria, de estar consciente.

Lugar e sede próprios para a confissão (CIC c. 964)

  • Segundo nos diz o Código de Direito Canônico, o lugar próprio para ouvir confissões é uma igreja ou oratório.
  • Pelo que se refere à sede para ouvir confissões, a Conferência Episcopal ordena que existam sempre em lugar patente confessionários providos de grades entre o penitente e o confessor que possam utilizar livremente os fiéis que assim o desejem.
  • Não se devem ouvir confissões fora do confessionário, se não é por justa causa. O antigo Código de Direito Canônico de 1917 punha especial ênfase no cuidado e delicadeza que deveria ter o sacerdote na confissão de mulheres.
  • Há que tentar que o confessionário seja um lugar sagrado onde se acuda para conseguir o perdão e receber a graça de Deus; e por isso, se haverá de evitar que pareça a consulta de um psicólogo.

Efeitos do sacramento da Penitência

Resumidamente diremos que pelo sacramento da Penitência:

  • Nos reconciliamos com Deus: O efeito principal deste sacramento é a reconciliação com Deus. Mediante ele, se apagam os pecados e se confere ou devolve a graça santificante.
  • Se nos abrem as portas do céu: Ao que havia cometido pecado mortal, pela confissão se lhe abrem as portas do céu, e a pena eterna fica comutada em pena temporal. Ao mesmo tempo, se diminui a pena temporal devida pelos pecados veniais e pelos mortais já perdoados anteriormente em outras confissões. A pena temporal perdoada depende das disposições do penitente.
  • Recuperamos os méritos, virtudes e donsperdidos pelo pecado mortal: Os méritos que tínhamos anteriormente ante Deus pelas boas obras feitas, e que havíamos perdido pelo pecado mortal, se recuperam. E do mesmo modo se recuperam as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo. Supondo que os pecados confessados só fossem veniais, aumenta a graça, as virtudes e os dons do Espírito Santo. A quantidade de méritos, virtudes e dons que se recuperam na confissão dependem das disposições do penitente.
  • Recebemos graça sacramental própria: Afora a graça santificante, este sacramento nos dá uma graça sacramental própria que nos fortalece na luta contra o pecado e as tentações.
  • Nos reconcilia com a Igreja: A reconciliação do pecador com a Igreja é o primeiro fruto da Penitência e o sinal visível e instrumento da reconciliação com Deus.

 Algumas perguntas que surgem em torno a este sacramento

 Pergunta: é válida a confissão por telefone, e-mail ou qualquer outro meio de comunicação moderno?

Resposta: Para a validez da confissão é imprescindível a presença física do penitente ante o confessor. Portanto, a confissão por qualquer outro meio no só não é válida, como também é sacrílega (DS 1994).

Pergunta: Posso confessar-me diretamente com Deus, pois me dá vergonha dizer os pecados a outro “homem”?

Resposta: O sacerdote não é “outro homem”, é um ministro de Cristo. Só o sacerdote devidamente ordenado e com faculdades para confessar pode absolver os pecados (CIC c. 965, 966).

Pergunta: Em algumas igrejas tenho visto que para confessar-se é muito fácil; simplesmente as pessoas vão passando diante do confessor e lhe dizem: “Padre, perdoe-me porque pequei”. Dito isto, sem haver especificado os pecados, situações e número dos mesmos, o sacerdote lhes absolve. Essa confissão é válida?

Resposta: essa confissão não é válida; além disso é sacrílega. Para a validez da confissão, um dos elementos que não pode faltar é a acusação detalhada dos pecados cometidos desde a última confissão bem feita (cânon 988 § 1).

Pergunta: Confessei, mas o sacerdote não me deu a penitência. A confissão é válida?

Resposta: A confissão é válida, mas “imperfeita”. A absolvição dos pecados perdoa a culpa (ofensa a Deus), e a pena eterna; mas não apaga a “pena temporal”. A pena temporal pelos pecados cometidos se satisfaz parcial ou totalmente com a penitência que impõe o sacerdote.

Pergunta: Na Quaresma passada o pároco de minha Igreja havia organizado uma “Liturgia Penitencial”. Quando íamos confessar privadamente, o sacerdote nos disse que como éramos muitos (uns quarenta) e não tinha tempo para ouvir a confissão de cada um, daria a absolvição coletiva. Se pode fazer isso?

