Ainda em tempo, segue Nota sobre o Tempo depois da Epifania (Tempus per Annum), iniciado após o fim do Tempo do Natal.
EXPOSIÇÃO DOGMÁTICA
Entre o ciclo do Natal, que terminou em 13 de Janeiro e o ciclo da Páscoa, que começará no Domingo da Septuagésima, estende-se um período de algumas semanas.
Não tomando em conta a duração – que neste período é muito breve – a liturgia dos Domingos que se seguem á Epifania, assemelha-se muito à dos numerosos Domingos do Tempo depois de Pentecostes. Numa e noutra, a oração e os ensinamentos da Igreja apresentam-se de per si, independentemente de qualquer festa ou circunstância particular, em vez de serem organizados em função do progressivo desenvolvimento do mistério de Cristo. Nas Missas de Domingo exprimem-se as relações permanentes do povo cristão com o seu Deus, e a Igreja, unindo-nos á sua prece e recordando-nos a sua doutrina, vai-nos inculcando o seu genuíno espírito.
APONTAMENTOS DE LITURGIA
O Tempo depois da Epifania começa a 14 de Janeiro e termina na Septuagésima. A data da Septuagésima varia com a da Páscoa: oscila entre 18 e Janeiro e 22 de Fevereiro, e pode situar-se entre o segundo e o sétimo Domingo depois da Epifania.
Tal como no Tempo depois de Pentecostes, usam-se paramentos verdes nas Missas do Domingo, mesmo se forem retomadas durante a semana. O prefácio é o da Santíssima Trindade, ao domingo; à semana, o comum.
Constitui uma particularidade a festa da Purificação de Nossa Senhora, no dia 02 de Fevereiro, isto é, quarenta e dois dias depois do nascimento de Jesus. Pelo seu significado, como pela sua feição litúrgica, esta festa pertence ao ciclo do Natal, do qual é como que um prolongamento, que se projeta até o meio do Tempo depois da Epifania, e por vezes, ate às portas da Quaresma.
RUBRICAS
I- As Missas do 3º, 4º, 5º e 6º Domingos depois da Epifania têm as mesmas partes cantadas;
II- Chamam-se “Domingos depois da Epifania trasnferidos” os que se intercalam entre o 23º e 24º depois de Pentecostes;
III- Os Domingos depois da Epifania são de 2º classe: só admitem comemoração de uma festa de 2º classe; Missa com Glória, Credo e prefácio da Santíssima Trindade;
IV- Da segunda-feira à sexta-feira, quando não ocorrer uma festa de 3º classe ou vigília, diz-se a Missa da féria (4º classe), que é a do Domingo precedente, sem Glória nem Credo, e Prefácio Comum;
V- Pode dizer-se também a Missa de uma comemoração ou de um santo mencionado neste dia no martirológio, ambas com glória.
VI- Nas Missas votivas rezadas de 4º classe, procede-se de igual modo.
Retirado do Missal Quotidiano, versão 1963, de D. Gaspar Lefevbre, que foi veiculado no site Fiéis Católicos de Curitiba, no seguinte link: http://www.saopiov.org/2009/01/tempus-per-annum-post-ante-septuagesima.html#ixzz4VsrTCq1j