Resposta: A Igreja tem perfeitamente delimitados os casos nos quais se pode fazer uma absolvição geral ou coletiva, e o caso ao que aqui se refere não é um deles, pelo que essas confissões não são válidas (cânones 961 e 962). Neste mesmo artigo se explicou com detalhe quando se pode realizar uma absolvição coletiva.

Pergunta: Tenho confessado de pecados gordos contra o sexto e o nono mandamentos e o sacerdote me diz que essas coisas já não são pecados. Eu recordo quando era criança que o sacerdote nos dizia que eram pecados mortais. Que tenho de fazer?

Resposta: Desgraçadamente desde que a Igreja deixou de fazer os exames de doutrina aos confessores para dar-lhes licença para confessar, e como consequência da tremenda confusão teológica e moral que têm alguns sacerdotes, estes estão dizendo que pecados que a Igreja sempre considerou mortais já não o são (CIC c. 970 e 978 § 2).

A Igreja não mudou sua doutrina moral uma vírgula, pelo que pecados que eram mortais continuam sendo. Por exemplo: adultério, fornicação, masturbação, consentir pensamentos impuros, uso de anticonceptivos para planejamento familiar, ligaduras de trompas, atos homossexuais,… O sacerdote que diga que todos esses pecados já não são graves está faltando muito gravemente a seu ministério e terá que enfrentar-se ante o tribunal de Deus para pagar as penas de todos aqueles aos que ele guiou ao pecado. Por outro lado, se o penitente acudiu a esses sacerdotes, sabendo no profundo de sua consciência que esses atos eram maus, não obteve o perdão dos pecados e ademais cometeu sacrilégio.

Pergunta: Há uns anos veio à minha paróquia um sacerdote novo. Era um homem muito simpático; mas destes da “nova onda”. O primeiro que fez foi tirar os confessionários, pois dizia que tiravam espaço para os fiéis na igreja, já de si pequena. O segundo passo foi eliminar a maioria dos santos, pois dizia que eram bastante feios e que não despertavam devoção; deixando somente o santo patrono. E o terceiro passo foi levar o Sacrário a uma nova capela da Comunhão que fez em uma lateral obscura da Igreja. Dizia que com isso aumentaria o fervor à Eucaristia, ao tempo que os que quisessem orar diante do Sacrário não se veriam afetados quando na Igreja houvesse batizados, bodas…

Depois de uns quantos anos os resultados têm sido os seguintes: Para confessar-se há que ir à sacristia, onde o sacerdote te confessa “sem ter tempo” com pressa e correndo. Já ninguém reza aos santos nem lhes acende velas, pela simples razão de que já não existem. Ninguém se aproxima da capela da Comunhão, pois está escondida no fundo da Igreja, e quando alguém entra à Igreja (se é que por casualidade está aberta), vai com um pouco de pressa. Antes, do último banco da Igreja se podia ver o Sacrário, agora já não se vê nem o Sacrário, nem os santos, nem a ninguém; pois praticamente já não entra ninguém à Igreja fora das horas das Missas. Que se pode fazer?

Resposta: Primeiro de tudo, rezar a Deus para que esse sacerdote mude e cumpra com o que a Igreja manda. Falaremos somente da confissão, que é de o que estamos falando agora. O Código de Direito Canônico diz que dentro da Igreja há de haver um lugar especialmente dedicado para a confissão. E acrescenta, proveja-se também de grades que separe penitente de confessor, caso o penitente desejasse não manifestar sua identidade… O código também diz que se fixem horas convenientes de confissão para poder atender aos penitentes que o desejem (CIC c. 964 e 986 § 1).

 


NOTAS:

[1] S. Pio. X, Decreto Quam singulari, 1: AAS 2, 1910, 582. (AAS = Acta Apostolicae Sedis)

[2] Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, DS 3818.

[3] Uma análise mais detalhada e profunda dos atos do penitente pode ser encontrada nesta mesma secção quando falamos da matéria do sacramento da Penitência: http://adelantelafe.com/materia-forma-del-sacramento-la-penitência/


Fonte: http://adelantelafe.com/valida-la-absolucion-colectiva-otros-temas-afines/

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